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Terça-feira, Maio 30, 2006
Será que não entende?

Em entrevista dada ao Jornal O Jogo, Beto revela não estar interessado em mudar-se para o futebol grego, e a que a proposta não é minimamente interessante.
Aliás, vai mais longe!
Afirma querer ficar no Benfica, que denomina de maior clube do Mundo, e ser titular na equipa de Fernando Santos…

Se me permitem, eu também queria ganhar o Euromilhões, mas ainda não ganhei nada…

Relativamente aos assobios dos adeptos, a reacção é surpreendente:

“Em qualquer clube que um jogador chegue, há sempre adeptos que gostam dele e outros que não. Se Jesus, que é Jesus, não agradou a toda a gente, porque Beto tem de agradar?”

Fiquei perplexo com a entrevista. E honestamente, não percebo como é que Beto pode falar assim.
Será que não tem a mínima noção do razoável? Ou será que o cargo que lhe foi atríbuido por Koeman lhe subiu à cabeça?

O que dizer, senão:

Beto, tenha juízo!!
 
por Jota às 20:34 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
La Siesta
Confesso que não percebo os adeptos que lamentam a saída de Geovanni do Benfica. No meu entender, Geovanni era um jogador inconstante, com rasgos, poucos, de luminosidade e que estagnava em campo aos cinquenta, sessenta minutos de jogo. Argumentarão alguns que nunca lhe deram as oportunidades necessárias. Discordo. É certo que Geovanni jogou poucas vezes na posição que advogava ser a sua, mas é igualmente correcto afirmar que, nessas poucas vezes, fez a diferença contra o Manchester e contra qualquer clube português de segunda linha. Insuficiente, a meu ver, para um jogador tão qualificado.

Não sou um fã indefectível do Soneca. Gostei da sua actuação em alguns jogos e cheguei a pensar que poderia valer a pena utilizá-lo como ponta-de-lança. Ele, porém, nunca quis dar-me razão, jogando sempre entre o oito e oitenta. É, parece-me, o típico jogador brasileiro. Alguma capacidade de explosão, muita velocidade raramente utilizada e uma preguicite aguda de levar qualquer adepto à loucura. É certo que veio a custo zero do Barcelona. É certo que talvez ganhasse menos que Robert, jogando mais e será verídico afirmar que possuía uma qualidade acima da média no actual plantel do Benfica. No entanto, era um acomodado e os acomodados servem apenas para determinados tipos de futebol, mormente o sul-americano, onde, excluindo o argentino, se joga a velocidade de cruzeiro. Geovanni nunca se adaptou, com alguma pena minha e, estou certo, de muitos adeptos, mas a sua continuidade foi posta em causa sobretudo por si, que raramente demonstrou estar ao nível que lhe era exigido.

É óbvio que o Benfica poderia ter ganho algum dinheiro com ele. É assombroso como os clubes do Sul não são capazes de gerar dinheiro como o do Norte. Ainda agora se fala do interesse do Leverkusen e de outro clube alemão em Hugo Almeida que, a ser dispensado, deixará uns bons milhões nos cofres das Antas. Pena que por estes lados da paróquia não se faça o mesmo. De um ponto de vista financeiro é compreensível. Geovanni tinha mais um ano de contrato, após o qual poderia sair a custo zero. O seu salário seria certamente dos mais elevados, situação contrária à desejada por Veiga e Vieira que querem, a todo o custo e com algum mérito, apertar o cinto à viva força. Qualquer clube onde tivesse mercado (leia-se "qualquer clube brasileiro") preferiria esperar um ano a pagar o que quer que fosse, até porque os clubes brasileiros e o dinheiro não costumam ser amigos de longa data. Por tudo isto, percebo a decisão de o deixar sair. Não foi mencionada qualquer contrapartida financeira no negócio, logo não deve ter existido nenhuma, sobretudo por serem estas as notícias favoritas de dirigentes e editores jornalísticos.

Não sentirei a falta de Geovanni. Continuo a dizer que Manduca e, quiçá, Marco Ferreira, se motivados, poderão constituir mais-valias para a equipa, papel que Geovanni certamente não desempenhava. Neste caso, ao contrário do que é habitual, inverte-se o ditado. É preferível ter dois acordados que um constantemente a dormir.

 
por JAS às 18:44 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Maio 29, 2006
O problema dos 3 Galos para um poleiro

A acreditar na notícia do jornal Record (e complementada por uma outra d’ A Bola), é Quim o guarda-redes a dispensar.
Tal como já havia previsto aqui (tal como os restantes Parciais, já agora), seria normal dispensar um dos guarda-redes, uma vez que nesta situação teríamos três galos, que se consideram equivalentes, a lutar por um lugar. Por conseguinte, é preferível ter dois experientes e um terceiro saído das camadas jovens.
Temos, logo aqui, um retrocesso, relativamente ao que se fez em Dezembro/Janeiro.
Foi a SAD a criar este problema, ao contratar, definitivamente, Moretto; não me parece líquido que se esperasse, em Dezembro, vir a vender Quim agora, tendo em conta que a titularidade foi entregue, de mão beijada, a Moretto, e que Scolari muito dificilmente colocaria Ricardo no banco. Assim, de que forma poderia Quim ser valorizado, se a visibilidade lhe foi retirada???
Considero que estamos perante má gestão desportiva!
Tendo Quim assumido a titularidade, e não se considerando Rui Nereu como uma alternativa consistente para lutar pela titularidade, porque não contratar, por empréstimo, alguém para criar a tal competitividade no lugar?
O problema teria ficado resolvido, de forma muito mais limpa, e agora, não teríamos este tipo de casos…
Mas pronto, o mal está feito.
Seria de esperar que alguém novo na estrutura (vulgo, Fernando Santos) retirasse a lã dos olhos, e visse o mesmo que a massa associativa e simpatizante viu, vê e verá: Moretto é um mau guarda-redes, claramente inferior aos outros dois!
A dispensa de Quim, a confirmar-se, é um mau início para o reinado de Fernando Santos. Alguém que jogou lesionado em prol do clube merecia mais respeito!Não o teve com Koeman, e parece continuar a não ter agora.
Espero que a titularidade não esteja já atribuída… Porque outra época com o coração nas mãos cada vez que a equipa adversária se lembra de cruzar, não obrigado!
 
por Jota às 23:11 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Maio 28, 2006
Próxima Época
Aproveitando a leva dos restantes “parciais”, cabe-me também fazer, aqui, aquilo que espero para o Benfica da próxima temporada.

Sempre discordei da solução Fernando Santos. Acho-o fraco de carácter, não motivador e com um currículo algo “frouxo” para ser treinador do Glorioso (Afinal, ganhou o “penta” com as ajudas que se sabe e depois apenas treinou clubes de clara segunda categoria como o Estrela da Amadora, Sporting e AEK onde nada ganhou). Acho que será útil a Veiga já que, decerto, Scolari, Eriksson ou Camacho iriam causar-lhe muitos mais problemas senão mesmo a sua… saída. Mas enfim, pelo menos um aspecto agrada-me: é sócio 7000 e tal do SLB o que significa que o é desde há pelo menos 40 anos.

Em relação aos guarda-redes a solução só pode ser uma: a dispensa de Moretto. Não tem qualidade suficiente, não cria confiança nos defesas, dá sempre 2 ou 3 frangos por jogo (alguns não aproveitados pelos adversários) e nunca o vi fazer nenhuma defesa que outro guarda-redes do Benfica não fizesse. Para mais, é brasileiro.
Na defesa, espero sinceramente que se mantenham todos: Luisão é o “patrão”, Rocha é dos que mais claramente se esforça, Andersson tem alguma qualidade (mas se porventura surgisse alguma proposta é perfeitamente “vendível”), Alcides e Nelson ocupam bem o lado direito, e Léo é o melhor defesa-esquerdo a actuar em Portugal. Precisa é de um substituto. Neste aspecto, pode ser Miguelito mas se não vier não ficarei muito triste. Odeio a ideia de o Benfica se ter que sujeitar às exigências de alguém como Rui Alves, o presidente do Nacional e “súbdito” do Pinto. Em relação a José Fonte, acho que não será solução. Pelo que vi nos seus jogos no Paços de Ferreira parece-me muito fraquinho mas oxalá me engane.

No meio-campo, acho que, apesar de tudo, Beto até pode ter alguma (pouca) utilidade. È um jogador péssimo, do pior que o Benfica alguma vez teve mas, o que é certo, é que nos últimos momentos, quando se precisa de alguém para defender, Beto exerce pressão e até consegue recuperar algumas bolas. Tudo partindo do principio de que mal recupera a bola, passe para o primeiro jogador que viu (do Benfica, de preferência) e de que se contrate alguém, esse sim, com qualidades para ser a primeira opção no caso de Manuel Fernandes e Petit não poderem jogar (e até mesmo para substituir, nalguns jogos, Petit, que me parece não ter já pedalada para os 50 jogos que – espera-se – o Benfica tenha de vir a realizar.)

No ataque, penso que Simão só deva sair se, de facto, a proposta for de 20 milhões de euros. “Dispensar” um jogador que nas últimas épocas tem levado o Benfica “às costas” pode ser um erro quiçá irreparável a curto prazo. Em relação a Rui Costa, penso que é O jogador. Não crendo, todavia, na sua capacidade para actuar durante 90 minutos, penso que Karagounis pode ser uma excelente solução para o substituir visto ser, na minha opinião, um jogador fenomenal, muito mal aproveitado por Koeman e que até pode actuar nos extremos (quem não se lembra dos quartos-de-final há 3 anos atrás quando, a actuar na ala esquerda do Inter “partiu” a defesa toda do Benfica e levou a sua então equipa às meias-finais). Espero ainda manter Geovanni que, nos momentos decisivos aparece sempre em grande. Acho que é um jogador que já conhece bem o Benfica e é dos mais evoluídos tecnicamente. A sair que sejamos ressarcidos porque, pura e simplesmente, despedi-lo parece-me um grave erro.
Em termos de dispensas, não me importava que Manu e Manduca ficassem mas tudo o resto é perfeitamente dispensável. Se Marco Ferreira encontra bem colocação em algum clube da segunda divisão, já no que concerne a Robert parece que iremos ter alguns problemas porque ninguém o quer. E, sabendo do salário que aufere, aí sim, ninguém mesmo irá cometer a asneira de sequer pensar nele como uma hipótese.
Assim, com estas dispensas, penso que faltaria um médio mais ao Benfica. Fala-se em D’Alessandro, o que será, desde já, uma boa hipótese.

No ataque, e depois da gravíssima asneira que foi ao termos contratado Marcel, depois do “excelente” desempenho que teve… nos dois jogos contra as equipas moçambicanas (!), espero, sinceramente, que assinem – e depressa – com Miccoli. Bem sei que o seu salário irá ser extremamente elevado mas, como já defendi, acho muito preferível contar com 23/24 jogadores de inegável qualidade do que contar com 35/36 (emprestados, Marceis, Marcos Ferreiras e Roberts e toda a porcaria que se irá contratar, este ano, a equipas da Superliga) de qualidade duvidosa. Se o Benfica alguma vez, no futuro, quererá afirmar-se perante equipas como o Barcelona, o Chelsea ou o Milan, terá de, progressivamente, se adaptar aos salários por estes praticados. Não sei quanto ganha o Miccoli mas acho que até 35/40 mil contos mensais (partindo do pressuposto de que, como já ouvi, o tecto salarial do Benfica é de 30 mil contos) se poderá ir, nem que para isso se tenha de recorrer a algum patrocínio que pague parte dos salários (em troca de, por exemplo, 10% do passe do jogador) ou que se faça um contrato por objectivos ou presenças. Parece-me, isso sim, indispensável que se mantenha Miccoli, não só pela qualidade demonstrada, mas também pela experiência internacional dos “grandes jogos” e pela empatia que criou com os adeptos. Quanto a Mantorras, acho que só não joga mais porque… não pode. Mas acho que é extremamente importante, não só pelo carinho que os adeptos têm por ele, mas também porque, se entrar em todos os jogos (como penso que deve) nem que seja só por 15/20 minutos, é um jogador que desconcentra a defesa adversária e, a todo o momento, pode marcar um golo (o mesmo não prevejo com Marcel). Além disso, é das principais referências do Benfica. Ainda assim e partindo do principio que em Dezembro Marcel saia (oxalá assim seja), acho que Mantorras, Nuno Gomes e Miccoli não serão suficientes e por isso que venha um avançado (nem que seja o Karadas…) desde que melhor que o Marcel. Lucarrelli? Nunca o vi jogar mas, decerto preenche o pressuposto do último “entre parêntesis”. Até eu o preencheria, e jogava de graça…
 
por Mavs às 19:09 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Benfica 2006/07
Tal como o meu caríssimo amigo e colaborador Jota, também eu pretendo fazer uma análise do plantel do Sport Lisboa e Benfica para a época que se avizinha. Quero, no entanto, deixar explícito que não confio nas notícias cuja fonte seja qualquer um dos três jornais desportivos. Desde o episódio Fanan que estes demonstraram não gozar de qualquer credibilidade, limitando-se a sugerir os nomes mais óbvios e usando informações que parecem não ser confirmadas. Dito isto, avancemos.

Treinador

Já disse aqui, algures, que não gostei da opção Fanan. No entanto, e como o próprio Jota já ressalvou, o regresso do treinador ao clube do seu coração parece ter-lhe cortado as amarras da seriedade, transformando-o num orador mais desenvolto, mais eficaz, mais directo. Resumidamente, caiu-lhe a carranca, o que não tem nada de mau. Pelo contrário. Assim sendo, desejo a melhor sorte ao Fanan. Continuo a achar que ele não passa de uma marioneta manipulável, mas, fora isso, talvez seja capaz de motivar jogadores que parecem estar constantemente cansados.

Defesa

Na defesa, sou adepto da solução Miguelito. Embora fosse uma opção cara, o Benfica teria condições de o negociar facilmente, dada a quantidade colossal de jogadores do plantel que poderiam servir de moeda de troca. De resto, aguardo com alguma curiosidade a estreia de José Fonte no centro da defesa. De resto, parece-me tudo muitíssimo bem. Talvez fosse importante contratar mais um defesa-direito, para substituir o Nélson, caso este se lesione novamente.

Meio-Campo

Este é um dos sectores mais debilitados do Benfica, nomeadamente na era Koeman. A insistência constante no "arranca-pinheiros" Beto e a fraca utilização de Manuel Fernandes pareceram-me decisões erradíssimas, que condicionaram a actuação de toda a equipa. Além disso, o Beto é um jogador cuja qualidade é mais do que dúbia. Tome-se, por exemplo, o jogo contra o Barcelona, em que ele passou a bola para Eto'o, dando azo à jogada de golo do Barcelona. Não sei se Katsouranis virá e como foi uma informação transmitida pelos jornais, quero esperar para ver. No entanto, se Fanan confia no jogador e se o jogador gosta de Fanan, pode criar-se um uma atmosfera agradável, que certamente ajudará toda a equipa.
Uma última palavra para Rui "Il Maestro" Costa. Não estou certo da sua capacidade para jogar noventa minutos consecutivos. Ainda assim, acho que vai fazer toda a diferença tê-lo lá. No que a Karagounis diz respeito, é necessário que Fanan lhe transmita o carisma do clube, se o conseguir, para que Karagounis comece a jogar com maior estabilidade. Espero também que Manuel Fernandes possa evoluir ainda mais. A presença do Maestro, nesse aspecto, pode ser de uma grande ajuda. Robert nunca deveria ter entrado e espero que a sua saída se concretize o mais depressa possível. A bem da justiça de balneário.

Ataque

Chegamos, finalmente, ao busílis da questão. O ataque do Benfica tem estado debilitado nos últimos anos. Várias foram as opções, mas nenhuma delas parece ter vingado. E mesmo quando pareciam, como no caso de Jankauskas, não havia dinheiro para exercer o direito de opção. Tome-se o caso do lituano como exemplo para explicar o caso de Miccoli. O Benfica, estou certo, quer ficar com Miccoli. O Miccoli, segundo declarações aos jornais, também se sentiu bem no Benfica. Assim sendo, parecem existir todos os elementos necessários para o exercício do direito de opção. No entanto, e ao contrário de Marcel e, até, de Jankauskas, Miccoli ganha muitíssimo. E, pelos vistos, o Benfica não pode apostar num jogador com um salário tão alto. Dir-me-ão que não há problema se for só um. Pelo contrário. Miccoli é um excelente jogador, mas caso o Benfica o contratasse, iria ganhar mais do que Rui Costa e, provavelmente, do que qualquer outro jogador no plantel. Como todos sabemos, essa diferença de salários foi a causa de uma questiúncula no balneário. Claro que Robert não vale a ponta de meio chifre. O problema é que todos os jogadores, a determinada altura, começam a acreditar piamente no seu valor, desejando ganhar mais e mais. E isso não é uma solução para o Benfica. Louvo a política de Luis Filipe Vieira, embora não nutra por ele qualquer simpatia. É preciso apertar o cinto. Se queremos pagar aos atletas a tempo e horas, se queremos ter saúde financeira, não pode haver lugar a megalomanias. Importa relembrar que o Benfica ainda tem um estádio para pagar. E que a qualificação para a Champions League ainda não é certa. Obviamente, também quero contar com o Rato Miccoli, mas não a qualquer custo. Se reduzir o salário e contratar por objectivos, muito bem. Caso contrário, arranje-se outro.
No que respeita a Marcel, quero esperar para ver. Parece-me que tanto ele como Manduca e até Marco Ferreira são jogadores que podem vingar se forem motivados. Claro que a contratação de Marcel por três milhões e meio de euros me pareceu exagerada. No entanto, vem ganhar pouco (espera-se) e talvez marque alguns golos. Caramba, se estes jogadores vingam no Porto, por que é que não hão-de vingar no Benfica? Mantorras, se não jogar regularmente, deveria ser emprestado, para poder ganhar confiança num local onde não exista uma pressão tão grande. No entanto, e correndo o risco de estar enganado, acho que não nos disseram tudo sobre o joelho de Mantorras. A ver vamos.


É esta a minha análise. É fraca, claro, mas gosto de jogar com as cartas que tenho e não com as que me dizem que virei a ter. Neste momento, se não existir uma grande dinamização dos atletas, parece-me difícil ver o Benfica campeão. Adriaanse já se adaptou e só se algo correr muito mal é que o Porto, com o dobro do orçamento dos outros dois, não será um temível adversário. O Sporting parece-me bem apetrechado. Tem um treinador ambicioso, jogadores jovens e formados nas suas escolas. Só o Presidente parece ser um verdadeiro imbecil. Mais do que achar, espero que o Sporting se fique pela fase de grupos. Não é uma questão de facciosismo, mas de pôr algumas pessoas, nomeadamente alguns jogadores, no seu devido lugar. Apesar de tudo, vou gostar de ver demonstrado, sem margem de erro, que o Leprosinho não passa de uma fraude. E isso vai ver-se na Champions League.
 
por JAS às 10:49 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Maio 27, 2006
3,5 milhões de € !?!?!?

Palavras para quê?
 
por Jota às 17:15 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
A minha lista de contratações e dispensas
Parece-me essencial, em termos de contratações, reforçar a ala esquerda da defesa (Léo é óptimo, mas será necessário encontrar uma alternativa), sendo que apostaria em Miguelito, do Nacional, caso o preço não fosse proibitivo; contratar um trinco que complemente o estilo de jogo de Petit e Manuel Fernandes; um ou dois alas (dependendo da saída ou não de Simão, da continuidade ou não de Manú no plantel e também porque Manduca não é ala, nem Marco Ferreira é jogador para o SLB), e eventualmente, adquirir um ponta-de-lança (fala-se em Lucarelli, mas continuo a defender a compra definitiva de Miccoli).
Eventuais saídas, de jogadores do 11 titular, ou das primeiras opções, como Ricardo Rocha, teriam de ser compensadas.

Relativamente a dispensas, penso que temos um excesso de guarda-redes, pelo que deveríamos dispensar um, e manter como terceiro alguém saído das camadas jovens…. Aqueles que já visitam o blog com alguma regularidade sabem qual seria o “meu” dispensado; os outros, basta clicarem aqui.
Em termos de meio-campo, Beto seria a primeira opção a dispensar (apenas e só porque demonstrou não ter a qualidade exigível ao um membro daquele plantel, principalmente em termos de passe), sendo que consideraria também a libertação de Robert, Marco Ferreira (estes dois sem grande hesitação, uma vez que pouco ou mesmo nada, no caso de Ferreira, provaram), e talvez Manduca e Karagounis (Manduca é muito “brasileiro” a jogar, ou seja, não é jogador para correr atrás da bola, nem se envolve em trabalho defensivo, e Karagounis foi, ao longo de toda a época, jogador para apenas 45 minutos).
No ataque, e no caso de Fernando Santos não ver Mantorras como uma das primeiras opções para o “onze titular”, talvez fosse boa ideia dar-lhe a possibilidade de voltar a jogar futebol regularmente, e emprestá-lo a um clube onde ele pudesse ter a oportunidade de voltar a brilhar. É penoso ver alguém com tanta alegria em jogar ficar sistematicamente no banco, mesmo em detrimento doutros que demonstraram menos valor do que ele, naquilo que “qualifica” um ponta-de-lança: a capacidade de fazer golos.
Estas, são, apenas, as minhas apostas, e valem o que valem. De certeza que em cada adepto benfiquista existe uma, portanto, se quiserem, apresentem-nas!
 
por Jota às 16:43 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
A entrevista de Fernando Santos

A contratação de Rui Costa veio “paralizar” um pouco as (muitas) notícias que costumam dar conta do interesse do Benfica em (muitíssimos) jogadores.
No entanto, esperava ansiosamente, confesso, pelas primeiras entrevistas de Fernando Santos (FS) como novo treinador, fora daquela atmosfera viciada (apenas e só porque dizem todos, essencialmente, o mesmo) que geralmente rodeia as conferências de imprensa de apresentação.
E esta semana tive o meu desejo realizado, ainda que ao “Jornal do Benfica” (aliás, parece-me uma óptima forma de criar interesse aos sócios e simpatizantes do clube pelo jornal).

Ainda que se volte aos mesmos lugares-comuns de sempre, desde a luta (óbvia) pelo campeonato ao desejo de reconquistar a Europa (talvez aqui convenha refrear um pouco as hostes, uma vez que a época passada foi a primeira boa campanha europeia que vejo o SLB fazer desde à vários anos…), mas, mesmo com a anterior ressalva, FS vem demonstrar a ambição que Koeman nunca demonstrou, e que lhe faltou nas alturas primordiais da época.
E fez também duas notas, à laia de avisos, que apoio a 100%, relativamente a Robert, e aos guarda-redes, onde diz, e cito “Até podem ficar os três, desde que percebam que só pode jogar um”, in Record.

Sinceramente, parece-me um bom princípio.
Desta forma, resta-nos esperar pelo primeiro grande teste, que será a apresentação da lista de dispensados, e as contratações efectuadas.
 
por Jota às 16:38 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Maio 25, 2006
Obviamente, não sai...
Depois das alegrias dadas a todos nós com a apresentação de Rui Costa, está na hora de constatar o óbvio:

As negociações entre Robert e o Galatasaray deram em águas de bacalhau.

Tendo em conta a enormidade de Euros que Robert recebe na Luz, só vai sair de cá se alguém lhe oferecer o mesmo, ou mais; e nenhum clube, no seu perfeito juízo, está disposto a fazer tal oferta...

Portanto, tendo em conta que ainda tem mais três anos de contrato, podemos ir contando com ele, a menos que o dispensem, o que me parece altamente inviável...

Mais uma das contratações de Inverno que pouco ou nada acrescentou ao plantel
 
por Jota às 23:39 | Link | 8 tragédia(s) escrita(s)
A batuta é tua, maestro
Sejas bem-regressado, a uma casa que será sempre tua!
 
por Jota às 20:27 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
"RUI COOOOOOOOOOOOOSTTTTTTTA"
Ainda não sei bem o que dizer. Poderá parecer estúpido, idiota até, expressar toda esta emotividade perante a chegada d'Il Maestro, mas não sou verdadeiramente capaz de me conter. Há três anos que aguardo este momento. Antes, via em Rui Costa o homem que poderia devolver ao Benfica o campeonato que há tanto tempo fugia da Luz. Hoje, olho para ele como o homem que vem devolver ao Benfica a parte da mística que já só ele parece conhecer, aquele desejo de jogar pela honra do clube, pela paixão dos adeptos, pela História que tantos acontecimentos poderá evocar.

Disse o Maestro há pouco tempo que tinha saudades de Lisboa, de Portugal e do Benfica. Ah, ter saudades do Benfica, privilégio único dos benfiquistas de alma e corpo, inigualável em qualquer outro clube. Rui vem aí para mostrar porque razão chorou quando marcou ao Benfica e porque desejou sempre, desde que se foi embora, voltar à casa que o deu à Luz e ao futebol. Devo confessar que me faz falta um jogador como ele, alguém que vive aquilo como eu vivo, alguém que está disposto a lutar até ao último fôlego para assegurar que o nome Benfica voará sempre mais alta. Assemelha-se ao final do poema escrito por Manuel Alegre sobre Eusébio. "E então não era golo / Era poema." Rui é, ele próprio, um poeta, um dos últimos capazes de forjar emoções em aço puro, de brandi-las como a uma espada de plástico. Ninguém fica indiferente a Rui Costa. É apenas impossível fazê-lo.

Regressa assim a glória ao Benfica. Advirto desde já: não me interessa se Rui Costa joga bem ou mal. Um homem que, como se diz por aí, deixou em branco no contrato o espaço onde era suposto preencher o salário merece ser elevado à categoria de ídolo mesmo que toque poucas vezes na bola. Sei que não é esse o desejo de Rui Costa e que ele vem fazer uma última época, em grande. Quero deixar bem claro, porém, um aspecto. Digam o que disserem, façam o que fizerem, jamais assobiem Rui Costa. Estarão a assobiar o que há de mais benfiquista em vós próprios. Além de que não passarão de uma cambada de recos protozoáricos.

Para o Rui, tenho apenas algumas palavras: Bem- vindo, Rui. O Olimpo aguarda-te, prostrado.
 
por JAS às 19:22 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Maio 22, 2006
O fim da equipa B (e o retorno ao Alverca?)
Ao que parece, o Benfica, e à semelhança de Porto e Sporting, vai colocar um ponto final na sua equipa B.
Podendo parecer uma decisão estranha, uma vez que até já haviam sido efectuadas contratações, e a própria inscrição na FPF feita, não é de todo descabida.
Se bem se lembram, as equipas B deveriam facilitar a integração dos jovens jogadores nos respectivos clubes, dando-lhes "rodagem" dentro da sua própria casa.
Contudo, foi a própria FPF, que a meu ver, sentenciou as "B" a uma morte lenta, ao não permitir que elas jogassem na divisão imediatamente abaixo da equipa principal...
Desta forma, as "B" estariam, ad eternum, condenadas a vaguear na 2ª B, sem nenhum objectivo que não passasse pela manutenção, onde o ritmo não é nem por sombras o necessário para permitir aos jovens jogadores progredirem de forma a poderem afirmar-se nas principais equipas dos seus clubes.
Espero é que seja encontrada uma solução que proteja, convenientemente, os interesses dos jovens jogadores que militavam nessa equipa. Aparentemente, tal passará pelo retorno do Alverca ao estatuto de clube-satélite.
Será que LFV está a tentar dar um segundo fôlego ao primeiro clube que presidiu?
Veremos!
 
por Jota às 22:03 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
"Há jogadores que dão mais porrada do que eu"
Numa revelação estonteante, Armando Teixeira, vulgo Petit, diz o seguinte:

"Há jogadores que dão mais porrada do que eu, mas falam muito de mim e desse aspecto porque jogo num grande. Não me importo com o que dizem, pois tenho as costas largas" in Record

Uma vez que Petit não diz nomes, permitam-me apresentar uns tantos para comparação: Ricardo Costa, Pedro Emanuel, Bruno Alves...
Coincidência (ou não), são todos defesas-centrais do FCP!

Atenção, que isto não seja visto como uma desculpabilização a Petit; ele não é nenhum anjinho e sabe bem como distribuir fruta!
Mas sejamos honestos. Temos jogadores como Tiago, do Boavista, que no jogo contra o SLB ia, literalmente, arrancando a perna a Simão. No dia seguinte, não houve grande sururu em torno dessa jogada.
Estejam certos que se a jogada tivesse sido protagonizada por Petit, tínhamos assunto até ao próximo desafio!
 
por Jota às 21:41 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
A Helenização
A Primeira página de hoje do jornal "A Bola" fala do possível interesse do Benfica por dois gregos quaisquer. Desde Souness e do autocarro de ingleses que o acompanhou (Sauders, Charles, Harkness, Pembridge, Deane, Minto, Thomas, etc, etc), sempre temi que os treinadores estrangeiros que o Benfica contratou supervenientemente (Camacho,Trap e Koeman) caíssem no mesmo erro de contratarem jogadores dos seus respectivos países. Mas não, ao longo destes últimos três anos, não tivemos uma única notícia de um possível interesse nalgum jogador espanhol, holandês e só um italiano mas este já na era "Koemaniana". De facto, com o portuguesíssimo F. Santos, o Benfica poderá voltar às épocas dos "jogadores da confiança do treinador". Esperemos que não. Aliás porque, pessoalmente, as contratações deveriam ser feitas em termos qualitativos e não quantitativos.
Assim, acho completamente ridículo o facto de se colocar ainda a hipótese de não se assinar contrato com Miccoli por causa do seu elevado salário! É óbvio que os bons jogadores ganham mais do que os maus jogadores. Prefiro que se contrate apenas e só 2/3 jogadores por ano mas que sejam de inegável qualidade internacional, capazes de despoletar o interesse e o entusiasmo dos adeptos. Camacho, ele próprio, admitiu que o Benfica esteve por um triz a contratar... Ronaldinho! Mas não contratou, infelizmente.
A questão que coloco é então a seguinte: Não valerá a pena pagar aquilo que os bons jogadores recebem no estrangeiro e tê-los no Benfica (como o Miccoli), à semelhança daquilo que se fez com o Simão (que ainda hoje é a transferência mais cara de sempre do futebol português, custando 2,4 milhões de contos e que poderá ser vendido pelo... dobro!) em vez de cair em sucessivos erros como contratar o Marcel (poderia também dizer qualquer das contratações de inverno feitas) por metade daquilo que vale o italiano?
 
por Mavs às 03:37 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Maio 21, 2006
Porque é que eu não apoio a Selecção
Decidi hoje, depois de ouvir o exaustivo Prof. Marcelo na RTP1, que não iria apoiar a selecção luso-brasileira. Embora alguns já o soubessem, apesar de nunca o ter expresso verdadeiramente, ficam agora claras as minhas intenções quanto à selecção "melting pot" que vai representar o Portugal da Globo no Mundial. São, portanto, as seguintes:

=> Acima de tudo, prejudica os clubes. Mais do que os clubes, prejudica o Benfica. Quem não se recorda da célebre lesão de Simão que o incapacitou de representar o SLB durante meia época, prejudicando claramente as aspirações encarnadas? Os jogadores vão à selecção, valorizam-se ou não, continuam a ser pagos pelos clubes e correm o risco de se lesionar. A juntar a isto, gozam um período de férias menor, o que pode ser prejudicial para clubes que comecem a época mais cedo (caso actual do Benfica);

=> Caso a Luso-Brasileira vença o Mundial, (uma vontade quase indomável de gargalhar apoderou-se subitamente de mim) isso será, segundo índices económicos, prejudicial para o País, dado que este não precisa de elevar os seus índices de confiança interna. O único beneficiado com uma possível vitória no Mundial seria a selecção italiana, cuja economia necessita de um boost em termos de confiança;

=> Não gosto do treinador e de mais de metade dos jogadores convocados e, como tal, não lhes desejo ponta de sucesso. Pelo contrário, espero que só ganhem ao Irão e apenas por razões de política externa.

=> Última e mais importante: soube hoje pelo Prof. Marcelo que, caso os jogadores da Luso-Brasileira conquistem o título, receberão cerca de 55 MIL EUROS CADA UM (!) como prémio de vitória. Sinceramente, acho que estão a gozar com a cara dos apoiantes desse disparate de selecção. Como é que jogadores que já ganham fortunas ainda recebem 11 mil contos de prémio por dar chutos numa porcaria de uma bola? Onde está o mérito? Onde está a perseverança? Estamos a falar de vinte e três símios com uma latente incapacidade de expressão que podem vir a receber 11 mil contos por terem, alguns, estado sentados num banco durante um mês. Dizia o Prof. Marcelo que esta era uma questão relativa, até porque outros países, mais ricos, pagavam mais, o que é, a meu ver, uma linha de argumentação disparatada. Que me interessa que a Inglaterra ofereça cem mil euros aos seus jogadores? Ou a Alemanha cento e cinquenta mil (valores inventados)? O País em profunda crise económica, com sinais de retoma patéticos, com problemas políticos e sociais que o colocam na cauda da Europa e os jogadores de futebol, por não fazerem mais do que a sua obrigação, recebem um total de 1.265.000 euros (UM MILHÃO DUZENTOS E SESSENTA E CINCO MIL EUROS). A minha cor política não está à esquerda. Nem à direita. Muito menos ao centro. Mas isto é um exercício ignóbil de provocação das mesmas pessoas que vão apoiar esta selecção de carraças.

Desde já, perdoem-me o tom inflamado, mas não consigo ainda esconder a estupefacção. No entanto, pelo meio, surgiu uma questão interessante. Não sei se o Brasil oferecerá prémios aos seus jogadores, mas no caso de oferecer, será Deco um dos contemplados? Imaginemos que a Luso-Brasileira e a Canarinha se defrontam na final e a segunda ganha. Deve Deco ir elevar a taça? Afinal, se foi a segunda a ganhar, isso significa que ele não fez tudo para ajudar a primeira, logo acabou por, indirectamente, jogar pela segunda. E se for a primeira ou seja, a Luso-Brasileira, a ganhar? Deve Deco aceitar o prémio ou acompanhar os seus compatriotas num pranto desalmado? É uma questão controvertida. A doutrina divide-se. Eu cá nem acho que ele devesse ter sido convocado, mas essa é só a minha opinião. Opinião de um português, registe-se.
 
por JAS às 22:22 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
O Jogador do Queijo
Desenganem-se os que acham que vou falar sobre Daniel Campelo ou sobre algum familiar ou colega seu. Desta vez, o queijo é outro. E o interveniente também. Enquanto Dani foi responsável pela aprovação de um orçamento, Pedro andou aos chutos à comida. Pelo meio, lá conseguiu bater um recorde que pertencia ao melhor jogador português de todos os tempos, Eusébio da Silva Ferreira. Pergunto-me: será verdadeiramente relevante que Pauleta, jogador de qualidade dúbia, significativamente inferior a Eusébio, tenha batido um recorde que pertencia a este? Obviamente que não. Para começar, porque Pauleta joga numa época totalmente diferente. Embora nos anos 60, quando Eusébio espalhava mensagens do divino pelos relvados, fossem marcados mais golos, em termos de selecções as coisas passavam-se de forma diferente. Para começar, as selecções europeias eram todas fortíssimas, fosse porque possuíam jogadores únicos em termos técnicos e tácticos, fosse porque tinham equipas muito entrosadas que punham à prova os melhores conjuntos. Além disso, pelo mundo fora, a massificação de informação era muito inferior. Tomemos como exemplo o célebre jogo contra a Coreia do Sul, se não me engano, em que Portugal (sim, nessa altura ainda se chamava Portugal), perdendo por 3-0 consegue inverter a marcha do marcador com quatro golos do Pantera Negra. Obviamente, Pauleta já terá feito o mesmo. As diferenças entre adversários seriam algumas. No caso de Eusébio, Portugal jogava contra uma selecção que surpreendia pela velocidade. No caso de Pauleta, Portugal jogava contra uma selecção que surpreendia pela quantidade estrondosa de ferreiros, pescadores e serralheiros entre os titulares.

Por favor, deixemos de comparar o incomparável. Pauleta ultrapassou Eusébio como melhor marcador da selecção? Sim. Terá isso qualquer significado? Não. Porquê? Porque Eusébio jogou num período em que o futebol era extremamente mais complexo. Em que não existiam selecções como o Liechtenstein (talvez existissem, mas certamente não iriam ao Mundial nem à fase de qualificação para um). Em que, mais do que por dinheiro, se jogava por amor à camisola e ao País. No fundo, trata-se de comparar o Limiano ao Terra Nostra. O primeiro tem uma textura excelente, dissolve-se na boca, tem um aroma inconfundível e até aprova orçamentos de Estado. O segundo serve para dar biqueiros. Alguma dúvida?
 
por JAS às 22:07 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
O Benfica - que se exige GLORIOSO - 2006/07
E a escolha foi a pior de todas: o "engenhêro do penta", um homem que treinou o Porto e o Sporting e que diz que este desafio será de igual importância, um homem que não irá, decerto, "ter mão no balneário", que não percebe nada de futebol e que não ganhou nada digno de registo (sim, o "penta", tal como todas as vitórias da década de 90 daquele clube, foi uma autêntica farsa do tipo... Juventus).
E é assim, com ele a treinador, com Veiga a comandar as hostes e a fazer do "Nando" um boneco completamente manipulável, com o Miccoli de azul e branco (já me estou a preparar para este próximo desgosto...), sem Simão nem Geovanni (provavelmente ainda com Beto, se se continuar a insistir num possível e estúpido pedido de indemnização) e com uma pré-eliminatória da Liga dos Campões que se perdermos (e a hipótese é bem real) condicionará o resto da época, que se começa a desenhar o traço do Benfica - que se quer e se exige GLORIOSO - 2006/07. Salva-se a provável entrada do Maestro. Pode ser que também venham o Ronaldinho e o Henry. Com estes três, admito, teria algumas esperanças, mesmo com o Engenheiro da treta a treinador.
 
por Mavs às 20:26 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Mi, Mi, Miccoli !

As novelas continuam nesta altura de defeso. Depois de “despacharmos” a contratação do treinador, de ser falar, insistentemente, que o filho pródigo vai regressar a um miolo carente de classe e técnica, segue-se o caso Miccoli.
Apesar de não corresponder às caracteristicas pedidas por Koeman aquando da contratação de um avançado (era pedido um jogador alto, escelente no jogo de cabeça, e com boa capacidade de choque), este pequeno jogador foi dos que mais alma e raça demonstrou no confronto com os defesas adversários. Parece-me uma péssima gestão de plantel não aguentar um jogador que prestou provas durante a pretérita época.
Assim, e tendo em conta os valores em causa (5 milhões de Euros), parecia certo que o Benfica avançaria para a sua contratação definitiva; contudo, parece que a lógica não impera, e assim, optou-se por primeiro resolver a situação de Marcel, accionando a opção de compra a um jogador que em seis meses, marcou, salvo erro, dois golos, nos particulares disputados agora em Moçambique, e que custou cerca de 3 milhões de Euros…
Segundo o Record, devido ao escândalo em que a Juventus está envolvida, e que pode resultar na sua despromoção à Serie B, Miccoli pode rescindir, e assim tornar-se um jogador livre.Assim, espero que Veiga não esteja à espera deste (hipotético, é imperioso recordar!) desfecho para poder garantir o jogador, uma vez que nessa situação, o jogador se tornará um alvo bem apetecível para outros clubes, portugueses ou não…
 
por Jota às 18:28 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Imprescindível no meio-campo?

Aparentemente, acreditem ou não, existe um clube grego interessado em contar com Beto nas suas fileiras.
Contudo, o SLB pretende ser indemnizado pela sua saída.
Ora, a bem do jogador, que se tornou um dos mais assobiados dos últimos anos, e da sanidade mental dos adeptos que desesperavam quando viam Beto a falhar passes limpos de 5m, deixem o homem sair!
Ninguém, a não ser Koeman, via em Beto alguém com capacidades para fazer a transição defesa-ataque. E assim, queimou-se, indevidamente, um jogador, devido à teimosia do treinador.
Cabe assim, a Fernando Santos, decidir se vamos continuar a ter um jogador a ser assado em lume-brando, pelo Terceiro Anel…
 
por Jota às 17:40 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Portugal Campeão? Nem na Playstation!
É verdade. Depois de analisar as estatísticas fornecidas por alguns colegas, nomeadamente o facto de só termos ido três vezes a um mundial e de termos chegado apenas uma vez às meias-finais, estou à vontade para dizer que a Luso-Brasileira não vai ganhar o Mundial. No entanto, dirão as vozes discordantes, nunca Portugal esteve tão forte como este ano. Mentira! Em 1966, Portugal era mais forte e, coincidentemente, não tinha brazucas na equipa. Mas tenhamos em atenção os termos. Quem está mais forte este ano não é Portugal, mas a Luso-Brasileira. Para efeitos de selecção, Portugal não existe. O que outrora foi a selecção de "todos eles", não passa hoje de um melting pot de brasileiros e portugueses, em que os brasileiros ditam as ordens e os portugueses baixam as orelhas. Ora, se Portugal não existe, como é que é possível, mesmo para os fanáticos de PES 5 (por favor, não me digam que o World Cup '06 é um jogo de futebol!) ganhar o que quer que seja com essa equipa de equipamentos verdes avermelhados, onde a produção aleatória de uma série de números determinou que os jogadores se chamassem Simão, Petit e Nuno Gomes? Tudo mera coincidência!

Por essa razão, caríssimos, se quereis ser campeões mundiais até na Playstation, tratai de editar o nome. Onde diz Portugal deve passar a constar "Luso-Brasileira". A bem da verdade e da decência e para que o povo português não se sinta defraudado. Sobretudo os que passaram um campeonato inteiro a vencer... na Playstation.
 
por JAS às 13:09 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
O mote
Parece que , apesar de todas as más notícias das últimas vinte e quatro horas, Rui Costa vem mesmo para o Benfica. Eu e, presumo, todos os outros benfiquistas, evitam ainda fazer uma festa que está há muito agendada para o retorno de il maestro. Os meios de comunicação social têm sido, nos últimos anos, tão prolíficos a vender jornais à custa do Rui que a notícia só será verdadeira no momento em que sair da boca do próprio jogador.

A muitos poderia parecer, estou certo, uma má contratação. Rui certamente virá ganhar muito menos, mas não conseguirá, dizem as efemérides, aguentar mais do que quarenta e cinco minutos em campo. Pouco importa que venha a custo-zero. Pouco importa que retorne ao clube onde diz querer acabar a carreira há cerca de dez anos. Pouco importa que venha devolver a mística a um meio-campo estropiado pelas tropelias de Betinho e Cia., sendo que a Companhia deste seriam todos aqueles energúmenos que por lá se passearam durante um período excessivo de tempo.

Na minha opinião, o retorno de Rui Costa será a melhor notícia da época. Estou até com vontade de ver os jogos só por sua causa. É certo que do outro lado estará o Nando e que o Nando poderá ser a razão pela qual se tornará produtivo vender cleenex no Estádio da Luz. No entanto, em muitos jogos tudo será esquecido, devido ao grande Rui, acima de tudo porque Rui é um daqueles jogadores que todos adoram, quanto mais não seja porque jura uma honesta fidelidade ao clube que todos nós adoramos. Ao contrário de uns e outros, como por exemplo, o Leprosinho (ou será Levezinho? Nunca me recordo da alcunha), o Brasileiro (que, pelos vistos, passou em todos os testes médicos e vai ajudar a Luso-Brasileira na conquista de um mundial na X-Box) ou o Senhor dos Anéis (quem mais do que o criativo Quaresma?), Rui não quer dinheiro. Rui já tem os títulos. Rui já tem a fama. Agora quer somente aquilo que ama. E um dos amores da sua vida mora precisamente em Lisboa. Ali para os lados do Estádio da Luz. Permitam-me assim lançar o mote que não foi inventado por mim, mas por um daqueles simpáticos comentadores de comentários do Record: Velho? Vão ver o Velho!
 
por JAS às 12:52 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Maio 20, 2006
And the looser is...
19h30. Lia no site de A Bola que o Benfica iria anunciar o nome do seu novo treinador em trinta minutos. Lá vem o Carlos, pensei eu. Tudo resolvido com o Manchester United, provavelmente sem qualquer custo para o Benfica. Vá lá, nao seria a melhor hipótese mas também nao seria a pior.

19h45. Ajeito os suspensórios. Na rádio fala-se em Fernando Santos. Deito as manápulas à cabeca, en pleno desespero. O engenheiro do Penta. O homem que veio, nao do frio, mas do gelado ou, noutros termos, do Porto e do Sporting. As outras opcoes que circulam pelos corredores da Luz sao igualmente más: Zaccheroni ou Santini, treinador que havia orientado a seleccao francesa no Euro-2004. Enfim, uma época perdida, pensei. Talvez o italiano. Também nao gostava do último, mas lá ganhámos o campeonato com ele. Entenda-se: nao por causa dele, mas com ele a treinador. Sempre poderia querer dizer qualquer coisa.

20h13. Fernando Santos fala sobre o Benfica. Confirmam-se os meus maiores pesadelos. Fernando Santos nao é um bom treinador, nao é um bom gestor de homens e, acima de tudo, parece sofrer de graves problemas hemorroidais nas conferencias de imprensa, o que, sejamos francos, nao abona muito em seu favor.

20h15. Perguntam ao Engenheiro (para ser lido com sotaque nortenho) se este é o seu maior desafio. Vá lá, ao menos aqui vamos ouvir qualquer coisa decente. Pelo contrário. Nao só este será um "desafio igual aos outros", isto é, igual ao Porto, Sporting, Estoril, Estrela da Amadora, Panathinaikos e AEK de Atenas, como jamais poderá ser feito com o coracao. Sempre com a cabeca. Acima de tudo com a cabeca. De preferencia, a dar com ela nas várias paredes do novo Estádio.

Sou honesto. Por mais barato e manipulável que o Nando possa ser, jamais poderia treinar o Benfica. Porque? A razao é simples: ou temos um treinador que se está nas tintas para a grandeza do clube, mas que percebe à brava de futebol, ou temos um treinador que percebe pouco de futebol, mas que sabe que o Benfica é, para os benfiquistas, o maior clube do Mundo. E que, por essa razao, as vitórias só sabem bem quando acompanhadas por um jogo bonito e as derrotas pesam em dobro nas costas de todos. Ora o Nando, fraquinho e excessivamente racional, nao possui nenhuma destas qualidades. Para piorar a coisa, tem ar de taberneiro. Camacho também, mas como era espanhol, havia nele um je ne sais quois de sucesso, a que se juntava uma enorme experiencia como treinador do Real Madrid.

20h35. Comparacao de Fernando Santos com Jesualdo Ferreira. Já vi que a próxima época do SLB vai ser passada com os olhos enfiados nos livros de Direito. Ou com uma corda ao pescoco. Quem mais perde é, sem dúvida, o Benfica. Esperemos que seja apenas em classe, bom gosto, técnica e tacticamente e que, no campo, os jogadores se apercebam que, por pior que seja o treinador, o Benfica será sempre mais do que apenas um homem. Ah, como caem os poderosos.

(Peço desculpa pela falta de acentos e vírgulas neste texto, mas foi escrito num teclado alemão).
 
por JAS às 20:34 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Parênteses
Lamentamos, mas devido a termos sido invadidos por um programa de publicidade a um site qualquer, presumo que sob a forma de bot, resolvemos moderar comentários. Isto significa que utilizadores não registados no blogger terão de esperar pela nossa aceitação para verem os seus comentários publicados. Não se preocupem, no entanto. Garanto pessoalmente que nenhum comentário, seja de quem for, será censurado, aplicando-se esta regra a adeptos do Porto, Sporting e outras equipas, nacionais ou internacionais. Pretendemos, acima de tudo, ser um blog parcial, mas pouco e seríamos incapazes de cortar o pio a quem quer que fosse. Como tal, pedimos desculpa pelo incómodo, incitando os leitores a comentar, fervorosamente ou não.

Melhores Cumprimentos,

A Administração da Instituição.
 
por JAS às 01:35 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
O amor ao futebol
Um comentário a um post anterior refere um programa de rádio da TSF, "Bancada Central", onde «é ouvi-los a debitarem ideias patéticas, insultos do nível mais rasteiro, já para não falar da tareia monstruosa que levam a gramática e a pobre da lingua portuguesa» (passaro de fogo dixit).
Pois bem, é altura de me confessar. Não, não costumo participar, mas sou ouvinte assíduo, quando estou a navegar, a escrever ou simplesmente a jogar. Porquê?
Não consigo explicar, tal como não sei porque é que toda a gente abranda quando vê um acidente na estrada, ou porque é que o “Big Brother” tinha tanta audiência…
Sei que aquilo é muito mesquinho, mas não consigo desligar.
Ali, temos de tudo, desde o simples adepto faccioso ao insulto gratuito; a batalha desenvolve-se entre dois campos, maioritariamente: os «benfiquistas» e os «anti», e vale quase tudo, para provar o nosso ponto de vista; no fim do programa, temos uma mão cheia de nada, futebolisticamente falando!
Mas se deitarmos um olhinho aos comentários deixados pelos visitantes às notícias dos jornais desportivos on-line, temos exactamente o mesmo cenário…
Se pensarmos um pouco, não é lógico as pessoas gastarem o seu tempo a comentar um comentário, se me é permitido o pleonasmo. Mas, tudo isto são apenas expressões duma paixão exacerbada, irracional e desmiolada pelo nosso clube.
Sou 1000% Benfica, mas sou perfeitamente capaz de admitir que na época em que fomos campeões tivemos uma monumental sorte, e alguma ajuda do árbitro! Mas, estes adeptos que levam o futebol demasiado a sério são incapazes de levantar o véu que lhes alimenta a paixão e, simultaneamente, lhes tolda a razão, e assim, nascem este tipo de aberrações…Mas se tirarmos a paixão ao futebol, ficamos com o quê?
 
por Jota às 00:34 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Maio 19, 2006
Confissões
Não é, nem nunca foi, um objectivo meu o de passar por xenófobo que, obviamente, não sou. No entanto, e para evitar possíveis futuros comentários, deixo aqui expressos os nomes dos jogadores de quem não gosto.

Comecemos pelo plantel do Sporting. Abomino Liedson. Não tem absolutamente nada a ver com ser brasileiro ou não. Simplesmente, acho Liedson cínico e interesseiro, duas características que deploro em jogadores de futebol. Além disso, considero as suas provocação ridículas, dado que nem sequer põe os pés (valha o que vale, pouco me importa) na Canarinha. Logo aí, tem razões suficientes para ser mais do que humilde.

No Porto, detesto Quaresma (entre muitos outros, como Raúl Meireles, por exemplo). Mais uma vez, acho que lhe faltam qualidades morais. Não só é presunçoso como acha que joga por este mundo e pelo outro, se me é permitida a expressão, o que a julgar pelo facto de não ter vingado no Barcelona, não me parece muito de acordo com a verdade.

A nível internacional, temos Deco. Detesto Deco. Parece-me vergonhoso que um jogador abdique da própria nacionalidade porque não é suficientemente bom para jogar na selecção do seu país de origem. Não me interessa que já existam muitos jogadores de grande qualidade. Se Deco fosse realmente bom, teria lugar. Não tem. Como tal, escolheu o caminho mais fácil: veio jogar por Portugal. Se andamos a pescar em caixotes do lixo, então que venha o Derlei e outras pérolas que tais. Para que fique claro, jamais considerarei Deco português. Não é que eu seja um grande patriota, mas sê-lo-ei numa quantidade manifestamente superior a Deco. Porquê? É simples: Deco é B-R-A-S-I-L-E-I-R-O. E como eu não sou daqueles que acreditam que vale tudo para obter vitórias, jamais convocaria Deco. Se não é bom para a Canarinha, então é ainda pior para a Lusitana.

Outro que abomino é Luis Figo. As razões, mais uma vez, prendem-se com a falta de qualidades morais. Figo foi proibido de jogar em Itália porque assinou dois contratos. Mudou-se do Barcelona para o Real para receber mais dinheiro e agora que o navio está a ir ao fundo, é ele o primeiro rato a abandoná-lo. Como se não tivesse sido também um dos primeiros a acomodar-se.

Aqui está, portanto, a minha lista. Para futura referência, dificilmente direi bem de qualquer um destes jogadores, acima de tudo porque os acho deploráveis. Mas para não ser invocada uma eventual e inexistente parcialidade, detesto o Beto. Razões? Joga mal. Não chega?
 
por JAS às 23:00 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Contratação de Inverno, ou tiro no pé?

Antes de mais, sim, a imagem foi escolhida de propósito… Moretto é um fraquíssimo GK, e como tal, não o considero capaz de envergar o nosso “jersey”!
Veio de um óptimo início de época em Setúbal, mas daí a poder lutar, de igual para igual com qualquer um dos outros guarda-redes do plantel, só a brincar (só mesmo Koeman para lhe atribuir a titularidade...)
O tempo veio provar porque o considero fraco:

1) é muito mau nas saídas a cruzamentos;
2) deu “perus” dignos do nosso titular da Selecção;
3) porque ao primeiro jogo “decente” (1ª mão com Liverpool) se veio logo “armar aos cucos”, sobrevalorizando-se em relação à óptima prestação de toda a equipa;
4) e por isto: “Se disserem que sou amigo do Quim é mentira”;

Ridículo!

 
por Jota às 22:45 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Distinção
Ao assistir ao decepcionante Arsenal - Barcelona na final da Liga dos Campeões, ouvi um dos comentadores televisivos a mencionar a hipótese de Robert Pires poder vir a transferir-se para o Benfica. Razões da escolha? Pai benfiquista e português. Nada mais óbvio. Pires transferir-se-ia de bom grado para o SLB podendo até vir a jogar bem, apesar de se encontrar em final de carreira. Já Rui Costa, outra grande figura do futebol mundial, pretende acabar a carreira no Benfica, se tal lhe for permitido pelo Milan. Subitamente, dei comigo a pensar e cheguei à conclusão que é esta a fronteira entre Benfica, Porto e Sporting. Não é o número de adeptos, estatística inestimável. Não será o número de títulos, embora haja um grande fosso a separar Benfica e Porto do Sporting. A distinção está exactamente naquilo a que alguns chamam mística, realidade a que outros se referem também como glória. A palavra, sinceramente, pouco importa. Pensemos um pouco. Quantos jogadores é que, nos últimos anos, declararam publicamente, depois de uma aturada carreira no estrangeiro, repleta de títulos e fama, querer voltar para o FC Porto? Ou até para o Sporting? É um número fácil de calcular. Nenhum. Postiga não pode ser considerado um grande jogador (a prová-lo o facto de jogar no Saint-Étienne) e esteve quase a ingressar no Benfica. Quaresma regressou, mas ao Porto. Hugo Viana voltou por empréstimo e logo se foi. Ronaldo não se pronunciou sobre o assunto. Obviamente, Deco não é para aqui chamado, dado ser BRASILEIRO, ao contrário do que uns e outros possam tentar fazer crer. Mesmo esse não manifestou nenhum desejo de, um dia, voltar ao FC Porto. Não ignoremos o facto de nenhum destes jogadores ter uma carreira consolidada. Desses, poderíamos referir Figo (e faço-o com alguma incerteza), que, se bem me recordo, já desejou acabar a carreira no Sporting, mas prefere sempre optar pelos maiores salários. De resto, rien de rien.

Será que isto é realmente importante? Obviamente que sim. Não estamos a falar de minudências, mas de jogadores de craveira internacional que nutrem uma paixão de tal forma assoberbada por um clube que aceitam largamente a possibilidade de arrumar as botas no mesmo balneário em que nasceram para o futebol, prescindindo de salários ridiculamente elevados. E é aí, na essência humana do jogador que se vê como pode um clube marcá-lo. Além disso, basta alguma análise para perceber que o Sporting tem uma política horrenda para com os seus jogadores mais antigos e o Porto não pode simplesmente ter política nenhuma porque são raros os grandes jogadores que vão do Porto para o estrangeiro. Mais uma vez, sublinho a necessidade de serem portugueses. Ou seja, Deco, brasileiro e jogador de qualidade dúbia (é a minha opinião) não conta para o efeito. O Porto simplesmente não tem a mística que lhe permita sonhar com um Robert Pires. E essa é outra distinção. Enquanto uns têm presidentes satíricos, jogadores em barda e casas de banho penhoradas, outros têm simplesmente a manifestação de um forte desejo de voltar à casa-mãe. E essa é uma característica intrínseca à paixão que deve ser o futebol. Subjectivo? Talvez. Mas é na subjectividade que assenta a maior de todas as diferenças, porque os factos qualquer um vê. Mas é o que os antecede e os que os precede que distingue. O Porto terá mais títulos internacionais? Facto. O Sporting lançará mais jovens? Facto. Mas a quem pertence o nome evocado nas vitórias de ambos? Exactamente. E aí, fazendo jus a uma conhecida letra de metal, nada mais interessa. O Sport Lisboa e Benfica desperta mais paixões que todos os clubes portugueses juntos. E para isso não precisamos de factos. Basta olhar à volta.
 
por JAS às 22:40 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Carlos Queiroz?

Na altura em que escrevo, nada está (ainda) confirmado, e a especulação é muita. Tendo em conta que foi no nosso futebol que nasceu a expressão “o que hoje é verdade, amanhã é mentira”, todos os cenários são possíveis.
Tendo o anterior em conta, o que dizer acerca de Carlos Queiroz? Parece-me um excelente treinador, do ponto de vista táctico e do conhecimento do jogo (o que seria um óptimo cartão de visita, sobretudo tendo em conta a última época), no entanto, não consigo deixar de sentir um grande receio…
Parece-me que Queiroz não tem o que é preciso para dominar um balneário. Tal foi visível no Real Madrid, e basta folhear o “Record”, onde Moretto afirma, e cito, “Se disserem que sou amigo do Quim é mentira”, para perceber que aquele balneário não deve andar muito calmo!
Claro que, comparando com outros nomes que têm vindo à baila (Ericksson, Zaccheroni ou Fernando Santos), este parece-me o mais interessante, mas uma vez que falamos do SLB, toneladas de treinadores (e jogadores) vão passar pelas capas de jornal…Espero, pacientemente, as cenas dos próximos capítulos!
 
por Jota às 22:30 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
O Desespero
Parece que se nós não exercermos a opção pelo Miccoli ele vai para o... Porto. Parece que há uma forte possibilidade do Fernando Santos (quem??) ser o próximo treinador. Parece (se não for já certo) que o nosso jogador dos grandes jogos, o Geovanni, foi despedido. Parece que o Veiga vai continuar.
Parece, mais uma vez, que vamos ficar um ano sem ganhar nada e, parecendo que não, há uma eliminatória de entrada para a Liga dos Campoões que corremos o risco de não ultrapassar... Parece, isso sim, que já estou a começar a ficar desesperado ainda nem a época acabou...

P.S.- Parece que, no meio "disto tudo", o Robert vai ganhar os seus milhões para outro lado (mais concretamente, para o Glasgow Rangers). Enfim, uma boa notícia, isto é, se realmente se concretizar.
 
por Mavs às 02:30 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Maio 16, 2006
A Esperança
"Espero poder ficar no Benfica, onde me senti muito bem"

Miccoli, avançado emprestado pela Juventus ao Benfica, à Imprensa italiana
 
por Mavs às 05:15 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
A Verdade
Em Portugal - e cada vez mais - há apenas dois clubes que se distinguem dos demais: O Benfica e o Anti-Benfica. Ainda assim, somos superiores em tudo: no número de adeptos, no número de sócios, na capacidade do estádio, no prestígio internacional, nos troféus e títulos conquistados, no "saber ganhar e perder", no reconhecimento internacional, no número de jogadores internacionais (basta ver os do Mundial), nas receitas obtidas e na... educação com que celebramos as nossas vitórias. Somos superiores mas poderia apenas dizer: Somos o BENFICA.
 
por Mavs às 00:04 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Maio 15, 2006
Confissões
Pede-se aos visitantes deste blog que façam chegar ao José Veiga a seguinte opinião:

Não escolha o Fernando Santos para nosso treinador!

A fiar nas palavras de Veiga ao jornal "A Bola", «Queremos um treinador ganhador, que nos garanta levar aos êxitos, portanto penso que não vale estar a definir o perfil do novo técnico, porque os melhores treinadores são aqueles que ganham», acho que é crucial relembrar qual foi o factor de sucesso de Fernando Santos: era brasileiro, ponta-de-lança, e marcava que se fartava (Jardel)!
 
por Jota às 22:30 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
As (más) escolhas de Scolari
8 da noite, horas da conferência de imprensa para sabermos os seleccionados para o Mundial. Uma questão fermentou na minha cabeça durante o dia: "Será que Scolari vai ser teimoso?"
Depois da "conversa em família" inicial, onde Scolari fez questão de relembrar que quem mandava era ele, seguiu-se uma mão cheia de nada! Nenhuma surpresa, a teimosia continua a reinar!
E, de facto, só a teimosia pode explicar que o "miolo" da Selecção seja constituído por dois jogadores com pouquíssimo (Maniche) e nenhum (Costinha) ritmo competitivo;que se convoque um jogador como Hugo Viana, que tem, de acordo com as estatísticas do Valência, 20 jogos e 655 minutos jogados, e se deixe de fora alguém como Quaresma, que foi, sem grande margem para dúvida, um dos melhores e mais desiquilibradores jogadores do nosso Campeonato.
E poderíamos falar da convocação de Quim, e de Ricardo Costa, mas não vale a pena.
Temos o seleccionador que temos, e quando alguém diz numa conferência de imprensa que só responde a perguntas sobre jogadores seleccionados, acho que está quase tudo explicado...
Espero, sinceramente, que o Mundial nos corra bem, e que Scolari e os jogadores me façam engolir este post, mas que tenho algum receio, tenho!
 
por Jota às 21:25 | Link | 8 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Maio 13, 2006
Novelices
Monsieur Koeman deixou o Benfica. Mais uma vez, um treinador sai sem vendavais, sem páginas de jornais preenchidas, sem vergonhas para a massa benfiquista. No entanto, não é só a harmonia que se repete. Mais uma vez, um treinador do Benfica abandona o clube no fim da sua primeira época. Esperemos que não se repita a vergonhosa pré-época passada, em que, durante grande parte do Verão se dissertou sobre o nome do futuro treinador do Glorioso.

Tal como todos os benfiquistas, também tenho esperanças, todas elas infundadas. No entanto, nenhum dos nomes que veio à baila nos jornais me deixa minimamente entusiasmado. Comecemos com Eriksson. Sven foi, sem dúvida, um excelente treinador. Quando chegou ao Benfica, era um desconhecido. Hoje será um monstro em queda absoluta no panorama do futebol europeu. De tal modo que o Mundial ainda nem sequer começou e Sven já está a ser substituído. Honestamente, vejo em Eriksson um homem e, acima de tudo, um treinador acomodado. Acomodado às belíssimas italianas que lhe passaram pelas mãos. Acomodado ao salário astronómico que aufere como treinador da Selecção Inglesa. Acomodado. Ponto. Acho difícil que traga algo de novo ao futebol do Benfica. Além disso, parece-me ridículo que seja necessário fazer um acordo com um patrocinador para lhe pagar o salário. Se quer tanto voltar a Portugal, se quer provar que não é, de facto, um homem vencido pelos prazeres da vida, que volte ganhando um salário que o clube lhe pode pagar. Só assim acreditarei em Sven Goran Eriksson.

No que à solução Scolari diz respeito, tenho francas dúvidas. Detesto o estilo de Scolari e não acho, mesmo depois de um patético segundo lugar no Europeu, que Scolari seja um treinador para o Benfica. É teimoso, é pouco profissional (Big Phil diz-vos alguma coisa?) e, acima de tudo, é um treinador brasileiro. Com todo o respeito que me merece Otto Glória, quando eu quiser sambar, vou ao Sambódromo, não ao Estádio da Luz. Já basta o número ridículo de brasileiros que lá temos. Não é xenofobia. São factos.
A terceira via chama-se Zaccheroni. Confesso que também não me diz nada, mas desconfio de um treinador italiano, tal como desconfiava de Trap. Olho para Zaccheroni e vejo um homem do cattenacio. E para jogar à defesa, já me bastaram os jogos em que o Koeman punha mais um central.
Fala-se por aí, à boca podre, na hipótese de Fernando Santos suceder a Ronald. Bom, se há uma hipótese que realmente me desagrada, é exactamente essa. Não gosto do engenheiro. Não acho que ele valha a ponta dum corno como treinador e não o quero no Benfica.
Resta quem? Pois claro, está bom de ver: Zé Tó. Passe o facto de ser espanhol (mais uma vez, não se trata de xenofobia mas de factualização) era o treinador que eu gostaria de ver no Benfica. Ele começou, juntamente com LFV, um ciclo de (diz-se) boa gestão do clube. É mais do que justo que seja ele a continuá-la. No entanto, duvido que venha. Devemos levar com o Eriksson. Ou com o Zacch. Ah, porca miseria!

Novo capítulo da novela Rui Costa: jogador pendura as chuteiras e vem treinar o Benfica. Tendo em conta a lista de potenciais candidatos, ele terá o melhor perfil. Ou, melhor dizendo, a maior mística. Outra boa contratação, neste Verão, seria o despedimento de José Veiga. No caso do Zezito, é melhor ter uma posição vaga e desocupada do que tê-lo lá a ele.
 
por JAS às 01:33 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
O início
Como todos os grandes povos, também o encarnado viveu enormes feitos, tendo muitas histórias para contar. Desenganem-se, porém, aqueles que acham que este é um blog do passado. Muito pelo contrário. Este é um blog do presente e, acima de tudo, para o futuro. Um futuro que se espera risonho e repleto de títulos. Um futuro primeiro lugar no próximo campeonato. Um futuro na final da Champions League. Resumindo, um futuro à Benfica.

Bem-vindos, benfiquistas do mundo, à nossa humilde casa.
 
por JAS às 01:28 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)