Aproveitando a leva dos restantes “parciais”, cabe-me também fazer, aqui, aquilo que espero para o Benfica da próxima temporada.
Sempre discordei da solução Fernando Santos. Acho-o fraco de carácter, não motivador e com um currículo algo “frouxo” para ser treinador do Glorioso (Afinal, ganhou o “penta” com as ajudas que se sabe e depois apenas treinou clubes de clara segunda categoria como o Estrela da Amadora, Sporting e AEK onde nada ganhou). Acho que será útil a Veiga já que, decerto, Scolari, Eriksson ou Camacho iriam causar-lhe muitos mais problemas senão mesmo a sua… saída. Mas enfim, pelo menos um aspecto agrada-me: é sócio 7000 e tal do SLB o que significa que o é desde há pelo menos 40 anos.
Em relação aos guarda-redes a solução só pode ser uma: a dispensa de Moretto. Não tem qualidade suficiente, não cria confiança nos defesas, dá sempre 2 ou 3 frangos por jogo (alguns não aproveitados pelos adversários) e nunca o vi fazer nenhuma defesa que outro guarda-redes do Benfica não fizesse. Para mais, é brasileiro.
Na defesa, espero sinceramente que se mantenham todos: Luisão é o “patrão”, Rocha é dos que mais claramente se esforça, Andersson tem alguma qualidade (mas se porventura surgisse alguma proposta é perfeitamente “vendível”), Alcides e Nelson ocupam bem o lado direito, e Léo é o melhor defesa-esquerdo a actuar em Portugal. Precisa é de um substituto. Neste aspecto, pode ser Miguelito mas se não vier não ficarei muito triste. Odeio a ideia de o Benfica se ter que sujeitar às exigências de alguém como Rui Alves, o presidente do Nacional e “súbdito” do Pinto. Em relação a José Fonte, acho que não será solução. Pelo que vi nos seus jogos no Paços de Ferreira parece-me muito fraquinho mas oxalá me engane.
No meio-campo, acho que, apesar de tudo, Beto até pode ter alguma (pouca) utilidade. È um jogador péssimo, do pior que o Benfica alguma vez teve mas, o que é certo, é que nos últimos momentos, quando se precisa de alguém para defender, Beto exerce pressão e até consegue recuperar algumas bolas. Tudo partindo do principio de que mal recupera a bola, passe para o primeiro jogador que viu (do Benfica, de preferência) e de que se contrate alguém, esse sim, com qualidades para ser a primeira opção no caso de Manuel Fernandes e Petit não poderem jogar (e até mesmo para substituir, nalguns jogos, Petit, que me parece não ter já pedalada para os 50 jogos que – espera-se – o Benfica tenha de vir a realizar.)
No ataque, penso que Simão só deva sair se, de facto, a proposta for de 20 milhões de euros. “Dispensar” um jogador que nas últimas épocas tem levado o Benfica “às costas” pode ser um erro quiçá irreparável a curto prazo. Em relação a Rui Costa, penso que é O jogador. Não crendo, todavia, na sua capacidade para actuar durante 90 minutos, penso que Karagounis pode ser uma excelente solução para o substituir visto ser, na minha opinião, um jogador fenomenal, muito mal aproveitado por Koeman e que até pode actuar nos extremos (quem não se lembra dos quartos-de-final há 3 anos atrás quando, a actuar na ala esquerda do Inter “partiu” a defesa toda do Benfica e levou a sua então equipa às meias-finais). Espero ainda manter Geovanni que, nos momentos decisivos aparece sempre em grande. Acho que é um jogador que já conhece bem o Benfica e é dos mais evoluídos tecnicamente. A sair que sejamos ressarcidos porque, pura e simplesmente, despedi-lo parece-me um grave erro.
Em termos de dispensas, não me importava que Manu e Manduca ficassem mas tudo o resto é perfeitamente dispensável. Se Marco Ferreira encontra bem colocação em algum clube da segunda divisão, já no que concerne a Robert parece que iremos ter alguns problemas porque ninguém o quer. E, sabendo do salário que aufere, aí sim, ninguém mesmo irá cometer a asneira de sequer pensar nele como uma hipótese.
Assim, com estas dispensas, penso que faltaria um médio mais ao Benfica. Fala-se em D’Alessandro, o que será, desde já, uma boa hipótese.
No ataque, e depois da gravíssima asneira que foi ao termos contratado Marcel, depois do “excelente” desempenho que teve… nos dois jogos contra as equipas moçambicanas (!), espero, sinceramente, que assinem – e depressa – com Miccoli. Bem sei que o seu salário irá ser extremamente elevado mas, como já defendi, acho muito preferível contar com 23/24 jogadores de inegável qualidade do que contar com 35/36 (emprestados, Marceis, Marcos Ferreiras e Roberts e toda a porcaria que se irá contratar, este ano, a equipas da Superliga) de qualidade duvidosa. Se o Benfica alguma vez, no futuro, quererá afirmar-se perante equipas como o Barcelona, o Chelsea ou o Milan, terá de, progressivamente, se adaptar aos salários por estes praticados. Não sei quanto ganha o Miccoli mas acho que até 35/40 mil contos mensais (partindo do pressuposto de que, como já ouvi, o tecto salarial do Benfica é de 30 mil contos) se poderá ir, nem que para isso se tenha de recorrer a algum patrocínio que pague parte dos salários (em troca de, por exemplo, 10% do passe do jogador) ou que se faça um contrato por objectivos ou presenças. Parece-me, isso sim, indispensável que se mantenha Miccoli, não só pela qualidade demonstrada, mas também pela experiência internacional dos “grandes jogos” e pela empatia que criou com os adeptos. Quanto a Mantorras, acho que só não joga mais porque… não pode. Mas acho que é extremamente importante, não só pelo carinho que os adeptos têm por ele, mas também porque, se entrar em todos os jogos (como penso que deve) nem que seja só por 15/20 minutos, é um jogador que desconcentra a defesa adversária e, a todo o momento, pode marcar um golo (o mesmo não prevejo com Marcel). Além disso, é das principais referências do Benfica. Ainda assim e partindo do principio que em Dezembro Marcel saia (oxalá assim seja), acho que Mantorras, Nuno Gomes e Miccoli não serão suficientes e por isso que venha um avançado (nem que seja o Karadas…) desde que melhor que o Marcel. Lucarrelli? Nunca o vi jogar mas, decerto preenche o pressuposto do último “entre parêntesis”. Até eu o preencheria, e jogava de graça…