origem
Sábado, Julho 29, 2006
Volte-Face em Espanha
Aparentemente, temos mais um reforço. O seu nome é Simão.
Depois de ter viajado para Valência, com o empresário e com LFV, para a derradeira ronda negocial, e após se ter atingido um acordo entre os clubes, a transferência ruiu porque o Valência não atingiu os valores pedidos por Simão (cerca de 2 milhões de €/ano), estando "apenas" dispostos a oferecer 1,8 por ano, que é o vencimento mais alto no plantel (David Villa, avançado da formação che); claro que LFV aproveitou logo para fazer o papel de "donzela ofendida", ao afirmar que não se respeitou o valor do Simão, mas esse é um problema em que LFV não é tido nem achado. Cada um trata da sua casa conforme deseja...
Desculpem-me a franqueza, mas não era suposto antes de ter viajado, terem havido pelo menos rondas iniciais entre jogador e clube? Acho estranho.

Mas o que conta é o Benfica.
Se por um lado se começava a sentir (e muito) a falta de Simão, por outro, o facto de não termos sido nós a quebrar as negociações será certamente importante para assistirmos a um jogador mentalmente preparado para competir, restando apenas esperar que não se repita a imagem de um Simão que tinha a cabeça em Inglaterra.
Assim, Simão apresenta-se ao "engenheiro" na próxima segunda-feira.
Esta novela ainda terá alguma reviravolta? Aceitam-se apostas!
 
por Jota às 23:46 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Provas da Acusação, 1 e 2
Para Fernando Santos ver e rever, e ter em consideração quando afirma que a baliza ainda não está entregue.... Desde que a luta seja entre Moreira e Quim, nada a opor.
Agora, este tipo não!

Vídeo nº1




Vídeo nº2



Depois de analisadas as provas, o júri considera-o culpado de ser um péssimo guarda-redes!
O treinador terá de chegar ao mesmo veredicto!

 
por Jota às 20:30 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Fanã, o Vidente
Leio n'A Bola que Fanã teve a "intuição" que iria calhar ao Benfica o Maccabi Haifa, o principal clube israelita. Claramente, Fanã pretende imitar Scolari, com uma pequena diferença: o Benfica é claramente mais importante que a selecção e ficar em quarto no campeonato não dá direito a festejos espampanantes quando o tormento acabar. No entanto, depois de ter lido isto, percebi algumas coisas. Primeiro, percebi a necessidade de Fanã em insistir no fracasso a que insiste em chamar esquema táctico. Desprezando todos os sinais, mesmo os mais evidentes, Fanã segue o instinto, o seu sexto sentido, a sua intuição feminina e aposta nos mesmos jogadores, na mesma táctica, nos mesmos erros. Fanã é, como se pode ver, um caso de claro insucesso entre a comunidade bruxa em Portugal, sendo que o mais bem-sucedido foi, sem dúvida, o senhor que ajudou o Guimarães a descer de divisão, claramente um dos melhores acontecimentos dos últimos anos no futebol português.
É, claramente, uma tradição nacional. Já Big Phil, esse português de gema, recorreu a ela e Fanã segue-lhe as pisadas. A fezada, a intuição, chamem-lhe o que quiserem, dão cartas no futebol português. A vergonhosa excepção é, claro, José Mourinho, um treinador que quer saber tudo, que deseja controlar o jogo, que pretende manipular tacticamente a forma como a equipa se mexe, retirando-lhe assim qualquer laivo de espontaneidade. Um control freak, diriam alguns. Os treinadores portugueses, obviamente, não fazem nada disso. Para eles, a táctica é como a disciplina de matemática a que não passaram quando fizeram a quarta classe. Tem demasiados vectores, muitos números (os dos jogadores), equações complexas (se fulano X passar por fulano Y e rematar à baliza, qual é a probabilidade de a bola entrar na baliza Z?). De estranhar, por isso, a intuição de Fanã, cuja formação em engenharia o deveria ter preparado para a complexa matemática do mundo do futebol. De futuro, será boa ideia verificar a estruturas de alguns prédios cujos projectos lhes tenham passado pelas mãos. Pode ser que ele, farto da matemática, tenha resolvido usar a intuição, sugerindo o uso de areia em lugar do aborrecido e vulgar cimento.
Felizmente, a intuição de Fanã falhou e o adversário que nos calhou foi o Áustria de Viena. Fácil ou difícil, não sei dizer. No entanto, copiando o mestre, tenho a intuição que vamos levar tareia. Pode ser que esteja errado, mas se o divino for tão magnânimo como dizem por aí, far-me-á certamente a vontade. Já a minha outra intuição, mais espaçada no tempo, diz-me que Fanã vai passar o Natal a Atenas. Talvez seja errado intuir sobre um futuro tão longínquo. Talvez não se trate de intuição. Cá para mim, é desejo. Nunca se sabe. Já Fanã deve ter intuído que vai ser campeão europeu. Mais uma vez, parece-me errado tentar influenciar acontecimento futuros e, por isso, acho que se trata de um sonho, não no sentido abstracto do termo, mas daqueles que se têm quando se está a dormir, estado adoptado por Fanã sempre que senta o rabo no banco de suplentes.
 
por JAS às 16:53 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Uma Confiança dos Santos
Quando pensava que era impossível - sequer - repetir uma exibição tão nefasta como aquela que fizemos contra os lagartos, enganei-me: conseguimos a proeza de destruir toda e qualquer expectativa de uma época razoável, especialmente criada após o regresso do Maestro.
Ainda assim, Santos pede aos adeptos para não desmoralizarem: "Apesar destas exibições, temos convicção firme que vamos fazer uma grande época. A segunda parte foi muito fraquinha, mas todos sabemos o que estamos a fazer." Fico muito mais descansado...

P.S.- Previsão: não chega ao Natal. E se durar até ao Natal é mau. Quer dizer que fomos eliminados já na pré-eliminatória da Champions, fomos eliminados da taça por uma equipa dos distritais e... o campeonato também já era. Pior do que um treinador que já treinou tripeiros e lagartos é... já ter treinado os dois!
 
por Mavs às 15:14 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Liedson, esta é para ti!
Estou farto deste imbecil, com os seus constantes mergulhos e simulações. Podes ser um bom avançado, mas nunca serás um exemplo para ninguém!

 
por Jota às 14:22 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
A Importância de ser Veiga
Depois de Leonor Pinhão (a mestre Yoda dos comentadores desportivos) ter enfatizado a importância de ser Loureiro, é agora a minha vez de pôr a nú a relevância de ser Veiga. Antes de começar, porém, gostaria de deixar bem claro que a palavra "Veiga" pode ser usada em termos tão diferenciados como "marca Veiga", "jogador do Veiga" ou, de acordo com a doutrina clássica, "José Veiga". Refira-se que esta importância manifesta-se apenas dentro do mundo futebolístico, dado que, fora dele, Veiga é sinónimo de pato bravo.

Vem esta análise a propósito de quê? É simples. Marcelo Moretto. É essa a resposta. Marcelo Moretto. Por causa do jogo de ontem? Sim. E do de anteontem, e do de antes de anteontem. Para ser mais claro, a propósito de todas as exibições de Moretto, esse portento proveniente do Setúbal, cuja contratação fez capa nessa referência jornalística nacional conhecida por 24 Horas, quando um primo do Veiga (tinha-me esquecido desta), vestido de preto, deu uma estalada num sujeito com menos trinta centímetros de altura e, pelo menos, mais cinquenta de largura.

Vinha o guarda-redes acompanhado de Luis Filipe Vieira, qual filme americano em que o herói, ao bom estilo de Chuck Norris, chega acompanhado da vítima que libertou das mãos malvadas da perniciosa Camorra portuguesa. Na altura, louvou-se Luis Filipe Vieira pela atitude heróica. Hoje, sabendo-se o que se sabe, provavelmente teriam sido os próprios benfiquistas a tentar bater-lhe, permitindo ao representante siciliano levar o rapaz para onde ele era desejado.

Moretto é mau. Mais: é muito mau. Inexplicavelmente, desde que chegou ao Benfica, Moretto perdeu toda a sua agilidade, a capacidade de defesa, a confiança. Tornou-se aquilo que, provavelmente, já seria: um péssimo guarda-redes. Por essa razão, urge indagar qual a fixação que leva Fanã (e que levava Koeman) a escolhê-lo como titular. E é aqui que entra a importância de ser Veiga. Muito se diz acerca de José Veiga. Que celebrou uma derrota do Benfica com champanhe. Que mexe cordelinhos dentro da Liga. Que se deve a ele o último campeonato do Benfica. Se é verdade ou não, desconheço. Sei, no entanto, que a sua intolerância e impermeabilidade afastaram alguns jogadores do Benfica e que tudo o que tem a sua chancela não acrescenta nada à equipa principal. A Marca Veiga está, assim, para o mercado de futebol como a Bul-Bul para o mercado da moda. Alguns dirão que a Bul-Bul não é uma marca. Concordo. A Bul-Bul é uma loja. Lá chegam e de lá saem vários artigos, a preços ridículos, de qualidade muito dúbia. É isso que acontece na Marca Veiga. O Benfica transformou-se numa montra na qual se exibem os jogadores do Zézé. A qualidade não importa. Zézé tem jogadores baratos? Venham eles. No Benfica gerarão certamente algum lucro ao seu fiel empresário.

Sou sincero: na minha opinião, Moretto joga, não só para ser vendido, mas por puro orgulho. Dispensar Moretto, depois de se ter brincado ao circo por sua causa, seria um rude golpe para Luis Filipe Vieira, redundando numa parca nomeação para o Óscar que não se concretizaria numa conquista do mesmo. Moretto será, presumo, jogador do Veiga. Mas é, também, jogador do orgulho de Vieira. E com o orgulho de Vieira, o Chuck Norris português, nobre pai de família e homem de trabalho árduo, construtor de estádios e centros de estágio, ninguém brinca. Sob pena de, rapidamente, ele assumir o papel de Walker (o Ranger do Texas) e, juntamente com o primo do seu compadre, distribuir tabefes pelas iluminárias que ousem criticá-lo. Talvez não seja uma grande ideia, afinal, que LFV se recandidate. É melhor deixar o lugar disponível para Zézé. Afinal, ser Veiga é, ao que parece, muitíssimo importante.
 
por JAS às 13:13 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Uma época (já) perdida?

Ontem, mais uma vez, um jogo miserável.
Um frango gigantesco (como é que este gajo pode sequer pensar em ser titular??), Paulo Jorge conseguiu disparar para a lateral uma bola que só podia ir para a baliza...
Posto isto, o que temos?
Quase nada. Basicamente, o modelo de jogo é inexistente, falham-se demasiados passes, não existem rotinas, e falta capacidade para criar espaço.
Já "descascámos" a táctica, a falta de visão nos reforços, o próprio treinador. Portanto, não vale a pena repetir argumentos já muito batidos. Devido a tudo isto, temo pela época que se avizinha... E o primeiro jogo com o Austria Viena é já no dia 8 de Agosto.
 
por Jota às 12:37 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Julho 28, 2006
Ontem e Hoje
Perder com o Sporting é mau. Aliás, muito mau. De facto, perder com uma cambada de arrogantes com a mania de que são um clube "diferente" (decerto do Benfica, mas com um estatuto análogo ao do Boavista ou Belenenses, por exemplo...) e que, ainda por cima, habitam a mesma cidade que eu é algo quase impossível de suportar. Mas pior do que perder com a equipa "diferente" foi a forma como o glorioso (não) jogou.
Também não vou entrar por alarmismos que, nesta fase da época (só mesmo nesta fase...) não deve ser elevados mas, reconheço que não se augura nada de bom para o Benfica 06/07. Em primeiro lugar, o treinador não presta. Acho mesmo que, se não conseguirmos eliminar o Austria Viena em Agosto, o Santos não terá qualquer espaço de manobra. Em segundo lugar o saldo contratações- vendas é péssimo. Sem contar com o Rui Costa que regressaria de qualquer maneira e, por isso mesmo, é uma "carta fora deste baralho", tudo o resto me parece muito pouco, senão vejamos: perdemos (ou iremos perder) o nosso melhor jogador e nem sequer se tem o bom senso de aceitar os 16 milhões mais, por exemplo, o Pablo Aimar (que seria um bom substito - aliás, bem melhor - que o Nuno Assis ou que o... D'Alessandro, para o vértice esquerdo do losango táctico - que, espero, deixe de existir). Aimar decerto iria criar a empatia que os bons jogadores com provas realmente dadas, inclusivé já na Europa, costuma dar nos adeptos. Depois perdemos o único jogador que, em 12 anos, conseguimos formar nas nossas escolas por... metade do dinheiro que ele realmente vale (a venda dos 50% ao desbarato, na época passada, foi um péssimo acto de gestão). Dispensamos o Geovanni que, num meio campo em que impera duas velocidades (o parado e a marcha-atrás) era, concerteza, uma boa solução. Em termos de contratações, o avançado de renome internacional que era prometido é um tal de Fonseca (perdão, Kiki ou Kinkun... whatever) que nunca ninguém ouvi falar. Ups, já me esquecia: foi o melhor em campo no jogo do mundial contra o nosso país e marcou-nos um golo. Pois é, já o Karadas tinha feito o mesmo ao Benfica meses antes de ter sido contratado... As outras contratações foram: Katsouranis (um grande jogador, todavia, incompatível com o Petit e, por isso mesmo, desnecessário), e esses grandes desportistas como o Fonte (que, naquela defesa, ainda consegue meter mais "meter água" do que os que já lá estão), o Manu (nunca o vi, sequer, a tocar na bola), o Paulo Jorge (que me parece um Nuno Assis com o "extra" de fazer umas quantas agressões por jogo, tão demonstrativo da eficiente escola que é o Boavista - a expulsão contra os franceses e, ontem, uma agressão ao joelho de um tal de João Alves lagarto), e o Diego (que, muito provavelmente, nem sequer irá ficar).
Por último, o sistema táctico do losango. Numa palavra, um desastre. Faz-me lembrar a experiência do Koeman a época passada, com os três defesas. O que valeu é que, no momento em que repôs o 4-4-2, começámos a ganhar uns quantos jogos mas, este ano, não há MESMO extremos para colocar. Eu também jogaria com Rui Costa-N.Gomes-Miccoli mas, nunca, poria o Petit a extremo direito (!). A solucção passa por arranjarmos "um Simão" para, com o Katsouranis (que é melhor que o Petit) e com o outro grego (que defende), formarmos o meio-campo. Parece que está prometido um médio-esquerdo, desta vez, sem ser de renome internacional. Se calhar ainda vamos buscar o médio do Sion. Marcou-nos um golo, não foi?

P.S.- o único facto positivo do "defeso" foi não termos contratado o Jardel. Sei lá, com o Veiga tudo é possível...
 
por Mavs às 16:05 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Julho 27, 2006
Apocalypse Now
[som de helicópteros]

Pergunto-me porque razão sou tão crédulo. A resposta tarda. Confesso que não sei. Talvez haja em mim uma necessidade masoquista de acreditar ou uma crença inabalável sabe-se lá em quê. Neste momento, posso afirmar com absoluta certeza que este campeonato vai ser um inferno para o Benfica. Velho do Restelo? Não. Pelo contrário. Eu não profetizo a desgraça porque, ao contrário do dito que, sem saber o que iria acontecer e baseando-se apenas em crenças e em ditos, fazia cair o Carmo e a Trindade, a desgraça está à vista. O Benfica não joga mal porque o Benfica não joga sequer. Não há fio de jogo, não há raciocínio, não há movimentações. A equipa simplesmente não se mexe, não porque não possa, mas porque não quer. Não sei se o mérito é do Sporting, mas desconfio que não. Trata-se, apenas, de demérito do Benfica. Basta olhar para os golos. O primeiro é um erro do Maestro. O segundo resulta de outro erro do Ricardo Rocha, que fez jus ao nome e se enterrou totalmente no relvado. O terceiro? Do terceiro é bom nem falar. O Benfica demonstra ser (e uso o presente porque o jogo ainda decorre) uma equipa sem ideias, sem entusiasmo, sem magia. A culpa, ao contrário do que se possa pensar, não é de Rui Costa. Pelos vistos, ele nem sequer deveria ter jogado, dado que a lesão, mesmo que já estivesse debelada, deveria tê-lo enviado para o banco.

O culpado é Fanã. Aviso aos incautos: em posts meus sobre Fernando Santos, pretendo apenas dizer mal. Muito mal. A sua inércia, a forma como parece dormir no banco, a sua inabilidade natural para motivar os próprios jogadores parecem-me problemas gravíssimos que ele deveria pensar em resolver rapidamente, a bem do lugar no clube do coração que pretende manter.
O seu losango é totalmente ineficaz. A preparação física, pelos vistos, foi outra das desgraças, tal a velocidade de cruzeiro a que se movimentam os jogadores do Benfica. Culpa sua. Os jogadores, que pediu com veemência, não acrescentaram nada. Joga sem extremos para jogar Rui Costa? Não me convence. Rui Costa, embora seja um jogador fantástico, não aguenta 90 minutos num ritmo constante. Como tal, talvez fosse melhor criar um sistema mais arriscado em que Rui Costa pudesse jogar, com apenas um médio-defensivo ou, se preferisse apenas um avançado, com dois médios-defensivos e com extremos, rápidos, cuja velocidade permitisse ataques contínuos, tanto pelas alas como pelo centro. Mas não. Fanã prefere ver Petit a jogar na direita, em claro défice posicional. Prefere pôr Mantorras a jogar, quando Mantorras se afirma, cada vez mais, como uma nulidade, perdendo-se em fintas inúteis em que os adversários nunca caem. Com pernas tortas e a fintar, só um e era brasileiro. Dado que Mantorras não tem, parece-me, um décimo da capacidade de Mané Garrincha, mais valia estar quieto e aprender a dominar melhor o "melão". Deixemos de ter pena de Mantorras e passemos a dar-lhe o crédito que merece sendo que, neste momento, ele não merece nenhum.

Enquanto escrevo, ia acontecendo o quarto golo. O Benfica, este ano, não tem qualquer hipótese. Pelos vistos, o Sporting corre como se não houvesse amanhã. Parabéns a Paulo Bento. A formação de jovens continua a dar frutos, permitindo parcas contratações, apenas com o fito de preencher posições específicas. Vem-me Vigo à memória. "Alésia? Nunca ouvi falar." Era uma das frases de um dos meus livros favoritos da colecção Astérix. O comentador diz barbaridades. O Sporting tem sido brilhante tacticamente. É natural: a bater em mortos, não é difícil. Mais uma vez: excluindo a questão da preparação física, nada, neste jogo, é mérito do Sporting. É tudo demérito do Benfica, cuja equipa vergonhosa (excluindo Rui Costa e Léo, incluindo, com muita pena, Luisão e Anderson) não faz jus à camisola que veste. Estou triste, confesso. Depois de tanto parlapié, esperava mais. Agora já não espero. Fico feliz se o Benfica ficar na parte superior da tabela. Ou melhor: não fico feliz com nada. Vou estar-me nas tintas para isto a época inteira. Infelizmente, logo na época em que o Rui regressa. Lamento, Rui, mas a minha vida, ao contrário da de muitos outros, não é nem este clube nem o futebol em geral e, como tal, não vale sequer a pena apoiar uma equipa que não quer ser apoiada.

Um último comentário sobre Liedson. Como jogador, mete-me nojo. Sorte a dele eu não jogar porque, se tal acontecesse, eu era irradiado, mas ele nunca mais na vida dava um pontapé numa bola. Torço para que alguma alma caridosa lhe parta ambas as pernas, de preferência em simultâneo, com os requintes de malvadez de um torturador da Santa Inquisição. Não é falta de fair-play, porque Liedson não só não fala inglês como é um icon de tudo aquilo que o fair-play não deve ser. Mandá-lo para casa, rapidamente, era fazer um enorme favor ao jogo. É um desejo primário, mas ele é um ser primário. Mortifico-me por isso, mas é isso que desejo. Podia ser pior. Podia ser comuna.
 
por JAS às 22:51 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Julho 26, 2006
Chelsea época 2006/07
José Mourinho continua a surpreender, neste defeso. Para além das contratações de luxo, como Shevchenko e Ballack, agora é anunciado que o Chelsea terá um plantel de (apenas) 20 jogadores.
Foi esta a forma encontrada para que os jogadores possam ter mais oportunidades de jogar, mantendo-os assim satisfeitos, e fazendo-os sentir úteis.
Ao fazer este anúncio, Mourinho começa já a colocar pressão em cima dos adversários, e simultaneamente, retira-a de cima do seu plantel, assumindo ele os "cornos do touro". Parece óbvio que estará ciente do risco que corre (épocas muito longas, lesões nos elementos nucleares), mas isso só faz com que o resultado final possa ser mais apetecível, e delicioso (se tudo correr conforme esperado)...
 
por Jota às 23:15 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Julho 24, 2006
O meu erro
Basicamente, resume-se a isto:

Visitei um blog portista. Deixei um comentário, fui insultado.

Diagnóstico: falaram os primários. Fez Deus uma obra de caridade em levantar-lhes as patas da frente do chão...
 
por Jota às 21:45 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Julho 23, 2006
Il gioco piu bello
Aqui têm dois dos melhores anúncios de todos os tempos sobre futebol, ambos com a chancela da Nike: Enjoy!

Good vs. Evil (1995)



Total 90 (2000 ??)





Tudo isto se deve à nova campanha publicitária, a "Joga Bonito TV", com o Eric Cantona a assumir o papel de porta-voz, com esta expressão fantástica: "The world must be reminded that the game is about heart, honor, joy, skill, team....so play beautifully and play proud." Uma vez que são imensos vídeos, é difícil colocá-los no blog, mas se ficaram com água na boca, procurem por "joga bonito" no YouTube, e podem vê-los.
 
por Jota às 17:29 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Efeitos secundários?
 
por Jota às 17:00 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Apresentação SLB 2006/07

Pela primeira vez, vi um jogo de apresentação ao vivo. E em termos de ambiente, é fenomenal.
Rui Costa está mesmo de volta, e com a sua entrada (e saída, aos 80 minutos), o estádio "veio abaixo", em aplausos. E foram bem merecidos!
Esta época, vamos viver da magia do maestro. Passes fenomenais, visão de jogo, entrega ao jogo mais defensivo, é o que se pode esperar; Miccoli, apesar de se apresentar com alguns quilos a mais, provou que é "O" avançado que precisamos, com movimentações constantes, velocidade, um golo fenomenal e uma tentativa de chapéu que levantou o estádio.
Prevê-se um tridente Rui Costa-Nuno Gomes-Miccoli diabólico; Katsouranis continua a apresentar credenciais, com vários cortes no momento certo, inteligência táctica, uma excelente ocupação de espaço e bons passes.

Agora as questões: primeiro, o adversário pareceu muito macio, e em Portugal não vamos jogar com equipas que permitam, como o Bordéus fez, tanto espaço para pensar o jogo...
O plantel não parece suficientemente robusto, e com alternativas válidas (a equipa da segunda parte assusta um bocado, nomeadamente o ataque) para poder aguentar uma época que se prevê exigente, e com várias frentes.
Voltando ao mesmo, ficou confirmado ontem que faz falta (pelo menos) um extremo no onze. Tudo bem, posso perceber o dilema que se apresenta a Fernando Santos: quer jogar com dois avançados, Rui Costa a 10 e necessita de dois médios de cobertura, logo, sobra um lugar no meio-campo: Karagounis continua a mostrar que não é jogador para 90 minutos, pela sua intermitência, e o jogo passa muitas vezes pelo meio. Com equipas pequenas é um suícidio...
No que toca às dispensas, elas parecem-me evidentes: Marcel, Manduca, Karyaka, Marco Ferreira; nos jornais fala-se ainda em Diego: a sair alguém do miolo, teria, forçosamente de ser Beto, que continua a "maravilhar" os adeptos com sarrafada de primeira água, passes milimétricos que colocam os avançados cara-a-cara com o nosso guarda-redes, e com evidentes limitações que fazem com que na altura da apresentação tenha sido pouco aplaudido, recebendo preferencialmente assobiadelas...

Para finalizar, o facto de não se ter falado em Simão é sinal que se está, freneticamente, a tentar colocar o "ex" capitão. Pelas últimas notícias, o seu destino será Valência, com a entrada de 15 milhões de Euros, e um jogador, muito provavelmente, Marco di Vaio. Parece o desfecho possível, para um defeso marcado pelos "saldos" em Itália.
 
por Jota às 11:58 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Julho 22, 2006
Devolvido à procedência
A transferência de Manuel Fernandes para o Portsmouth fica suspensa por um mês, até que novos testes físicos possam ser feitos.
Se repararem bem, todos os anos, as promessas do plantel "rebentam", devido a pubalgias... Foi assim há 3 anos, com Tiago, depois aconteceu o mesmo a Manuel Fernandes, e na época passada a "fava" saiu a Nelson.
Portanto, das duas uma: ou se está a exigir demais dos jovens jogadores do plantel, ou então a metodologia de treino não tem sido a mais adequada...
 
por Jota às 11:28 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Julho 17, 2006
O Engenheiro falou...
Depois de duas semanas na Suíça, e três jogos (duas vitórias e uma derrota), o treinador pronunciou-se sobre o plantel à sua disposição, deixando o desejo de poder contar com mais três reforços, um defesa-esquerdo, um médio-esquerdo e um ponta-de-lança.

Parece-me que Fernando Santos identificou muito bem as lacunas dum plantel "coxo", especialmente no que diz respeito à ala esquerda (se bem que no que concerne ao defesa, Fernando Santos não esteve bem ao afirmar que "as opções Nélson e Tiago Gomes não são aquilo que esperava para aquele lugar"); no que concerne ao avançado, procura-se alguém que traga força e músculo, e que possa fazer o papel de "cunha" no 4-3-3, papel que Marcel não tem conseguido desempenhar com a mestria necessária.
O problema principal, parece-me, será encontrar os tais jogadores que cumpram, eficazmente, o binómio "qualidade-preço", de forma a poderem ser alternativas ao "onze titular"; mais uma vez desculpem-me, mas Paulo Jorge, por aquilo que temos visto, não pode ser encarado como candidato a titular...
Por outro lado, temos jogadores que nada têm acrescentado, nomeadamente, Beto, Manduca, Marco Ferreira, Marcel e Karyaka... Não sei como os poderemos colocar, mas parecem-me perfeitamente dispensáveis!

Assim sendo, voltamos ao mesmo: com os reforços "certos" e com alguma dose de "limpeza", podemos lutar por algo; senão, no mínimo, vai ser uma época complicada...
 
por Jota às 21:30 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Julho 15, 2006
Momento "Levanta-te e Ri"
"São precisos dois jogadores para me parar!"

Laurent Robert, na sua apresentação como jogador do Levante UD
 
por Jota às 12:00 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
CalcioCaos

Ainda que a decisão seja passível de recurso, a “bomba” já caiu: Juventus, Fiorentina e Lazio descem à Serie B, com 30, 15 e 7 pontos negativos, respectivamente, e o Milan permanece na Serie A, mas começa o próximo campeonato com 15 negativos, e foi-lhe retirado o acesso à Champions; adicionalmente, foram retirados à Juventus os dois últimos campeonatos, não se sabendo ainda se serão “designados” novos campeões.
Antes de mais, nunca esperei que a Juventus descesse, e como já tinha dito anteriormente, julgava que este processo ia ser cozinhado em “lume-brando”, e que se iria arranjar uma saída airosa para todos os réus; aliás, a vitória da Itália no Mundial fez logo surgir um coro de vozes a pedir a amnistia para todos os intervenientes, uma vez que 13 dos 23 eleitos por Lippi para a campanha alemã, pertencem a equipas envolvidas neste escândalo. Mas optou-se por não seguir o exemplo do Apito Dourado (e pronto, já dei a alfinetada gratuita)…

Contudo, vai sempre subsistir a dúvida: o Milan não desce porque é menos culpado do que os outros, OU porque o seu presidente é Berlusconi, patrão dum grupo gigantesco de media, e ex-primeiro ministro de Itália?

Outro ponto interessante serão as movimentações no mercado de transferências, agora que uma decisão foi tomada… Jogadores como Buffon, Cannavaro, Zambrotta, Camoranesi, Del Piero, Thuram, Vieira, Trezeguet, Emerson, Nedved, Ibrahimovic, Luca Toni, Mutu e Peruzzi, só para citar alguns, não estarão de certeza interessados em jogar na Serie B, durante dois anos! Agora é que o mercado vai aquecer…
Será que Veiga está na jogada? Não poderemos ombrear com os gigantes, mas ainda pode ser que se arranjem alguns reforços a preços convidativos (e confirmar Miccoli a título definitivo)!

 
por Jota às 11:28 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Julho 11, 2006
O outro lado do espelho
O Mundial terminou anteontem, e até à pré-época é um instante. Até lá, aqueles que gostam de futebol vão estar distraídos com as contratações que os seus clubes estão a ultimar, com os particulares para ganhar ritmo, e com os jogos das pré-eliminatórias europeias.
Portanto, pode-se dizer que estaremos bem servidos de futebol.

E quem que não gosta de futebol?
Um amigo desesperava na quinta-feira, porque o Mundial nunca mais acabava, e os anúncios na comunicação social todos remetiam para futebol. Aliás, era impossível ouvir rádio durante um dia de trabalho, e não ouvir o “Menos Ais” pelo menos 500 vezes!
Basicamente, ele aceita toda a euforia, e como pertencente a uma "minoria", respeita-a. O problema é que a "maioria" não respeita as opções da "minoria"! Ele não se importa de conviver com o futebol, só não quer é ser forçado a conviver!
Parece que todos têm que gostar de futebol, e apoiar a Selecção, porque, mesmo não sabendo muito bem como nem porquê, o facto de Portugal ganhar o Campeonato do Mundo, iria fazer com que todos os problemas do País desapareçam; resumindo, ele encara o futebol como um tranquilizante: Basta providenciar carradas de futebol, que toda a razão ou interesse por qualquer outro assunto desaparece!

Muitas das ideias por ele expressas são verdades «La Palicianas», pelo menos neste nosso “micro-cosmos”, à beira-mar plantado.
Um português que não vibra pela Selacção não é bom “tuga”, toda a gente tem de “gramar a pastilha” do futebol, e ninguém deveria expressar opiniões sobre a incapacidade de Scolari, porque isso não é "apoiar o grupo"… E sim, o futebol é usado para adormecer o “Povo” (dos três F’s do antigo regime, dois ainda se mantêm activos…) .
Em trinta anos de democracia, ainda temos um longo caminho a percorrer… O futebol é um desporto, para alguns uma paixão, mas nunca deve ser encarado como uma obsessão, e acima de tudo, não deve servir como contraponto às dificuldades. Cada coisa tem a sua (devida) importância.
Por exemplo, a recepção à Selecção: porque é que RTP, SIC e TVI fizeram uma exaustiva transmissão da chegada dos jogadores? Será um evento assim tão importante, que justifique toda aquela envergadura técnica? O que terá pensado o meu amigo, ao assistir aquele "espectáculo"?
Ainda vivemos sobre a velha máxima de Roma: “Pão e Circo”. E assim, acho que não somos, ainda, uma Democracia adulta!
 
por Jota às 23:16 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
De cara lavada!
Como o prometido é devido, apresentamos a nova roupagem da Ilíada, mais luminosa e menos "carregada", ou pelo menos assim esperamos!
Tudo o que cá estava mantêm-se, apenas com um look mais pessoal!

Opinem, deêm-nos o vosso feedback!

A Direcção
 
por Jota às 22:50 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Julho 10, 2006
AVISO:
Por motivos de ordem técnica a que (ao contrário de todos os outros operadores incompetentes, como a TvCabo, a Portugal Telecom e afins) NÃO somos alheios, poderão verificar-se alterações no layout do blog nos próximos tempos, podendo mesmo existir dificuldade em aceder a este.

Mal a situação esteja resolvida, fá-lo-emos saber a todos os interessados... e aos leitores, obviamente.

Ingratos pela plausível compreensão,

O CEO, o Presidente vitalício e o Ditador Absoluto (ou seja, a Direcção)
 
por JAS às 20:33 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Julho 09, 2006
Da vergonha de ser português
A incoerência é uma das características que mais deploro no género humano. Portugal, infelizmente, já nos habituou à sua falta de coerência constante, não só a nível político como também social, jurídico e por aí além. Desta vez, a bactéria contaminou o desporto. Neste momento, a quatro metros de mim, uma televisão transmite imagens de um autocarro transportando vinte e três jogadores de futebol, que chega ao Estádio Nacional, com o objectivo de serem heróicamente aplaudidos pelos feitos conseguidos. Quase parece Camões. Mas não é. Felizmente para ele e para aqueles que, como eu, não se deixam levar por esta euforia desmesurada e despropositada que contorna, a traços de inexplicabilidade, a prestação da Selecção no Mundial. Não deveria espantar-me com estas imagens. Pelo contrário: deveria ter-me habituado a isso. Afinal, vivo neste país desde que nasci. Sejamos francos e coerentes. A multidão, tresloucada por essa Creutzfelt-Jacob que é a Selecção Nacional, enche as ruas, festejando efusivamente. O quê? Um quarto lugar. Ou, como gostam de vociferar os acríticos, o facto de estarmos entre as quatro melhores selecção do mundo. Realmente, a estrutura da oração pode alterar, por completo, a verdade das coisas.

Mas pronunciava-me eu sobre a coerência. Onde é que não fomos coerentes? Nos objectivos e, depois disso, nestes festejos. Que ninguém se iluda: depois da vitória sobre a Inglaterra, noventa por cento deste país achou que Portugal iria à final. E, arrisco-me a dizê-lo, cerca de metade pôs a hipótese de sermos campeões do Mundo. A França era vista, com alguma legitimidade, confesse-se, como um alvo coxo a quem bastava apontar a caçadeira. De preferência, à queima-roupa. Nesse momento, passámos do "melhor possível" para "Campeões Mundiais" e as emoções elevaram-se, em flecha. Sucedeu que, afinal, os coxos não eram assim tão coxos e levaram de vencida a Selecção de "todos nós". Resultado? Fim do sonho. Pouco importou, então. Tínhamos alcançado o terceiro lugar. Sim, porque a história iria repetir-se. E, de facto, repetiu-se. A Alemanha, historicamente uma selecção muito mais forte, pôs Portugal na ordem, com dois grandes golos de Schweinsteiger. Pobre Ricardo! Como escrevia um imaginativo jornalista de O Jogo ou do Record, devemos culpar a Teamgeist. Ou seja, vamos culpar a bola. Primeiro, por ser redonda. Depois, por nunca entrar na baliza adversária, sobretudo depois de já ter entrado, várias vezes, na nossa. Terceiro e último argumento, por não parar exactamente à frente dos pés dos nossos jogadores que, fazendo uso duma apuradíssima capacidade de finalização, chutariam o queij... perdão, a bola, para o fundo das redes.

La Fontaine já o tinha escrito, na conhecida fábula da raposa. Ainda assim, a Nação portuguesa conseguiu alterar-lhe a história. Desta vez, a raposa também viu as uvas maduras, também as desejou ardentemente, mas como só chegava às verdes, deliciava-se com aquele sabor ácido e totalmente desprovido de açúcar de uvas que, claramente, não estavam prontas para a deglutição. Esta é a incoerência. Portugal conseguiu, finalmente, desejar o ponto mais alto. Falhou sem apelo nem agravo como, aliás, é seu apanágio. De imediato, veio o prémio de consolação, o "primeiro dos últimos" e os festejos de um quarto lugar, alcançado por uma selecção "fantástica". Não brinquem com a minha inteligência, por favor. Uma selecção fantástica? Ficaram em quarto. São uma das quatro melhores selecções do mundo, mais precisamente, a quarta. A última! Será que ninguém percebe que festejar uma barbaridade deste género demonstra exactamente a falta de ambição e de confiança de que padece o país? Elogiar vinte e três energúmenos por fazerem mal o seu trabalho? Ganhassem eles um bocadinho menos e seriam perfeitos para a função pública. Pelo meio, elogia-se Scolari, que, com o devido respeito, tem de ficar muito caladinho depois do golo de Nuno Gomes. Quem é Luis Felipe Scolari? Para quem se esqueceu, é o mesmo que esteve à beira de assinar um contrato para ir treinar a Inglaterra depois do Mundial. Big Phil, remember? O mesmo que não soube motivar os seus jogadores para jogarem de cabeça erguida contra a França. O mesmo que insiste em "fezadas" e em Santas ao invés de se basear nos factos, que estão mesmo à frente do seu nariz brasileiro. Parabéns, Scolari. Parabéns, Selecção. Ficaram em último lugar dos que interessavam. Viva a mediocridade! Viva! E venha o hino. Decididamente, neste país deveria trabalhar-se aos fins-de-semana.

Figo foi-se. Pauleta, felizmente, também. No entanto, nada nos assegura que Scolari, seguindo uma das suas habituais "fezadas", não o convença a ficar mais dois anos, até ao Europeu. Pode ser que aí, quando Pauleta andar de bengala em campo, Big Phil se aperceba dos disparates que fez.

Sendo populista e demagogo: será que os Paralimpicos não merecem ainda mais do que isto? Afinal, eles sempre conseguem PRIMEIROS LUGARES. Ou, pelo menos, LUGARES NO PÓDIO. Vocês sabem quem eles são. No entanto, nunca lá viram o Primeiro Ministro, pois não? Ou o Presidente da República. E estes atletas foram (e são-no constantemente) primeiros. Tal como os vencedores de medalhas em atletismo. Ou como os atletas que vão aos Olímpicos. É uma falta de coerência absurda, não concordam? Nós louvamos, não os que ganham, não os que merecem, mas os populares e, acima de tudo, os populistas. Mérito? Qual mérito? Isso não interessa a ninguém. Importa é que eles sejam musculados, burros e ganhem milhões. Essas características são suficientes para povoar o imaginário da populaça que os venera. Sinceramente, ser português, por vezes, nauseia-me.
 
por JAS às 13:58 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Mundial 2006 e Portugal
O Mundial terminou ontem, para nós, com uma derrota às mãos da anfitriã Alemanha. O jogo foi um bocado estranho, com uma falha de Ricardo, um auto-golo de Petit, e com a baliza alemã abençoada por São Kahn, e pela Sorte.
Scolari voltou a apostar em Pauleta, e mais uma vez, deu-se mal... Nuno Gomes merecia mais minutos, e acima de tudo, não ser a terceira opção para ponta-de-lança!
 
por Jota às 11:28 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
O primeiro amigável da época
Antes de mais, uma confissão. Não costumo ter paciência para este tipo de amigáveis, onde o desnível das equipas é tão grande, e nada está em jogo.
Ainda assim, aceitei ver o jogo, por duas razões: para ver como é que os reforços se portavam, e porque o grupo de amigos ainda é mais fanático do que eu!
O resultado não merece contestação, 3-0 reflecte a nossa (avassaladora) superioridade. Apartir daqui, levantam-se algumas dúvidas, no meu espírito…

Primeiro, a táctica. Parece que vamos actuar em 4-4-2, com o “famoso” losângulo no meio-campo. Contra adversários mais fortes e pressionantes, tenho sérias interrogações acerca da sua eficácia. Mas este é um assunto que já “bati”, aqui e aqui, pelo que não vale a pena repetir-me; o ataque, está muito incipiente, com Marcel a demonstrar os mesmos predicados que já lhe conhecíamos da época passada.
Aliás, a própria afirmação de Fernando Santos a pedir mais dois avançados demonstra que é preciso injectar mais qualquer coisa na frente.

No que toca aos reforços, tivemos um gigante maestro (mas acalmemos as euforias, Rui Costa precisa de espaço para jogar, e ontem teve-o, mas durante a época será diferente), Katsouranis fez um razoável jogo, com pormenores interessantes, e Paulo Jorge mostrou-se esforçado, mas dá a sensação de faltar qualquer coisa…
Manu parece querer afirmar-se como alternativa, tal como Diego (ainda que este tenha falhado um penalti, com um passe ao guarda-redes).

Houve ainda tempo para mais do mesmo: Moretto voltou a falhar, e arriscou-se a ir buscar a bola ao fundo das redes, por duas vezes. Não consigo entender como é que um guarda-redes assim pode ser primeira opção...

Em jeito de resumo, com 2/3 reforços e os “mundialistas” integrados, podemos ter argumentos para fazer uma boa época. Parece-me que muito irá depender dos reforços; se continuarmos a contratar jogadores esforçados mas que não serão primeiras opções, tipo Paulo Jorge, duvido que tenhamos chances de lutar pelo “caneco”…
 
por Jota às 11:24 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Julho 07, 2006
O 100º Post
Porque o que nos move é o amor ao jogo, aqui ficam alguns dos melhores golos de sempre. Muitos ficaram de fora, mas esperamos que gostem!

 
por Jota às 23:35 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Portugal no Mundial
Bem sei que ainda falta um jogo, mas este é tão inútil que me atrevo a partilhar a minha avaliação da Selecção mesmo sem o ter em conta. Afinal, se no Europeu, as equipas que perdem nas meias são 3º lugar ex acqueo, porque não fazer o mesmo no Mundial?Estamos a falar de um jogo a feijões, entre equipas já de si desmoralizadas...
Mas vamos ao que interessa. Chegámos às meias-finais da prova, e podemos repetir o feito de 66, feito pelos Magriços (bons velhos tempos em que o SLB era a espinha dorsal da Selecção...). Mas, e apesar disto, não jogámos bem, longe disso.
Não deslumbrámos, em nenhum jogo, e deu sempre a sensação de que com Pauleta na frente, era como se jogássemos com 10.
Faltaram, claramente, os últimos metros, o que levava a uma de duas situações:
  1. A bola era cruzada para a frente, o que originava, invariavelmente, o mesmo fim: Pauleta não apanhava a bola;
  2. A bola era transportava pelos médios, e aí ficávamos presos no tampão de jogadores que tínhamos pela frente...

Aliás, as opções para ponta-de-lança foram estafúrdias... Pauleta foi sempre titular, e a segunda opção (Postiga), não deve ter marcado mais do que 5 golos durante toda a época; mais, para o tipo de táctica que apresentámos, era preciso um jogador para "tabelar", e não alguém que se "afunda" nos defesas adversários;

Tacticamente, acho que ficou provado que Scolari não é um grande treinador. Não tem inteligência ou flexibilidade táctica para reverter um resultado... Scolari é um bom gestor de homens, mas nunca será um bom treinador!

No restante, tivemos três jogadores "gigantes": Ricardo Carvalho, Miguel e Maniche; Figo esteve à altura dos seus pergaminhos, Ronaldo fartou-se de levar pau, e Ricardo ficou com (ainda) mais mercado em Inglaterra...

 
por Jota às 22:35 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
O último reforço (des)conhecido
Foi na 4ª apresentado o 3º reforço: Paulo Jorge, extremo, proveniente do Boavista.
Sou sincero, não o conheço, nada sei sobre ele, e nem sabia de que clube era...

Deixo aqui esta pérola, que encontrei nos comentários dum qualquer jornal desportivo:
"Grandes contratações que os nossos LFV / JV nos presenteiam.São sempre as bocas habituais todos os anos garantem jogadores de TOP e depois como já sucedeu em anos transactos aparecem os "cracks" do Alverca!Deixem de demagogias e parem com as mentiras anuais,que já mete nojo.Quando é para vender pedem milhões, para comprar é tudo caro mesmo que seja SÓ alguns milhares. "

O que custa é que o adepto até tem razão...
 
por Jota às 21:55 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Carta Aberta ao Marcel
«Claro que sei marcar golos» (Marcel)

Caro Marcel,
Apesar de achar que não tens categoria suficiente para vestir tão sagrada camisola, acho que, (afinal de contas) como jogador do Benfica, devo por este meio ajudar-te, dando-te alguns conselhos. Assim, das (poucas, espero) vezes que entrares para os últimos 5 - 7 minutos de um jogo, deves:
1 - Visualizar um rectângulo feito por postes e com uma rede (em geral, branca), que se chama vulgarmente BALIZA. O objectivo do jogo é chutares uma bola que atravesse esse mesmo rectângulo.
2 - Sempre que tiveres a bola em teu poder, tenta livrar-te o mais depressa possível da mesma, passando-a, de preferência, para um jogador vestido de vermelho (se o benfica usar a camisola principal nesse jogo).
3 - Tenta colocar-te em campo de forma a que, entre ti e a baliza (aquele rectângulo, lembras-te?) fique, pelo menos, 2 jogadores adversários (ou um, se o guarda-redes adversário estiver junto desse mesmo rectângulo).
4 - Quando o Fernando Santos, num momento de alta irracionalidade, estiver disposto a escolher-te para entrares em campo, pergunta-lhe 40 mil vezes isto: "Yo misteri, tem a cerrteza? Não priferi colocarr outro em campo, pô?"
5 - Se mesmo assim o Fernando Santos insistir na tua entrada, diz-lhe, por favor, que não estás em condições físicas (já que as psicológicas estão sempre afectadas...) para jogares.
6 - Por último, o mais depressa que conseguires, vai tratar com o Veiga da tua saída. Dá-lhe uma treta qualquer como "não me sinto bem no clube, quero jogar mais vezes, a pressão é muito alta, o salário é demasiado alto para o meu real valor, etc, etc" mas, POR FAVOR SAI!

Grande abraço,

Mavs

P.S. - Apesar de tudo, Felicidades para a tua carreira. Que ela continue com muito sucesson (!?), na Académica de preferência! Com sorte, ainda és contratado pelo Porto (eles contratam tudo o que sai do Benfica, como sabes...).
 
por Mavs às 18:08 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Julho 06, 2006
Portugal Vs França
Sinceramente, não culpo nem o Scolari nem o árbitro. O primeiro não podia esperar que certos jogadores estivessem tão mal (todavia, algumas das suas opções são bastante discutíveis... como a não participação no mundial do Nuno Gomes - "só" o melhor marcador do campeonato português). O segundo, o árbitro, penso que, ao contrário da totalidade dos portugueses, não esteve mal: há que admiti-lo - o Ricardo Carvalho comete mesmo penalty; e o suposto penalty do Ronaldo não o é, uma vez que ele já está a atirar-se para a "piscina" quando o francês se encosta.
A explicação para a derrota é simples: o jogo miserável dos franceses, tal como é dito no post anterior, fizeram precisamente aquilo que estiveram toda a semana a criticar dos portugueses; e alguns jogadores que estiveram (muitíssimo) abaixo daquilo que se lhes poderia esperar. Destes há que destacar o Deco. Com uma semana e meia de descanso "extra" (uma vez que não jogou com a Inglaterra), não foi o jogador que devia ter sido e, para mais, além de não ter "suado" a camisola (como, por exemplo o Figo, a quem o jogo também não lhe correu de feição, mas que se esforçou ao máximo... - ok, a importância da mesma camisola para um e para outro é diferente...), começou a tentar fazer "bonitos" que, invariavelmente, sairam mal. Não destaco, entre o Pauleta porque esse, enfim, nem sequer devia ser praticante desta modalidade, tão pouco jeito tem, sequer, para correr... Ainda assim, ficar como (pelo menos) a quarta melhor equipa não é nada mau. Quem esperava? Pode ser que, com a manutenção do Scolari, consigamos, um dia ser campeões de "qualquer coisa". Pelo menos, antes do Mourinho chegar...
 
por Mavs às 15:07 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
E depois do adeus...
Valerá a pena falar ou escrever sobre o jogo de ontem? A doutrina divide-se. Uns dirão que sim, sobretudo para dissertarem sobre o anti-jogo dos franceses ou a péssima actuação de um árbitro uruguaio(!). Outros, como eu, preferirão ficar calados. Compreensivelmente. É verdade que Portugal foi vergonhosamente roubado. É verdade que a França passou o tempo inteiro a pôr em prática aquilo de nos acusou durante a semana. Mas também será verdade que as grandes equipas, aquelas destinadas aos feitos gigantescos, ultrapassam impiedosamente as pequenas pedras que encontram pelo caminho. Portugal, ontem, limitou-se a ser uma equipa suficiente, jogando como podia e quando podia, nos espaços que os franceses, carinhosamente, foram concedendo. Portugal merecia passar? Claro. Mas por razões completamente extra-desportivas, como o jogo bonito, os grandes jogadores e a vontade de vencer. Elementos que faltam à França. Basta analisar a prestação dos jogadores portugueses e, sobretudo, a de Deco, para perceber que Portugal não fez tudo o que podia. Figo acabou o jogo aos setenta minutos. Costinha não se apercebeu sequer de que já estava em campo. Simão pouco ou nada fez. E o "mágico", aquele que era "melhor que o Pelé", jogou ontem com os seus dois pés... esquerdos. Foi confrangedora a falta de classe de Deco, que passou o jogo inteiro arrastando-se pelo campo. Cansado? Os mágicos, sobretudo quando melhores que o incansável Pelé, não se podem cansar. E Deco não havia jogado o jogo anterior. Bem marcado? Pouco importa. Não vale a pena dissertar sobre a prestração da Selecção, até porque ficará sempre a sensação que Portugal não fez tudo o que podia e que a França, jogando de uma forma acessível, esperando sempre o contra-ataque que só concretizou uma vez, aplicou a técnica do Nacional da Madeira e colocou o autocarro à frente da baliza. Sou sincero: na minha opinião, e sem desejar endeusar seja quem for, só havia um homem capaz de ganhar aos franceses ontem e esse era o "Special One".
Verificou-se ontem, na minha opinião, que Scolari não é e nunca foi, um treinador capaz de solucionar imprevistos tácticos como o do "autocarro". Ainda assim, parabéns a Portugal e aos jogadores, sem excepção. Foi uma campanha excelente no Mundial. Cumpram o joguinho de calendário contra a Alemanha e depois voltem, que agora há que ajudar o Benfica a ser campeão nacional. De volta a ti, SLB...
 
por JAS às 10:41 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Julho 04, 2006
Festival de golos falhados
 
por Jota às 22:31 | Link |
Entrevistas
Da análise aos desportivos, temos duas entrevistas interessantes, a de Ricardo Rocha e de Mantorras.

Falemos primeiro de Ricardo Rocha. Um bom central, sem dúvida, tem sido 1ª opção para "encher buracos" porque os centrais titulares são muito bons, mas sofre de dois problemas crónicos, quem sabe relacionados entre si: primeiro, no decorrer do jogo, tem paragens cerebrais que costumam causar grandes embaraços aos colegas, e depois, fala demais.
Esta análise apenas peca por ser tardia...

Mantorras manifestou o desejo de sair do Benfica, para Inglaterra, em Dezembro; ele, que é um dos jogadores mais adorados da massa associativa, pela alegria que demonstra ao jogar. Contudo, não é, nem de perto nem de longe, uma primeira opção para o ataque, como tal, pode ser considerado "dispensável". Mas esta análise pode ser considerada, por muitos, cruel e fria.
Pois bem, vejamos o problema de forma "romântica": Mantorras tem poucas chances de jogar, no panorama actual (ainda mais com entrevistas de Fernando Santos a afirmar que faltam dois avançados...); assim, acho que deveria ser-lhe dada uma chance de progredir, de continuar a mostrar a outros públicos a sua paixão pelo jogo e pela "redondinha".
Os (verdadeiros) adeptos tê-lo-ão sempre no coração.
 
por Jota às 22:06 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Quem?
Os que estiveram atentos à capa de A Bola de hoje, reparam certamente na fotografia de Diego Armando Maradona, mais conhecido por El Pibe D'Oro, beijando a Taça de Campeão do Mundo, conquistada pela Argentina em 1986, no tristemente célebre Mundial de Saltillo. Poderia ler-se que Maradona, depois da eliminação da Argentina, apoiava Portugal e desejava que fosse a Selecção Nacional (ou Luso-Brasileira, se preferirem) a conquistar o Campeonato.
Estranha, porém, era o termo utilizado para o descrever: "O Deus do futebol". Sendo certo que a atribuição do título é extremamente relativa e, até, subjectiva, há perguntas cujas respostas nunca foram esclarecidas sobre a personagem Diego Armando Maradona que, a meu ver, põem claramente em causa este estatuto semi-divino que tantos almejam atribuir-lhe.
Comecemos pelos factos. Maradona foi, sem dúvida, um grande jogador. Goste-se, ou não, de futebol, é impossível não admitir que os golos marcados à Inglaterra são ambos históricos, um por ter sido utilizada a mão e o outro por resultar de uma jogada em que foi ridicularizada, com uma série de fintas, toda a equipa inglesa. Além disso, ajudou o Nápoles a consagrar-se como uma das melhores equipas italianas da altura. No entanto, Maradona foi também um heroinómano, além de uma personagem claramente provocadora e desagradável, ao bom estilo argentino. Quem não se recorda da sua atitude no Mundial de 1990, em Itália, em que conseguiu, com algumas palavras, pôr a cidade napolitana contra a sua própria selecção? É certo que isto não diz muito a favor dos napolitanos, mas Maradona foi o principal responsável pela situação.
Todas estas situações ajudaram à consagração excessiva de Diego. A minha pergunta, porém, é simples: será que podemos ter a certeza que durante o Mundial de 1986 e o de 1990 e mesmo a nível de clubes Maradona esteve sempre "limpo"? Sou sincero. Acho Maradona um bom jogador, mas há alturas em que ponho em dúvida a sua qualidade absoluta. É certo que era um jogador incrível, mas é possível provar que não consumiu quaisquer drogas durante o período dos Mundiais? Presumo que seja e, para evitar quaisquer processos judiciais, sou o primeiro a admitir o meu cepticismo relativamente à possibilidade de Maradona jogar drogado. Ainda assim, ao rever a jogada do golo em que o Pibe finta tudo e todos, subsistem algumas dúvidas. Dúvidas que o próprio Maradona suscitou ao deixar-se enredar nas malhas da droga.
Acredito que os jogadores devem dar exemplos, não só aos mais pequenos, como também aos maiores, sem distinções etárias. Maradona não deu esse exemplo. Deu-o, sem dúvida, Eusébio. Deu-o Cruyff. Pelé também falhou. Tendo em conta que um jogador não deve ser apenas qualificado em função da forma como joga, mas também em função da sua atitude em campo, do seu fair-play e da forma como interage com adversários, adeptos, dirigentes e na vida desportiva comum, Maradona jamais poderá ser deus seja do que for. Do futebol, então, está fora de questão. O génio, acima de tudo o resto? Talvez. Mas ser um jogador genial implica ser também um profissional exemplar e, mais do que tudo o resto, uma personagem acima de qualquer suspeita. Não é, diga-se o que se disser, o caso de Diego Armando Maradona.
 
por JAS às 17:31 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Julho 03, 2006
Eiffel Tower is falling down? (ao som de London Bridge has already fallen)
É certo e sabido que não gosto desta selecção, sobretudo de Scolari e de Deco e não serão os acontecimentos recentes ou futuros a alterar a minha posição porque não tenho o mau hábito de me prostrar ante os vencedores depois de lhes ter chamado, e de acreditar que ainda são, meros vencidos. No entanto, quero dar os parabéns à Selecção. É certo que há um ou outro brasileiro lá pelo meio, mas os jogadores portugueses demonstraram que Deco é perfeitamente dispensável naquela equipa. Infelizmente, pelos vistos, continuo a ser dos poucos a acreditar nisso. Adiante.
O Brasil perdeu com a França, uma derrota que me deixou bastante triste por já ter na cabeça um post inteiro em que dissertava sobre a continuidade de Deco no Mundial. Para todos os efeitos, a doutrina divide-se e não é líquido que Deco não seguisse em frente com o Brasil. Afinal, ele ainda é brasileiro. Devo confessar que desde Napoleão que não tenho paciência para a Frogolândia. A situação piorou, primeiro, quando descobri o que se passou na 2ª Guerra Mundial, com essa anedota de nome Vichy, depois, quando me apercebi que a minha segunda pele falava, claramente, inglês, juntamente com Shakespeare, Yeats, Thatcher e Sir Humphrey Appleby. Entristeci-me, assim, com a derrota da Inglaterra ante Portugal (sim, porque o Deco não jogou). Por outro lado, agradou-me ver a London Bridge caindo. A verdade é que nenhum jogador da selecção inglesa me agrada particularmente, o que não ajuda muito.
Ficou provado que não é bom para Portugal ir mais longe no Mundial. Qualquer pessoa normal que ousasse guiar um automóvel nesta cidade depois da vitória de Sábado passado seria impedida pela quantidade colossal de imbecis desocupados que vagueavam pelas ruas, grunhindo como porcos no cio. Quarta-feira será dia de semana. Quinta será dia de trabalho. É bom que os mesmos imbecis que gritaram na rua no Sábado não se esqueçam que têm de trabalhar na quinta-feira. A bem da tal retoma que será adiada se Portugal vencer. Percebe-se porquê.
Honestamente, já me estou nas tintas para o resultado. Quero, porém, deixar aqui uma pequena nota de rodapé: se Portugal vencer eu tenho, automaticamente, dois bilhetes grátis para a bancada VIP do estádio de Berlim, para assistir, ao vivo e a cores, ao mais que provável Portugal-Alemanha. Devo dizer, desde já, que não vou. Não porque tenha oral, não porque esteja impedido, mas porque não me apetece. Acho patético ir assistir à vitória daqueles calhaus com olhos cujo maior feito histórico foi terem protagonizado duas guerras mundiais. Deutschland, Deutschland über alles? Sinceramente, who cares?
 
por JAS às 20:32 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Julho 02, 2006
O Dia de Ontem
Brilhante. Ainda para mais, com a derrota do Brasil. Na realidade, odeio a "canarinha": pensam que entram em campo já a ganhar, não respeitam minimamente os adversários e são insuportáveis nos festejos. Além disso desprezam-nos de uma maneira quase ridícula. Senão vejamos este excerto de um programa sobre o mundial emitido no Brasil, em que um palhaço chamado Milton Neves reproduz o que, de uma maneira generalizada, todos os brasileiros pensam sobre a selecção portuguesa (ou pensavam, neste caso...)

P.S.- Apesar de representar a lagartagem (ainda que com coração encarnado...), há que admiti-lo: Ricardo esteve absolutamente brilhante. E ainda virá o sr. Nuno Pinto Costinha "atacar" o Scolari, e defender o guarda-redes suplente do seu clube...
 
por Mavs às 21:55 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Obrigado
Depois das "laranjas" e dos "bifes", seguem-se os "galos", na estrada para Berlim.
Seja como for, vamos sempre ficar até ao fim do Mundial...
 
por Jota às 12:53 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Julho 01, 2006
O estatuto da Formação
Nos últimos 5 anos, são pouquíssimos os jogadores saídos da formação que se afirmaram no plantel principal. Temos, como expoentes máximos, Moreira e Manuel Fernandes, e numa escala menor, Bruno Basto.
De facto, a formação não estava a funcionar, não se conseguiam captar “talentos” suficientes para, primeiro, competitividade aos escalões de formação (o Sporting, por exemplo, este ano “limpou” todos os campeonatos de juniores…), o que se reflecte nos poucos jogadores que chegam aos seniores (ainda no Sporting, o número é impressionante: Miguel Garcia, Paíto, João Moutinho, Nani, Quaresma, Ronaldo, Hugo Viana, Simão, etc).
Assim, tem-se vindo a assistir, no Sporting, a um verdadeiro “círculo virtuoso” da formação, uma vez que se esta apresenta bons resultados, os jogadores sobem à primeira equipa, e tem grandes hipóteses de confirmar o talento que demonstraram anteriormente, o que conduz à cobiça dos grandes clubes europeus, com a consequente venda dos “activos” a um bom preço…

Pois bem, essa tendência na formação benfiquista tem vindo a ser invertida. Primeiro, com a contratação de António Carraça para coordenador do futebol de formação. É inegável que ele tem grande conhecimento do futebol português, e de todos os seus meandros.
Já enquanto presidente da associação de jogadores, era simples de entender que tinha uma planificação, apoiada e estruturada na formação, para o futebol português.
Tendo em conta a “revolução” que aconteceu com o acordão Bosman, seria se esperar que num campeonato de 2ª linha na Europa, como é o nosso, se apostasse, como fez e bem o Sporting, na formação, o que permitiu uma fonte de receita, pois os grandes da Europa estão atentos aos bons jogadores que por cá jogam.

Contudo, para que esta aposta na formação possa ser plenamente conseguida, seria obrigatório ter o Centro de Estágio finalizado, o que está a suceder. Pela primeira vez, podemos ter todos os escalões a partilhar o mesmo espaço, com uma interacção muito maior entre todos os intervenientes, e incutir conceitos tácticos iguais, desde as escolinhas aos juniores, criando um modelo de jogo padronizado, tal como o Ajax e o Sporting têm, por exemplo; continuando a melhorar a prospecção de novos talentos, dentro e fora de portas, talvez se possa cumprir o desejo de Carraça, em declarações ao Jogo, que podem aceder aqui.
 
por Jota às 11:58 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)