origem
Sexta-feira, Setembro 29, 2006
Valentim, o Puro

Valentim Loureiro deu hoje a sua última conferência de imprensa enquanto presidente da Liga Profissional de Futebol. Tal acção teve como primeiro objectivo anunciar a tomada de posse na segunda-feira dos novos corpos gerentes.
Contudo, a coisa não ficou por aqui. Parafraseando o inenarrável "Major", "Não me demito, nem me demitirei e só saio quando for substituído pelo presidente eleito a 10 de Agosto, Hermínio Loureiro, e que por acção de um clube não pôde ainda tomar posse. Valentim é intocável e toda a campanha para me desacreditar é tempo perdido".
Obviamente que só diz isto porque sabe com que tipo de justiça está a lidar. Caramba, depois de Pinto da Costa ser ilibado de duas acusações, até Valentim tem chances de sair incólume desta barafunda. E afinal, já que exerceu o cargo "sem qualquer remuneração, por pura carolice, mas com a máxima responsabilidade", não sai a perder nada.
Alguém que é cônsul da Guiné, Presidente de Câmara, Presidente do Metro e que ainda deve manter mais alguns tachinhos , pode dar-se ao luxo de agir assim...
Mas descansem aqueles que vêem na saída de Valentim uma perda inestimável. Ele vai continuar, aqui, bem pertinho de nós, no pântamo a que nós gostamos de chamar Futebol Português. Afinal, estamos perante o recém-eleito presidente da Mesa da Assembleia Geral da Liga.
Portanto, ainda poderemos ver Valentim no seu «melhor», e quem sabe se agora que está mais escondido, não vai poder exercer de uma forma mais subtil as suas influências?

Como nota de rodapé, o seguinte: apesar de todas as escutas e dos testemunhos, Valentim afirma estar de cabeça tranquila...
 
por Jota às 21:43 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Nem na Holanda te safas, Bimbo!
 
por Mavs às 20:51 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Setembro 27, 2006
Lenço Branco Para Santos
Com este treinador não dá. Comete erros atrás de erros e, pior, não consegue motivar nem adeptos nem jogadores. Fica por explicar as permanências de Anderson e Alcides em vez de Rocha e Nélson respectivamente; as substituições tanto do Paulo Jorge (o mais "mexido") e do Karagounis (de longe, o nosso jogador em melhor forma) e a manutenção de Petit/Katsouranis quando já estávamos a perder e (diria eu) a querer marcar um golo... Todavia, mais do que uma questão de táctica ou de "ter posto este em vez daquele", Fernando Santos não serve por uma outra razão: não tem a chamada mística. É verdade, F. Santos parece estar zangado com tudo e com todos, parece resignado e demonstra total incapacidade para virar o rumo dos acontecimentos e as suas declarações são chatas, de total nulidade e aborrecidas. A equipa parece que entra já derrotada e a tremer de medo de qualquer adversário seja ele Manchester ou Paços. Os jogadores, com F. Santos, parece que desaprendem de jogar futebol (ex: Simão, Nuno Gomes, Petit, Miccoli, Anderson, Alcides, Léo). Não sei se eles estão, como se diz, "a fazer a cama do engenhêro" mas, se assim for, não há mesmo nada a fazer.
Como li hoje num cartaz na Luz, "Fernando Santos, se é do Benfica, faça um pequeno-grande favor ao nosso clube: demita-se". De preferência já, acrescentaria eu.
 
por Mavs às 01:02 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Setembro 26, 2006
Facto:
Fernando Santos é uma besta!
Na conferência de imprensa, afirma que é normal não conseguir passar a mensagem aos jogadores, apartir de determinada altura do jogo (esta afirmação é muito grave, só demonstra que o técnico não tem qualquer peso dentro do plantel, e que os jogadores se estão a marimbar para ele).
Para além da mesma treta de sempre, que a equipa jogou muito bem, tendo apresentado "60 minutos de qualidade". Sinceramente, não vi nada disto.
Outra pérola é a seguinte frase: "Depois (do golo), claro, tivemos de arriscar com as substituições, mas a equipa já não estava tão sólida. Mostrámos coração, é certo, mas pouca cabeça"; honestamente, não estou a ver onde é que se arriscou.
Substituiu-se Karagounis por Nuno Assis, Paulo Jorge por Miccoli e finalmente, Anderson por Mantorras. Se na última não há nada a dizer, até porque Anderson tem andado a borrar a pintura em todos os jogos, nas duas primeiras mexeu-se nos jogadores que estavam a jogar melhorzinho, tendo deixado em campo dos dois médios-defensivos, o que parece deveras idiota...

Faça-nos um favor, engenheiro: Vá-se embora, demita-se!
 
por Jota às 22:51 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
1 + 1 = 2 - o dobro volta a funcionar!
Ah, uma alegria. Ou melhor, duas.




ARSENAL 2 - 0 FCPorto
Long live the Gunners!
 
por JAS às 22:04 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Quem tem medo, compra um cão - NÃO treina o Benfica!
Bom, não vou sequer comentar. Digo apenas que passei metade do jogo a desejar ardentemente que alguém desse ao Cristiano Ronaldo aquilo que ele verdadeiramente merece: uma perna partida. Não há paciência oara as repetições constantes dos "incríveis" passes e recepções no peito (essa recepção tão rara e complexa!) desse cavalo de toureio. Adorei a ratazana que o Léo lhe fez e espero, sinceramente, que alguém o sodomize à bruta no duche. Sem lubrificante.

Feito o desabafo, vamos ao Benfica. A equipa começa, finalmente, a jogar como Fanã quer: completamente acagaçados, incapazes de uma jogada decente, de um remate digno desse nome, enfim, um desastre total. Fernando Santos vê o jogo como qualquer mau treinador de bancada. Começa, em casa, com dois médios defensivos e Karagounis. Miccoli e Nuno Gomes? Não, não. Isso seria uma prova dos cojõnes demasiado grandes que Fanã nunca terá. Aliás, põe-se a questão: como é que alguém que passa a vida com um pau espinhudo enfiado pelo rabo acima poderá, algum dia, vir a ter testículos futebolísticos? Foi demasiado mau, demasiado pobre, demasiado triste. Depois de anos de (algum) sucesso, vem-me este cruzamento de burro e camelo estragar tudo. Infelizmente, Vieira é demasiadamente teimoso para perceber e Veiga... bom, é melhor nem falar de Veiga. Acho que não tenho vocabulário suficiente para classificar o Veiguinha.

Individualmente, pareciam todos nadar dentro dum balde de merda, com destaque para Anderson que nadava com mais fervor que qualquer um dos outros. Faço uma sugestão: se eu te oferecer uma caninha, Anderson, voltas para a Baía e pescas a quantidade colossal de casas que andas a dar nos últimos tempos? Não sei se andas na droga, na maconha, a brincar aos comboios. Nada disso me interessa. A não ser, claro, que jogues mal. Aí, temos problemas. Até as brasileiras do Elefante Branco te davam uma coça futebolística. Dá dó!

Parabéns ao Quim. Os outros podem ir todos tomar banho com Cristiano "Agora Já Com Quatro Olhinhos" Ronaldo.

Fernando Santos, não sei se já percebeste, mas NÃO VALES A PONTA DUM CORNO!
 
por JAS às 21:43 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Lembrem-se: o DOBRO do que nos desejam a nós!



Há canhões contra os quais ninguém quer marchar, não é verdade?

 
por JAS às 16:37 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Setembro 25, 2006
Prognósticos, prognósticos...
Leio n'A Bola que Fanã, sem Rui Costa, vai recorrer aos "operários". Já sabia que Fanã era um desastre, mas desconhecia esta sua paixão por Marx. Percebe-se: está directamente relacionado com o vermelho, o próprio Fanã é considerado um chefe de operários, como bom engenheiro que é. Enfim, mais uma razão para o detestar. É que, caso ainda não tenham lido aqui, não sou um adepto da causa operária. Bem pelo contrário.

Prognósticos? Como disse, uma vez, o Grande Aristóteles, acho que amanhã me vai doer seriamente o joelho.
 
por JAS às 14:05 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Setembro 22, 2006
Orelhada
Era inevitável começar com um título ofensivamente gratuito que fizesse referência às orelhas ou ao português do "senhor" presidente. Escolhi as orelhas. Não que o prato, em si, me agrade muito. Não me agrada mesmo nada. A orelha de porco peluda boiando num prato cheio de azeite e alho por entre pedacinhos de cebola, salsa e mais uns quantos condimentos. De vómito.

Vi-me instado (muito institucional, ãh?) a escrever sobre a recandidatura de Vieira. Já tive a oportunidade de referir uma vez que não desejava que ele se recandidatasse, mas tendo em conta os prováveis adversários (o inenarrável Manuel Botto e o Rui Santos, que me recorda o Babe pela trunfa ruiva) é inevitável que ele se recandidate. Já todos lhe conhecemos a demagogia, os "ãh, hum, hum, ãh" típicos de um neandartal reprimido e tudo o resto. Valerá a pena voltar a ter Vieira? Não me parece. Como o Jota referiu, a mixórdia Apito Dourado já tresanda e o dôssier que LFV resolveu, depois de demasiada publicidade, entregar ao PGR pelas mãos de Cunha Leal (outro que, pelos vistos, está enterrado até às... orelhas, pelo menos de acordo com o Major) não contribuiu em nada para desanuviar o clima de mau filme de espionagem que se vive no momento.

Como não podia deixar de ser, há mais orelhas metidas ao barulho. As de Veiga e as de Fanã. Veiga, então, dá festivais gastronómicos todos os dias. Ele é bens penhorados, ele é supostos pedidos aos árbitros, ele é Beto e Moretto, enfim, um fartote. Seria uma das razões pelas quais eu quereria ver Vieira na rua. Pior do que cometer erros (gravíssimos), é insistir teimosamente em não os emendar.

Fanã, por seu lado, é o maior erro de casting da História. Um pouco como escolher um imbecil dos Morangos com Açúcar para fazer de Marlon Brando no "Padrinho" original. Uma desgraça total. Também ele, obviamente, senhor de abanos que causariam inveja às folhas da bananeira madeirense. Fanã não acerta, nem erra, porque simplesmente não percebe. É burro. À última potência.

Na quarta classe contou-me a professora um episódio de que ainda hoje me recordo. Um pacato cidadão resolveu rabiscar numa parede, antes do 25 de Abril, a seguinte frase:

Salazar pode morrer
não faz falta

Teve o azar de ser visto por um PIDE, que o quis levar imediatamente preso. O sujeito reclamou então que o deixassem acabar de escrever, porque ainda não tinha pontuado (obviamente, era tuga. Se fosse de qualquer outro país, tinha ido com o PIDE de bom grado, mesmo sabendo que lhe iam enfiar cubos de gelo no rabo. Já o tuga, peludo acagaçado, amedrontou-se e lá "resolveu" a questão). Pontuou-a então.

Salazar pode morrer?
Não! Faz falta!

Obviamente, tratou-se de um exercício ortográfico, para nos mostrar o quão importante era a colocação correcta de pontos, vírgulas e outros sinais de pontuação. Experimentem usá-lo substituindo as palavras "morrer" por "perder" e "Salazar" por "Vieira" e verão exactamente qual o sentimento que se vai apoderar dos benfiquistas quando, na altura de deixar cair o boletim na urna, se depararem com Manuel Botto, Rui Santos e o Benfica pré-Vilarinho. Eu também pensava duas vezes.
 
por JAS às 10:57 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
A Importância de ser Vieira
A Ilíada, tal como o nosso clube, é um espaço que se prima, sobretudo, pelo parcialismo mas também pelo pluralismo com que encaramos as nossas posições e aceitamos as críticas. Assim sendo - e ao contrário do último post escrito aqui pelo parcial Jota - acho que é um alívio LFV ter anunciado a recandidatura (mesmo apesar de se saber praticamente desde o início que esta seria uma realidade).
Se gosto do pessoa LFV? Não. Se gosto do estilo? Muito menos. Mas LFV, quer se queira quer não, tem conseguido algo que muitos (Presidentes, candidatos e até mesmo, num passado recente, políticos) não conseguem: resultados. Na realidade, LFV tem um projecto, tem uma ideia, tem tido resultados e tem entusiasmado através dos seus "sonhos", para muitos - e com alguma razão - demagogias. Senão vejamos: Não esqueçamos como o Benfica estava antes de LFV: éramos alvo de chacota nacional, éramos o clube dos "cheques-careca", tínhamos uma equipa ridícula, não íamos à Liga dos Campoões e, mesmo na taça UEFA éramos humilhados, só para relembrar o quão dramática era a situação. LFV conseguiu algo que o Benfica, em 10 anos, nunca tinha conseguido: vencer. Vencemos a taça, o campeonato e a supertaça. Passamos a fazer uma razoável figura na Liga dos Campeões e, nas modalidades chamadas de "amadoras" comos sempre candidatos aos respectivos títulos. Todavia, não é (só) isto que importa. Hoje, para além de uma situação financeira estável (com um passivo bem inferior ao do Sporting e quase igual ao do Porto - e não vendemos jogadores por preços exorbitantes como o P. Ferreira, Deco, Maniche, Costinha, Seitaridis, etc, etc...), um estádio novo ("só" o maior do país"), um novo Centro de Estágio e uma equipa que (quando for bem treinada) é competitiva (o clube que fornece mais jogadores à selecção). Para mais, o Benfica é hoje o MAIOR clube do mundo (mais de 153 mil sócios - Vs 70 e 80 mil dos nossos rivais) e tem uma capacidade de gerar receitas inigualável por qualquer outra empresa a nível nacional (por ex: contrato com a Adidas, com a TBZ, com a publicidade no estádio, com o naming do Centro de Estágios, etc, etc).
LFV, é certo, comete inúmeros erros (também de português...). Aponta-se, vulgarmente, a sua demagogia ("equipa-maravilha", "300 mil sócios", "maior clube do mundo", etc) mas, confesso que, num desporto de e para as massas como é o Futebol, só assim se conseguirá galvanizar os sócios e fazê-los, simplesmente... acreditar. Um dos "calcanhares de Aquiles" de LFV é, sem dúvida, o processo do "Apito Dourado". Todavia - e até ver - LFV NÃO é arguido e o facto de ser importante ter lugares na Liga é uma realidade para, no meio de toda esta corrupção, tentar defender, um pouco, os seus/nossos interesses.
O futebol português precisa, de facto - e urgentemente - de uma limpeza. Mas, na minha opinião, deve ser a "prata da casa" a primeira a ser varrida: Valentins e Pintos, para começar... LFV, numa apreciação global, tem sido um bom presidente para o Benfica e, desde há muito que não temos bons presidentes (Jorge de Brito, Damásio, Vale e, inclusivamente, o próprio Vilarinho). Os candidatos que se afiguram (Rui Santos - e não, não é o da Tv... - e Jaime Antunes) são ainda piores. Por isso, digo-vos: vou votar em LFV. Se, entretanto, o Veiga não fizer parte da equipa de Vieira na sua recandidatura, melhor.
 
por Mavs às 01:22 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Setembro 21, 2006
É oficial: LFV recandidata-se
LFV aproveitou o tempo de antena que a televisao pública lhe forneceu, para anunciar, no programa de Judite de Sousa, que se ia recandidatar à presidência do Benfica.
Surpresa? Nenhuma.
Como era óbvio, desde há muito, quando começam a surgir movimentações e grupos de apoio no mundo do futebol, já existe um interesse de recandidatura do visado. Veja-se o caso do "eterno" presidente do FCP, que desde que me lembro, vem dizendo que não se iria recandidatar. É bom ver que LFV tem vindo a aprender algo...
Os motivos para a recandidatura: a prossecução do seu projecto no Benfica, o facto de não poder trair as expectativas de tantos benfiquistas que nele confiaram, e não antever ninguém que possa assegurar a continuidade do projecto. E isto só foi decidido ontem...

Tenho de ser sincero: não sou um fã desta presidência. O estilo não me agrada, é demasiado truculento e muito propenso à demagogia. Lembre-se os episódios da "equipa-maravilha" e a saga do kit sócio, com a frase "se não atingirmos os 300 mil sócios, demito-me".

É a LFV que podemos "agradecer" a presença de José Veiga na nossa estrutura do futebol. Veiga foi um equívoco. Como é que um empresário que criou inimizades com meio mundo poderia ser um eficaz director desportivo? Tiago saiu porque ele entrou, e o mesmo ia acontecendo com Ricardo Rocha. Quando se faz a vida à custa de comissões, e dos clubes, como é que se passa a defender um clube?
Muitos benfiquistas agradecem a Veiga e LFV o campeonato ganho; eu prefiro agradecer a Mourinho, por ter sabotado, por dentro, a equipa do Porto; a Trapattoni, por ter conseguido que um plantel mediano se superasse, e à Sorte. Porque foi preciso muita sorte para aquele campeonato. E que mais prendinhas nos trouxe Veiga? Moretto, Beto, Marco Ferreira, e o incontornável Engenheiro... Palavras para quê?

Mas aquilo que me faz estar mais (ainda) de pé atrás no que concerne a LFV é a sua postura gelatinosa no que diz respeito ao Apito Dourado. Alguém que apoiou Valentim Loureiro na sua passada recandidatura à presidência daLiga, e que o apoiou na sua candidatura à liderança da mesa da assembleia geral muito recentemente não pode agora vir dizer que não o faria. Especialmente quando no passado disse que o importante era deter lugares de topo no Liga de Clubes, daí a vice-presidência de Cunha Leal...
E a palhaçada continua quando fala do "dossier amarelo" que apareceu em sua casa (Será que LFV pensa que são todos estúpidos!?!?!?!), e que contém coisas muito graves... Porra, está na altura de limpar a estrumeira que é o futebol português! Deixemo-nos de insinuações, e frases feitas, e vamos pôr tudo em pratos limpos.

Por mim, começava já com Luís Filipe Vieira.

PS: Continua a demagogia. Depois dos 18 milhões de contos por Mantorras, da "equipa-maravilha", dos 300.000 sócios, é-nos agora prometido que deixando chegar o Verão de 2011 veremos o "Benfica ser um colosso europeu, para não dizer mundial". À consideração dos sócios que queiram votar LFV...

 
por Jota às 22:29 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
O golo do momento
Acaba por ser o golo do momento, pelo elemento "patetice" que lhe está associado.
Este é bem conhecido, especialmente pelos sportinguistas. Vejam como Ronny festeja, abertamente, o golo trafulha que marca. Pior, só a conferência de imprensa, quando um jornalista lhe pergunta se marcou com a mão, e o jogador diz que não, que primeiro meteu o pé. É realmente triste.
O que mais choca é que nenhum dos árbitros tenha conseguido ver.

 
por Jota às 21:42 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Alguém perdeu os óculos?
O árbitro auxiliar do Almería-Cádiz (2-1), Rodríguez Vallejo, cometeu um erro crasso ao indicar ao árbitro da partida, Iglesias Villanueva, a marcação de um penalty por falta cometida um bom par de metros fora da área. O caricato lance ocorreu ao minuto 60, no Estádio do Mediterrâneo, quando o Almería vencia por 2-0 em jogo da segunda divisão espanhola. Mané, o jogador do Almería, que (não) cometeu a grande penalidade foi expulso.
O juiz assistente, que até estudou optometria, evita dar explicações para o que julgou ter visto. «Estou a lidar com isso o melhor que posso, mas decidi não fazer comentários sobre o que aconteceu no outro dia», afirmou Vallejo ao jornal As.

Se conseguirem explicar, agradecemos!
 
por Jota às 07:15 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Setembro 20, 2006
Com o Sporting, é diferente!
Por motivos profissionais, tive de me ausentar do país, durante uma semana e uns dias. E quando voltei, não dei por nenhuma novidade de maior: o Benfica continua a desiludir (três secos do Boavista, nem nos piores sonhos, para além do empate com o colosso europeu que é o FC Copenhaga... para mais, o Sporting tinha ganho ao Inter), o caso Mateus continua na mesma.
Mas fiquei surpreso com os seguintes items:
  • a derrota do Sporting, com um golo marcado à Maradona...; e o marcador, Ronny, vem com uma lata descomunal dizer que não marcou com a mão!
  • o facto do árbitro que apitou esse jogo ser um dos envolvidos no Apito Dourado, é algo que só poderia acontecer em Portugal; não deveriam as entidades competentes retirar este árbitro do sorteio, pelo menos até o processo estar encerrado?
  • o facto do Sporting esperar que o Paços de Ferreira pedisse a repetição do jogo. É altura de alguém dizer a Soares Franco que, primeiro, não estamos em Inglaterra, e depois, que estas atitudes cheias de ética e de fair-play também devem ser exercidas quando somos nós os beneficiados (o golo invalidado ao Leiria, na época passada, é um óptimo exemplo);

É verdade que o Sporting foi prejudicado, mas todos o vão ser, até ao fim do campeonato. Bem, talvez não todos...

 
por Jota às 22:43 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Setembro 18, 2006
O jogo de ontem
Como estou com pouca paciência para escrever sobre futebol, vou ser breve e conciso na minha análise. O Benfica não jogou mal, mas está a anos-luz de uma verdadeira equipa. Continua a falhar inacreditavelmente, tanto na defesa como no ataque. Ontem, felizmente, teve sorte. Nada mais do que isso. O Nacional não jogou para ganhar nem para empatar e foi à Luz fazer figura de corpo presente. Ainda assim, a defesa do Benfica deixa qualquer um em pânico: sempre que um adversário ataca, treme tudo. Contra o Manchester temo um descalabro.

Pior que tudo isso foi o facto de não existirem, no Estádio da Luz, elevadores de acesso ao terceiro piso para idosos. Assim, o meu avô, com 77 anos, teve de subir oito (!) lances de escadas porque as condições escasseiam. Uma palhaçada! Podiam, ao menos, avisar. Esqueçam: estou a falar do Portugal do Apito Dourado. Nem sei onde estava com a cabeça.
 
por JAS às 15:04 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Setembro 16, 2006
Comentando
Nunca compreendi na perfeição a necessidade de ter comentadores nos jogos transmitidos pela televisão, até porque a sua utilidade é excessivamente dúbia. Primeiro, raramente dizem seja o que for que se aproveite. Depois, parecem sempre estar a ver um jogo diferente. Para terminar, são todos de uma irritante neutralidade. Trouxe o assunto à liça porque me lembrei de Jorge Perestrelo e da forma como gritou "Golo!" quando o Sporting se qualificou para a final da taça UEFA contra o Az Alkmaar. A emoção com que vivia os jogos era contagiante e foi graças a ele que se tornou impossível para mim ouvir um relato na rádio. As bolas passavam sempre tão perto, os lances atingiam tais níveis de perigosidade para a baliza do meu clube que, ultrapassados os primeiros cinco minutos de jogo já eu vaticinava uma derrota por cinco a zero e uma saída de campo coroada por assobios, lenços brancos e dedos do meio.

Excluindo Jorge Perestrelo, poucos (ou mesmo nenhuns) comentadores valem a ponta dum corno. Refiro-me, obviamente, a comentadores televisivos. Entre as estatísticas mencionadas quando o jogo está um aborrecimento brutal e a amorfidade presente nas declarações, quase governamentais, de cada golo não se salva nada. Rien de rien. Percebe-se porquê. Ao contrário da rádio, a televisão transmite o jogo, não deixando qualquer espaço à imaginação. Será que Nuno Gomes vai marcar? Será?! SERÁ?!?!, pensa um ouvinte. Quem vê, percebe imediatamente que não. Quem vê, sabe se foi falta. Sabe se o árbitro tomou uns cafezinhos com leite. Sabe se o treinador é um idiota chapado. Já quem ouve não tem qualquer oportunidade de saber todo esse género de coisas a não ser que o comentador assim o deseje, o que, excluindo o exemplo de Jorge Perestrelo, nunca acontece.

Proponho, por essa razão, algumas soluções. Por um lado, poderiam contratar-me, por metade do salário que lhes pagam. Conjuntamente, contratariam um adepto da equipa adversária (que, por favor, soubesse falar português, tivesse os dentes todos, não usasse brincos - exceptuando se fosse uma mulher - e que medisse menos de um metro e sessenta). Durante o jogo televisivo, cada um de nós esgrimiria argumentos e estatísticas. No fundo, tratava-se de criar um jogo dentro do jogo: o de futebol e o dos comentadores. As pessoas teriam logo mais interesse em ficar em casa. A minha outra sugestão é que, em vez de pôr uma série de mentecaptos a comentar, optem pela música, clássica ou não. Assim, durante o jogo ouvir-se-ia Mozart, por ser neutro aos gostos da populaça. Num Benfica-Porto, quando o Benfica marcasse golo, ouvir-se-ia Bach ou Beethoven. Quando o Porto marcasse (som de mão a bater na madeira) ouvia-se o Toy na sua versão tão sobejamente conhecida pelas gentes do Norte do "Chama o António" o que, de acordo com o passado recente do Futebol Clube do Porto, poderia dar a entender muita coisa. Sobretudo consoante o apelido que se lhe seguisse.
 
por JAS às 12:06 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Olha... mas afinal este não ficava de fora?
Inversão de marcha de Fanã, atropelando vários peões na manobra. Lê-se n'A Bola que, apesar de já ter sido preterido por Fanã e de já quase ter saído da Luz, Karagounis vai mesmo jogar. Confesse-se que Fernando Santos percebe mesmo de técnicas de motivação. Sim, porque não julguem que tudo isto demonstra uma total e absoluta incompetência do "Engenheiro". Pelo contrário. Fanã sabia bem o que fazia. Foi ele que impediu Karagounis de ir para o AEK, mesmo quando o negócio já estava quase resolvido, apenas e só para, depois de o enxovalhar publicamente, poder pô-lo a jogar a titular. Fantástico! Além disso, Karagounis representa na perfeição aquele género de jogador que, apesar de não jogar há quatro meses, é perfeitamente capaz de entrar a titular e marcar, vá, três golos! E Fanã sabe disso. De mestre (da culinária, como é óbvio).

Francamente... apetece-me juntar a este post uma fotografia de Fernando Santos com orelhas de burro e a pedir, por favor, que lhe tirem o pau do rabo. E vou eu ao inferno da Luz amanhã. Cá para mim, vai estar bem geladinho.
 
por JAS às 11:34 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
As genicas do Licas
O jornal O Jogo lançou uma revista, à qual chamou, com a costumeira originalidade nortenha, J. Suprema novidade: é uma revista sobre desporto, mais precisamente sobre futebol. Não que trate só de bola. Antes pelo contrário. A começar pelo facto de, na capa, figurar Rita Egídio em equipamento de boxe. Sem luvas, obviamente. Pessoalmente, acho que foi uma má escolha: não tivessem os volumosos mamilos da pequena afirmado (com veemência!) a sua presença e pensaria estar na presença do traveca do ano. Não me levem a mal, a rapariguinha até é bonitinha... estou a mentir, como se vê. Bom, nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Só acho que, se não se parecesse tanto com um homem, poderia granjear mais afectos, nomeadamente o meu.

Tudo isto para aconselhar a leitura da crónica de Miguel Esteves Cardoso. Sim, ele escreve na J. Só fiquei mais espantado uma vez na vida, quando descobri que o melhor cronista português do momento (www.jpcoutinho.com) escrevia na Maxmen. Escrevia eu que MEC assinava coluna de respeito na J. E é a mais pura das verdades. Arrisco-me até a dizer que a revista vale por MEC. Tudo o resto é, na gíria popular, uma grande merda, desde Rita Egídio (o mais próximo que há da clássica "mulher barbuda") à reportagem sobre os jactos que a "estrela" Luis Figo aluga para levar os amigos jogadores aos seus jogos de beneficiência. Um perfeito disparate. Salvam-se, no entanto, "as genicas do Licas". Leiam. Vão perceber porquê. Mas não comprem. Roubem, peçam emprestado, mas não alimentem a fera. Que ela cresce!
 
por JAS às 02:40 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Que peninha...
À semelhança do que já escrevi noutro blog, foi uma pena a separação (a ser verdadeira, claro) de Merche e Cristiano Ronaldo. Revolta-me que se desperdice tão bela oportunidade de estragarmos um só lar.

Estavam bem um para o outro. Ela, boçal, ele vulgar. Sinónimos, portanto. Ela, rasca, ele, rasca. Palavras homónimas, homógrafas e homófonas. Não é linda, a gramática? Pena que nenhum deles a conheça.
 
por JAS às 02:31 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
O Braseiro
Afinal, o pito não assou e apesar de todos os esforços, o melhor que se conseguiu foi chamuscar o burro, mas este já foi tantas vezes ao braseiro que a ligeira queimadura não se distingue de todas as outras. Sinceramente, e apesar de não ter visto o jogo, acho que os jogadores do Benfica se esforçaram verdadeiramente para pôr Fanã na rua. De acordo com os comentários, o jogo terá sido de tal modo fraco que esta é a única explicação que consigo arranjar para a fabulosa prestação dos jogadores do Benfica.

Num registo mais sério, nota-se um cansaço brutal na equipa do Benfica. Não se percebe se foi causado por uma pré-época extenuante ou por uma péssima preparação física ministrada pelo Bruninho querido de Rodolfo Moura. Pois é, o nepotismo tem destas coisas. A meu ver, no entanto, a questão tem outra razão de ser e dá pelo nome de Selecção Luso-Brasileira. Qualquer trolha com meia-dúzia de anos de jogo compreende que é impossível ter tantos jogos da Selecção seguidos e, pior, misturados com jogos dos campeonatos (para não mencionar a longevidade do campeonato do mundo). Por isso, quero iniciar aqui uma dessas eficazes petições online para expulsarmos todos os Decos da Selecção (o Anderson Luiz de Sousa e aquele que já foi conhecido, embora só durante uma semana, por Big Phil). A explicação é simples: pelo facto de termos Brasil no nome, temos ganho demasiados jogos e isso tem de acabar. Caso contrário, os jogadores do Benfica, apesar da excelente preparação física que lhes tem sido ministrada (o próprio verbo, "ministrar", dá a entender muita coisa) não aguentam. Por isso, devemos fazer circular este documento, que nada tem a ver com chain mail, para que todos os interessados possam assiná-lo. Em simultâneo, podemos enviar um fax directamente a Big Phil a obrigá-lo a convocar todos os jogadores do Benfica, o que é meio caminho andado para ele não convocar nenhum. Abdicamos assim de ter a espinha dorsal da selecção, nomeadamente por estar partida.

Não se compreende a apatia. O FC Copenhaga, pelos vistos, era aquilo a que na gíria se classifica como uma "equipa amanteigada". Infelizmente, os jogadores do Benfica não foram suficientemente bons para os possantes dinamarqueses. Razões, desconheço. É a triste verdade, inadmissível para qualquer português: não há culpados. Ou melhor, é capaz de haver, mas era demasiado estafante escrever aqui o nome de seis milhões de otários. Há um remédio simples: pôr o Orelhas na rua. Gostava do Orelhas. Gostava do bom trabalho que achava que ele andava a fazer. Mas, eis senão quando, Mr. Filipe Vieira (para não escrever senhor, designação preferencial da cambada de desocupados que assassina o português nos comentários online do Record) resolve contratar Fernando Santos. A partir daí, deixou de haver desculpas. Se Veiga foi um sapo, Fanã foi um jumento inteiro a ter de escorregar pela goela abaixo. E, permitam-me o trocadilho, para escorregadelas basta-me bem a do Bessa. Por isso, meus caros, tratemos de remediar este erro absurdo. As eleições aproximam-se e, havendo candidatos decentes a concorrer contra Vieira, devemos votar nele. A bem do Benfica e de todos nós, que sofremos desmesuradamente com esta equipa palerma treinada por um palerma e dirigida por dois... palermas. No fundo, uma palermice.

Sei que fica bem aos clubes recorrerem dos castigos aplicados aos seus jogadores, quanto mais não seja para dar a ideia que estão ao lado do prevaricador nesse momento de angústia que o seu ordenado mensal de vários milhares de contos não ajuda a minorar. Todavia, deve haver limites para os recursos. O caso de Petit é um desses limites. O seu comportamento foi verdadeiramente inaceitável e jamais poderia passar impune. A multa e a suspensão, a meu ver, são fraquinhas para aquilo que um capitão fez. A sua atitude foi verdadeiramente desprezível e própria de um serial-killer da estirpe de Paulinho Santos, que jurou uma vez pela filha não ter acertado no jogador do Benfica quando as imagens mostravam que só faltou arrancar-lhe a rótula à biqueirada. Eu pediria recurso, mas para lhe piorar a suspensão. Cinco jogos, pelo menos; três por insultar o árbitro daquela forma absurda e mais dois por tê-lo feito envergando a braçadeira de capitão. Não me interessa se há outros clubes que são beneficiados nos castigos ou se o árbitro é portista convicto, nascido nesse esgoto a céu aberto chamado Bolhão. Estou-me nas tintas: um jogador do Benfica não age daquela forma. No Porto, já sabemos com que contar. No Sporting, também (basta pensar nos jogadores-boxeurs que por lá andaram). Como tal, cabe a um jogador do glorioso afastar-se de todo este género de exemplos cumprimentando o árbitro depois de levar um amarelo ou um vermelho e dirigindo-se de imediato aos balneários. Só assim faremos verdadeiramente a diferença.

Domingo vou à Luz. Ou, dependendo do resultado, às trevas. Não fosse esse um tónico de alegria para o meu avô, que ainda só lá foi uma vez, e bem lhe reenviava o convite. A ver vamos.
 
por JAS às 01:57 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Setembro 13, 2006
Um forte aroma a pito assado
Não vos cheira? Impossível! Desde o cheiro a baile do mítico seis a três em Alvade que não pressentia algo tão forte. Nessa noite fatídica para o Sporting de um Figo com canudos capilares, o aroma surgiu durante a partida. Hoje, pelo contrário, é premonitório e, apesar do jogo não ter ainda começado, já se pressente uma desgraça semelhante à da fome etíope.

Tenho-me alheado, por motivos racionais, de tudo o que diga respeito ao Benfica ou a futebol. O recomeço das aulas ajudou bastante. Verdade seja dita, ando desapontado. Muito desapontado. Não sei sequer a constituição da equipa para hoje, mas já sei que Simão vai alinhar de início, o que me deixa bastante mais descansado, dado que o ritmo competitivo deste tem sido, nos últimos tempos, fortíssimo. Aliás, na minha Playstation, Simão é sempre o melhor em campo. Pena que os senhores da Sony ainda não se tenham lembrado de introduzir um critério de forma física. Fosse esse o caso e já teria despachado Simão para o Arouca (para fazer par com esse ícone televisivo que é Jorge Gabriel, actual treinador-adjunto da equipa de Aveiro). Pelos vistos, só os jornalistas d'A Bola não compreendem que um jogador regressado de uma lesão e que, ainda por cima, não fez a pré-época, pouco poderá acrescentar a uma equipa sôfrega e desequilibrada. Engano-me. Não são só os "jornalistas" d'A Bola. Fanã comete o mesmo erro. Infelizmente, fá-lo como treinador do Benfica. Preocupa-me mais Rui Costa, não tanto pela lesão mas pelo desperdício. Admito que saudei o seu regresso como uma criança saúda a meia-noite de dia vinte e quatro de Dezembro, mas, regressado à realidade dos vinte anos, apercebo-me que o único prejudicado pelo retorno será o próprio Rui Costa. Afinal, caberá na cabeça (quadrada) de alguém colocar a jogar um profissional de 34 anos que acaba de recuperar de uma lesão? A resposta é, mais uma vez, sim. Como vem sendo hábito, cabe no rectângulo acéfalo de Fernando Santos. Sinceramente, já não há paciência para a falta de qualidade do treinador.

Mantê-lo lá, mais do que irritar os benfiquistas, é gozar profundamente com eles. Copenhaga ditará a sua sorte, espera-se. Se o Benfica perder, como estou certo que acontecerá, Fanã despedir-se-á pelo Natal. Infelizmente, nessa altura, já o pito estará estorricado. Juntar-lhe o burro já não fará qualquer diferença.
 
por JAS às 16:19 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Kristallwoche
Devo confessar que o nível do meu cinismo é directamente proporcional às exibições (vá lá, aos resultados) do meu clube. Quanto melhores forem, maior qualidade apresenta o fel que destilo. E ao contrário também acontece. Sucede que o Benfica levou três secos do Boavista, o que abalou inevitavelmente o meu pendor ciníco-literário. Estando eu preparado para escrever maravilhas sobre a equipa, os jogadores e até sobre Fanã (nota-se assim tanto o desespero?), não resisti à fantástica "goleada" (que no meu tempo ainda precisava de quatro golos para o ser) dessa nação dentro da nação que é o Boavista. Verdade seja dita, não vi nem ouvi o jogo. Lá diz o ditado: "o que os olhos não vêem nem ouvem, o coração não sente." Mas, infelizmente, na realidade do futebol, ao contrário da amorosa, há resumos. E esses tive eu a oportunidade de visualizar. Foi-se-me, nesse momento, qualquer amargura que ainda subsistisse dentro de mim e, com ela, foram-se também os recursos estilísticos. Assim, ao invés de declarar, num registo muito queirosiano, a extenuante jumenticidade de Fanã, vejo-me obrigado a chamar-lhe apenas burro. E, mesmo assim, estou enganado. Paulo Bento, por exemplo, será bem mais burro que Fanã, engenheiro formado e diplomado (certamente na Lusófona ou na Autónoma). No entanto, Paulo Bento é muitíssimo mais competente. E o Sporting joga motivado e mentalizado de que só a vitória interessa. Já o Benfica, jogando ao pior nível do Arrifanense, deixou-se vencer por um Boavista interessante mas pouco condimentado. Não desesperem, no entanto, os benfiquistas: a julgar pela política de contratações do Benfica nos últimos tempos, em Dezembro já comprámos metade da equipa ao Boavista.

A minha mãe sempre cultivou em mim, desde novilha idade, um gosto por ditos e provérbios. Acima de tudo, havia um que ela costumava repetir nos jogos internacionais do FC Porto e do Sporting do qual ainda hoje me recordo. Costumava dizer-me que lhes desejava a eles o dobro do que eles nos desejavam a nós. Pode parecer um acto de fair-play e de desportivismo que só ficaria bem a uma mãe ensinar a um filho. Pois bem, não era e continua a não ser. Como qualquer adepto minimamente informado saberá, aos clubes adversários, especialmente em competições europeias, deseja-se o pior possível. Pernas partidas, vermelhos directos, socos no árbitro, enfim, uma panóplia de situações indesejadas e indesejáveis que impeçam a passagem à fase seguinte da equipa portuguesa em questão. Eu, como não poderia deixar de ser, absorvi atentamente a doutrina maternal, tendo desejado hoje, ao Sporting, o dobro do que eles nos desejarão a nós amanhã. Infelizmente, o Inter foi demasiado mansinho para quem almeja vencer o campeonato italiano (o que só me faz querer gritar: "Forza, Milan") e deixou-se vencer por um a zero. Nem o Materazzi conversou com o Liedson sobre os mais que presumíveis dotes físicos da irmã do Leprosinho, nem o Caneira se esqueceu de como se joga à bola.
É certo que foi em Alvalade (o que, olhando para as médias em casa do Sporting, deveria ter dificultado as coisas), mas eu almejava ver o Sporting em quarto, sem qualquer ponto ou honra, tísico e desalmado caindo aos pés dos grandes (e principalmente dos pequenos) da Champions League. Deveria ter desconfiado: de quem o Sporting precisava era de um clube poderoso, como, por exemplo, o Viking FC. No Inter, pelos vistos, ninguém pescava. Fizeram mal. Pode ser que o Porto, onde jogue, se dê pior. Não me parece, no entanto. Tenho para mim que os bôbos da Corte vão vestir novamente de vermelho. Esperemos que em tons de russo, até para evitarmos o patético zurrar de Fanã na conferência de imprensa. Uma coisa é falar para a grande nação nortenha, outra para a civilização europeia. Obviamente, os primeiros percebem-no melhor.
 
por JAS às 00:23 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Setembro 05, 2006
"Manda quem pode, obedece quem tem juízo"

De regresso à Iliada depois de um período de férias, faço-o com um escândalo em qualquer parte do mundo, menos em Portugal. Leio nesta notícia do Record que alguns árbitros foram abordados para prejudicar o Benfica. Ainda assim, este jornal prefere dar ênfase de primeira página à dupla mais abichanada do futebol português: o "Levezinho" e o "Alecs" que, pelos vistos, naquilo que fazem são... "Unha com carne" (a manchete...). Voltando ao que realmente interessa, o nome do Jorge Nuno e de um tal de António Araújo andaram aí aos telefonemas com esse primor de inteligência chamado Rui Alves e, como não poderia deixar de ser, com os Valentins: o major e o vocalista de um banda de rock que nunca ninguém ouviu falar. Objectivo: prejudicar o Benfica. Ah, devem dizer os tripêros que o Record é o jornal oficial do Benfica (mas então não era "A Bola"?). No entanto, não se preocupem. O processo vai ser arquivado. Afinal, não há provas suficientes, pois "Manda quem pode, obedece quem tem juízo" e, se forem metidas umas prostitutas ao barulho, tanto melhor.
 
por Mavs às 16:53 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Setembro 04, 2006
O texto da vergonha
A verdade partiu mesmo para destino incerto, neste pequeno pântano a que se convencionou chamar "futebol português". Não bastava já o caso Mateus, com ameaças da FIFA, demonstrações de incompetência por parte dos orgãos que tutelam o futebol, e atitudes de "chico-espertismo" por parte dos caciques que lideram os clubes, e agora, isto.
É verdade, O Ministério Público arquivou o processo contra Pinto da Costa, por suspeita de crimes de corrupção desportiva no jogo Beira-Mar-FC Porto. Depois de se ter arquivado a acusação que mais polémica e tinta fez correr, a que se referia à alegada noitada dos árbitros do FC Porto-E. Amadora com prostitutas, PC safa-se de mais uma.

Digam lá se isto não é delicioso: "o magistrado do MP de Gaia que recebeu a certidão remetida pelo procurador-adjunto de Gondomar titular do caso "Apito Dourado" considera «sugestivo» o quadro de indícios reunidos pela PJ do Porto, mas conclui pela falta de provas; o quadro de facto que se traçou consente perfeitamente que tal (a existência de contrapartidas) tivesse acontecido, enquanto conduta verosímil, mas não permite afirmar a sua ocorrência em termos que permitam concluir pela possibilidade razoável de aos arguidos, por força dos indícios recolhidos, vir a ser aplicada em julgamento uma pena ou uma medida de segurança"
Traduzindo para português corrente, o caso está todo montado, os eventos encaixam uns nos outros, mas como não convém, é arquivado...

Facto: O árbitro Augusto Duarte deslocou-se a casa de Pinto da Costa, em Gaia, dois dias antes do jogo Beira Mar-FC Porto, acompanhado de António Araújo, empresário de jogadores. Este encontro, que foi vigiado pela PJ e acompanhado pelas escutas telefónicas, foi justificado pelo árbitro e pelo dirigente do FC Porto como uma «visita para tomar café» (?!?!?!?!).
Contudo, durante a conversa, o empresário de jogadores referiu-se a Pinto da Costa como "engenheiro máximo", o "número um" e o "gerente de caixa".

Hum, estes termos serão assim tão usuais em meras "conversas de café"? e é normal o árbitro tomar café com o presidente de um dos clubes envolvidos no jogo?
É verdade, a montanha está a parir ratos, uns a seguir aos outros. E em Itália é que existe a Mafia?
 
por Jota às 22:02 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Onde guardou a inteligência, engenheiro? Vá buscá-la!
É uma pena que o engenheiro Fernando Santos não perceba um caracol de teorias motivacionais, ou que nunca tenha jogado futebol profissionalmente.
Confusos? Passo a explicar. Quer seja por conhecimentos, quer seja pela prática, FS deveria saber que gritar a plenos pulmões que Karagounis e Karyaka não voltaram aos seus planos é (mais) um tiro no pé.
Acima de tudo, porque os jogadores querem-se motivados, e não humilhados ou achincalhados.

Mais uma vez, Fernando Santos prova que é um péssimo gestor de homens. Assim se criam birras e problemas no balneário. E é sabido que o engenheiro não tem grande mão nos balneários por onde passou...
 
por Jota às 21:49 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)