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Quarta-feira, Novembro 29, 2006
O Post que Gostava de ter Sido Eu a Escrever
Este, do D'Arcy.
 
por Mavs às 22:29 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Pontapé de saída
Foi hoje dado o primeiro passo para a convocação de Pepe para a Selecção, com o mesmo a ser recebido pelo seleccionador nacional, de forma a explicar-lhe os motivos que o levam a obter a nacionalidade portuguesa.
Antes de mais, os motivos não são difíceis de entender: passaria a contar como comunitário, logo as suas chances de se transferir para um grande da Europa (já se falou na Juventus...) podem aumentar.
O que verdadeiramente me espanta é como é se pode conceber sequer que Pepe seja convocado; este caso é muito diferente de Deco, já que estamos a falar de uma posição em campo onde o país não se encontra carenciado (Ricardo Carvalho, Jorge Andrade, Caneira, Tonel, Miguel Veloso, por exemplo); mais, se no caso de Deco estamos perante um talento que é, ao fim ao cabo, o pêndulo do campeão europeu Barcelona, em Pepe vejo apenas um jogador largamente sobre-valorizado, especialmente pela imprensa, e um caceteiro de primeira.

A decisão vai caber a Scolari.
Se Pepe for convocado, a Selecção transforma-se numa coutada de caça; e aí temo ver o levezinho com as quinas ao peito. Porque pensar em convocar Pepe é transformar a "equipa de todos nós" em mais um clube, que contrata jogadores para obter resultados; mais, é conspurcar um passado glorioso na formação.
 
por Jota às 21:47 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Novembro 28, 2006
Poesia em movimento
Ronaldinho

Totti


Dois golaços brutais.
 
por Jota às 21:17 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Novembro 26, 2006
Contrastes
Ontem, o Benfica fez-nos sofrer mais um pouco.
Tendo em conta que estava enfiado na inenarrável fila de trânsito causada pela inauguração da árvore de Natal, no Terreiro do Paço, ouvindo o relato, não foi uma grande ajuda.
Mais uma vez, e recorrendo a uma metáfora d' A Bola, o futebol do nosso clube está à imagem do país onde vivemos: vive de excessos, aos tropeções; se chove, esbanjamos água por insuficiência dos sistemas de armazenamento; se não chove, pedimos subsídios para minorar os efeitos da seca.
Com 20 minutos de jogo, e várias oportunidades escandalosamente esbanjadas, o Marítimo estava encostado às cordas. Mas, mais uma vez, com o guarda-redes adversário a brilhar, e a nossa irregularidade criava a intranquilidade que é imagem de marca desde que Fernando Santos tomou conta da equipa.
Assim, foi com algum sentido de justiça que o auto-golo do defesa do Marítimo nos trouxe a vantagem no marcador; contudo, esta vantagem iria ser efémera, quando Marcinho, junto ao intervalo saca de uma bomba para, imerecidamente, estabelecer o empate.
Logo a abrir a segunda parte, (mais uma) lesão muscular de Miccoli, a colocá-lo em dúvida para Alvalade e Manchester. Qual foi a resposta do Engenheiro: entra Mantorras. Parece que Fonseca tem o estatuto de último avançado do plantel, pelo que não se compreende a sua contratação; aliás, Mantorras não veio acrescentar nada, já que continua muito trapalhão e é uma presa fácil no fora-de-jogo.
Depois, a expulsão do marcador do golo maritimista veio facilitar as coisas, já que o Marítimo se viu obrigado a recuar, deixando que o controlo de jogo passasse, de vez, para as nossas mãos.
Com a saída de Nuno Assis, e a entrada de Karagounis, o meio-campo ganhou a consistência necessária para que num bom lançe de futebol, Katsouranis marcasse o golo que selava a vitória.

Assim, uma vitória justa, por números que enquadram muito mal a diferença de jogo jogado entre as equipas. Com mais tranquilidade (onde é que já ouvi isto?), o desfecho de ontem poderia ter sido uma goleada das antigas; mas, com um técnico que parece descurar o aspecto psicológico do jogo, vamos continuar nesta montanha-russa de exibições.

Uma nota final para as declarações pós-jogo de Ulisses Morais. Como é possível alguém ser tão imbecil, e atribuir ao árbitro as culpas pelo resultado? Especialmente, quando num jogo recente contra o Porto, foi aí sim prejudicado, mas manteve a boca calada?
E para mais, ficou um penalty por assinalar, a nosso favor, aos 18 minutos, por mão de Gregory.
 
por Jota às 13:48 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Novembro 25, 2006
Comentários jornalísticos
Já não é de hoje a incapacidade latente dos jornais desportivos portugueses de se absterem de divulgar determinado tipo de notícias que possam causar mais celeuma, sobretudo entre adeptos de clubes adversários ao referido na notícia. Temos o caso recente do Record, que conseguiu recentemente roubar o título de jornal oficial do Sporting ao... jornal oficial do Sporting. O Jogo faz exactamente a mesma coisa relativamente ao FC Porto, até porque é um jornal Oliveirinha.

Mas o pior dos três é, sem sombra de dúvida, a Bola. Muitas vezes enfeitada com o título de jornal oficial do Benfica, o director, o editor e a respectiva equipa editorial têm vindo a afastar-se cada vez mais frequentemente dessa associação ao "clube do regime". Idealmente, este comportamento geraria um misto de neutralidade e imparcialidade, o que tornaria o jornal profundamente enfadonho, mas politicamente correcto.

Todavia, a distanciação do Benfica teve como mote exclusivo a aplicação do lema "dividir para reinar". A Bola, que apesar da concorrência continua a ser o jornal desportivo mais lido em Portugal (o que, mais uma vez, diz muito da populaça), optou por uma estratégia em que todos ficam a ganhar e a perder, já que avilta o que há de mais podre em cada adepto. Tome-se como exemplo o jornal de ontem e de hoje. A frase de Rui Costa, "não sou uma bandeira para vender kits", poderia supôr um eventual problema entre as hostes benfiquistas, mormente entre Il Maestro e a Direcção. Feliz ou infelizmente (na perspectiva de A Bola, claro), tal não é verdade. Mas a descontextualização da frase, que levará muitos a adquirir o jornal, é repugnante.

O mesmo volta a acontecer mais à frente na entrevista a Custódio. Supostamente este terá dito que "a Naval está igual ao Benfica...". Ora, todos sabemos que qualquer adepto irracional (como eu) limitar-se-á a tirar as suas próprias conclusões, sem se dar ao trabalho de ler o artigo, o que permitiria perceber que Custódio jamais fez tal comparação. Mais uma vez, os jornalistas de A Bola parecem ter faltado a umas quantas aulas de ética e deontologia jornalísticas.

Nada disto me espanta ou entristece. Hoje em dia é extremamente difícil conseguir manter um jornal de qualidade, com nível, sem notícias putrefactas como estas. Pelo menos em Portugal. A Marca fará o mesmo. E a Gazzeta dello Sport (olha quem!) não lhes ficará atrás. Só tenho pena que, mais uma vez, voltemos a nivelar-nos pela notícia rasteira, apenas e só para vender mais exemplares. E que tal ir ao Guardian, por exemplo, aprender qualquer coisa?
 
por JAS às 11:06 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Novembro 24, 2006
Visão de futuro
Por vezes, parece que o nosso clube não a tem.
Exemplo flagrante disso: Miccoli. Na passada época, esteve emprestado, com uma opção de compra a rondar os 5 milhões de Euros; apesar de se ter lesionado bastante vezes, e por isso não ter rendido no seu pleno, era já visível que é o melhor complemento possível ao jogo de Nuno Gomes, e na minha opinião, o melhor avançado do plantel.
No final da época, muita tinta correu sobre a permanência ou não deste pequeno italiano.
Claro que se preferiu gastar 3,5 milhões de Euros (1 milhão no empréstimo, e os restantes 2,5 milhões aquando da compra efectiva) num jogador que até à altura não tinha marcado nenhum golo em competições oficiais, e que esta época está emprestado ao Braga...
Ao invés, a Juventus aproveitou o defeso para, primeiro renovar com Miccoli (até 2010), e depois negociar novo empréstimo com um clube onde o italiano admite gostar de jogar, só que desta vez sem opção de compra.
Por isso, neste momento, Miccoli joga, e bem, o que vem valorizar o seu passe, e assim, afastá-lo ainda mais da rota da Luz; até porque a Juve, previsivelmente de volta à Serie A na próxima época, parece querer contar com ele.
´
Quem quer ter bons jogadores, tem de estar pronto a pagar por eles. E se limparmos o plantel de eventuais excedentes, não acham que Miccoli se tornaria mais acessível aos nossos cofres?
 
por Jota às 21:59 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Novembro 23, 2006
Fazes o quê à camisola?
 
por Jota às 22:38 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Et voilà!
Não demorou muito. O Sporting já está na UEFA, o Benfica rapidamente se lhe juntará e o Porto, esperemos, também. Sejamos realistas: por mais que nos agrade a hipótese de ganhar em Old Trafford, será uma pura viagem cósmica pensar que podemos bater o Manchester e eliminar os ingleses pelo segundo ano consecutivo. Claro que a hipótese de sugerir à Ronaldinha que volte a lubrificar o dedinho do meio me agrada muitíssimo. Mas não deve acontecer. Nada é impossível, é certo. Resta-nos desejar que a Alemanha volte a cair aos pés da Mãe Rússia e que a Inglaterra ensine lições de boa educação, desportivismo e bailarico à grande "nação" nortenha.

E, por favor, que alguém dê uma colossal trancada ao Senhor dos Anéis. Já ninguém pode com aquela trivela imbecil. Nos joelhos, meus caros, nos joelhos - rapidamente e em força.
 
por JAS às 00:28 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Novembro 22, 2006
Prognóstico
Cheira-me que, na próxima jornada da Liga dos Campeões, em Old Trafford, a equipa vencedora ganhará marcando 3 golos. Resta saber se é ou não o Benfica...
 
por Mavs às 01:09 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Novembro 20, 2006
Coincidências
Mais uma vez, o futebol vem provar que o mundo é muito pequeno.
Menos de uma semana depois de Veiga se ter demitido do cargo de director-geral do futebol do Benfica, em consequência de um arresto de bens, ei-lo de novo nas mãos da Justiça.
Desta vez, foi constituído arguido com termo de identidade e residência, estando também sujeito a uma caução; Veiga é acusado de ter recebido, indevidamente, verbas relativas à ida de João Vieira Pinto para o Sporting (que aparentemente não foi um jogador assim tão livre como se fez crer...).

Honestamente, não estranharia se de facto tivesse acontecido alguma coisa irregular nesta transferência. Mais uma vez, o que é de estranhar são os timings com que tudo isto acontece.
Primeiro, temos uma fuga de informação que permite à TVI estar à porta de casa de Veiga, para poder filmar os seus bens a ser levados por funcionários; depois, a sua demissão, e agora, as instâncias policiais decidem actuar?
Porque é que nada foi feito antes? Afinal, esta transferência (feita no Verão de 2000) já tem 6 anos, e a investigação dura desde 2002.

Será que existia receio das autoridades em actuar? Afinal, Veiga é um empresário caído em desgraça, e está fora da estrutura do nosso clube...
Isto não vos relembra nenhum caso que acabou em julgamento e prisão?
 
por Jota às 23:58 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Novembro 19, 2006
Bom, falto eu, não é?
É. E que tarefa inglória me coube? Vejamos: os caros colegas já analisaram o jogo, os olés, os golos, os frangos, o árbitro... enfim, parece que está tudo. Portanto, em nome do bom senso, eu deveria abster-me de escrever fosse o que fosse. Não quero incomodar, de modo algum, os rapazinhos que andaram ontem a correr em Braga. Nem o camarada Olegas, esse distinto e inimpugnável árbitro de futebol. Inimpugnável? Mas isso só serve para os actos administrativos, comentarão os mais atentos. Errado, responderei eu. Também serve para os regulamentos e para várias decisões da Administração. Ou seja, quando o Governo ou uma Câmara Municipal toma uma decisão perfeitamente idiota e descabida, ao estilo de Scolari, impugna-se a dita idiotice. Quando já não se pode, porque já se ultrapassou o período correcto para o fazer ou por que, numa hipótese meramente hipotética, o Presidente da Câmara já aceitou a doação do empreiteiro, que consistia no último andar do prédio a construir (hipoteticamente, claro!), a coisa diz-se inimpugnável. Ora, se substituirmos o Governo por um par de tipos que resolveram, a determinada altura das suas vidinhas, dar à luz uma acção, temos o amigo Olegas. Que é inimpugnável porque, como se verá no referendo de Janeiro próximo, tais imbecilidades só se impugnam nas primeiras seis semanas de "vida". Depois, o Código Penal já proíbe. Infelizmente. Assim, os meus quase-wet-sonhos da madrugada de hoje, que consistiam num espancamento vil dum boi preto (com laivos de amarelo), começando com uma estalada no focinho do bicho, seguido duma bela murraça nos cornos e, ao jeito de grand finale, um valente pontapé na fruta, são todos legais enquanto ninguém resolver metaforizar. Aí, sou capaz de perder o Norte. Certamente, devido à quantidade colossal de vitamina que não ingeri por não ter tido acesso a fruta nos últimos tempos. Mas não se preocupem os leitores: o meu médico diz que uns cafés com leite e muito açúcar resolvem o caso. E pelo meio ainda me receitou uns caramelos.

Mais a sério, o Benfica não jogou um caracol. Como o Jota esclareceu, e bem, só uma cambada de libertinos sifilíticos (ou "sinfínlinticos", como dizia o veterinário do meu Bobby... ou seria do Tareco... já nem sei... Tenho mesmo de chupar uns rebuçadinhos para a memória!) é que permite tal vergonha quando veste a camisola do Benfica. As coisas já não são o que eram. A equipa comportou-se de forma ultrajante, jogando como o FC Porto do século XX ou como o Sporting de há dois anos. Fernando Santos terá sido o culpado. Até aí, nada de novo. Ele é sempre o culpado. E achava eu que já se notavam uns altos no baixo ventre. Nada disso. O losango continua. E Rogério Gonçalves, com aquele gelzinho de camelo no cabelo, soube aproveitar as enormes deficiências que daí advêem. O problema continua. E a chapa 3 também. Mais uma derrota, mais três golos sofridos. Três inacreditáveis golos sofridos. Todos resultantes de erros graves. O primeiro fica para a história. Como dizia a minha mãe, Quim parecia o sujeito daquela música tradicional, o patego que olha para o balão a voar. Nélson, na jogada do segundo golo, tentou que os adeptos perdoassem Miguel. E Ricardo Rocha pretende ver satisfeito o seu desejo de ser posto na rua, rapidamente e em força. Esteve mal no segundo, esteve ainda pior no terceiro.

No entretanto, o décimo segundo jogador, um tal de Benquerença, ainda engrossou a vista a uma agressão a Simão, punindo Maciel com um cartão amarelo. Percebe-se. Obviamente, quem tem vista grossa e não usa gáfias, como é o caso, jamais conseguirá ler os regulamentos da FIFA sobre punição de agressões. Claro está que, quando Miccoli violentamente pediu a sua atenção dando-lhe um enxerto de pancada nas costelas, para o avisar da (tentativa de, não cheguei a perceber) cotovelada de que tinha sido vítima, já Benquerença resolveu afinar a vista, de tal forma que até foi possível inventar uma regra fresquinha. Tipo sumo. Minute-made. E lá levou o italiano com caruncho nos sobrolhos outro amarelo. Just in case.

Se há personagens dos quais abomino falar, são os árbitros. Quando olho para eles não consigo deixar de imaginar um servente de pedreiro pateta, com camisinhas Lacroste compradas no Relógio e pulseirinha de ouro herdada do papá, dissertando sobre o Classe E do patrão. Naturalmente, e para salvaguardar a honra dos serventes de pedreiro, tal só acontece por causa da condição bipolar dos ditos. De um momento para o outro, um vulgar servente transforma-se num semi-deus, com poder para fazer o que lhe dá na gana e até para usar aquela mariquice maravilhosa que o ajuda a comunicar com os gajos do pau feito, vulgarmente conhecidos por fiscais de linha. No fundo, no fundo, os árbitros não passam de porteiros de discoteca com coletes fluorescentes. Mas, maravilha das maravilhas, no dia a seguir é tudo igual e lá têm eles de voltar para o cimento, para os canos e para todas essas imbecilidades em que trabalham que lhes permitem ter como hobby uma incompetência profunda para vingar na vida. Enfim, c'est la vie.

Resumo rápido: o Benfica perdeu, perdeu bem e meteu nojo, de tão bem que perdeu. Razão tinha Luis Filipe Vieira. Recebem todos os meses, a tempo e horas, e não fazem um esforço para honrar a camisola. O habitual. Talvez tenham de começar a atrasar os pagamentos. Ou a introduzir mais contratos por objectivos. Ou a chamar-lhes imbecis, incompetentes, incapazes, burros e calhaus com olhos, porque é mesmo isso que vocês são. E anda aqui a mãe dum gajo a pagar as quotas. [Palavrão começado por F].
 
por JAS às 22:59 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Estranhas atracções
Qual traça atraída pela fatalidade da chama, as derrotas do Benfica, este ano, podem todas ser traduzidas por um singelo número: o 3.
O que raio se passa, pergunto eu?
 
por Jota às 05:22 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Raiva
Se mais não fosse, eu teria vergonha de jogar com um clube fraco e ouvir "olés".
Objectivamente, o Benfica não jogou nada, não houve movimentações, toda a gente estava impávida e serena a ver o Braga fazer pressão e o Olegário Benquerença a roubar.
O segundo golo do Braga nunca deveria ter existido, já que ao jogador que o marca foi perdoada uma expulsão.
Mas isso não desculpa o jogo miserável que fizémos.
 
por Jota às 00:40 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Novembro 18, 2006
Brincalhão!
Diz Manuel José, actualmente a treinar esse colosso do futebol mundial, o Al-Ahly, do Egipto, que após a saída de Scolari, ele será "o candidato". Reparem na forma como usa o determinante artigo definido ao invés do seu oposto (o indefinido "um", portanto).

Pior do que uma selecção com Scolari só uma selecção com Manuel José: saltávamos de um cavalo ajumentado com sotaque para uma mula coxa e reformada. Ou, se preferirem, de uma frigideira sem pega para uma panela sem fundo.

Todavia, se assim for possível mostrar que Deco não faz falta à selecção e que Cristiano "Crinas com Lacinhos" Ronaldo ficaria melhor em Manchester, apoio totalmente. Que venha Manuel José. Pode ser que, assim, alguém faça um lobbyzinho para impedir a ida dos jogadores à luso-brasileira. Pelo menos, deste lado já se conhece (demasiado bem) o seu trabalho.
 
por JAS às 09:48 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Novembro 17, 2006
Queiroz vs. Scolari
Quando a saída de josé Veiga era ainda o tema do momento, Scolari e Queiroz resolvem fazer polémica.
De facto, estamos perante uma guerra de palavras entre o seleccionador nacional (e ex-campeão do Mundo) e o treinador-adjunto do Manchester United (e ex-seleccionador nacional), que poderia, e deveria, ter sido evitada, já que é absurda, não eleva em nada os envolvidos e só serve para dar ao futebol português mais algumas parangonas negativas por esse Mundo fora.
O que é de realçar é que estiveram ambos mal.

Vejamos o que fez Carlos Queiroz. Antes de mais, limitou-se a constatar um facto, ao afirmar que os jogos internacionais provocam uma sobrecarga física em atletas já de si tão utilizados ao longo da época; agora, daí a ter a veleidade de sugerir a não-utilização de Cristiano Ronaldo contra os cazaques vai uma grande distância. Tudo bem, Ronaldo levou uma pancada no anterior jogo pelo seu clube, mas o próprio, ao aterrar na Portela, afirmou estar em condições e com vontade de jogar, tendo este ponto sido corroborado pelo departamento médico da Federação.
Goste-se ou não, Ronaldo é um jogador fulcral, e após o desaire com a Polónia não se pode poupar ninguém, porque os pontos são tão preciosos como água; e o Cazaquistão, mesmo sendo uma selecção fraquinha, como se viu na passada quarta-feira, conseguiu arrancar um empate aos belgas, na sua casa, pelo que todo o cuidado era necessário.

Mas se Queiroz (tendo sido secundado por Alex Ferguson) não foi, digamos, feliz na sua intervenção, Scolari borrou completamente a pintura.
A única coisa que deveria ter dito é que é ele o treinador, e como tal, a decisão de quem joga cabe-lhe única e exclusivamente a si, mas demonstrando não ter capacidade de encaixe, veio logo atacar Queiroz, dizendo que este pretende ser seleccionador. Para juntar mais uma flor ao ramalhete, Scolari revelou uma conversa pretensamente privada, que Queiroz já veio desmentir, pelo que Felipão ou mente ou é pouco cortês...
Assim, o técnico brasileiro deveria ter pensado que é normal um clube tão grande como o Man. Utd. enviar emissários para assistir a jogos onde participam atletas seus; ao agir como agiu, Scolari só veio demonstrar alguma irritabilidade.

E é claro que a resposta de Queiroz não se fez esperar, classificando o discurso de Scolari como ridículo e sem nexo; aproveitou ainda para lançar mais uma farpa, ao afirmar que o Manchester se relaciona com 14 seleccionadores e o único com quem não comunica é com Scolari.
Mais uma trica para lavar e durar...
 
por Jota às 22:21 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Novembro 15, 2006
MST, um pensador de futebol?
Desde a lesão de Anderson que anseio que cheguem as terças-feiras, para poder ler essa verdadeira pérola que é a crónica semanal de Miguel Sousa Tavares (MST), no jornal A Bola.
Porquê, perguntam vocês?
Primeiro, porque quero saber quando é que MST deixa de falar no prodígio brasileiro, que foi colhido do futebol pelo grego mauzão (e sim, esta semana ainda fala dele), e depois porque é sempre bom averiguar como é que vai, e o que acontece no universo paralelo em que vivem os portistas, no que concerne ao futebol.

No entanto, esta semana tive uma grande surpresa. em virtude da recente colaboração de Jorge Valdano com este jornal. Assim, MST acaba por descrever, todas as qualidades que deve ter um bom comentador de futebol, e que evidentemente lhe faltam!
Valdano tem uma capacidade incrível de reduzir o jogo à sua simplicidade, não havendo necessidade de utilizar chavões ou ligar o complicómetro. Se já alguém ouviu o Prof. Neca a falar de um jogo de futebol, entende o que quero dizer; e apartir do momento em que o jogo está partido nas suas partes fundamentais, é tudo uma quetão de inteligência e capacidade de reflexão, a que Valdano junta, devido às suas raízes argentinas, um toque de paixão.

É de louvar a capacidade de MST de entender o que faz falta aos nossos comentadores, em qualquer orgão de comunicação social que queira abordar um qualquer jogo de futebol; o que se espera é que interiorize esses mesmos mandamentos, podendo desta forma tirar as palas dos olhos.
Talvez assim se torne num melhor escriba desportivo.
 
por Jota às 23:17 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Madaíl, e o mundo de Fantasia
Numa semana dominada pelo jogo da Selecção, e pela súbita demissão de Veiga, os motivos para escrever escasseiam. Por isso, resolvi recuperar um tema da passada semana que, felizmente, passou despercebido.
Gilberto Madaíl tenta criar também ele um tabu, sobre se se recandidata ou não à presidência da FPF. Mas parece óbvio que o vai fazer, conhecendo a sua personalidade invertebrada, e ao fim ao cabo, tão própria ao meio que rodeia o futebol português.
Como forma de chamar atenção sobre si, Madaíl avança com a possibilidade de nos candidatarmos à realização do Mundial de 2018. Motivo: a necessidade de rentabilizar os novos estádios e as "condições naturais" do país.
Ou seja, na cabeça de Gilberto deu-se a seguinte ideia: Portugal tem 10 estádios novos que, dentro de 10 ou 12 anos, tal como acontece agora com a África do Sul, só precisam de receber melhorias.

Óbices a esta ideia: os estádios necessitam de ter, no mínimo, capacidade para 40 mil espectadores (tendo em conta as candidaturas apresentadas ao próximo Campeonato do Mundo), o que no nosso caso, baixa a nossa "oferta" de estádios de 10 para 3, número insuficiente para um evento desta envergadura; mais importante ainda, a África do Sul, organizadora do Mundial'2010, vai investir algo como 1,5 mil milhões de Euros (10 vezes mais do que foi investido por Portugal no Euro'2004!!!).
E no caso de Madaíl não ter notado, estamos em crise, pelo que deverão existir outras prioridades, logo é de aconselhar a maior prudência quanto ao apoio público à realização de eventos internacionais.

Já é uma pena Madaíl pensar em se recandidatar, pior ainda é quando lhe surgem estas ideias brilhantes... Felizmente, o secretário de Estado do Desporto optou por lhe cortar as vazas, pelo que se espera que esta ideia tenha já ficado no baú.
 
por Jota às 22:40 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Novembro 14, 2006
Veiga Demitiu-se!
José Veiga acaba de apresentar, em directo na TVI, a sua demissão de "gestor do futebol profissional da Benfica, SAD". É pois com extrema alegria que nos vemos livres de um dragão de ouro que era "só" quem mandava na modalidade mais importante do Benfica - clube: o futebol. No entanto, acabo por ter de dar algum crédito às declarações de Veiga. Isto é, será que se ele não estivesse ligado ao Benfica tal situação teria acontecido? E se sim, será que a TVI estaria lá numa acção que se pretendia... sigilosa?
Enfim, o que é certo é que José Veiga deixou o nosso clube e, acreditando no que ele próprio diz (um exercício deveras difícil, pela menos da minha parte, confesso) tal demissão é irredutível. O balanço destes 2 anos, para além de uma postura controversa, de alguma suspeita de corrupção (suspeito essa, inclusivamente, vindas de Benfiquistas), de uma guerrilha permanente do tipo "papagaio" com o denominado "Sr. Nuno" (que nada dignifica o nosso clube, já que nos põe no mesmo patamar daquele clube), salda-se num campeonato nacional. O único em mais de 10 anos.
 
por Mavs às 21:52 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Novembro 13, 2006
O Record está verde!

É verdade, meus amigos.
Desde a capa com Tonel "disfarçado" de guerreiro, que o jornal Record parece ter assumido a sua orientação clubística; e desde entao temos vindo a ser brindados com autênticos mimos, como a de hoje: "irmãos de armas", com uma entrevista a Farnerud...
Desta forma temos três diários desportivos, cada um devidamente orientado para um clube; ainda assim, é sempre necessário puxar o Glorioso para a capa, para não se perder parte da audiência!

 
por Jota às 22:03 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
A História Nunca Contada de Pinto da Costa



Acho que a parte do árbitro nem deveria sequer ser enquadrada num "sketch" humorístico... De facto, não deve divergir muito da realidade...
 
por Mavs às 03:08 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Novembro 11, 2006
Por onde andam as cheerleaders da Luz?
Como que a querer provar que já existem demasiados orgãos de informação a lidar com o Desporto, em Portugal, o Sportugal deu o passo em frente, citando o capitão portista João Pinto, e resolveu lidar com uma temática que tem vindo a preocupar, verdadeiramente, os adeptos benfiquistas que costumam ir à Luz.
Pois bem, parece que o projecto de cheerleaders do Benfica está suspenso, desde há dois jogos... Aquele que era um projecto pioneiro em Portugal parece ter sido suspenso por uma questão de patrocínios. Eu pensava que estavam a escolher novas caras, uma vez que as antigas nem dançar sabiam (soube pela notícia que eram modelos)...
A minha dúvida é: alguém já reparado que elas não apareceram?
Para aqueles que quiserem ler a notícia, ou ver algumas das meninas em questão, têm-nas aqui.
 
por Jota às 20:01 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Temos um Campeonato fenomenal
Só assim se pode explicar que se jogue à bola por essa Europa fora, quando em Portugal os campeonatos estão parados, devido ao jogo da Selecção de 4ª feira (?!?!?).
Porque não realizar uma jornada neste fim-de-semana? Triste Liga, a nossa...
 
por Jota às 19:45 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Novembro 10, 2006
Quem fala assim só pode ser estúpido
 
por Jota às 13:28 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
O Maior do Mundo!
Parabéns, Benfica.
 
por JAS às 11:37 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Novembro 09, 2006
O Filme
Director-desportivo do emblema italiano garantiu a O JOGO
Juventus não "larga" Miccoli


Parece que, este ano, quiçá por causa das recentes boas exibições, o filme começa outra vez. Mais cedo, ainda. Como é possível fazer-se uma manchete com um assunto cuja resposta (politicamente correcta) é (e será sempre, até ao início da próxima temporada) a mesma: “O futuro de Miccoli será decidido, apenas, no fim da época. Apenas nessa altura se decidirá se regressará à Juventus, se continuará no Benfica ou em outro clube. O acordo com o Benfica estabelece o empréstimo de Miccoli até ao fim da época. Depois, ver-se-á…” (Alessio Secco: o director-desportivo da Juve - sic)
 
por Mavs às 23:03 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Outra vez... Bimbo.
Pinto da Costa tenta convencê Jesualdo a deixar de fumar

Quando ia pela primeira vez na vida num laivo de clara incapacidade mental da minha parte, elogiar o presidente do clube da "Naçom", eis que continuo a ler a notícia até ao fim. Concordaria que o Presidente daquele que é considerado pela comunicação social um dos "3 grandes" quisesse dar um bom (!) exemplo, condenando o facto do treinador do seu clube fumar. Todavia, Pinto da Costa não está, na realidade, preocupado com o Homem Jesualdo Ferreira: "Chamo a atenção dele para esse aspecto, porque quero que dure muito tempo", eis a razão.
 
por Mavs às 22:56 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Novembro 06, 2006
Mi-Mi-Miccoli
 
por Mavs às 21:10 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Para matar
Acabo de ver, no Sporting-Braga, uma entrada violentissíma de Yannick Djaló sobre Paulo Santos. A bola, já lá não estava. Retenho a imagem da perna do guarda-redes do Braga, e vejo dois pequenos buracos, causados pelos pitons do avançado do Sporting.
Falta? Sim. Cartão? Nem vê-lo.

Comparem esta entrada com a de Katsouranis, e agora sim, falemos de violência.
 
por Jota às 20:41 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Novo blog!
É o meu quinto. Este, porém, é de duração limitada. É sobre o contencioso administrativo. Então porquê anunciá-lo num blog sobre futebol? Simples: os alunos de terceiro e quarto ano do curso de Direito da Universidade Católica terão de discutir... o Caso Mateus. É verdade. E conta para avaliação. E vai ter direito a julgamento. O prof. crê que o Gil Vicente teria direito a recorrer a tribunais administrativos. Eu cá, creio que não. Mas visitem, visitem!


http://contenciosoadministrativo.blogspot.com
 
por JAS às 16:11 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Novembro 05, 2006
Sem Hipóteses
O Benfica, hoje, não deu quaisquer hipóteses a um Beira-Mar muito longe daquilo que fez contra o Sporting. Especialmente na segunda parte, funcionou um "carrocel" de futebol atacante que fez com que o resultado fosse absolutamente injusto: devíamos ter ganho por uns... 15 a 0. De realçar apenas a expulsão do Buba a que se seguiu um momento de êxtase com todo o estádio a aplaudir de pé. De realçar também o facto de termos acabado o jogo com os seguintes jogadores: Karagounis, karyaka, Nuno Assis, Miccoli, Nuno Gomes e Mantorras! Todavia, o que se põe, neste momento, é a seguinte questão: será estas boas exibições para manter?
 
por Mavs às 22:53 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Novembro 02, 2006
Porque não se deve treinar o Sporting...
Aviso: este vídeo contêm um adolescente em estado de histeria

 
por Jota às 23:10 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Novembro 01, 2006
Caldwell a presidente!
O homem do jogo deveria ser o defesa do Celtic, que fez um golo e uma assistência, o que veio facilitar em muito a nossa tarefa. Todavia, fizémos um bom jogo.
Pelos resultados desta noite, o Copenhaga "relançou-se" na luta por um lugar ao derrotar o Manchester. Assim, aquilo que nos resta é ganhar os dois jogos que faltam (Copenhaga em casa e Manchester fora)...
 
por Jota às 23:11 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Prof. Zandinga Ferreira???
Leio aqui o impensável.
O tema da lesão de Anderson, mesmo numa altura de competições europeias, continua a fazer correr muita tinta, quiçá por saber, aí sim de antemão, que sem Anderson, estamos perante uma quase vulgar equipa de distribuidores de fruta. Mas cada um que se preocupe com o que acontece no seu pátio...
Sinceramente, choca-me que alguém como Jesualdo Ferreira, que sempre vi como um treinador acima da mediocridade que reina no futebol português, ao fim de tão pouco tempo naquela estrutura, já tenha assimilado de forma tão proficiente os seus princípios básicos.
Basicamente, Jesualdo vem afirmar que já esperava, antes do clássico, a lesão do número 10 dos dragões, e que tal como MST pede, tudo o plantel "chora" a lesão, e está possuído pela "revolta necessária" a ganhar o jogo contra o Hamburgo, e dedicar esse mesmo triunfo ao menino de ouro, o tal que após tão violenta entrada veio festejar...

É caso para dizer: tenham dó!
Estamos mesmo na semana da estupidez aguda!


PS: Leio no Record que Anderson já saiu do hospital. O único que poderia expressar algum tipo de emoção pelo que sucedeu no sábado, decidiu não fazer nenhum comentário.
Afinal, o miúdo é bem mais maduro que todos os que o rodeiam.
 
por Jota às 14:03 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Carpideiras, por favor!
Já experimentaram ler o artigo de Miguel Sousa Tavares n'A Bola desta semana?

Não? Deixem lá, então. Não vale a pena. É que não vale mesmo a pena! Será que ninguém tem os ditos testículos na redacção para lhe dizer que, se calhar, o seu imenso e extremo facciosismo devia ser controlado? Que o chateie o rebéubéubéu sobre Andersson, até percebo. Agora, escrever todo aquele rol de disparates sobre o Katsouranis e, acima de tudo, não escrever nada sobre o seu Presidente é duma parcialidade de ir às lágrimas. Eu percebo que, por cima do artigo, esteja escrito "Opinião", mas nem a Leonor Pinhão (bem haja) escreve semelhante quantidade de disparates. Safam-se as críticas ao Veiga. Mas, mais uma vez, é gente do FC Porto discutindo assuntos do FC Porto.

Inacreditável.

Como eu tinha previsto, houve um insulto relacionado com uma dessas figuras de execução: o inevitável "carrasco". Parece-me bem. Pena não se ter lembrado logo a seguir dos idos tempos desse senhor do machado de um gume (aquela penca extraordinária), Paulinho Santos, ou ainda de um outro que saiu recentemente, Jorge Costa, mais conhecido por "Bicho". MST começa a entrar na meia-idade. E, já se sabe: quando aí se entra, nunca mais daí se sai.
 
por JAS às 11:34 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)