origem
Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007
Toto, I've a feeling we're not in Kansas anymore...
Deve ser este o pensamento dominante lá para a torre das Antas.
Realmente, depois de ver arquivados os processos que contra si pendiam, Pinto da Costa deve estar a fazer contas de cabeça. Os anteriores foram reabertos, e agora investiga-se a transferência de Pepe.
Estará mais complicado distribuir fruta?
 
por Jota às 23:39 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Fevereiro 27, 2007
A Farsa
Aloísio quer fazer «o melhor resultado possível» no Dragão

Isto é, para os leigos, dar uma vitória de mão-beijada ao seu clube, o Porto. Com isso, evitará as tristes figuras daquela espécie de treinador que é o Paciência quando, por ter deixado os jogadores do Leiria ganharam (e ainda por cima, um jogador seu ter simulado uma agressão do Quaresma), teve de pedir desculpas, à boa maneira de um escravo na Idade Média.
 
por Mavs às 22:22 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Congratulações
Apesar de ser uma pessoa simples, despretensiosa e, por vezes, um pouco tímida, não quero deixar passar em branco este maravilhoso acontecimento que marca a nossa existência. Ultrapassámos hoje as dez mil visitas em dez meses, o que nos deixa, vá lá, contentes.

Em vez de fazer um discurso meloso sobre as qualidades do blogue e dos outros dois intervenientes, prefiro agradecer aos leitores, não a fidelidade (porque isso, com o devido respeito pelos mesmos, é para os canídeos), mas o interesse. Apesar de todos os IP's "marados" que possam constar da lista, muitos pertencerão a indivíduos normalíssimos, tal como eu (embora sobre mim a doutrina possa divergir de vez em quando) e os meus amigos que aqui escrevem.

Por tudo isto, e por todas as outras coisas que poderiam ser escritas, mas que não posso, por falta de disponibilidade, enumerar, obrigado!


A Direcção
 
por JAS às 15:44 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Sabem que dia é hoje?!
"a sua grande estratégia para este jogo consistiu numa coisa simples e feia: anular Ricardo Quaresma de qualquer maneira: a bem, se possível; a mal, se necessário. Para isso tirou Paulo Ferreira (...) e fê-lo substituir por um Diarra instruído para perseguir como um Doberman e atacar como um rotweiller. Em seu apoio, não estivesse Quaresma suficientemente intimidado e massacrado [pausa para uma lágrima e um sacar da navalha], colocou Essien, com a missão de jamais deixar passar o adversário com a bola nos pés. E, enfim, ele próprio, Mourinho, tornou-se o terceiro elemento decisivo do Plano Quaresma Não Passa! [de repente, não sei porquê, lembrei-me daquelas apreensões gigantescas de droga], colocando-se estrategicamente de pé junto à lateral, para esbracejar e gritar "teatro!" de cada vez que Quaresma encontrava um ombro, um joelho ou um pé de Diarra a barrar-lhe a passagem. A certa altura, quando Essien, vindo em auxílio de Diarra, ceifou Quaresma com uma entrada assassina [claramente um exagero. Por aqui se percebe que MST não percebe um corno de Direito. Não houve tentativa e não houve intenção, portanto, não preenche o tipo - mas, vá lá, pode ter havido "nexo de causalidade" - o que já justifica, no mínimo, um autozito-de-fé para regozijo da nortalhada], ainda o extremo portista voava no ar [sic] e já Mourinho gesticulava em direcção ao árbitro, tentando convencê-lo de que nem falta houvera. E a verdade é que valeu a sua atenção: Essien foi poupado a um vermelho directo e, no final, Mourinho ainda se deu ao luxo de dizer que Quaresma era tão talentoso como "batoteiro" [afirmação com a qual não poderia deixar de discordar em absoluto - Quaresma é muito mais batoteiro que talentoso] e que lhe faria bem passar uns tempos em Inglaterra para aprender a levar porrada com um sorriso nos lábios [oh, senhor todo poderoso, ouvi as minhas preces - Quaresma a levar no focinho com um sorriso nos lábios - será esse, enfim, o Éden?].

Convém esclarecer alguns pontos importantes:

Primeiro, raios partam os camelos que conceberam o site d'A Bola, que não me permite fazer um copy paste da porcaria do texto.

Segundo, não me parece que MST tenha querido ou desejado analisar o verdadeiro problema. Refugiando-se na péssima qualidade de espectáculo dada pelo Chelsea e nas várias tentativas de homicídio de Quaresma, o "virtuoso", fica esquecida a referência essencial: o FC Porto não tem equipa para o Chelsea. Mais: o FC Porto não tem, sequer, uma equipa. São Quaresma e mais dez. Qual era a esperança de MST? Que Mourinho deixasse jogar Quaresma? Que lhe permitisse tudo e mais alguma coisa? Que tentasse vir ganhar ao FC Porto, facilmente? Só pode estar a gozar! Mourinho é um vencedor. Pior: um vencedor obcecado. Ganhar é a única realidade possível. Mourinho fez o que tinha de fazer. O Porto é que falha em ser suficientemente bom (nem sequer medianamente bom, mas enfim) para conseguir explorar a tal apatia inglesa a que MST se refere no início do seu artigo. E, mais uma vez, a referência a Andersson. Perdoem-me os leitores, mas ****-se. Já enjoa!

Finalmente, se Mourinho irrita assim tanto MST, só me dá razões para gostar ainda mais dele. "Rosê Maurinho!"

P.S. - Um empréstimo pode assumir várias formas. Relembro o exemplo da grande Leonor, neste caso sobre uma aposta. O Presidente do clube aposta vinte e cinco mil euros com um árbitro, afirmando que o seu clube irá perder no jogo seguinte, curiosamente arbitrado por esse mesmo indivíduo. E o clube, de facto, acaba por perder. O árbitro recebe os vinte e cinco mil euros. E, a partir daí, fica marcado para o resto da vida, porque as cláusulas tacitamente acordadas nunca poderão ser provadas. No fim, restarão apenas vinte e cinco mil euros pagos por um presidente a um árbitro. Se um empresário, classe de uma idoneidade à prova de bala, "emprestar" dinheiro a um jogador, esse empréstimo pode ser feito de acordo com um clausulado vário. O mútuo, figura jurídica, rege-se, tal como a maior parte das outras figuras de Direito Privado, pelo princípio da autonomia das partes. Acordam o que quiserem. E a quem cabe, depois disso, o ónus da prova? Voilà. Ao acusado. Ou seja, ao jogador. O empresário "só" lhe emprestou vinte e cinco mil euros, prática comum. E o cheque nem sequer foi levantado. Talvez por não ter havido necessidade. Ou será que deverei dizer "causalidade"?
 
por JAS às 12:47 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
A dor de corno
Já aqui escrevi uma vez que a razão pela qual Mourinho é arrogante e insuportável é, simplesmente, porque pode. Ao contrário de outros treinadores, Mourinho quer ganhar. Sempre. Mais do que isso: Mourinho sabe que vai ganhar. Por isso, permite-se comentários que outros, mais (politicamente) correctos, se abstêem de fazer. Mourinho arrisca. Dá o tal salto em frente. E ganha. Ponto final. Fim da discussão. Dúvidas? Mourinho é o primeiro a admitir que a sua equipa joga mal. No final do jogo da Taça, Mourinho afirmou, claramente, que a primeira parte do jogo tinha sido dominada, de pleno, pelo Arsenal. Sem problemas. Mas quem é que saiu vitorioso? Mourinho. Quem é que levou a taça? Mourinho. Quem é, neste momento, o melhor treinador do Mundo? Mourinho.

Não se trata de uma apologia. Não acho que Mourinho esteja acima de qualquer crítica. Há comentários que pecam por algum exagero e atitudes que servem apenas para inflamar. E então? É uma estratégia. Mourinho quer ganhar e está disposto a tudo para o conseguir. Culpá-lo por isso? Porquê? Porque é esse, exactamente, o problema deste poveco que é o português.

Jaime Pacheco ousou tecer críticas a Mourinho. Reparem no verbo. Ousou. Não porque Mourinho seja, mais uma vez, perfeito. Não o é. Mas o "Mononeuronal" não tem legitimidade para abrir a boca. Quem quiser uma razão só tem de rever a época do Boavista campeão. É natural que Pacheco só tenha um neurónio: a memória dele é uma desgraça. A longo e a curto prazo. Ou será que o Jaiminho já se esqueceu do joguinho que foi fazer à Luz? Pois é. Há alturas em que saber fechar a matraca é uma benção divina. Ao dispôr de uns quantos, claro.

A melhor de todas as dores de corno, porém, é a de Manuel José. Confesso nutrir uma particular irritação por este palerma. Alguém que se começa a despir em campo, como forma de protesto, não pode ser bom da cabeça. Problema que, segundo Jaime Pacheco, é semelhante ao de Mourinho. Quem prestar atenção ao seu comentário sobre o treinador do Chelsea perceberá que, ao contrário de José (o Mourinho), o Manuel é tipicamente português. Quando Mourinho afirmou ser o melhor do Mundo, Manuel José respondeu à altura. "Presunção e água benta...". Realmente, são aquelas dificílimas taças dos campeões africanos, disputadas contra as subnutridas equipas de alguns países africanos, que justificam que seja Manuel José o eleito. O Special One. Qual Cipião, qual Afonso V! Altere-se a história. O Africano é, só e apenas, Manuel José! "Não é o único técnico português com resultados", afirma. E afirma bem. Estou certo que, nos seus quinhentos anos de carreira, Manuel José já conquistou vários títulos importantes. Provavelmente, mais de uma dezena. Talvez... onze?

É inegável que José Mourinho é o melhor treinador português de sempre e, neste momento, o melhor do mundo. Confesso-me um fã. Mourinho é politicamente incorrecto e genial. Porque o futebol dele é pensado ao mais ínfimo detalhe. Escrutinado como se um paciente se tratasse. A sua obsessão é saudável. E natural. Quem pode ser o melhor, deve ser o melhor. E deve erguer-se bem alto. Algo que o poveco português tem por hábito rejeitar. É essa rejeição absoluta deste insofismável fado que fez de Mourinho o que ele é hoje. Ainda bem.
 
por JAS às 12:03 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Na Luta Contra Tudo e Contra Todos
Em grande forma. Estamos a atravessar, de longe, o melhor momento da época e penso que, se conseguirmos manter este ritmo de jogo, somos a principal equipa a ganhar o campeonato e ir (muito) longe na taça UEFA. Tendo procedido só a uma alteração desde a deslocação à Roménia (entrada do Nuno Gomes para o lugar do Derlei), começámos bastante bem o jogo, não se notando qualquer tipo de cansaço em virtude do jogo de há dias. Com o Simão a abrir o livro, as oportunidades sucederam-se e só por extremo azar chegámos ao intervalo apenas com uma vantagem de um golo no marcador. Na segunda parte, muito devido ao factor "arbitragem-absolutamente-escandalosa", tivémos que fazer um grande jogo. Fomos, na realidade, obrigados a marcar um terceiro golo para matar as esperanças do Paços (que até tem uma equipa razoável... pelo menos, chega para a lagartada...), do inenarrável Paraty e daquilo que, muito provavelmente, o esperaria se a equipa do "móvel" tem chegado à igualdade....

Tacticamente, mantivemos o losângo que, quer se critique quer não, há que reconhecer que tem dado os seus frutos. E penso que a chave das recentes boas exibições do Benfica é a titularidade do Karagounis em vez do lesionado Maestro: estando o grego num grande momento de forma e havido finalmente encontrada a sua real posição no campo (médio interior esquerdo), tem sido dos nossos jogadores mais influentes não só a recuperar bolas como a organizar os ataques. Para além disso, liberta o Simão de tarefas defensivas (que tem de fazer para compensar quando o Rui Costa joga) para se concentrar só no ataque onde está, este sem sombra de dúvidas, na melhor época de sempre. Com o gigante Luisão na defesa, com a dupla de trincos a fazer óptimos jogos e com o Miccoli a "aguentar" cada vez mais minutos, temos, de facto, o melhor onze da década e, naturalmente, do campeonato. Se não o ganharmos será muito injusto, visto - ao contrário da época do Trapattoni em que até posso admitir que ganhámos o título mais por demérito do Sporting (e pela bosta que o futuro-presidiário fez na contratação dos seus treinadores), do que por mérito próprio - sermos a equipa que mais dislumbra.
Já o tenho dito várias vezes que, comparar a nossa equipa titular com, por exemplo, a do actual líder da Liga, não passa de uma brincadeira de crianças:

Quim Vs Helton-> equivalem-se
Nélson Vs Bosingwa -> apesar do nosso jogador estar num mau momento de forma, é claramente superior (além de não dar bárbaras trancadas, sabe atacar - ou pelo menos tenta!)
Luisão Vs Pepe -> Um é internacional brasileiro, outro está-se a oferecer qual prostituta a uma selecção que claramente não é (nem pode ser) a sua.
Anderson Vs Bruno Alves -> o último joga melhor de cabeça (aquela cabeçada ao Nuno Gomes na época passada,l por exemplo). Para além disso é, para caracterizá-lo numa só palavra, ridículo.
Léo Vs Fucile -> Brincadeira de crianças...
Petit Vs P. Assunção -> Aquele que roubaram ao Sporting e que depois despacharam para a Grécia não passa de um jogador que todos elogiam mas que, na realidade, nada produz.
Katsouranis Vs Lucho -> A melhor contratação do futebol português desta temporada contra um jogador que jogou muito bem... no ano passado.
Karagounis Vs Raúl Meireles -> querem comparar um Campeão europeu a um marginal ordinário e todo tatuado?!
Nuno Gomes Vs Postiga -> Talvez seja o jogador em pior forma do Benfica mas... até Scolari prefere o Nuno Gomes. Além disso, compará-lo com o Postiga, mesmo dizendo que este é melhor (porque tem mais golos, mas... quantas assistências?!), será sempre uma comparação por baixo.
Miccoli Vs Lisandro -> Li..quêm?!
Simão Vs Quaresma -> sem dúvida os dois melhores jogadores das respectivas equipas. É difícil compará-los porque, apesar de jogarem em posições similares, os seus estilos de jogos são completamente diferentes (um mais "directo" outro mais "diz que é uma espécie de artista-ou-não-fosse-cigano"). Todavia, por ser mais decisivo e porque assume muito mais o jogo do que o Quaresma (que, se o primeiro malabarismo lhe sai mal, muito provavelmente todo o jogo desse modo assim lhe sairá...), acho o Simão um jogador mais completo e, por isso mesmo, melhor. Os valores dos respectivos passes assim o demonstram (20 milhões Vs 15 milhões).

Ah, em relação ao jogo com o Paços - Pontuações:
Quim - 6
Nélson - 6
Luisão - 8
Anderson - 7
Léo - 7
Petit - 8
Katsouranis - 8
Karagounis - 8
Simão - 9
Nuno Gomes - 6
Miccoli - 7
Derlei - 6
Paulo Jorge - ...
João Coimbra - ...

Melhor em Campo: Simão
Árbitro: Paulo Paraty - 1 (Uma boa primeira parte. Ao intervalo prometeram-lhe "fruta"e, por isso, fez a palhaçada que todos vimos na segunda parte.)
 
por Mavs às 00:52 | Link | 12 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Fevereiro 25, 2007
Um hino
Quando Ronaldo fizer destas, falamos!
 
por JAS às 23:21 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Futebol é paixão
Acabei de descobrir isto. Quem gosta mesmo do jogo não vai deixar de sorrir, ao ler o texto. E se sentir algo identificado, já agora.
 
por Jota às 22:02 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
E ao minuto 88...
Isto:

 
por Jota às 01:09 | Link | 8 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Fevereiro 24, 2007
Formação
Recomendamos a todos os leitores a consulta da entrevista feita a António Carraça, gestor da área de formação do Benfica. Vale a pena ler.

Mais uma vez, parabéns ao site Ser Benfiquista e ao Jovens Águias pelo fantástico trabalho noticioso desenvolvido sobre as várias áreas de formação do Sport Lisboa e Benfica.
 
por JAS às 14:07 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Fevereiro 23, 2007
De Canto
É a quarta vez que o Benfica atinge os oitavos-final da Taça UEFA. E, para quem viu a primeira parte, será uma surpresa como conseguimos tal feito. Entrámos no jogo naquele "controlo" que me irrita profundamente: andar a trocar a bola de um lado para o outro até que alguém faz um mau passe e eles criam uma oportunidade de golo clara. Ainda assim, logo nos primeiros minutos tivemos algumas situações para "matar" a eliminatória mas, estupidamente (diga-se), deixámos escapar essas boas ocasiões (por ex. um contra-ataque de 3 para 1 em que o Simão faz mal o passe para o Derlei e este, por sua vez, faz um mau passe para o Miccoli que acaba por rematar contra as pernas do defesa romeno).
Na segunda parte, tudo foi diferente. Deixámo-nos de estórias e começámos a assumir o jogo, que era o que, de resto, nos competia. Tivémos finalmente a consciência de que só passaríamos para os oitavos-final se marcássemos, pelo menos, um golo. E assim foi: dois cantos, duas cabeçadas, dois golos. Estamos, de facto, muito fortes nas bolas paradas, principalmente quando são o Simão e o Miccoli a marcar em vez do Petit... A partir daí controlámos o resto do jogo, mas foi um controlo com muito mais segurança já que não foi nos "limites" como estávamos a fazer nos primeiros minutos. Destaque para alguma insegurança do Quim nas saídas (sai-não-sai), para um imperial Luisão, para o bom jogo do meio-campo, e para a entrada do Derlei que, por muito que me custe, retirará o lugar ao Nuno Gomes (apesar de ter feito um jogo muito aquém daquilo que pode valer). Ah, destaque também para os bons golos do Katsouranis e do Anderson (muito criticado por mim nos primeiros jogos que fez a titular, o que prova que só jogando é que um jogador ganha confiança e, consequentemente, sobe de rendimento) .
Agora, que venham os franceses.

Pontuações:
Quim - 6
Nélson - 5
Luisão - 8
Anderson - 7
Léo - 6
Petit - 8
Katsouranis - 7
Karagounis - 7
Simão - 8
Derlei - 5
Miccoli - 6
Nuno Gomes - 4
Paulo Jorge - 4
Beto - ...

Melhor em Campo: Simão
Árbitro: Nicolai Vollquartz (Dinamarca) - 7
 
por Mavs às 16:07 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Fevereiro 22, 2007
Reciclagens
Depois do banho de bola que a Leonoreta deu ao Miguel (quinze a zero, quinze a zero!), resolvi fazer umas investigações por conta própria sobre o tal "nexo de causalidade" que o Miguel tanto exulta.

O nexo de causalidade consiste na relação directa entre o facto e o resultado, ou seja, entre o acto ou a omissão praticados e o que advém da prática de um ou de outro. O argumento de MST consiste na alegação de que não havia razão para o magnífico e fantástico Porto subornar um árbitro num jogo contra um clube tão pequeno quanto o Estrela. Ou seja, entre o facto e o resultado não haveria qualquer relação. Não haveria, por isso, o tal nexo de causalidade.

Ao que parece, porém, o crime de corrupção (e quejandos) é um crime formal. Ou seja, não precisa de resultado. Basta a tentativa, a solicitação ou como desejarem chamar-lhe. Porquê? Porque a prova é extremamente complicada. Assim, basta à equipa do Apito Dourado provar que houve tentativa ou aliciamento. Capiche?

Por isso, não vale a pena continuarmos com a eventual impossibilidade de existência de nexo de causalidade causado pelo mais que improvável suborno do árbitro do Porto - Estrela. O nexo de causalidade que MST refere pode ser qualquer coisa, menos um argumento jurídico. Será um argumento desportivo. Cultural. Social. O que quiserdes e desejardes. Tal como o da Leonoreta. O que não impede que ela tenha limpo o chão com ele.

Se, no entanto, ainda não tiverem ficado esclarecidos, posso usar outros exemplos. Se (mera hipótese!) Essien tivesse partido uma perna ao Quaresma, ontem, naquela belíssima entrada que Mourinho tão bem comentou, só haveria nexo de causalidade se se verificasse que o facto tinha estado directamente relacionado com o resultado. A perna partida seria o resultado da entrada de Essien.

No entanto, se pensarmos noutra hipótese hipotética (que orgulho tenho eu nos meus pleonasmos!), como, a título de exemplo, um FC Porto - Leiria na final, vá lá, da Supertaça, em que os jogadores do Leiria tivessem sido aliciados a receber um pequeno prémio pago pelo FC Porto para, vamos ser meiguinhos, jogarem um bocadinho menos que o habitual, já não seria necessária uma relação de causalidade entre ambos os factos, já que tal relação consubstanciaria um crime formal, ou seja, um crime em que o aliciamento basta para preencher o tipo.

Resumindo: perna partida do Quaresma, nexo de causalidade entre a entrada de Essien (benza--a Deus!) e o resultado; suposto "prémiozinho" pago pelo FC Porto aos jogadores do Leiria para estes, vá lá, alegarem 'consensualidade na penetração', inexistência do tal nexo de causalidade. Porque, como todos sabemos, uma equipa fantástica como o FC Porto jamais precisaria de aliciar fosse quem fosse para ganhar à equipa leiriense.

Aliás, o último resultado prova-o: o Leiria só ganhou porque não houve um "nexo de causalidade" entre a mão de Quaresma e a cara de Tixier - houve uma chapada!
 
por JAS às 21:55 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Fevereiro 21, 2007
Off-Topic
Portugal, 1975




PS: Obrigado, Markl, por teres descoberto isto!
 
por Jota às 23:17 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Não mudamos o modelo de jogo!
Na conferência de imprensa de hoje, para a antevisão do confronto europeu, Fernando Santos manifestou mais uma vez aquele certo je ne sais quoi que me enerva para além da razoabilidade.
Por um lado, por não assumir as características do plantel que dirige, ao discordar do treinador do Dínamo, que espera um Benfica a jogar bom futebol directo e em contra-ataque. É certo que não temos jogadores para futebol directo, mas o jogo da Póvoa, contra o Varzim mostrou-nos uma equipa que quando está contra as cordas não tem arte nem engenho para fazer mais que bombear bolas para a área, na esperança que um qualquer toque milagroso acabe por direccionar a bola para um dos seus jogadores, ou, em contrapartida, para a baliza.

Em relação ao contra-ataque, não temos equipa para dominar o jogo. Ter mais posse de bola não quer necessariamente dizer que se tenha melhor posse...
Viu-se contra os romenos que os jogadores, mesmo quando perante uma equipa nítidamente com menor ritmo competitivo, afunilam o jogo, falham demasiados passes, e optam quase sempre pela mesma solução: colocar a bola em Nélson, para que este tente cruzar.
Por exemplo, contra o Belenenses, em Belém, estávamos a produzir menos que os azuis. Eles estavam muito mais actuantes e pressionantes, e só uma abertura fenomenal de Rui Costa, combinada com um falhanço conjunto de Rolando e Costinha permitiram a caminhada para a vitória.

Portanto, ainda que o losango continue a proporcionar fraco espectáculo, e Rui Costa (afinal de contas, a principal razão pela qual jogamos com este esquema) está de fora, o nosso sempre corajoso treinador teima em manter tudo como está.
Amanhã, espero mais um jogo de nervos, muito ao jeito daquilo que o nosso clube tão mal nos tem proporcionado.
 
por Jota às 17:26 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Braga, um semi-grande?
Foi com alguma surpresa que vi Rogério Gonçalves sair do comando técnico do Braga, após a derrota frente ao Leiria.
Afinal, estamos perante uma equipa que está em 4º lugar, ex aecquo com o Leiria e que tem vindo a fazer uma campanha bastante interessante, dentro e fora de portas. Bater um Parma, ainda que em lugares de despromoção, não é um feito muito usual para as equipas tugas. Aliás, vamos já ver de que é feita esta equipa no derradeiro confronto com os italianos.
Aliás, com a promoção de Jorge Costa a técnico principal, vamos já no terceiro treinador esta época. Curiosamente, Carlos Carvalhal saiu à 9ª jornada, e Rogério Gonçalves à 18ª; haverá ainda lugar a uma surpresa à 27ª?

O que verdadeiramente espanta é a mudança de rumo daquela que me parecia uma equipa talhada para o sucesso a médio-longo prazo.
Enquanto teve Jesualdo como timoneiro, o Braga alcançou um 5º e dois 4º lugares; estávamos perante uma equipa bastante equilibrada, e com um banco muito razoável.
Neste momento, estamos perante a assumpção da boa e velha estratégia da instabilidade derivada dos resultados, tão própria das equipas de pequena dimensão. Assim, é impossível estabilizar um balneário, e criar uma identidade. O Braga estava, na minha opinião, no bom caminho.

Este episódio acaba por lembrar o que aconteceu ao Guimarães, aquando da dispensa de Jaime Pacheco, numa altura em que estava no 2º lugar. Curiosamente, apartir daí foi sempre a descer para os vimaranenses...
 
por Jota às 15:57 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Fevereiro 20, 2007
Novamente o inevitável
Que MST é faccioso, já todos sabíamos. Agora, eu esperava que alguém que ostenta tanta pose e tanta supremacia, sobretudo na forma como escreve, tivesse o cuidado de enunciar os factos, um por um, sem tentar qualquer forma de omissão que sustente o seu argumento.

Além do disparate sobre Katsouranis e Andersson (que voltou à baila como uma das desculpas para a mais que provável - e, se possível, inevitável, inadiável e abrutalhada - vitória do Chelsea no confronto de quarta-feira e na eliminatória), MST resolveu fazer referência aos três atletas do Benfica que foram apanhados nas malhas do doping. Ora, cumpre esclarecer alguns aspectos que, pelos vistos, a selectiva memória de Miguel Sousa Tavares resolveu esquecer.

Comecemos por Nuno Assis. Todos sabemos como foi conduzido o processo de Nuno Assis. Não vamos sequer mencionar, ad eternum, todos os disparates ocorridos no período de análise, que num país civilizado permitiriam ao jogador pedir a anulação do processo por falhas no procedimento. Vamos falar da oportunidade política do Secretário de Estado do Desporto, por exemplo. Ou do lobbyzinho do COP, feito por Vicente Moura. Pergunto-me qual será a forma de sucessão no COI? Será uma questão hierárquica? Ou será que são escolhidos aqueles que melhor defenderem o órgão que representam? No final, tudo isto foi irrelevante. Se se dopou, castigue-se! Mas nos termos da lei. É essa a característica engraçada de Miguel Sousa Tavares: a lei só lhe dá jeito quando serve para defender os interesses do FC Porto.

O caso de António Tavares é diferente. António Tavares tomava um medicamento para a queda capilar que contém um 'mascarante'. Ou seja, não é bem doping. É mais uma coisa que serve para esconder o doping, já que os efeitos de um mascarante no rendimento do atleta se pressupõem nulos. O médico do Benfica assumiu as suas responsabilidades publicamente, alegando não saber que se tratava de uma substância incluída nas listas da AMA. Isto significa que mais depressa um médico admite um erro que MST admite o seu facciosismo exacerbado.

Finalmente, o jogador de rugby, Paulo Barata, também acusou um mascarante. Dizem os elementos do Benfica que o jogador já tinha sido controlado na Selecção, tendo justificado a utilização de um mascarante e não tendo acusado, por essa razão, doping. Se é verdade, desconheço. Cabe agora à Selecção de Rugby confirmar ou desmentir estes acontecimentos.

Fui agora acometido de uma ideia estranha, mas lógica: para que é que o Benfica precisava de dopar os seus jogadores? Em basquetebol, tem feito a sua melhor temporada de há uns anos a esta parte, distribuindo fruta a torto e a direito e tendo em António Tavares, um dos seus melhores elementos. Em rugby, é umas das melhores equipas nacionais, levando jogadores 'dopados' à Selecção Nacional. Em futebol, dopámos o Nuno Assis para ganhar a quem? Ao Estrela da Amadora? Não pode ser verdade. Uma equipa fantástica e belíssima como o Benfica não pode dopar jogadores para ganhar a um clubezeco como o Estrela da Porcalhota. Pior do que isso... nem sei bem... talvez a alegação de que comprámos um árbitro!

Como podem ver, isto é uma argumentação com uma lógica "à la MST vintage". Há nexo de causalidade em alguma destas situações? Não! Portanto, é uma cabala contra o Benfica. Porcos, porcos! À fogueira!
 
por JAS às 10:51 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Fevereiro 18, 2007
Seguro
Resolvemos um jogo previsivelmente complicado só na segunda parte. A reter da primeira, fica (mais) uma bola ao poste do Petit (quando é que terminará tanto azar?) e a lesão do maestro (que espero, embora sem muita convicção, que não fique, desta vez, 3 meses no estaleiro...). No segundo tempo entrámos com vontade de resolver o jogo rapidamente até porque depois dava "jeito" poupar-nos fisicamente para Bucareste. Foi Miccoli a resolver. Mais uma vez.

Pontuações:
Quim - 7
Nélson - 4
Luisão - 7
Anderson - 6
Léo - 5
Petit - 7
Katsouranis - 7
Rui Costa - ...
Simão - 7
Nuno Gomes - 6
Miccoli - 8
Karagounis - 7
Paulo Jorge - 4
João Coimbra - ...

Melhor em Campo: Miccoli
Árbitro: Bruno Paixão - 7
 
por Mavs às 20:50 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Fevereiro 16, 2007
Katso em flat line?
Se tivesse de qualificar Katsouranis, isso parece-me óbvio: a melhor contratação deste ano, em termos de rendimento.
O nosso box-to-box, ou se preferirem, um Lampard em miniatura, que por um lado afastou Beto do onze titular (graças a Deus!), e por outro, que trouxe à memória, pelas suas movimentações, Tiago.

É, neste momento, o segundo jogador com mais minutos, só atrás de Quim.
Hoje, ao Record, admite que está cansado... Na minha modesta opinião, o tipo está morto. Motivos para a flat line? Não é preciso ser Dr. House para os entender:

a) por um lado, a nabiçada de Fernando Santos, ao dispensar Diego, ficando nós com a inenarrável opção Beto, e por outro, a falta de tomatada ao não dar minutos de jogo a João Coimbra.
Podemos comprar todos os Yu Dabao e Patafkas do Mundo, mas se não lhes dermos minutos à séria de competição, nunca vão saltar do patamar "promessa", e como tal, não saem da cepa torta;
b) a preparação física parece algo desleixada, desde o início da época; ele tem 29 jogos nas pernas, mas em Inglaterra (o sacrossanto exemplo do futebol às colheradas), teria muito mais! Portanto, qualquer coisa na engrenagem física está sem óleo;
c) o famoso losango, que só serve, numa primeira instância para afunilar o jogo; quando o tentamos abrir, recorremos a quem? aos laterais, nomeadamente o "menino que dá o corpo às balas" (grande capa, Record!). Nelson será, seguramente, um futuro activo da SAD, mas precisa de acalmar e tornar-se mais objectivo, a atacar, e mais eficaz, a defender. Até lá, as dobras cabem muito a Katso e Petit, o que contribui para o cansaço do grego.

Remédios? Só descanso.
Mas, como se viu na Póvoa, Katso faz falta. Se me permitem a colherada, um 4-3-3 em triângulo(ou um 4-5-1, se preferirem), com Petit e Coimbra na cobertura (podendo em jogos mais acessíveis ser trocado por Karagounis), e à sua frente, Rui Costa. No ataque, Simão, Nuno Gomes e Miccoli. Como Fernando Santos pode ver, existem mais figuras para além do losango!
 
por Jota às 22:54 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Beleza da simplicidade
Para simplificar, acho Léo o jogador mais regular do plantel.
31 anos, titular indiscutível, uma corrida impressionante (vê-lo a fazer sprints faz qualquer adepto ficar cansado), sentido posicional, consegue fazer todo o corredor, joga limpo e com uma entrega irrepreensível.
Estes parecem-me ser os seus elementos definidores. Em suma, o melhor lateral esquerdo que temos desde há bastante tempo.
Toda a gente vê isto.

Assim sendo, e numa altura em que a Direcção tem estado a renovar os contratos do núcleo duro, como é possível que o contrato deste homem ainda não tenha sido renovado? Estará tudo a dormir? Renovem, já!
 
por Jota às 21:11 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Polémicas
Começo a achar que o Conselho de Justiça da Federação tem uma queda para a polémica. O problema, todavia, é que começa a sentir a falta de um local onde cair. No Verão fomos brindados com o Caso Mateus (que, por sua vez, me brindou com um ridículo doze a Contencioso Administrativo). Mas não ficaram por aí.

Agora, em vez de considerarem improcedente o recurso do FC Porto com vista à anulação do segundo jogo de castigo aplicado a Quaresma, resolveram adiá-lo. Ora, de entre as três soluções possíveis, esta consegue a pior e, em simultâneo, a mais absurda. Por um lado, se o recurso fosse tido como válido, Quaresma poderia defrontar a Naval. Tratar-se-ia, apenas, de mais um 'joguinho de bastidores' típico dos patrões de Jesualdo. Nada de anormal. A fruta sempre fez milagres. E o FC Porto certamente aconselharia os licenciados em Direito do Conselho de Justiça a ingeri-la. Em quantidades dignas de um quatro a zero à Naval.

Se, porém, a penalização se mantivesse, seria um sinal que algo apodrecera no reino do Dragão. Vá-se lá saber o quê.

Será essa, tacitamente, a solução. Ao adiar a decisão, o CJ julgou matar três coelhos de uma só cajadada. Não desagradando aos clérigos nortenhos, permitiram-se não levantar ainda mais suspeitas sobre um órgão já de si extremamente suspeito. Além disso, não inquinaram futuras decisões (às quais o Benfica, depois de Derlei, ameaçou estar atento). Qual o objectivo? É simples. O CJ partiu do pressuposto que o FC Porto vai ganhar hoje à Naval. Sem Ricardo Quaresma. Ou seja, nenhum mal virá ao mundo da sua não-despenalização.

O problema põe-se, porém, se suceder uma eventual derrota do FC Porto. Aí já o CJ estará em maus lençóis. O FC Porto bradará aos quatro ventos que foi vergonhosamente prejudicado "pelo sistema". E, pior do que isso, seremos forçados a assistir ao 'show' de irracionalidade de MST, que resolverá disparar em todas as direcções possíveis e imagináveis. Pérolas como o afastamento cirúrgico de Anderson e a festinha carinhosa que Quaresma fez a Tixier serão de novo trazidas à liça. Daí até à mentira vergonhosa que tem sido todo o Apito Dourado, uma invenção dos detractores benfiquistas que só querem ver o nome do FC Porto arrastado na lama do desporto nacional, será um pequeno passo.

Desenganem-se os tolos. Se o Porto ganhar, a conversa será semelhante. Tentaram, mas não conseguiram. Malandros! Poderão suspender todo o plantel do FC Porto, alegará MST, mas mesmo assim o FC Porto ganhará. Porque, refraseando Diácono Remédios, "não havia causalidade."

(Diga-se que este espectáculo deplorável de submissão nortenha durará apenas tempo suficiente para Leonor voltar a falar daquela espécie rara de homem que não costuma estar a olhar para baixo).

Resta então ao CJ rezar a todos os santinhos por uma vitória folgada do FC Porto. Caso contrário, vão rolar cabeças. E não serão, com certeza quase absoluta, as dos senhores que tão prontamente nomearam os tais licenciados em Direito.

P.S. - Tal qual uma Carolina Salgado, também eu acabei por me vender ao gosto dos leitores. Depois dos reparos tácitos aos meus textos maiores, comprovados pela ausência de comentários nos mesmos, resolvi fazer mais parágrafos. Mas não rejubilem. Isto só significa que tenho menos consideração por vós, o que, tendo em conta a minha nova condição de Bovary literária (ou, se preferirem, Guidinha Rebelo Pinto), não vos deveria incomodar muito. Cabe-vos, portanto, alterar essa premissa. Boa sorte.
 
por JAS às 14:46 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Menos Mau
Depois da vergonha da Póvoa, cabia-nos dar uma melhor imagem. Pena é que, num jogo europeu, o estádio estivesse só meio composto.
Entrámos razoavelmente "bem-zinho" mas depressa nos apercebemos que o Dínamo tinha a lição bem estudada e sabia como nos travar. De facto, sempre com marcações cerradas ao Simão e ao Rui Costa e com um extremo esquerdo fixo (o que impossibilitou a subida do Nélson, retirando, consequentemente, a "ala" direita ao Benfica), os romenos conseguiram anular as principais armas impulsionadoras do ataque da nossa equipa, tornado (ainda mais) o nosso futebol demasiado previsível.
Todavia, o Miccoli lá marcou o seu golo da ordem em jogos europeus, livrando-nos, pelo segundo ano consecutivo, de um empate comprometedor que, decerto, nos deixaria, irremediavelmente, fora das competições europeias (lembram-se do golo, no ano passado, e no último minuto contra o Lille?). De resto, parece que continuamos a alternar entre exibições de sonho (ex: Boavista) com péssimas exibições (ex: Póvoa e ontem) mas com a agravante que estamos com muitas mais dificuldades na concretização. A continuar assim, em Bucareste iremos passar muitas dificulades. Se não marcarmos nenhum golo, claro.

Pontuações:
Quim - 6
Nélson - 4
Luisão - 6
Anderson - 6
Léo - 6
Petit - 5
Katsouranis - 6
Karagounis - 5
Rui Costa - 6
Simão - 6
Nuno Gomes - 4
Miccoli - 7
Derlei - 6
João Coimbra - ...

Melhor em Campo: Miccoli
Árbitro: Ivan Bebek (Croácia) - 7
 
por Mavs às 01:01 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Fevereiro 14, 2007
A importância de fechar a matraca
Só há um tipo de arrogância que respeito e essa é a de quem tem razão para a exibir. Ou seja, neste plano só respeito Mourinho. Desenganem-se, porém, os que julgam que tem a ver com a nacionalidade. Pelo contrário. Ser português só poderia prejudicá-lo. Por isso é que ele não o é. Pode falar português. Pode ter nascido em Portugal. Mas o seu raciocínio tem a forma do mundo civilizado, racional. Enfim, todos aqueles critérios nos quais Portugal se classifica sempre em último. Aliás, as únicas benesses são a poesia e o Benfica. De resto, só misérias no aterro.

Não sendo este um post sobre José Mourinho ou sobre o paízeco em que vivemos, é-o já sobre a arrogância. Gosto da empáfia do Dínamo. Não me entendam mal. O gosto por esse fenómeno é risível. Não merece crédito. Mas gosto. Acho que uma equipa proveniente dos confins da Europa devia ser mais púdica. Mas não o são e a promessa é de criar um terramoto no Estádio da Luz. A pequena nuance é que o Dínamo, apesar de estar em primeiro, a 13 pontos do segundo classificado, e de ter na equipa o melhor marcador da prova (até ao momento), não vai jogar com uma equipazeca romena. Nem sequer num daqueles pelados nojentos onde aquele poveco de terceiro mundo tem por hábito rebolar-se (sim, eu sei, é preconceituoso. Pronto. Eles não rebolam, correm). Não. O Dínamo vai jogar na Luz, perante uma assistência prevista de quarenta mil espectadores. Quem sabe, cinquenta mil. Ou até ante um estádio cheio. Não vai ser a Roménia. Bem pelo contrário.

A outra pequeníssima nuance é que o treinador do Dínamo, por enquanto, ainda não é José Mourinho e, como tal, não se deve ter qualquer respeito pelo seu palavreadozeco. Não passam de baboseiras. Mourinho, quando mata, esfola a seguir. O treinador do Dínamo, cujo nome certamente acabará em 'cu' (sem acento, para não dar azo a piadolas), ainda nem sequer matou e já está a querer esfolar. Não me parece que vá dar bom resultado. Portanto, espero que o Benfica fuzile, no bom sentido (se é que tal coisa existe), a equipa do Dínamo. Não precisam de ser quinze. Mais de três já me deixava satisfeito.


P.S. - Dada a conotação cigana atribuída ao povo romeno, pensei em fazer uma daquelas piadas desagradáveis sobre o Adolfo ter razão, seguido de uma afirmação tipicamente tuga, do género 'era gaseá-los'. Achei melhor não. Era demasiado previsível. E, além disso, prefiro guardá-la para o Quaresma.
 
por JAS às 19:14 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Fevereiro 13, 2007
O punho na ferida
Depois de não ter recebido o tradicional hate mail (o que, verdade seja dita, muito me entristeceu) por causa do meu post sobre claques, resolvi voltar a tentar, desta vez escrevendo sobre um tema que foi caro a muitos e que, um dia poderá colocar o Benfica numa situação complexa do ponto de vista jurídico.

Sou e sempre fui a favor de partilhar um estádio com o Sporting. Horror dos horrores, bem sei. Mas as regras do mercado assim o ditam. Um Estádio partilhado com o detentor desse incrível troféu que é a extinta Taça das Taças tornaria os encargos para ambos os clubes bem mais leves, apesar de saber que um dos maiores desejos de muitos benfiquistas é ver o Sporting falir por dívidas. Já estiveram mais longe, diga-se. O problema, para mim, esteve nas jogatanas de bastidores necessárias para que o Benfica conseguisse construir o seu Estádio. Não conheço mais de metade do processo, mas todas as questões relativas ao urbanismo e ao PDM que foram levantadas durante o período de negociações deixaram dúvidas penetrantes. Terá o Benfica sido favorecido? E o Sporting? De que forma? Quais foram os valores envolvidos? Quais foram as pessoas envolvidas?

Respostas, só as dá Miguel Sousa Tavares, entidade suspeita que nunca mencionou aquela historieta sobre terrenos permutados com a Câmara do Porto e com uns privados, quando exercia mandato aquele choninhas com voz de pintassilgo que sucedeu ao mancebo portista que lá estava antes, cujo nome, de tão irrelevante e inútil, não me recordo agora.

De qualquer modo, irrita-me pensar que há coisas por esclarecer neste processo. Coisas essas que poderiam não existir se ambos os clubes partilhassem um Estádio. O problema, entenda-se, é de proporcionalidade. Será que os benefícios concedidos aos dois clubes foram proporcionais aos benefícios em termos de interesse público? Eu acho que não. E continuo a defender que o melhor era um Estádio partilhado. Os cépticos dirão que não. Em 2010, segundo as previsões optimistas de LFV, já noventa por cento da obra terá sido paga. Muito bem, digo eu. Aplausos. Mas vamos à outra parte da questão: com que custos para o Benfica? Ninguém explica. Ou explicam mal. Pouco. Ao de leve. O Estádio pagar-se-á a si mesmo. Foi o que sempre ouvi dizer. Mas, mais uma vez, ficam por esclarecer as consequências que isso terá, a curto, médio e longo prazo, para o clube da Luz.

Claro que todos estes deliciosos acordos foram possíveis devido ao megalónamo Euro-2004. Não sei quantos estádios. Não sei quantas mil pessoas. Não sei quantos milhões de euros de lucro. No fim, restam as moscas e as facturas por pagar. Não é demagogia. Não são lugares-comuns. É a realidade. Se houve marosca relativamente ao Estádio do Benfica, gostava de saber qual foi. Para poder ser o primeiro a condenar e a apontar o dedo a um monstro que nunca foi do meu agrado. Não tanto pela natural beleza que dele emana, mas pelas imensas dúvidas sobre a sua legalidade. Esperemos apenas que o período pós-LFV não venha demonstrar que a sua construção foi um erro crasso.

Como não podia deixar de ser, cumpre-me fazer um agrado a MST, rotina habitual às terças-feiras. Clama ele, uma vez mais, pelo nexo de causalidade. Derlei só foi castigado porque Quaresma o tinha sido na semana anterior. A sua análise à 'doutrina' tem razão de ser e o parágrafo final, sobre o Sporting, é intrigante. O que vem provar, uma vez mais, que MST poderia ser um excelente cronista. Se não fosse portista.
 
por JAS às 17:14 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Fevereiro 11, 2007
A política ao serviço d'A Bola
Vamos agora, em directo, para a conferência dada pelo treinador do FC Não:

- Queria começar por felicitar o nosso adversário pela sua vitória de hoje, mas gostava de salientar alguns pontos que me parecem essenciais. A verdade é que jogámos melhor e, por isso, este é um resultado injusto. Todavia, apesar dos prognósticos antes do jogo, em que éramos supostos perder por 30 a zero, acabámos por obter um resultado que até nos é favorável, já que só perdemos por 20. Estamos de parabéns pela jogo incrível que fizemos. Batalhámos até ao último momento, mesmo depois do Sim SC ter marcado o vigésimo golo.

[jornalista] - Acha que o árbitro teve alguma influência no resultado?

- Bom, eu não falo de árbitros, mas já que puxou o assunto deixe-me dizer-lhe que achei vergonhosa a actuação de José Sócrates hoje, claramente prejudicial à minha equipa que, mesmo assim, lutou bravamente para não perder. Lutámos contra tudo e contra todos e apesar de termos sofrido um golo logo às oito horas, marcado por esse fabuloso ponta-de-lança que é Rodrigo Guedes de Carvalho, continuámos a resistir. O jogo pareceu-me muito disputado e nós até podíamos ter dado uma réplica maior mas aí entrou o árbitro que, no meu entender, esteve muito mal. Acho até que ficaram várias grandes penalidades por assinalar no decorrer do jogo.

[jornalista] - Quais?

- Assim, uh, assim não me lembro. Tenho de recorrer ao vídeo para verificar, mas tenho a certeza absoluta que houve várias grandes penalidades. De qualquer modo, quero aproveitar para dar os parabéns aos meus jogadores, lutadores bravos, que jogaram contra quatorze adversários hoje.

[jornalista] - Quatorze? Quem eram os outros dois?

- Os fiscais-de-linha, Louçã e Jerónimo. Aquilo é que eram dois Sérgio Lacroix da esquerda. O meu amigo Sousa Tavares não me deixa mentir. Roubo de igreja! Foi um roubo de igreja! Mas, mesmo assim, quero dar os parabéns aos meus jogadores e à equipa adversária, aproveitando para reforçar que foi um excelente resultado para nós dadas as previsões. Parecendo que não, perder por 30 é diferente de perder por 20.

[jornalista] - Tratou-se, portanto, de uma vitória moral?

- Exactamente! Uma vitória moral! Porque o valor da vida é o valor da moral e da ética. Foi uma vitória moral porque nós ganhámos, aliás, se você visse televisão ia ver que toda a gente agitava bandeiras e gritava 'Vitória!'. Nós, na realidade, ganhámos.

[jornalista] - Mas... mas... perderam por 20 a 0.

- Mas foi uma vitória moral. Jogámos melhor, defendemos melhor, atacámos melhor. As transposições a meio-campo foram mais bem feitas. Tínhamos a lei do nosso lado, mas o árbitro, e já sei que me vão multar por isto, mas ele era um gatuno. Isso agora não interessa. Vitória, Vitória, Vitória! Moral, Moral, Moral!

[jornalista] - E acha que esta derrota se deveu à ausência de adeptos do Não do Jamor?

- Não, claro que não. E já lhe disse: isto foi uma vitória. Vitória! Os adeptos faltaram porque, enfim, estava a chover e é sempre difícil vir à bola quando chove. Ainda por cima acaba tarde, as pessoas têm de trabalhar no dia seguinte. E há sempre os miúdos e as grávidas. Sobretudo as grávidas! O FC Não é pelas grávidas. E acabava tarde e isso é bom para os bandalhos desempregados do Sim SC. Claro que os adeptos do Sim SC vieram ao jogo. É tudo culpa do árbitro.

[jornalista] - Mas o árbitro não vende bilhetes!

- É mentira! Você é que não viu! E a vergonha que foi aquela agressão ao nosso brasileiro recém-contratado, o Feto, ãh? Deviam ir todos para a cadeia! Todos! Vitória, vitória, vitória!


[Jornalista d'A Bola] - O treinador do Nâo disse claramente aquilo que se passou no jogo e foi a sua corrente toda durante o jogo: uma clara dominancia do FC Não que atacou mais e defendeu mais e jogou mais e melhor mas não conseguiu levar de vencida um Sim SC depois de uma actuação vergonhosa do àrbitru José Sócrates, claramente do lado da equipa vencedorra. Foi um resultado injusto jà que o Nâo comecou melhor e podía ter continuádo melhor não fosse a actuacao vergonhosa do àrbitru da partida. Vitóría, gritou (e bem!) o treinador do FC Nâo.
 
por JAS às 21:24 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Vergonha
Estou irritadíssimo com a vergonha que o Benfica, ontem, nos fez passar. Em contraste com o último jogo, contra o Boavista, em que fizémos dos melhores jogos dos últimos anos, ontem a nossa equipa foi um autêntico desastre. Não sei se fizeram ou não de propósito (pois estando agora envolvidos em duas "frentes" com reais possibilidades de ganhar ambas, talvez não nos tenhamos esforçado como se exige sempre a uma equipa do nosso clube), mas o que fica na História, é que foi a 2ª vez que o Benfica foi eliminado da Taça por uma equipa de escalão inferior (a última tinha sido contra o Gondomar em que esse "Douto" do futebol chamado Jesualdo Ferreira foi posto no lugar em que ele merece: fora do Benfica).

Pontuações:
Quim - 6
Nélson - 2 (há dias assim, em que tudo corre mal)
Luisão - 6
Anderson - 5
Léo - 4
Beto - 1 (ridículo... como sempre)
Katsouranis - 6
João Coimbra - 5
Rui Costa - 5
Simão - 6
Nuno Gomes - 3 (piora de jogo para jogo)
Mantorras - 4
Karyaka - 4
Marco Ferreira - 2 (só teve tempo para tirar um golo ao Mantorras)

Melhor em Campo: Simão
Árbitro: Olegário Benquerença - 4
 
por Mavs às 20:53 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
Um dia desportivamente miserável
O dia de ontem foi mau. Não tanto pelas derrotas (já passo a explicar), mas sim por aquilo que nos faltou, usando um chavão futebolístico, em termos de jogo jogado.

Primeiro, fui ao Seixal assistir ao jogo de juniores entre nós e o Sporting. Com lotação absolutamente esgotada (1500 nas bancadas, mais as centenas que assistiram ao jogo nos topos do campo, saltando a vedação ou aguardando o bom senso da Direcção para abrirem as portas), foi uma exibição difícil de engolir; a diferença em jogo jogado pareceu-me grande, para além da noção que a equipa verde e branca sabe perfeitamente o que deve fazer em campo, mostrando uma atitude bastante personalizada, e madura; já do nosso lado, o técnico optou por tentar anular as unidades mais influentes do Sporting, mudando o modelo de jogo, o que acabou por resultar numa falta de nitidez quando se tentava sair a jogar. Resultado final: perdemos por 1-0, com o golo a ser marcado muito perto dos 90 minutos.

O jogo da noite foi bem mais complicado de assistir. Estando Petit e Karagounis lesionados, Fernando Santos deu uma chance a João Coimbra e Beto (?!). Sejamos honestos, Beto não foi mais do que um empeçilho. A bola atrapalha, e por muito boa vontade que possa ter, a sua presença em campo é nociva para o resto da equipa, nomeadamente para Katsouranis, que acaba por não ter chance de aparecer mais na frente, como tanto gosta. Para mais, quando Santos resolveu mexer, assistimos a mais invenção, com a entrada de Mantorras e consequente saída de Coimbra (tinha de sair Beto, que não foi expulso por muito pouco).
Em termos de atitude, se na primeira parte a equipa lutou, na segunda pareceu adormecer e esperar que a bola acabasse por entrar. O Varzim aproveitou e começou a subir, o que acabou por dar o segundo golo. Apartir daí, com 14 minutos para o fim, aquilo que mais me irritou: o sistemático bombear de bolas para a área, que não resultaram em nada, porque não temos jogadores que possam ganhar o cruzamento, cabeçeando para a baliza, ou assistindo para o remate de algum colega... Em suma, o jogo de ontem pareceu-me uma asneira pegada.

Concluindo, estamos fora de uma competição que estava, teoricamente, mais acessível ao Benfica. Sobram UEFA e/ou Campeonato. No que toca à primeira, vamos ver o que podemos valer já na quarta.
 
por Jota às 13:38 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Fevereiro 09, 2007
Pepe
"Torci por Portugal"

Eu também. E...?
 
por Mavs às 18:13 | Link | 17 tragédia(s) escrita(s)
O Gordo e o Gigante
Chegam-nos notícias de uma eventual troca de Luisão por Miccoli. Quem tiver lido posts anteriores, saberá o que penso de Miccoli. Para quem se mantém, ainda, na ignorância, não há muito a dizer. Sou um fã de Miccoli, o jogador, mas não de Miccoli, a borboleta esvoaçante e tatuada que veio queixar-se à 'comunicação' social. E, a meu ver, torna-se muito difícil dissociar um do outro. Apesar do seu enorme talento, Miccoli é o tipo de jogador que põe em causa qualquer espírito de equipa. Joga muito pouco para o que ganha. E, desta vez, não acho que a culpa seja do departamento médico. Pelo menos, não do benfiquista.

Ao trocarmos Luisão por Miccoli, estaremos a trocar um dos melhores defesas-centrais europeus (que só perde para alguns nos quais se inclui Pepe, 'o melhor defesa-central do mundo') por um badocha lesionado. É disso que se trata. Miccoli não tem um terço do peso de Luisão na equipa e a razão pela qual custaria cinco milhões de euros deve-se, apenas, ao facto de ser avançado e de a Juventus pretender aproveitar-se do estatuto de Miccoli entre os adeptos.

Como dizia, e muito bem, o barbeiro da BD d'A Bola "Barba e Cabelo", 'talvez a troca não se faça em metros, mas sim em quilos'. Acredito que LFV será suficientemente inteligente para vender Luisão (uma realidade que ganha, dia-a-dia, contornos de inevitabilidade) por um preço correcto. E um preço correcto é um critério que não pode nunca estar abaixo da de preço exorbitante. Se Ricardo Carvalho valeu vinte milhões de libras, queremos, pelo menos, dezoito. É que o nosso defesa-central tem reais (e sublinho 'reais') possibilidades de, um dia, vir a ser campeão do mundo.
 
por JAS às 13:27 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Claques e Grupelhos
Lembro-me de um dia ter afirmado a um conhecido que, se por alguma razão tivesse a oportunidade de me tornar Presidente do Benfica, a minha primeira medida seria acabar com as claques. O tal conhecido, diabo vermelho desde tenra idade, rapidamente se encolerizou, inadvertidamente cuspindo-me toda uma série de impropérios relativos ao destino fatalista que me aguardaria se ousasse tomar tal medida. E, para ilustrar a força da sua previsão esotérica, deu-me o exemplo de um Presidente do Real Madrid em casa do qual entraram, enquanto ele e a família dormiam, deixando várias mensagens de morte espalhadas pela residência e avisando que, de uma próxima vez, não seriam tão benévolos.

Nunca verifiquei a veracidade da história, não sei se por incredulidade, se por medo. A ideia de ter uma cáfila de energúmenos violando o domicílio do Presidente de um clube (o SEU clube) para o ameaçarem de morte por este sugerir o fim do apoio às claques deixa-me estarrecido. E é a principal razão pela qual não poderia jamais fazer parte de uma, sendo que a outra está intimamente relacionada com o velho ditado "diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és", já que a minha vontade de ser comparado a membro de claque futebolística é quase tanta como a de acreditar que Deco é mesmo português (que, fique claro, não é).

Percebo a necessidade premente de fazer parte de um grupo. É uma característica inerente à condição humana e que só por alguns (muito poucos) pode ser afastada. A questão está só em saber qual a razão que motiva esta junção de gente em torno de uma paixão comum. A meu ver, há duas. Uma delas é aquela que nos motivou, aos três, a criarmos o blogue. A necessidade de confrontar opiniões, de gerar pensamento, de fazer uma pequena diferença através do afastamento do facciosismo e da clubite, criticando a 'Instituição' sempre que necessário. E, acima de tudo, a diversão proporcionada pela coisa. No que respeita às claques, acredito que as coisas tenham começado assim. Um grupo de gente, maioritariamente civilizada, juntou-se para apoiar o clube numa determinada altura. O problema é que me parecem ter-se infiltrado neste grupo uma série de maçãs podres que rapidamente contaminaram as outras. E de claques passámos à tradicional 'mob'. E qual é o objectivo da mob? Simples. As mobs são grupos de gente inicialmente unidas em torno de objectivos ou interesses comuns que rapidamente evoluem para um conceito conhecido por "mentalidade de massas", ou seja, a ideia de que a pertença a um grupo afasta por completo a individualidade, criando uma mole indistinta, inindividualizável e, sobretudo, inincriminalizável.

Ser adepto é diferente de ser membro de claque, embora as premissas tenham pontos comuns. Quando insulto o FC Porto, faço-o como benfiquista. É visceral. É comum. Não gosto de Quaresma porque joga no Porto, porque o considero um 'dirty player' e porque me irritam os jogadores de futebol com pose. Não é racional. É quase inevitável. Mas é neste 'quase' que está a grande diferença. No dia em que Quaresma obrigou Nélson a sujeitar-se a um transplante de rins, não houve nada que eu pudesse dizer. Grande golo. Rapidamente me individualizei da mole benfiquista. E, nesse aspecto, a crítica assume um papel fundamental. Alegar que o Benfica perdeu, não por causa do árbitro, mas porque jogou mal, porque falhou muitas oportunidades, porque os jogadores parecem prima donnas transporta-me para um universo distinto. E é a crítica que muitas vezes parece faltar nas claques. Vão a todos os jogos, onde for necessário, quando for necessário. Quando o clube perde, cantam. Quando o clube ganha, cantam. São entidades acríticas dos onze idiotas que estão em campo e da máquina que os sustenta. E é por isso que nenhum clube ousa acabar com elas.

Só que esta acefalia crítica tem um preço. E esse preço corresponde à violação de domicílio e às ameaças de morte que consubstanciam uma eventual referência ao fim de um apoio que seria, ele mesmo, o fim das claques. Não digo que todos os membros se comportem como figuras pré-históricas. Acredito que não. Mas certamente não deixará de existir neles a pequena centelha que existia no meu conhecido e que, apesar da sua excelente capacidade de raciocínio, o catapultava para o universo da mole que representa. "Se algum dia fizeres isso - dizia-me ele - dão-te um tiro na cabeça." E eu pergunto: foi a isto que chegou o futebol?

Quero acreditar que não. Mas depois do Catania - Palermo que redundou na morte de um comissário de polícia, atingido, de acordo com os jornais, por uma barra de ferro (sendo que, apesar do petardo, foram os ferimentos resultantes daquela a causa da morte) por um adepto de 17 anos (!) - que, ressalve-se, não se sabe se era membro de uma claque - acho que isto que começou por um desporto vai ter tendência a transformar-se, cada vez mais, numa luta de primatas. E essa condição evolutiva já eu abandonei há uns bons milhões de anos.

Demasiado atordoado pelas revelações feitas, afastei-me de imediato. Sem, no entanto, dizer qual a estratégia a seguir. É simples. Tornar a coisa legal. Criar um diploma legislativo que estabelecesse regras para a existência de claques. A começar por um registo criminal imaculado. Estou certo que grupos primevos como os Super Dragões acabavam no dia seguinte. E o futebol teria, aí, muito mais piada.

P.S. - Apercebi-me entretanto que as claques se assemelham muitíssimo às juventudes partidárias. Com uma pequena diferença. Que eu saiba, as juventudes ainda não assaltam gasolineiras.
 
por JAS às 12:40 | Link | 11 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Fevereiro 08, 2007
Football Money League
Tal como o Mavs disse abaixo, entrou pela primeira vez para esta lista, publicada pela Deloitte que vai no décimo ano de publicação, um clube português, o Benfica.
Antes de mais, o que está em análise não são nem o número de adeptos, nem as audiências que determinado interveniente gera, numa transmissão televisiva. A medida é, simplesmente, a receita gerada, no negócio futebol. E daqui são excluídas as receitas obtidas nas transferências de jogadores, daí a não inclusão do Porto aquando das épocas de conquistas europeias (em termos de SAD's, as vendas de jogadores são receitas extraordinárias, uma vez que não estão relacionadas com a actividade principal da empresa, que é o futebol).
Assim sendo, o estudo categoriza os rendimentos como podendo surgir de três fontes: receitas de bilheteira (inclui quotização e bilhetes de época), direitos de transmissão (receitas obtidas pelas transmissões, de televisão e rádio, das provas nacionais e internacionais em que o clube participa) e acordos comerciais (inclui acordos de patrocínio e as receitas de merchandising).

Em termos de listagem, temos:

1.º Real Madrid, 292,2 milhões de euros
2.º Barcelona, 259,1
3.º Juventus, 251,2
4.º Manchester United, 242,6
5.º AC Milan, 238,7
6.º Chelsea, 221,0
7.º Inter Milão, 206,6
8.º Bayern Munique, 204,7
9.º Arsenal, 192,4
10.º Liverpool, 176,0
11.º Lyon, 127,7
12.º Roma, 127,0
13.º Newcastle, 124,3
14.º Schalke 04, 122,9
15.º Tottenham, 107,2
16.º Hamburgo, 101,8
17.º Manchester City, 89,4
18.º Glasgow Rangers, 88,5
19.º West Ham, 86,9
20.º Benfica, 85,1

Antes de mais, é de ressalvar que somos, a par do Glasgow Rangers, os únicos clubes que não pertencem às potências do futebol, ou seja, Inglaterra (8), Itália (4), Alemanha (3), Espanha (2) e França (1); ainda assim, duvido que possamos considerar a França como um membro da elite, pelo menos em termos de clubes. Mais uma vez, o que está em consideração é pura e simplesmente o poderio económico / lógica de mercado.
Analisar a totalidade do relatório seria aborrecido, para alguns dos leitores. Assim, aqueles que o pretenderem fazer, poderão fazê-lo aqui. Por uma questão de interesse, vamos analisar a performance do Benfica.

As receitas da época 2004/05 atingiram os 63,4 milhões de Euros, pelo que assistimos a uma subida de 34%. Podemos identificar três razões para que tal possa ter acontecido:
  1. A conquista do campeonato que nos escapava à 11 anos, deu-nos a qualificação para a Liga dos Campeões, onde depois de uma ida até aos quartos-de-final (ante o Barcelona), nos possibilitou um encaixe de 16,4 milhões de Euros (aqui estão incluídos 9,5M de direitos de transmissão e patrocínios);
  2. O novo, moderno e funcional estádio, com capacidade para 65.000 espectadores, cria a possibilidade de acedermos a novas formas de receita (os camarotes empresariais, o título fundador, por exemplo), para além de uma assistência média de 43.100, a mais alta do país;
  3. Os acordos comerciais, de onde se destacam os alcançados com a PT e com a Adidas (é de ressalvar que estamos perante acordos com um prazo de vigência alargado no tempo, pelo que a totalidade das receitas foi considerada neste ano; Portanto, em anos subsequentes, este item terá fortíssimas possibilidades de descer);

(quando o Blogger permitir, será colocada a distribuição gráfica das receitas pelas três fontes reconhecidas pela Deloitte)

Em termos de recomendações para o futuro, elas são simples: a continuação do aprofundamento e desenvolvimento de novas fontes de receita (aspecto puramente económico), e garantir uma presença assídua, no mínimo até à fase dos jogos de eliminação, na Liga dos Campeôes (vertente desportiva).
 
por Jota às 22:29 | Link | 8 tragédia(s) escrita(s)
So long, farewell, aufwidersen, goodbye
Filipe Soares Franco admitiu hoje nas páginas do "Público" que pode abandonar Alvalade em Junho, caso não consiga baixar o passivo do clube para 200 milhões de euros.

Mas será que alguém ainda acredita neste "Shô Dotô"? Estejam sossegados os adeptos do clube diferente : cheira-me que o "Shô Dotô" irá cumprir tanto esta promessa, como aquela que fez, a dizer que não se candidataria a Presidente do clube diferente se a proposta de alienação do património não fosse aprovada. Nós também ficamos sossegados. Aliás, até desejamos muitos anos do sr. Franco à frente do BesSportém.

P.S.- Dias da Cunha disse, na sua reacção a esta promessa que "Não lhes dou essa confiança. Não tenho o mínimo de consideração por elas, são-me completamente indiferentes. O Sporting preocupa-me. Por essas pessoas tenho o maior desprezo. (...) "São pessoas que não têm palavra." Ainda dizem que o homem está gágá...
 
por Mavs às 21:00 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Benfica é o 20.º clube mais rico do Mundo
PRIMEIRO CLUBE PORTUGUÊS EM LISTA DA DELOITTE

É verdade. Na terça-feira, logo poderemos ver se MST:
- Ou goza como o fez aquando da entrada do Benfica para o Guiness como o Maior clube do mundo;
- Ou irá questionar porque é que foi, em 2007, e o Benfica, a ter, pela primeira vez na história do futebol português o nome nesta lista. De facto, no tempo "longínquo" do Porto pós-Mourinho (já que nos dias de hoje, parece ser uma equipa "capaz" de perder com o Estrela da Amadora - vide Leonor Pinhão na crónica em "A Bola" de hoje"), com a vitória na Liga dos Campeões (que dia negro para a História do Futebol...) e com as vendas miliónárias da quase totalidade desse plantel, MST poderá sempre questionar... porque é que o Porto não entrou, nesse ano, para essa lista. Para onde foi o dinheiro? Eu diria que foi gasto no Supermercado. A comprar fruta, claro.
 
por Mavs às 20:51 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Absolutamente RIDÍCULO
Para os leitores que não estejam a par desta discussão (e fazem bem, porque a discussão é com Tripeiros, que, como toda a gente sabe, não conseguem passar dos limites da ordinarice), vou-vos transcrever a provocação mais ridícula que alguma vez foi escrita neste blog.
É da autoria de um "Anônimo" (como não poderia deixar de ser).

"Quanto á retrete so prova o valor dos nossos sanitarios 1 só retrete foi suficiente,secalhar no Benfica tinha sido meio estadio"!

Isto NÃO pode ter sido escrito!!
 
por Mavs às 20:44 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Fevereiro 07, 2007
And now, something completely diferent
Numa semana de jogo da Selecção e jogos da Taça, não se passa grande coisa no universo futebolístico português. Por isso, vamos dar um salto até ao Brasil, onde podemos assistir a coisas tão estranhas como esta:




Citando o guarda-redes, «O que aconteceu foi que os gandulas estavam a atrasar o jogo. Eles escondiam a bola e até o juiz tinha chamado a atenção deles. Eu discuti com o gandula que me agrediu e a gente esbarrou, só isso. Mas, depois ele pegou uma barra de ferro e me acertou».
Felizmente, do Brasil só importamos jogadores...
 
por Jota às 21:39 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Fevereiro 06, 2007
Cotovelada Vs. Chapada
Os últimos tempos têm sido propensos a atitudes muito pouco desportivas (influência de Jorge Jesus?), por parte de jogadores dos três grandes.
Na penúltima jornada, Quaresma fartou-se de Tixier, e deu-lhe. O árbitro viu, e foi expulso. Punição: dois jogos. 100% de acordo.
Na sexta-feira, Derlei, talvez pensando que ainda jogava no Porto, resolveu imitar Quaresma, atingindo com uma cotovelada o boavisteiro Grzelak. O lance não foi visto pelo árbitro (estava no estádio e também não vi). As imagens televisivas são esclarecedoras, e por isso a Comissão Disciplinar da Liga vai instaurar o famoso processo sumaríssimo ao jogador encarnado (ainda estranho esta associação de palavras). A pena proposta são, dois jogos, tal como no caso atrás mencionado. 100% de acordo.
Mas as coisas não ficam por aqui.
No sábado, Caneira dá uma lambada a Ricardo Fernandes. O árbitro Duarte Gomes viu. Não considerou que tivesse havido agressão (?!?!?!).
Como os processos sumaríssimos só podem ser instaurados em lançes que não tenham sido vistos pela equipa de arbitragem, Caneira passa impune. Não estou de acordo!

Que Duarte Gomes tinha sido amigo, já sabíamos. Um penalty inventado, e o golo do empate onde Bueno trepa pelo jogador do Nacional eram suficientes. Contudo, esperava que pelo menos o lançe de Caneira fosse sancionado. Enganei-me redondamente. Fosse isto connosco, e teríamos tema para uma semana de desportivos...

E agora, onde andam os arautos da verdade desportiva, vulgo os dirigentes do Sporting, que se apelida de ser um clube diferente?
Neste prisma, os dirigentes são todos iguais. Quando beneficiados, é só assobiar para o ar, para ver se a coisa passa.
 
por Jota às 21:45 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Lamento, mas era irresistível!
"Após Simão Sabrosa ter estado na apresentação do Windows Vista na FNAC do Colombo,
a SAD do FCPorto vem informar que Ricardo Quaresma irá estar no lançamento oficial da versão pirata, na Feira de Custóias."

Recebi-a hoje, por e-mail. Pensei em voltar a comentar o inenarrável artigo de MST (que hoje não é tão mau como tem sido), mas achei que isto era bem mais divertido.

Mas já que falamos do Lello, gostaria de deixar clara uma coisa essencial: ao contrário do que diz o Miguelito, na sua habitual apologia das "armas e barões assinalados" portistas, Quaresma não tentou dar uma palmada para trás. Quaresma deu uma valente chapada em Tixier. Propositadamente. Aliás, qualquer pessoa normal (adeptos do FC Porto excluídos à partida, entenda-se) poderá ver que o movimento do braço tem como único objectivo acertar no ex-jogador do Leiria.

A grande diferença, meu caro Miguel, é que os benfiquistas não passam a vida a queixar-se do sistema e do quão "cirurgicamente" são afastados os seus melhores jogadores (lembra-se quando o Deco admitiu que tinha lesionado gravemente o Petit de forma propositada e ficou impune? Cirurgicamente irrepreensível, não concorda?). Quando jogadores como Derlei dão cotoveladas a companheiros de profissão, somos os primeiros a exigir punições. E sumaríssimos. Que leve dois jogos. Numa coisa concordamos (este som estranho não se assemelha à descrição bíblica dos quatro cavaleiros do apocalipse?). Nuno Gomes deveria ter levado dois jogos. Mas ter sido punido só com um não significa que o Benfica tenha posto mão nisso. Significa que o CD da Liga é perfeitamente incompetente. E esta, hein? Concordámos novamente. Por isso, quando deseja as boas-vindas a Derlei em nome de um clube que não é o seu, deveria estar calado e quieto. Se não gosta, não escreve sobre isso. Ou então, prova. É que, por enquanto, como o amigo costuma dizer, não há nexo de causalidade.

Aconselho-o, no entanto, a fazer uma "reciclagem". Ou a reler a Leonor Pinhão. Sabe, vai dar ao mesmo. E sempre aprende qualquer coisa de jeito.
 
por JAS às 13:00 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007
Uma boa razão
Nunca gostei de Paulo Sousa pela mesma razão que justifica o meu desprezo por, a título de exemplo, Freitas do Amaral. Tenho pouca paciência para vira-casacas e Paulo Sousa, a bem ou a mal, virou-a. E, por essa razão, nunca foi mais que mediano. Aliás, em Paulo Sousa só gosto da Cristina Möhler. E, mesmo assim, não gosto muito.

Foi, por isso, com alguma surpresa (estou a mentir, como é óbvio, mas precisava de uma introdução) que assisti ao recrutamento de Paulo Sousa para as páginas d'A Bola. Mais um sinal do caminho descendente que o jornal trilha. Não me enganei. Os artigos do Paulinho, sobejamente elogiados por MST (o que, a meu ver, já diz quase tudo), dão um insight geralmente irrelevante dos bastidores do futebol. Aliás, depois do célebre "eu e a minha senhora" de Luis Figo, nunca vi ninguém com tão mau dedo para escolher quem lhe escreva os textos. É que aqueles parecem mesmo escritos por Paulo Sousa.

Adiante. Como em todas as regras, é necessária uma excepção. E essa ocorreu hoje, na descrição do ocaso d'Il Gordo, que tanto se aplica a Miccoli como a Ronaldo, devido aos departamentos médicos italianos, cujo objectivo é preparar os avançados para os embates frontais, o choque, a 'penetração à bruta'. Luis Freitas Lobo já tinha mencionado este aspecto específico do futebol italiano. Jorge Valdano também. Cria-se uma massa muscular que os tendões não suportam. Daí às lesões constantes vai um pequeno passo. Não é de estranhar. O Umpa Lumpa do Benfica parece padecer do mesmo problema. É baixo. É gordo. Está constantemente lesionado. Vá-se lá saber porquê, não é?

Começo a achar que foi boa ideia não ter sido assegurada uma cláusula de opção por Miccoli.

P.S. - Acho que ainda não tinha feito menção ao assunto, mas, apesar do meu profundo horror à "Porcalhota" (no qual tenebrosamente me assemelho a um adepto sportinguista), tenho de dar os parabéns ao Estrela. Sobretudo por não se ter desculpado no fim do jogo.
 
por JAS às 12:38 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
O "Sistema", às vezes, dá jeito
Urram de prazer os sportinguistas ante o jogo contra o Nacional e o hat-four marcado por Carlos Bueno, jogador profundamente inconstante e duma pobreza de espírito atroz (basta relembrar o jogo contra o Benfica para perceber o quão mau profissional ele é). É natural. Eu, apesar do empate, também fiquei satisfeito com a forma como o Benfica se apresentou em campo contra o Boavista. Existem, porém, algumas diferenças. A começar pela vitória do Sporting e pelo nulo do Benfica.

Há quem analise as coisas somente dessa perspectiva. O que conta, no fim, são os três pontos. Será? Não sei. A cada um a sua opinião. Claro que são os pontos que dão campeonatos. Vitórias morais não constroem museus (por alguma razão o do Sporting consiste numa taça enfiada numa redoma de vidro ao pé dos camarotes VIP), mas há bons momentos em que se perdem oportunidades de legitimar os maus. Foi o caso do Sporting. Jogando mal, o Sporting começou a perder. E a perder bem. E, pese o penalty mal assinalado por Duarte Gomes, cuja marcação o leproso logrou falhar, continuou na senda da derrota. Até que Bueno entrou em campo e marcou. Golo claramente inválido, mas que possibilitou ao Sporting o renascer para aquilo que poderá ser, na cabeça dos seus dirigentes e adeptos, o despertar de uma nova era.

Para que esse despertar ocorra em pleno, é necessário que o Sporting seja coerente na sua forma de estar e de agir. O que não nunca foi e, perdoem-me o realismo, nunca será. O jogo contra o Nacional é prova disso. Exaltam-se os feitos de Bueno, mas quem, pergunto eu, quem é que teve coragem para, no fim do jogo, admitir que o Sporting ganhou bem, ou seja, por muitos, mas que teve nessa vitória uma ajuda extremamente importante de Duarte Gomes? A resposta é óbvia. Poucos ou nenhuns serão os clubes com dirigentes, jogadores ou treinadores dispostos a aceitar que foram beneficiados. Que me recorde, aliás, só o subalterno Paciência teve coragem para admitir, qual expiação desse pecado mortal que foi a vitória sobre o Vaticano Portista, que a sua equipa foi vergonhosamente beneficiada. Mais: fê-lo mesmo sem ter visto o lance. Porque todas as decisões contra o FC Porto são más decisões. E não é preciso ter o (reduzidíssimo) quociente de inteligência de um Domingos para o perceber.

Por isso é que o Sporting, na sua rechérche de la verité perdue, deveria ter vindo a público contestar a arbitragem de Duarte Gomes, exigindo que este nunca mais fosse nomeado para um dos seus jogos, dada a sua fraca capacidade. Não o fez. Jamais o fará. E a oportunidade de, finalmente, assumir um lugar de destaque no futebol português caiu por terra com a exaltação de uma vitória conseguida por obra e graça do Senhor... de preto.

Porque, concorde-se ou não, o Benfica tem a história, a mística, os números e o Porto, por mais que tal me desagrade, a garra bairrista e uma 'sede de vitória' a roçar o homicida. O Sporting não tem nada. Rien de rien. É uma equipa sem luz, sem alma e que se notabiliza por formar bons jovens que vende ao desbarato. É a equipa do rigor financeiro, do ascetismo económico, da formalidade, da estrutura delineada, da hierarquia. É um clube sem ser um clube. Não há qualquer paixão, qualquer fulgor. Os seus adeptos, excluindo as óbvias claques - iguais em qualquer parte do Mundo, obedecem a um cânone quase renascentista. Elas, lindas, bem vestidas, de sorriso nos lábios, tecendo elogios ao Moutinho e loucas pelo fulgor cavalar de Ronaldo. Eles, ricos, bem vestidos, Patek Phillipe's no pulso, lugar cativo, BMW, casa em Telheiras. Não há contraste, não há confronto. É o clube do "sistema" que é, ele próprio, uma forma de organização. Goste-se ou não. Não se geram ódios. Não se geram controvérsias. O próprio treinador é uma estátua. É o problema do verde. É demasiado "green". Faz lembrar campos de golfe, quinta da marinha, Algarve, revista "Caras". Tudo, menos futebol.

Por estas razões (e por outras que não vale a pena mencionar aqui) é que este despertar me parece falso. O Sporting até pode vir a ganhar o campeonato, mas quando se tratar de fazer a diferença, vai perdê-lo. A demonstrá-lo esteve a final da Taça UEFA. A demonstrá-lo está a incapacidade de deixar de ser o clube do "sistema". Porque, desenganem-se os tolos, o Sporting não é o clube mais honesto. É o mais triste. E essa realidade nem todos os "Locos" do mundo conseguirão alterar.

P.S. - Pese esta inalterável realidade, gostei que o Sporting tivesse ganho. O inimigo é comum, como diz MST, e tem sede na Catalunha Nortenha. Não me oponho a conceder-lhes a libertação do primeiro lugar, mas primeiro há que distribuir uns tabefes. E que o título seja disputado entre os clubes da capital e que seja ganho pelo Benfica no campo do Desportivo das Aves, para depois podermos ir festejar directamente à Avenida dos Aliados. De preferência, acompanhados pelo Atlético.
 
por JAS às 12:00 | Link | 61 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Fevereiro 04, 2007
Está relançado
Esta jornada ficou com um sabor bastante agridoce depois dos resultados de ontem.
A derrota do Porto veio relançar, definitivamente, a luta pelo campeonato; assim, acabámos por recuperar um ponto no lugar de perder dois, o que acaba por ser um mal menor. O incoveniente é que, ao contrário do Sporting, continuamos ainda a depender de terceiros para assegurar o primeiro lugar.
Sporting conseguiu virar uma derrota, aos 74 minutos, numa goleada que nasce dos pés do seu novo herói: Carlos Bueno. O avançado que até agora não tinha justificado nada, faz um poker!
Caramba, porque é que o Nuno Gomes não faz uma destas?

O outro tema de destaque nos desportivos é a estreia do avançado Yu Dabao, contra o Portimonense, com um hat-trick. Pelo relato que pude ler, parece que temos jogador. Visão de jogo, qualidade de passe, técnica e frieza na altura de rematar.
Estou/estamos bastante curiosos por assistir a este jogador, ao vivo. E desejamos que Fernando Santos esteja de olhos bem abertos, porque se os predicados manifestados este fim-de-semana continuarem a visíveis, este tipo (bem como outros juniores que o possam merecer) têm de começar a ter hipóteses na equipa principal. E não interessa se têm pouca experiência, ou se são muito novos.
Nestas coisas, temos de olhar para Alvalade, para aprender umas coisas.
 
por Jota às 19:35 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Fevereiro 03, 2007
Inacreditável
Não vou sequer fazer um comentário ao jogo de ontem. Remeto as análises para os dois posts anteriores que, resumindo, vêm exprimir o sentimento de todos os benfiquistas: um azar inacreditável numa das melhores exibições dos últimos anos (mas, ainda assim, ... sem golos). O Boavista veio para a Luz fazer aquilo que sabe: anti-jogo e dar porrada.

Pontuações:
Quim - 6
Nélson - 5
Luisão - 8
Anderson - 7
Léo - 8
Petit - 8
Katsouranis - 6
Karagounis - 7
Rui Costa - 8
Simão - 8
Nuno Gomes - 5
Derlei - 4 (aquela cotovelada à "Quaresma"....)
Mantorras - ...
João Coimbra - ...

Melhor em Campo: Rui Costa
Árbitro: Pedro Henriques - 6

P.S.- Grandes substituições do nosso treinador... Tirar o jogador que estava a criar a dinâmica no meio-campo (apesar de até nem estar a fazer uma exibição deslumbrante, quantas ocasiões de golo criámos depois da sua saída?) para pôr um jogador sem ritmo e, pior, a pensar que regressou a Portugal para o... Porto! Enfim...
 
por Mavs às 17:52 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
"Bolas, que chatice!"
Assisti ontem, no Estádio da Luz, à reedição desse massacre do Ruanda (que bom teria sido se a coisa se tivesse passado nos Camarões) que o Benfica praticou sobre o Boavista. Deu para tudo. Bolas no poste, no cepo (ou seja, no William), fugindo em cima da linha. Controlei todos os "filhos da puta", os "vai pró caralho" e quejandos que me saem quase inconscientemente nos jogos do Benfica. Controlei as necessidades sádicas de tortura, a vontade de picar os testículos de alguém com um martelo dos bifes (e que belo trabalhinho faria eu com os do Jaime Pacheco e os do Pedro Henriques) ou de os espetar com um ouriço-cacheiro. Enfim, fui civilizado quanto baste, por achar que, assim, Deus acabaria por permitir a entrada duma bola e eu poderia mandar os jogadores do Boavista, o seu treinador e o seu presidente ("suuuuuurrrrrrreeeeeeaaaaallllizar") para esse monte de esterco que é o Bessa e a Avenida da Boavista com pelo menos um clíster enfiado no recto. Todavia, a lição que aprendi ontem foi: Deus até pode ser do Benfica, mas nem ele resiste a uma frutinha de vez em quando. Ai Major, Major...

No que respeita ao ninja, é muito bom. Grande contratação! E que tal chamar o 'Charlie' que veio agora para a equipa de Juniores? Não é brasileiro, tem 18 anos e deve correr bem mais que o Derlei. E passar bem melhor. E arrastar-se menos. E cabecear melhor que o Nuno Gomes. Quem adopta o apelido do 'bibota' só pode estar à espera de ser amaldiçoado pelo resto da sua carreira. É caso para dizer: chegava lá eu com a minha cabecinha e empurrava.
 
por JAS às 12:39 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Anti-jogo, ou futebol americano?
No que concerne à análise do jogo de ontem, penso que os meus companheiros de blog terão algo em mente.
O que me motiva a escrever é a (falta de) atitude que o Boavista teve durante o jogo, e finalmente, as declarações do seu treinador, na conferência de imprensa.
Parece-me existir só uma palavra para resumir o jogo do Boavista: inexistente. Tendo optado por não levar o autocarro para a frente da sua baliza, Pacheco optou por um jogo mesquinho e que nada tem a ver com futebol. Era a perda de tempo nos pontapés de baliza, na marcação de livres, cantos, lançamentos laterais, nas substituições, enfim...; mais surpreendentemente, jogadores axadrezados que se mandavam para o chão, nomeadamente a centímetros da lateral, e que o árbitro deixava assistir dentro de campo, quando podiam rebolar para fora do rectângulo de jogo. Quando William marcava os pontapés de baliza, tinha a sensação que estava a assistir um jogo de futebol... americano, tal era a sua ânsia de ganhar metros, e o correspondente descanso.

Há que chamar as coisas pelos nomes: o árbitro nada fez para cortar o anti-jogo ridículo e declarado que ontem foi praticado pelos axadrezados. Ainda assim, isto parece não ser importante, ou digno de nota para a maioria dos analistas desportivos, já que que atribuem a Pedro Henriques uma nota alta. Não é por deixar jogar, ou por mostrar poucos amarelos que um árbitro deve ter uma apreciação positiva; tal deveria passar, na minha opinião, por um controlo efectivo sobre o que se passa em campo, não permitindo às equipas veleidades no que toca a perdas de tempo desnecessárias, ou a prática de jogo violento. Logo, Pedro Henriques falhou. E muito.

E como uma noite daquelas tinha de ter um ponto alto, ele veio, certamente das declarações de Pacheco, quando diz que o empate é mais saboroso pela forma como o Benfica jogou. A única coisa que deveria ter sido dita era "Tivémos muita sorte". Tudo o resto é treta!
 
por Jota às 12:24 | Link | 11 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Fevereiro 02, 2007
Algumas coisas no regresso
O Boavista vem à Luz em busca da revalidação de um título que disputa com o FC Porto (curiosamente, duas equipas da mesma cidade - é, sem dúvida, uma "naçon"!) e que resulta de algo a que gosto de chamar o "síndrome de Afonso Henriques". No banco estará o Muhammad Ali do futebol português, Jaime Pacheco, juntamente com a sua equipa de pugilato, cujo objectivo maior será, acima de tudo, conquistar ao actual campeão nacional um título que ambos almejam, mas que o FC Porto, mercê de um consumo substancial de fruta e derivados lácteos, tem conseguido levar para a "Inbicta" - título esse que será entregue pela idónea família loureiro ao som de "Alma Dorida", dos BAN (que, curiosamente, começaram por se chamar Bananas.

O Benfica, imerso na luta pelo Campeonato Nacional (que, diga-se, não tem corrido bem, fruto - ou fruta - da sua incapacidade latente para atingir os seus objectivos - e os seus adversários, claro), terá de prestar atenção aos homens do xadrez. Espera-se - eu espero, pelo menos - um 'Vale Tudo' digno dessas noites de pancadaria selvática da TV Globo. Esperemos também que, no caso do Benfica, esse arraial de porrada se traduza em quatro secos enfiados "à babuja" na baliza de um daqueles senegaleses que o Boavista contrata para guarda-redes. E que, em seguida, corram para o banco do Boavista e dancem o célebre samba "Índio quer apito" em homenagem a Valentim Loureiro. Não deve acontecer. Mas é bom sonhar, não é?

Pelos vistos, Ashley Cole não defronta o FC Porto na Liga dos Campeões, o que, permitam-me dizê-lo, é uma pena. Não que eu goste particularmente de Ashley Cole, mas receio que Paulo Ferreira também tenha um desejo súbito de olhar para o chão quando o Gipsy Queer achar por bem fazer-lhe uma "ratazana", por baixo das pernas (perdoem-me a redundância... e a imagem, mas a culpa é do Quaresma!). Já sei que Ashley Cole joga na esquerda e que Quaresma ataca pela esquerda, mas por causa do déficit de jogadores que Mourinho tem para o lado esquerdo, Jesualdo poderá optar por uma troca de flancos. Como habitualmente, Quaresma vai ser omnipresente. Ou, em dialecto cigano, "eles andem aí." (má piada, eu sei).

Isto tudo para fazer uma referência especial a Leonor Pinhão que, por ser para quem é, não poderia acontecer de forma irresponsável, como se de MST se tratasse. Não. Leonor é subtileza, Leonor é classe. Miguel é moca, grunhido e cheiro intelectual a cavalo. Por isso, Miguel sofre um ataque público e Leonor uma homenagem privada. E pública.
Se pensarmos bem no assunto, a situação assemelha-se ao Antigo e ao Novo testamento. O antigo profetiza, prevê, mas a coisa não evolui. Já no Novo nasce Cristo, temos o primeiro conto erótico da história da religião, enfim, só coisas boas. Naturalmente, Leonor Pinhão vai ser para o jornalismo desportivo o que Cristo é para o Novo Testamento - a emoção, o joie de vivre (e, que me desculpem os cristãos, mas eu creio mais na Leonoreta. Não só é mulher, como existe e ainda dá tareias descomunais ao MST. Já Cristo só fala de dar a outra face e todas essas alusões à bondade que, num confronto directo com os Super Dragões, dão geralmente direito a traumatismos crâneanos). Antes da família Pinhão, portanto, no pasa nada. Já MST só me faz lembrar a "Lucy". Com sotaque.

Edit P.S. - Infelizmente, terão existido alguns leitores que poderão ter relacionado "Lucy" com a famosa música interpretada pelos Fab Four de Liverpool, mas a verdade é que me referia ao austrolopiteco descoberto no Quénia há uns anos bons (na década de 70, se não me engano). Aliás, quem me conhece sabe que jamais poderia fazer analogias entre MST e LSD. Lá porque o homem vê umas luzes estranhas de vez em quando e tem uma incapacidade grave para aceitar factos isso não significa que ele seja um maníaco toxicodependente. Admito que, quando proferiu a célebre frase sobre Pepe, duvidei. Mas hoje em dia tenho a certeza que não. Acho.
 
por JAS às 10:58 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Fevereiro 01, 2007
Frase do Dia
Filipe Soares Franco: "Sporting não compra só por comprar"

Então, o que dizer da seguinte lista: João Alves, Wender, Deivid, Tello. Tudo grandes contratações, imagino...
 
por Jota às 20:30 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)