origem
Segunda-feira, Abril 30, 2007
Nem contra um clube ridículo como aquele...
Ainda nem sequer a maior parte dos nossos jogadores tinha tocado na bola e já estávamos a perder por 1-0. Aliás, não é a primeira vez neste campeonato que sofremos golos vindos de um lançamento de linha lateral, nem tão pouco foi (e será) a última vez que o Nélson terá responsabilidades no golo sofrido. De facto, os primeiros minutos foram absolutamente terríveis: até parecia que o Sporting era um grande clube...
Apenas contando com a inspiração do Rui Costa na primeira parte que apoiava o inspiradíssimo, esse sim, Miccoli, o Benfica não conseguia impor-se no jogo como era sua obrigação.
Fernando Santos disse, no final, que tivémos azar, que foi infelicidade, etc. Basicamente: o mesmo. Aliás, desde o início da sua carreira como treinador (e no Benfica, em especial) o discurso é sempre o mesmo. E os resultados negativos, também. Se formos ver, o Benfica NUNCA ganhou os jogos decisivos que disputou esta época: Manchester, Porto, Espanhol e Sporting. Estes eram os jogos que Fernando Santos tinha de ganhar, ainda por cima sendo todos eles disputados na Luz...
Mas voltando ao jogo contra a lagartada, é certo que sem o Simão e sem o Luisão (que, ou muito me engano, ou só regressarão para a próxima temporada... se ficarem no Benfica) o jogo não seria fácil. Mesmo assim, tinhamos de ganhar: estávamos a jogar contra o Sporting, por amor de Deus! Mas o máximo que conseguimos foi, aos 20 minutos, empatar o jogo pelo Miccoli.
Até ao fim do jogo, a única nota que deva ser realçada é um pormenor curioso: sempre que havia um "duelo" mais disputado, quem acabava no chão, lesionado, era sempre o jogador do Benfica. A equipa desde há muito está de rastos. Por mim, treinador, departamento médico, fisioterapeutas e preparadores físicos eram todos corridos.

Classificações:
Quim – 5 (Soca bolas que deve agarrar, não sabe repôr uma bola em jogo em devidas condições e não faz uma defesa que seja "impossível", por ex: como a do Helton ao cabeceamento do Mantorras ou a do Ricardo à cabeçada do Miccoli..)
Nélson – 2 (Onde é que está o Alcides?! Volta, tás perdoado!)
Anderson – 5 (Curiosamente, conseguiu não ser o pior da defesa.)
David Luíz – 5 (Ás vezes tem falhanços muito comprometedores.)
Léo – 6 (Em baixo de forma, só conseguiu melhorar um pouco na segunda parte.)
Petit – 7 (Esteve em todo lado. Mesmo lesionado.)
Katsouranis – 4 (Fez um ou outro bom corte. De resto, absolutamente inexistente no ataque e, na maior parte das vezes, sem pernas para o Nani.)
Karagounis – 6 (Dos menos maus)
Rui Costa – 6 (Rebentou na segunda parte)
Nuno Gomes – 1 (Chega.)
Miccoli – 8 (Quero ver se não continuarmos com ele para o ano, como será o nosso ataque! Nuno Gomes e Derlei?!)
Manu – 3 (Duas ou três corridas.)
Mantorras - ... (Dois ou três minutos em campo.)

Melhor em Campo: Miccoli
Árbitro: Pedro Henriques - 2 (O que é que o Caneira precisava de fazer para ir para a rua?!)
 
por Mavs às 22:04 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Novo cartaz do Marquês

"Basta de hesitação. Despedimento é a solução"

Faz boa viagem.

O Benfica aos competentes.
 
por JAS às 18:42 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Abril 29, 2007
Tombstone Sayings
Na lápide que marca o enterro da nossa condidatura ao título deveria ler-se:

"Entrámos em Abril a discutir o primeiro lugar. Saímos de Abril a tentar agarrar o segundo; Muito provavelmente, vamos acabar o campeonato em terceiro, sem glória e sem títulos".

E agora? Mantém-se o status quo, ou mandamos o engenheiro às urtigas? Quid Juris?
 
por Jota às 23:24 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Abril 27, 2007
Boa resposta, Rui!
Mais um exemplo de como os jornalistas desportivos deviam pensar antes de abrirem a boca:

"Oiça, vim directo do campo para aqui, como é que quer que eu saiba como é que está o balneário?" - Rui Costa, depois de mais uma pergunta (idiota) do jornalista da TVI no final do Beira-Mar 2 Benfica 2
 
por Jota às 13:17 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Abril 24, 2007
Mourinho e o cesto da roupa
Esta história é muito boa. Aliás, demasiado boa para sequer ser desmentida.
A ser verdade que José Mourinho fugiu escondido num cesto de roupa de lavandaria, ao controlo da interdição de comunicar com a sua equipa, imposta pela UEFA, estamos perante um novo patamar na capacidade criativa dos portugueses para inventar esquemas.
 
por Jota às 22:45 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Abril 23, 2007
Concidências
Aquele dejecto humano que hoje comemora 25 anos à frente de um clube foi entrevistado para o jornal da SIC. Com a explicação dada pelo repórter de que só lhe tinha sido concedida tal oportunidade com a condição sine qua non de não fazer qualquer pergunta sobre o Apito Dourado, a entrevista resume-se a apenas uma única pergunta: Qual o melhor momento desses 25 (míseros) anos? A resposta - e, desta feita, sem a habitual ironia - foi a da inauguração do Estádio Jorge Nuno e a vitória na Liga dos Campeões... em 1982, onde - e cito - "o F.C. Porto tinha uma ganda equipe com o Madjer e isso".
Coloca-se pois, à disposição do leitor, duas questões:
1- Será que a proibição de se perguntar pelo Apito Dourado é judicial?
2- E então as vitórias - mais recentes, aliás - desse grande benfiquista de nome... Mourinho? Não terão sido, pelo menos, tão importantes?
 
por Mavs às 22:29 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Finalmente
Uma vitória do Benfica. Indiscutível, por sinal. De facto, já desde há muitos anos que não tínhamos um jogo nos Barreiros tão calmo e tão fácil.
Entrámos sem o Simão (poupanças para a lagartada?) mas com o Miccoli. Por seu turno, o Marítimo, nem mesmo após ter feito descansar os seus melhores jogadores (Marcinho e Gregory) frente ao Sporting para estarem aptos a jogar contra nós, conseguiu criar uma única oportunidade real de perigo. Desta vez entrámos bem no jogo, conseguimos algumas boas oportunidades (entre as quais a já habitual bola no poste), sempre com o Rui Costa a marcar o ritmo de jogo. Na segunda parte bastava manter o que tínhamos feito com a excepção de conseguirmos finalizar as oportunidades. O primeiro golo apareceu naturalmente, com uma boa desmarcação do Katsouranis correspondida por um remate eficaz do Miccoli. A reacção do marítimo foi quase nula e, a 10 minutos do fim, depois de uma desmarcação absolutamente fantástica do Rui Costa, novamente o Miccoli, à "ponta-de-lança", arrumou a questão. O Terceiro golo resultou dum penalty que nada alterou a verdade do jogo, pois aconteceu já nos “descontos dos descontos” (a propósito: os mesmos 5 minutos do jogo contra o Braga onde o carro-maca entrou, pelos menos, 6 vezes…) .

Os melhores do Benfica foram, de longe, o Rui Costa e o Miccoli. Será uma pena não podermos contar com esta dupla: o Miccoli não quer cá ficar e vamos ver se o próprio Rui Costa joga mais uma época...
Depois de 5 resultados que nos custaram a época e, se tudo correr bem, o lugar do treinador, lá conseguimos ganhar - fora e num campo em que sempre tivémos dificuldades no passado. Se o Simão (e, já agora, o Luisão que, segundo a imprensa, está em dúvida para o jogo contra... o Porto!) recuperar, qualquer resultado que não seja uma vitória frente aos lagartos não será mais do que ridículo.

Classificações:
Quim – 6 (Chegou a fazer uma defesa digna desse nome? Tem de melhorar nas saídas e, principalmente, na interacção com os defesas.)
Nélson – 5 (O jogador em pior forma do Benfica.)
Anderson – 5 (Não é uma questão de estar em boa ou má forma. Simplesmente não vale nada. Ainda assim, ontem nem aparvalhou muito.)
David Luíz – 6 (Um excelente jogador que, às vezes, quer fazer mais – e melhor – daquilo que deve – ou pode.)
Léo – 7 (Voltou ontem às boas exibições)
Petit – 7 (Recuperou imensas bolas, tentou várias vezes o golo, enfim, mais daquilo a que já nos habituou. O estranho é quando não joga assim.)
Katsouranis – 6 (Continua parado dentro do campo. Mas, mesmo assim, podia ter marcado de cabeça, fez a assistência do primeiro golo, não falhou um passe e cortou várias boas.)
Karagounis – 7 (Continua em grande forma.)
Rui Costa – 8 (Voltou ontem a organizar todas as jogadas atacantes do Benfica. A assistência para o segundo golo é fantástica!)
Nuno Gomes – 5 (Em péssima forma, apesar de se esforçar. Está infleiz em tudo o que faz)
Miccoli – 8 (Se jogasse – como pode e deve – sempre assim, era um dos melhopres jogadores do mundo.)
Derlei – 1 (Não comento.)
João Coimbra – 4 (voltou aos seus 5 minutos de jogo.)
Manu – 5 (Ganhou um penalty.)

Melhor em Campo: Miccoli
Árbitro: Paulo Baptista - 2 (Fala-se muito do penalty sobre o Manu. Coincidência ou talvez não, tanto os Porto como Sporting tiveram os seus…)

P.S.- O post anterior do Jas: Força Rei.
 
por Mavs às 01:15 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Abril 22, 2007
Ao pontapeador de cometas
Um dia vou saber que já foste
que partiram as memórias,
que os postes travaram, enfim,
os cometas que ordenavas
com a tríade repousando
aos teus pés.

Exigirei, com um milhão de uníssonos,
o teu lugar no panteão
talvez ao centro
com a tua estátua descerrada
logo em frente

A césar o que é de césar
a Eusébio o que é de deus,

dirá a tua lápide.

No rodapé da estátua
a única lembrança restante
Ao que preteriu o Olimpo
para vir jogar entre os homens
 
por JAS às 14:29 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Abril 19, 2007
Semelhanças?


 
por Mavs às 22:09 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Abril 18, 2007
O FM e eu
Se há realidade que me agrada, é a realidade virtual. Apesar dos constantes avisos das entidades paternais e quejandos histéricos, não há nada como um bom jogo de computador para tornar o dia mais suportável. Uns preferem o Carmaggedon. Outros, como eu, gostam mais do Football Manager. E tem sido essa "folha de excel inteligente", como dizem os hereges, que me tem mantido ocupado e, consequentemente, afastado do blogue há já algum tempo. Os que julgaram que este afastamento se deveu às lastimáveis prestações da "equipa" do Benfica e a uma vontade inexpressável de explicar a Fernando Santos em que é que se traduz, em termos práticos, a frase "ser sodomizado por mamutes enfurecidos", estava enganado. Na realidade (virtual), eu estava apenas divertido a jogar um jogo de computador.

Que, diga-se em abono da verdade (nunca cheguei a perceber por que raio é que a verdade precisa de abonos, mas depois de perceber que havia alguém capaz de empatar com uma equipa que tem como treinador um ser mononeuronal, deixei de me interessar pela questão), não é só um jogo. É um instrumento de previsão da realidade. Um jogo Maya, por assim dizer. Passo a explicar, demonstrando:

Comecei uma época no Benfica. Depois de seleccionar as várias ligas que o maravilhoso computador em que jogo permite, escolhi um nome (por exemplo, FSésumasno. Ou então Alberto Santos) e o Benfica. Foi então que comecei a desenvolver uma estranha patologia (sobre a qual a minha psicóloga já está devidamente avisada, não vá eu entrar no estádio da Luz com um machado, pronto a capar aquela menina cabo-verdiana de trancinhas que costuma correr pelas laterais), que consiste em começar o jogo, verificar o staff e voltar atrás, recomeçando de novo. Já me disseram que pode estar relacionado com a possibilidade de despedir continuamente Fanã como se não houvesse amanhã. Duvido. Na minha opinião, acho que gosto apenas de perder tempo a ver as dicas que eles vão dando enquanto o jogo carrega.

Começo por despedir todo o staff e contratar um novo. Com uma ligeira nuance: não só o Eusébio não é olheiro, como só contrato indivíduos de qualidade. Infelizmente, ainda não há uma posição de aguadeiro. A existir, rapidamente seria feito um convite a Anderson. Estou em crer que qualquer actividade que envolva mãos superará os côtos que este Deco tem no lugar dos pés (tristemente não causados pelas várias minas que eu gostaria de plantar em qualquer sítio onde ele pudesse passar).

Pouco tempo depois, começo as contratações. Como a base do jogo é extremamente fiável e contém cerca de não-sei-quantas centenas de milhar de jogadores all over the world, posso ver quais é que são bons e quais é que não são sem precisar de recorrar a esse maravilhoso instrumento que é a cassete de vídeo. Tenho uma predilecção especial e "bibinesca" por jovens, desprezando carcaças velhas, podres e com sotaque, oriundas dos confins da Rússia putiniana.

Depois limito-me a treiná-los decentemente, criando uma táctica interessante, apostando nas camadas jovens e, finalmente, vendendo o Nuno Gomes a uma rede de prostituição masculina sado-maso (ou, dependendo da oferta, ao Cucujães). Pouco tempo depois ganhei o campeonato, equilibrei as finanças e estou a contratar jogadores com o fito de vencer a Liga dos Campeões, reduzindo, pelo caminho, Porto e Sporting à sua notória insignificância. O Orelhas está feliz e felizes estão todos os adeptos. E tudo por causa daquele início maravilhoso que me permitiu pôr Fernando Santos na prateleira e votar Nélson e hermanos ao esquecimento.

Mas isto, obviamente, é só um jogo. Tal como o Carmaggedon. O que não impede a justiça inerente à criação de uma causa de exculpação de atropelamento propositado que tenha por base a natural imbecilidade de tudo o que é peão. Por vezes, as soluções mais simples (os médicos que procuram em mim sinais de vida, depois de semanas passadas a arrear no FC Porto à bruta - tendo, inclusivé, lesionado selvática e propositadamente o Anderson - para desespero de MST que, felizmente, também não entra e após um festejo primitivo causado pela despromoção mais cara da História de Cristiano Ronaldo ao Azeitão, preferem a palavra "virtuais") são as melhores.

Por isso, a minha sugestão é a seguinte: se o Benfica quer ser campeão, a Direcção tem de ser posta à frente de um ecrã com o Football Manager 2007/08 ligado (se depois da publicação deste post, não for contactado pela representante portuguesa da editora do jogo, convidando-me para publicar parcialmente este texto na contracapa da próxima edição do jogo, vou ficar muito, mas mesmo muito chateado - gostaram da assonância em 'm'?).

Devo dizer que a ausência do Apito Dourado não causou quaisquer problemas ao realismo do jogo. Aliás, na Liga dos Campeões, é possível ver os árbitros sair de campo para degustar um "galãozinho".

Previsto o futuro, é tempo de voltar ao presente. O bicampeonato europeu está à vista. Estou indeciso entre contratar o Shevchenko ao Chelsea ou o Drogba ao Chelsea. Acho que vou ter de pedir ajuda ao meu adjunto que, por acaso, é bastante bom. Acho que são capazes de o conhecer: o seu nome é José Mourinho.
 
por JAS às 13:59 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Abril 17, 2007
Definitivamente Entregue
Não interessa mais dissecar novo desaire do Benfica. Neste jogo, contra o Braga - e como já desde há algum tempo -, o Benfica entrou mal, jogou mal e faltou a sorte que, como se diz, “protege os audazes”. Repetindo o essencial, a equipa está “rota”, o melhor jogador (Simão) tem vindo a desaparecer do jogo para jogo, escasseiam alternativas e falta-nos chama e objectivos reais para serem alcançados.
Assim sendo, vou salientar os únicos 7 aspectos positivos que se podem tirar deste jogo:
1 – A equipa e os adeptos (e inclusivé o próprio) não estão com Fernando Santos que, só por mero capricho da direcção, não sairá.
2 – O David Luíz é, de facto, um grande jogador.
3 – O Karagounis também.
4 – O Rui Costa demonstra que tem mais uma época para fazer.
5 – Os resultados absurdos que temos vindo a obter, comprometem a continuidade do treinador.
6 - Continuamos a depender de nós próprios para sermos campeões… da 2ª Circular.
7 – Pode ser que, depois de mais este jogo, o Benfica consiga não adquirir o passe do Derlei (lembrem-se do Marcel…)

Classificações:
Quim – 6 (Uma ou duas boas defesas na primeira-parte)
Nélson – 4 (Uma primeira-parte melhorzita para voltar ao mesmo na segunda…)
Anderson – 5 (Curiosamente hoje conseguiu não fazer algo de pura imbecilidade)
David Luíz – 7 (Cumpriu como central e quando, na segunda-parte, jogou a defesa-esquerdo revelou ser muito mais do que um simples destruidor de jogo.)
Léo – 5 (Nada de especial. Para o bem e para o mal.)
Petit – 6 (Pouco mais do que esforçado.)
Karagounis – 7 (Ia marcando, com certeza, um dos melhores golos da sua carreira numa jogada incrível. De resto, esforçou-se como sempre, assumindo-se como o melhor jogador neste jogo.)
Katsouranis – 4 (Após ter descansado não só na primeira-mão contra o Espanhol, mas também durante toda uma primeira-parte contra o Porto, tem de fazer muito mais. Parecia o Paulo Almeida.)
Rui Costa – 6 (Espera-se sempre que a equipa que tenha o privilégio de jogar com um jogador com a sua categoria vença todos os jogos.)
Simão – 6 (Quebrou a sua super-forma. Hoje, foi pouco mais do que banal…)
Nuno Gomes – 5 (Ganhou uma ou outra bola de cabeça, fez uma ou outra tabelinha e um remate para fora. Ainda assim, quando se tem no banco um Derlei, será sempre titular.)
Mantorras – 5 (Num lançamento em que o Quim “obriga-o” a sprintar meio-campo, viu-se bem que está mesmo coxo. Ainda assim, tendo sido pouco mais do que um “agitador”, teve a melhor oportunidade do jogo. Falhou, porém.)
Derlei – 2 (Quem?!)

Melhor em Campo: Karagounis
Árbitro: João Ferreira - 2 (Ao nível do Derlei.)
 
por Mavs às 00:50 | Link | 8 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Abril 15, 2007
Tom completamente errado
Ontem Fernando Santos fez a antevisão do jogo da próxima segunda-feira, com o Sporting de Braga. Depois do empate com o Beira-Mar, que veio reduzir a quase nada as hipóteses de conquistarmos o campeonato, e da derrota com o Espanyol, que nos afastou da Europa, a ave rara que temos como treinador decide sair-se com uma conferência de imprensa que, honestamente, me tirou fora do sério.

Relativamente a Mantorras, e ao descontentamento que este demonstrou no final da partida de quinta, sai-se com esta frase lapidar: "Não joga mais porque o treinador do Benfica entende que os outros são melhores”.
Pelo amor de Deus, quando Nuno Gomes (o jogador mais bem pago do plantel) consegue desperdiçar a mais clara ocasião de golo chutando para o único sítio da baliza para onde não podia chutar; quando Derlei tem realizado exibições que roçam o medíocre (12 jogos, 0 golos, com mais minutos que Mantorras...). Os outros avançados têm sido melhores onde? Só se for na azelhice, na falta de frescura, e na falta de dinamismo.

Depois, em relação ao banco, e à pouca utilização dos jogadores que o constituem, a justificação é similar, ou seja, "Em campo entra sempre aquela equipa que o treinador entende que é melhor para o Benfica, entram aqueles jogadores que têm mais capacidade para corresponder aquilo que o treinador do Benfica quer, ou seja, ganhar todos os jogos".
Pois, por isso é que Simão, Petit, Katso, por exemplo, estão a jogar como estão. Nota-se a vontade, mas o corpo simplesmente já não consegue fornecer o que é preciso.


Basicamente, a falta de confiança que Fernando Santos insiste em passar para a generalidade do plantel (para além destas tiradas brilhantes, não esqueçamos que Moreira é o terceiro guarda-redes, atrás de Moretto...). Se Manú, Paulo Jorge ou Miguelito não são alternativas válidas para jogarem, porque foram contratados? Aliás, se um jogador não tem hipóteses de jogar, como é que se pode afirmar como alternativa?
Se não conquistarmos nada, como será mais provável, vale a pena ter alguém assim a liderar um plantel que já esfranganou, em termos de confiança? Não será preferível mudar?
 
por Jota às 13:48 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Salários dos encarnados
De acordo com o Correio da Manhã, este são os ordenados dos mais bem pagos do nosso clube:

  1. Nuno Gomes - 2,33 milhões de € em 2006, correspondendo a 194 mil € por mês;
  2. Fabrizio Miccoli - 2,3 milhões de € em 2006, correspondendo a 191 mil € por mês;
  3. Simão Sabrosa - 2,29 milhões de € em 2006, correspondendo a 190 mil € por mês;
  4. Giorgios Karagounis - 1,8 milhões de € em 2006, correspondendo a 150 mil € por mês;
  5. Petit - 1,092 milhões de € em 2006, correspondendo a 91 mil € por mês;
  6. Luisão - 1,032 milhões de € em 2006, correspondendo a 86 mil € por mês;

Depois daquele falhanço do Nuno, com o Espanyol, e da generalidade da sua época, quem é o adepto que pode olhar para estes números e não revirar os olhos? Especialmente quanto temos em conta que Liedson, o jogador mais bem pago do Sporting, ganha 110 mil € por mês (menos 84 mil!!!), e rende um bocadinho mais do que o nosso avançado. De resto, desta listagem estranho a posição de Karagounis. Nunca pensei que fosse tão bem pago...
 
por Jota às 13:14 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Abril 13, 2007
Reflexão
"O Benfica de 2006/2007, por não ter consistência competitiva, depende excessivamente de milagres, ou seja, de momentos individuais dos seus melhores jogadores. É uma equipa de «talvez». Talvez isto e talvez aquilo."

Leonor Pinhão, in A Bola de ontem

No final do jogo de ontem, esta era a única frase em que conseguia pensar. Depois daquilo que assistimos, era impossível não pensar noutra coisa.
O Mavs já fez uma análise ao jogo, onde acaba por pôr a nú os pecados cometidos por nós ontem: não fizémos a pressão que deveríamos, por forma a matar as saídas do Espanyol (na primeira parte), e quando finalmente tomámos controlo do jogo, mas vimos as nossas melhores chances esbarrarem no poste, perdemos a cabeça e optámos pelo bombear sistemático de bolas para a frente (nós, que nem temos avançados altos...).

Assim, agora que só estamos no Campeonato, que futuro nos pode esperar? Resta-nos sonhar com um duplo deslize do líder, ou no caso de tal não acontecer, ganhar o triste "Campeonato da Segunda Circular", que infelizmente estamos fadados a disputar, ano após ano. Seja como for, estamos obrigados a ganhar, para manter as nossas chances.
E esta equipa não se dá bem com a pressão, quer seja a tentar virar um resultado, ou quando podemos assumir a liderança do Campeonato.
Para ajudar à festa, nota-se que meia equipa está quase morta (Simão, ontem bem tentava, mas já não tinha forças para mais). Aqui, a culpa é da equipa técnica.
Primeiro, Fernando Santos. Teremos, a fazer fé nas opiniões de muitos dos que nos visitam, o melhor onze dos últimos anos. Mas não temos um banco à altura. Ainda assim, esses jogadores deveriam ter mais minutos nas pernas, para mostrar que o técnico confia neles, e que os considera alternativas válidas, dando-lhes assim um acréscimo de confiança. Caramba, se Bruno Alves ou Helder Postiga conseguem ser titulares no Porto, depois de épocas falhadas no passado, porque é que Manu ou Mantorras não têm hipóteses de jogar?
Depois, a componente física. Parece-me óbvio que a preparação física da equipa é insuficiente. Esqueçam lá o Bruno Moura, arranjem um técnico como deve ser!

No final da época, faremos uma análise global da época encarnada. Aí, o mais interessante será ver se Santos permanece ou não. No final de Maio, veremos.

Ainda assim, parece-me cedo para alocarmos a exclusividade da culpa ao treinador. É claro que se a época terminar sem qualquer troféu conquistado, ela terá de ser considerada negativa. E ainda que LFV tenha garantido a permanência de Fernando Santos, será que isso faz sentido, tendo em conta o aproveitamento do onze base que temos?
 
por Jota às 20:38 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Até para o Ano
Na segunda-feira tinha começado o post de análise ao jogo a dizer que o Benfica tinha perdido o campeonato. Hoje começo por dizer que o Benfica perdeu a época. Novamente, fizemos uma primeira parte para esquecer. Nem a entrada de início do Rui Costa fez alterar o hábito que esta equipa tem de "deixar andar" durante o primeiro tempo para, depois, tentar fazer qualquer coisinha na segunda parte. Parece que nem a necessidade absoluta de vencer o jogo (até por 1-0) fez com que os jogadores - e treinadores - interiorizassem que quanto mais rápido fizéssemos o primeiro golo, mais depressa poríamos a pressão do lado dos espanhóis.
Como já referi, a alteração foi a entrada do Rui Costa na equipa titular e, ainda, a troca de posicionamento dos centrais, passando o David Luíz a jogar à esquerda. Quanto à primeira, acho que foi uma má aposta, já que o Rui Costa tinha aparecido nos últimos jogos como uma espécie de "jogador-salvador", isto é, o jogador que saindo do banco tentasse mudar o rumo dos acontecimentos. A sua entrada a titular não alterou muito o péssimo hábito de fazer péssimas primeiras-partes, e, naturalmente, impossibilitou que ele próprio viésse, na segunda parte, a dar um novo fôlego ao nosso ataque. Quanto ao posicionamento do David Luíz à esquerda, acho (e espero) que tenha sido só para preparar o regresso do Luisão (que joga à direita na defesa central) do que algum brilhantismo táctico. Ainda assim, acho que o jogo mais decisivo que tínhamos esta época não é, propriamente, a altura para andar a fazer experiências...
Durante todo o jogo, o Espanyol fez uma pressão altíssima, logo nas reposições de bola, aos nossos defesas centrais, ficando nós sem liberdade para jogar. O nosso jogo limitou-se, então, a ser muito previsível, com a maior parte dos nossos ataques a acabarem ou com o Anderson a despejar bolas para fora ou com o Nélson a ser, consecutivamente, desarmado sempre que (tentava) passar o meio-campo.
Do jogo dos Espanhóis, o Petit, no flash-interview, salientou que "todo o jogo passáva pelo De la Pena". A questão que se coloca é porque é que, sabendo disso, este mesmo jogador fazia o que queria quando recebi a bola...
O único lance de realmente perigo, na primeira parte foi uma bola em que o Miccoli apareceu isolado sem conseguir, no entanto, nem "sacar" um penalty nem, muito menos, finatr o guarda-redes.
Após o intervalo, lá começámos a jogar um pouco melhor. Foi, neste período que, efectivamente, além de um maior esforço na recuperação de bola, criámos oportunidades que nos podiam ter posto nas meias-finais da taça UEFA: as bolas ao poste do Miccoli e do Rui Costa e o falhanço inacreditável e ridículo do Nuno Gomes (que depois, e bem, acvabaria por ser substituído pelo Mantorras). Estávamos no nosso melhor período e o golo advinhava-se a qualquer momento. Foi entanto que o nosso prezado treinador decide, como se costuma dizer, "fazer porcaria": inventa uma saída do Nélson e (principalmente) do Karagounis (dos nossos melhores jogadores nesse período) para as entradas do Katsouranis (está numa péssima forma) e do Derlei (que consegue ser mais inútil que o Anderson). Foi, pois, a partir daí que acabámos em termos atacantes, começando a despejar bolas para a cabeça de Miccolis, Simãos e Mantorras que era o mesmo que, pura e simplesmente, dar-lhes a bola.

Classificações:

Quim – 6 (Para mim, o lugar continua a ser do Moreira)
Nélson – 2 (Na sua pior forma de sempre. Dispensamos o Alcides, não vamos buscar ninguém para este lugar, e temos este Nelson, durante toda a época com lugar cativo na nossa defesa…)
Anderson – 2 (Tem tão pouco jeito para jogar este desporto, aliada a uma tão pouca inteligência que até irrita.)
David Luíz – 6 (Não este brilhante. Mas quando tem um “banana” ao lado, é difícil fazer melhor.)
Léo – 7 (Mesmo prestes a completar 32 anos, continua a ser dos melhores e dos mais inconformados. Renovem com ele.)
Petit – 5 (Ontem, apesar de se ter esforçado – como acontece sempre – o jogo não lhe saiu muito bem.)
Karagounis – 6 (Apesar de ter entrado mal no jogo, na segunda-parte era o único que conseguia fazer as transposições defesa-ataque. Prémio? A sua substituição)
Rui Costa – 7 (Faz pena um jogador da sua categoria, ainda que ontem não tenha feito dos seus melhores jogos, ter só o Simão e pouco mais – Karagounis e, cada vez menos, Miccoli – com qualidade na equipa.)
Simão – 6 (Parece cansado. Ainda assim, está num patamar dificilmente alcançável pela grande parte dos jogadores do Benfica.)
Miccoli – 5 (Até se tem esforçado, mas continua muito aquém do que já lhe vimos fazer.)
Nuno Gomes – 3 (Ponta-de-lança precisa-se! Até reconheço algumas qualidades ao Nuno Gomes mas, na forma que está, nem no banco do Espanyol tinha lugar… Aquele falhanço, na linha de golo, é absolutamente patético.)
Mantorras – 5 (Se diz que “não está coxo” e que merece as mesmas oportunidades que os restantes pontas-de-lança do Benfica, ponham-no a titular!)
Katsouranis – 3 (Parece que desaprendeu de jogar… O cansaço não deve explicar tudo.)
Derlei – 0 (Ridículo.)

Perdemos um eliminatória que estava perfeitamente ao nosso alcance, uma vez que o Espanyol, apesar de ser de lá, não é o Barcelona (como no ano passado).
Na segunda-feira, perdemos o campeonato que, por sua vez, estava já perdido, quando não tivemos capacidade para ganhar, em casa, a um Porto, também ele, perfeitamente ao nosso alcance.
Assim, como adepto e sócio do Benfica, só me resta pedir duas coisas:
1 – Que o Rui Costa fique por mais um ano. Era triste vê-lo acabar a carreira, no Benfica, sem conseguirmos um título para, com ele, celebrar.
2 – Numa época em que perdemos o campeonato para o Porto, perderemos a taça para o Sporting, somos eliminados tanto da Liga dos Campeões como da Taça UEFA por equipas perfeitamente ao nosso alcance e, pior, com um onze que eu considero com o melhor dos últimos 10 anos, só pode haver um culpado: Fernando Santos.
 
por Mavs às 15:09 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Abril 11, 2007
Ainda no domínio do riso
Isto vai fazer-vos soltar uma valente gargalhada.
Em jeito de trailer, aqui fica um pedaço do texto:

"Que outro treinador português teria a lucidez para saber ler no banco as alterações que se impunham face à derrocada?"
 
por Jota às 21:52 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Um riso diferente
Uma parente da minha pessoa tem a sorte de trabalhar numa empresa que tem como cliente, entre outros, o Arsenal. Sucedeu que, recentemente, foi convocada para uma das habituais reuniões com a direcção, na qual, por mero acaso, se encontrou com Thierry Henry. Tendo sabidodesta viagem de antemão, fizera um pedido específico: que fosse dito a Henry, caso o avistasse, que ele estaria muito melhor no Benfica. Não sabia eu, então, do Espanhol e do Beira-Mar. A mensagem foi transmitida. Henry riu-se. É natural. Neste momento, o Benfica não é nada mais do que risível.
 
por JAS às 15:04 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Abril 10, 2007
A bela da falácia
Alguém disse, um dia, que é nos piores momentos que se destapam as caras. Quem foi, desconheço. Mas estou certo que a situação protagonizada pel'O Jogo se encaixa perfeitamente. É certo que o jornal "oliveirinha" nunca escondeu a sua preferência pelas entidades nortenhas, mas há preferências que, em determinadas situações, são melhores se ficarem por expressar.

O rótulo da edição de hoje é paradigmático: "Penálti (sic) fantasma". Muito se pode deduzir de tal frase. O problema é que todas as deduções corresponderão, somente, a um dos lados. E muito ficará por dizer, sobretudo do lado encarnado.

Não sei se foi penalty ou não. Não vi, para bem da minha pessoa, o joguinho infantil protagonizado pela agremiação Beira-Mar e pelos casados do Benfica. Mas ouvi, nos minutos iniciais, quatro situações que poderiam ter, de imediato, arrumado o jogo. Tal só não sucedeu por causa da prontidão do fiscal de linha em anular todos os lances - um deles, inclusivé, que deu golo.

Na rádio disse-se que não havia fora-de-jogo nos quatro lances. O lance da grande penalidade, sendo sincero, não ouvi. Mas foi-me comunicado, por várias pessoas, que era perfeitamente plausível assinalá-lo. No caso dos vários foras-de-jogo, já a coisa era dúbia. Desconheço de qual dos lados está a razão. Mas sei que, da perspectiva do árbitro, qualquer um deles poderia ser de difícil decisão. Não me entendam mal: Lucílio é escumalha, pour moi, e da má! Mas se dúvidas existem relativamente ao penalty, dúvidas existem igualmente em relação ao primeiro fora-de-jogo. E creio que todos sabemos quão diferente poderia ter sido o jogo se o Benfica tivesse marcado ao primeiro minuto.

Que o jogo pretenda, com a sua incapaz parcialidade, vender mais jornais, é algo que compreendo. Os três diários estão devidamente distribuídos (pese o facto de A Bola dar bem mais na cabeça ao Benfica que os seus congéneres às respectivas paixões) e essa distribuição não é de hoje. O que não compreendo é o carácter panfletário da coisa. Ao colocar, como título, o que colocou, o Jogo deixou o limbo indeciso que separa a paixão pateta do rigor jornalístico e atirou-se, de cabeça, para as mãos da sua putéfia azul-e-branca. Não me surpreende. Mas também não me agrada. Tendências, sim. Influências, não.

O "jornal" colocou-se assim numa situação em que nada poderá apontar a quem quer que seja. A opção, esperaria eu num país civilizado, revelar-se-ia caríssima: em pouco tempo deixariam os leitores de comprar um jornal impresso a azul-e-branco. Mas não. Por cá, os otários continuarão a comprar o excremento opinativo em que se tornou um jornal que eu, um dia, até julguei legível. Afinal, enganei-me. É pena ser dos poucos a notá-lo.
 
por JAS às 22:21 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Despedida
O Benfica perdeu esta noite o campeonato. Entrámos, ainda assim, muito bem no jogo, marcando logo um golo aos 40 segundos que o árbitro, de uma forma claramente calculista, anulou. E anulou mesmo: não se venha com as tretas desse lagarto insuportável de nome Valdemar Duarte (volta Gabriel Alves, estás perdoado!) de dizer que "o árbitro apitou antes da bola ultrapassar a linha de golo, não sendo, por conseguinte, um golo anulado". Acabámos, mesmo apesar de roubadíssimos, por controlar razoavelmente bem toda a primeira parte na esperança de, tal como em Barcelona, resolvermos o jogo em 15-20 minutos, na segunda parte. Todavia, no único lance em todo o primeiro tempo que o Beira-Mar ultrapassou o meio campo, marcou. Anderson, como sempre, ficou mal na "fotografia".
O "salvador" (para se substituir o "Maestro") teve de entrar logo no início da segunda parte. Saíu Karagounis. Faltou aqui, como o grande Camacho dizia, os "cojones" para, de uma vez para sempre, tirar o Anderson da equipa, jogando com o Katsouranis a central, enquanto o Luisão não recupere (o que vale é que, para a imprensa, ía jogar contra o Porto...). Isso só veio a acabar por acontecer nos últimos 10 minutos com a entrada do Mantorras...
Na segunda parte, andámos sempre atrás do resultado. É certo que lutámos e fomos à procura de um golo que motivasse a equipa a conseguir, rapidamente, a reviravolta. Mas foi só com a entrada do Mantorras, já depois do patético Derlei (que, espero, seja recambiado imediatamente para os Czares), que o golo surgiu. Pode não aguentar uma corrida que seja, mas foi só com a entrada do angolano que o Benfica passou a jogar não já no meio-campo adversário mas, praticamente, na linha de golo do Beira-Mar. O instinto revelado no golo mostra que Mantorras tem de ser a solução de ataque no banco de suplentes. Começáva eu a acreditar na vitória quando, depois de um falhanço indesculpável do Miccoli (após extraordinária assistência do Rui Costa), os caceteiros amarelos marcaram outra vez. A tarefa era agora hercúlea mas, ainda assim, foi minimizada por um penalty (que é claro, diga-se de passagem, excepto para o sr. Duarte da TVI e, quiçá para MST d'A Bola) do Simão. É certo que a intenção do nosso capitão era a de procurar a falta. Mas o jogador do Beira-mar é que foi (numa palavra:) parvo, por ter metido o pé e ter pregado uma rasteira que o Simão aproveitou. Mas, mesmo que não se consideresse falta, a vergonhosa arbitragem do arguído árbitro prejudicou deliberadamente o Benfica: faltas mal assinaladas, não amostragem de cartões por entradas bárbaras e um fora-de-jogo propositado que, aos 40 segundos de jogo, mudaria por completo o sentido do mesmo...
Como disse no início do post: o campeonato está perdido. Precisamos agora de recuperar 4 pontos ao Porto o que, com pouquíssimas jornadas e com as "frutinhas" do costume (aproveitem que para o ano está tudo a apanhar sabonetes!) é uma tarefa dificílima. Concentrem-se antes em ganhar a Taça UEFA, algo que nunca ganhámos (uma vez que íamos sempre à Liga dos Campeões), porque, quanto ao campeonato, para confirmarmos o segundo lugar, basta pontuar, em casa, frente à lagartada (o que nem é, naturalmente, complicado).

Classificações:
Quim - 4 (Se tiver culpa nalgum dos golos, será, certamente, o segundo. Mas se se ilibá-lo, pode-se sempre dizer que nunca o vimos defender algo que, assim só por exemplo, o Moreira não defendesse...)
Nélson - 6 (Mais interventivo mas continua uma nulidade no ataque.)
David Luiz - 6 (Continua com exibições de grande classe, com dois ou três erros que, ainda assim, não foram comprometedores.)
Anderson - 2 (Está na altura de, enquanto o Luisão não recuperar, jogar com o Katsouranis a central e com o Rui Costa - eventualmente o Coimbra - a médios.)
Léo - 7 (Sempre dos mais esforçados.)
Petit - 7 (Lutou e é daqueles que acredita sempre, seja qual for a situação da equipa.)
Karagounis - 5 (Não fez uma primeira parte brilhante mas, como melhora sempre nas segundas, a sua saída foi prematura.)
Katsouranis - 5 (Mesmo parado e devagar dá enorme balanço à equipa. Reparte algumas culpas no segundo golo deles )
Simão - 8 (Cada vez mais é "Simão e mais dez". Thank God que renovou até 2012.)
Nuno Gomes - 5 (Continua um pouco infeliz mas, contudo, tem se esforçado.)
Miccoli - 4 (Em péssima forma. Não sei se está descontente, se está gordo, ou se tem (mais frequentemente ainda) passado as noite em discotecas, o que é certo é que não cria um lance de perigo e falha golos de forma absurda. Se se chamásse Nuno, fosse portuguê e um dos capitães do Benfica, o falhanço isolado que teve não seria perdoado.)
Rui Costa - 7 (Único reparo: os remates à baliza. De resto, dá pena (ele e o Simão) não terem mais dois ou três jogadores da mesma categoria a jogarem juntos no Benfica.)
Derlei - 1 (Ao nível do Marcel com a agravante de por ter, teoricamente, mais prestígio, o Engº dar-lhe mais oportunidades.)
Mantorras - 8 (Como os adeptos gostam dele, o Engº, à semelhança do que fez com o Moreira, não o põe a jogar - pelos menos antes do Derlei. Quando é obrigado a entrar, marca golos. O que nem é assim tão mau.)

Melhor em Campo: Simão
Árbitro: Lucílio Baptista - 3 (Um verdadeiro palhaço. Como tem uma vida ridícula (excepto talvez quando tem as visitas das camaradas da Carolina Salgado - e mesmo aí...) sente que tem o dom de, durante 90 minutos, poder irritar meio-País. Foras-de-jogo inacreditáveis e faltas a meio-campo cirúrgicas só provam aquilo que ele é: arguído num caso de corrupção desportiva.)
 
por Mavs às 04:12 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Abril 09, 2007
Mais do mesmo, infelizmente
Após este jogo, não posso sentir senão uma imensa revolta. Por acreditar que o nosso clube merece muito mais do que o espectáculo triste que acabei de ver na televisão.
Uma equipa que quer ser campeã não entra em campo à espera que o resultado se faça, como por artes mágicas; luta, pressiona, cria jogo, tenta encontrar diferentes combinações para abrir a lata que a equipa (manifestamente) inferior coloca à sua frente. E este Benfica só o fez, com mais músculo do que cérebro após o empate, ou seja, a 8 minutos dos 90.
O paradigma da atitude "deixa andar": Na jogada que antecede o primeiro golo do Beira-Mar, Nélson vai à frente fazer (mais) um péssimo cruzamento; a bola é cortada pelos defensores e colocada no flanco onde o nosso defesa deveria estar. Não está, e nem sequer é vislumbrado nas imediações desse pedaço de campo; Petit tenta fazer a cobertura, mas não consegue e após um cruzamento mal interceptado por Anderson a bola está no fundo das nossa redes.

E já que estou com a mão na massa, o que raio continua Derlei a fazer nos jogos? Porra, já toda a gente percebeu que o gajo está velho e sem ritmo. Se é para colocar alguém, ponha-se logo o Mantorras. Mesmo todo lixado, continua a fazer a equipa mexer muito mais. E se querem mais uma prova como Derlei é um "ninja sem armas", revejam o lançe em que ele está de braço no ar à espera da bola. Mas paradinho, que não vale a pena mexer muito. Conclusão: o defesa do Beira-Mar, que ganha talvez 5% do que ele ganha, corre e ganha a bola.

Estamos a 3 pontos, mas psicologicamente estamos a milhas. Equipas que não aguentam a pressão de ter de ganhar não têm hipóteses de levar o caneco. E por muito que custe, nós não aguentamos.
 
por Jota às 23:30 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Abril 06, 2007
Menos Mal
O mérito da derrota, ainda que de uma "derrota positiva" (apesar de, para mim, ser uma derrota "sempre derrota") não é de Fernando Santos. Se é certo que a equipa não aguenta nem 50 minutos nas pernas a alto ritmo, o que também é certo é que a ausência, durante praticamente toda a época, de rotatividade e, mais especificamente no jogo de ontem, a mudança táctica (passando do "menos mau" losângo, já apreendido e, para mais, eficaz, para um 4-3-3 sem pés nem cabeça) é, numa palavra, estúpida.
Entrámos tal e qual como no jogo contra o clube da província: apáticos, com inúmeras falhas e sem o chamado "fio de jogo" (expressão, também ela, estúpida...). Sofremos logo um golo, com culpas claras do David Luíz mas que, ainda assim, tinha ido fazer a "dobra" ao Anderson. Ainda antes da entrada do Rui Costa (ainda na primeira parte) sofremos o segundo golo. Ainda assim, deu para ver que com a entrada do Maestro lá melhorámos um pouco, principalmente no capítulo da desinibição. Mas o intervalo estava já aí. E ainda bem.
Na segunda parte - e logo após a entrada do Miccoli para o lugar do ridículo Derlei - sofremos o terceiro golo. As minhas esperanças para não só para a taça UEFA mas, porque não, para uma temporada vitoriosa nalguma das competições tinham desaparecido. Só me lembrava mesmo era de... Vigo. Mas foi aí que uma imagem me ficou na retina: o Rui Costa a dirigir uma pequena conferência com o Petit, Simão e Miccoli - estava a altura de evitar uma humilhação para o Benfica. Cinco minutos após esse momento reduzimos num golo em que o Miccoli demonstrou não ser egoísta. Mais cinco minutos e marcámos o segundo numa boa jogada do Simão. Sempre ao ritmo da batuta do Rui, tivémos inclusivé mais oportunidades até acabarmos com o "credo na boca" nos minutos finais.
Com os dois golos fora, arriscava até dizer que a eliminatória está, inclusivamente, a nosso favor. Com uma melhor atitude e com mais concentração, qqulaquer outro resultado que não nos ponha nas meias-finais da Taça UEFA será inadmissível.

Classificações:

Quim - 4 (Quem sofre 3 golos, com culpas claras no segundo, não pode ter uma nota positiva. Ainda assim - e apesar de ter salvo a equipa no último remate do jogo - enquanto a alternativa se der pelo nome de Moretto, terá a titularidade assegurada.)
Nélson - 4 (Apesar de ter tido uma noite mais positiva em termos atacantes, fica irremediavelmente ligado ao segundo (introduz a bola na baliza) e terceiro (dá todo o espaço do mundo para p espanhol cruzar) golos.
David Luiz - 6 (É muito mal batido no primeiro golo. Contudo, ainda fez bons cortes, saindo, de seguida, a jogar.)
Anderson - 4 (Já nem me apetece comentar as exibições deste tipo...)
Léo - 5 (Apesar do reconhecido esforço, ontem, as coisas não lhe saíram muito bem.)
Petit - 7 (Como sempre, dos mais inconformados da equipa.)
Karagounis - 7 (Primeira parte para esquecer. Cmo o Rui ao lado, melhora a olhos vistos, fazendo na perfeição a posição de "box-to-box". Ontem, até ia marcando num grande remate aos 80 minutos.)
João Coimbra - 3 (No pouco tempo que esteve em campo, não enterrou a equipa. O pior é que também não construiu nada.)
Simão - 8 (Quando se libertou - o quen para isso muito contribuiu a mudança táctica - foi o Simão que nós conhecemos. Marcou um golo que pode ser decisivo.)
Nuno Gomes - 5 (Marcou o primeiro golo mas, aparte de ter lutado, não fez muito mais...)
Derlei - 3 (Acabou. Já teve as oportunidades que merececia, mas não as aproveitou nem uma. Fim da linha.)
Rui Costa - 8 (É pena só agentar jogar 60 minutos. Mas ainda é maior a pena quando, pelo segundo jogo consecutivo, tem de entrar em campo como um salvador para tentar minimizar os danos, evitando derrotas que custar-nos-iam muito caro.)
Miccoli - 7 (Continua a não fazer jogos do nível a que já nos habituou, mas foi decisivo na recuperação do Benfica).

Melhor em Campo: Simão
Árbitro: Eric Bramhaar (Holanda) - 2 (Muito caseiro em quase todos os lances, principalmente no penalty descarado que o Simão sofreu e que ficou por marcar. Uma prestação "a la Olegário"...)
 
por Mavs às 15:02 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Abril 03, 2007
Os 9 pontos da imbecilidade
"Face às ocorrências registadas no Estádio da Luz por ocasião do SL Benfica-F.C. Porto da 23ª jornada da Liga 2006/07, vem a F.C. Porto – Futebol, SAD informar o seguinte:

1 – O F.C. Porto repudia todo o tipo de violência e considera que a segurança tem de ser uma preocupação fundamental nos recintos desportivos;

2 – Neste sentido, e tendo em conta o escrupuloso cumprimento dos regulamentos nacionais e internacionais, o F.C. Porto cuidou de incluir a definição clara de um sector visitante na concepção do Estádio do Dragão. Esta zona permite a total segregação dos adeptos visitantes, sem que isso se reflicta em questões de conforto, uma vez que esse sector é servido por áreas de apoio semelhantes às restantes, que incluem uma sala de assistência médica exclusiva;

3 – Em três deslocações ao Estádio da Luz, os adeptos do F.C. Porto ficaram posicionados em três zonas distintas. A Liga Portuguesa de Futebol Profissional, que vistoria anualmente os recintos e exige a demarcação de uma área específica para visitantes, devia intervir junto dos clubes para evitar estas situações;

4 – O F.C. Porto estranha a opção de colocar os seus adeptos no último piso da bancada. Concluir-se-ia mais tarde, já depois dos tumultos registados à sua chegada ao Estádio da Luz e que exaltaram os ânimos de forma generalizada, que este foi um erro grosseiro cometido pelo organizador do jogo;

5 – As declarações de hoje da subcomissária Paula Monteiro, reproduzidas pelo jornal on-line Maisfutebol, permitem aferir que não houve planeamento adequado ao estatuto de jogo de alto risco. De acordo com a subcomissária, a PSP apenas tomou conhecimento da área escolhida para os adeptos do FC Porto numa altura em que os bilhetes já se encontravam distribuídos e já vendidos. Paula Monteiro considera que esta foi «uma má escolha unilateral do Benfica», que levou a PSP a «tentar adaptar o policiamento»;

6 – A deflagração repetida de material pirotécnico proibido em todo o recinto permite constatar que a revista de todos os adeptos não foi minuciosa;

7 – Da mesma forma que o acesso dos simpatizantes do F.C. Porto não decorreu com segurança e fluidez. Alguns deles, inclusive, apenas chegaram à respectiva cadeira perto do intervalo;

8 – Há duas evidências preocupantes a discutir neste pós-jogo. A primeira diz-nos que o esquema de segurança não foi desenhado com intuitos preventivos, mas sim para esbater uma má opção; a segunda apresenta-se ainda mais óbvia: se entraram no recinto objectos proibidos foi porque alguém não foi, no mínimo, eficaz;

9 – A F.C. Porto – Futebol, SAD vai manter-se atenta às reacções das autoridades competentes a todas estas situações."

O Benfica foi incompetente a localizar os adeptos portistas? Foi.
O corpo policial fez mal o seu trabalho? Fez.
Os benfiquistas que entravam pelas portas 22 a 24 (entre os quais me incluo), e que esperaram mais de uma hora (tendo entrado no estádio já com o jogo a decorrer) devido ao cordão de segurança que envolvia a claque do Porto, devem estar a perguntar-se de que serviu todo aquele tempo, e aparato.
Mas nem uma nota de rodapé foi feita pelo Porto relativamente ao comportamento selvagem que alguns dos seus adeptos tiveram. E pelo que vi, não foram nem os dirigentes do Benfica nem os membros do corpo policial a mandar uma cadeira, ou a lançar petardos para o meio das pessoas.
E isso faz toda a diferença.
 
por Jota às 21:40 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
O Triunfo dos Porcos
Orwell escreveu, no seu Animal Farm, que "todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais do que outros". Ontem lembrei-me muitas vezes dessa frase, ao olhar para a claque do Futebol Clube do Porto, que alarvemente atirava petardos às pessoas indefesas do anel inferior. Orwell falhou por pouco. Na realidade, todos os animais são iguais, "mas uns são mais animais do que outros".

Os Super Dragões, realmente, não valem o ar que respiram. Quem me dera a mim um lança-chamas no meio daquela cambada de alimárias. Aí é que a cidade do Porto ia ver o que era um fogo de artifício (na realidade, para mostrar a esse bairrozeco a norte o que é um fogo de artifício basta rebentar uma bombinha. De qualquer modo, é o único estrondo que deve haver para aqueles lados, sobretudo por alturas do fim de ano).

De resto, nada. Pretendia só ressalvar estes detalhes. Os meus colegas já disseram o resto. Se fosse hoje, eu tinha vergonha de ser "morcão". Como tive quando, em pleno Estádio Nacional, e sem culpa alguma do meu clube (está no acórdão -leiam-no - se souberem ler, claro!), um suposto "adepto benfiquista" matou um adepto adversário por disparar um very-light um pouco mais abaixo. É vergonhoso que ninguém condene a actuação ridícula destes dromedários.

Absolutamente inaceitável.
 
por JAS às 02:30 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Abril 02, 2007
Meia Parte de Avanço
... o e campeonato a não depender já de nós. Foram os nossos piores primeiros quarenta e cinco minutos de há algum tempo a esta parte. A jogar em casa, o Benfica devia impor-se, jogar no meio campo adversário, controlar o ritmo de jogo, enfim, como se costuma dizer "ir para cima deles". Mas, em vez disso, decidimos jogar em contra-ataque num jogo em que era obrigatório vencer, ainda por cima, em nossa própria casa. O nosso treinador, no flash interview disse isto mesmo, fazendo uma análise brilhante dos erros da nossa equipa neste período do jogo. Não se percebe é que, sendo ele o treinador, porque é que não os corrigiu no momento, deixando toda uma parte de avanço…
No segundo tempo, coincidência ou não da entrada em campo do Rui Costa, assumimos, definitivamente, o jogo. Mas aí já estávamos a perder por 1-0 o que, aliado a um certo começo de desespero e à manha dos jogadores daquele clube (simulação de lesões, demoras na reposição de bolas, constantes provocações aos nossos jogadores e até adeptos, etc), tornou as coisas muito mais difíceis. Mas lá conseguimos o empate num bom lance do David Luíz que contou com a ajuda da "múmia" Lucho. Isso animou as hostes, e ainda tivémos duas ou três boas oportunidades, das quais saliento a cabeçada do Mantorras que só não marcou porque o Helton fez a defesa da vida dele.
O campeonato não está perdido, até porque de certeza que o Porto não irá vencer os jogos todos até final. O grande problema é que nós também não os iremos vencer.... A ver vamos, então.

Pontuações:

Quim - 6 (Safou o primeiro golo com uma boa saída aos pés do Macaco Adriano. Mas perde imenso tempo a recolocar a bola em campo e não percebe que bolas bombeadas para a cabeça do Miccoli são de pouco sucesso...)
Nélson - 6 (Limitou-se a secar o Quaresma, o que já não foi mau. Até adeptos benfiquistas vaticinavam já a morte do Nélson pelo espectáculo do Quaresma. Quanto a mim: ou o Nélson é um excelente defesa (que não acho que seja), ou o Quaresma é mais um "artista de circo" que, depois de mil de duzentas perdas de bola e centros para trás da baliza, lá consegue meter um golo... O problema do Nélson é, então, muito simplos: não saber fazer um (!) centro.)
David Luiz - 8 (Brilhante jogo. Não perdeu um único lance. Estou ancioso por vê-lo a fazer dupla com o Luisão.)
Anderson - 2 (Juro que não é perseguição, mas o que é facto é que voltou a estar ligado ao golo sofrido, uma vez que deixou o Pepe à vontade para cabecear. De resto, só perdas de bola infantis e perigosas. Valeu-lhe ter o David Luíz ao lado.)
Léo - 7 (Tentou subir mais vezes na segunda parte, o que beneficiou - e muito - a equipa. Na defesa, seguro como sempre.)
Katsouranis - 3 (A sua saída ao intervalo era desejada por todos...)
Petit - 7 (Na ausência do outro trinco tentou fazer o trabalho de dois, o que até conseguiu com algum êxito.)
Simão - 6 (Muitíssmo marcado pelo Paulo Assunção, só conseguiu escapar poucas vezes. Não foram as suficientes.)
Karagounis - 8 (Grande jogo. Não percebo porque é que alguns adeptos embirram com ele. Está sempre à procura da bola e é dos que mais se esforçam tanto na defesa como no ataque. Na segunda parte ajudou o Rui a construir jogo e foi muito daí a nossa melhora.)
Miccoli – 7 (O jogo não lhe saiu muito bem, mas teve o mérito de não se esconder.)
Nuno Gomes – 5 (Continua muito apagado. Ontem, nem as tabelinhas lhe saíram bem. E quando isso acontece, a sua produtividade é (quase) nula.)
Rui Costa – 7 (Coincidência ou não, foi com a sua entrada que o Benfica também entrou – finalmente – campo.)
Derlei – 6 (Até que enfim que entrou bem. Não sei se foi só por causa do jogo ser contra o Porto, mas o que é certo é que tentou empurrar a equipa para a frente e conseguiu alguns lances de grande perigo na área adversária.)
Mantorras – 6 (Estou sempre à espera que, por meio de foras-de-jogo ridículos ou de perdas de bola estúpidas, marque um golo. E ontem só não conseguiu por causa duma defesa monumental do Helton.)

Árbitro: Pedro Proença - 7 (Avé Maria... José Morgado)
Melhor em Campo: David Luíz
 
por Mavs às 15:14 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Abril 01, 2007
Hoje...
decide-se muita coisa.
A sete jornadas do final, uma vitória coloca-nos na pole position para o título. Se tal acontecer, temos um calendário mais favorável para poder manter a vantagem. Mas a pressão sobre nós também aumenta, pelo que vai estar em causa o estofo e a capacidade de aguentarmos a pressão de sermos obrigados a ganhar os jogos que faltam.

Confesso que tenho andado nervoso com este jogo. E esse nervosismo deve-se basicamente a 3 jogadores: Moretto, Anderson e Nelson.
Se o primeiro parece ir para o banco de suplentes, com a recuperação de Quim, Anderson é uma presença obrigatória no centro da defesa, por falta de alternativas. As suas paragens cerebrais tiram anos de qualquer adepto (como aquele atraso no jogo com o Estrela), por isso só nos resta esperar que tal não aconteça hoje.
Com Nélson, o caso é mais bicudo. Temos aqui um lateral com bastante potencial ofensivo, devido à sua capacidade de cruzar, mas que não detém, defensivamente falando, inteligência para se colocar no terreno de jogo. Pela frente terá o melhor jogador adversário, com a imprevisibilidade e técnica que se lhe reconhece. Por isso, acho que o duelo Nélson-Quaresma vai depender muito dos primeiros lançes entre eles; se Quaresma começar logo a "humilhar", Nélson pode ir abaixo...

Em jeito de prognóstico, 2-1 para nós, golos de Quaresma e Miccoli.
 
por Jota às 12:17 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)