origem
Terça-feira, Julho 31, 2007
Decadente
Deixemo-nos de tretas: os jogos de preparação são para ganhar e, face normalmente a adversários muito limitados, devem proporcionar boas exibições aos adeptos sedentos de jogos e indecisos quanto à possibilidade de virem adquirir lugares cativos para a temporada.
O jogo do passado domingo foi, numa palavra, um desastre. Temo, aliás, que assistimos àquilo que a nossa equipa irá proporcionar ao longo da época: um jogo sem "garra", sem vontade, mal jogado e que irão, no fundo, dar más exibições aliadas a... derrotas.
Foi o pior que poderia ter acontecido a uma equipa que acabou de perder o seu melhor jogador, que não (conseguiu) contratou nenhum substituto de renome que empolgasse os sócios e que viu o seu presidente a dizer, além de "qualquer treinador do mundo (!!) gostaria de treinar o Benfica esta época (o Mourinho também?!)", que "temos a melhor equipa dos últimos 10 anos (isto antes ou depois da saída do Simão?)".
Eu não queria acrescentar a este "bolo" o seu pior ingrediente: Fernando Santos. Mas vou fazê-lo. É óbvio que, nesta altura, a desculpa será: "ah e tal, estes jogos são pr'os automatismos" e tretas do género (no final da época já todos sabemos que a desculpa será "estava preparado para começar a temporada com o Simão e depois ele saiu..."). Mas que raio de táctica é aquela com que Fernando Santos começou o jogo? Será que a equipa com que iniciámos o jogo é a nossa equipa-tipo? São estes os nossos melhores jogadores? Que raio de primeiras-opções foram aquelas? Será que o Nuno Assis por ser coitadinho-que-grande-injustiça-cumpriu-pena-por-doping terá, forçosamente, de ser titular ao longo da época? O Butt é a primeira opção para a baliza? E o Nélson para lateral direito? O Bergessio é tão bom como o Lisandro López? E o tractor que é o Zoro?
Aqueles adeptos que ficam felizes por, apesar de termos acabado o campeonato em terceiro, "jogámos alguns joguinhos bem" e que não se importam de termos trocado o Simão por um miúdo com nome de menina, irão defender a "instituição" e dizer que estes jogos são para criar este tipo de dúvidas. Mas não será antes pelo facto de eu querer um "Benfica a sério" ou de estarmos a duas semanas de jogar (outra vez...) o jogo mais importante de toda a época (a eliminatória da Liga dos Campeões, aquela competição que até o Sporting entrou directamente...) que a exibição absolutamente decadente que fizémos no domingo me deixa (e deve deixar todos) preocupado?

P.S. (dirigido ao Fernando Santos) - Perdes no próximo domingo contra a lagartada e podes-te ir embora.
 
por Mavs às 15:38 | Link | 14 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Julho 28, 2007
Probabilidades
Cardozo: 9 milhões de euros
Di Maria e Andrés Díaz: 6 milhões de euros
(Supostamente) Adu: 2 milhões de euros

Hum... será que, sem eu dar por isso, o Benfica roubou um banco? É que se roubou, aviso já: quero distribuição de lucros pelos accionistas! Não pensem que eu deixei de vender aos chineses apenas e só por amor à causa.
 
por JAS às 11:18 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Julho 27, 2007
Em Portunhol, que para quem é, bacalhau basta!
Non comprendo qual es lo vosso problema con Simon. Jo lo sé que este es un jugador con alguma idad, pero jo también lo sei que el Atlético es un club muy pequeño. E también sé que lo presidente de vos otros es lo hijo de un otro que es muerto e que a sido acusado de varios crimens.

Jo también sé que vos otros an passado uns tempitos na segunda liga e que lo Atletico a perdido recientemente con un club de nombre impronunciable na Intertoto. Todos estes factos proban que vos otros non estan habilitados a hablar de fútbole, como tal, los comentarios que an hecho na Marca sobre la diferenzia entre Simon e Quaresma son próprios de gente que non comprende nada de fútbol.

Pero jo puedo explicar qual son las diferenzias. Primero, Simon non tienta robar los anillos de todos los otros jugadores, bien como de los árbitos que apitan lo partido. Porque pensan vos otros que nos otros lo habemos llamado Harry Potter? Es la magica que le permite hacielos desparecir.

Segundo, Quaresma solo sabe hacer la tribela. Jo no vo explicarbos o que es la trivelaporque vos no lo entenderés. Esto es para todos qui entienden que Simon es bienmejor que Quaresma. Los otros, como vós, tienen que vibisionar un poco más de fútbol para entiender.

Tercero, Simon puede hacer tres posiciones diferentes. Quaresma hace sómente duas.

Quarto: La mujer de Simon es bien más guapa que la mujer de Quaresma.

Quinto: Simon ha jugado fútbol en el Benfica. Quaresma pertience a otro club que lo Grande Real Madrid, el segundo mejor club del Mundo, e lo maior de Espanha,conezcebien. Pepe, lo "central perfeto" in otro mundo que non esto en que nos otros vivemos,a sido comprado a este otro club e,a pesar de jo no gustar de Pepe, jo estoy cierto queel será un dos que marcarón un dos gols que vos otros sofrerón contra el Real, el mejor club de Espanha, na goleada de zero a seis en el Vicente Calderón.

Por todas estas razónes e por muchas otras que jo no tengo paciencia para enonciar, Simon es muchas vezes mejor que Quaresma. E se vos otros no lo entenden, este es un grave problema vosso. Pero jo no quiero saber.

Tengo dito!

PS - Non se diz Mahhhhata como se vos otros tienen un problema sério en la garganta, com la acentuación en el "H". Non: se diz Manhattan. E no se diz isla, más Island, sien pronónciar el "esse". Es inglés, mierda, non espanhól!
 
por JAS às 16:38 | Link | 7 tragédia(s) escrita(s)
Di María
Vou ser sincero: Não conheço o jogador, nunca o vi jogar.
Por isso, tudo o que vou escrever sobre ele é influenciado pelos jornais: tem a seu favor ser titular da selecção campeã do Mundo de sub-20, tendo marcado 3 golos, e feito 2 assistências; mais ainda, parece ser polivalente, podendo fazer todas as posições do ataque (à semelhança de Simão). Para concluir, parece ser barato (compramos 80% do passe), e ainda traz companhia, um tal de Andrez Diaz, 24 anos, (compramos 50% do passe), outro perfeito desconhecido para mim, pagando para tal 6 milhões de €.

Tendo todas estas qualidades, quais podem ser as desvantagens?
Primeiro, é uma promessa argentina.
E eu ainda me lembro das carradas de "promessas" que aterraram na Portela com destino a Alvalade, e que não deram nada, nomeadamente Gimenez (ou como é conhecido hoje em dia, Bruno Marioni), Kmet ou mesmo o Quiroga; tirando o Duscher, os restantes foram um flop.
Depois, é um "menino", sem experiência europeia, o que vai implicar uma adaptação ao nosso estilo de futebol. E nós sabemos que precisamos de alguém que pegue de estaca, que consiga assumir a ala, sob pena de ficarmos presos num losango só com médios-centro... Para mais, Fernando Santos não tem propriamente perfil para delapidar um diamante, como este Di María parece ser.
Finalmente, a serem verdade as seguintes declarações, começo já a sentir uma leve irritação: "Sei que o Benfica é um clube enorme e que luta por grandes títulos. Por isso, espero fazer uma grande temporada em Portugal e ir depois para o Chelsea".
O gajo ainda nem assinou e já está a pensar noutro sítio? Desculpem, mas assim não!
 
por Jota às 09:54 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Julho 26, 2007
Está descoberto
É o D'Alessandro. O meu nariz torce-se com veemência. Não é um jogador que me agrade particularmente. Passado demasiado dúbio, jogador do Saragoça... não percebo por que raio é que fomos comprá-lo agora. Não quero sequer pensar no preço. Mas é o que temos, pelos vistos.

A notícia foi dada pela SportTv, que já o deu como confirmado, de acordo com o Mavs. Sai Simão, uma certeza, entra D'Alessandro, jogador pouco habituado a suar a camisola, segundo consta nos clubes por onde passou.

Não gostei.
 
por JAS às 23:30 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
A clareira
Caros leitores,

Creio que posso falar pelos meus colegas de blogue quando digo que nenhum de nós concebe a vida sem objectivos. Uns mais importantes do que outros, é certo, mas, ainda assim, todos eles fundamentais, sobretudo quando pessoais, para a nossa evolução e desenvolvimento. Há cerca de um ano e picos, quando começámos a Ilíada, jamais diríamos que, num dia, seríamos honrados com a visita de duzentas pessoas. Para blogues maiores, são número irrisórios. Mas para nós, que damos tudo o que temos em cada post (ao contrário de muitos jogadores do Benfica, por exemplo), cada uma dessas visitas é singular e fundamental, não relevando para o caso o facto de apenas podermos reconhecê-las individualmente através dos números de IP.

É triste que este objectivo por nós delineado se alcance graças a tão desapontante notícia, mas a verdade é que nenhum sucesso escolhe o fracasso em que se apoia. Acontece, simplesmente. E é por termos conseguido chegar às duzentas visitas que queremos agradecer aos fiéis e aos infiéis, aos lampiões, aos lagartos e aos tripeiros, aos que só vieram hoje e aos que vêm todos os dias, enfim, a cada um de vós que nos ajudou a construir esta epopeia fenomenal que é o Sport Lisboa e Benfica.

A todos, um sincero obrigado!

A Ilíada Benfiquista
 
por JAS às 20:03 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Vê lá é se não vais passear como o Hugo Leal... BURRO!
Não sei porquê, mas algo me diz que esta saída do Simão tem aquele toquezinho "a caril" do Jorge Mendes. Muita negociata com o Porto, muito pouca com o Benfica e o suficiente para assegurar que, este ano, a coisa vai andar preta.

Foda-se... trocar o Benfica pelo Atlético de Madrid é daquelas merdas que não engulo por nada. Sobretudo depois de ter sido segunda escolha, atrás do segundo melhor jogador da Liga, um gajo tão fraquinho, tão fraquinho que até o Olímpio Bento, esse "jornalista" a soldo do FC Porto, diz mal dele.

Não compreendo. Confesso que não compreendo. E, perdoem-me o pessimismo, acho que esta época terminou aqui.

Opiniões...
 
por JAS às 08:17 | Link | 31 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Julho 25, 2007
Enganos
Escrevi aqui, há uns tempos, que este poderia ser o ano de Simão. Alguns dirão que os últimos já o têm sido. Não para mim, como explanei na "Carta Aberta" que escrevi. Simão é fundamental, mas ainda não é - e, julgando pelo andar da carruagem, jamais o será - fenomenal. Como Rui Costa.

Já sei que a carreira de futebolista é curta e, tendo em conta o limitado grau intelectual e cognitivo dos petizes (cuja capacidade cerebral se deslocou por inteiro para os membros inferiores, honrosas excepções já sublimadas), que a oportunidade de enriquecer diminui numa proporção inversa à da idade. Simão não vai para novo. Mas também não vai para velho. Vai, ao que parece, para o Atlético de Madrid. Já muito foi escrito sobre a coisa. Já várias vezes foi posta em causa a qualidade - dúbia, muito dúbia - do clube madrileno e a sua capacidade para, sequer, chegar à Liga dos Campeões.

Parece, todavia, que o sucesso desportivo é um acessório para Simão. Ser campeão, ganhar a Champions, jogar bom futebol... tudo isso é relativamente importante. Acima de tudo tem de estar a possibilidade de ganhar muito dinheiro. Não vou sequer perder tempo a entrar pela velha teoria do mercenário. Deixo isso para outro post sobre o Figo. E não pretendo, de forma alguma, começar uma discussão sobre os malefícios do futebol moderno (exactamente iguais aos do antigo, se tal tivesse sido possível anteriormente) e sobre a forma como o dinheiro gera não só dinheiro, mas uma acefalia profunda nos seus detentores, mormente quando a profissão é exercida com pés ou com apitos. Deixaria isso para um post sobre Cristiano Ronaldo, mas creio que o problema é de nascença.

Verdade seja dita, se eu tivesse o quociente de inteligência de uma amiba, também quereria ir ganhar cinco milhões de euros por ano para o Shaktar Donetsk (o Atlético Madrid da Ucrânia... não, parece que, afinal, o Shaktar ganha títulos), onde a equipa seria tão fraquinha que eu sobressairia sem problemas. Ambiente simpático, nível de vida pateticamente superior ao da maior parte da população, um Maseratti ou um Ferrari, um casarão numa das principais avenidas da cidade (isto, claro, se a Ucrânia tiver avenidas dignas desse nome) e muitas louras verdadeiras com as quais eu pudesse impedir a minha mulher alourada de passar constantemente nos vários Arcos, sejam eles quais forem, que certamente existem para aqueles lados.

No fundo, no fundo, estamos a falar de prioridades. Existem aqueles cujo objectivo máximo é a idolatria (com todos os seus prós e contras) dos adeptos, a sensação de ter um estádio cheio a aplaudi-los mesmo quando jogam pelo adversário, as páginas da História. Outros há que apenas pretendem ganhar muito dinheiro, jogar todos os domingos e dizer banalidades em cada uma das conferências de imprensa dadas - ainda que num português superior ao da mediania, sem que, no entanto, atinja a excelência.

Simão, creio, cabe perfeitamente no segundo plano. Não é de agora que acho isto. E não vou achar outra coisa mesmo que ele fique. Como também já escrevi, o Benfica precisa de Simão tanto quanto Simão precisa do Benfica. Com a diferença que Simão, caso saia, acabará por se apagar, enquanto o Benfica permanecerá, diria eu, ad eternum. As opiniões podem variar. E variarão. Lá está: eu ficaria. Mas eu não evoluí do Neandertal. Simão, creio, também não. Mas às vezes, parece...


Acrescento - faz-me confusão perceber como é que o melhor jogador da Liga Portuguesa aceita ser a segunda escolha de um clube de quinta categoria, quando a primeira, ainda por cima, é a action figure - versão futebolística do Lello...
 
por JAS às 17:42 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Julho 24, 2007
Haja Alegria, Haja Casal Garcia
Estive ontem para escrever que os jornalistas espanhóis conseguiam dedicar-se com mais vigor à arte da copofonia que os portugueses, habituais mestres na matéria. Naturalmente, referia-me aos arquitectos de nomenclaturas da Marca que, depois do hilário "Central Perfeito", resolveram presentear-nos com a piada dos 15M € mais Costinha é igual a Simão Sabrosa.

Claro que isto sucedeu ontem e os portugueses, ciosos da tal mestria, não quiseram deixar os seus créditos por mãos alheias. Assim, os geniais jornalistas de um certo jornal português, famosos por capas como a de um certo jogador do Sporting vestido de guerreiro ou a do pontapé a cento e tal quilómetros horários de Ronny, quiseram demonstrar que, na fina capacidade de "entornar", não há absolutamente ninguém que os vença. Resolveram assim, depois de conversas profundas com amigos comuns (para citar apenas alguns, JB, Johny Walker, Porca de Murça, Casal Garcia...), dar palpites sobre a transferência de Simão para o Atlético de Madrid, a tal veiculada ontem pelo jornal espanhol, criando mais uma capa digna desse nome: "Assim não se faz".

Para bom entendedor, meia pinga bastaria. Mas os senhores do tal jornal, supostamente homens de pinga inteira, não quiseram, de forma alguma, permitir interpretações directas e imediatas. Não! Há que deixar lugar à especulação. Resta, assim, a pergunta: o que é que não se faz assim? Jornalismo (como diziam na Tertúlia)? Capas? Mateus Rosê? Ninguém percebe.

Ou será, fazendo aquilo a que os juristas chamam "interpretação ad absurdum", que os tipos do referido desportivo receiam tanto a equipa do Benfica que necessitam de fazer todo e qualquer tipo de lobby rasteiro para tentar convencer Simão a convencer-se? Não faz sentido: é suposto existir um Código Deontológico que os jornalistas devem seguir e que não permite (ou não deveria permitir) foices destas em seara alheia. Que eu saiba, um jornal é suposto dar notícias e, nalgumas modalidades específicas, opiniões. Opiniões essas que costumam ter um nome e uma cara e não um jornal inteiro como escudo. Com que efeito? Para que possam ser pedidas contas às iluminárias que escrevem enormidades destas.

Confesso que é ao ler esta quantidade de absurdos que acho que o 25 de Abril (comunagem, todos comigo, vamos lá!) falhou rotundamente. A liberdade de imprensa não pode e não deve ser um misto de anarquia e incompetência, em que todos podem escrever aquilo que lhes apetece, sem consequências de maior. O Tal Jornal julga poder fazer este género de títulos. Infelizmente, pode mesmo. Os nossos iluminados magistrados ainda não perceberam que as liberdades de terceiros não podem ser sacrificadas em nome da liberdade de imprensa, apesar da histeria das "madames" e dos seus lápis azuis. Que eu, francamente, gostaria de enfiar, bem afiadinhos, no sítio onde o sol não brilha do simpático autor que fez a capa, o artigo e, para não dizerem que eu faço discriminação hierárquica, a edição.

Se já chegaram a este ponto e a época ainda nem começou, nem quero imaginar quando começar. Mais um aninho com vinte e tal "penáltes" à Jardel? Para os senhores do Tal Jornal, pelos vistos, sim. Aliás, sai mais um panachê, que este já deu o que tinha a dar!
 
por JAS às 11:52 | Link | 7 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Julho 23, 2007
Cluj
E aí está o primeiro jogo da época. Finalmente podémos ver todos os reforços contratados até ao momento e, para primeiro jogo "a sério" até nem foi mau de todo, ainda que tivéssemos empatado...
De todos, dois nomes se destacam: Cardozo e Butt. O primeiro (e, para já, ao contrário do que escrevi aqui, quando o vi jogar pela primeira vez, e que me decepcionou) foi o melhor em campo. Alto, ganha todas as bolas de cabeça, sabe tabelar e, principalmente, rematar (há quantos anos não tínhamos um avançado destas características!). Ainda assim, não devemos já "embandeirar em arco", uma vez que o novo nº 7 está em grande forma (em que cuja participação na Copa América não deve ser alheia...).
O segundo, o Hans-Jorg, é uma nulidade. É caso até para dizer que foi um erro (!) mandar "pastar" o Moretto. Sempre o achei um "péssimo-guarda-redes-com-a-mania-que-é-o-sucessor-do-Kahn". Aquele segundo golo sofrido é, para ser brando, absolutamente ridículo e digno de um Bossio. Mas, ainda assim, do mal o menos: com este frango, o alemão ficou já absolutamente "queimadíssimo" para o resto da época: o lugar de Quim não sofre, assim, qualquer tipo de contestação. Pelo menos até o Moreira recuperar.
De resto, a defesa está ainda muito instável. A entrada do Luisão é, obviamente, de saudar mas o David Luíz parece ainda muito "verde" (no entanto, defendo que deve evoluir... a titular). O Zoro, pelo menos a defesa-direito, é para esquecer e, do outro lado, o Miguelito é mau demais.
No meio-campo, são onde as coisas estão melhores: apesar das claras culpas do Katsouranis no primeiro golo deles (não acompanhou o médio que entrava), a entrada do Manuel Fernandes dá enormes garantias. Com o Rui a fazer golos daqueles e, espera-se, com o Simão, vai ser difícil encaixar a estes todos o Petit. Não sei quem sairá, principalmente nos jogos, em casa, contra as equipas mais acessíveis.
No ataque, é difícil dizer algo mais do que: Cardozo. Até porque o Bergessio não existiu e ainda não sei o que ele realmente vale.
Por último, o sérvio (Strete... quê?) é para dispensar antes do fim do período de experiência, mas o Fábio Coentrão até se "mexe" bem. Resta saber se a sua faceta "Cristiano-Ronaldizada" não o afectará em demasia.

Classificações:
Quim - 7 (Algumas boas defesas. Enquanto o Moreira estiver lesionado pode dormir descansadíssimo)
Zoro - 4 (Um passador. Espero que, a central, demonstre aquilo que vale - ainda que não saiba se é muito ou pouco)
Luisão - 8 (Que saudades!)
David Luíz - 6 (Com o Luisão a seu lado, tem tudo para evoluir. Fez uma excelente primeira parte, mas decaíu - e muito - na segunda)
Miguelito - 4 (Fraquinho)
Katsouranis - 5 (Fez um razoável jogo para início de época mas teve culpa (grave) no primeiro golo sofrido)
Manuel Fernandes - 7 (Para mim, e pese embora tenha gostado imenso do Cardozo, é a melhor contratação para este ano)
Rui Costa - 8 (Apesar da idade, foi dos poucos que fez o jogo todo - será que o Santinhos não o podia ter tirado?! Aquele golo é qualquer coisa! A lembrar o que marcou, na Luz, à Inglaterra)
Simão - 6 (Não sabe jogar mal mas ontem não foi dos melhores)
Bergessio - 5 (Nem dei por ele)
Cardozo - 8 (Parece que, afinal, temos avançado. Será que este tipo de exibições são para manter?)
Butt - 2 (Uma defesa mediana que fez já no final do jogo, não apaga o erro ridículo que cometeu. A fazer lembrar as exibições do Derlei só que na baliza)
Miguel Víctor - ... (Não teve tempo para demonstrar nada mas é dos melhores júniores que temos)
Stretenovic - 2 (Esqueçam lá isso!)
Romeu Ribeiro - 5 (Fez um ou dois passes. Nada demais)
Fábio Coentrão - 6 (Ia marcando um bom golo. É rápido e finta bem, ainda que exageradamente)
Manu - 4 (É quase tão rápido como o Obikwelu mas deve jogar tão bem como ele)
Mantorras - 5 (Costuma ser trapalhão mas finalizador. Ontem foi só trapalhão)
Yu Dabao - ... (É o novo João Coimbra. Há de fazer uns 20 jogos no campeonato e uns 20 minutos de jogo jogado...)
 
por Mavs às 01:52 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
Assim nos entretantos...
... e se fôssemos buscar, sei lá, o... Freddy Adu?!
 
por Mavs às 01:50 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Julho 22, 2007
Desde pequenino...
Para mim, a maior parte dos futebolistas são indíviduos sem qualquer tipo de apego ou apreço pelo clube que representam, e como tal, capazes de dizer e fazer o que for preciso, se isso implicar uma melhoria das suas condições, mesmo prejudicando o clube que os tornou visíveis (lembro-me de Jardel, de Miguel, de Tello, por exemplo).
Dir-me-ão os leitores "ó Jota, mas não é isso que toda a gente faz?".
A resposta, por ser sobejamente apoiada em (maus) exemplos, dentro e fora do futebol, é infelizmente "Sim".
Basicamente, olho para a esmagadora maioria dos jogadores, e vejo neles mercenários.
Desde Futre que assistimos a estas trocas e baldrocas: Paulo Sousa e Pacheco a saltarem para o Sporting, com JVP a recuar na sua pretensão; Jankauskas a dizer que o Benfica era uma religião, e na semana a seguir estava a montar arrais na Igreja das Antas; João Manuel Pinto, central (tosco) do Belenenses, com passagem Porto, ao ingressar no Benfica afirma, com todos os "efes e erres" que era do Glorioso desde pequenino, depois de ter dito algo muito similar quando foi apresentado na turma azul e branca; temos agora a nova moda, dos jogadores que acabaram de ser contratados e já só falam em jogar bem para depois poderem dar o salto para algo maior... Enfim, tínhamos matéria para fazer um texto de metro.
Felizmente, existe Rui Costa, para me dar algum conforto relativamente a esta classe profissional.

Contudo, existe sempre lugar para mais uma surpresa, no que diz respeito à verborreia que um jogador de futebol é capaz de produzir.
Ontem, ao ler A Bola, na parte do futebol internacional, deparo-me com as parangonas "Ricardo é do Bétis desde pequenino". Por estarmos a falar de um clube que acabou a última edição da Liga Espanhola em 16º, não posso deixar de arregalar os olhos, engolir em seco e pensar "este gajo só pode estar a gozar!".
Ainda assim, sou dominado pela parte racional, que imediatamente impele o seguinte pensamento: "Sabes como são os espanhóis, sempre a pensarem que são os maiores. Lê o que ele diz, vais ver que não tem nada a ver com a manchete".
E li o seguinte:

"Podia ter ficado no Sporting, que esta época vai disputar a Liga dos Campeões, tive oportunidade de ir para Inglaterra ou para outra equipa espanhola mas, quando me falaram do Bétis, disse logo ao meu empresário: é para aí que quero ir!
Perguntaram-me porque não ia para Inglaterra e a minha resposta foi a de que o Bétis é um clube especial que está a fazer um grande esforço para formar uma boa equipa e chegar aos lugares que merece (...) Na época passada, sem ter a menor ideia de que viria para este clube, sofri até ao fim do campeonato para que o Bétis não descesse de escalão. Perguntava-me como era possível que o Bétis estivesse a passar por uma situação tão complicada. Antes de vir já era bético. Quando se sente no coração o clube que se representa, o trabalho faz-se com muito, muito mais gosto".

É conhecida a rábula que deu origem à sua saída de Alvalade. Queria ganhar mais, pretensão negada pelos seus dirigentes, estando a um ano de acabar contrato.
Mas daí a sair para um clube secundário em Espanha e fazer este alarido todo, como se ingressasse no Real Madrid, ou no Barça é apenas e só pobreza de espírito, e demonstrativo de uma mentalidade tacanha (já comprovada com os seus ataques públicos a Vitor Baía, sempre que dava uma entrevista, ou não comentando a sua retirada do futebol profissional).
É em alturas como esta que se tira a medida à grandeza de um jogador. Infelizmente, Ricardo "Coração de Leão" (?!?!?) fica-se por um tamanho pequeno.
E isso sabemos que existe a monte no nosso Portugal.
 
por Jota às 14:09 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Deixa-me ler A Bola em paz!
 
por Jota às 12:56 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Julho 21, 2007
Andamos a trocar técnica por centímetros?
Esta época assistiu-se a uma corrida por jogadores mais altos (com a correspondente subida de quilogramas); o futebol português necessita de mais capacidade atlética.
Os treinadores dos grandes, em uníssono, acabaram a temporada passada a pedir jogadores mais altos (ainda que o Porto até nem estivesse muito mal servido de centímetros). Porquê?Por um lado, um jogador alto pode aproveitar de forma muito mais efectiva o treino valorizador do poder de choque, do poder de elevação e do jogo de cabeça; por outro, permite criar alternativas tácticas (por exemplo, quando o Benfica começava bombear bolas para a área, dificilmente Miccoli com o seu 1m68 poderia ganhar esse cruzamento; mesmo Nuno Gomes, senhor de 1m81, tem poucas hipóteses de ganhar o duelo com centrais que rondam o 1m90...).

Olhemos para as grandes ligas (Espanha, Itália e Inglaterra): temos alguma grande equipa constituída maioritariamente por jogadores baixos? Não.
Tal não quer dizer que os jogadores baixos são uma "raça" em extinção; têm é de se posicionar em zonas de criatividade.
Ou seja, dificilmente um guarda-redes, um central ou ponta-de-lança baixo terá grandes hipóteses de singrar, a menos que seja um talento natural (por exemplo, Romário). Infelizmente, podemos comprovar tal afirmação com o percurso de Miccoli.
Também não quer dizer que se pretenda reactivar o paradigma "alto e tosco"; quer-se jogadores com compleição física, mas com um mínimo aceitável de técnica.
O nosso clube padecia particularmente deste problema no ataque. Vejamos a altura média no ataque do ano passado e deste ano:
  • Nuno Gomes (1m81) e Miccoli (1m68) equivalem a uma média de 1m74;
  • Este ano, com Cardozo (1m93) e Bergessio (1m78), sobe uns respeitáveis 12 cm; 13, se Nuno Gomes mantiver a sua titularidade.
    Seja como for, já estamos com números mais compatíveis com os centrais altos que vamos encontrando interna e externamente, podendo lutar pelo jogo aéreo na área.
Com esta corrida aos "altos", Benfica e Sporting tornam-se mais competitivos, especialmente fora de portas. Esperemos que tal se traduza em pontos (e preferencialmente, conquistas) para Portugal.
 
por Jota às 11:37 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Julho 20, 2007
O desnorte da FPF
1-A reunião entre Paulo Sousa e o Presidente da FPF estava agendada para a semana anterior à qual se realizou mas não teve lugar, por motivos de força maior, não sendo legítimo ligar o encontro com o resultado do jogo Portugal - Gâmbia, a contar para o Mundial Sub-20.

Este é o primeiro ponto de um comunicado emitido pela FPF.
Atentem na esquizofrenia latente na frase "à qual se realizou mas não teve lugar".
Tudo isto serve para confirmar a veracidade da notícia do Record, em que era dito que Paulo Sousa teria exigido os sub-20 e sub-21, e para grande desgosto nosso, para evidenciar o estado de podridão em que a FPF está mergulhada.

Que mão protege Couceiro?
Porquê?
 
por Jota às 12:49 | Link | 7 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Julho 19, 2007
Casos Nélson e Anderson: LFV 5 estrelas!
No dia da partida para a Roménia, dois casos para resolver internamente: Nélson chega atrasado ao treino, e é retirado da convocatória; Anderson recusa, simplesmente, seguir viagem.
Vão haver sanções (merecidas) para ambos.

Leio as declarações de LFV e é impossível esboçar um sorriso.

Relativamente a Nélson, disse:
«O Nélson é um caso muito simples: ele tem alguma perturbação e possivelmente não ouviu bem. Confundiu um treino que estava marcado para de manhã e achou que era à tarde. (...) Foram determinados objectivos para se cumprir e mal começa a época ele parece já não estar a entender o que é a camisola do Benfica e não tem cuidado com o trabalho que tem que desenvolver diariamente».

No que toca a Anderson, a coisa é mais dura:
«A única coisa que estranho é que ainda há oito dias, se fosse para ir para a Turquia, já não havia problemas com o filho», disse. «Com contrato para a Turquia já ia e mas connosco não vem. Não sei o que vai na cabeça dele, é um assunto que temos que tratar. (...) É algo que vamos resolver disciplinarmente. A equipa saiu sem ele. Se as pessoas pensam que podem sair pela pressão, estão enganadas. Ou se pensam que quando assinam contrato com o Benfica lhe garantimos a titularidade, não é nada disso. Assinou um contrato de livre vontade e quem entende quem joga é o treinador»

O meu aplauso a LFV. É raro, mas desta vez gostei de ouvir!
Há que manter pulso firme, e mostrar aos jogadores que existem regras para serem cumpridas.
 
por Jota às 23:09 | Link | 8 tragédia(s) escrita(s)
O 31 do nº 21
Depois da entrada de Cardozo e de Bergessio, o espaço de manobra de Nuno Gomes parece mais reduzido. Ainda assim, estamos perante uma situação complicada, que passo a apresentar:

Nuno Gomes rende (ou seja, marca golos) quando tem como companhia no ataque um avançado possante fisicamente. Foi assim no Boavista, com Jimmy, e no SLB com Brian Deane.
Contudo, tem um grave problema: falta de confiança na hora de rematar; tendo em conta que um avançado "vive" de golos, estamos conversados.
Para mais, estamos a falar de um jogador com 31 anos, presença habitual na Selecção Nacional e com um dos salários mais altos do plantel: o primeiro e o terceiro factor tornam-o um candidato à venda (por forma a realizar algum encaixe financeiro, e reduzir a fatia dos ordenados nas despesas correntes); o segundo e o terceiro tornam muito complicado transformar Nuno Gomes num crónico utilizador do banco.

Tendo tudo isto em conta, sinto-me dividido na apreciação da utilidade de Nuno Gomes no presente plantel.
Acho que Cardozo pode ser um belo complemento para o seu jogo, mas a presença de Bergessio pode atirá-lo para o banco, atribuindo Mantorras e Dabao papéis ainda mais secundários no plantel (tenho grande estima e carinho por Mantorras, reconhecendo-lhe valor suficiente para integrar o plantel, sendo merecedor de bastantes minutos na época que se avizinha; e acho que Dabao precisa de minutos para evoluir, aqui ou noutro clube, tendo demonstrado potencial na pretérita época, e durante esta pré-época).
E se nada de anormal acontecer com lesões, 4 avançados chegam perfeitamente (e sim, estou a contar com Mantorras).

Por isso, se de facto existiram propostas concretas (e interessantes, sobretudo) pelo detentor do nº 21, podemos ter perdido a última chance de vender o seu passe.
Veremos, no decorrer da época, se esta opção foi a mais sensata.
 
por Jota às 21:28 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Julho 15, 2007
Está tudo doido?

São situações destas que me deixam doente.
Manda a inteligência que primeiro se averigue o valor dos três guarda-redes e depois se faça a escolha do titular consoante aquilo que demonstraram.
Que eu saiba, as casas que se começam a construir pelo telhado nunca conseguem ser acabadas. Ou estará o nosso clube a tentar demonstrar a quadratura do círculo?
 
por Jota às 12:25 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Carta Aberta
Caro Simão,

Tenho de te confessar que não és, nunca foste e, lamento dizê-lo, nunca serás um dos meus jogadores favoritos. Não é de hoje. Mesmo quando chegaste à Luz, vibrei pouco. Menos do que talvez deveria. A verdade é que, à minha frente, estava um jogador de formação lagarta que não havia vingado num dos melhores clubes do Mundo. E isso, pour moi, sempre foi um motivo de desconfiança.

Entretanto, provaste o que vales. Mais ou menos. Nos jogos grandes continuas escondido, fugindo da bola, nunca te impondo como certamente sabes, evitando esfregar nas focinheiras adversárias o teu talento e classe. Como o fez, por exemplo, o "Menino d'Ouro" e, antes dele, tantos outros que por cá passaram.

Há duas ou três épocas, protagonizaste aquela cena ridícula, típica de um jogador mimado e pouco profissional, ao exigires ser escolhido para capitão e pondo em causa a qualidade e o profissionalismo não só do Hélder, mas de todo o grupo. Há um ou dois anos, diz-se que puseste os palitos à Pipinha. Não me entendas mal, Simão. Não sou um moralista. Por mim, até podias brincar aos comboios, se te aprouvesse. Desde que isso não afectasse o teu jogo. A verdade, porém, é que afectou. O Simão toureiro jogava muito menos do que o Simão normal.

Foi, por isso, sem grande problema que aceitei a tua partida no ano passado. Embora ache que vales mais do que o Valência, entendo que poucos são os que, como o Manuel Rui, pertencem pela eternidade a um só clube. O Benfica ia ser bem ressarcido e tu irias ganhar, enfim, o que pretendes. Acabaste por não ir, o que, nas palavras do jumento que te treina, afectou toda a época e toda a estrutura. Imagina então se tivesses ido!

Esta época, no entanto, conhecendo o suposto interesse do Atlético de Madrid, apertou-se-me o peito. O Benfica teria, se tivesse um treinador à altura das expectativas que se geraram, a possibilidade de dominar por completo o campeonato. O Sporting joga bem, mas perdeu jogadores importantes. O Porto já está novamente rico e, portanto, já possui espaço financeiro para mais um pacote de setenta ou oitenta maravilhas, tipo Areias, Mareques e porcarias que tais. A tua saída, como jogador conhecedor do grupo e capitão indefectível, deitaria por terra as nossas esperanças. Quando, finalmente, arranjamos um jogador alto, com poder de remate, que pode fazer a diferença (ao contrário da Maria Alice, que este ano foi nomeada distribuidora oficial de águas do Luso), existe outra vez a possibilidade de te ires embora. E isso não me agrada mesmo nada.

Deixa-me, por essa razão, dizer-te umas coisas acerca do Atlético e, já que estamos aqui, do Liverpool. O primeiro é um clube bonzinho. Lembras-te do Hugo Leal? A coisa correu-lhe tão bem que foi conhecer os clubes da 2ª Divisão por algum tempo. O Futre foi adorado, mas eram outros os tempos. Neste momento, competirias com o Valência, com o Barcelona e com o Real Madrid pelo título. Isto, claro, se não ficasses arredado dele antes do fim da primeira volta. Ou seja, é praticamente impossível conseguires seja o que for. Ainda por cima agora, com o Torres acabado de sair. É um clube perfeito para enterrar jogadores. Portanto, perfeito para o Ricardo Quaresma.

Já o Liverpool é um pouco diferente. É verdade que a Liga dos Campeões pode ser um atractivo, mas a Liga jamais o será. E o Liverpool, que tu tão bem eliminaste há uns tempos, pode ter sorte ou azar. E, caso prevaleça o segundo, vais andar à deriva durante a época inteira. Podes alegar que foi isso que aconteceu com o Benfica, mas, verdade seja dita, a época passada andaste a lutar até ao fim pelo título. No Liverpool, em Janeiro já o campeonato terminou para outros que não o Chelsea e o Manchester.

Creio que, para mim, nunca serás adorado como o Luisão ou venerado como o enorme Rui Costa. As pessoas fazem escolhas na vida e essas mesmas escolhas geram responsabilidades. Tu fizeste as tuas e deves carregar-lhes o peso. Ainda assim, tenho consciência que és um motor muito importante - fundamental - da equipa do Benfica e um predicado indispensável se pretendermos sonhar com o título.

Por isso, Simão, antes de aceitares quaisquer propostas milionárias de quem quer que seja, pensa nisto. És adorado pela maioria, no Benfica. Os teus filhos e a tua mulher estão em Portugal. Estudam em Portugal (os teus filhos, a tua mulher não). Cá tens praia, sol e todas essas coisas que vocês, futebolistas, costumam adorar. Uma língua que conheces. E um clube com uma história e uma dimensão dificilmente igualáveis em toda a Europa.

E, quem sabe, este pode ser o ano em que Simão Sabrosa se eleva ao nível daqueles que nós, como adeptos e escribas da História, ainda hoje relembramos.

Cumprimentos
 
por JAS às 11:12 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Julho 14, 2007
O Cego
«Não vejo razão para me demitir», diz Couceiro

O facto de seres absolutamente incompetente, de teres conseguido a proeza ridícula de sermos eliminados (por equipas também elas... ridíulas) de duas provas de escalões diferentes em menos de um mês e o facto de não teres qualquer "pulso" nem em putos de 20 anos, chega?
 
por Mavs às 19:39 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
O amor ao clube ainda existe
«Estou agradecido ao Real Madrid e é uma honra um clube tão grande estar interessado em mim. Mas depois da saída de Thierry Henry para o Barcelona não podia deixar o Arsenal desamparado»

 
por Jota às 10:48 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Hans Jorg-Butt
Ele marca golos... depois festeja, e sofre...
Acham que vem para assumir a titularidade? Preferia um GR jovem, uma aposta para o futuro. Continua-se a tapar o Moreira, não lhe dando hipóteses.


 
por Jota às 10:37 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Julho 13, 2007
A importância da Marca
"A marca Benfica é a mais valiosa entre os três grandes do futebol, atingindo um valor de 107 milhões de euros, segundo um estudo que a empresa Interbrand fez a pedido da agência Lusa. O F.C. Porto aparece em segundo lugar, com um valor de 73 milhões, enquanto o Sporting se fica pelos 66 milhões.

A Interbrand é uma empresa que avalia financeiramente as marcas desde 1989 e que divulga anualmente o ranking internacional das Melhores Marcas Globais. O estudo foi conduzido com base nas demonstrações financeiras recentemente publicadas pela Liga de Futebol relativas à época 2005/06.
O método aplicado para se conseguirem os referidos resultados foi, segundo a Interbrand, o Economic Use e implica «destacar dos lucros projectados para o negócio qual a parcela gerada pelo papel da marca e descontar esta projecção por uma determinada taxa de risco: a força da marca. O valor obtido será o valor da marca», refere a empresa na análise que fez.

Segundo a Interbrand a marca, no caso dos clubes de futebol, é o «activo mais permanente». «A época desportiva desvanece-se em ciclos de vitórias ou derrotas, os jogadores transferem-se ou emprestam-se, os patrimónios dos clubes alienam-se, os patrocínios mudam, mas o eu permanece na alma e na mente dos apoiantes é, sem sombra de dúvida, a marca do clube», refere ainda a Interbrand."

in Maisfutebol, aqui
 
por Jota às 16:29 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Boquiabertismos
"Sou meio índio, meio intelectual."
Macaco, aka Fernando Madureira, ao DN (13.7.07)
 
por JAS às 15:23 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Retornando ao velho Miguel
Depois de ler o último artigo de Miguel Sousa Tavares n'A Bola, fiquei a perceber qual o seu grave problema. MST não quer jogadores de futebol no FC Porto. Quer intelectuais. De esquerda, de direita, enfim, quer jogadores que se interessem pela história da cidade (tanta e tão interessante que ela é!), que não se preocupem com penteados, tatuagens, que não joguem playstation, que invistam no futuro, que aprendam línguas, que se dediquem ao clube ao máximo, suando nos jogos e nos treinos e que sintam o prazer (dúbio, muito dúbio) de envergar a camisola de um clube como aquele.

Esperem. Afinal, enganei-me. MST também não quer intelectuais. Não: MST quer Rui Costa.

Curiosamente, não foram feitas referências à frequência de casas menos próprias desse monumento fenomenal, esse arrojo arquitectónico, património universal que é a cidade do Porto, que alberga o "estádio mais lindo do mundo", cheio de correntes-de-ar, que é o do Dragão. Percebo a lógica. Não se pode pedir aos jogadores que deixem de seguir os mais elementares exemplos do homem que lhes paga o ordenado. Tal seria profundamente desrespeitoso. Lá diz o ditado: monkey says, monkey do. Literalmente.
 
por JAS às 12:30 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Cut the crap
Confesso que começa a irritar-me solenemente esta necessidade premente dos desportistas de outras modalides que não o futebol de virem queixar-se para as páginas dos jornais do facto de, em Portugal, só se ligar ao futebol, não interessando nada mais.

Marco Chagas, grande nome do ciclismo português, dixit. "Quando há bola, o resto não conta. Em Portugal é bola, bola, bola". Sendo esta uma das razões apontadas para o fraco sucesso Giro português. Pouco importa que o ciclismo seja uma modalidade desportiva a roçar o insuportável no medidor de tédio de qualquer amante da bola (e, já agora, de qualquer pessoa com um miligrama de adrenalina no sangue). Naturalmente, a culpa é dos amantes da bola e não dos organizadores das provas de ciclismo (como a entusiasmante Volta à Portugal). Aliás, se mudo mais depressa de canal quando está a dar a Volta, não é porque ver uns gajos com camisolas justas em cima de bicicletas, a tentar trepar montanhas, não seja emocionante. Eu é que sou um adepto da bola e, como tal, tenho um bloqueio mental que me impede de prestar atenção à maior parte dos outros desportos.

Verdade seja dita, esses pecam também por não chamar muito a atenção do público. O hóquei em patins teve, em Portugal, o seu expoente máximo com os manos Vélasquez na equipa do Benfica. Era emocionante, atractivo e tornava possível ver um jogo de hóquei do princípio ao fim. O vólei, pese o facto de ser uma modalidade pouco interessante quando não é jogada ao mais alto nível, consegue sê-lo nos grandes despiques internacionais. Nacionalmente, porém, um jogo de vólei, quando não decida um campeonato ou uma taça, dá sono. Dos profundos. Tal como o hóquei de hoje em dia, sobretudo depois das prestações ridículas da selecção nacional. E o andebol, apesar de este ainda conter algum grau de emotividade, sobretudo nos jogos entre os principais candidatos.

O grande problema, a meu ver, é a ausência de competitivadade, de espectáculo. O nosso basquetebol é irrelevante porque os seus praticantes, com raras excepções, são medianos. Não dão espectáculo e não é criado espectáculo à sua volta. Não pretendia que fosse semelhante à NBA. Pelo contrário. Mas gostava de estar próximo do nível do campeonato espanhol. O mesmo se passa com o andebol, com o vólei (onde até a versão feminina é desvalorizada) e com aquela seca insuportável a que chamam ciclismo. O Tour teve um pico de interesse com Lance Armstrong. Hoje em dia, já é demasiado técnico. Não há ali forças do destino. Não há despiques humanos. Não há limites a ultrapassar. É um desporto para tecnocratas sem pelinhos em cima de motorizadas sem motores.

Ao contrário da bola que, de tão simples, é compreensível após o primeiro jogo. E emociona, porque tem vários praticantes muito bons, a nível mundial. Não é uma questão de apoios. Quem quer apoios, procura-os. Tem é de assegurar bons espectáculos. Coisa que, francamente, não vejo acontecer.

O único exemplo de negligência, a meu ver, é o dos Paralímpicos que muitas vezes não possuem dinheiro para competir em Jogos onde geralmente se inserem nos grupos dos mais aptos. Dos melhores. Mas acaba aqui. De resto, não creio que os praticantes de atletismo se possam queixar demasiado. Quando os seus feitos são verdadeiramente louváveis (e não estou a falar de medalhas de prata, mas de medalhas de ouro ganhas contra os melhores de entre os melhores - recordo-me, por exemplo, das vitórias de Fernanda Ribeiro contra oponentes tão ou mais fortes que ela) merecem posições de destaque. Obikwelu, por exemplo, é uma estrela. Vanessa Fernandes também. Não porque tenha competição à altura, mas porque estabeleceu um dominío supremo na modalidade que pratica. E a tugalândia, como bem sabemos, sempre teve uma pancada ligeira por supremacias.

O que me parece inaceitável é que o futebol seja a causa de todos os males do desporto em Portugal. Tal como as pessoas que só vêem futebol. É assim em todo o lado. Porque será? Como diria um amigo, "pensem nisso".
 
por JAS às 10:57 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
El Pepe (ou a Vã Glória de Aldrabar)
Primeiro que tudo, os agradecimentos. Ao Vermelhovzky e ao jornal espanhol Sport. Ao primeiro por me ter dado a conhecer a notícia. Ao segundo, por tê-la trazido a público.

Creio que ninguém no seu perfeito juízo mental (obviamente, exclui-se à partida a maioria dos adeptos, desprovidos de polegares oponíveis, do clube que aqui vai ser enxovalhado) acreditou que o Real Madrid pudesse ter comprado, pela absurda quantia de 30 milhões de euros, um defesa-central que nem sequer é convocado para a selecção brasileira (o que invariavelmente remete para o tema, que me é pouco caro, da sua inclusão - lixo, mais lixo - na selecção luso-brasileira, que tratarei, certamente, em post futuro) e que é praticamente desconhecido em Espanha. Assim sendo, logo surgiram explicações - para os dignos adeptos do FC Porto, "teorias da conspiração" - para tão avultado valor por tão mediano jogador. Falou-se das comissões, de alimentar as várias bocas que vão comer ao FC Porto e às suas transferências milionárias, enfim, várias foram as hipóteses aventadas para explicar o inexplicável. Todavia, nenhuma delas possuía um fio de lógica. Pelo menos, não como a que vou aventar em seguida.

De acordo com o jornal Sport, parece que o Pepe só custou 12 milhões de euros. Não pode ser!, indigna-se, de imediato, a massa azul-e-branca. Por acaso, até pode. O esquema é o seguinte: o Real Madrid compra o Pepe por 12 milhões de euros e paga ao Porto os 18 respeitantes à terceira tranche do pagamento do Ricardo Carvalho, sendo esse valor posteriormente abatido à transferência do Robben do Chelsea para o Real Madrid.

Rebuscado? Nem por isso. Pelo contrário: faz muito sentido. O pequeno detalhe é que o FC Porto comunicou à CMVM, em 2004, o valor total da venda de Ricardo Carvalho. Ou seja, 30 milhões de euros. E voltou a comunicar, em 2007, os 30 milhões de euros do Pepe. Ou seja (novamente), cometeu uma, vá lá, ligeira infracção. Que, por acaso, até consta que seja crime. O que implica que o Porto está, novamente, no bom caminho. Nada a que não nos tenha já habituado nos meses que passaram.
 
por JAS às 10:16 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Julho 12, 2007
G-o-l-a-ç-o!
O golo é brutal, mas o comentador é ultra-irritante.
Para não ficarem com dores de cabeça, tirem o som e apreciem a imagem. Afinal, é isso que interessa.


 
por Jota às 21:32 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Campanha de Captação de Sócios do Getafe
Um bocado a roçar o hardcore...Em Portugal seria o completo escândalo.
Mas a malta é de brandos costumes, por isso ninguém ousaria imaginar sequer algo deste género!


 
por Jota às 21:18 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Julho 10, 2007
Matutando (nada a ver com batatas)
Ao chegar a um quiosque de jornais, logo pela manhã vejo a capa d' O Jogo. Pepe no Real Madrid, por 28 milhões de broas.
Já no trabalho, confirmo a transferência, por uma verba mais alta (dirão os portistas, por valores mais consentâneos com a qualidade do jogador; eu discordo, mas isso não interessa).
No regresso a casa, vejo no Record a confirmação de que Jorge Andrade vai para a Juventus por 10 milhões de Euros.
Depois disto, fico a matutar:
a) quem é que comprou melhor?
b) Pepe é assim tão bom, que valha exactamente o mesmo que Ricardo Carvalho (para mim, um monstro na defesa)?
c) se o Porto vende o Lucho e o Quaresma, ficam sem equipa. Aí, a exigência a Fernando Santos tem de aumentar (se nem assim ele ganhar o campeonato, o que raio pode andar a fazer no nosso clube?)
 
por Jota às 22:11 | Link | 7 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Julho 07, 2007
As perdas dos grandes
Nota: este artigo é da autoria de Luís Sobral, director do MaisFutebol. Podem encontrar o original aqui.
.
"Até agora todos os grandes tiveram uma baixa de peso.
O F.C. Porto perdeu Anderson. O Sporting ficou sem os desequilíbrios de Nani. O Benfica viu partir o seu avançado mais eficaz em frente ao guarda-redes, Miccoli.
F.C. Porto e Sporting ainda receberam milhões de euros. O Benfica preferiu gastar o dinheiro (e muito, por sinal) num paraguaio de nome Cardozo e alguma fama na América do Sul.
Na prática, o Benfica escolheu Cardozo a Miccoli. Trocou o certo pelo duvidoso. Um avançado adaptado e capaz de fazer golos, embora com problemas físicos, por alguém de perfil bem diferente, mas com tudo para provar. E é bom não esquecer que a última «grande compra», o mexicano Fonseca, só durou meia época.
Ao deixar sair Miccoli e Derlei e fazer entrar Cardozo e Bergessio, em teoria o Benfica começa a época um pouco menos forte na frente. Para que estas contas não sejam exactamente assim no final será preciso ir buscar mais alguém e fazer tudo para que os novos se assumam. E dava jeito que Nuno Gomes recuperasse depressa, para não perder a pré-época."

Discordo, pelas seguintes razões:
  1. Miccoli nunca foi nosso, aparentemente devido ao alto salário que auferia, incomportável com a nossa realidade futebolística; por isso, pouco podíamos fazer (em teoria), para o aguentar;
  2. Estamos a comparar jogadores que se destacaram nas devidas equipas; contudo, Anderson e Nani eram os "fantasistas", e não me parece (pelo menos no caso do Porto que consigam suprir a sua venda de forma eficiente); relativamente a Nani, mesmo sabendo que a Academia deve ter lá mais um craque ou dois prontos a rebentar, a aposta da SAD em jogadores estrangeiros parece-me uma inversão (ou no mínimo um travão) na sua política desportiva;
  3. Derlei era um jogador ridículo.
    Tudo o resto é treta. Acredito que até Marcel teria tido mais sucesso do que o Ninja.
    Por isso, Bergessio tem tudo para poder superar o comportamento (medíocre) de Derlei;
  4. O nosso jogador mais eficaz frente aos guarda-redes foi Simão, que se mantém...
 
por Jota às 12:45 | Link | 16 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Julho 06, 2007
Uma Questão
Será que, no nosso tempo de vida, ainda iremos assistir a uma qualquer OPA ao Porto ou ao Sporting? E se sim, será que alguém dará mais do que 1 euro por aquelas mer... acções?
 
por Mavs às 15:13 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Não contem comigo!
Eu NÃO vendo.
Sobretudo, não a chineses.
Racista, xenófobo, o que quiserem. Mas não contem comigo.
 
por JAS às 10:21 | Link | 12 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Julho 05, 2007
Flirt de Verão
Liedson e Derlei fazem dupla até fora do campo
É o que dá juntarem ninjas a Levezinhos...
 
por Mavs às 18:10 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Julho 04, 2007
Lógica
Miccoli já é do Palermo. Avançado fica em Itália e não regressa à Luz. A transferência custou 4,5 milhões de euros.

Acho que não percebo mesmo nada disto. Então quem é capaz de dar 9 milhões de euros por um avançado (que até pode ser bom - ou razoável... - mas que ainda se terá de adaptar, conhecer o futebol português, etc) ou 2,5 milhões por metade do passe doutro (que nunca ninguém ouviu falar), já para não falar dos 3,5 milhões do Marcel ou doutros tantos pelo Kikin, não poderia dar 4,5 por um dos nossos melhores (e mais bem cotado junto dos adeptos) jogadores?
Confesso que é um duro golpe pensar que já não poderemos cantar todos juntos no estádio o nome de "Fabrizio MIccoli".
 
por Mavs às 19:11 | Link | 15 tragédia(s) escrita(s)
Cardozo - Parte II
Depois de ter criticado a paupérrima exibição do nosso (9 milhões de euros-) reforço, voltei a ver ontem o seu segundo jogo na Copa América. Ainda sem "dar a mão à palmatória" (9 milhões de euros tem de valer qualitativamente, exactamente, menos 3 milhões de que o Simão), confesso que gostei do que vi. De facto Cardozo, ontem, "excedeu-se" e, para além de um golo em que, apesar de estar isolado, soube perceber o erro dos defesas norte-americanos, rematando de seguida cheio de convicção, fez uma assistência brilhante para o primeiro golo da sua selecção.
Até a mim me surpreendeu. Confesso.

P.S.- O Cabanas voltou a substiuir o Cardozo. O Cabanas voltou a marcar um golo. O Cabanas até é capaz de ser, vá lá, razoável. O Cabanas deve ir para o Porto. Ou para o Sporting.
 
por Mavs às 02:28 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Julho 02, 2007
A Hora da Verdade
Desde pequeno que ouço dizer que no Norte é que se trabalha. O que é o "Norte", ao certo, nunca percebi, mas tendo em conta que esta era uma frase amplamente utilizada por família emprestada do Porto, creio que o Norte seja para aí.

Apesar de sempre ter duvidado (preconceitos sulistas, imagino) e depois de ter sido iluminado pela centelha nortenha de MST, para quem o Norte é a versão mais próxima de um Paraíso com uma idade laboral situada algures entre o gatinhar e o fim do nascimento da primeira dentição, achei que poderia haver algum fundo de verdade na coisa. Enfim, o Norte é um sítio tristonho, praias fraquinhas, águas ainda mais frias, a Ribeira repleta de meningite, aquele amontoado de casas quase a resvalar pela colina, muito calor, muito frio. Razões mais que suficientes para existir nos locais uma vontade ainda maior de trabalhar.

O JN veio hoje confirmar as minhas suspeitas iniciais. É certo que no Norte até se pode trabalhar, mas creio que a qualidade do trabalho não é assim tão boa e os trabalhadores parecem estar fracamente preparados. Pelos menos, os de uma determinada entidade pública.

De acordo com o que vem no jornal, os senhores beneficiavam um determinado clube do Norte (a "naçom"), mormente no que às nacionalizações dos jogadores sul-americanos dizia respeito. Que fique bem claro: não pretendo dizer que os trabalhadores da secção de Lisboa dessa entidade pública não ajudaram outros clubes do Sul (a "nação" - à-til-ó). Nem sequer vou argumentar com aquele velho princípio da inocência até prova em contrário. Nada disso. Só lamento que, até quando supostamente corruptos, os nossos trabalhadores sejam tão supostamente fraquinhos a pedir. Sobretudo quando, como se sabe, tanto se trabalha no Norte.

Confesso que, a meu ver, supostas camisolas de um senhor com supostos ancestrais romenos e de outro que nem à Luso-Brasileira ia, além de supostos bilhetes para jogos do tal clube, não são prémios aliciantes. Pelo menos, quando outro tipo de senhores supostamente terá recebido, supostamente da mesma fonte, supostamente frutinha, rebuçadinhos e galões. Eu, adepto confesso de iguarias gastronómicas, preferiria um tratamente semelhante, em detrimento de jerseys desportivos. Mas isto é só a fominha a falar.

Como tal, terei urgentemente de telefonar aos meus primos nortenhos a exigir um pedido formal de desculpas pela tanga que andaram a pregar-me durante todos estes anos. É que no Norte trabalha-se muito, mas supostamente unta-se mal. E toda a gente sabe que, em Portugal, trabalho sem mãos barradas nunca é, verdadeiramente, trabalho.

Tendo em conta os últimos desenvolvimentos em relação ao processo posto ao Gato Fedorento, tenho de advertir que tudo o que aqui foi escrito tem de ser lido com o advérbio "supostamente"colocado antes da suposição. Por exemplo, quando se escreve "corrompe-se mal", deve ler-se "supostamente corrompe-se mal". Sim, porque, ao contrário de sicranos e beltranos, se a Judite (vizinha boazuda, farda azul, louca na cama) me vier bater à porta, não há cá telefonemas antes da visita.
 
por JAS às 22:31 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
O que é os gajos gritam no fim?
 
por Jota às 22:29 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
R.A.P.
 
por Jota às 22:25 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Julho 01, 2007
Record, de hoje

Em resposta aos comentários do último post, não me parece que esta tenha sido inventada.
Fica para quem queira comentar. Eu passo a oportunidade. Não vale a pena.

 
por Jota às 13:41 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)