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Quinta-feira, Agosto 30, 2007
Esperança Lusitana
E quando pensamos que tudo corre mal, eis que a boa nova surge:

Pepe lesiona-se e falha chamada de Scolari
 
por Mavs às 21:57 | Link | 12 tragédia(s) escrita(s)
Grupo D
Já se sabia que quem quer que nos saísse, seria sempre dificílimo. No entanto, estando inserido no pote 2, podíamos ter tido melhor sorte. Defrontamos o campeão europeu, AC Milan, o Celtic, clube que nos goleou o ano passado (3-0) e o Shakhtar Donetsk, claramente a melhor equipa ucraniana que conta com jogadores como o Lucarelli, o Nery Castillo e uma armada brasileira com Ilsinho e Willian (aqueles que o Benfica não conseguiu contratar), Fernandinho, Brandão e Adriano Luíz.
Pior do que este grupo só seria o E com Barcelona, Lyon, Estugarda e Rangers. O Porto teve a sua normal sorte nos sorteios e tem o grupo mais fácil (Liverpool, Marselha e Besiktas), logo a seguir ao grupo H com clubes como o Arsenal, Sevilha ou AEK, Steaua Bucareste e Slavia Praga. Já para o Sporting qualquer grupo seria sempre mau. Com as ridículas performances que os lagartos costumam ter na Liga dos Campeões, um grupo com o Manchester United, Roma e Dynamo Kiev será sempre um grupo para o "clube diferente" tentar lutar pela manutenção nas competições europeias...

P.S.- Calendário:
Milan vs. Benfica 18/09
Benfica vs. Shakhtar 03/10
Benfica vs. Celtic 24/10
Celtic vs. Benfica 06/11
Benfica vs. Milan 28/11
Shakhtar vs. Benfica 04/12

Se bem que seja bom (e imperativo, obviamente) entrar logo a ganhar com os dois adversários directos em casa, temos algum azar na medida em que entramos com grande probabilidade de sermos logo derrotados e viajamos à Ucrânia, na última jornada, provavelmente nessa altura já com neve...
 
por Mavs às 20:11 | Link | 11 tragédia(s) escrita(s)
Vende-se Selecção
Parece que vem aí o Pepe, o grande, o incrível central do Real Madrid que, por mero acaso, nasceu no Brasil, cresceu no Brasil e veio para Portugal há uns anitos, se bem me recordo para jogar pelo Marítimo. O que não impediu, ainda assim, que Pepe tivesse nascido no Brasil e crescido no Brasil. E falasse brasileiro (o português do Brasil não passa de um mito gramatical e ortográfico).

Entretanto, Pepe cresceu um bocadinho, não no Brasil, mas em Portugal, local onde não nasceu e onde não cresceu um bocadão. E continuou "falando brasileiro". Ainda hoje é notória a pronúncia, que se mescla, agora, com uns "peros" e uns "soy muy contento". À Luís Figo, mas com sotaque duplo. Ou seja, raramente se percebe um corno do que o tipo diz.

Parece, entretanto, que o outro senhor nascido e crescido no Brasil requisitou a entrada de Pepe numa entidade estranha, que se reúne de vez em quando, chamada Selecção Nacional. Que eu carinhosamente renomeei. Agora é a Selecção Luso-Brasileira. Pergunto-me qual a razão desta chamada. Será que precisam de alguém na loja oficial? Não há gente suficiente a servir às mesas? A FPF vai patrocinar uma empresa de telemarketing? Ou será que já vão começar as obras no Estádio Nacional? Assim de repente, são as profissões em que eu encontrei mais brasileiros. Todos extremamente simpáticos, alguns - poucos - competentes e muito felizes pela oportunidade que este país irmão (sobre o qual gracejam em qualquer oportunidade que surja) lhes deu.

Todavia, Pepe já veio dizer que sabe cantar o hino. Isso transformou radicalmente a minha opinião. Não há nada mais português do que saber cantar o hino. Aliás, proponho imediatamente a circulação online de uma petição, dirigida à União Europeia, que crie uma lei que elimine a necessidade de nacionalização por parte de todos os que saibam cantar o hino. É isso e ser do Benfica. Português que é português sabe o hino e é do Benfica. Ou seja, a chamada de Pepe à luso-brasileira é ilegal, porque Pepe é, notoriamente, do FC Porto. E aí, meu caro, saber o hino não serve para nada.

Já o disse uma vez e repito-o: embora eu maldiga, todo o santo dia, a minha sorte, por ter nascido em Portugal, não estou disponível para, por enquanto, "comer" com os restos dos outros. Se Pepe, tal como esse portento procriador que é Deco, não é suficientemente bom para a Canarinha, não é suficientemente bom para a Lusitana. Infelizmente, só o Sargentão - esse génio táctico - é que parece ter uma dificuldade extrema em percebê-lo. Ninguém quer Pepe na Selecção além de Scolari. Portanto, ou acaba a Selecção, ou acaba o Scolari. Entre um e outro, escolho os dois. Estou farto de ver os jogadores do Benfica lesionados por causa destes encontros patetas entre clubes nacionalizados.

E que fique claro o seguinte: não há racismo, xenofobia ou o que quer que seja nestes comentários. Não tenho qualquer problema com brasileiros (aliás, sou capaz de me lembrar de alguns que adoro, sei lá, assim de repente ocorre-me a Maria Fernanda Cândido, a Luana Piovanni, a Cristiana Oliveira - tudo brasileiros de primeiríssima água!). Podem vir para Portugal à vontade. Desde que não tenham pretensões de vestir a camisola da Selecção. Pelo andar da carruagem, qualquer dia está lá o Liedson. E então serei forçado a criar um PLA português. Não vai ser bonito.
 
por JAS às 09:25 | Link | 43 tragédia(s) escrita(s)
Espírito Camacho
Já assim tinha sido quando defrontámos, com o mesmo treinador, o Rosenborg onde o tipo de jogo era o mesmo: num campo onde a bola pura e simplesmente não rola, o jogo aéreo é sempre a arma. Só que desta vez, apesar do adversário não ter um tal de Karadas, nós também não tínhamos nem o Luisão nem o Ricardo Rocha. Ainda bem, digo eu pois, de facto, tanto o Katsouranis como o Miguel Vítor foram autênticos "monstros" na defesa. Foram, aliás, logo atrás do Petit, os nossos melhores jogadores. Mas não foram só estes aqueles que jogaram. Todos sem excepção (sim, até incluo o Luís Filipe) que, apesar de não terem feito uma grande exibição técnicamente, demonstraram garra, entusiasmo, querer, enfim, um verdadeiro espírito à Camacho ou, porque não dizê-lo, jogaram como se deve jogar com a nossa camisola.

O jogo começou pessimamente. Era mais do que óbvio que a primeira meia-hora seria fundamental: o Copenhaga iria entrar com tudo e nós não teríamos outro remédio que não fosse defender. Assim foi mas com uma excepção: fizémos um golo. E que golo! Pela primeira vez desde o golo do Luisão ao Sporting que nos deu o campeonato, com o Trappatoni, vimos um lance trabalhado. Camacho já tinha "inventado" os livres "à Camacho" (no livre lateral, em vez do esperado cruzamento, passar a bola para um remate vindo de trás) e agora "inventou" um lance muito bem executado pelo Rui Costa, Cardozo, Nuno Gomes e, por fim, Katsouranis.
Nesse momento o Copenhaga quebrou. Passámos a ter mais confiança e a jogar o nosso futebol, sempre com o Rui Costa a fazer as aberturas ora para os avançados, ora para as alas. Na segunda parte até conseguimos, inclusivamente, ter as melhores oportunidades de golo (aquele falhanço do Assis, na pequena área...), sem nunca deixar de controlar o ritmo do jogo.

Todos dizem que o mais importante era passar. Não podia discordar mais. Para mim, o mais importante era ganhar. O empate, para um clube como o Benfica a jogar contra uns dinamarqueses (ainda por cima sem o seu melhor jogador) seria sempre um mau resultado. Foi-no o ano passado, seria este ano, muito embora "o empate chegásse". E é esta a grande diferença de Camacho para os restantes treinadores que tivémos nos anos anteriores: Camacho sabe que só jogando para ganhar, passaríamos a eliminatória. Mas, mais do que isso, Camacho sabe que está a treinar o BENFICA e, desse modo, tem SEMPRE de jogar para ganhar, e, além disso, também sabe que temos qualidade suficiente para ganhar este jogo em concreto. E foi o que fizémos (ainda que com alguma sorte, é certo) ontem. Parabéns.

P.S.- O Di Maria não parece nada mau. Mas temos todos é de vê-lo jogar num relvado "normal", em que a bola role. O que não será, também, na Choupana.
 
por Mavs às 03:01 | Link | 9 tragédia(s) escrita(s)
Divergências
Há divergências doutrinais que, por mais discutidas que possam ser, permanecem sempre divergentes. Devo confessar que mantenho algumas - umas, por piada, outras, por teimosia - com os outros autores deste blogue. A contratação de Riquelme e de Adriano é uma delas. A tendência política é outra. Mas aquela em que divergimos com maior frequência é bem mais complexa do que qualquer outra e relaciona-se com mulheres. Mais precisamente, com o peito das ditas. Sejamos gráficos. Eles gostam delas cheiinhas. Eu prefiro seguir o velho ditado que sabiamente determina que tudo o que sai da mão é desperdício. Mulheres que saiam ao pai é comigo. Cito algumas, que arrumam definitivamente a questão. Natalie Portman. Michelle Pfeiffer (para os descrentes, sugiro o vídeo clip de Coolio, "Gangstas Paradise", nomeadamente o momento em que a petiza pega na cadeira e se senta, com veemência, em cima dela). E a única e incomparável (pausa para as vénias e para o acender de velas no templo) Keira Knightley. Os meus caros colegas preferem a vulgaridade da carne, desperta na sopeira Johansson e na libertinagem latina de Longoria. Gostos discutem-se e nós discutimo-los afincadamente.

E onde é que entra o futebol? Simples. Enquanto eu concedo que Longoria é, como se diz na gíria, "engraçadinha" e eles concedem que Keira é a encarnação mais próxima de deus - existindo um - na Terra, não fazemos concessões quanto a uma "senhora" em especial. Ela é, nada mais, nada menos, que a inenarrável Diana Chaves. Mavs baba-se. Jota aplaude. JAS vomita. Diana Chaves faz lembrar Nélson Rodrigues e a sua célebre adjectivação. "Bonitinha, mas ordinária". Claro que, no caso específico da Diana, o que lhe falta da primeira existe, de sobra, na segunda. Não é ofensa. Não é - jamais dans la vie! - dor de corno. São factos. Puros e simples. Como fazer pender a balança? Nunca havíamos descoberto tal fórmula. Até hoje. Numa flash interview de A Bola, Diana revela ser... sportinguista. Na galeria de adjectivos pejorativos a que geralmente recorro quando é ela o assunto, só faltava um ex-libris que me permitisse encerrar a discussão. Belo peito? Discordo. Carinha laroca? Talvez na feira do Relógio. Clube do coração? Sporting Clube de Portugal. Esforço, dedicação e glória. Depois de um anúncio a uma marca de chupas em que a punch line era "o prazer de chupar", não me lembro de equipa melhor para representar. Quem sabe: talvez o Paulo Bento lhe peça para fazer uma perninha.
 
por JAS às 00:55 | Link | 8 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Agosto 28, 2007
Football Manager 2007

Para a compra do passe temos dinheiro (com as verbas das vendas do Simão, do Manuel Fernandes e do Anderson - desnecessárias visto ter-nos sido sempre dito que "o Benfica não precisa de vender jogadores para equilibrar as suas finanças). Então, e se despachássemos o Bergessio, o Nuno Gomes, o Díaz, o Marcel, o Diego Souza, o Manu e o Nuno Assis para podermos pagar os salários desta "máquina" que, ainda por cima, "quer sair do seu actual clube"?
P.S.- Ah, e ainda falta o Riquelme.
 
por Mavs às 15:37 | Link | 12 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Agosto 27, 2007
Força Puerta
Porque é nestas alturas em que o jogo de futebol se torna algo secundário, em que as supostas crises nos clubes, as mudanças de treinadores, as críticas aos jogadores e até os comentários imbecis dos adeptos e dos rivais se tornam todos ridículos. Porque, enfim, é nestas alturas em que nos lembramos do nosso número 29, Força António Puerta. Rápido regresso.
 
por Mavs às 21:30 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Campeão do Mundo
Nélson Évora campeão do Mundo

Pela primeira vez na história do nosso clube, temos um Campeão do Mundo em Atletismo.
Parabéns Nélson Évora. És um orgulho para todos nós.
 
por Mavs às 20:45 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Melhorias Ainda Não Suficientes
O Benfica voltou a empatar contra um clube que, no ano passado, disputava a Segunda Liga. Na estreia de Camacho seria importante uma vitória para embalar a equipa, o que não aconteceu. Será que a culpa é do espanhol? Com 3 dias, dificilmente se pode responsabilizá-lo. Então, de quem é a culpa? Certamente de Luís Filipe Vieira e da sua construção do plantel para este ano, aliado às vendas (que, teoricamente, nas palavras do presidente não se iriam concretizar) dos nossos melhores jogadores (Simão, Manuel Fernandes e também as saídas de Karagounis e, claro, de Miccoli). Todavia o que tenho achado ridículo é uma onda de desculpabilização benfiquista do péssimo trabalho de Fernando Santos. Tenho lido, na blogosfera e nas crónicas "doutas" dos comentadores desportivos que "Fernando Santos é uma vítima", que "Fernando Santos é o menos culpado", que "Fernando Santos foi o bode expiatório da crise". Meus amigos, será que Fernando Santos não tem culpa? Acredito que seja uma óptima pessoa (embora tenha convidado o futuro presidiário para o casamento da sua filha) mas, ainda assim, Fernando Santos é incompetente. E os incompetentes não podem - ou não deviam - estar no Benfica, muito menos treiná-lo.

Ainda que ache que a troca de treinadores (fosse qual fosse o treinador que chegásse) cria sempre um novo alento aos jogadores, "obrigando-os a prestar serviço", as melhorias foram claras. Os jogadores correram mais, foram mais agressivos, mais ofensivos e jogámos num 4-4-2 abandonando, finalmente, a estupidez que era o losângo. A explicação, então, para o 0-0 é muito simples: o falhanço do Nuno Gomes, a falta de confiança do Fábio Coentrão, as substituições do Camacho (não é por ser o "meu" treinador que está isento de críticas) e, -a principal- a falta de qualidade do plantel. De facto, de entre toda a camioneta de reforços que chegou este ano apenas um, até ao momento, justifica a aposta: Cardozo (ainda que tenha feito o seu pior jogo ontem, aquela "bomba" de livre entusiasma qualquer adepto). De resto, Coentrão pode ser uma boa promessa se aprender que não está no Rio Ave mas sim no Benfica (aquelas simulações são quase tão ridículas como o seu cabelo "à Cristiano Ronaldo") , Bergessio basicamente não faz nada, Adu deve jogar uns tempos nos juniores (à semelhança do que fez o Porto com o Anderson), Di Maria está lesionado, Luís Filipe é inenarrável (como é que um dispensado do Sporting pode ser nosso reforço?!), Zoro, já se percebeu, perde o lugar de terceira opção central para o... Miguel Vitor, Strete... qualquer coisa e o Diaz foram, decerto, comissões para alguém.

Para usar daquelas frases que, de um momento para o outro, todos gostam de usar, "Camacho não faz milagres". Mas há melhorias evidentes na equipa. Pelo menos há aposta na juventude da formação, há mais garra, há um discurso novo, há firmeza em decisões como esta e, mais importante de tudo, há esperança. E isso já não é nada mau. Quarta-feira o jogo é decisivo e a esperada vitória será, aí sim, a rampa de lançamento para a nova época.
 
por Mavs às 02:09 | Link | 11 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Agosto 26, 2007
Nilson dixit
Não sei se a colocação no estádio muda a percepção do jogo.
Mas aquilo que vi foi um guarda-redes a queimar tempo, desde o minuto um, especialmente nos pontapés de baliza.
Este não jogou para ganhar, de certeza...
 
por Jota às 13:42 | Link | 12 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Agosto 25, 2007
A solidariedade dos inaptos
Apesar de trabalhar à alguns anos, nunca tive interesse em sindicalizar-me, ou sequer em inscrever-me na associação de classe.
A explicação é simples: abomino os sindicatos, os sindicalistas, os seus líderes e os seus discursos. Por ter noção do funcionamento interno dos sindicatos, sei que eles não actuam de forma a defender os interesses dos trabalhadores, mas sim para se defenderem a eles mesmos, o partido ao qual estão veiculados, e para funcionar como força de bloqueio.

No futebol, o panorama não é muito diferente. O exemplo máximo é o inenarrável José Pereira, o presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF). Desta vez, tivémos o desprazer de o ouvir devido à rescisão de Fernando Santos.
Com o nível que se lhe conhece, afirmou o seguinte: "Acho que isto parece uma barbaridade. Parece-me desagradável e uma falta de respeito pelo ser humano", tendo manifestado a sua "solidariedade inequívoca", e desejo de falar com FS.
A minha parca escolaridade e relativamente obscura cultura geral leva-me a discordar de José Pereira.
Barbaridade e falta de respeito pelo ser humano é o que está a acontecer, por exemplo, no Darfur (mais de 200 mil mortos, 2 milhões de refugiados, com uma gritante inépcia da diplomacia mundial), a situação no Iraque (os atentados constantes), ou o aborto selectivo de meninas que tornou a China no país com maior desiquilibrio de género no planeta.
O que aconteceu com Fernando Santos foi apenas uma rescisão contratual, tendo ele sido ressarcido de acordo com o seu contrato.
Ninguém colocou os seus genitais num cepo, e lhes bateu com o martelo dos bifes (sim, aquele com piquinhos). Nem tão pouco levou um tabefe pela forma como reagiu ao golo do Leixões, ou pela forma como não reagiu quando a equipa não estava a jogar um caracol. Portanto, ninguém faltou ao respeito ao ser humano Fernando Santos.
Houve apenas uma constatação (tardia, e com um timing estranho, concedo) que ele não era profissionalmente capaz de levar aquela equipa a bom porto.
Portanto, José Pereira tem um problema com a língua materna. Uma boa prenda seria um dicionário, para verificar se as palavras que quer utilizar se adequam à situação. A coisa resolve-se com uma chazada de bom senso, parece-me. Já vai é um bocado tarde para esta personagem singular do nosso futebol.

Após tão inflamada reacção, quem é que tinha de falar?
Obviamente, um dos treinadores portugueses mais sobrevalorizados, e na minha opinião, o mais ridículo de todos (apesar de Manuel Machado estar lá perto). Adivinharam, Jaime Pacheco.
Pertence-lhe a seguinte frase lapidar: "Em Portugal tudo é possível". Por uma vez na vida, concordo plenamente.
Afinal, temos treinadores que ganham um campeonato à conta de uma das equipas mais caceteiras que alguma vez vi, que vão na terceira estadia no Bessa (com aquela equipa, acho que não chega ao Natal), que depois de serem comidos na Luz, praticando todo o tipo de anti-jogo possível, ainda são capazes de dizer que o Boavista era a equipa que melhor futebol (americano, pergunto eu?) praticava no país.
E para fechar, ainda disse: "Fernando Santos estava há 22 jogos sem perder e tinha ganho o primeiro jogo da pré-qualificação para a Liga dos Campeões. É estranho e lamentável".
Os números estão correctos. Mas os tais 22 jogos traduziram-se numa mão cheia de nada, com a equipa a praticar jogos permanentemente maus, e a vitória por 2-1 com o Copenhaga não é garantia de nada. Especialmente, tendo em conta o pouco que jogámos. Devemos esse resultado a Rui Costa, não ao Cepo-Mor.

Portanto, estranho e lamentável é que Jaime Pacheco tendo em conta a pobreza franciscana que vai para os lados do Bessa, queira estar em bicos de pés. Já devia ter percebido que não passa de um técnico medíocre.
Tal como José Pereira, que se não estou enganado, treinou o CampoMaiorense, esse portentado da Associação Distrital de Portalegre. Estavámos entregues a um inapto, como eles. Funciona como uma irmandade. Quando um é atacado, os outros têm de sair em sua defesa.
Infelizmente, é o país que temos.
 
por Jota às 13:10 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Agosto 24, 2007
Lições de história
Não foi necessário ser obrigado a fazer um trabalho no secundário sobre a Batalha de Alcácer-Quibir para detestar D. Sebastião. Não é de então. É de antes. Pessoalmente, considero o petiz uma das figuras mais ridículas da história de Portugal e a sua equiparação ao Benfica só não peca por descabida por ser perfeitamente imbecil e, como tal, digna da mais sumária ignorância por parte de quem percebe alguma coisa da bola. O que não é o caso de uns e outros iluminados, que resolveram vir escrever que o Benfica tinha uma tendência sebastiânica, sobretudo no que respeita a treinadores.

Ora, qualquer benfiquista percebe que Camacho não é D.Sebastião. Mais não seja porque aquele voltou. Sem nevoeiros, como os que os jornais tanto gostam de produzir, e sem misticismo. Camacho é de carne e osso e é, neste momento, o treinador do Benfica. Não vem, como foi alegado, salvar o clube, nem os adeptos - na sua maioria - crêem nisso. Camacho vem como um treinador que deixou créditos firmados na Luz, com um pulso-de-ferro que os apreciadores de disciplina, como moi même, muito apreciam e com uma capacidade fora do comum para pôr aquela gente a jogar de forma decente. Mais: de forma lógica. Ou seja, num sistema qualquer que não inclua losangos. Por exemplo. Aquilo em que nós acreditamos é que Camacho vem substituir um cepo, um homúnculo amorfo que nunca fez nada que se visse porque, apesar de toda a "honestidade" e "competência" que lhe atribuíram, não distingue um quatro-três-três de um quatro-quatro-dois. Disto, nem na Independente...

É nessa substituição que os benfiquistas assentam as suas esperanças. E com legitimidade. Na altura de Camacho (e que ironia do destino o assunto ser... fantasmas míticos) o treinador do FC Porto era Mourinho. Mourinho não é invencível, mas, como todos os treinadores que impuseram o seu cunho pessoal, criando uma nova forma de ver e pensar o jogo, foi imbatível então e continua a sê-lo hoje em dia. O Benfica, verdade seja dita, era outro. E a equipa do Porto era substancialmente superior. Não vale a pena tapar o sol com a peneira. O que vale também para dizer que Camacho fez um trabalho sério, este sim competente, este sim frutífero. Desenvolveu ideias próprias dentro do clube, tem um estilo de jogo atacante e agradável, aprecia, ao contrário de Trapattoni, o dito "futebol-espectáculo". Por tudo isto, e pela já mencionada férrea personalidade, Zé Tó conquistou os adeptos encarnados. Trabalho, competência, seriedade. Caramba, se o comunismo não fosse uma utopia (e, ressalve-se, uma grande parvoíce), este podia perfeitamente ser o lema do partido.

O espanhol também tem os seus defeitos. Não se escamoteie aquilo que todos os interessados pretenderam escamotear. Camacho é fraco tacticamente. Não o nego. Mas no balanço final, as suas qualidades sobrepõem-se aos seus defeitos. E foi ele, por isso, o escolhido.

O que nos traz de volta ao "Sebas". Para o Benfica ter verdadeiramente uma tendência sebastiânica, seria necessário, depois de despedir Fernando Santos, correr a ir contratar Artur Jorge ou Manuel José. Ou seja, seria apostar todas as fichas num cavalo que já falhou. Rotundamente. Que eu saiba, não foi isso que se passou com José Antonio.


P.S. Mavs dizia-me, noutro dia, que o Benfica devia ter comprado a restante metade do passe de Manuel Fernandes para o encostar às boxes até ao fim de contrato. Como lição, para futuros espertalhões. Na altura, discordei. Hoje continuo a discordar. Mas estou quase, quase a querer que o Everton não consiga solucionar o 31 em que se meteu. Tudo para o que o Manélélé possa voltar e saiba o que é ter 65 mil gajos a assobiá-lo, a vaiá-lo e a fazer-lhe tudo aquilo a que ele tem direito. Em poucas palavras: só eu sei porque não vou ficar em casa!
 
por JAS às 20:20 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Agosto 20, 2007
Se a estupidez pagasse imposto (a história de Zequinha)
Até ao Mundial de sub-20, nunca tinha ouvido falar neste tipo.
Apartir do momento em que resolveu rapinar o cartão vermelho ao árbitro, que ia expulsar o seu colega Mano (só tinha acabado de enfiar um selo num adversário), tive noção que tinha nascido uma nova estrela, preparada para brilhar naquele alto nível que só o futebol português é capaz de criar.
Antes de mais, pela reacção inusitada.
Nunca, nos meus dias, imaginaria que um jogador retiraria um cartão da mão do árbitro. E a forma singela como ainda conseguiu explicar o seu gesto está apenas ao alcançe dos predestinados, como Materazzi ("Queres a minha camisola?", disse-lhe Zidane. "Não, prefiro a puta da tua irmã". Simples. Eficaz. O Zidane passa-se, e é expulso. Bonito, não é?). Passo a transcrever:

"Estávamos a perder por 1-0 e faltavam cinco minutos para o fim. O árbitro ia expulsar um jogador muito importante e eu só tirei o cartão para que ele pensasse duas vezes. Antes, tinham havido duas agressões ao Fábio Coentrão e nada aconteceu".

Desculpem, mas até dá vontade de chorar, de tanto rir. Depois deste episódio caricato, a FPF decidiu puni-lo com um ano de suspensão.
Pensei, honestamente, que esta suspensão o retirasse de todos os jogos. Afinal, como é suposto que ele sinta e percebaa gravidade dos seus actos, se só o suspendessem das Selecções? Perdia quantos jogos num ano, 6 ou 7?
Como é óbvio, o pensamento lógico e racional não se aplica às altas cabeças que regem os destinos da FPF. Ele só foi suspenso das convocatórias para a equipa das Quinas...

O complicado é que descobri isto da pior forma possível, para Zequinha.
Não é que ele resolveu entornar, de novo, o caldo?
O jogoador emprestado pelo FCP ao Penafiel, foi expulso ontem, ao insultar os elementos do banco do Freamunde, tendo depois de ser rodeado por vários colegas para não agredir elementos da equipa adversária.
Numa tirada própria do nosso futebol de brincar, o seu treinador Rui Bento diz que o jogador "tem de crescer em termos de maturidade. Estamos cá para ajudá-lo, porque é um valor que o futebol português não pode desperdiçar".

Como é óbvio, este gajo está a mais no futebol, e tem de ser retirado dos relvados (suspendê-lo, no mínimo, por um ano, de todas as provas), já que estamos a correr o risco de se perder um excelente porteiro de discotecas e boites, ou mesmo um segurança. Estas são mesmo as profissões em que ele não pode ser desperdiçado...
 
por Jota às 22:07 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Não era para magoar

Tendo em conta a postura de Fernando Santos enquanto nosso treinador, outro tipo de reacção não seria de esperar. O empate do Leixões foi azar, o facto de termos sido uma equipa medíocre, sem força ou engenho é um mero detalhe.
Já para não falar no pormenor de nunca termos feito um jogo de futebol que verdadeiramente entusiasmasse a massa adepta.
Não atire, caro Fernando Santos, areia para os nossos olhos. A sua saída só peca por tardia.
Sai, e não deixa saudades.
 
por Jota às 20:10 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Obrigado Ilíada
Apesar de não termos sido - obviamente - os únicos, fomos talvez aqueles que, com coerência e desde 20 de Maio de 2006, sempre criticámos e denunciámos a incompetência do Fernando Santos. Fomos, nessa tarefa, muito criticados pelos próprios adeptos do Benfica e fomos até, inclusivamente, insultados.
Com 13 meses de atraso, lá conseguimos o que desejámos: ver o Santos na rua.
Pode ser que agora comecemos a ganhar jogos. Pelo menos, esperança já tenho.
 
por Mavs às 14:57 | Link | 8 tragédia(s) escrita(s)
Fanã,

...a porta da rua é serventia da casa. Ciao!
(Pessoal, tragam a Murganheira!)
 
por JAS às 07:39 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
Fim da Linha
A confirmar-se a notícia que hoje faz a capa do jornal A Bola, teremos um novo treinador já no próximo sábado, no jogo contra o Guimarães. Luís Filipe Vieira optou pela solução mais fácil: despedir o treinador (que já nenhum benfiquista defendia dada a sua total incompetência) logo no final da primeira jornada. Assim sendo, o que ainda restava da preparação (pelo menos dos alegados treinos que foram efectuados desde 2 de Julho) foi, definitivamente, "por água abaixo". Vamos, pois, à segunda jornada, fazer nova pré-temporada, com novo treinador.
Como é óbvio era o mínimo que LFV poderia fazer depois deste início. Porque é que não o fez logo no final da época anterior, não hipotecando - literalmente- nesta altura do campeonato, toda a época, e principalmente quando todos viam que Fernando Santos não era solução para nada? Será que LFV pensa que esta medida o ilibará de todas as responsabilidades - que são suas - do previsível desastre que está anunciado?
 
por Mavs às 03:38 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Agosto 19, 2007
A Culpa é do Rui Costa
Não. Não estou demente nem este é, sequer, um texto do Ricardo Araújo Pereira. Digo que a culpa é do Rui Costa porque é ele, na sua última temporada da carreira (espero bem que não...), que ainda me faz ficar com enorme raiva depois de ter perdido duas horas a ver o jogo de ontem. A culpa é do Rui Costa porque com ele ainda sinto um misto de desilusão e esperança em melhores dias.

Não estou - nem irei -, daqui para a frente, "bater mais no ceguinho", isto é, no Santos. Já todos percebemos que ele é diletante, é um fraco, um péssimo treinador, sem carisma, enfim, dos piores de sempre que o Benfica já teve (e estou a contar com o Artur Jorge, Souness e Jesualdo Ferreira). Isto para dizer que, para além do Rui Costa, neste momento, o grande responsável tem um nome: Luís Filipe Vieira. É por causa dele que estamos, à primeira jornada, com o campeonato perdido (antigamente era só à quinta...). Ele que se dedique antes aos seus pnéus e às suas trafulhices. Quem diz, ano após ano, que o actual plantel é o melhor da história do Benfica, desde o tempo do Eusébio, não pode ser o Presidente da "Instituição". Só prova que não percebe nada disto.

Ontem, a tal equipa que iniciou a preparação da nova temporada a 2 de Julho (!), alinhou com um médio adaptado a central por falta de soluções, e, depois, com um meio-campo de luxo composto pelo Petit (na pior exibição e na pior forma desde que está no Benfica) e pelos "Lampards" que são o Luís Filipe (QUEM É ESTE GAJO?!) e pelo Nuno Assis, aquele que, nas palavras sábias do nosso treinador, "se tivésse jogado o ano passado, teríamos sido campeões (hã?). E é este o plantel que temos. Ah, claro, faltam um tal de Díaz (que nem o treinador sabe quem é), um "Touro" argentino que se enganou em ter ido para o futebol em vez do rugby e que conseguiu a proeza de falhar um golo que nem o Nuno Gomes falharia e um Jugoslavo qualquer que nem inscrito foi.
Que plantel é este? "O melhor dos últimos anos"? Aquele que "com que qualquer treinador do mundo desejaria trabalhar"? Por favor Dr. (perdão, Sr.) Luís Filipe Vieira, pare de gozar connosco. Afinal, somos nós os parolos que alimentam as vossas comissões nas transferências. Só peço uma coisa: mais respeito. Ah, e já que estamos numa de pedidos, pode também ser o despedimento (por incompetência) do Santos e... eleições antecipadas.
 
por Mavs às 17:57 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Agosto 18, 2007
Que idiota!
"O Everton pode ir longe, muito longe!"
Manuel "Manélélé" Fernandes, Record, 17/08/2006

Eu estou a torcer para que isso aconteça. Aliás, por mim podia começar essa fabulosa viagem já este ano, descendo à League One. O Manélélé está a precisar de aprender umas coisinhas. Coisinhas que só se aprendem - digo eu - depois de levar umas quantas vezes no focinho.
 
por JAS às 00:07 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Agosto 17, 2007
Palavras que não combinam
"26' - GOLO DO SPORTING Grande jogada de entendimento por parte do Sporting. João Moutinho passa a bola para Derlei (que está no junto da entrada da área) que tabela com Liedson e remata sem hipóteses para Pedro Roma. Excelente golo de Derlei."
 
por Jota às 21:36 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Preocupações
Primeiro foi Simão, cuja saída se percebeu, em face do acordado entre ele e o Presidente. Depois Manuel Fernandes, cuja saída se desejou, em face da sua qualidade mercenária. Finalmente, parece que é Nelson. Confesso que não estou a perceber como é que é suposto serem criadas rotinas numa equipa em que só jogam estrangeiros, todos com vinte e poucos anos e a serem instruídos e treinados pelo Cepo-mor.

A tendência preocupa-me. E digo-o porque é verdade. Se houve coisa que sempre defendi foi a necessidade de termos vários jogadores portugueses no plantel, pelo facto de sermos um clube português, mas, sobretudo, porque me irrita ver um Benfica estrangeiro. Isso é bom para o Sporting multiculturalista, repleto de gente que fala várias línguas. No Benfica, não. Aqui, todos falam, mais do que qualquer outra coisa, português. Do profundo. Do escatológico. Do sem sotaque. Do português.

E, no entanto, temos dez ou onze nacionalidades diferentes no plantel, sendo que o melhor jogador é português. O GR também. Portanto, para quê alterar? De que vale vender Nélson ao Sevilha (sobretudo depois daquele "show de bola" do Luis Filipe) para depois contratar um brasileiro qualquer, ou um argentino qualquer, ou outra porcaria qualquer com sotaque esquisito, sorrisinho idiota, enfim, alguém que desconhece o que é ser do Benfica desde pequenino? Não nos enganemos: este clube precisa, como de pão para a boca, de jogadores que sejam também sócios cotados abaixo da centena de milhar. Mais: da meia centena de milhar. Precisamos dos vinte mil, dos trinta mil, dos quarenta mil. Daquela gente que, desde que respira, só sabe respirar Benfica. Só sabe dizer Benfica. Que calçou Benfica, vestiu Benfica, deixou a namorada, a mulher, a amante e os filhos pelo Benfica. Daquela gente que não precisa de dizer que é do Benfica desde pequena, porque se nota, logo na conferência de imprensa, o sorriso idiota, o cabelo desgrenhado, os olhos semi-abertos, os músculos doridos. No fundo, ser do Benfica só não é como ter um orgasmo porque é melhor. É tão bom, tão bom, tão bom que só se equipara aos múltiplos masculinos. E é de oito para cima.

É dessa gente que precisamos. E essa gente tem de ser, necessariamente, gente de cá, portugueses, pessoas que percebam e entendam, desde sempre, o que somos. Rui Costa é um exemplo - um grande exemplo! - do que é o absoluto benfiquismo. Correcto, mas mordaz. Eficaz, mas belo. Muito belo.

Por isso, não vendam o Nélson. Aliás, tendo em conta o desbaste que está a ser feito em inícios de época, tenho uma sugestão muito mais eficaz para afastarmos definitivamente a hipótese do título. Se o desejo de vender portugueses é tão imperativo, vendam o Fanã. Aí é que, de certeza, não vencemos o campeonato. De certeza absoluta. Eu cá vendia-o já. Mas, dada a sua enorme e reconhecida qualidade, vendia-o assim a um daqueles clubes possantes do Bangladesh. Quanto mais longe, melhor, para ninguém vir dizer, no fim, que não só não fomos campeões porque tínhamos planeado a época com o Fernando Santos e fomos forçados - Deus, o castigo, a obrigação! - a fazê-la sem ele. Uma desgraça.


P.S. Verdade seja dita, acho que iria ter saudades daquele sobrolho franzido, da voz de bagaço, dos braços atrás da costas, da postura à Quasimodo. E, mais do que qualquer outra coisa, daquele indicador a alargar o colarinho, quando o melão incha. E daí, talvez não.
 
por JAS às 07:34 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Agosto 16, 2007
Para quem não viu a reportagem na RTP
Repórter - "O que é que Pinto da Costa era capaz de fazer pelo FC Porto?"
Amigo de PC - "Tudo."
R - "O que é tudo?"
APC - "Ora, o que é tudo?! É tudo!"
R - "Não consegue dar um exemplo?"
APC - "(silêncio)... olhe, era capaz de tudo menos vender a mãe e os filhos..."
 
por JAS às 22:16 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Agosto 15, 2007
Obrigado, Senhor
És grande, Rui. Do tamanho de cada um de nós.

 
por JAS às 09:53 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Agosto 14, 2007
Pressão
No início da pré-época eu, um eterno pessimista, acreditava que o Benfica podia fazer "coisas bonitas" (como estupidamente diz o nosso treinador). Nessa altura LFV afirmava alto e a bom som que "quem estivesse no estágio do Seixal não sairia mais". Conclusão: o Benfica tinha só despachado o lixo que tinha, tinha conseguido manter jogadores como Simão, Luisão e tinham entrado o Cardozo e o Manuel Fernandes.
Todavia, a minutos do primeiro jogo (desde já, decisivo), somos dos 3 grandes clubes portugueses aquele que perdeu mais e melhores jogadores. Senão vejamos: O Sporting perdeu o Nani pelo dobro do preço que ele realmente vale (pelo menos neste momento...) e o Ricardo (que, apesar de titular da selecção, é um péssimo guarda-redes, como todos sabem). Já o Porto teve 2 baixas: o Pepe (o maior embuste da história do futebol, só superado pela venda por 20 milhões do ridículo do Paulo Ferreira) e, este sim, uma perda importante que se dá pelo nome de Anderson. Manteve - até ver - não só o Quaresma como ainda o Lucho e até o Lisandro.
Quanto a nós - que iriamos manter a base da equipa - perdemos o nosso melhor jogador, Simão, (ainda que concorde com a sua venda - repare-se que o Henry, com apenas mais 1 ano de idade foi vendido apenas por mais 4 milhões de euros...), agora já se foi o Manuel Fernandes, já tínhamos perdido o Miccoli, para não falar também do Karagounis. Isto é, de todos os jogadores com "mercado" que tínhamos, só conseguimos manter o Luisão!
Tudo isto me faz voltar ao mais puro estado de péssimismo. Ainda que acredite na passagem para a Liga dos Campeões (estamos, meus amigos, a falar do... F.C. Copenhaga) ponho sérias dúvidas quanto ao campeonato. É certo que ainda estou para ver o Adu e o Di Maria mas, para já, "isto" está mau. Ao nível do treinador que temos.
 
por Mavs às 18:35 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Em defesa do meu clube
Não temos por hábito repetir assuntos em posts diferentes. Para tal, costumamos utilizar a caixa de comentários. Mas a verdade é que, neste caso, a substancial divergência opinativa forçou-me a criar um novo texto, sob pena de perder uma oportunidade francamente boa de ser alvo dos mais variados insultos por parte da mole benfiquista.

Dito isto, avancemos. Manuel Fernandes vai sair. Muito bem, que saia. Os benfiquistas insurgem-se. Mais uma vez, muito bem. Têm o direito de se insurgir. Resta saber contra quem. O alvo preferencial tem sido Luis Filipe Vieira. Percebo, mas discordo. O alvo preferencial deveria ser, primeiro que qualquer outro, Manuel Fernandes. Compreende-se a nobilíssima fé que os adeptos depositavam já no futuro comandante da equipa, que tão bem se exibiu na pré-época. Órfão de Simão, o Benfica precisaria muitíssimo de Manuel Fernandes para jogar como um verdadeiro candidato ao título. Mas Manuel Fernandes, ciente dessa possibilidade, preferiu ir-se embora. Para o Everton. Ele que, ainda na semana passada, afirmava querer ficar. Tal como Luis Filipe Vieira afirmava que ele ficaria. Segundo a Bola de hoje, desde que não fossem oferecidos os nove milhões de euros. Não li o jornal de então, nem as declarações por inteiro. Mas nem LFV é parvo, nem nós somos cegos. Manuel Fernandes não queria ficar no Benfica e o seu regresso deveu-se certamente apenas a um daqueles acordos semelhantes ao de Simão. À primeira proposta de nove milhões de euros, veria a sua saída consumada. Quem não quer ficar, não faz cá falta, digo eu. Parece chavão porque é chavão. Mas diz muito sobre Manuel Fernandes e sobre a forma como certas e determinadas situações têm de ser geridas no universo futebolístico nacional.

Recordemos Miguel. Miguel saiu e saiu por um preço ridículo. O Benfica levou-o a tribunal e o Benfica perdeu em tribunal. Miguel não foi obrigado a pagar qualquer indemnização. Ou, se o foi, era irrisória. Os doze milhões exigidos pelo clube, nem vê-los. Chegava a ninharia paga pelo Valência. Tiago também quis sair e também saiu. Doze milhões de euros. Mais amendoins. Simão quis sair e só não saiu logo porque LFV conseguiu manietá-lo na perfeição. Mas era inevitável perdê-lo um dia. Era uma questão de tempo até Manuel Fernandes fazer exactamente o mesmo.

Interessante é a questão relacionada com os fundos de investimento. Será que o facto de GSI ter metade do passe de Manuel Fernandes implica que, caso o Benfica abdique do seu direito de preferência, essa mesma metade possa ser vendida ao Everton? E, no caso de assim ser, onde iria jogar o jogador? No Benfica ou no Everton? A julgar pelo que veio a público, onde fosse de sua vontade. E já todos percebemos qual é a vontade de Manuel Fernandes.

Quanto ao facto de LFV estar em férias, não me parece grave. Pelo contrário. Apesar de ser o director desportivo, a máquina pode - bons sinais dos tempos - mexer-se sozinha. E, como já foi adiantado pela SIC Notícias, o Presidente esteve em conversações com Manuel Fernandes desde que chegou a proposta do Everton. Não creio que alguém acredite sinceramente que, havendo qualquer proposta, Manuel Fernandes optasse por ficar no Benfica. Honestamente, já vi escaravelhos com maior ética profissional. O que é de espantar, dado o material de que é feita a bola que eles "chutam".

Não pretendo, de forma alguma, defender cegamente LFV e, por atacado, Fernando Santos. Fanã é culpado, mas a sua culpa remonta ao próprio facto de respirar. Nada há a fazer quanto à sua incompetência (podemos despedi-lo, claro, mas não me parece ser a melhor altura - opiniões...), característica que lhe é totalmente inata. Só assim se explica esta ridícula pré-época, recheada de poucos jogos e muitos jogadores. A utilização de Manuel Fernandes é compreensível e natural. Ainda que houvesse acordo, haveria uma possibilidade forte de Manuel Fernandes ficar, dada a inexistência de clubes dispostos a pagar nove milhões de euros pelo seu passe. Assim sendo, era importante utilizá-lo porque ele é bom. E, verdade seja dita, se não jogasse ele, jogava quem no lugar dele?

Venho em defesa do meu clube porque me parece ele - e, por conseguinte, nós - o mais massacrado em toda esta história. O Benfica joga hoje aquilo que os Gabriel Alves da paróquia classificam como "cartada decisiva". Não o nego. Mas não aceito que o nome do meu clube seja arrastado na lama por causa de alguém como Manuel Fernandes. Os grandes estão acima destas tricas. Já o escrevi sobre Simão. Se Manuel Fernandes não quer jogar no Benfica, o problema é dele. Será mais um pateta a correr pelos campos de Inglaterra, julgando que no Everton é que é bom porque lhe pagam um milhão de euros por época. Agora, inadmissível é a onda crítica que se gera por causa desta minudência. A memória dos adeptos dura o tempo de um fósforo aceso. É importante, por isso, relembrar-lhes que este Manuel Fernandes, em quem toda a gente já depositava todas as esperanças e mais algumas, é o mesmo que se comportou de forma absolutamente reprovável quando saiu para Inglaterra. Jogadores como ele, como Miguel, como outros que resolveram, a determinada altura, sair do clube, são homens que escolheram comportar-se como ratos. E o Benfica é um clube de gigantes.

Há que impedir que gentalha desta ponha em causa tudo o que somos. Não advogo as vitórias morais. Pretendo, no entanto, manter a espinha dorsal. Porque no Benfica, ao contrário do que acontece noutros clubes, não se defendem as cotoveladas e não é aceitável ganhar comprando árbitros e viciando resultados. Tal como não é aceitável manter Manuel Fernandes contrariado, não porque seja um traidor, mas porque um jogador que não compreende que o melhor para ele é este clube - o nosso clube - é um jogador que não compreende o que é essencial na vida. E é exactamente esta compreensão, aliada a uma incapacidade de ganhar a qualquer custo, de aceitar todas e quaisquer possibilidades de vitória, que fez de nós aquilo que somos hoje. E, não haja dúvida, hoje continuamos a ser um dos melhores - e maiores - clubes do Mundo. E o primeiro, primeiríssimo, de Portugal.

Importa mudar, sem dúvida. Mas para melhor. E o melhor, neste momento, é que Manuel Fernandes saia. Talvez não desportivamente. Mas o Benfica não é só - nunca o será! - um clube de futebol. Importa, acima de tudo, que o não esqueçamos.
 
por JAS às 12:16 | Link | 7 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Agosto 13, 2007
República das Bananas
É com grande pesar que escrevo este post, a 24 horas do importante jogo com o Copenhaga.
Mas, infelizmente, a situação adquiriu contornos demasiado anedóticos e francamente confrangedores, na minha opinião.

Começamos com a venda de Simão.
Bem sei que é um tema já batido, mas permanecem algumas dúvidas no meu espírito.
Fernando Santos disse numa sexta que perder Simão seria um pesadelo; na terça-feira seguinte, o jogador estava vendido. Logo, o treinador não estava a par do que se estava a passar (uma venda deste género não é feita do dia para a noite); só assim se pode justificar o tom categórico da sua frase. E isto não é um bom princípio!
Inicialmente foi-nos dito que Simão não sairia abaixo da cláusula de rescisão, 25 M€; a venda ao Atlético foi feita por 20M€, mais o "direito sobre dois jogadores". Numa conferência de imprensa, LFV disse que os interesses do SLB tinham sido defendidos, e que os valores finais iriam ficar acima do clausulado.
Isto é areia para os olhos dos sócios e adeptos!
Havendo uma cláusula, porque é que alguém vai pagar mais do que isso? Só se estiver completamente a dormir. Não faz sentido!
E também ninguém explicou o que raio quer dizer "direito" sobre os jogadores. É como se estivéssemos na nossa despensa? Escolhemos, e levamos? Ou é tipo supermercado, onde temos de pagar por eles? Ou temos apenas a preferência sobre eles, tendo depois de pagar o passe?
Se for qualquer uma das duas últimas, estamos a pagar pela transferência de Simão. As plain and simple as that.

Passemos ao tema seguinte: SLB como entreposto de jogadores.
Já sabia que andávamos a comprar por atacado, nomeadamente Andrés Diáz, um jogador que o treinador afirmou peremptoriamente que não conhecia (?!?!?). Se não o conhecia, não o podia querer. Então, porque raio é que ele esteve a fazer parte da pré-época????
Temos também o caso de Sretenovic, que é pouco mais do que um cepo, da 2ª divisão sérvia, e que fez toda a pré-temporada, para ser despachado a alta velocidade. Quem é que descobriu este gajo? Quem é que se esqueceu de colocar os pingos nos olhos, na altura de ver o DVD?
Isto não é o Carcavelinhos, onde se tem imensos jogadores à experiência, para ver se valem a pena!!
No sábado, descobri mais uns casos, aqui.
O que mais me choca é o de Jaílson, um avançado de 26 anos contratado na Rússia, e que foi emprestado ao Braga.
Pela idade, tem uma margem de progressão muito diminuta, ou nula; se fosse mesmo bom, ficava no plantel principal. Agora, as questões que interessam, e que não foram respondidas: Porque é que foi comprado? Por quanto? Quem ficou com as comissões?
São actuações destas que nos levam a engordar a folha salarial, sem qualquer proveito para o clube; corremos o risco de, à imagem do FCP, acabar por ter 69 jogadores professionais a serem pagos, com plantéis de 25/27 jogadores.

O ponto seguinte até dou de barato.
Quem é que me sabe dizer quem manda no futebol do SLB?
LFV não pode ser, está de férias até amanhã! Fernando Santos também não pode ser, senão sabia das saídas e entradas de jogadores. Onde está a organização do SLB? Foi tudo a banhos???
Nâo pode ser!!!

E para fechar isto em beleza, temos a mais que provável saída de Manuel Fernandes, para o Everton. Um clube tão ou mais rídiculo que o Atlético de Madrid, digo eu.
O jogador que se estava a afirmar como esteio do meio-campo, aquele que estava a arrancar as exibições mais consistentes, decide agora sair. É um direito que se lhe assiste. Mas onde estava a capacidade organizacional do clube? Caríssimos, não nos enganemos. Ou não nos tomem por parvos.
Se Manuel Fernandes tem vontade de sair, não deve ser recente. Assim sendo, porque dar tantos minutos de pré-época a um jogador que quer sair? Só estou a ver uma razão: usar a pré-temporada como "montra".
E se assim for, isto é inqualificável. Porque não se defendeu a vertente desportiva e competitiva, nomeadamente a mecanização de um onze que tem amanhã o primeiro grande teste; um onze que "só" perdeu Simão e Miccoli, e que ainda não arrancou uma exibição convincente (exceptuando o gajo que se vai agora embora!!!).
Para mais, esta teoria algo conspirativa é tão ou mais corroborada pela actuação calma do clube, quando comparada com o que aconteceu nos casos Nélson e Anderson, logo apelidados de casos de indisciplina, e tratados com uma firmeza e bazófia pouco vista para os lados da Catedral.
Lamentável, digo eu.

Assim sendo, o que é me resta? Apenas e só torçer por um bom resultado, amanhã.
O problema é que com os ovos e o cozinheiro que temos, tudo me parece estranhamente curto. E assim, a esperança é lamentavelmente pouca.
 
por Jota às 21:49 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Agosto 08, 2007
Guadiana: mau e menos mau
Dois jogos, duas sensações completamente diferentes.
Começemos pela má: o que raio se passou na sexta-feita, contra o Bétis?
Faltou quase tudo: capacidade atacante, velocidade, transporte de bola, inteligência e alma. Como atenuantes, o facto de não podermos contar com jogadores importantes (nomeadamente Cardozo), e o teste a um novo sistema (desgraçadamente, o 4-3-3 em que eu apostava para uma melhor valorização dos novos jogadores).
De resto, este jogo serviu para (continuar a) verificar que Manuel Fernandes está muito mais jogador, que comprar por atacado (Andrés Diaz) só dá mau resultado, e que Nélson bem precisava de concorrência. Pode ser que espiçado atine com o jogo.

Domingo a coisa correu mais razoavelmente.
Primeiro, voltou-se à táctica normal, e depois a atitude foi outra. O derby, pelo impacto que tem nos jornais do dia seguinte, colocou na mente dos jogadores que era necessário fazer outro tipo de jogo, com mais garra e concentração. E foi mesmo isso que vimos.
A equipa esteve consistente, eficaz, e criou várias ocasiões de golo (contrariadas de forma soberba por Stojkovic), deixando a sensação que com mais opções no ataque (o jogo aéreo e a espontaneidade de remate de Cardozo; a suposta fantasia de Adu, Di María e Coentrão), e com um pouco mais de velocidade, pode fazer uma campanha bem positiva, dentro e fora de portas.

Resumindo e concluindo, o jogo de domingo satisfaz mas não convence. Estamos a jogar da mesma forma que no ano passado, "só" que sem Simão, o que faz toda a diferença.
Primeiro teste a doer, dia 14. Vitória exige-se!
 
por Jota às 21:32 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Um acordar lixado
O jogador do Reading Leroy Lita lesionou-se na passada segunda-feira de uma forma no mínimo estranha: acordou e decidiu espreguiçar-se! Assim, está em dúvida para o jogo contra o Manchester United.
Que se saiba, o único comentário sério sobre a situação foi proferido pelo seu treinador: "Não é uma lesão que deva ser ridicularizada. O Leroy (Lita) está com muitas dores. Ele acordou e quando se espreguiçou arranjou um problema na perna".

Não seria preferível ter falado numa noite escaldante?? Sempre ficava com outra reputação!
 
por Jota às 20:37 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Agosto 03, 2007
Pré-eliminatória da CL
Calhou-nos o vencedor do jogo Copenhaga x Beitar de Jerusalém, sendo que o clube dinamarquês leva vantagem de um golo.
Relembro que o Copenhaga foi aquele clube simpático com o qual empatámos no ano passado, na fase de grupos...

PS: Já todos deverão saber, por esta altura, que é mesmo o Copenhaga.
Daqui a uma semana, o primeiro jogo oficial da temporada.
Apesar de achar que o SLB do 2º jogo do Torneio do Guadiana foi mais agradável, falta ainda qualquer coisa.
Se tudo correr conforme planeado, espero postar ainda hoje qualquer coisa sobre os dois jogos no Torneio.
 
por Jota às 11:47 | Link | 14 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Agosto 02, 2007
Boa Estreia, Simão

Atl. Madrid: Simão estreia-se com uma derrota

Por mais que deseje tudo de bom à pessoa Simão Sabrosa, não posso deixar de começar, desde já, a rir. Será que ele já estará nervoso para o sorteio de amanhã da pré-eliminatória da Liga dos Campeões?

 
por Mavs às 22:34 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Famílias disfuncionais
 
por Jota às 10:48 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Agosto 01, 2007
Manecas
Manuel José é um sapo que já se adaptou à condição de me viver entalado na garganta há uns anos, mais precisamente desde os tempos em que treinava o Boavista. Não aprecio o estilo, não apecio a postura e sempre que ele fala o sapo engorda. Foi assim no Boavista, piorou (muito) quando passou pelo Benfica e aí se manteve, quietinho, aguardando nova oportunidade para se refastelar de forma ainda mais ostensiva.

Até que o Glorioso, a troco de quinhentos mil euros e despesas pagas, resolveu ir jogar ao Egipto, expoente máximo do futebol mundial, onde o Manecas já é primeiro na linha de sucessão do "Presidente" Mubarak, acordando assim o monstro hediondo e colocando-o (e às suas frases inenarráveis) nas primeiras páginas dos jornais portugueses que eu, por mero acaso, tive o infortúnio de comprar.

Começava A Bola por traçar o percurso histórico deste "grande treinador português". As vitórias, os sucessos, o amor africano pelo senhor. Escondo um sorriso. É nestas alturas que se nota a pequenez do burgo. Os adjectivos sucedem-se. Manuel José é isto, Manuel José é aquilo, Manuel José é aqueloutro. Pergunta: quem é, efectivamente, Manuel José? Aquele que esteve anos a fio no Boavista e ganhou, se bem me recordo, uma ou outra Taça de Portugal? Ou aquele que esteve no Benfica e não conseguiu provar este valor enorme que todos, agora, lhe reconhecem? Ou ainda o outro que andou uns tempos a vaguear por aí até lhe bater à porta o Al-Ahly? Estranhamente, desse, ninguém fala. Serão o mesmo? Pouco importa. O que interessa é a carreira maravilhosa que o Manecas tem construido. O passado, como é habitual em Portugal, só é reconhecido se estiver repleto de glória. Caso contrário, a coisa passa-se como se a pessoa tivesse nascido para o Mundo naquele momento.

É certo que o Benfica perdeu lá, porque jogou mal e porque tem o primus inter pares dos cepos sentado no banco do treinador. Isso concede algum mérito a Manuel José? Francamente, creio que não. Claro que ele não perdeu a oportunidade para, mais uma vez, derramar a sábia doutrina manuelina pelas páginas dos jornais, em referências sem fim ao futebol português (no qual ele não fez absolutamente nada) e ao Benfica.

Mas e as Taças dos Campeões Africanos e toda essa panóplia de troféus de casquinha ganhos no entretanto? Realmente, dizia eu ontem ao Jota, é compreensível que o Al-Ahly ganhe tanto. Afinal, eles são o Real Madrid lá da zona. Ao que o Jota contrapôs, na onda do que eu iria dizer a seguir, que o problema era todos os outros serem o Olhanense. Assim, realmente, não é difícil.

Concedo que Manuel José seja um treinador mediano que sabe lidar bem com os profissionais egípcios e africanos que tem a seu cargo. Mas acaba aí. Quando Manuel José teve oportunidade de mostrar o que valia, desperdiçou-a em toda a linha, a ponto de ter sido despedido no início da época seguinte. Culpa do futebol português, pródigo em afastar treinadores com maus resultados? Duvido. Culpa dos treinadores, que são, na sua maioria, uma absoluta desgraça? Não tenho dúvidas.

Por isso é que a conversa de Manuel José me irrita profundamente, sobretudo quando ouço as comparações: Manuel José, o "Mourinho Africano". Tenham pena de mim! Manuel José será, no máximo dos máximos (e já estou a ser extremamente simpático), Mourinho com ejaculação precoce. O parlapiê é muito. O problema começa, porém, quando a coisa é a doer.

Não querendo desgastar a já extremamente desgastada frase de Ricardo Araújo Pereira, o Manecas fala, fala, fala, fala, fala, fala e eu, quando foi a sério, nunca o vi a fazer nada. Infelizmente, nunca ninguém se lembrou de lho dizer na cara.
 
por JAS às 10:37 | Link | 14 tragédia(s) escrita(s)
Resposta
Este post vem na sequência dos comentários feitos no post anterior.

Já desde há algum tempo tenho andado para escrever isto – não gosto de estabelecer graus entre benfiquistas. Cada um o é à sua própria maneira.
Posto isto, acho que apesar de ser sócio desde que nasci, de ter ido assistir a 95% dos jogos ao vivo na catedral (nas duas), de ter não sei quantas operações-coração, acções e de ter um título fundador, acho que as minhas opiniões valem tanto como outras quaisquer. Mas a questão é que... também valem. E se critico é porque quero sempre mais: hiperbolizando um pouco, se ganhámos o campeonato, porque é que não ganhámos a Liga dos campeões? Se ganhámos no dragão, porque é que não goleámos? Se temos possibilidade de ter o Eriksson ou o Camacho, porque é que temos de levar com o Fernando Santos? Se perdemos o Simão (e se foi público que "não precisamos, hoje em dia, do dinheiro da venda de qualquer jogador que seja, porque é que não fomos comprar um Riquelme ou um Aimar, nem que fosse por 20 milhões?
A falta de ambição é dos piores defeitos que alguém pode ter, e o contentar-se com pouco, ainda pior. O que não aceito mesmo é: “espero que os que se dizem benfiquistas continuem a destruir. Assim se vê quem eles são”, dito por um… benfiquista!

Até há duas semanas sempre pensei que, na actual mediocridade do futebol português, tínhamos tudo para sermos campeões: apesar de um péssimo treinador, tínhamos uma equipa razoável, onde "só" perdemos o Miccoli, e com reforços de alguma qualidade como o Cardozo e o Manuel Fernandes. Mas quando soube, na quinta-feira passada, que perdemos o nosso melhor jogador, a vantagem que tínhamos perante o Porto foi, também ela, perdida. Ainda assim – e como defendi na devida altura, fizemos um bom negócio com a venda: vendemos um "lagarto" (e digo-o com a maior da admiração que tenho/tinha pelo Simão, por tudo o que fez pelo Benfica, mas, ainda assim, não com o mesmo nível de tristeza que tive quando saiu o Rui Costa ou até mesmo o João Pinto...) de 28 anos, por 20 milhões, quando o Barcelona comprou um tal de Henry (de 29 anos) por apenas mais 4 milhões... Só havia, pois, uma coisa a fazer: pegar no dinheiro e comprar uma estrela. E o que é que fizémos? comprámos... apostas. Se têm qualidade? Não sei, nunca os vi jogar. Se valem o dinheiro? o Adu talvez sim, o Maria duvido (6 milhões por metade do passe, mais um emplastro qualquer que nem o treinador sabe quem é…). Se vão fazer esquecer o Simão? Nesta época, com períodos de adaptação e afins, de certeza que não.
É neste quadro que encaro a derrota contra um tal de Al Ahly, desse brilhante treinador que é o Manuel José (comprovou a sua qualidade quando treinou o glorioso), e dessa potência do futebol mundial que é o Egipto.
As experiências (ridículas) do Santos que as faça nos treinos. O pior é que, neste jogo, não houve qualquer experiência feita: é aquilo que o Santos tem para apresentar (estamos a duas semanas da pré-eliminatória da Liga dos Campeões...!) - uma decadência.
E não me venham com mentalidades tipicamente do povo pequenino que é o português: todos os jogos são para ganhar. Até os de preparação. Só isso explica, também, o facto de jogarmos contra equipas de, teoricamente, qualidade inferior (Cluj, Al Ahly, Sporting, etc.) e não contra Manchesters ou um Chelseas.
O que vimos no Domingo deve mesmo deixar todos os benfiquistas preocupados. É uma réplica daquilo que tivémos o ano passado, com uma diferença: neste ano não há Simão para jogar 2 meses depois de termos começado o campeonato a levar 3-0 de todas e quaisquer equipas...
Mas de réplicas já estamos nós fartos. Na verdade, temos estado a ouvir o presidente da nossa “instituição”, há mais de 5 anos consecutivos, a dizer que temos uma "equipa maravilha". E resultados? uma taça e um campeonato. Pior só o Sporting, mas estes também não são exemplo para ninguém...

Para concluir, o Vieira tem mesmo de fazer qualquer coisa. E qualquer coisa que seja uma alegria para os benfiquistas. Isto é, das duas uma: ou contrata um jogador "a sério" ou, mais simples, despede a marioneta que é o Fernando Santos (até porque quem o controla já lá não está - thank God!). Se possível, ele que faça as duas coisas. Afinal, este ano também ele tem o lugar em xeque.

Ah, e para não me acusarem de ser um mau benfiquista, aqui vai um Viva o Benfica! (acho que, depois de ter terminado um post desta maneira, sinto-me muito mais benfiquista!)
 
por Mavs às 03:53 | Link | 7 tragédia(s) escrita(s)