origem
Quinta-feira, Novembro 29, 2007
Sempre o Sistema
Quando até para o Rui Santos somos os favoritos, eis que o sistema volta a atacar:

Jorge Sousa no Benfica-FC Porto
 
por Mavs às 15:23 | Link | 16 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Novembro 28, 2007
Algumas palavras
Não há muito para dizer. Não há espaço para grandes discursos, para enormes louvores, para as loucuras que me caracterizaram durante o jogo inteiro. O Benfica de hoje foi verdadeiramente glorioso. Acho que isto basta. Soube-me a pouco, é verdade. Mas soube-me bem. Muito, muito bem.

Vulgarizar o Campeão Europeu não é para todos. Que o digam os que levaram quatro do vice. Soube-me outra vez a pouco. Mas também me soube extraordinariamente bem.
 
por JAS às 23:47 | Link | 18 tragédia(s) escrita(s)
Mercado
Não vou fazer qualquer tipo de especulações, ainda para mais em dia de jogo (decisivo). Só vou dizer que "o Real Madrid fez saber que pretende dispensar 5 futebolistas em Dezembro". Os jogadores são: Soldado, Diarrá, Dudek, Saviola e Júlio Baptista.
 
por Mavs às 16:26 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Novembro 27, 2007
De veritas
Para não dizerem que somos maus desportistas, queremos deixar uma frase de incentivo para o jogo de amanhã entre Liverpool e FC Porto:

"Apesar de tudo, vão defender as nossas cores!
FORÇA, REDS!"
 
por JAS às 23:09 | Link | 7 tragédia(s) escrita(s)
Ainda e sempre MST
É preferível cair-se em graça do que ser-se engraçado. A frase, repetida ad nausea, era usada por Fanã (que, felizmente, já foi usá-la para paróquias longínquas e inantendíveis) e aplica-se na perfeição ao artigo de MST de hoje, n'A Bola.

MST tem a mania que o FC Porto já é campeão, que o Apito Dourado é uma farsa engendrada para desprestigiar esse poço de honestidade que é o FC Porto (a começar pelas claques e a acabar no Papado), que Quaresma é melhor que Ronaldo (o gordo), que Ronaldo (a besta) e que qualquer outro jogador de futebol e mais uns quantos dogmas futebolísticos deste género. E, na sua tentativa fracassada de stand-up literário, gosta de dissertar sobre realidades que, por conhecer demasiado bem, deveriam merecer-lhe apenas um longo e profundo silêncio.

Parece que o Benfica é a equipa com mais sorte do campeonato. Porque, enfim, marcou mais de metade dos golos nos últimos cinco minutos. E porque, contra a Académica, beneficiou da falta de qualidade do guarda-redes dos estudantes, bem como da estranha escolha do Bispo Domingos, cuja devoção à causa é mais do que reconhecida (não fossem vários os emprestados portistas às equipas que treina). Não houve mérito. Não houve qualidade. Sorte. Apenas isso.
A gargalhada tornou-se inevitável perante a descrição do remate de Adu que, por ter obrigado o esférico a um rodopio depois de embater no poste, resultante do efeito que o jogador entendeu dar-lhe, entrou. Para MST, tudo isto é sorte.

Vamos por partes. O Benfica tem marcado muitos golos nos últimos cinco minutos de jogo, alguns dos quais depois de exibições sofríveis, reconheça-se, como foi o caso contra a Académica. Ainda assim, esses golos não resultam de penalties inexistentes, de mãos na bola e de foras-de-jogo não assinalados. Foram todos perfeitamente legais. Além disso, no jogo contra a Académica, o Benfica jogou sem dois dos seus jogadores preponderantes, Maxi Pereira e Rodriguez. Ainda assim, e apesar do aviário instalado na área estudantil, conseguiu ganhar. Já o Porto, a jogar em casa contra o Belenenses, perdeu Lucho e foi o que se viu. Na Porcalhota, Lucho saiu e o Porto empatou. E isto com o Lelo em campo! Lelo esse que, no último jogo, deveria ter levado um amarelo por brincar às cotoveladas. Que não levou. O que me leva a crer que há dois tipos de equipas no futebol português: as que têm sorte e as que têm fruta.

Felizmente, o Benfica pertence às primeiras...
 
por JAS às 22:30 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Uniões de Facto
Ouço Dias Ferreira na SIC Notícias e interrogo-me: qual é, verdadeiramente, o grande problema dos sportinguistas? O assunto era o Benfica - Porto de Sábado. A pergunta, inevitável, era a preferência em termos de resultado. A resposta, estapafúrdia, foi que a preferência recaía sobre o empate. O empate? Confesso que não compreendo. Façamos o seguinte raciocínio: uma equipa, para ser campeã, tem de acabar em primeiro. O primeiro lugar está a dez pontos de distância. Para chegarmos ao primeiro lugar, queremos que o adversário que o ocupa perca o maior número de pontos. Ou seja, queremos que perca o maior número de jogos. Ou seja, quando o primeiro joga contra o segundo, estamo-nos nas tintas para o segundo. Queremos é que o primeiro "leve na pá", certo? Mais ou menos. Para as pessoas normais, claro. Para as "especiais", o raciocínio é linear. Porque, se em primeiro lugar está o "amigo" de longa data e em segundo a encarnação terrena do demónio, obviamente que o que se pretende é que o demónio também se lixe. "Mas", interpõem os normais, "não faria mais sentido que só perdesse o demónio?" Não. Porque, assim, todos perceberíamos quão especiais são os especiais. E trataríamos de os internar rapidamente.

Quer queiramos, quer não, há que aceitar uma verdade insofismável: o Sporting está menos interessado em ganhar o campeonato do que em perdê-lo para qualquer outra equipa que não o Benfica. Para qualquer sportinguista, perder seja o que for contra o "grande rival" é pior do que não ganhar absolutamente nada. E porquê? Porque o Sporting, na sua realidade asistemática, crê que o popularucho Benfica lhe roubou o lugar que seria seu por hereditariedade ou por Direito Natural ou lá o que é. Lugar esse que lhe permitiria servir os tais lautos jantares aos amigos do Norte, a bem de uma união que beneficiaria ambos e que preservaria a condição de "preservativo social reutilizável" de que o Sporting goza hoje em dia, nomeadamente nas incursões nortenhas à mouraria. Sim, porque a honestidade, tal como a SIDA, existe. E pega-se.
 
por JAS às 22:10 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Novembro 26, 2007
A impertinência da plebe
No sábado, o árbitro (esse malvado Olegário!) ficou a dever uns 4 amarelos a Binya.
Ontem, Quaresma não fez nada.
Aliás, o Adalto devia era ter deixado o "Harry Potter" do Dragão passar, estender a passadeira (que, por ironia do destino, até costuma ser vermelha).
Que impertinência, que falta de respeito pela realeza aproximar-se assim... Portanto, lá foi o mágico ao "saco dos truques" buscar uma das suas artimanhas, o já conhecido jogo de braços.

Depois de sacar tão grande truque perante a sua plateia de eleição, lá deve ter pensado "toma lá, que já almoçaste"




PS: atentem nas expressões utilizadas pelo narrador de serviço:

1) "Quaresma [pausa] aperta ali Adalto [pausa] e é atingido, talvez seja ali atingido no rosto";
2) "É atingido pelo braço, ao rodar" (rodar, como, perguntam vocês? eu explico: rodar, na imaginação azul e branca do comentador);
3) [quase em jeito de sussuro] "Uma imprudência de Quaresma";

Mais uma transmissão de qualidade da Sportv 1, pois claro!
 
por Jota às 20:26 | Link | 21 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Novembro 25, 2007
A criadagem
Diz Ivanildo que quer que o FC Porto ganhe ao Benfica no próximo fim-de-semana. Apesar, claro, de estar a representar a Académica, comportamente que deveria ser, se considerássemos Ivanildo um tipo, vá lá, em contacto com a civilização, punido pela Briosa. Mas já todos sabemos que esse é o desejo, não só do jogador, mas também do treinador da equipa dos estudantes (o que levanta a questão: será que a maior parte deles sabe, sequer, ler?), o que impossibilita qualquer tipo de sanção, até porque a Académica já mudou de treinador.

Por mim, perfeito. Eu também desejo a Ivanildo uma longa e próspera carreira na secção de enchidos e fumados do Lidl de Gondomar, já que, como jogador de futebol, não vai longe. Nem perto. Pronto: não vai. Se este tipo julga que algum dia voltará à equipa do FC Porto, coitado, está bem enganado. Com sessenta jogadores, o FC Porto é daqueles clubes onde quem sai, já não volta a entrar. Que chatice. Ó.
 
por JAS às 11:29 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Perdão, Sr. Bispo
Sim, já conheço a ladainha. O Benfica jogou pouco e mal. Ressentiu-se da ausência de Rodríguez. E de Maxi. E da recente lesão de Cardozo. E da idade do grande Rui. Mas ganhou. Incoerência? Nem por isso. Benfica e Selecção são dois mundos totalmente distintos. No que respeita à Selecção (e para encerrar o assunto, que já nauseia), é-me indiferente o resultado. Vejo os jogos e analiso-os duma perspectiva meramente crítica, como qualquer apreciador de futebol. Isto, claro, quando consigo conter os bocejos.

Com o Benfica, é diferente. Completamente diferente. Se o Benfica começa a perder, como começou hoje, grito, berro, vocifero. Não consigo ficar quieto. E quando o Benfica marca e dá a volta ao resultado, como também deu hoje, é a loucura total. Como já expliquei uma vez, o mau jogo do Benfica, aos meus olhos, foi perfeitamente ocasional. Na próxima semana será melhor. Muito, muito melhor.

É certo que não merecíamos ganhar. O Benfica quase não atacou, esteve inerte o jogo inteiro, enfim, não fez sequer o que deveria ter feito para levar de vencida uma equipa da Académica que jogou razoavelmente bem, mas que, francamente, não fez muito mais do que o seu adversário. O primeiro golo é resultado de uma falha do Luis Filipe. Que, aliás, se fartou de falhar o jogo inteiro. O meio-campo foi inexistente e o ataque... não vale a pena ir por aí. Mas ganhámos. E o Domingos, que mais uma vez julgou que ia fazer um favorzinho ao Papa, engoliu o sorriso e os dois frangos que o seu fantástico guarda-redes encaixou. Temos pena, Sr. Bispo. Fica para a próxima. Aleluia.


P.S. Madj... quem? Luisão. O nome do homem é Luisão!
 
por JAS às 00:12 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Novembro 23, 2007
A vergonha de ser, repetidamente, português
O povo português é, inevitavelmente, um povo perdedor. Um povo derrotado. Pior: um povo derrotado e lambuzado em desculpas para a derrota. A coisa tornou-se de tal forma explícita que a alegria se transforma em conformismo em apenas alguns minutos. Quem viu o jogo da Selecção Portuguesa de Futsal sabe do que falo. De repente, Portugal à frente do marcador, com dois de avanço. Ninguém calava o comentador, que chegou ao ponto de preconizar uma final entre Itália e Portugal quando ainda faltavam alguns minutos para terminar o jogo, já que a selecção nacional vencia por dois a zero e a Espanha parecia impotente e adormecida. Só que...

Só que os jogadores portugueses, que até então haviam realizado uma partida imaculada, começaram a tremer como varas verdes, apesar de terem um pavilhão inteiro a apoiá-los. A Espanha começou a atacar com cinco (verdade seja dita, eu acho que aquilo é atacar com quatro, porque o tipo que faz de guarda-redes posiciona-se poucos metros à frente da linha de meio-campo e raramente de lá sai, mas eu não percebo - e não quero perceber - o chamado "corno" de futsal) e a fabulosa defesa portuguesa esparramou-se ao comprido, sofrendo dois golos que, a meu ver, eram perfeitamente evitáveis, sobretudo para quem tinha conseguido manter-se a zeros até aí. Os espanhóis empataram o jogo e fizeram um forróbódó no desempate por penalties, onde o Benedito foi de tal modo fraquinho que até tivemos direito à vulgar "ratazana". No fim, os jogadores portugueses exibiam fronhas tristes e chorosas, ainda que conformadas. Não ouvi o discurso final, mas estou certo que terá sido repleto de lugares comuns e vaselina. O tradicional "poderíamos ter ganho" não deve ter faltado, tal como a exaltação da inexperiência da equipa portuguesa, sobretudo por comparação com a "campeã do mundo e da europa", que é como quem diz que, apesar de os termos ensaboado futebolísticamente (enorme golo do Ricardinho... palavras para quê? É do Benfica!), não podíamos fazer mais, porque tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é Fado.

E que melhor desculpa poderemos nós ter para sermos constantemente vencidos e convencidos de que não poderíamos ter feito melhor do que aquilo que nos estava destinado por causa da mão invisível e divina que não quer - melhor: não deixa! - a tugalândia ganhar em paz? O único culpado da derrota de hoje é Portugal. Mais ninguém. Ao contrário do que dizia o mesmo comentador que, minutos antes, pusera Portugal na final, o futsal não tem de ser "mesmo assim". Se Portugal chegou onde chegou, com o mérito de quem joga muito e bem, só tem de acreditar em si e ultrapassar-se. Só tem de perceber que, apesar da porcaria espanhola ter muitos títulos, esses são inúteis em campo, quando as equipas lutam com armas semelhantes. Sim, a Espanha tem mais experiência. Mais conhecimento. Mais vitórias. E depois? Isso deverá servir, apenas e só, como catalizador das esperanças portuguesas. São melhores? Ganhemos, então, aos melhores.

Dir-me-ão que não é assim. O futsal tem isto e aquilo e aqueloutro e, enfim, não podemos subestimar os adversários e etcetera e tal, mas não viva Portugal. Que eu saiba, o principal chamariz do futebol é a imprevisibilidade. Nada está definido à partida. Nada está ganho ou perdido. E, que eu saiba, também o futsal, apesar de ser bem mais pindérico (obrigado, Leonor), tem uma componente futebolística. Da qual resultará, inevitavelmente, alguma imprevisibilidade. Ou não tivesse Portugal estado a vencer por dois a zero.

Por isso é que aplaudo os jornalistas que conseguiram irritar o Mike Tyson dos trópicos. Sem uma cultura de exigência, este paízeco da tanga não vai a lado nenhum. Fez bem em qualificar-se? Tinha obrigação de fazer melhor. Muito melhor. Porque os adversários, ao contrário do que Scolari tentou fazer crer, live, ao país inteiro, eram notoriamente inferiores. E Portugal tinha obrigação de os esmagar. Podemos não ser a potência que Paulo Bento diz que não somos, mas, se a selecção e o "Senhor Irritável" exigem a confiança e o apoio dos adeptos, têm de fazer por merecê-lo. Podemos não ser os melhores, mas queremos ver-vos jogar como se fôssemos. E continuaremos a assobiar-vos sempre que o não conseguirem. Não vos agrada? A porta da rua é serventia da casa. Está na altura de começarem a comportar-se como os grandes jogadores que julgam que são.

Tive pena (e há muito que a não tinha!) de ver Portugal derrotado pela Espanha. Não vale a pena tapar o sol com a peneira. Morremos na praia porque assim o desejámos. Está na altura de mudar. O discurso, a mentalidade... e o destino.


P.S. Vitor Serpa falou em deuses com fraquezas humanas. Os portugueses estão habituados a ver deuses? Só se for Baco. Porque, de resto...

P.S 2 - Paulo Bento devia engolir o discurso do "Portugal não é uma potência e os portugueses têm de se habituar à ideia", sob pena de voltar a levar três secos e ter de substituir "Portugal" e "portugueses". Adivinhem lá por quê!
 
por JAS às 23:58 | Link | 15 tragédia(s) escrita(s)
Aridez
Dias como o de hoje deveriam ser banidos da história da imprensa nacional. É incompreensível a inexistência de uma greve imediata dos profissionais do sector e de todos aqueles furúnculos esquerdistas que aderem às greves porque estão a precisar de férias ou de uns dias em família. Como é que alguém concebe um dia sem notícias de relevo? Sem artigos do Rui Santos? Sem uma achega de MST ou um bailinho da Leonor? E depois pretendem que nós, bloguistas, inventemos a pólvora! É impossível.

Percebe-se que uma semana em que a Selecção Nacional se qualificou para o Euro-2008 num grupo extraordinariamente difícil, o que deu origem a mais uma birra do profissional do sector do boxe amador, de seu nome Scolari, seja uma semana árida e sem interesse. Também se compreende que, numa semana em que o Benfica não jogou, em que o Porto não esbulhou e em que o Sporting não se queixou, estejamos perante uma figura atípica e inominada no domínio do calendário, para a qual não encontramos razão ou explicação.


Ainda assim, é difícil ultrapassar tais momentos de inexistência desportiva. Qualquer dia, somos forçados a descer ao nível do Record e a transmitir notícias respeitantes a outros assuntos, significativamente mais entediantes. Os reformados vão pagar mais para a ADSE que os trabalhadores? E então? Eu quero é saber se o Rodriguez e o Cardozo estão disponíveis para amanhã; se o Di Maria está em condições de fazer um jogo decente; se o Dica, esse fenómeno do Steaua de Bucareste, sempre vem para o Benfica ou se foi mais uma invenção dos habituais jornais desportivos.


Quer dizer, daqui a pouco estão à espera que eu conte a minha vida pessoal. Lá porque nesta zona de computadores está uma tipa - feiinha, feiinha! - que resolveu dar-me com a mala no pé, pedir desculpa uma vez, voltar a pedi-la dez minutos depois e, à minha réplica de "não há problema nenhum", me perguntar, numa clara sugestão sado-maso, se podia continuar a dar-me (para os mais afoitos, o termo "à bruta" não foi utilizado) com a mala, isso não significa que eu vá transformar este blogue claramente benfiquista num diário pegajoso sobre as minhas desventuras diárias.

P.S. - Ao que eu trepliquei: "Estás à vontade!" ... feinha, feinha...
 
por JAS às 17:08 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Novembro 22, 2007
As Saudades
Simão: «Ter saudades é normal» - extremo feliz no Atlético mas sem esquecer Benfica

Sim, muito sinceramente acredito mesmo que tenhas saudades. Não só do Benfica como... de jogar. Trocaste o Benfica por um clube claramente inferior e, ainda assim, nem sequer és titular. Deixa lá, para o ano estás cá outra vez. Ou então já em Janeiro...

P.S.- E entretanto encaixámos 20 milhões.
 
por Mavs às 23:12 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Sugestões
"Vocês só reclamam, só dizem que fazemos as coisas mal, mas o que é preciso para nos elogiarem?"

Scolari, na conferência de imprensa após o jogo


Que tal:

- jogarem bem?
- terem (ou fingirem que têm) uma táctica?
- mostrarem algum entrosamento?
- mostrarem vontade, empenho, dedicação?
- ficarem em primeiro no grupo?
- não empatarem com "potências" como a Finlândia?
- não convocarem o Pepe?
- não socarem jogadores adversários?
- deixarem jogadores adversários "ir às fuças" ao Quaresma?
- despedirem a comitiva de samba que dá pelo nome de equipa técnica?
- rolharem o Cristiano Ronaldo?

Saltei alguma?

PS: Para que fiquemos com toda a informação, em baixo fica o vídeo da conferência de imprensa:


 
por JAS às 02:17 | Link | 13 tragédia(s) escrita(s)
(Ainda o) Euro
Como ironizava o meu encenador, "já deve haver uma série de gente na rua, com bandeirinhas, a festejar a qualificação de Portugal, depois de um empate suado contra esse monstro do futebol mundial que é a selecção da Finlândia".

Terá havido alguém que (NÃO) tenha ficado completamente indiferente à incrível/fantástica/maravilhosa [riscar o menos absurdo] qualificação da Selecção para o Euro-2008?

P.S. - Os ingleses não passaram? Dammit! Logo agora que eu aguardava mais uma oportunidade de ver gente civilizada a assobiar o Cristiano Ronaldo que, apesar de já jogar há cinco anos em Inglaterra e nunca ter sido assobiado, já o foi, não por ter jogado mal, mas por ter pedido a expulsão do colega de equipa Rooney. É natural que o petiz não se lembre. Afinal, o Tico e o Teco que lhe compõem a massa cinzenta não chegam para tudo.

P.S. 2 - Estava agora a ver o site d'A Bola e reparei num comentário do Sr. 30 Milhões. Subitamente, magiquei a eliminação de Portugal às mãos da Finlândia com um auto-golo do Pepe. Aguenta, coração!

P.S. 3 - Ultrapassado o período de nojo, vamos ao que interessa: Força, Benfica!
 
por JAS às 01:37 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Euro
Parece que lá conseguimos qualificar-nos para o Euro. Apesar de termos tido um grupo ridiculamente fácil, precisámos de chegar à última jornada e conseguirmos o pontozinho que nos faltava (nem uma vitória fomos capaz...). Para isso, jogámos com 4 defesas e 3 trincos, um brasileiro na equipa e um tal de Córesma que não joga rigorosamente nada. No final, Scolari fez mais uma das suas. Perdão, faltou o murro.

P.S.- "Pingolim é matraquilho".
 
por Mavs às 01:31 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Novembro 21, 2007
Ganda Galo!
Manuel Cajuda é dos treinadores mais castiços que temos no nosso Campeonato. O homem que me deu a conhecer a expressão "colocar a carne toda no assador" assume, seja em que campo for, uma postura descomplexada (como se viu na Luz, no primeiro jogo do Camacho).
Lembro-me, por exemplo, de uma visita às Antas, em 1993/94, que o Braga perdeu copiosamente por 5 secos. Nessa conferência de imprensa Cajuda aparece de sorriso na cara (algo envergonhado, é certo), dizendo que jogou o jogo pelo jogo, que não se ia encolher só por ir a casa do FCP...
Pois bem, o homem foi ontem colhido em pleno treino, por um dos seus jogadores (Moreno); resultado final: fractura da perna esquerda, e ligamento do joelho lixado.

Rápidas melhoras!
 
por Jota às 12:17 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Miudezas
Vi na passada segunda-feira, num dos jornais da noite (julgo que o da TVI) que Benfica e Sporting estão a disputar um jogador. Tal não seria estranho ou novidade, não fosse o caso do objecto da refrega ter 8 anos (?!).

Por aquilo que li, Bruno Silva estava prometido ao Sporting desde Maio último, estando o clube de Alvalade a suportar as suas despesas na escola de futebol que frequenta (a BragaFut). Contudo, o Benfica inscreveu-o em finais de Julho, o que o impede de representar outros clubes.
O director da BragaFut (Filipe Marques), bem como o pai da criança (Bruno Ramiro) defendem que Bruno foi inscrito abusivamente; contudo, o Benfica tem em sua posse o BI, devendo também ter um qualquer documento assinado pelo encarregado de educação (senão, como o poderiam ter inscrito?); este defende-se, afirmando que o BI foi entregue para uma deslocação a Numância.
LFV, por seu turno, afirma que os Brunos (pai e filho) estiveram no camarote presidencial, no balneário, levaram bolas e uma camisola do Simão, e que o pai terá mesmo dito "ser um orgulho muito grande o filho vestir a camisola do Benfica".

Julgo que concordarão quando digo que estamos perante um caso algo bicudo, e com muito ainda por desvendar.
Ficando ou não este rapaz no nosso clube, estamos perante uma situação quase amoral, onde a palavra dada, ou mesmo uma assinatura (não sei a que clube será dada razão, mas também não é esse o motivo pelo qual escrevo) nada vale.
Uma coisa me parece certa: a ganância do pai ao jogar em dois tabuleiros ao mesmo tempo tira para já as chances do seu filho continuar a jogar futebol, como por certo gostaria.
E dá ainda um excelente exemplo para o futuro: se tiver várias propostas, assina todas!
 
por Jota às 01:19 | Link | 7 tragédia(s) escrita(s)
Uma surpresa enorme
Fábio Coentrão entre os 50 jovens mais promissores do futebol mundial

É com grande admiração que encontro Coentrão em pé de igualdade com jogadores como Alexandre Pato, Anderson (sim, o ex-FCP), Giovani dos Santos, Bojan, Aguero ou Kerlon, já que esta listagem supostamente contém os "50 jovens jogadores que mais fascínio e expectativa causam no planeta do futebol". Porque até agora só o vi mergulhar (e mal, na maior parte das vezes) para cavar faltas.
Devo ressalvar que a listagem contém mais dois jogadores de clubes nacionais. O nosso Dí Maria (que no início empolgou bastante, mas agora está a afrouxar), e Rabiu Ibrahim (campeão do Mundo sub-17, pela Nigéria, e que já tem a nata inglesa, vulgo Manchester, Chelsea e Arsenal atrás dele), do Sporting.

PS: Para aqueles que como eu são fanáticos pelo FM, guardem religiosamente o link.
Isto dá imenso jeito para a prospecção de jogadores...
 
por Jota às 00:30 | Link | 8 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Novembro 19, 2007
Valores lagartos
Purovic: "Já mostrei valor mas quero dar mais"

Já mostraste, já. Ainda que o mesmo seja absolutamente ridículo. À imagem do clube.
 
por Mavs às 21:54 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
E se as selecções acabassem?
Cristian Rodríguez lesionou-se pela selecção

Seguindo a Doutrina expressa no último post do Jas: e se boicotássemos os jogos das selecções? Pelo menos, problemas como este já não teríamos. Por mim, quarta-feira sou finlandês. Era da maneira que não tínhamos jogadores lesionados, não tínhamos pré-épocas perdidas, enfim, não tínhamos espectáculos tão degradantes como o de sábado.
E ainda estranham que quando me perguntam se "preferia ser campeão europeu com o Benfica ou ser tri-Campeão do Mundo e Bi-Campeão Europeu com Portugal" eu me ria...
 
por Mavs às 21:38 | Link | 7 tragédia(s) escrita(s)
Mourinho Vs. Miúdo, Rui Santos analisa



 
por Jota às 17:54 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Novembro 18, 2007
Desespero semanal
Sou infeliz quando o Benfica não joga. A frase parece absurda, bem sei, mas é tão verdadeira e cristalina como o Apito Dourado. Fins-de-semana sem jogos do Glorioso transformam-se em dias de semana sem aulas. Ou em férias com exames. O Benfica não joga e eu fico ressentido e amargurado. Com a vida. Com as aulas. Com a inutilidade premente da SportTv. O ressentimento acumula-se e gera raiva. E angústia. E depressão. Dou por mim a enfiar comprimidos morais pelas goelas. "Não estou a ver o Benfica, mas estou a estudar." Mentira. Sem Benfica, o estudo é penoso. Arrasta-se. Ao contrários dos dias de jogo, em que os horários são programados em função da hora do jogo, cumprindo cada tarefa com devoção divina para me poder sentar às dezanove e quarenta e cinco ou às vinte e trinta em frente a uma televisão, os dias sem jogos nunca acabam. Prolongam-se indefinidamente até ao dia seguinte. De mais suplício, se for Domingo. De aulas (ergo, de loucura), se for segunda.

O cenário é dantesco e eu próprio pareço regressado de um Inferno que, infelizmente, não fica na Segunda Circular. Sento-me no sofá e aguardo, vegetativamente, por novidades. Notícias do Glorioso. Imagens do treino. O Bergessio a acertar entre os postes e abaixo da barra. Nada. A RTP Memória encarrega-se de me recordar porque razão abomino o serviço público televisivo. Benfica campeão europeu? Finais da Liga dos Campeões? O Benfica-Nacional de sexta-feira, a que, por alguma razão totalmente absurda e estapafúrdia, só os madeirenses e os "emigras" puderam assistir? Nada disso. O público prefere um belo Chaparral, regado com o fabuloso "Instantâneos". Maldigo a SportTv, os Oliveiras e, obviamente, aquele espectáculo repugnante produzido por Cigano, Brazuca e Cia. Já perceberam por que razão odeio a Selecção? Neste fim-de-semana não vi o Benfica para Portugal jogar contra a Arménia. E, pior, para jogar mal. Muito mal. Ainda que só com portugueses.

Antecipando a inevitável pergunta, tenho vida, sim. Faço outras coisas. Saio à rua. Sem metralhadoras ou explosivos. Não tomo Prozac (quem é que, em depressão, é capaz de tomar um comprimido verde-e-branco?!). Nem Xanax (Azul?! Nem Viagra!). Não bebo, não fumo. Porquê a angústia? Não sei. Mas ver o Benfica - e ganhar com ele - é daquelas sensações indescritíveis que melhora, e muito, o meu descanso semanal. Que, verdade seja dita, não existe sem aquela pausa para noventa minutos do mais fino insulto e achaque, em que os adversários são gentilmente transformados em pernetas e o árbitro é o indivíduo a quem se ofereceria, de bom grado, um belo copo de milho roxo. On the rocks.

O velho William equivocou-se. Ser ou não ser, eis a questão? Correcto, yet incomplete. De que me serve ser, se não vejo? Dias e dias a fim sem um único jogo? Não admira que Hamlet tenha enlouquecido.

P.S. Como eu costumo dizer, há duas coisas boas em Portugal: a língua e o Benfica. Tendo em conta que a primeira é assassinada diariamente e o segundo não jogou na pausa semanal, alguém faz o favor de me explicar por que carga de água é que esta pobre desculpa para um país ainda está de pé? Para o Benfica jogar na semana que vem? Bem visto. Não tinha pensado nisso.
 
por JAS às 15:29 | Link | 10 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Novembro 16, 2007
Binya leva 6 jogos
A Comissão Disciplinar da UEFA esteve reunida ontem para, entre outros assuntos, decidir qual o castigo a aplicar a Binya, depois da entrada sobre Scott Brown, no Celtic-Benfica.
Contudo, o anúncio da decisão foi adiada para hoje.
Sabe-se que levou 6 jogos, o que não devia ter espantado ninguém; apesar de o Benfica já se ter pronunciado, considerando o castigo "duro e despropositado", tudo indicava para este desfecho. Vejamos porquê:

De acordo com tudo aquilo que vínhamos lendo, já se sabia que ia ser aplicada uma pena pesada; sejamos sinceros, há algum tempo que não víamos uma entrada tão perigosa. Continuo sem entender qual a utilidade daquele lance, a não ser que Binya estivesse a testar a elasticidade do osso do jogador escocês.
As notícias que apareceram ontem só vieram confirmar essas expectativas: primeiro, a pena usual varia entre 3 a 5 jogos, mas em determinados casos, pode ser agravada (estas três palavras fazem toda a diferença...); depois, a mediatização do lance (procurem no Youtube por Binya, e verão que os dois primeiros vídeos a aparecer têm cerca de 117.000 visionamentos...) ajudou a que "toda a gente" tenha uma opinião. Finalmente, tendo em conta o peso relativo do nosso clube na UEFA (por muito que nos custe, não temos o arcaboiço ou a importância de um Barça ou um Milan), havia aqui a oportunidade para fazer desta jogada um exemplo, sem prejudicar um dos grandes. E já todos devíamos saber que a UEFA vive da política.

O Celtic, por exemplo, pedia 10 jogos, e uma multa pecuniária igual a 1 mês de salário. Isto seriam 2 anos sem poder participar em jogos europeus, ou seja, uma multa muito pesada, mesmo!
 
por Jota às 12:47 | Link | 16 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Novembro 15, 2007
Palavras alheias (mas bem esgalhadas)
Colo. Os pedopsiquiatras dividem-se sobre a sua importância e consequências. Há os que dizem que nunca é demais e os que acham que colo em excesso pode estragar os miúdos. Pois bem, o Sporting parece finalmente ter arranjado quem lhe dê colo. Depois de anos e anos a choramingar pelos cantos por causa dos árbitros o Sporting arranjou finalmente quem lhe passe a mão pela cabeça, lhe enxugue as lágrimas e lhe dê um chupa enquanto ameaça os árbitros com um reconfortante tau-tau: Vítor Pereira, nada menos que o presidente da Comissão de Arbitragem da Liga. Primeiro, numa demonstração de clara preocupação com o rumo que o campeonato estava a tomar, resolveu pôr na jarra os árbitros que cometeram erros nos jogos do FC Porto, oferecendo o benefício da dúvida aos árbitros e erros restantes. Agora, decidiu baixar as notas atribuídas a Pedro Proença e Pedro Henriques nos clássicos entre o FC Porto e o Sporting e o Benfica e o Sporting, homologando os pareceres da Comissão de Análise que ele próprio escolheu. E fê-lo apesar de, no final do jogo do Dragão, ter telefonado a Pedro Proença para dar os parabéns ao árbitro pelo trabalho realizado. Pelos vistos, entretanto, Vítor Pereira terá mudado de ideias. Ou então alguém lhas mudou, mas qualquer das possibilidades é pouco lisonjeira para a firmeza do seu carácter. Seja como for, é de louvar a disponibilidade do presidente da Comissão de Arbitragem para dar colo ao Sporting, nem que seja à custa dos árbitros e dos observadores dos jogos. Afinal, todos sabemos que a equipa de Alvalade anda a precisar de colinho...

Jorge Maia, n'O Jogo
 
por Jota às 12:29 | Link | 10 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Novembro 14, 2007
Já Chateia
Agente de Rodríguez ainda não chegou - Encontro foi adiado

Este tipo de notícias é recorrente nos jornais desportivos. Foi o "filme" da compra da restante percentagem do passe do Luisão, foi o "filme" do ano passado com o Miccoli, enfim... Não sei se são notícias do tipo "Record" cujo único propósito é destabilizar o jogador (que está a ser um dos melhores) e, consequentemente, o Benfica ou se este impasse é mesmo verdade. Certo, certo são duas coisas: O passe do Rodriguéz, até ver, ainda não é nosso e um certo clube prepara-se para enfiar mais um barrete - à imagem do que aconteceu com o Pepe (será que estes espanhóis não aprendem?) - com a venda precisamente de um extremo...
 
por Mavs às 15:32 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Novembro 13, 2007
Festejando, em três campos
 
por Jota às 12:33 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Relembrando o Apito, o Papa e o lacaio Silva
"O povo perfeito será aquele que tiver reunido no seu máximo todas as qualidades e todos os defeitos. Coragem, portistas, já só vos faltam as qualidades."

Almada Negreiros
(ligeiramente - mas mesmo muito, muito ligeiramente - "veracizado" por JAS)
 
por JAS às 00:40 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Novembro 12, 2007
À la carte
Tenho uma certa aversão à América do Sul. Aos dirigentes sul-americanos. À maioria dos jogadores sul-americanos. Aquilo é tudo, no dizer da Floribella RAPiana, "um pouco confuso". Já sei que não são todos assim, mas parece que as classes mais altas têm tido vontade de demonstrar exactamente o contrário.

Quando um clube paga nove milhões de euros por um jogador, o clube quer salvaguardá-lo ao máximo. Sobretudo, quando o jogador é vítima de uma entrada à la Paulinho Santos que lhe provoca lesões a nível ósseo. É assim apenas natural que o clube deseje que o jogador permaneça em repouso, onde está, por forma a recuperar calmamente.

Já a selecção do jogador exige que ele atravesse o Atlântico, lesionado, com "dores insuportáveis", apenas e só para que os mentecaptos dos médicos paraguaios possam dizer que ele está, efectivamente, lesionado. Obrigam o jogador a viajar, cansam o jogador, talvez até agravem a sua lesão e depois é o Benfica que suporta os custos de ter um jogador de nove milhões de euros com uma lesão agravada.

Como eu considero tal comportamento primata, apetece-me recorrer ao preconceito. E, à la RAP, usar aquela maravilhosa frase do Paulo Bento: Paraguai, 3º mundo ligeiramente a subir. Portugal, 2º mundo ligeiramente a subir. Ou seja, o Cardozo não precisa de se deslocar ao Paraguai para lhe ser dita uma coisa que já lhe foi dita - e com um mundo inteiro de diferença - em Portugal.

Francamente, venha a FIFA, venha quem quiser. Eu comprava a guerra. E ganhava-a a seguir. Se há coisa que não suporto é esta recente fleuma sul-americana que se caracteriza por falta de educação (mais ainda, para os que viram os jornais recentes, do que falta de sentido democrático). Se o Presidente da Federação Paraguaia resolve desligar o telefone na cara a LFV, a este só lhe cabe fazer uma coisa: ligar novamente e, em bom portunhol, fazer à la Juan Carlos e mandá-lo calar. Com efe.
 
por JAS às 09:16 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Grande Jornada
Pela primeira vez desde há imensos anos demos um cabaz "à Benfica" e demonstrámos que as más prestações na Liga dos Campeões e a estória da falta de golos tem sido fruto - não só mas também - de um pouco de azar. Hoje entrou (quase) tudo. Ainda assim, um jogo em que o Bergessio esteve quase - mas mesmo, mesmo, mesmo quase - a marcar um golo demonstra bem a ridicularidade do adversário. Deu para tudo: para o "Touro argentino" ter a possibilidade de perder ainda mais confiança (se bem que é impossível ter-se confiança quando, manifestamente, não se tem a mínima qualidade) ao falhar de um modo absolutamente displicente o penalty, para o Binya estar constrangido no modo como entrava à bola, para demonstrar que a agressão deste só alcançou o eco que teve devido à comunicação-anti-benfiquista-primária-social (a entrada que o Cardozo sofreu, comparada com a do Binya só teve uma diferença: nesta, o jogador teve de sair...) e, finalmente, para darmos 6 no focinho do Pacheco.
Destaco no jogo os dois avançados, Cardozo e Nuno Gomes (este menos bem que o primeiro mas com mais um golo), para o brilhantismo do Rui Costa e do Rodriguéz e para a atitude Camacho de procurar massacrar o adversário em vez de se contentar com o 2-1.

Nos outros jogos, o Zebordém não desampontou e o Porto está a relembrar a queda que teve no ano passado, por alturas do Natal. Desta vez há é duas diferenças: a quebra não surgiu nas férias de Dezembro mas já na paragem para os jogos da selecção (e vem aí nova jornada...) e o treinador do Benfica já não é o Fernando Santos.
Estamos a 4 pontos da liderança e temos uma diferença também de 4 para o segundo classificado, o Setúbal. Com o reforço Tiago já em Janeiro, estamos em força para o objectivo principal que é o campeonato e, porque não, para seguirmos longe na Liga dos Campeões - basta ganhar ao Milan...
 
por Mavs às 01:17 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Moderação
Como hoje já fui suficientemente massacrado por ter focado o quão desagradável era a lesão de Cardozo para as minhas esperanças de o vender pelo dobro do preço, só queria dizer que qualquer gajo que arrancar as rótulas ao Ricardo Silva, a sangue-frio, durante esta época ou qualquer uma das outras, terá o meu ténue e quase silencioso aplauso.

Aos que esperavam pérolas como "eu reacendia os fornos por causa de Ricardo Silva", ou "eu reabria Auschwitz por causa de Ricardo Silva", as minhas moderadas desculpas.


P.S. - Para os imbecis que, não percebendo a ironia, resolverem arrotar postas de pescada como "és um fascista", "Nazi!" e boçalidades do género, chega, basta e sobra o meu dedo do meio. Bem hajam.
 
por JAS às 01:06 | Link | 8 tragédia(s) escrita(s)
O Mourinho das Arábias
Abomino Manuel José. Não está só relacionada esta abominação com a sua desastrosa passagem pelo Benfica, mas - e sobretudo - com a sua forma profundamente portuguesa de estar na vida. Felizmente, a vida tem umas ironias do caraças e o Étoile Sahel (creio que o nome é este, mas, se não é, também não interessa... para o efeito, até podia chamar-se Zé da Esquina) tratou de dar uma lição de humildade a um tipo que já disse ter ganho tantos títulos como o Mourinho. E, logo por azar, na mesmíssima semana em que o Manecas recusou quaisquer convites de clubes portugueses, dada a altíssima qualidade dos clubes da zona que poderiam servir-lhe de pouso.

Como bom português que é, o Manel gosta de publicitar as suas conquistas. E o facto de ter estado próximo da terceira vitória consecutiva na Champions Africana subiu-lhe à cabeça. É natural. Para o Mourinho do Deserto, seria apenas expectável uma vitória - e por margem dilatada! Qualquer outra coisa não seria digna de Manuel, o Grande. Porém, infelizmente para o dito, o seu clube perdeu. Não por um, não por dois, mas por três. O que, convenhamos, deixou Manuel agastado. E o que faz Manuel, típico treinador português, quando se agasta? Culpa. E quem é que Manuel José, formado nas mais clássicas escolas do futebol nacional, culpou? Ora bem: o boi preto. E porquê? Francamente, não me lembro dos argumentos. Mas estou certo que eram relevantes. Mourinho, convenhamos, era um bocadinho mais inventivo. Com ele, ao menos, os relvados eram tortos. Há coisas que não mudam nunca. Nomeamente, a incapacidade latente de Manuel José para ficar calado.
 
por JAS às 00:18 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Novembro 10, 2007
Balboa continua a ganhar
Sou fã de Rocky Balboa.
Aliás, o primeiro filme da saga é um dos filmes da minha vida. Muit, muito bom!
Vejo no Record que o sobrenome carrega uma tradição boxeur difícil de superar.
Pepe desentendeu-se com Balboa, num treino do Real Madrid, acabando por levar um sopapo que o deixou a sangrar.

Depois de uma pré-época em que distribuiu cotoveladas e cuspidelas (não sendo punido por isso), e um início de temporada em que esteve lesionado, a vida continua a não correr bem para um dos mais recentes seleccionáveis de Scolari.
Como é que alguém que não tem um minuto de jogos oficiais é escalonado para a Selecção?
 
por Jota às 13:37 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Novembro 08, 2007
Vasconcelos
Diz este António-Pedro, uma espécie de realizador, no seu Trio d'Ataque, que há 10 treinadores portugueses melhores que o Camacho. Dá o exemplo do... Jorge Jesus.

Mas há alguém que pode fazer o favor de dar umas bengaladas no velho?
 
por Mavs às 01:53 | Link | 14 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Novembro 07, 2007
Narrável
Não costumo "responder" em post a posts dos meus colegas. Mas aqui abro uma excepção. Sinceramente custou-me imenso ter perdido este jogo e daí compreendo a frustração do Jas. Ainda assim - e nas palavras do Rui - "fizémos o melhor jogo, este ano, na Liga dos Campeões". E penso que isso é inteiramente verdade. Na primeira parte o Cardozo tem uma excelente oportunidade quando remata (e com o pé esquerdo...) mas o guarda-redes defende bem. Depois, o mesmo Cardozo tem outro bom remate (desta feita com o pé direito) que o Boruc volta a fazer uma grande diferença. Enfim, as oportunidades foram-se sucedendo num jogo em que o nosso controlo estava perfeitamente vincado e em que optávamos por um ataque continuado num campo com um ambiente extremamente adverso.

Por falar em "campo com um ambiente extremamente adverso", podemos sempre alegar que "ah e tal, mas são jogadores do Benfica". É certo. Mas também é certo que temos uma equipa muito jovem (Edcarlos, Binya, Rodriguez, Pereira, Cardozo, por exemplo foram todos titulares) e que nunca jogou numa Liga dos Campeões. Além disso também é certo que, em todos os jogos da Liga dos Campeões realizados no Parkhead, só o Barça lá foi ganhar uma vez.

Concordo que o falhanço do Cardozo, de cabeça, é inacreditável e que, a partir daí, a equipa foi um pouco abaixo. Concordo que Camacho deveria ter mexido logo ao intervalo, tirando, por exemplo, o Pereira (esqueçam a parte em que ele joga noutra posição que não seja a de lateral-direito...) e posto o Di Maria ou o Nuno Gomes. Mas já não posso concordar que entrássemos à "maluca" numa campo em que sempre que lá fomos jogar levámos 3, com 2 pontas-de-lança! Também não concordo - desde sempre, nunca concordei - com a opção de nome Bergessio (nas duas únicas duas vezes que tocou na bola, uma escorregou e outra fez um mau passe). Para os derradeiros minutos espero muito mais um golo do Adu do que de qualquer dos nossos pontas-de-lança.

Mas em relação aos jogadores, além das referidas boas exibições do Léo, o Quim, o Rui Costa e Rodriguez, não desgostei do Luís Filipe (sim, não me enganei: acho que ganhou a maior parte dos lances, ainda por cima contra o número 46 deles que, em Lisboa, foi o único que me pareceu um jogador de futebol e não de rugby) e até subiu bastantes vezes (mais do que o Léo), o Edcarlos limpou o Hesselink, o Luisão ganhou todos os lances (e, na minha opinião, não tem responsabilidades no golo), o Katsouranis não sabe jogar mal e até o Cardozo - essencialmente na primeira parte - criou as situações de maior perigo.
Resumindo, acho que jogámos razoavelmente bem. Acho que não "perdemos" a qualificação (que ainda não está perdida...) hoje, mas sim quando perdemos em casa contra os ucranianos. E até tenho a impressão de que hoje, em casa, ganharíamos esse jogo. De resto, a equipa é fraca - diagnóstico detectado há muito tempo - mas hoje até se esforçaram. Foi, aliás, a garra com que jogaram que impediu de termos levado, por exemplo, 3 como no ano passado (numa equipa que jogou com o Miccoli, Karagounis e Simão).

Contra um Boavista em leilão, em casa, se jogarmos com a mesma garra (que, na Era Camacho nunca desapareceu) decerto que, com maior ou menor dificuldade, ganharemos. E, para sermos campeões, só dependemos - agora - de nós próprios...

P.S.- O Binya teve uma entrada mesmo para arrumar com o cepo escocês. Não foi fita nenhuma dele: a perna até arqueou para trás! Muito sinceramente, espero que o Binya leve um castigo do género: "não joga mais na Liga dos Campeões até final do ano". É para ele perceber que há certas coisas que só se podem fazer com uma camisola azul-e-branca às risquinhas horizontais para se sair impune. Além disso, nós aqui na Mouraria não gostamos de comportamentos típicos de vândalos que se costumam chafurdar a Norte. E eu até que estava a gostar da exibição dele...
 
por Mavs às 00:29 | Link | 16 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Novembro 06, 2007
Inenarrável
Hoje foi um daqueles dias em que eu gostaria muito de ser jogador de futebol. Primeiro, para ensinar aos jogadores do Benfica o que é suar a camisola. Ou melhor, o que é suá-la bem. Isto de andar a correr de um lado para o outro, a dar uns chutos no cabedal, tem a sua graça, provoca algum suor, mas não se chama futebol. Chama-se, exactamente, andar-a-correr-de-um-lado-para-o-outro-a-dar-uns-chutos-no-cabedal. Segundo, gostava de ensinar o Cardozo a cabecear. Enfim, aquele gesto que ele tem tanta dificuldade em fazer que consiste em puxar a cabeça para trás e em empurrá-la violentamente para a frente no momento em que a bola passa, pelo ar, à sua frente. Terceiro, gostava de poder estar livremente em campo para poder maquinar a melhor forma de entrar violentamente (ou, como diriam alguns, à la Nedved) sobre o Luis Filipe. Isto, claro, depois de ter espetado um par de chapadas no focinho aciganado do Di Maria e de ter ensinado ao Camacho que um cepo como o Cardozo só consegue libertar-se se, ao seu lado, estiver outro cepo, este ligeiramente mais roliço e, como tal, mais rápido, como o Bergessio, por exemplo. Ou o Adú. Ou, até, o Nuno Gomes. Sozinho é que não. Não dá. Não pode ser. Não chega. É assim tão difícil perceber isso? Façam-lhe um desenho, porra!

Se as derrotas do Benfica me chateiam, as derrotas do Benfica quando o Porto ganha chateiam-me ainda mais. Não consigo perceber por que raio é que todas as equipas decentes deixam de jogar à bola quando enfrentam o FC Porto. Eu percebo o argumento do "bater em mortos", mas, senhores: se os mortos - e o cigano - estão lá, é para lhes dar porrada. Não dá para adormecer, que os gajos marcam. Inexplicavelmente, com a ajuda do árbitro-mente, mas marcam. E depois andamos todos a correr atrás do prejuízo. Nomeadamente eu, que fico com a semana duplamente estragada.

Voltando ao Celtic: os escoceses que me desculpem, mas a ideia de que ninguém ganha ao Celtic em casa é um disparate. Só não ganha quem não quiser. O Celtic, hoje, não jogou absolutamente nada e o Benfica só não ganhou porque, enfim, o Cardozo é um cepo, o Binya é outro cepo, são todos uns cepos - menos o Léo, o Quim, o Rui Costa e, vá lá, o Rodriguez. De resto, ficava tudo sem ordenado esta semana. Aliás, este mês. Assim não dá, minha gente. Assim não dá.

Confesso que o grande problema destas jornadas europeias é a vontade que me incutem de destilar violência. Hoje, quando o Binya foi expulso, aceitei a decisão do árbitro sem protestos. "Aquilo não se faz!", pensei eu. Claro que, logo de seguida, o senhor que levou a cacetada resolveu armar-se em engraçadinho, sentando-se no relvado e recusando levantar-se, embora conseguisse fazê-lo. Restou-me assim desejar-lhe boa sorte para a ressonância magnética. Espero que não sejam muitos os ligamentos rasgados. Naturalmente, nem sequer vou falar daquelas jogadas "à tuga" do Celtic, no fim do jogo. Bola no canto e os imbecis a segurarem-na. É isto uma equipa de futebol imbatível? Não me gozem. Isto nem sequer uma equipa de futebol é. Sim, já sei, os senhores do costume vão dizer que "isto nem é uma equipa de futebol, mas ganha ao Benfica". É verdade. São eles e o Artmedia. Esperem... o Benfica nunca jogou com o Artmedia!

Estava a pensar ir ao jogo ante o Boavista, mas já abandonei o pensamento. Se o Benfica quer a minha presença, o Benfica tem de a merecer. E não é a jogar desta forma que vai conseguir conquistá-la. Agora há que ganhar ao Milan, ao Shaktar e esperar que o Celtic vença o Shaktar e leve na pá do Milan. E, já que estamos em maré de pedidos, era um pónei, se faz favor.
 
por JAS às 21:44 | Link | 10 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Novembro 05, 2007
Benfica e Sporting em fusão?
Dizem que existe uma primeira vez para tudo.
Nunca pensei poder ler um artigo de Rui Santos, e que o mesmo me levasse a pensar.
Desta vez, foi diferente, e fiquei a matutar sobre o tema, especialmente nos prós e contras.

Economicamente falando, faz todo o sentido (já assim era quando se falou no estádio municipal, por uma questão de diminuição de custos).
Estaríamos, em teoria, a falar de um "mega-clube", com uma gigantesca base de apoio (com toda a possibilidade de oferta comercial que daí advém), um estádio (na maioria das vezes, com lotação esgotada), um centro de estágios, e um orçamento (mais uma vez, em teoria) capaz de criar um plantel mais forte, capaz de disputar, taco a taco, uma competição europeia.
Em suma, a fusão possibilitaria poupanças no que diz respeito a custos infra-estruturais (estádio e centro de estágio), uma maior oferta comercial, logo mais verba disponível para gastar na equipa...

Em termos futebolísticos, não faz qualquer sentido.
Os adeptos e sócios de qualquer uma das agremiações votariam contra tal junção com os "velhos rivais"; seria como tentar juntar alcool e fogo sem que haja combustão.
Pinto da Costa faria ponto de honra em demonstrar que o FCP é tão forte que é necessário que os grandes de Lisboa se unam para lhe poderem dar luta.
E o nosso futebol ia perder identidade, ainda que por um "bem maior".
Aliás, a própria História tem demonstrado que tais actos de racionalidade económica não são passíveis de acontecer em Portugal:
  • quando o Farense começou a ter a corda quase permanentemente no pesçoco, tentou criar-se um clube, resultante da união dos vários emblemas algarvios, que pudesse representar a região condignamente; onde anda o Farense agora?
  • na Madeira, mesmo com o mais alto patrocínio de Alberto João Jardim (o homem da quase unanimidade, dentro e fora da ilha), não foi capaz de promover a fusão de Marítimo, Nacional e União debaixo de um mesmo chapeú. Lembro-me de na altura em que isto foi falado, se dizia que tal projecto tinha como objectivo a médio-longo prazo (5 a 10 anos) a conquista do Campeonato Nacional.
 
por Jota às 20:25 | Link | 11 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Novembro 04, 2007
A lei da compensação
Depois de na sexta-feira Postiga ter marcado um golo estando pelo menos dois metros fora de jogo (como mostraram os desportivos, ontem, com chamadas de capa), estava na expectativa de ver qual seria a polémica que iria ser cozinhada no jogo de ontem, entre o Paços e o Benfica.
E ela surgiu ao minuto 86, numa jogada que envolve Léo e Rovérsio.
Primeiro, achei interessante como o portista Manuel Queiroz ainda nem viu a repetição, e já está a vociferar "Não, não, não, agora não é falta", como poderão comprovar no vídeo abaixo; o seu companheiro de relato, o sportinguista Valdemar Duarte secunda-o nessa opinião, de forma quase instantânea; mais curioso ainda foi uma disputa ocorrida dois minutos antes, em que Furtado mergulha para dentro da nossa grande área, daí resultando um cartão amarelo a Binya, sem que este lhe tenha sequer tocado.
A jogada é perceptível no visionamento normal do jogo, mas ainda mais evidente na repetição, e aí o relatador e comentador de serviço não soltaram sequer um pio!
Já para não falar na "imensa" qualidade demonstrada pelos jogadores do Paços, exultada ad nausea durante toda a emissão... É preferível tirar o som à televisão, ou ir ver os jogos para um café; assim, ao menos, não temos de ouvir as barbaridades que os doutos comentadores vão disparando a cada minuto que passa.
O Jogo faz uma chamada de capa para o lance ("Falso livre dá dois pontos"; será que Joaquim Oliveira inventou esta frase? Estou curioso...), e o Record no resumo da partida afirma também que Léo inventa uma falta.



Permitam-me discordar.
Apoiado no resumo das jogadas capitais do jogo (a jogada começa por volta dos 3 minutos e 19 segundos), a minha leitura das imagens é a seguinte:
Léo pica a bola em esforço por cima de Rovérsio,e este não se preocupando com a bola (que apesar de lhe passar por cima, não faz qualquer esforço de seguir, com o corpo ou com os olhos), deixa-se ficar, obstruindo o nosso lateral.
Tanto quanto me recordo das leis do jogo, isto é obstrução, passível de marcação de falta.

Isto é pouco mais do que branquear o que aconteceu na sexta-feira, mas são os jornalistas que temos!
 
por Jota às 13:05 | Link | 10 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Novembro 03, 2007
Lendo o Record
Ontem, no início da hora de almoço dirigi-me como habitualmente ao quiosque de jornais junto à entrada das Amoreiras, para me poder inteirar do que preenche as primeiras páginas dos diversos jornais. Percorro as várias capas com os olhos, e sou quase imediatamente atraído, tipo efeito magnético, para a capa do Record. Dobro os joelhos, colocando-me de forma a poder "sorver" o jornal convenientemente: desta vez, não temos Tonel em posses guerreiras, ou a dupla dinâmica "Pipi - Levezinho"; é só SLB, nomeadamente entrevistas com Camacho e Andrade de Sousa (adiante explicarei quem é a personagem).
Penitenciando-me mentalmente por quebrar uma promessa feita no passado, compro o jornal, tendo presente que precisaria de tempo para interiorizar o que ali se escreve.
Após uma demorada e aturada leitura, temos:
  1. Entrevista com José António Camacho:
    Ao contrário do nosso anterior técnico, que falava bastante, mas dizia muito pouco, Camacho é frontal, e não foge de temas complicados ou polémicos.
    Primeiro, reconhece que os resultados são quem mais ordena, e apesar de ser "adorado" pela maioria de sócios e adeptos, a sua sorte (e estado de graça) depende se a redondinha entra ou não. Ainda assim, exigiu uma cláusula (baixa) para poder sair caso não se sinta agradado, ou tenha alguma proposta interessante (quantos poderão ser os técnicos do Benfica que dizem isto, e no jogo seguinte não são fortemente vaiados? Muito poucos, parece-me!).
    Outro tema focado é o confronto com um FCP, que um pouco à imagem do que se passou em 2004, está quase imparável (citação directa do jornalista...), ao que retorque da seguinte forma: "Lutar para segundo é que nunca será um objectivo prioritário. Não sou segundo em nada, luto para ganhar todos os jogos. Na outra vez que cá estive, a única competição que o Porto perdeu foi para nós e agora é esse o objectivo. Se fizermos bem as coisas, com a estrutura adequada, podemos fazer uma equipa para ser campeão 3 ou 4 anos seguidos. Está difícil ser campeão porque o FCP ganha tudo".
    Finalmente, o plantel.
    Reconhece que treinar 30 jogadores é uma anormalidade, mas por outro lado, que termos bastantes jogadores jovens (6 com 18 anos) é complicado, porque necessitam de tempo para evoluírem e tornarem-se jogadores de corpo inteiro.
    Para uma equipa como a nossa, existe demasiada pressão para resultados imediatos, o que entra em choque com a (actual) composição do plantel: Camacho e os jogadores precisam de tempo, os adeptos querem resultados; será possível encontrar o equilíbrio?

  2. Entrevista com Andrade e Sousa:
    Para quem não sabe, estamos perante o anterior dirigente do departamento jurídico do SLB, tendo sido afastado do lugar devido a um e-mail onde tecia considerações sobre as características profissionais de Soares Oliveira (administrador-executivo da SAD).
    O mail tinha como destinatário um amigo, mas por engano foi enviado a um colega, Bernardo Faria de Carvalho (assessor da SAD), que o reencaminhou para o alvo das críticas... Numa reunião de direccção, Soares Oliveira exigiu sangue, colocando as coisas no prisma de "ou ele ou eu"...
    Honestamente, não vejo nas entrelinhas qualquer tipo de ressabiamento, até porque Andrade e Sousa é bastante discreto, nunca abrindo completamente o jogo. Vejo sim uma preocupação, que partilho:
    Existem demasiados sportinguistas (Soares Oliveira) e portistas (Paulo Gonçalves, assessor jurídico da SAD) na estrutura profissional do Benfica; basicamente, as grandes decisões são tomadas por pessoas que não "sentem" o clube, e que por isso se movem por uma agenda própria. Para eles, é só um trabalho. Hoje estão aqui, amanhã estarão noutro local qualquer.
    Percebo a necessidade de uma estrutura profissional, mas na situação específica de um clube de futebol, deveria tentar-se juntar o útil ao agradável: ter profissionais que sintam o verdadeiramente a camisola que vestem.
    Quantos benfiquistas estarão na estrutura de topo das SAD's de Porto e Sporting? Poucos, ou nenhuns, arrisco responder.
 
por Jota às 12:28 | Link | 12 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Novembro 02, 2007
A 2ª linha afundou-se, tipo Batalha Naval
Ponto prévio: por motivos de força maior, nomeadamente razões profissionais e académicas, não nos foi possível fazer qualquer tipo de postagem desde quarta-feira.
A todos os leitores, as nossas desculpas.




Tive uma quarta-feira muito complicada.
Bastantes solicitações e pedidos, prazos apertados e o imenso cansaço proporcionado por 14 horas de trabalho ameaçavam que visionasse o jogo da Taça da Liga, entre Setúbal e Benfica; num último esforço de conjugação dos factores, lá desencantei o tempo necessário para assistir ao jogo.
Antes não o tivesse feito! Ricas duas horas de sono que perdi...
Vamos primeiro às considerações gerais.

O jogo foi tão interessante que ia adormecendo, e só as jogadas do Setúbal iam acordando o adepto de futebol que há em mim.
Aquele SLB praticamente não esteve em campo, não era uma verdadeira equipa, foi pouco menos que sensaborão, monótono e previsível, e o resultado foi até lisonjeiro ante um adversário que mostrou o porquê de praticar um bom futebol, e a razão pela qual ainda não foi derrotado esta época.
Para finalizar esta parte, abominei a arbitragem: um penalty (a nosso favor) que não consegui vislumbrar, em nenhuma das (inúmeras) repetições que vi do lance, e uma falta imbecil de um jogador inenarrável (ou como diria o Mavs, de uma espécie de jogador...) na nossa grande área que passa impune (traduzindo por miúdos, penalty contra nós que não foi marcado. Não foi, como o douto comentador da RTP gritou, de forma vigorosa e indignada, "uma gravata de Luís Filipe", mas sim uma falta que o fiscal de linha, por estar no seu raio de acção, devia ter assinalado). Paulo Costa conseguiu ser o elemento mais ridículo daquele jogo de futebol.

Falando agora dos jogadores, fiquei particularmente surpreso com Butt.
Gostei da sua exibição, plena de confiança, como que a demonstrar aos adeptos que Quim tem um concorrente à altura, algo que até esse jogo pessoalmente não acreditava.
Estranhei ver Edcarlos pisar terrenos mais avançados; ainda assim não comprometeu no processo defensivo, e esteve nos remates mais perigosos que tivémos (o que é demonstrativo da forma como o jogo correu para o resto da equipa...).
Adu parece ser jogador! Para além de ter marcado todos os nossos golos na Taça da Liga, tem alguma técnica e velocidade; se lhe derem tempo para crescer, e espaço para evoluir do futebol quase pré-histórico que se pratica nos EUA, poderemos ter aqui um belo titular, no médio prazo.

No reverso da medalha, temos os suspeitos do costume.
Mais um jogo como titulares, mais uma oportunidade perdida para Miguelito e Luís Filipe.
Vi o jogo com um amigo de infância, benfiquista desde tenra idade, e a determinada altura comecei a partilhar a minha antipatia por Miguelito; ele vive o mesmo tipo de sentimento, mas com o lateral do lado oposto; a determinada altura, sou forçado a dizer, por manifesto empate técnico "Ambos são maus, esta conversa não vai passar daqui". Ele concordou, e mudámos de tema!
Infelizmente, o desenlace do jogo assim o provou. Estávamos a discutir dois laterais, que partilham as mesmas (más) características: atacam mal e defendem pior.
O que é que fazem no SLB? Nada! Janeiro está quase aí.
Bergessio só cavou um penalty. De resto, continua com a mira descentrada...
Pior, para mim, só mesmo Zoro. Um defesa com escola italiana, de quem esperava bastante mais, tendo em conta o salário que aufere. Não pode ser lateral nem central, porque não tem velocidade. Mas parece ser um excelente passador, a avaliar pela forma com assiste Matheus, de cabeça, para o empate do Setúbal... No segundo golo, simplesmente não é capaz de antecipar a jogada de Edinho, não lhe oferecendo por isso a devida oposição.

Para concluir, estamos fora de uma competição menor, o que não é, manifestamente, o fim do mundo. O pior é concluir que não temos suficientes alternativas válidas para colmatar qualquer ausência imprevista, apesar de termos um plantel gigantesco, com 30 jogadores...
Este está, de facto, longe de ser o melhor plantel da última década, como alguém muito importante afirmou...

PS: Leio, aqui, que um ex-administrador da SAD do V. Setúbal afirma que a nossa equipa tem dois meses de salários em atraso (?!?!). Coloquemo-lo em tribunal, para ver até onde é que a basófia está apoiada em factos, ou à falta de melhor, de coragem.
 
por Jota às 22:07 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)