origem
Domingo, Dezembro 30, 2007
Natal
"Natal é bacalhau, árvore enfeitada e Liedson amuado" (RAP)

Mais palavras para quê?
 
por Mavs às 04:35 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Demagogia
«Reforços só para serem titulares» (Luís Filipe Vieira)

Só me apetece perguntar quem é que esteve à frente do Benfica nos últimos 5 anos e quem é que contratou Butts, Miguelitos, André Diaz, Manducas, Luís Filipes, Zoros, Bergessios, Marceis, Marco Ferreiras, Paulo Almeidas, Betos, Fonsecas, Carlitos, Stretenovics, Moretto, Karyakas, Delibasics, Eversons, André Luíz, Yannicks, Alexs, Karadas, Paulo Jorges, Manus, José Fontes, Amoreirinhas, and so on and so on...
 
por Mavs às 04:31 | Link | 11 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Dezembro 28, 2007
Falta de Berço
Camacho: «Também tenho muitos problemas com o meu pai» - Técnico comenta desagrado de Léo e admite solução

Não vou aqui dizer a alto e bom som que "LFV é uma besta" porque, afinal de contas, esse sujeito é o Presidente do nosso clube. Assim, prefiro antes dizer o tão típico "Camacho é um senhor". Com ésse grande.
A vingançazinha que, do alto dos seus pnéus, LFV tentou fazer a Léo - aproveitando-se da grave doença do seu pai - é absolutamente lamentável e profundamente desumana. O que vale é que Camacho ainda tem algum bom senso. E o que vale também é que já não vamos aturar LFV por muito mais tempo.
 
por Mavs às 19:04 | Link | 17 tragédia(s) escrita(s)
Atenção, Cardinali: ele chegou!
O Benfica é uma desorganização. Facto? Não. Verdade arturiana. Pois é, parece que Artur Jorge voltou à ribalta futebolística, desta vez na pele de seleccionador do Irão. O que implica, de imediato, uma pergunta: será que existem iranianos seleccionáveis? Tendo em conta o olho do Rei Artur para a qualidade futebolística de cada um, creio que sim. Aliás, depois da limpeza do balneário benfiquista e da aquisição de uma série de "iranianos", o grande Artur Jorge é a pessoa indicada para descobrir o Ronaldinho que há em cada Ahmadinejad.

Por isso, tenho para mim que o Irão fez uma boa escolha. Perdão: uma boa quarta escolha. O que coloca Artur Jorge ao lado de uma figura (infelizmente) bem nossa conhecida. Quem é, quem é? Nem mais, nem menos, que outro poeta do futebol nacional, de seu nome Fernando Santos - Fanã para os inimigos chegados. Também ele destruiu um plantel (enfim, destruiu pouco, mas reconstruiu mal, o que é, também, destruir) depois de, também ele, ter sido uma terceira ou quarta escolha. O que nos põe perante um complexo dilema: quando a TVI fizer uma novela com ambos, será que poderá apresentá-los como gémeos? É que ceguinhos já eles são.

Fanã foi para o PAOK. Artur foi para o Irão. Em termos futebolísticos, é difícil dizer qual o mais irrelevante. Os impulsivos apressar-se-ão a apontar o pesado dedo da irrelevância ao "Irão". Calma, meus amigos. O Irão, como sabeis, tem um presidente assaz peculiar que gosta de armar o seu próprio circo. Ora, como estarão lembrados, não há nada melhor num circo que o seu "maior palhaço". Pois bem, senhores, ele acabou de chegar. Claro que, perante a ascensão de duas tão luminosas estrelas, há que fazer a mesma pergunta que habitualmente é feita a casais de lésbicas: quem é que faz de Batatinha?

Apesar de tudo, desejo a Artur Jorge, como desejei a Fanã, um óptimo percurso na respectiva selecção. E / aproveito para dizer / que a mudança de Artur Jorge para o Irão / deu-me mais uma razão / para ser contra a invasão. / E a favor do bombardeamento. E depois é ele o poeta!
 
por JAS às 10:48 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Dezembro 27, 2007
O Bom, o Mau e o Vilão
Versão condensada da reportagem que passou na RTP. Descoberto via Blog da Bola.


 
por Jota às 20:01 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Birras
Nega a Liedson provoca birras

Num clube habituado a chorar por tudo e por nada, este é o menino mimado mais insuportável que existe. É por estas e por outras que nunca o queria ver com o "manto sagrado" vestido. É por estas e por outras que, aos 30 anos, se mantém no clube ridículo que é o Sporting.
 
por Mavs às 03:35 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Dezembro 24, 2007
A somewhat different Christmas Carol
A todos, um Feliz Natal!


 
por Jota às 21:00 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Dezembro 22, 2007
A limpeza de balneário
Ronald Koeman chegou aos comandos do Valência, e resolveu fazer uma verdadeira revolução no seu plantel. Para começar, afastou três históricos: Albelda, Cañizares e Angulo.
Os seus motivos foram, no caso do primeiro, que ele não cumpria o seu papel de capitão tanto dentro como fora de campo (uma análise feita ao fim de 20 dias?!?!?), e no que toca aos restantes, que era necessário rejuvenescer a equipa.
Basta visitar os jornais espanhóis, e ler as reacções dos adeptos valencianos para se perceber que Koeman arriscou tudo ao prescindir destes jogadores, verdadeiras bandeiras do clube. Se nada mudar, até ao fim da época, o presidente, director desportivo e treinador terão pouco tempo para se safar a uma brutal onda de oposição por parte dos sócios.
Se esta fuga para a frente não resultar, só lhes resta a saída.

Para finalizar, um homem que tem um momento como o seguinte deve sentir-se no minímo traído pelo clube que ajudou a projectar:




 
por Jota às 12:42 | Link | 12 tragédia(s) escrita(s)
Nota para Bergessio
Quem porfia, sempre alcança. No futebol, passa-se o mesmo. Com nuances. E excepções. Bergessio foi, infelizmente para mim (que apostei nele desde o início da época), uma excepção. Trabalhador incansável, nunca rendeu dentro de campo o que o trabalho prometia fora dele. Tive dificuldades em compreender porquê. Estaria em período de adaptação? Ou seria apenas falta de qualidade técnica? Como Bergessio não parece ser mau tipo, não quis deixar-nos sem, antes, fornecer uma explicação. Comparativa. Diz ele que Lisandro Lopez teve mais tempo no FC Porto para se adaptar. Que esteve um ano sem jogar, mas que, agora, o FC Porto está a colher os frutos dessa espera que, na realidade, se traduziu numa aposta. "Cada um actua como acredita que é melhor", diz. "E o Benfica entende que o melhor é fazer as coisas doutra forma...".

Já perceberam? É simples: nenhum jogador que pretenda singrar no Benfica pode comparar a realidade da Luz com a do Dragão. Não que esta seja incomparável. Pelo contrário. Mas o simples facto de o fazer, dando a entender que no Dragão se faz melhor (questão de opiniões), é meio caminho andado para ser dispensado. E, por mais que o Gonzalo trabalhe, não há trabalho que compense a falta de inteligência demonstrada. Lamentamos, Bergessio. Talvez para o ano. Ou não.
 
por JAS às 03:45 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Verdades Inconvenientes
Comecemos pela introdução, que, neste caso, visa evitar os habituais absurdos portistas com que, inevitavelmente, nos deparamos. Vi o Nacional - Porto do princípio ao fim e sinto-me na obrigação (que - não se enganem - cumpro com um sorriso no rosto) de esclarecer alguns pontos que me parecem fundamentais e com os quais fui confrontado ao longo da caminhada absolutista para o "tri". Não o faço por pura provocação, mas como exercício de inadiável reflexão sobre o que se diz e o que é o FC Porto.

Quem viu o jogo percebeu que o FC Porto sem Quaresma pode ser qualquer coisa, mas não é uma equipa. O fulgor atacante esgota-se rapidamente e, perante um adversário que saiba controlar o ímpeto inicial azul-e-branco, o FC Porto passa as passas do Algarve. Não há soluções. O jogo é centralizado e Lucho passa a ser o municiador da equipa, o que cumpre com mérito, mas sem distinção. A equipa perde-se a meio-campo, não consegue controlar o jogo, entrega várias vezes a bola ao adversário e é uma sombra daquele Porto avassalador de que todos falam à boca cheia. Lisandro é muito menos eficaz (a ausência de Tarik pode ter ajudado) e o Porto não concretiza as poucas hipóteses de que dispõe. O golo sofrido resulta de uma falha pouco habitual da defesa, que se deixou "comer" de forma semelhante à de Luisão, no golo sofrido ante o Belenenses.

Não sei, francamente, o que é que o Porto poderia ter feito. Mas sei que o que fez não alterou, em nada, o rumo do jogo. O Nacional defendeu muito e atacou pouco, é certo, mas essa costuma ser uma estratégia habitual que o Porto consegue desmontar. Hoje, pelo contrário, a equipa titubeou. E logo sem o Harry Potter em campo. Não sei se os adeptos portistas estãos aptos a reconhecê-lo, mas Quaresma desempenha, no Porto, a mesma função aglutinadora de Simão, na época passada. Sem Ricky, o Porto perde a imaginação e torna-se mais fácil anular-lhe o ataque e contra-atacar, coisa que o Nacional, gostem ou não, fez na perfeição. Aliás, foram tantas as oportunidades desperdiçadas por um lado, como por outro, sendo que o golo de Lipatin é absolutamente fabuloso.

O jogo demonstrou as fragilidades de Jesualdo. Perante a ausência forçada do Mágico, e a perder, Jesualdo enerva-se e a supremacia táctica, tão louvada por Luis Freitas Lobo, deixa de existir. E o problema é que o Porto não tem soluções para suprir a ausência do seu jogador mais influente. Sobretudo, porque o seu treinador não é suficientemente bom a reagir à pressão provcada pela condição de perdedor.

Jesualdo não engana. A mesquinhez está lá toda. Quem, com dez pontos de vantagem, precisa de recorrer a um penalty absolutamente inexistente para justificar uma derrota merecida, demonstra não ter inteligência suficiente para treinar os grandes clubes. E os clubes grandes. O fato pode ter o emblema do clube, mas a mentalidade bracarense (ou boavisteira, se preferirem) está lá toda. Só mudou o nível. A determinada altura, no flash interview, só faltou Jesualdo começar a dizer que estava tudo contra o FC Porto e que, daí em diante, cada jogo seria dificílimo. Uma final. Como eu previa, a falta foi temporária. A vitimização já começou. E tudo porque o Porto, sem Quaresma, é cão que ladra, mas tem enormes dificuldades em morder.

Há uns tempos, foi-me dito que as imagens de lances que pudessem indiciar faltas a favor do Benfica eram repetidas até à exaustão. Habituado que estou à subserviência dos comentadores da SportTv, discordei. E, em boa hora me deram os comentadores e os realizadores do canal, razão. O lance de uma eventual falta sobre Mariano foi repetido ad nausea pela SportTv. Os comentadores prostraram-se ante a inequivocabilidade das imagens e o Porto acabou espoliado em praça pública. A verdade, meus caros, é que o lance nada tem de faltoso (tal como o de Adu, ontem, ante o Estrela). O jogador do Porto deixa-se cair, mas não há qualquer toque do adversário. Pedro Henriques, naturalmente, amarelou o "nacionalista" e marcou o livre que, afinal, era penalty. Como eu costumo dizer, dura veritas, sed veritas. Só não vê quem não quer ver. Ou quem prefere ver doutra forma.
 
por JAS às 00:46 | Link | 7 tragédia(s) escrita(s)
Natal
FC Porto «tropeça» na Madeira

E eis quando, num momento menos positivo em termos exibicionais da nossa equipa, aparece sempre alguém para nos alegrar o Natal. Costuma ser lá por bandas do Lumiar mas desta vez calhou lá para os lados da província.
Parece que o Natal, as férias de Janeiro e as meninas do Brasil que tantas alegrias nos deram na segunda volta do campeonato passado, este ano chegaram com uma jornada de antecedência.
 
por Mavs às 23:24 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Oficial: Primeiro Reforço para Janeiro
Marco Ferreira de volta

Será que no livro "Como tornar o Benfica campeão" este tipo tem um capítulo exclusivo?
 
por Mavs às 22:19 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Cheirinhos e desculpas
Parecendo que não, também me engano nas previsões que faço, fruto, talvez, de andar pelos meandros do futebol há demasiado tempo (apesar de ser tão velho como o tipo sobre o qual escreverei a seguir).

No post anterior, "Explicações", falei de Rodríguez. E não falei bem. Acusei-o de virar o bico ao prego e de querer apenas cumprir o contrato até ao fim. Cheirou-me intensamente a empresário. E a assédio. Aromas que o nosso Cristian tratou de desmentir, numa entrevista publicada, hoje, no Diário de Notícias.

O cerne da coisa é fraquinho, as usual. Respostas banais a perguntas banais. E uma tentativa incessante de sacar um cheirinho a crise e a polémica. A ideia não é nova e, felizmente, não é sequer reutilizável. Um jornalista de um pasquim respeitável (em Portugal, os jornais são todos pasquins, podendo gozar de algum respeito... ou não) faz a mesma pergunta, ad nervum, com o objectivo de fazer o jogador tropeçar na resposta e assumir que, se calhar, não se importava de ir dar uma curva a um bilhar um bocadinho maior. Neste caso, Espanha, Inglaterra ou Itália. Normalmente, o entrevistador, useiro e vezeiro nestas lides, vai espalhando a tramóia pela entrevista. Se quisermos, faz o equivalente a um Lucílio Baptista: um descuidozinho aqui, um descuidozeco ali, mas uma excelente prestação global (segundo os critérios d'A Bola, claro).

Este espécimen, porém, saiu a Pedro Proença e resolveu reinterpretar, às suas custas, a lei do jogo, atitude que a Comissão de Arbitragem (leia-se, o editor do DN) ratificou sem demora. Como tal, as perguntas picantes foram todas deixadas para o fim.

Numa primeira tentativa:

"Não lamenta ter começado verdadeiramente a carreira internacional em Portugal, quando há ligas muito mais competitivas e rentáveis?"

A pergunta pretende ousar, mas esparrama-se na ousadia. Nenhum jogador com Tico e Teco em funções permanentes responderia sinceramente a tal pergunta. E Rodríguez, com Tico, Teco e outros neurónios disneycos em acção, optou pela ratazana em detrimento da fintinha fujona, respondendo:

"Não. No Paris Saint- Germain praticamente não jogava. Não foram tempos bons para mim e agora estou muito melhor. Não me arrependo de ter vindo para aqui.

A entrevistadora, insatisfeita com uma resposta que deveria granjear fama, respeito e, quiçá, um prémio natalício, voltou à carga.

"Qual a Liga que mais admira?"

Só que Rodríguez, que já a tinha fisgado, correu para a baliza quando a senhora ainda procurava a bola.

"A inglesa e a espanhola, mas estou muito bem aqui e não quero ir para lado nenhum, só quero renovar."

Depois de tão grande bailinho madeirense, seria de esperar que a dita se acalmasse e terminasse a entrevista em beleza. Só que a Xana, infelizmente, não aprendeu a lição (característica que, aliás, parece ser comum aos jornalistas, mormente os desportivos) e tentou uma terceira via.

"Tem origens italianas. Gostava de jogar em Itália?"

Ao que Rodríguez, exibindo um proverbial dedo do meio, respondeu:

"Agora estou em Portugal."


Morais da história? Não queremos "novelas Léo" com Rodríguez, portanto é bom pouparem no Inverno para o poderem comprar no Verão, quando ele já estiver excessivamente valorizado. Entretanto, alguém que envie um e-mail ao DN a explicar que, se querem mesmo - mas mesmo, mesmo, mesmo - pôr mulheres a entrevistar jogadores de futebol, então escolham a Leonor. Porque o resto, até ver, não dá uma para a caixa. Nem para a baliza. Com um antecipado perdão às nossas leitoras. Que, certamente, fariam melhor. Muito melhor.
 
por JAS às 19:32 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
Explicações
Não sei se o faço em nome de outros bloggers benfiquistas, mas é-me insuportavelmente difícil escrever seja o que for quando o Benfica perde. À primeira, aguento a derrota e prevejo melhores dias. Com algum descanso, talvez até escreva umas linhas. À segunda, porém, o pesadelo ganha traços de realidade, sobretudo quando esta é consecutiva. O Benfica perdeu contra o Porto porque deu quarenta e cinco minutos de avanço. O Benfica perdeu contra o Belenenses porque deu oitenta e cinco minutos de avanço. O Benfica podia ter perdido contra o Estrela quando deu mais metade de um jogo de avanço. Ganhou porque o Estrela jogou com o medo que caracteriza estas equipazinhas quando defrontam o FC Porto. O discurso do Daúto, aliás, faz-me lembrar uma cena da famosa banda desenhada de Quino, em que uma das personagens, tendo já preparado os discursos de vitória e de derrota, consoante a sorte que lhe calhasse ao xadrez, se engana e, depois de ter perdido, começa com um "Fiz-te morder o pó da derrota". Pensei, genuinamente, que Daúto se tinha enganado no discurso e que estaria prestes a pôr a cassete "árbitro", "penalty injusto" e as parvoíces habituais que lhes reconhecemos nos jogos contra o Glorioso. Para bem do futebol português, a atitude foi diferente. Afinal, parece que o servilismo ainda não contagiou as aldeias todas.

O grande problema no Benfica (e talvez a explicação para tantos anos "a seco") é a avalanche que se cria em torno do clube quando algo apodrece cá no Reino. O FC Porto ainda não o percebeu, mas este é um dos seus maiores trunfos. O facto de não ser notícia (para o bem e para o mal) implica que as crises de confiança possam passar ao lado. Porque, efectivamente, não vendem. Apesar de eu achar que isso é um erro(a Bola quadruplicaria as suas vendas se tratasse de dissecar e opinar sobre todos os momentos da vida dos dirigentes e jogadores do FC Porto, como faz com o Benfica), já que qualquer benfiquista pagaria para ver na capa, como remédio para o enjôo, a estampa de algum dirigente portista dissidente (porque, quer queiram, quer não, também os há) e respectivas declarações.

A semana tratou de confirmar estas supostas realidades. O Benfica deu um tiro no pé ao não querer renovar com Léo (atitude que, a meu ver, demonstra a completa imbecilidade de Vieira), ao qual os necrófagos prestaram toda a atenção, com páginas e páginas sobre um assunto que, como o próprio Léo diz, "está bem encaminhado". Rodríguez também já fez o favor de virar o bico ao prego, alegando querer apenas cumprir o contrato que tem. Depois, logo se vê. Finalmente, o habitual "sururu" de contratações, que chegou como uma horda de gafanhotos a uma zona de cultivo. Até ver, já queremos o Gilberto, o Jorge Ribeiro, o Fred (por amor de alguém que me leia, será que A Bola acha que algum benfiquista, no seu perfeito juízo, acredita nesta possibilidade?), o Delgado e o Omar Bravo - faltando ainda acrescentar os nomes de todos aqueles de quem já me esqueci. Assim, é impossivel escrever sobre o que quer que seja. Dissecar a derrota com o Belém? O que é que podemos dizer que não tenha já sido dito milhões de vezes? Mencionar o fim do campeonato? Estamos a par, por muito que nos desagrade, e as pessoas (a maioria) ainda sabe somar e subtrair. Ironia? Cinismo? Reflexão? Meus amigos, quando o Benfica perde dois jogos consecutivos, a única coisa sobre a qual eu pretendo refletir é qual a quantidade de chibatadas que eu dava naquela cambada de infiéis, depois de dois jogos como aqueles. And nothing else matters.

Para minha enorme felicidade, as aulas acabaram três dias depois do massacre. Para meu enorme desespero, seguiu-se-lhes o Natal. Sem bola. Quem me dera - ah, quem me dera! - ser inglês. Por todas as razões e mais algumas.
 
por JAS às 01:59 | Link | 14 tragédia(s) escrita(s)
Diferenças e Semelhanças
Passo, desde já, a explicar o título deste post: a diferença foi que ganhámos e logo por 3. A semelhança foi que foi mais uma exibição horrível e vergonhosa da nossa equipa. Aliás, a primeira parte foi igual à do Belenenses: não existiu. Na segunda há três diferenças que devo realçar: o facto de termos posto outro ponta-de-lança, o facto de termos jogado com o Di Maria que é (só um bocadinho, vá), melhor jogador que o inútil do Maxi Pereira e o facto de o Estrela ser uma equipa bem pior do que a do Restelo.

E já que estamos numa de individualizações, o Cardozo continua a falhar lances incríveis (isto é, quando tem essa possibilidade - ou seja, quando entra o Nuno Gomes...), aquela "ala" direita, pura e simplesmente, não existe (jogadores da categoria de um Nélson ou de um Maxi só têm é de ser dispensados rapidamente) e a substituição do Rui Costa não percebi. Estava, na minha opinião, a ser dos melhorzinhos e a sua saída cheira-me a "problemas de balneário" que ficam por explicar.

Só mais duas notas: foi miserável a forma como a equipa se "despediu" dos adeptos em vésperas da época natalícia (ficou lá o Nuno Gomes e o Léo - dos poucos por quem tenho ainda um pouco de respeito... - a baterem palmas no final, já que o resto devia ter voo marcado para o Brasil à meia-noite) e, por falar em Léo, mais uma vez, ficou demonstrado que, para os adeptos, é muito mais importante um jogador da "raça" do Léo, um jogador "à Benfica" (como diz o outro) do que um tipo de bigodes que vende pnéus e diz umas parvoíces de volta e meia (ou sempre que abre a boca, para os mais rigorosos).

Enfim, façam o que têm a fazer lá por terras de vera-cruz e vejam se voltam com, pelo menos, um pouco mais de brio profissional. Tenho dito.
 
por Mavs às 01:47 | Link | 26 tragédia(s) escrita(s)
O segundo dos últimos
À mulher de César não basta parecê-lo. Também tem de o ser. O provérbio está ao contrário, bem sei, mas adequa-se perfeitamente ao espectáculo que o nosso Homem-Orgia deu na cerimónia de atribuição de prémios ao melhor jogador do mundo. E aos outros. E entre o nosso e os outros, os outros (e, no meu caso, os nossos) escolheram todos menos o português. Ou seja, os que sobravam. Ou seja, Káká e Messi.

Apesar de Káká ter ganho a Bola de Ouro, isso não impediu os fantasistas da paróquia de tentarem reivindicar o prémio de melhor jogador do Mundo para Ronaldo. Ronaldo é mais espalhafatoso. Mais tecnicista. Mais não-sei-bem-o-quê. Ao contrário do Izacson, que casou virgem, só tem uma mulher e, apesar da imensa qualidade técnica, prefere a velocidade do pensamento à das pernas e o passe genial ao drible estonteante. E quer ser pastor evangélico quando abandonar o futebol. Confessemos: não fica bem no retrato de genialidade que geralmente traçamos ao melhor jogador do Mundo o pastoreio de almas. Onde está a imprevisibilidade dos passarinhos para as plateias adversárias que não o aplaudem? Os jogadores que lhe querem partir as pernas, dos quais escapa com "cabritos" e fintinhas do género? Os brasileiros que o assobiam? Nunca vi. E, palpita-me, nunca verei. Porque Káká é da matéria de Rui Costa: um gentleman de chuteiras e de sapatos.

Já Ronaldo tem tudo o resto. As orgias, os "cabritos" e os assobios. Cuja essência ele contestará eternamente, mas que eternamente lhe correrá na massa sanguínea. A sua "insatisfação" prova-o. A boca torcida, ligeiramente menos ridícula que a poupinha "engelada" e o brinquinho com brilhante (que a nossa juventude papalva papa com a idolatria característica), é do mais português que há. Mas ele continuará como é e muitos lhe louvarão a coragem, a forma como desafia o nosso adorado "sistema" e as convenções a ele inerentes, ainda que isso não chegue para ser o melhor em campo nos grandes jogos. Será sempre, essa, a sua pecha: achar que se chega ao Olimpo a pé, ainda que não haja memória do sítio algum dia ter tido escadas.

Parafraseando RAP, Ronaldo é outra palavra para "labrego". E os ditados não enganam: é mais fácil o sistema solar passar pelo buraco de uma agulha, do que um labrego entrar na lista dos Melhores Jogadores do Mundo. Figo só confirmou a regra. Como excepção.

Pretender que a FIFA e os treinadores dos países que realmente sabem de futebol (de cuja lista não consta, se bem me recordo, o Dubai) preterisse o talento e a classe do brasileiro, em detrimento da boçalidade tecnicista do português seria retirar à instituição (e aos vários treinadores de futebol espalhados pelo mundo) o (pouco) prestígio que ela (ainda) tem.

Por isso, parabéns, Káká. Brains over orgies. Jesus te ama. E a gente, dessa vez, também (para ser lido com sotaque à Deco).
 
por JAS às 01:12 | Link | 8 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Dezembro 20, 2007
Serve-se Fria
Manuel Fernandes na limpeza de Koeman - O holandês faz autêntica revolução no balneário do Valência

É a vida, ò Manel. A tua parece estar difícil... Temos pena. Ou não.
 
por Mavs às 20:25 | Link | 11 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Dezembro 16, 2007
Desculpas Não Aceites
Os jogadores do Benfica, nas palavras do seu capitão de ontem - Petit - pediam desculpas aos adeptos pela exibição de ontem. Não as posso, de maneira nenhuma, aceitá-las. O jogo de ontem foi mau demais para ser verdade. Foi, arrisco-me dizer, o pior jogo de sempre do Camacho à frente da nossa equipa. Pareciam que estavam todos nas tintas para o resultado e já nem refiro para a exibição. Enfim, uma miséria. Se alguém tivesse "cojones" (como diz o Camacho), tinham todos os jogadores uma multa de, pelo menos, 1 mês de salários, ou então a marcação de um treino para dia 31 de Dezembro à meia-noite. Era o mínimo para o "melhor plantel dos últimos 10 anos".
 
por Mavs às 17:28 | Link | 21 tragédia(s) escrita(s)
Constatando o óbvio
Na quinta-feira, recebi um sms de um amigo chegado a convidar-me para ir ao Restelo; pelo preço do bilhete (30€), e pelo frio intenso, declinei a oferta. Depois da pior exibição da época, só me sinto menos chateado porque não dei "uma nota preta" para ver aquela miséria ao vivo.
Não está nos meus planos fazer uma análise exaustiva ao jogo, e julgo que nenhum dos meus companheiros o irá também fazer; podem encontrar excelentes análises feitas pelo S.L.B. e pelo D'Arcy.

Na minha opinião, é relativamente simples perceber onde perdemos o jogo: fomos manietados no meio-campo.
Jogámos lento, sem ideias e sempre asfixiados pela pressão de um meio-campo belenense que soube estancar o nosso fluxo de jogo. Em termos ofensivos, fomos particularmente inoperantes, não sendo capazes de desmultiplicar as nossas pedras pelo campo, ao contrário do Belenenses, que fazia diagonais com um certo perigo, desconcertando os dois médios defensivos que tínhamos em campo.
O nosso jogo quase sempre pareceu o pior que o futebol inglês tem para oferecer: passes longos e directos para um Cardozo desamparado e presa fácil para os centrais adversários.

Dez pontos de diferença parece fruta a mais. Veremos o que o mercado de Inverno pode trazer, em termos de acrescentar qualidade a esta equipa.
 
por Jota às 14:11 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Dezembro 15, 2007
(Des)Místi(fi)ca(ndo)
Recebi, ontem, a Mística, a nova "revista oficial" do e sobre o Sport Lisboa e Benfica. Devo dizer, desde já, que revelou ser tudo aquilo que eu esperava que fosse. É esse, aliás, o grande problema das revistas oficiais: a previsibilidade.

A temática é abrangente ou, em português fluente, há de tudo, desde entrevistas ao Presidente e ao Petit a artigos de "opinião" - benévola - de Bagão Félix, passando pelas inevitáveis referências aos inúmeros benefícios oferecidos pela sociedade encarnada (dos quais ressalvo os doze bilhetes para os cinemas Lusomundo, com prazo de validade de quinze dias). Só falta mesmo uma opinião - sincera - sobre a vida do clube. Sobre as suas estratégias, figuras e opções. Enfim, sobre o que verdadeiramente interessa aos leitores. E o que, claramente, não interessa à Direcção. Não vale a pena enganarmo-nos: nenhum clube do mundo o faria. O que é uma pena. Porque, para mim, é aí que reside a verdadeira mística benfiquista: na liberdade de opinar sobre o que vai bem e o que não vai assim tão bem na vida do clube. Ao contrário do ovino silêncio nortenho (Jesualdo dixit) e do malcriado burburinho lagarto, o Benfica é um clube onde os sócios, os adeptos e os simpatizantes sempre tiveram - mesmo com a outra senhora - uma palavra a dizer. Boa ou má. Foi aí que nasceu a mística que hoje dá nome a apenas mais uma revista. Que vale, diga-se, pela fotografia actualizada da Leonor, com óculos escuros (qual Carrie Ann-Moss), numa pose de fazer retrair a voluptuosidade de qualquer Karina Bacchi da paróquia. Não tenham dúvidas, meus caros: a atracção está nas ideias. As da Leonor saberão impedir que a mística se torne no próximo vocábulo ensinado e repetido pelo "Louro" cá do burgo.

P.S. - Quando o caríssimo Presidente diz que "não vamos ficar por aqui", quer efectivamente dizer que, a seguir a "libertarmos" o Léo, não compramos o Rodríguez? É que, se "sem mística não há Benfica" e "Sem trabalho, o Benfica não vai para a frente", torna-se realmente complicado perceber por que raio não tem o Léo o contrato renovado. Faz-nos antever que, depois de mais uma borrada, outras se avizinham. Temos medo, senhor Presidente. Temos muito medo.
 
por JAS às 02:39 | Link | 7 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Dezembro 14, 2007
Léo
Numa altura em que o processo de renovação do grande Léo se arrasta, venho em meu nome pessoal - e penso que também no nome da grande maioria dos adeptos benfiquistas e dos meus colegas de blog - dar uma palavra de apoio ao Léo e mostrar a nossa gratidão por tudo o que ele fez enquanto nosso jogador. Não está em causa o valor do "outro" (aliás, é o titular da selecção brasileira...) mas o lugar de defesa-esquerdo da nossa equipa está preenchido: é do Léo.
Se não quiserem renovar com ele (como não quiseram, por exemplo, comprar o Miccoli por 3 milhões, a ganhar 1 milhão por ano - vide post do D'Arcy) que o assumam e acarretem com as consequências do nosso desagrado (a juntar a tantas outras, já agora...) mas, pelo menos uma vez na vida, parem de fazer dos adeptos uma cambada de otários. Até porque somos adeptos do Benfica e não de outro clube qualquer. Enfim, já não há paciência.
 
por Mavs às 23:17 | Link | 12 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Dezembro 11, 2007
Ainda a Taça
Chegou a crise. Confesso que já andava com saudades daquelas especulações marotas, das invenções a roçar o neurótico e das capas com manchetes a vermelho. O Benfica está mal e não se recomenda. O jogo com a Académica foi a última gota que fez transbordar o copo imaginário para o qual o bispo Paciência, o jornal A Bola e os vários espaços noticiosos nacionais verteram a sua ideia do que teria sido o jogo da Taça, demonstrativo de um Benfica inconstante, titubeante, incapaz de realizar uma exibição segura e, em simultâneo, dominadora.

Já se aguardava tal desfecho. O Cardozo marcou dois golos, mas foram tardios. Todos sabemos que as equipas que marcam golos nos últimos cinco minutos de cada parte são equipas com um claro défice de confiança. Os que pretendem tapar o sol com a peneira virão dizer que é difícil marcar golos a equipas que defendem com dez atrás da linha da bola, mas a esses, só lhes digo uma coisa: abram os olhos! O clube não está porreiro, pá! Dois golos do Cardozo? Pura sorte. Tal como em Donetsk. O Benfica foi bafejado pela fortuna de quem, mesmo não porfiando, lá alcança qualquer coisinha. Mas não se enganem. É sol de pouca dura. Daqui a uns dois ou três jogos deixamos de marcar golos de todo. Cardozo? Maxi? Rodriguez? Dêem-lhes mais dois meses e estão todos no estaleiro. Sim, porque a crise chegou e veio, como sempre, para ficar. Já só falta o Léo, o Diego Souza e, provavelmente, o Zoro assinarem pelo grande FC Porto (obrigado, senhor, pela fantástica equipa azul-e-branca que, apesar de ter sessenta e seis jogadores séniores a contrato, só os tem porque são todos - sem excepção - estupidamente bons, porque eles sim, eles é que valem a pena, eles é que se esforçam, é que porfiam, é que alcançam, hoje vão dar uma tareia ao Besiktas, a não ser claro, que o Besiktas lha dê a eles, mas caso aconteça, já sabemos, foi do árbitro, do terreno, do tempo, do Cigano e da falta de sorte. Porque crise, meus amigos, só no Benfica - e agora também nos plagiadores de verde).

O discurso é inventado (nomeadamente as referências ao FC Porto como "grande", que motivaram o imediato recurso ao cilício, que só a ironia da frase atenuou), mas poderia perfeitamente ser verdadeiro. O day after ao Benfica - Académica foi de tal forma absurdo que se assemelhava a um mau episódio da Twilight Zone. Eu, que tive a oportunidade de ver o jogo ao vivo, julguei ter estado no local errado, à hora errada, no dia errado, tal a discrepância entre o que vi e o que foi descrito e dito nos e pelos vários meios de comunicação e pela boca santa do bispado.

Na versão destes, o Benfica tremeu uma vez mais. A ganhar por dois a zero, não soube superiorizar-se à Académica e ressentiu-se muitíssimo da saída do Léo, vivendo momentos de enorme aflição que poderiam ter provocado uma hecatombe, caso os "estudantes" (já agora, estudam o quê?) tivessem empatado. Carlos Xistra fez uma exibição imaculada ("Zero casos, zero erros", escrevia A Bola, enquanto lhe dava sete pontos em dez possíveis) e o Benfica só não foi afastado da Taça por obra e graça do divino Espírito Santo (que, pelos vistos, cometeu uma heresia, escolhendo o lado dos hereges que derrotaram o bispo Paciência).

Na minha, ligeiramente diferente, o Benfica só não vulgarizou a Académica porque não se pode vulgarizar algo que já é, de si, totalmente vulgar. O Benfica limitou-se a esmagar uma equipa quase inexistente e tremeu, ao de leve, quando o Butt (sempre ele) resolveu dar o habitual "frango à casa". Creio ser habitual, no futebol, um mau guarda-redes desconcentrar uma boa defesa. Além disso, a saída de Léo e a inclusão de Luis Filipe tornaram a ala-esquerda do Benfica inexistente. Mas daí ao show de bola (em itálico, que isto é estrangeiro) que todos os media relataram, vai uma distância, vá lá, monstruosa.

De realçar, também, a actuação de Carlos Xistra. Importa, primeiro, ressalvar uma coisa: odeio falar de árbitros porque acho que nenhum árbitro, por mais corruptível que seja, consegue levar de vencida uma grande equipa. Foi, creio, o que aconteceu. Carlos Xistra fez tudo o que estava ao seu alcance para que a Académica empatasse. De tal modo que todas as faltas em frente à grande área do Benfica foram prontamente assinaladas. E, curiosamente, deixaram de o ser no exacto momento em que o Benfica marcou o terceiro e matou o jogo.

Isto, meus caros, não é teoria da conspiração, nem Apito Dourado. É incompetência pura. É fácil falar de galões e de fruta, mas creio que nos esquecemos que os principais responsáveis não são apenas os que corrompem, mas também os que desejam ser corrompidos. Não sei se Xistra o foi, nem me interessa. O que cada um faz dentro de casa é consigo. Fora dela, é com a Judite. Sei, todavia, que ele é uma vergonha como árbitro de primeiro escalão. A sua exibição neste jogo foi demonstrativa da sua notória incapacidade para o apito. Infelizmente, só nós é que parecemos perceber isso.

Dito isto, o Benfica ganhou porque foi muito, mas muito melhor que a Académica. Domingos, esse eterno perdedor, pode vir dizer o que quiser. Mas é bom que diga tudo de uma vez. É que, por este andar, qualquer dia cortam-lhe o pio. Outra vez. E lá vai o bispo ter de mudar de bispado. O que seria, convenhamos, uma enorme perda para o futebol português. E, sobretudo, para o Benfica, habituado que já está a "dar na pá" ao Paciência.
 
por JAS às 12:09 | Link | 26 tragédia(s) escrita(s)
Off Topic Natalício



Não resisti a expressar aquilo que eu verdadeiramente penso do Natal. Que é exactamente o mesmo que pensam quase todas as pessoas que têm exames no início de Janeiro.

Para os que não conseguem ver, a imagem é de um pedaço de carvão e o questionário é da Rádio Comercial, que todos esperamos ser melhor a fazer rádio do que a manter sites na Internet
 
por JAS às 11:05 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Janeiro
O jornal O Jogo confirma praticamente a contratação de um tal de César Delgado. Apesar de já ter ouvido falar deste tipo (tem 20 internacionalizações pela Argentina), o que é certo é que já tem 26 anos (duvido muito que evolua ou que possamos realizar mais-valias com ele), joga no "competitivo" campeonato mexicano e vem de um clube que, há um ano, nos impingiu o Fonseca, com os resultados paupérrimos que se conhecem. Enfim, resta sonhar que o Soldado, o Júlio Baptista ou o Saviola ainda venham...

P.S.- Em relação às dispensas (Zoro, Miguelito, Miguel Victor, Romeu Ribeiro, Yu Dabao, Bergessio, Fábio Coentrão e Andrés Diaz) não podia estar mais em acordo. Na minha opinião só faltaria despachar o Butt e o Luís Filipe. Curiosamente, todos eles são contratações do início desta época: os tais que, em douta opinião, fariam deste plantel "o melhor dos últimos 10 anos".
 
por Mavs às 03:10 | Link | 15 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Dezembro 10, 2007
Gato Fedorento - Dose Dupla


 
por Jota às 20:09 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Dezembro 09, 2007
Incomparabilidades
Tenho por hábito achar que os endeusamentos dão mau resultado, sobretudo porque levam à acefalia crítica, a uma incapacidade latente de quem endeusa de analisar a pessoa em questão e os seus actos de forma imparcial e à luz dos mesmos critérios usados para o comum dos mortais.

No que respeita aos jogadores de futebol, a prática é corrente e saúda-se. Todos os anos surgem mais uns quantos petizes para endeusar, cujas façanhas servem para vender mais jornais do que é habitual, quando as notícias escasseiam. Em Portugal, o fenómeno, as usual, ultrapassa a escala do aceitável. Os casos de Nani e Miguel Veloso são meros exemplos numa lista que se prolonga, ad enfadonhum, por várias décadas. Com uma particularidade. Os jornalistas portugueses, geralmente responsáveis pelo acto de endeusamento, tendem a proteger as suas "estrelas" de forma completamente irresponsável, violando todos e quaisquer princípios éticos respeitantes ao jogo em si.

O último exemplo passou-se com Ronaldo. Ao que parece, o petiz simulou uma grande penalidade. Reconheço que o facto de um jornalista português admitir que o enorme Cristiano Ronaldo possa ter simulado seja o que for para além de actividade neuronal é uma significativa evolução entre a espécie. Que o próprio, no entanto, insiste em fazer esquecer, relembrando o que realmente importa: o "mergulho ao melhor estilo" numa simulação de grande penalidade "inventada pelo português". Aos bochechos, a frase parece condenatória. Mas não é. Pelo contrário. Há nela a exaltação moral dos grandes feitos, das enormes conquistas. Como quem diz: "o grande português enganou a bifalhada, com a classe e a suplésse do costume".

O raciocínio é triste e, pior do que isso, é frequente. Cristiano Ronaldo é o novo ícone português. Aquele que as nossas pobres criancinhas imitam na rua. E do qual eu próprio não consigo fugir quando, em jogos no Estádio da Luz, faço uma série de passarinhos para a bancada dos adversários. A figura, reconheça-se, é incontornável. E intragável. Mas as comparações sucedem-se. É o novo Figo. É o novo Pélé. Qualquer dia, é o novo Eusébio.

Confesso que, mais miúdo, tive o mesmo problema com o grande Eusébio da Silva Ferreira. Ninguém se lhe comparava. Era o melhor jogador português de sempre, o motor de um Benfica que aprendi a respeitar e a idolatrar, a máquina do bi-campeonato europeu. O Pantera Negra. Mais tarde, vim a conhecer-lhe os podres. Mas, ainda assim, nunca fui verdadeiramente capaz de abandonar a admiração que sentia por ele. O melhor jogador português de sempre foi-o numa altura em que o futebol era duríssimo e em que as condições médicas eram muito inferiores às de hoje, nomeadamente em Portugal. E o que fez Eusébio? Carregou uma Selecção às costas em '66, naquele jogo fabuloso e inesquecível ante a Coreia. E depois. Pelo Benfica deu a pele e o osso, o que tinha e o que não tinha. E, em muitos casos, caiu, como caíram Garrincha, o "Anjo das Pernas Tortas", e tantos outros génios do futebol.

Em Eusébio, descobri o carácter quasi-trágico do homem que luta para se vencer a si mesmo. Que vai além do prometido. O jogador que, mesmo lesionado, aceita o embate. E que chora - genuinamente - perante a queda aos pés do Olimpo. Um jogador que, atrevo-me a dizê-lo, deu a Portugal algumas horas de uma tão desejada liberdade.

Em Ronaldo, pelo contrário, a tragédia consiste numa luta complexa entre o brinquinho e o gel. Sem nunca esquecer a boçalidade. Ronaldo não é mais do que isso: um "mergulho ao melhor estilo" para uma piscina que outros se encarregaram de inventar e construir. Como a Bola de Ouro tão bem preconizou, nunca nada mais que um eterno segundo no emotivo pódio da paróquia.
 
por JAS às 14:39 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
A lamechice
Caros leitores,

Chegámos, enfim, às cinquenta mil visitas, com um ano e meio, apenas, de existência. Não são os números do Blog da Bola, da Tertúlia Benfiquista ou de outros blogues, generalistas, que atingem esta cifra mensalmente. Mas são números que, inevitavelmente, nos deixam orgulhosos, porque o facto de o termos conseguido, do zero, em ano e meio, demonstra que a Ilíada é um espaço de debate, aberto a todos, que tenta primar pela diferença respeitosa, num meio em que o insulto fácil e a clubite aguda são armas de arremesso constante.

Também temos as nossas divergências (nada criativas, por sinal, já que o assunto é sempre o mesmo), mas procuramos resolvê-las sem recorrermos a lápis azuis e manobras do género. Não somos consensuais (e agradecemo-lo diariamente) e nunca seremos. Ainda bem. Significa que haverá sempre discussão, sem a qual um blogue não é mais do que um monólogo entre o autor e o seu texto.

A todos, sem excepção (tutanos incluídos), um genuíno "obrigado" e, naturalmente, um VIVA o BENFICA!

A Ilíada Benfiquista
 
por JAS às 12:26 | Link | 11 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Dezembro 08, 2007
Luto Lagarto
Está prevista uma manifestação de protesto no decorrer da primeira parte do Sporting-Louletano em que se propõe que os adeptos guardem uma hora de silêncio, como reflexão sobre a actual situação do clube.

Afinal, parece que me enganei: não vai haver um luto pelo futebol português (o que seria de esperar face ao comportamento contínuo de choradeira tão característico destas pessoas diferentes), mas sim um luto generalizado pelo Sporting em si. Só estranho é vir com tanto tempo de atraso. Mais precisamente, 101 anos.
 
por Mavs às 20:42 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Dezembro 07, 2007
A "liberdade" de "expressão"
A Bola de ontem apresentou, em duas páginas opostas, dois textos totalmente distintos. O primeiro, à esquerda, é mordaz e voraz nessa mordacidade. Ataca com elegância, com classe e transmite uma fina ironia que o tempo jamais será capaz de obnubilar. Tem a coragem de quem nomeia o que ataca e o orgulho, inevitável, de pertencer a algo maior.

O segundo, à direita, passa um atestado de senilidade a quem o escreve. Fala em elogios assassinos, em ausência de subtileza - coisa que, aliás, o atestado tem de sobra - e de clarividência(!). Não diz nomes. Fala em maiorias, mas não as agrupa. E tem o cuidado de usar a terceira pessoa do plural, num "eles" escondido que justifica uma ironia de tal modo especial que deixaram de a fazer no século 19. Revela episódios a que só o dito assistiu e descreve realidades - certamente alternativas - em que se dispararam canhões, em que rebentaram diques e outros disparates do género. Diremos "interne-se"? Eu diria "despeça-se". Mas não sem, antes, fazer uns quantos reparos à quantidade absurda de verdades absolutas com que este "olhar do Norte" tentou cegar os poucos - muito poucos - que ainda vêem.

Jorge Olímpio Bento - porque aqui ninguém gosta muito dessa brava atitude de não chamar os bois pelos nomes - presta-se a escrever sobre o Benfica, apesar de nunca dizer que é sobre o Benfica que escreve. Ao que parece, e fazendo fé nas suas descrições um tudo-nada exageradas, o País exaltou o empate do Glorioso, ante o Milan, de tal forma que o jogo contra o Porto seria uma mera formalidade, da qual resultaria, consequentemente, uma inevitável vitória dos lisboetas. Claro que tudo isto é escrito de forma totalmente estapafúrdia, com o recurso a joguetes literários e a hiperbolizações que têm, no mínimo, o condão de faltar à verdade. Que é como quem diz, a ver se o Jorge aprende alguma coisa, que é mentira!

Os benfiquistas, na sua maioria (porque é sobre maiorias que o Jorge escreve), não acharam que o jogo contra o Porto seria "trigo limpo, farinha Amparo". Nada disso. Consideraram, todavia, que se o Benfica jogasse como jogou contra o Milan, o Porto teria muitas dificuldades. O que é diferente de "Seriam desfeitos sem dó nem piedade, pelo predador ressuscitado e esfaimado, tanto mais que vinham (...) do outro lado do Canal da Mancha, com as forças físicas e anímicas totalmente arruinadas".

Mas, não contente com este festival de disparates, JOB (lê-se yobb) continua. Ao que parece, "as maiorias são assim". Assim como, Jorge? "Não se conduzem pela lucidez e inteligência da razão, nem pelo rigor e primor da análise, nem muito menos pela fineza das emoções e comportamentos". Para os que conseguiram parar de rir, o que se pretende, muito sub-repticiamente, com esta elencagem, é fazer passar a mensagem de que as minorias, vulgo FC Porto e sus muchachos, possuem todo este rol de fantásticas qualidades. Aliás, basta olhar para o chefe da claque dos Super Dragões para atestar da sua "finesse". O próprio já se classificou como um intelectual, não sendo de espantar que recorra frequentemente à razão para formular elaboradíssimos raciocínios (por exemplo, como evitar que os outros membros do bando andem à tareia dentro de um avião em pleno vôo), complementados pela fineza de comportamento que a condução de um bando de energúmenos a gritar "Filhos da puta, SLB" demonstra. Gajo fino que é fino não passa sem dizer "Filhos da puta, SLB" pelo menos três vezes ao dia.

Mas atentemos na fineza presidencial (para que as classes baixas não se exaltem em demasia), que pode, também ela, ser atestada pela qualidade dos seus relacionamentos. A pose de Carolina Salgado, na altura Primeira-Dama pontifícia, entre os Super Dragões, de dedo erguido para a mole benfiquista é demonstrativa de uma classe e de uma fineza à prova de bala. Não só dela, como também do respectivo, do qual um suposto amigo disse que, para ganhar, só não vendia a mãe e a filha (até porque vendida, a mulher, na altura, já teria sido). E o que dizer de Reinaldo Teles? A lucidez, a razão, o cogito em pessoa! Palmas, por favor.

Os benfiquistas, ao contrário da minoria portista, "estribam-se na força da imposição e na coragem do bando" (aliás, que corajosos foram os adeptos do FC Porto que agrediram os temerários benfiquistas na Av. dos Aliados, há três anos), "inebriam-se com o calor da manada, cegam-se com a quantidade, desprezam a qualidade das minorias e o valor da diferença. Em suma, fazem o que sabem, agem à bruta".

Calma, meus caros. Ainda não acabou. Por possuírmos todas estas qualidades, ficámos a "carpir lágrimas" e "a soprar no apito engasgado". Tudo isto porque nós não temos "humildade para aprender". Ignoramos o "exame de consciência e a autocrítica" (apesar de ter sido o próprio Jesualdo a dizer que os adeptos do Porto é que são mansinhos; não criticam; não fazem alarde) e a soberba "alimenta-lhes desejos de vingança". Não sabemos "admirar os valores dos outros" e só olhamos "para o próprio umbigo, como se ele fosse o centro e o apogeu do universo".

O texto, se não fosse tão triste, seria hilariante. Confesso que já não via alguém debitar tanto disparate junto num órgão de comunicação social há muito tempo. Mas esclareçamos um ponto (o único, aliás, que é passível de esclarecimento): a maioria dos benfiquistas admitiu que, pelo que fez na primeira parte, o FC Porto mereceu ganhar. Se isto é uma análise que prima pelo rigor e pelo primor, então eu vou deixar de fazer análises.

Não percebo como é que o jornal A Bola, ao abrigo da liberdade de imprensa, permite um texto destes nas suas páginas. Uma coisa são os exemplos da Leonor Pinhão e de MST. Por mais que eu deteste o segundo, reconheço-lhe a capacidade cronista. MST escreve sem ofender. Já JOB só ofende. Esta "crónica" é desprovida de tudo aquilo que deve existir num bom texto de cronista: bom senso; capacidade crítica; ausência de ataques pessoais. Ao contrário do que o Jorge pensa, uma crónica não existe para expressar qualquer opinião. Como membro desta maioria, sei bem que esta caracterização não é mais que uma mera generalização abusiva, correspondente, no máximo, a uma minoria dentro da maioria. Jorge não teve o cuidado de o acentuar, preferindo socorrer-se de um estilo evasivo, que, não nomeando, ataca pelas costas, para poder cobardemente fugir ao som do contra-ataque da outra parte.

Felizmente, Jorge Olímpio Bento é do FC Porto. Nós ("a manada") não quereríamos um benfiquista assim.
 
por JAS às 09:32 | Link | 25 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Dezembro 05, 2007
Choradeira
Santos: «Adeptos nunca me perdoaram ter treinado o FC Porto»

Nesta enésima entrevista que o Fernando Santos dá sobre a saída do Benfica, refere agora esta brilhante frase. Deixe-me dizer-lhe, caro Engº, que não foi exactamente isso. Nós, benfiquistas, nunca o perdoámos, não por ter treinado aquele clube (qual prostituta do futebol - vide... Jesualdo Ferreira) , mas sim pelo facto de, pura e simplesmente, ser um absoluto incompetente e não percereber nada de futebol (vide... Jesualdo Ferreira). Deixe-se disso, sr. Engº. Com tanta choradeira, até parece ter o discurso da lagartada! Será que o facto de também os ter treinado teve alguma coisa a ver com isso?
 
por Mavs às 22:05 | Link | 12 tragédia(s) escrita(s)
Lagartos de Leste
 
por Mavs às 21:57 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Eu, Veiguinha
Contratar José Veiga para servir o Benfica terá sido, a meu ver, uma das piores decisões que o actual presidente do Glorioso já tomou. Atentando nas novidades, não é difícil perceber porquê. Naturalmente, quem festeja derrotas do Benfica com champanhe rapidamente transforma a praça pública na esterqueira em que se move. Ou, pelo menos, tenta. E difícil teria sido a LFV não o antever.

Ao que parece, o Zé resolveu enveredar pelo caminho literário e pagou a alguém para lhe escrever um livro sobre o Benfica. O Zé não é estúpido e sabe que o Benfica vende. E que um dos seus ex-patrões bate. Perdão: manda bater. Antes, claro, de mandar arquivar. Como dizem as escutas, manda quem pode e obedece quem tem juízo. Não teve o Zé pejo em, dessa forma, revelar uma série de "segredos" relacionados com o clube, que pretendiam fazer uma mossa considerável nas estruturas do mesmo. Coisas pecaminosas, como a quase-contratação de Scolari; a deficiente gestão de Luis Filipe Vieira; os vários inimigos, internos e externos, do Benfica. Enfim, realidades totalmente desconhecidas da massa adepta.

O problema do Zé chama-se, na gíria, "rabo preso". E, num concurso entre vespeiros, é difícil antever vitórias. O de LFV deve ser grande, mas o do Zé deve ser gigantesco. Por alguma razão o Zé já esteve envolvido com a Justiça (essa porca!) e LFV continua sentado na poltrona. Todos sabemos que José Veiga sabe muito. E uma das coisas que José Veiga sabe é que, na sua situação, qualquer tentativa de comprar qualquer guerra com LFV (ou qualquer outro dirigente do Benfica) resultará numa derrota inevitável com consequências imprevisíveis. Por isso, Veiga vai debitando banalidades, procurando riscar uma estrutura que ele sabe ser impossível de furar, por ser ele a primeira vítima do pretenso naufrágio.

Em que consistiu, então, a ideia de Veiga? É simples: Veiga pretendeu fazer uma acção de charme. Depois de se ter amancebado com Bartolomeu, figura de proa de um dos clubes com melhores relações a Norte, o Zé quer voltar ao poiso antigo. E nada melhor para o conseguir do que atingir, através de um livro (interessante coincidência!), uma estrutura que ele conhece bem. Sem revelar - obviamente! - os nomes dos visados. Além, claro, de LFV. Assim, houve pressões para vender Simão. De quem, Veiga não parece dizer. Um adjunto, qual Brutus, conspirou para "trair" Trapattoni. Quem foi, Veiga não diz. Não admira, por isso, que a relação entre Veiga e LFV ocupe "muitas das 264 páginas do livro". É o único nome que Zé pode usar sem arranjar mais problemas a si próprio. Cada um tem a Carolina que merece. Resta saber se esta, de vez em quando, também saca do cigarrito. Ou vai entregar uns envelopes.

Não é difícil perceber que a resma não passa de um bluff que Veiga está a tentar empolar ao máximo, para ver se lá em cima alguém repara. Pode ser que ainda haja uma vaga na Casa do Luxemburgo. Mas sem champanhe "na geladeira". Os benfiquistas podem, por isso, estar descansados: se vozes do burro não chegam ao céu, imaginem então a de José Veiga...


P.S. - Bendito seja o jornal que revelou a contratação de Scolari. "E o burro sou eu?" Prefiro não responder. Para evitar recriminar-me.
 
por JAS às 19:50 | Link | 7 tragédia(s) escrita(s)
Em Grande
Muito sinceramente, não esperava esta vitória. Este foi o terceiro jogo em menos de uma semana e ganhámos "sem espinhas". Ainda para mais com dois golos do Cardozo! O cansaço físico até se fez sentir, principalmente devido às péssimas condições temporais (quem é que se lembra de fazer jogos na Ucrânia em pleno Dezembro! E, já agora, porque é que não o fizeram amanhã?), mas o que é certo é que o Quim fez uma única defesa, logo depois de termos inaugurado o marcador.

Foi novamente a garra (e não o brilhantismo) que nos fez ganhar o jogo. Acredito que, como será tão difícil chegar ao primeiro lugar como perder o segundo (vide post anterior), o mínimo que se exige este ano ao Benfica é chegar à final de Manchester e, obviamente, ganhá-la.
Haja Camacho.
 
por Mavs às 01:29 | Link | 9 tragédia(s) escrita(s)
No Reino do Leão
"Todos os bons jogadores são bem-vindos ao clube. Não só o Miguel Veloso."

Depois das tristes figuras do Soares Franco (aquele que, segundo o Quiróz, para as suas palavras serem credíveis, tem de falar antes do jantar...) em relação a um possível interesse no Miguel Veloso por parte do Manchester United, será que vão voltar a fazer aquela choradeira toda e a qualificar de "persona non grata" o Ronaldo? Aquele que até encolhe os ombros depois de marcar um golo ao "clube do seu coração"?


“Isso é inquestionável. Nem sequer se coloca em causa”, garantiu Soares Franco sobre a continuidade de Paulo Bento

Ainda bem. Além de estar a fazer um óptimo trabalho, o Paulinho é um grande benfiquista. Merece aquele emprego.


Rui Patrício não cai

Uff... que alívio!


Desde que Paulo Bento assumiu o comando dos leões, o Sporting só aproveita 50% – 8 golos em 16 penáltis

Parece que a choradeira constante não serve com a marcação só de um penalty por jogo. Não tarda, estamos a vê-los fazer luto pelo futebol português. Será que posso ser eu a marcar o próximo? Com a quantidade a que são marcados e com a rotatividade que é feita, chega para todos!
 
por Mavs às 01:20 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Dezembro 03, 2007
Pior que Nuno Gomes
 
por Jota às 20:31 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Abominando Scolari
 
por JAS às 11:54 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
A fronha da verdade
João Pinto é um exemplo de como a virtude, a honestidade e a temperança se podem reunir, as três, num único homem. Ciente dessa realidade, o antigo capitão do FC Porto, hoje adjunto do visionário Jesualdo, saiu à rua para manifestar a sua enorme indignação para com os comentários do mais recente terrorista cobarde da nossa praça. Referia-se, evidentemente, ao perneta Gomes.

A crítica é extensa e eu, francamente, tenho pouca paciência para a analisar. Obrigatório é, porém, ressalvar, a elencagem do rol de indesmentíveis qualidades de um homem "que sempre soube estar no futebol com elevação" e ao qual foi criado um "ambiente de terror" pelo "Nuno Golo".

Ao que parece, e de acordo com a versão credível e nada, enfim, azulada dos factos, narrada (qual ficção danbrowniana) por João Pinto, Jesualdo é um senhor e o Nuno Gomes é, como tão apropriadamente dizem os ingleses, scum of the earth. Não querendo desmentir a segunda, creio que a primeira será um pouco exagerada. Não sendo do Boavista, vou evitar pronunciar-me sobre o homem "que sempre deu muito ao clube que lhe paga". Resta saber se este "paga" pretende aludir ao FC Porto ou aos clubes que Jesualdo treinou e aos quais sempre deu tudo o que tinha. Nomeadamente, uma enorme dedicação e profissionalismo. Ainda que só por dois ou três meses.

Ao que parece, Jesualdo só disse "já chega, amigos, isto já acabou, já chega", ao que Nuno Gomes replicou (João Pinto não esclarece como, mas também não era preciso - a gente acredita), atacando "sem chuteiras, nem vergonha". Confesso que, apesar da eloquência unanimemente reconhecida ao antigo capitão, esta, nem eu percebi.

Notável foi, sobretudo, a edição do texto por parte d'A Bola. Faz-nos mesmo crer que o homem cujo coração só tem uma cor (azul-e-branco, pois claro) consegue, efectivamente, construir uma frase com sujeito, predicado e complementos. E, pelos vistos, sem palavrões. Mal posso esperar por uma entrevista em que Paulinho Santos (mais um bom homem... ou será um homem bom?) condene com veemência (acompanhada de sujeito, predicado, complementos e juramentos sobre a filha) uma cotovelada, um nariz partido ou uma entrada por trás. Nessa altura, vou acreditar que está reposto o equilíbrio universal. Já para não falar da verdade dos factos que, pelos vistos, inocentam o honestíssimo Jesualdo, incriminando o bin Gomes. Meu Deus (ou, na versão do Nuno, "Meu Alá"), como aguardo, ansiosamente, por tal dia!
 
por JAS às 11:10 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Dezembro 02, 2007
Treinador de Bancada
Com esta lista de convocados e devido à sobrecarga de jogos decisivos que tivémos (e estamos a ter) o que resulta nalgum desgaste físico acentuado nos nossos principais jogadores, esta seria a linha com que eu jogava para ganhar em Donetsk onde, recordo, neva:

Uma espécie de 4-3-1-2 com:
Quim;
Nélson, Luisão, David Luíz e Léo;
Katsouranis, Maxi e Nuno Assis;
Rui Costa;
Adu e Cardozo.
 
por Mavs às 18:48 | Link | 10 tragédia(s) escrita(s)
Relativamente Injusto
Ao contrário do que ouvi, a derrota pareceu-me (relativamente) injusta: fomos tão dominádos na primeira parte como nós próprios dominámos na segunda e houve tantas oportunidades do Porto (uma do Lisandro, uma do Tarik e duas do Córesma) como nossas (duas do Nuno Gomes - uma das quais, a no primeiro minuto -, escandalosa; uma do Petit e outra do Adu).

Enfim, a equipa ressentiu-se do esforço que teve por ter feito uma das melhores exibições da época contra o Milan e, desse modo, não controlámos o meio-campo como de costume. O Rodriguez jogou mal, o Nuno Gomes voltou a falhar nos momentos decisivos, e o Camacho continua a preferir o inconsequente Di Maria ao perigo constante (e, já agora, menos brinca na areian e melhor marcador do mundo na relação minutos jogados/golos) que é o Adu. Por falar no Camacho acho, até como já li em alguins comentários, que ele hoje errou: é óbvio que não o vou responsabilizar por nada (até porque é graças a ele que me recuso a "atirar a toalha ao chão" no que diz respeito à luta pelo título) mas não concordei com as substituições (como já disse, o Adu TEM de entrar - pelo menos - primeiro que o Maria; o Luís Filipe deveria ter saído em vez do Maxi e, a ter de sair mais alguém (o que, sinceramente, não me parecia ser necessário) o Rodriguez em vez do Nuno Gomes. Em relação à constituição inicial, o treinador também poderia ter optado pelo Binya em vez do Petit (voltou de uma lesão, jogou - e bem - há três dias e voltará, obrigatoriamente - até por causa da suspensão do camaronês) - a jogar novamente daqui a três dias).

Ainda assim, é muito mais fácil falar agora que perdemos o jogo. E é por isso que apelo aos nossos adeptos que continuem a apoiar a nossa equipa: hoje, o jogo não correu bem (e o de terça será igualmente muito difícil, até porque o empate não chega...) mas os jogadores esforçaram-se, o treinador é bom e os tão aguardados reforços (nem que seja pelo menos um avançado e o Tiago...) chegam daqui a um mês. Até lá resta recuperar novamente de 7 pontos de desvantagem. Nada que o Benfica não consiga. Nem nada que o Porto não deixe.

P.S.-"É sempre especial ganhar ao Benfica" (Quaresma)... assim como será sempre especial o dia em que abandonares o futebol devido a lesão.
 
por Mavs às 02:34 | Link | 41 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Dezembro 01, 2007
O dia seguinte a 30/11
Tenho um historial de situações complicadas com o dia 30 de Novembro, um rol de acontecimentos que alteraram de forma significativa o curso da minha vida.
Ontem foi o dia mais longo da minha (ainda curta) história.
Por isso, para me compensar, espero do meu clube do coração uma exibição tão personalizada, e tão arrebatadora quanto a que tive o prazer de assistir contra o Milão (bonito, o abraço entre Rui Costa e Maldini), apenas com uma diferença: uma vitória no final dos 90 minutos.

Das 19:45h às 21:30h, resido na bancada SAPO do Estádio da Luz!
Bom jogo a todos!
 
por Jota às 14:37 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)