origem
Quinta-feira, Janeiro 31, 2008
"He's truly a gift from heaven"
Minuto 10, bola corrida:



Minuto 12, livre directo (gigantesco, fenomenal, brutal, o que vocês quiserem):



A contagem vai nos 27 golos...
 
por Jota às 20:10 | Link | 13 tragédia(s) escrita(s)
Desmistificando Vieira
Eu queria ter resistido a ler a conferência de imprensa de Vieira na apresentação do Makukula. Não o consegui. Já sabia aquilo que continha: propaganda, demagogia e, acima de tudo, muita fala de vergonha na cara.
É claro que o lema "novo ciclo" voltou a ser utilizado. Vieira já não o fazia há, precisamente, 4 dias. Mas até já dou isso de borla. O que mais me espantou foi a insistência em dizer que "temos um óptimo plantel" com os mresultados que temos vindo a assistir e no descartar por completo de quaisquer responsabilidades nas contratações que o Benfica tem vindo a fazer nos últimos anos. A culpa? Essa nunca é de LFV. Afinal, quando refere que "nos últimos anos, os Dezembros têm sido muito maus para o Benfica, concretamente nos últimos dois ou três", o presidente do Benfica deve ter sido alguém de nome, sei lá, José Veiga! Ou então alguém (ou um presidente) que o pôs lá... Mas quem terá sido?
Mas há mais! Parece que "feira das vaidades no Benfica acabou", isto apesar de alguém se servir do Benfica para estar na lista dos mais ricos de Portugal. De facto, "há que resistir às tentações" (mas que tipo ou género de tentações serão estas? Dinheiro? Comissões? Bons jogadores? Maus jogadores?). E, de seguida, no mesmo raciocínio, a culpa já não é atribuída a José Veiga mas, imagine-se,... aos jornalistas! Sim, de facto, foram eles os responsáveis pelas contratações de Andrés Diaz, Bergessio, Marcel, Karyaka, Manduca, Karadas, Marco Ferreira, Zoro, Butt, Luís Filipe, Pesaresi, Beto, Fonseca, Miguelito, Alcides, Yannick, Alex, Sretenovic, Moretto, Paulo Jorge, Manu, Carlitos, Paulo Almeida, José Fonte, Amoreirinha, André Luíz, Delibasic, etc, etc.
Mas o que vale é que amanhã, após o anúncio de mais um "novo ciclo", LFV dirá qualquer coisa sobre o apito dourado e o povo rejubila-se com o presidente da instituição. Os nossos adversários, pelos vistos, também.

Termina o nosso presidente (ou melhor, o presidente do Benfica) finalmente com um assumir de responsabilidades ("Desta vez, não havia pressão, a responsabilidade era só minha"). Vamos ver é se a assume nas próximas eleições. Ou melhor, vamos é ver se os seguidores deste autêntico Mecenas lhe continuam ou não a dar 90% dos votos. Há-de nos ser prometido, nessa altura, que seremos imparáveis. Isto, claro, se chegarmos aos 700 mil sócios.
Mas afinal eu é que não sou benfiquista.
 
por Mavs às 15:19 | Link | 12 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Janeiro 30, 2008
É Verdade: Ousei pensar nisto
1- Cristiano Ronaldo acabou de decidir, nos primeiros 12 minutos, marcar dois golões e arrumar a questão frente ao Portsmouth.
2- Na altura em que Ronaldo ridicularizava os adversários foi apresentado, na Luz, o "novo Cardozo" (para não dizer o novo Marcel, mas há que dar o benefício da dúvida...) que é o Makukula.
3- Como me disse o Jota, estivémos 1 mês para contratar o Ariza, um romeno qualquer com nome de coca-cola e um tipo de um país cujos habitantes nem devem saber o que é o desporto futebol.
4- Ainda mais urgente que um avançado-centro (principalmente quando o nosso treinador teima em jogar apenas com 1) precisávamos era de extremo-direito...
5- Para bom entendedor, meia palavra basta.
6- E eu até nem costumo sonhar à noite.
 
por Mavs às 22:24 | Link | 12 tragédia(s) escrita(s)
Do nano-moralismo insular
Tenho acompanhado, com sorrisos, a evolução do caso Makukula. O esgar sorridente é motivado pelas circunstâncias. Makukula poderá ser um bom jogador, em termos abstractos. Marcou alguns golos esta época, depois de nunca ter vingado nos clubes por onde passou, e, como tal, despertou o interesse do Benfica. Interesse esse, diga-se, que não é desprovido de segundas intenções. O Benfica pretende, acima de tudo, que o jogador seja convocado para o Europeu e faça, aí, uma excelente figura que proporcione ao clube um retorno financeiro agradável, quando este o vender no mercado de Verão. O problema, a meu ver, é que Makukula não é de fiar. Ou melhor, os seus joelhos não são. As lesões que o afectaram no início da sua carreira teimaram em permanecer e, na minha modesta opinião, só não se notam mais porque Makukula não é, ao contrário de Mantorras, por exemplo, um velocista. Antes, é outro Cardozo (o que, só por si, já levanta toda uma série de questões tácticas que os benfiquistas gostariam de ver resolvidas o quanto antes).

Mas a questão está para além da opção tomada pelo Benfica, alongando-se a uma intrincada teia moral (e, porque não? , legal) sobre os direitos que os clubes detêm sobre os jogadores. O passe de "Maku" é do Sevilha. O Sevilha optou por emprestar "Maku" ao Marítimo, com opção de compra, no final da época, de 4 milhões de euros, dinheiro que o Marítimo só terá se hipotecar metade da equipa. O Benfica resolveu, assim, avançar para a contratação do jogador. Resolvidos os detalhes com o Sevilha, único detentor do passe, resta a anuência do Marítimo. Que, francamente, não dispondo de qualquer capacidade financeira para comprar o passe, tem de se resignar à sua sorte.

O problema é que o Marítimo, à boa e velha maneira madeirense, discorda. Primeiro, por causa da tal cláusula que nunca terão dinheiro para accionar. Depois, porque o clube revitalizou o jogador para o futebol. Escusado será tentar demonstrar a falibilidade de tal argumentação. O Marítimo, ao relançar o jogador, tirou daí o seu proveito próprio. O jogador marcou alguns golos e o Marítimo ganhou alguns jogos, satisfazendo-se ambas as partes. Por isso, o clube madeirense não tem qualquer direito sobre o jogador e não deve sequer ser ressarcido pelo mesmo. Não é esse o objectivo do empréstimo. Quando um clube como o Marítimo, sem capacidade financeira para contratar um qualquer Makukula, opta pelo empréstimo, tem de se sujeitar aos interesses do dono do passe e do jogador. A quota-parte de cada um preenche-se quando o jogador representa o clube e o clube beneficia com essa representação. Ponto final. Se o Marítimo quer jogadores baratos, só tem de ir ao Brasil, à Argentina e afins contratar jogadores para os quais tenha dinheiro.

O Benfica, ainda assim, resolveu negociar, sugerindo o empréstimo de dois jogadores ao Marítimo. O clube insular rejeitou. Queria, de início, quinhentos mil euros. A título de quê, não se sabe. O Benfica, mesmo assim, aceitou. Só que, entretanto, o presidente do Marítimo, com a habitual empáfia madeirense, virou o bico ao prego. O preço tinha subido, por causa de uma eventual qualificação para a Taça UEFA, da qual o Marítimo, equipa sem qualquer expressão internacional, retiraria enormes dividendos. A estratégia clareou. O Marítimo, socorrendo-se de estratagemos alheios a qualquer boa-fé negocial, pretende que o prazo de transferências de Janeiro se esgote, por forma a evitar que o Benfica contrate Makukula e que o Marítimo, por essa razão, possa continuar a contar com o avançado. Ou, então, que o Benfica pague o próximo cargueiro de sul-americanos que desembarcar em Porto Santo.

A atitude não me espanta, habituado que já estou à esperteza saloia das ilhas. Mas, de qualquer modo, acho que a estratégia negocial do clube da Madeira não deve passar em branco. Por isso, proponho uma reorganização da costumeira nomenclatura dos clubes portugueses, que esteja de acordo com as suas práticas negociais. Por isso, de hoje em diante, sugiro que tenhamos os ditos grandes, os pequenos e o anão, já que a estatura moral do Marítimo requer uma designação que o aproxime verdadeiramente do seu local de eleição: o chão.


P.S. Para aqueles com problemas de raciocínio, não há, neste texto, qualquer insulto às pessoas que padecem de nanismo. Pelo contrário. O nanismo de que aqui se trata abrange apenas o domínio das virtudes (ou, neste caso específico, da falta delas). Apenas e só. Para que fique bem claro.
 
por JAS às 18:35 | Link | 16 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Janeiro 28, 2008
Passado, Presente e Futuro
"O Benfica pede respeito pelo seu passado"

LFV, na habitual desgarrada de comentários despiciendos



Quanto ao presidente, não sei, mas eu estou mais numa de pedir vitórias pelo nosso futuro. Mas o burro sou eu, concerteza.
 
por JAS às 01:54 | Link | 9 tragédia(s) escrita(s)
Este blog diz "avassalador"
O FC Porto perdeu e Jesualdo conferenciou como sempre: avassaladoramente. Disse tudo aquilo a que julgou ter direito, sem nunca ter dito (eu, pelo menos, não me lembro de o ter ouvido) que o Sporting foi um justo vencedor. Mencionou o golo invalidado ao FC Porto que, logicamente, deveria ter determinado a invalidação do golo sportinguista, coisa que faz todo o sentido, porque o futebol é um desporto que, qual xadrez, prima pela lógica matemática, pela geometria das formas, pela rectidão dos conceitos. A não ser, claro, que o FC Porto marque golos com a mão (como o de Lisandro) ou em fora de jogo (como o de Postiga). Aí, a lógica cede o seu avassalador domínio à retórica (que, se o entendermos, é também ela uma componente da lógica - verdadeira, ou não, pouco importa), como ilustra aquele brilhante raciocínio do nosso louvado MST (pergunto-me, sorridente, quantas sms "a la Pulido Valente" terá ele enviado hoje), em que fica demonstrada a falta de lógica inerente a "galonar" um árbitro num jogo que os "galonadores" ganhariam sem dificuldade. Como, em mero raciocínio académico, num Estrela - Porto.

Mas perco-me. Dizia o Prof. Jesualdo, com o sorriso de quem dá e de quem tira, tão próprio das gentes do Porto (Futebol Clube, nomeadamente), que o Sporting foi feliz. Que o árbitro - reparem, digo-o duas vezes para ilustrar as trezentas e cinquenta e duas referências de Jesualdo ao assunto - foi avassaladoramente (advérbio meu) mau e que, com isso, prejudicou o FC Porto, equipa que dominou o jogo por completo, do princípio ao fim, mas que, por falta de felicidade, não o ganhou. Felizmente, na opinião doutorada de um Prof., da derrota retira-se sempre uma excelente lição, cuja aprendizagem permite aos jogadores do FC Porto estarem "mais crescidos". Qualquer pessoa de outro clube indagará, avassalada: crescidos? Mas estamos a falar de miúdos? Os incautos (e os comentadores desportivos) dirão que não. É uma "maneira de dizer". Compreende-se. Ninguém está à espera que quem não estudou Direito perceba a relação dos menores com a lei. Ora, se atentarem nos termos, Jesualdo disse crescidos, ao invés de adultos. O FC Porto, no seu todo, cresceu. Sem dúvida. Mas ainda não o suficiente para atingir a imputabilidade legal. Avassalador!

Estranhamente, Jesualdo esqueceu-se de explicar (ou, neste caso, os jornalistas não quiseram perguntar) por que razão permaneceu Hélton em campo quando estava lesionado. Mais uma vez, compreende-se. É certamente mais interessante perceber por que permanece David Luiz em campo quando lesionado. Ainda assim, e apesar da falta de curiosidade dos nossos repórteres, tenho para mim, como explicação pessoal, que Jesualdo, quando está só e compenetrado, gosta de brincar às divindades, como quem gosta de brincar aos médicos (outra avassaladora referência à menoridade da equipa portista). Por isso é que Hélton ficou em campo. Como quem diz: "partiste o quinto metatarso do pé direito? Então ficas em campo para ver se aprendes que a avestruz é um bicho impuro aos meus olhos e que, como tal, mais nenhuma deverá passar entre os teus metatarsos". Claro que, se Hélton estiver gravemente lesionado, a culpa não poderá morrer solteira, até porque MST far-se-á ouvir, a viva voz, alegando a vergonhosa (e, por que não?, avassaladora) impunidade com que se safará esse homicida em série grego chamado Liedson, discurso que a multidão aplaudirá, lacrimejante e avassalada, antes dos três mil encores que MST fará até ao fim da época (também eles precedendo a sentida revolta da alma nortenha ante a falta de vergonha da carcaça sulista - que nós, como mouros porcos e infiéis, não temos direito a almas e valores e coisas dessas. Nós, a corja sulista, só temos direito aos caroços e à nata).

O problema é ter-se Jesualdo, o Lógico, esquecido que o único elemento lógico no futebol é o golo (tecnicamente, e se estivermos lembrados daquele lance do Petit ante o FC Porto, a afirmação feita anteriormente é falsa, mas não queiramos ser mais papistas que o Jorge). E que o feliz Sporting marcou dois, enquanto o avassalador Porto marcou zero. E que a marcação de dois golos pelo feliz derrota o nulo do avassalador. E que o avassalador, por essa razão, perde três pontos, atribuídos ao feliz. Depois deste banho de lógica matemática, passe a imperdoável redundância facilmente explanável pela minha condição de quase-jurista, é difícil perceber o discurso de Jesualdo. Será? Se tivermos em atenção que "avassalar" significa "tornar vassalo", ficamos conscientes do pleonasmo. Não é possível tornar vassalo quem já o é, porque isso implica avassalar ainda mais o vassalo que, de tão avassalado, acaba por se revoltar (como neste filme sobre o Gandhi que estou a ver agora). Ergo, esqueçam o árbitro, a felicidade e a inclinação do campo: quem derrotou o Porto foi o Português (certamente farto daquela injúria que é chamar os "vois" - e, já agora, as "bacas" - pelos nomes).

Creio todavia que nós, benfiquistas, poderemos também retirar umas quantas ilações desta lição de lógica. Efectivamente, ficou demonstrado, por A mais B (que é como quem diz, "por 2 a 0"), que os avassaladores foram avassalados pelos felizes, o que resolve muitos problemas, nomeadamente o nosso: ao Benfica já não interessa avassalar terceiros. Basta-nos sermos felizes. Lógico, não é? Infelizmente, nem por isso. É que, no futebol, sobretudo no português, a lógica perde para um elemento superior, que os nossos avós consumiam regularmente ao pequeno-almoço, vulgarmente conhecido por galão.

Por isso, meus caros, há que enfrentar a realidade:

Sporting 2, Porto 0.

Avassalador!
 
por JAS às 00:38 | Link | 17 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Janeiro 27, 2008
Os Ciclos
Já estava a estranhar a demora de LFV a anunciar um"novo-ciclo-de-vitórias". Afinal de contas, o último tinha sido anunciado há algum tempo, mais precisamente a 15 de Janeiro... LFV ainda não deve ter percebido que a propaganda tem de ser mais constante e que estes interregnos de 10, 12 dias em anúncios de ciclos fazem mal.

Mas já que estamos em anúncios de "novos-ciclos", LFV, em nome do Benfica (e, desta vez, em nome também dos benfiquistas), devia era anunciar um "novo-ciclo" para as arbitragens nos jogos em que envolva a nossa equipa. Das duas uma: ou jogávamos com árbitros estrangeiros ou jogávamos com os júniores. Com o campeonato já encomendado - o primeiro e o segundo lugar, como se viu ontem - o descrédito que esta medida provocava no futebol português era óptimo. Pelo menos metade dos clubes iam à falência, o que era sempre de saudar. Basta vermos o que se passa no basket para perceber que isso não é ser irrealista.
De facto, o que o sr. João Ferreira fez ontem não pode ter sido só incompetência. Se fosse isso, não era só para um dos lados. A questão que agora se levanta é: fruta ou café com leite?
 
por Mavs às 04:59 | Link | 12 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Janeiro 26, 2008
Agradecimento
Hoje viu-se como é que o Vitória se mantêm lá por cima: a equipa é agradável, mas a arbitragem é caseira até dizer chega: fora-de-jogo ao paraguaio que é verdadeiramente do outro mundo, o amarelo a Rui Costa por ter "simulado" a falta, e quase todo o que era queda dos vimaranenses a dar direito a falta. Aliás, o golo de honra do Vitória nasce de uma inexistente...
Grande pastel do Cardozo, o Dí Maria a fazer aquilo que se espera dele (partir o adversário, e abrir os olhinhos para fazer um passe decente), e muito sofrimento até ao fim.
Este último golo foi verdadeiramente delicioso. Muito saltei eu... :)

PS1: Só uma adenda à narração da TVI. O que raio foi aquilo?!
O Valdemar Duarte (uma das mais gigantescas nódoas da locução desportiva nacional, tal o grau de lagartice que impregna os seus relatos), diz, a determinada altura, "Ghilas, sempre Ghilas", quando o gajo só tinha entrado ao intervalo.
No resto, o mesmo de sempre.
Qualquer equipa que jogue contra nós merece estar no Olimpo, tal a dinânima que imprime ao jogo e as faltas a nosso favor são sempre objecto de escrutínio rigoroso.


PS2: A imagem vale mil palavras, cortesia do Bakero:

 
por Jota às 23:23 | Link | 17 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Janeiro 25, 2008
Felicidade e tristeza a 25 de Janeiro
Obrigado por estes momentos de magia, Eusébio:



Os nossos parabéns, pelas 66 primaveras!


PS: Faz hoje quatro anos que Fehér faleceu em Guimarães.
Não recordo o jogo, mas não esqueço os últimos minutos. Fiquei a ouvir o rescaldo, ansioso por saber o que se tinha passado.
Salvo erro, por volta das 23:40h, o comentador de serviço (julgo que fosse o Mário Fernando, da TSF), anuncia a sua morte.
Nessa noite, o colchão da cama pareceu-me infinitamente mais rijo.
 
por Jota às 21:22 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Expectativas
Há uns dias atrás quando LFV, com pompa e circunstância, anunciava mais um "novo ciclo", referia que reforços "só com qualidade para substituirem os que já cá estão". Assim, durante todo o mês de Janeiro esperei, juntamente com 6 milhões de benfiquistas e um espanhol, nomes como Kaká, Messi ou Drogba. Afinal quem veio (ou virá...) foi mas é o cepo do Makukula. E o pior de tudo é que tenho quase a certeza que ainda vai a tempo de marcar o dobro dos golos que o Cardozo e o Nuno Gomes têm juntos nesta época. Não há benfiquismo que aguente.
 
por Mavs às 17:45 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Eu Também. Ainda.*
(...)
O Benfica joga mal? Joga. O Benfica não evolui? Não. O Benfica tem um bom plantel? Há quem diga que tem… ok, tem. O Benfica tem um plantel escolhido pelo actual treinador? Não. O Benfica tem um plantel melhor do que o do ano passado? Não. O Benfica tem o Luís Filipe, tem o Zoro, tem o Edcarlos, tem o Butt, tem o Simão (desculpem, enganei-me neste último) e tem o argelino que o treinador não conhece. O Benfica não tem o Simão (agora acertei), não tem o Miccoli e não tem o Karagounis da época passada. Também não tem o Miguel, o Tiago, o R. Rocha ou o Giovanni que o Camacho cá deixara. Mas isso é de somenos. Qualquer clube em Portugal vive bem sem três ou quatro destes jogadores banais, quando os mesmos são substituídos por futebolistas maduros e prontos para assumirem responsabilidades num clube que quer ser campeão (o Adu, o Di Maria e o Cardozo).
(...)

Pedro FF, in Tertúlia Benfiquista


* "Eu defendo o José António Camacho"
 
por Mavs às 17:42 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Janeiro 24, 2008
Évènement négatif
No meu exame de francês, na parte correspondente à avaliação da expressão escrita, vulgarmente conhecida por "composição", foi-nos pedido que fizessemos uma enumeração dos momentos positivos e negativos dos últimos vinte anos portugueses.

A determinada altura, resolvi escrever, nos elementos negativos, "FC Porto a gagné la ligue des champions".

Acho que, só por isso, já mereço o 20.
 
por JAS às 22:30 | Link | 11 tragédia(s) escrita(s)
Renovação
Sempre tive uma preferência natural por jogadores rápidos, nomeadamente nas linhas avançadas. Gouffran é um jogador rápido. Nunca percebi qual a razão que impede a aposta em jovens jogadores franceses oriundos do magrebe e de outras zonas de África. A Ligue 1 não é um campeonato extremamente disputado e os valores em causa nunca são muito elevados. Gouffran custava quatro milhões de euros. Marcel custou três milhões e meio de euros e foi emprestado. Di Maria custou seis milhões de euros e está a adaptar-se. Bergessio custou três milhões e meio de euros e não fez um único jogo decente. Gouffran, habituado a um futebol semelhante ao nosso, não precisaria de um período de adaptação. Bergessio não se sabe para onde vai. Marcel foi consecutivamente emprestado. De Diego Souza não há notícias. Gouffran é um jogador com hipóteses de chegar à selecção "Bleu", não só pela tenra idade, mas também pela qualidade demonstrada. Gouffran é cobiçado, a acreditar no Record, por vários clubes europeus. O Benfica observou-o durante algum tempo (a fazer fé, novamente, nos jornais desportivos) e Rui Águas foi a França, de propósito, para lhe tirar a pinta. O Benfica, para desenjoar, terá chegado primeiro que a suposta concorrência. Gouffran iria preencher a lacuna existente na ala-direita. Gouffran, ciente do seu valor, pediu um milhão de euros por ano. Cerca de oitenta mil por mês. O Benfica, como é habitual, achou demasiado e deu por terminadas as negociações. O Benfica, na pessoa de quem dá aval às contratações, não está interessado em bons jogadores, mas em jogadores baratos. Ora, como nós já estamos fartinhos de saber, bom e barato, em futebol, é raro e, na maior parte dos casos, dá mau resultado. David Luiz foi a excepção, sendo a regra constituída pela maior parte das contratações benfiquistas das últimas épocas. Nada que me espante. Quem é capaz de deixar sair Léo porque Léo, sendo um dos jogadores qualitativamente mais valiosos da equipa do Benfica, teve a audácia de pedir um ordenado de setecentos mil euros por ano (cerca de sessenta mil euros por mês), não pretende fazer seja o que for com o clube. E, para variar, já vem aí mais um sul-americano. Isto, claro, se eles quiserem levar Bergessio.

Não gosto de rupturas a meio das épocas, mas creio que Luis Filipe Vieira esgotou toda e qualquer réstia de oxigénio que ainda lhe restasse no Benfica. Das duas, uma: ou arranja rapidamente um director desportivo, ou convoca eleições para o final da época. Como todos sabemos que a primeira hipótese não está nos seus planos, resta-nos a segunda, com os devidos agradecimentos pela credibilidade restaurada. Como alguém escreveu algures, está na altura de começar um novo ciclo. Sem que Vieira faça parte dele.

Gostava mesmo de ter contado com Gouffran no Benfica.
 
por JAS às 13:55 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Janeiro 23, 2008
Reino Animal
Nutro um carinho especial pela antropofagia lagarta. Desde pequeno que sigo atentamente todos e quaisquer programas do Discovery Channel que envolvam répteis (nomeadamente cobras, sobretudo se forem venenosas e conseguirem assassinar selvaticamente bichos três ou quatro vezes maiores - daí a necessidade de, a determinada altura, iniciar visitas semanais ao psicólogo). E, não raras vezes, testemunhei a forma subtil como uma cobra se aproximava de outra, sem que estoutra a visse (o que, na altura, tinha alguma dificuldade em perceber, mas que o Purovic, em dois ou três remates para fora quando posicionado a vinte centímetros da linha de golo, me explicou na perfeição), atirando-se a ela com tudo o que tinha. Geralmente, a cobra que atacava era maior que a sua vítima, mas alturas houve em que esta excedia largamente as proporções do atacante.

Foi com genuíno deleite que assisti, assim, ao duelo de pesos-pesados reptilianos que preencheu a blogosfera esta semana. No canto verde-húmido, Rui Santos, debitando o habitual (e por habitual entenda-se "desinteressante" e "irrelevante") comentário desportivo. No canto oposto, envergando a cor verde-fracasso, o Sporting Clube de Portugal, o clube que, volvida metade do campeonato, consegue estar atrás do Vitória de Guimarães. Ambos lutam arduamente pelo título de "nulidade lagarta nacional" (alguns leitores dirão que Rui Santos se assemelha mais a um molusco gastrópode - vulgo lesma - mas, depois de ter descoberto que a lesma é hermafrodita, resolvi rejeitar tal hipótese, já que um homem que escolhe gravatas daquela maneira jamais poderia ter o que quer que fosse de mulher).

O Sporting, estranhamente, começa com um ataque digno desse nome (provavelmente o primeiro da época), procurando substituir Rui Santos naquele indescritível programa em que qualquer espectador rapidamente aprende a fina arte de encher chouriços desportivos. Rui Santos riposta, com a relevância habitual, socorrendo-se do estratagema preferido cá no burgo: a vitimização. O Sporting, pelos vistos, está a tentar desviar as atenções dos problemas internos. Pelos vistos, o Sporting deveria era preocupar-se com os problemas internos. Nota mental para Rui Santos: já todos percebemos que o Sporting tem problemas internos. Que tal ir um pouco mais além? Coragem não faltará, até porque quem consegue aparecer vestido e empastado daquela maneira num canal nacional, padecerá de uma elefantíase testicular que lhe permite citar nomes. Assim sendo, quem é que causa os problemas internos? Rui Santos, à boa maneira maneleliana, não diz. E, como tal, acaba por ser devorado pela proposta sportinguista para a sua substituição.

Quem deverá, então, substituir Rui Santos? Propomos o Tó Pê Vasconcelos. Apesar de não ser isento e de defender Fernando Santos, deu a conhecer a Portugal inteiro o take two da natureza bíblica de Soraia Chaves. E isso, só por si, já é suficiente para nos fazer esquecer o gel, as gravatas e o trágico acidente com minas que custou os ombros a Rui Santos (ainda que, miraculosamente, não lhe tenha afectado os braços). Compreende-se: quem seria Rui Santos, hoje em dia, sem os instrumentos necessários à correcta colocação de setinhas amarelas naquele prato quadrado? Pois é, alguém. Quem, ao certo, não sei. Mas aposto que metia cabelo.
 
por JAS às 22:31 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
A Rapidinha
Segundo consta, a Nike fez um novo anúncio. Com o "nosso" Cristiano no papel de protagonista. A coisa é simples e minimalista. Ronaldo, com as suas novas botinhas laranjas ("a César o que é de César, à parolagem o que é da parolagem"), faz exercícios de aquecimento na relva. Ao seu lado está um Buggati Veyron, que aparenta ser (eu, que odeio carros, não faço ideia) um carro rápido. A ideia do anúncio é, portanto, demonstrar que o Ronaldo é tão rápido como um Buggati. Em cem metros. Ora, até eu, que não sei muito de carros, consigo perceber que o Bugatti, com o seu ar pesado, demora algum tempo a atingir a sua velocidade de ponta e que essa não será certamente conseguida em apenas cem metros (se é que são cem metros, já que a Nike parece omitir essa parte no anúncio). Portanto, essa ideia de que o Ronaldo corre tanto como um Buggati, em cem metros, é publicidade enganosa. O que, em tribunal, me garantiria, como consumidor explorado, uma choruda indemnização.

Todavia, como não acho que a culpa tenha sido da Nike, quero dar-lhes mais uma oportunidade, antes de avançar com a acção. A minha proposta é a seguinte: em vez de um anúncio que tente passar a ideia de que "o Ronaldo corre tanto como", que tal experimentar a hipótese "o Ronaldo corre mais do que"? O anúncio podia ser exactamente igual. Com três ligeiras diferenças: a distância teria de ser maior (aí uns quinhentos metros), o condutor teria de ser eu e o Ronaldo teria de estar à frente do carro (e não ao lado dele).

Deal?
 
por JAS às 11:56 | Link | 14 tragédia(s) escrita(s)
Uma questão de atitude
Há uns tempos bons (creio que na época passada), o Prof. Jesualdo veio a terreiro dissertar sobre a bonomia dos adeptos do FC Porto. Que não eram tão exigentes como os do Benfica e do Sporting, facilitando, em muito, o seu trabalho no FC Porto. Na altura, esbocei um sorriso. Jesualdo não conseguia perceber que o elogio se transformava rapidamente numa crítica feroz à (in)capacidade crítica dos adeptos portistas, que pareciam sempre de acordo com qualquer decisão da presidência, da SAD ou da equipa técnica, sob pena de arruinarem a ideia de que "direcção que ganha não se assobia".

Ao que parece, os adeptos do Porto resolveram desmentir o seu treinador, provando, à laia de assobios à versão nómada do David Copperfield, que afinal não são tão mansinhos quanto julgava Jesualdo. Ora, tendo em conta que Quaresma é o ganha-pão do FC Porto, facto provado ante o Nacional da Madeira, não se percebe o que terá levado os adeptos portistas a assobiar o seu Lelo favorito. Ou será que sim?

Li algures um comentário (creio que escrito por alguém d'O Mar Vermelho, mas não encontro o link) que avança com uma explicação francamente apreciável, não só porque chama "imbecis" aos adeptos do FC Porto, como também insinua que vive, dentro deles, um profundo amor pelo sul e pelo Benfica, que só não conseguiram materializar porque, enfim, ninguém resiste muito tempo à propaganda de que só se é obrigado a acartar tijolos com cinco anos porque os de Lisboa (e, especialmente, os do Benfica) são uns corruptos que só pensam em si próprios e no seu umbigo (pronto, esta última parte pode considerar-se uma interpretação extensiva da frase original, que é como quem diz "fui eu que inventei").

Eu, porém, prefiro avançar com outra. Que, surpreendentemente, vem passar a mão pela cabeça lanzuda dos adeptos portistas. As pessoas que vão aos estádios não ganham um décimo dos valores auferidos pelos jogadores de futebol. Demagógico? Talvez. Mas real. Geralmente, os preços dos bilhetes são astronómicos (não terá sido o caso, mas é o que acontece na generalidade das situações). Como tal, os adeptos esperam que, dentro de campo, os jogadores se esforcem ao máximo, quanto mais não seja para produzirem um espectáculo tragável, que justifique o tempo e o dinheiro despendidos. Quando isso não acontece, é perfeitamente natural que as pessoas se sintam defraudadas. E assobiem sobretudo aqueles que, por serem considerados (e, neste caso, por se considerarem) os melhores, têm o dever de jogar melhor que os outros. É certo que nem sempre os melhores jogadores estão nas melhores condições, seja por cansaço, seja por lesão, seja por noitada. Mas, nessa altura, cabe ao treinador substituí-lo por alguém capaz, em condições. Coisa que, pelos vistos, Jesualdo não fez.

O problema de Quaresma é estar de tal modo embriagado consigo mesmo que não consegue perceber que o seu salário milionário existe porque existem pessoas dispostas a pagar para vê-lo trabalhar. E quando Quaresma não está à altura das expectativas, tem de aguentar e trabalhar mais, para satisfazer aqueles que são, na verdade, os seus clientes. É verdade que Quaresma marcou um golo. É verdade que Quaresma resolve jogos. Mas isso não pode bastar, sob pena de condenarmos o futebol a uma pálida ideia de eficácia, desprovida de tudo aquilo que fez dele a dita "arte em movimento".

Quaresma jogou mal. Quaresma foi assobiado. Quaresma tem de aprender a viver com a sua mortalidade. E a respeitar (se é que tal é possível) quem gasta tempo e dinheiro a ir vê-lo dar uns pontapés na bola. De qualquer modo, ainda bem que a tendência é recente.Caso contrário, poderíamos ter perdido a maravilhosa oportunidade de assistir ao falhanço daquele penalty descoberto pelo árbitro do FC Porto - Nacional, que terminou com um inspirador um a zero para a equipa sulista. Ou pensaram que eu já me tinha esquecido?
 
por JAS às 09:37 | Link | 7 tragédia(s) escrita(s)
21 de Janeiro de 2008
- 11 pontos do primeiro lugar.
- Eliminação da Liga dos Campeões.
- Dificuldades para ganhar ao Feirense em casa.
- Possibilidade de na próxima jornada estarmos em 4º lugar.
- Reforços? Um romeno de 21 anos, vindo de uma potência qualquer do terceiro mundo, e que o treinador diz não ser um reforço imediato...
- Jogadores que custam 9 milhões de euros e que levam cartões-amarelos para "cumprirem promessas" e "no passa nada".
- Treinador desmotivado.
- Pior plantel dos últimos 10 anos.
- Vieira ainda na Presidência.
- Oposição inexistente. A não ser José Veiga, claro.

Pessimismo? Não! Dadas as circunstâncias, há sempre possibilidade de estarmos pior.
 
por Mavs às 03:18 | Link | 16 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Janeiro 20, 2008
Generosos (com os adversários)
Passámos a eliminatória, mas voltámos a não jogar um caracol. Aliás, julgo que ninguém teria ficado espantado se o Feirense tem conseguido marcar um golo, tal foi o nível de generosidade de alguns dos membros da nossa equipa.
Mas já lá vamos.

Apesar de defrontarmos uma equipa de escalão inferior, Camacho resolveu entrar em campo com a fórmula do costume apresentando apenas Nuno Gomes na frente, tendo Nuno Assis a reforçar o meio campo. É claro que Gomes foi presa fácil (como é seu apanágio...), e Assis apesar de não nos ter brindado com o seu belo toque de calcanhar, conseguiu durante a primeira parte transformar uma jogada de perigo moderado numa de perigo inexistente, apenas por não passar para a frente...
Perdoem-me os fãs de Assis, mas o tipo tira-me do sério!

Butt é um caso clínico, no que toca a suores frios.
Em quase todos os jogos que tenho visto dele (Amadora, para a Taça da Liga, Académica e Feirense para a Taça), fico com a sensação que ele pertence a uma categoria diferente de jogador. Se no estádio me pareceu que o remate tinha sido frac, ao ver a jogada na televisão acho ainda mais inadmíssivel como é que deixa escapar a bola, colocando-a em jeito de assistência perfeita nos pés do avançado do Feirense, que só tinha de empurrar, doce e suavemente, a bola para as nossas redes. A esmola foi tão generosa, que teve de ser desperdiçada.
Tal como diz o S.L.B., Butt faz Moretto parecer um guarda-redes de eleição! E o pior é que, segundo as más línguas, entre o prodígio alemão e o polivalente Zoro, "derretemos" cerca de 200.000€ / mês, ou seja, verba suficiente para ter aguentado Simão, no que às remunerações dizia respeito.

Temos ainda uma ala direita que só se pode apelidar de infernal: não pelo volume do jogo que produz, mas pelas falhas quase constantes com que nos consegue brindar. Luís Filipe está, nesse aspecto, num campeonato à parte: os seus cruzamentos acabam, invariavelmente, a fazer ricochete nas pernas de um defesa adversário (o primeiro cruzamento decente na direita nasce de uma jogada de Rui Costa, que apesar da idade, ainda teve técnica e genica para partir alguns dos feirenses em campo), e tem (mais) uma perda de bola em zona proibida, na tal jogada em que Butt também quis mostrar que é amigo.
Maxi está a trilhar o mesmo caminho. Parece que a sua época acabou naquele golão monumental ao Milão; apartir daí, tem sido sempre a descer.
Desta vez, Camacho teve pena de nós, e retirou-o de campo ao intervalo.

Noutro tema, depois de ver Dí Maria numa parte, e Adu noutra, dá vontade de perguntar a Camacho porque é que o norte-americano não tem mais oportunidades?
Com ele em campo começámos efectivamente a ter algo que se assemelhasse a um futebol ofensivo pelo lado esquerdo da equipa (aliás, Nélson só começou a subir no terreno quando mudou de companheiro de ala).
Apesar de se notar que ainda está verde, Adu é bem mais objectivo e efectivo que Dí Maria. Merece, na minha opinião, bastantes mais minutos de jogo, e não estar sujeito a ser última opção. Já toda a gente tirou a pinta a Dí Maria: artista de circo.

Finalmente, que bicho terá mordido Cardozo para entregar a camisola a um adepto, aos 52 minutos de jogo (?!), após a marcação do golo? Uma multinha parecia-me muito bem aplicada!
 
por Jota às 14:36 | Link | 11 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Janeiro 17, 2008
Os desejos que não se tornam realidade
Ao que parece, Camacho queria o César Delgado, o Soldado e o Tiago. Com os "25 milhões de euros" que, segundo o director-executivo da SAD Domingos Soares Oliveira, estão disponíveis para reforços, LFV opta por "reforçar" a equipa com um tipo com nome de refrigerante e com o técnicamente evoluidíssimo Makukula.
É caso para dizer, esqueçam lá isso.

P.S.- Para compor ainda mais o ramalhete, Katsouranis já voltou a treinar. As únicas consequências que, parece, Katsouranis vai ter é ter ficado uma semana de férias. Multa? Nem vê-la. E com isto o Benfica não o pôde utilizar contra o Leixões.
O que vale é que vamos iniciar um novo ciclo. Espera-se é que com LFV já afastado, para bem longe, da equipa de futebol.
 
por Mavs às 15:50 | Link | 22 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Janeiro 15, 2008
Ditos
Dizia LFV a 30 de Dezembro que "reforços só para serem titulares". Presumo assim que este internacional sub-21 romeno, a primeira contratação de Inverno e que nos custou 1,8 milhões de euros, encoste, desde já, o Léo.

No dia da apresentação (portanto, hoje) Vieira afirma isto: «Vamos iniciar um novo ciclo».
Como sócio do Benfica, gostava de saber é se esse novo ciclo é ainda o mesmo. Isto é, se é aquele que, nesse mesmo dia (30 de Dezembro de 2007) Vieira disse que iria iniciar. Ou se é aquele que iniciámos aquando da contratação de Camacho. Ou aquando da contratação do Fernando Santos e o célebre "melhor plantel dos útlimos 10 anos". Ou quando Simão saiu. Ou quando Rui Costa entrou. Ou aquando da Era-Koeman? E isto para não falar da "Equipa Maravilha"... Enfim, parece que estamos todos como o Camacho disse que os jogadores estavam após o empate no último jogo. E Luís Filipe Vieira mais do que nunca.
 
por Mavs às 00:44 | Link | 18 tragédia(s) escrita(s)
O Chamado "Servir-se em Prato Frio"
Fonte da Liga confirma possível perda de 6 pontos pela utilização irregular de Meyong contra a Naval

Irónico, irónico é esta situação se passar no Belenenses, o clube que se serviu da despromoção do Gil Vicente para se manter na Primeira Liga. É certo que a perda de 6 pontos, ainda que possam fazer falta no futuro, não é o mesmo que uma despromoção mas, ainda assim, adorei. E eu até prefiro o Belenenses ao Gil Vicente. Só não suporto o Jesus.

P.S.- A Liga de Clubes não deixa de surpreender independentemente de quem for o seu Presidente. A incompetência, essa, está sempre presente.
 
por Mavs às 00:32 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Janeiro 14, 2008
O poder da imagem


A história por detrás desta imagem pode ser encontrada aqui, e o link para a notícia da Globo (e para a galeria de imagens, só para afastar as eventuais sugestões de falsificação).
 
por Jota às 22:26 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Desejos
Estou a tentar ler os "Cem anos de solidão", de Gabriel Garcia Marquez. Não uso o verbo "tentar" de forma despicienda. Não é fácil ler o Gabriel. Não que a trama seja complexa. Não que a linguagem seja inatingível. Mas a coisa é dum aborrecimento atroz. Tenho o novíssimo (e interessantíssimo) "As Benevolentes" e o enorme "Middlesex" na prateleira. Porquê ler, então, algo que não me agrada? Porque, quando um autor vive dum argumento de autoridade como o Prémio Nobel, é preciso ler para contrariar. Não só a ideia de que é um bom livro, mas também que, como tal, merece ser lido.

A situação, no que respeita ao Benfica, não é diferente. Com "As Benevolentes" e o "Middlesex" na prateleira, eu prefiro assistir aos jogos do Benfica. São chatos? Entediantes? Frustrantes? Aborrecidos? Sem dúvida. Mas sou forçado a vê-los para contrariar. Não só a ideia de que o Benfica é, neste momento, um clube desprovido de personalidade, mas também a sensação de que os fins-de-semana vindouros serão sinónimos deste pesadelo repleto de maus passes, oportunidades desperdiçadas e exibições medíocres. Apesar de o Benfica tentar, por todos os meios, dar-me razão.

Pode ser que, na semana vindoura, as coisas mudem. Que o glorioso goleie o Feirense e que, para isso, não tenham de sofrer múltipos enfartes uma série de adeptos ansiosos. Que o Cardozo marque. Que ninguém ande à tareia em directo. Que o Benfica se comporte "à Benfica".

É que do Gabriel ainda é possível desistir. Do meu clube de sempre é que não.


P.S. Lidas as primeiras dezanove páginas, tenho opiniões (e adjectivos) para um tratado. Ninguém me tinha dito que entrava o Quaresma. Mas ele está lá: um cigano que desvia dos bons caminhos um honesto e cumpridor cidadão. Como eu, por exemplo, que até fazia serviço comunitário só para me poder armar em Katsouranis.

P.S. No Sporting, a julgar pelo nível da desgraça, alguém tem andado a "ler" Paulo Coelho...
 
por JAS às 00:03 | Link | 15 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Janeiro 13, 2008
Murro na Mesa
"Os jogadores têm de estar fodidos pelo empate" (José António Camacho)

Is he back?

Depois do Presidente, é a vez do treinador dar o chamado "murro na mesa". Temo é que o efeito prático seja o mesmo. A ver vamos.
 
por Mavs às 17:51 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
Para desenjoar daquilo que se passa no Benfica
Man. United esmaga Newcastle com «hat-trick» de Ronaldo

He Play's On The Left
He Play's On the Right
That Boy Ronaldo Made England Look Shite

P.S.- Post obviamente dedicado ao meu amigo Jas.
 
por Mavs às 03:38 | Link | 17 tragédia(s) escrita(s)
Três Ideias
Laszlo Sepsi é o primeiro reforço de Inverno do Benfica e custará aproximadamente 2,5 milhões de euros

1 - E se se deixassem de flops e renovassem com o Léo?
2- E se pegassem no dinheiro deste tipo, juntassem ao dinheiro do Diego Sousa (que não percebo porque é que agora não presta... ou se não presta mesmo, porque é que foi comprado...) e fossem buscar um jogador realmente de jeito? Por exemplo, sei lá... o Miccoli?
3- E se Vieira se demitisse?
 
por Mavs às 03:32 | Link | 16 tragédia(s) escrita(s)
Dor de alma
Permitam-me, tal como fizeram os meus amigos, deixar opinião sobre o jogo de hoje. Após ter assistido ao jogo na Luz, o caminho percorrido até casa permitiu, de certa forma, assentar ideias, e filtrar alguma da raiva e desilusão que poderia inquinar um texto que se pretende, acima de tudo, lúcido.

Posto isto, começemos pela arbitragem: Paulo Costa foi à Luz com o único intuito de nos roubar, e se possível juntar o útil ao agradável, irritando uma equipa que atravessa um mau momento psicológico, e como tal, está sobre brasas.
O golo anulado por pretenso fora-de-jogo, quando Nuno Gomes deve estar pelo menos 1 metro em jogo (de acordo com o S.L.B., companheiro de bancada neste jogo, até o Jorge Baptista, um dos comentadores mais facciosos que alguma vez ouvi, achou aquilo "inacreditável"), as faltas que os nossos jogadores sofriam mas que não eram vistas nem marcadas (tal como disse o JAS, as costas do Cardozo pareciam uma plataforma de apoio para os jogadores do Leixões!!), e o apito sempre pronto para as quedas dos jogadores leixonenses. Parece não haver vergonha na arbitragem.

É agora tempo de olhar para dentro: jogo confrangedor, sem fio de jogo, sem ideias.
Parece uma equipa amadora, daquelas de amigos que se encontram ao sábado à tarde, para descomprimir de uma semana de trabalho.
Infelizmente, o trabalho daqueles senhores é mesmo jogar futebol !!!!
Passo a exemplificar: não existirá tempo para se treinarem os livres directos (e já agora, os cantos)? Porque raio é que Petit tem o (quase) monopólio da sua marcação, quando já toda a gente sabe que o destino da bola é invariavelmente a bancada? Não existem outros para bater aquelas bolas? No que toca aos cantos, o seu destino é sempre o mesmo: bola dada ao adversário.
Hoje tivémos direito a assistir às, muito provavelmente, piores exibições das carreiras de Luisão, Petit e Maxi Pereira: o central falhou em quase todas as jogadas em que interveio, fazendo faltas desnecessárias, mandando bolas para fora sem qualquer nexo. Das bancadas ouviram-se inúmeras bocas trazendo à colação a pega com Katsouranis... Este Luisão está a anos-luz do jogador que já foi, o que raio se passa?!?!?
Dificilmente seria Petit a refilar com Luisão, uma vez que falhou toneladas de passes, não tendo força nem arte para ser o pulmão que se esperava. Não estará, provavelmente, nas melhores condições fisícas, mas a displicência nas marcações dos livres, ou a falta de visão de jogo são certamente causadas por outros factores...
O caso de Maxi é particularmente bicudo já que Camacho, inexplicavelmente, manteve-o em campo após uma exibição a roçar o ridículo (passes falhados, jogadas em que foi comido a torto e a direito, perdas de bola a monte), preferindo tirar Nélson que estava a fazer uma exibição bem agradável (recordo uma série de recuperações de bola junto à lateral, durante a primeira parte, que lhe valeu uma calorosa salva de palmas).
De facto, existem opções do nosso treinador que não consigo entender: onde é que Dí Maria é mais jogador do que Adu? Tirar Cardozo (o único que ganhava bolas na frente), mantendo Nuno Gomes? Colocar Nuno Assis, jogador cujos principais predicados são colocar a bola para o lado e para trás, e procurar o calcanhar para o toque de classe e técnica que não serve para absolutamente nada, em 99% das jogadas?!?!?!

Uma péssima exibição levou os adeptos benfiquistas a debandarem do estádio antes do final do jogo. Qual será a assistência para o jogo da Taça, ante o Feirense?
Urge resolver o caso Luisão-Katsouranis, e começar a preparar a próxima época. Sugiro, como primeira contratação, um director para a área do futebol. O camisola 10 do actual plantel seria a minha primeira escolha...
Depois disso, é necessário assumir que este plantel é fraquinho, tendo como tal de sofrer bastantes retoques e remodelações, contratando e dispensando.
Basta de demagogias e falsos optimismos, os resultados falam por si!
 
por Jota às 00:34 | Link | 43 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Janeiro 12, 2008
Vieira na Rua, Já.
Depois disto, penso que a situação é insustentável. Não há nada a fazer. A não ser que, depois de a equipa de hoje ter alcançado o mesmo resultado que na primeira volta, ele despeça o treinador. Ao menos era coerente, palavra que Vieira, obviamente, não sabe o que significa.
 
por Mavs às 21:06 | Link | 13 tragédia(s) escrita(s)
Da incompetência
Não vou escrever sobre o Apito Dourado porque, para dizer o que todos os outros já disseram, não vale a pena gastar o meu latim. Nada está provado, não houve julgamento, não houve sentenças, nada. Ou seja, o Apito é, para mim, assunto encerrado, que reabrirei, se assim entender, na devida altura.

Isto para falar da arbitragem de Paulo Costa no Benfica - Leixões de hoje. Ainda estamos no intervalo, mas não poderei assistir à segunda parte e, como tal, quero deixar aqui expresso o que penso do que, até ao momento, sucedeu. Nomeadamente, com a equipa de arbitragem.

Odeio discutir árbitros. Mas acho que, hoje em dia, eles são um dos cancros do futebol português. Não sei se são corruptos, mas tenho a certeza que grande parte são incompetentes. Que não deveriam desempenhar aquela função em momento algum das suas vidas. Como lá chegaram, não sei, e, até ver, não me diz respeito. Já sei que o blogue da bola pôs em causa várias subidas, mas isso é assunto que também se encontra na órbita do Apito. E eu, sobre o Apito, prefiro não dizer nada.

Posso, todavia, falar sobre o que vejo. E hoje, o que estou a ver é demasiado confrangedor. O Benfica não está a jogar maravilhosamente. Mas já marcou um golo que não foi golo porque o fiscal-de-linha viu aquilo que mais ninguém conseguiu ver. Nem sequer as câmaras de televisão e os sistemas de "despistagem" de fora-de-jogo. Isto é incompetência, e da grossa. Como é que um árbitro que comete um erro (propositado ou não, não sei, apesar de ter a minha opinião) destes pode apitar um jogo na primeira Liga? Não sei. Ninguém sabe. Mas a coisa não ficou por aqui. O jogo não flui porque os árbitros teimam em assinalar todas as quedas dos jogadores (com excepção de Pedro Henriques que, mesmo assim, tem as suas falhas) e Paulo Costa não tem sido excepção. Cardozo sofre faltas atrás de faltas, nomeadamente de jogadores que se empoleiram nas suas costas, mas que o árbitro prefere não ver. E o crème de la crème foi o penalty-que-afinal-não-é-penalty. A cena poderia fazer rir, se não fosse tão triste, e demonstra, na perfeição, o que é a arbitragem em Portugal, hoje em dia.

É certo que o Benfica não está a jogar bem (uma vez mais). Mas é impossível a uma equipa deficitária lutar contra este tipo de adversidades. Não sei se é corrupção ou não. Mas incompetência, isso, ninguém lhes tira.


P.S. Duvido que o Benfica ganhe hoje. Falta Rodríguez. Falta chama. Falta pulmão. Que merda de equipa.
 
por JAS às 19:50 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Coincidências
Hoje vi o Zé Augusto no metro. O Zé Augusto, o verdadeiro Zé Augusto. Daquele cinco maravilha que transformou o país e o mundo em sessenta. Reconheci-o das capas d'A Bola, mas não me recordava do nome. Não era o Torres, não era o Águas, não era o Coluna, não era o Simões... quem é que faltava?

Trazia um blusão de cabedal preto por cima duma camisa aos losangos. Das calças, não me recordo. Memorizei os sapatos. Pretos e gastos, fraquinhos. Quase andrajosos. E, no entanto, dentro deles, repousavam relíquias que ajudaram a construir a história do Glorioso. Por acaso tinha papel à mão (sob a forma de um livro) e uma caneta na mochila. Mas não quis um autógrafo. Sentir-me-ia parolo e, além disso, não me lembrava do nome. E como faria a abordagem? "Olhe, desculpe, o que você fez quando eu ainda não era nascido ajudou a que nascesse em mim uma paixão que durará para sempre. Podia dar-me um autógrafo?". Não. Definitivamente, não. E não era preciso. O Zé sorriu. E eu, tímido, sorri com ele. É verdade, Zé. Os intemporais serão sempre do meu tempo. Do nosso tempo. Deve ser esta a arte de "fazer história".

O Zé Augusto, no metro. É isto, em pleno, o benfiquismo. E que orgulho foi, caro Zé, sorrir consigo. Até sempre.
 
por JAS às 03:19 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Janeiro 08, 2008
Uma questão de profissionalismo
Nas discussões, há três tipos de pessoas: as que argumentam; as que não percebem o argumento; e, finalmente, as que não querem perceber. Este post é para o segundo e terceiro elementos.

Sejamos simples e cristalinos. Luisão é um excelente jogador. Katsouranis é um excelente jogador. Nenhum deles está em grande forma esta época, mas já provaram, em épocas anteriores, a sua enorme qualidade. No que respeita a Luisão, não se percebe bem qual seja o problema. Já Katsouranis ressentiu-se (e esteve só nesse ressentimento) com a partida de Fanã. O que demonstra, desde logo, a sua fraca capacidade de adaptação. Mas não é esse o cerne da questão.

O que está, e esteve sempre, em causa foi a atitude de ambos os jogadores. Luisão refilou com Katsouranis, o que me pareceu compreensível. Relembrem os tempos de escola. Vocês, alunos aplicados, têm de participar no terror da vida escolar: os trabalhos de grupo. Invariavelmente, há sempre um pacóvio que não faz absolutamente nada e cujo nome terá de constar do trabalho, porque o pacóvio, coitado, até é um gajo porreiro, só não gosta de trabalhar, e lixá-lo à força toda é ser "mau colega". Ou comemos, calamos e ficamos a ver alguém rapinar-nos o mérito ou escolhemos a outra via, que consiste em dar com a língua nos dentes e fazer ver ao pacóvio que o lugar dele é num prédio em construção, a carregar baldes de cimento. Pessoalmente, sempre me agradou mais a segunda opção. Tal como a Luisão, quando refilou com o pacóvio grego, cuja atitude lhe custou um amarelo.

E o que fez Katsouranis? Ouviu e, de forma autocrítica, deu razão a Luisão? Não. Foi a correr (algo inédito, até então, naquele jogo) até ele e levantou-lhe o dedo do meio. À Cristiano Ronaldo. A diferença é que Katsouranis não vestia a camisola do Manchester, mas a do Benfica. E, ao reagir daquela forma, pôs em causa todos os valores que nós, como benfiquistas, defendemos. A "professora" agiu e agiu bem. Castigou quem trabalhou, ainda que o trabalho pudesse não ser brilhante? Não. Castigou quem, não trabalhando, ainda achou que deveria criticar quem trabalha. Katsouranis até poderia ser um aluno genial (que não é). Mas à genialidade não se poderia nunca admitir um comportamento daqueles.

Esta é, sem dúvida, a questão mais importante. Quando representamos algo com a dimensão do Benfica, temos de estar à altura, não só em termos de qualidade, mas também em termos profissionais. Katsouranis pode ter preenchido o primeiro requisito. Mas falhou veementemente no segundo. É por essa razão que a sua venda não me incomoda. Aliás, por mim, Katso já estava a fazer tijolo no PAOK de Fanã. Se o PAOK tivesse dinheiro para o pagar.

Não adianta, assim, pormos em causa o presidente, que agiu bem. E o treinador, que agiu melhor. E Luisão, cujo levantamento de suspensão se justifica pelo facto de ter defendido, acima de tudo, os interesses do clube, ao actuar como capitão. Interesses esses que Katsouranis gravemente desrespeitou quando agiu como agiu. Por isso, meu caro Katso, a porta da rua é serventia da casa. Nem que te chamasses Ronaldinho...
Só espero ter sido suficientemente claro para que tanto os que não percebem, como os que não querem perceber, possam finalmente arrumar a questão. Que é, só e apenas, de profissionalismo.
 
por JAS às 13:00 | Link | 44 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Janeiro 07, 2008
Insuportáveis
As declarações de Veiga sobre tudo e mais alguma coisa que se passa no Benfica estão já a tornar-se absolutamente insuportáveis. Como insuportáveis estão, também, as respostas do Presidente do nosso clube, LFV.
Contudo há aqui algumas diferenças que são essenciais: Veiga pode dizer o que quiser que, se ninguém lhe responder, acabará por se calar. Já Vieira é, quer se queira, quer não, o nosso Presidente e, no limite, foi quem colocou o próprio Veiga no nosso clube. E é esse o grande problema de LFV: passa a vida a falar ainda que não tenha o chamado "dom da palavra" e, muitas vezes, não chega sequer a aperceber-se das ridicularidades e da falta de coerência naquilo que diz.
E nem a aparente boa decisão na resolução do caso Luisão Vs Katsouranis (digo aparente porque não concordo com ela: o argumento "o Luisão pode dizer o que quiser porque ele é um dos capitães" está directamente errado porque um capitão não pode dizer tudo o que quer e indirectamente errado porque o Luisão nunca deveria ser um capitão, pelo menos, do Benfica) lhe salva ou, neste caso, lhe salvará a reeleição.

No fundo, em termos de gestão de futebol, LFV resume-se a isto:

«Tenho a certeza aboluta que temos a melhor equipa dos últimos 10 anos. Se eu fosse o treinador só queria dormir, porque quando acordasse não sabia qual a equipa que ia pôr a jogar, com tanta qualidade». LFV 14 de Agosto de 2007

«O Benfica perdeu muito dinheiro na aquisição de alguns jogadores e depois ficou com a batata quente. Isso acabou. Basta olhar para o plantel do Benfica e para os jogadores emprestados. Vai ser difícil resolver alguns casos e aí vamos assumir o prejuízo, mas é a factura por termos dado autonomia a quem não devíamos ter dado.» LFV 5 de Janeiro de 2008

E nem 5 meses passaram.
 
por Mavs às 21:44 | Link | 14 tragédia(s) escrita(s)
"Não esqueço e não perdoo!"



Está na altura de ires ter com o Fanã.
 
por JAS às 12:16 | Link | 14 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Janeiro 06, 2008
O que um Benfiquista admite
Até posso admitir a exibição vergonhosa que fizémos ontem.
Até posso admitir o estarmos em vantagem e a desperdiçarmos no final.
Até posso admitir a dispensa de 9 jogadores do plantel sem termos, sequer, assegurado um único reforço.
Até posso admitir que o primeiro capitão do Benfica venha desejar que o que se passa no Porto também se passasse no Benfica.
Até posso admitir que o Presidente chame àquela ridicularidade de grupo de jogadores (salvo algumas excepções, donde destaco, naturalmente, o Rui) o "melhor plantel dos últimos 10 anos".
Até posso admitir que se despeça o treinador após a primeira jornada para remediar o erro que foi não o ter despedido no final do campeonato.
Até posso admitir, à entrada na segunda volta, termos o campeonato totalmente perdido.

Mas não posso - nem eu, nem nenhum benfiquista - admitir que alguma vez sinta vergonha da minha equipa de futebol e, por arresto, do meu clube. Depois de termos levado 7 em Vigo, ontem, voltei a sentir vergonha por causa de dois ordinários que vestem "o manto sagrado". Ainda para mais quando um deles é o terceiro capitão e o outro titular (praticamente, até agora...) indiscutível. Exijo ao nosso Presidente (e pela manchete de hoje de "A Bola" - "Vieira vai dar um murro na mesa", isso vai acontecer) medidas concretas: tudo o que seja menos de um multa de 3 meses de ordenado será uma falta de respeito pela "Instituição".

Ontem, só mesmo Camacho esteve bem ao substituir imediatamente aqueles dois jogadores. Marcámos um golo e sofremos outro por causa de cada um deles, mas ao menos ainda temos treinador. Vamos ver se temos Presidente.
 
por Mavs às 05:05 | Link | 28 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Janeiro 04, 2008
Valor e Valores
O internacional português Manuel Fernandes saiu em liberdade, cerca das 13 horas, depois de ter passado a noite detido numa esquadra de Valência, na sequência de incidentes numa discoteca e da acusação de roubo de um relógio.

E aí está o excelente profissional de 18 milhões de euros a mostrar aquilo que realmente sabe fazer. Há quem diga que a sua experiência neste ramo é o seu maior valor. Enquanto pessoa, claro.
 
por Mavs às 15:32 | Link | 19 tragédia(s) escrita(s)
O Bento
Paulo Bento: “Calaram-me durante 12 dias, não me vão calar para a vida”, diz ele com muita tranquilidade.

Que pena.
 
por Mavs às 15:27 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Janeiro 03, 2008
Uma Espécie de Defesa da Honra
Porque a paciência (essa maldita!) tem limites e fruto dalguns recentes textos que tenho vindo a publicar acho que algumas explicações aos leitores da Ilíada. O anónimo do comentário ao post "As Paciências" (e não me vou dirigir a ele especificamente por ser... anónimo) não deve ter percebido bem. Aliás, o último comentário deste tipo só demonstra que não consegue perceber nada do que lê.

A verdade é simples. Eu vivo o Benfica como muito poucos. Sem modéstia. Já gastei "rios" de dinheiro com o Benfica, sou sócio desde que nasci e desde há mais de 15 anos devo ter faltado a um máximo de 5 jogos (no Estádio da Luz, é certo). O Jas e o Jota, que me conhecem, podem comprová-lo.
Também é certo, como já referi, que não tenho de dar nenhuma destas explicações. Muito menos a um anónimo, não só por ser precisamente "anónimo" mas, vá lá, por ser pouco (vou-lhe chamar...) perspicaz na interpretação dos textos que lê. Ainda assim - e antes que verdadeiros benfiquistas influenciados ou não por este último comentário - vou tentar explicar alguns pontos de vista. E como regra de ouro deste blog aceitamos todas as críticas desde que não insultosas e, se possível, com nome.

Como disse no citado post, acho que há alguns jogadores que têm credibilidade para falar sobre este tipo de assuntos. O Nuno Gomes, o Rui Costa, o Léo e até o Quim e o próprio Luisão são exemplos de jogadores que já deram muito ao Benfica e quem eu admiro - umas vezes mais, outras menos, como em tudo na vida. Depois há outro tipo de jogadores: o Cardozo, Di Maria, Rodriguéz, David Luíz, Nélson, Maxi Pereira, Bynia, Adu e o Katsouranis que ou são já muito importantes para a nossa equipa ou acho que daqui a uns (espera-se poucos) anos)comecem a render. É este o tempo que os benfiquistas que conseguem pensar por si próprios e que percebem alguma coisa de futebol concedem aos jogadores com potencial como são estes que acabei de mencionar. FOI ESTE O TEMPO QUE O PORTO CONCEDEU AO LISANDRO e que não o fez em relação a inúmeros outros como o não vai fazer, certamente, em relação a alguns do actual plantel (Edgar, Farias, Bolatti, Mariano, Lino, Stepanovic, como muito bem foram recentemente enumerados). Como foi este o tempo que Camacho - e muito bem - não concedeu ao Bergessio, ao Miguelito, ao Coentrão, ao Zoro, ao Diaz, ao Sretenovic e que, quanto a mim, também não deveria conceder ao Butt, ao Luís Filipe e ao Nuno Assis.

Em relação ao Presidente himself, para mim o seu tempo já era. Um Presidente da República também só pode ser reeleito uma vez. LFV fez algumas coisas boas pelo Benfica (ajudou Vilarinho a "salvar o Benfica enquanto ainda é tempo"), construiu um Estádio, um Centro de Estágios, recuperou o Benfica financeiramente e fez uma autêntica revolução no número de sócios e na própria imagem que passámos a ter pelo mundo. Mesmo só considerando estes aspectos, é razão suficiente para lhe dar um poder vitalício? É razão para quererem enforcar todos aqueles que pensam de uma outra maneira? Meus caros, isso só acontecerá em dois tipos de regime: ou numa ditadura ou numa espécie de democracia em que os líderes fazem demagogia suficiente para certa escumalha lhe servir de milícia, insultando todos os outros que pensam diferente (prometendo fazer limpezas e afirmando que o Benfica não serve para "feiras de vaidade"). Mas o que é isto? Uma versão do regime "Pinto da Costa" com a diferença de que não se ganha?
Em termos de títulos de futebol (que é isso que, no fundo, nos move) o que é que temos? Uma taça e uma campeonato. É a realidade dos números. Ah, conseguimos algumas conquistazinhas como uma Supertaça ou a Taça da Amizade. Mas quando no ano passado, onde tínhamos de longe o melhor doze/treze - esse sim - dos últimos 10 anos (Quim, Nélson, Luisão, David Luíz, Anderson, Léo, Petit, Katsouranis, Karagounis, Simão, Rui Costa, Miccoli, Nuno Gomes), o que é que LFV faz? Contrata um dos piores treinadores também dos últimos 10 anos. Resultado: 0. ZERO títulos, uma eliminação idiota da Taça UEFA depois de ter também voado a Champions, uma eliminação da Taça de Portugal por um clube da segunda divisão e um terceiro lugar atrás do clube ridículo que é o Sporting. Isto, em Direito, era razão suficiente para despedimento com justa causa. E foi isso que fez LFV. Mas à segunda jornada (!) do campeonato, depois de não ter querido manter Miccoli (e sim, foi isso que aconteceu, deixem-se de tretas) e ter dado o dito pelo não dito ao vender o nosso melhor jogador por uma verba abaixo da famosa cláusula dos 25. Remediou-se com o facto de ter contratado o Camacho que é ainda a última réstia de esperança que lhe pode valer. Ou não.

Para mim, LFV acabou. É óbvio que isso dependerá obrigatoriamente do outro candidato. Mas, LFV já teve o seu tempo e não conseguiu mostrar quaisquer resultados desportivos, deixando-nos com demagogias atrás de demagogias. Eu não tenho paciência. Mas (ainda) tenho liberdade de expressão para dizer que não o quero mais. Espero que não me retirem o cartão de sócio por isso.
 
por Mavs às 03:28 | Link | 21 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Janeiro 02, 2008
As Paciências
Nuno Gomes: «No Benfica seria dispensado. Os adeptos do FC Porto e o clube tiveram paciência e, agora, está a fazer um campeonato excelente»

Apesar de achar que tu, Nuno, a par do Rui Costa ou Petit são os únicos que podem com legitimidade dar este tipo de entrevistas, acho que estás redondamente enganado. Pura e simplesmente os adeptos do Benfica não têm é paciência para aqueles jogadores que não têm qualquer tipo de qualidade. Basta ver a "paciência" que temos para o Cardozo, Di Maria, Rodriguéz, David Luíz ou até para o Nélson e Maxi Pereira para comprovar que somos... pacientes. Já para não falar, claro está, da paciência que temos contigo. E essa, Nuno, já dura há alguns anos.
 
por Mavs às 22:35 | Link | 7 tragédia(s) escrita(s)