origem
Sábado, Maio 31, 2008
A risada
Para todos aqueles que foram para o Rock in Rio puxados pela Amy Winehouse, mas que apenas tiveram direito a uma tipa que se atrasou, estava sem voz, com uma granda tusga em cima e que se ia espetando em palco, ou simplesmente para aqueles que possam andar desanimados, não desesperem.
Aqui fica a piada do dia:

«A minha convicção é de que vou continuar» (Luís Filipe)

PS: Benfiquistas à séria, há entre vós candidatos a defenderem a permanência deste cromo? Step right up, please.
 
por Jota às 00:49 | Link | 9 tragédia(s) escrita(s)
O passado e o futuro
De acordo com o que foi hoje escrito em "O Jogo", o Benfica já contratou outro jogador. Rafik Djebbour é um internacional argelino com provas dadas (itálico meu) na Liga grega, tendo marcado 17 golos ao serviço do Panionios na recente temporada e tendo custado, ao Benfica, cerca de 3 milhões de euros. O que poderá ser muito ou poderá ser pouco (cf. "Makukula"). De qualquer modo, comprando um jogador ao futebol europeu, podemos descansar quanto aos "períodos de experiência". De resto, só o futuro poderá demonstrar a qualidade (ou a falta dela) de Rafik. O problema, neste futuro, é ter um bom bocado de passado.

O Benfica dispõe, neste momento, de três avançados e do Nuno Gomes, sendo um deles coxo, o outro cêpo e o... Nuno Gomes. Portanto, neste momento, o Benfica dispõe de um avançado. O problema é que os outros dois e o Nuno Gomes também custam dinheiro e também vão querer jogar. O coxo porque, enfim, dá muitas alegrias aos adeptos. O cêpo porque gosta muito de carpir as mágoas nos jornais. E o Nuno Gomes por supostamente ser uma referência, nomedamente no que respeita a falhar golos feitos. O que, parecendo que não, cria nos técnicos a esperança - ilusória - de que o senhor, algum dia, conseguirá enfiar a bola no fundo da baliza (pela parte de dentro da rede), razão pela qual ainda joga.

Além deste pequeno detalhe, há outro a merecer atenção. De acordo com o jornal "O Jogo" (pasquim de referência, com a credibilidade de, sei lá, Nuno Gomes), "Rafi" já estava contratado aquando da chegada de Quique. Tal como Yebda. Dirão os ceguinhos: estamos certos que Rui Costa esperou pelo aval do técnico espanhol. Diz o Quique: "enquanto não tenho um grande conhecimento do jogador, tento não falar." E continua. "O Rui já me disse antecipadamente que jogadores já eram do plantel, quais aqueles que foram comprados recentemente, como o Yebda". Convencidos?

Não sei se teremos futuras interpretações, actividade tão querida de entrevistadores e entrevistados desportivos, destas frases. Mas o que ressalta é que, uma vez mais, o Benfica comprou jogadores sem o aval - técnico - do técnico. Dizer que sim não é, lamento, avalizar. E o problema é que se Rafi não vingar, vamos levar com o discurso dos M's (Marcel, Manduca e Miccoli), sendo Rui Costa o grande responsabilizado por ter desperdiçado mais não sei quantos milhões em contratações escusas. Quando podia (pausa para vómito sonoro), com esse valor, ter contratado o Mi-mi-miccoli.

Claro que ter fé n'O Jogo é semelhante a crer que Nuno Gomes será o melhor marcador do Euro-2008. E daí, se isso despoletar o interesse de vários clubes de nomeada no senhor, levando o senhor a repensar a ideia de findar carreira no Benfica, sendo transferido de imediato, antes da próxima época (para depois voltar como dirigente dos carregadores de águas ou de outra área que não envolva jogar à bola e na qual o Benfica esteja carenciado de pessoal, por forma a aplacar a ira dos idólatras que não conseguem acreditar num futuro triste, mas com golos, sem o Nuno), eu acredito! E afianço, desde já, a minha disponibilidade para acreditar noutras realidades estranhas, como a inocência de Pinto da Costa e a possibilidade de Eusébio não ser Deus, se o Nuno Gomes fizer o Europeu da vida dele.

Sobre a trivela do Quaresma, olé, olé, não me pronuncio. Parece que eles são todos amigos, lá para os lados da Selecção do Acordo Ortográfico. Talvez fosse boa ideia dizer-lhes que, sendo assim, terão travado amizade com a versão portuguesa de Anton Chigurh, de seu nome "Bruto" (ou "Grunho", ainda não me decidi) Alves. Com muito menos classe, obviamente.
 
por JAS às 14:38 | Link | 18 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Maio 27, 2008
Nuno Gomes
Já percebi que o tema Nuno Gomes - a Maria Antónia para uns e o Nuno Golos para outros - e, especialmente, este último post do Jota, deixou muita gente com as hormonas aos saltos.
Devo dizer que, em primeiro lugar, o Jota não insultou directamente o Nuno Gomes. Quem leu a primeira frase mas, sobretudo, quem conhece o Jota pessoalmente, sabe disso. Limitou-se, sim, a fazer uma cópia de uma piada que ele recebeu por mail (e indicou expressamente a origem, para os mais distraídos). Será, todavia, ele próprio que, se quiser, explicará o seu ponto de vista. Do meu, o post visou não a humilhação mas a ironia e tudo numa perspectiva (também) de provocar discussão.

E o que se pode então dizer de Nuno Gomes? Na opinião de quem, como eu, até tem uma camisola com o nome dele (ainda que do ano 2001 ou 2002) foi, sem dúvida, um dos melhores avançados do Benfica, provavelmente o mais regular da última década (até porque a maior parte dos outros nem 3 épocas seguidas jogaram...) Tem um curriculum brilhante, teria sido uma venda importante se o Vale e Azevedo - actualmente fugido à justiça - não tem ficado com o dinheiro e, para o bem e para o mal, é um dos "eleitos de Scolari" e vai ser o titular da equipa que, para as gentes das bandeirinhas e das conferências de imprensa, "sem dúvida nenhuma, será campeã do Mundo e talvez da Europa".

Mas, muito sinceramente, alguém ainda espera - hoje - alguma coisa de Nuno Gomes? Quando ele está isolado em frente à baliza, acham - sinceramente - que ele marque um golo? Eu não.
Por outro lado, Rui Costa vai renovar com ele porque é uma figura do Benfica. Sem criticar o Rui - nenhum de nós criticou-o directamente, ao contrário do que alguns - ou alguém - insinua, até porque o Rui sempre foi o primeiro ídolo futebolístico dos 3... - essa decisão (ainda não confirmada) é má.l E não, tenham lá calma, não estou a criticar o Rui mas sim algumas decisões que ele toma. E isso é diferente daquilo que eu faço, por exemplo, com o LFV que critico directamente tudo o que faz (pelo menos no que diz respeito ao futebol.
De facto, acho que uma "figura do Benfica", "um exemplo para os jovens" tem de ser alguém que aos 32 anos não esteja acabado para o futebol e que, por muito má forma em que esteja, pelo menos, não seja tão ridículo nos relvados como o Nuno Gomes. O próprio Rui Costa é a melhor prova disso mesmo: ele sim, um verdadeiro símbolo.
E claro que nem preciso trazer à colação o anúncio da TMN com o Nuno Gomes a fazer de palhaçinho, aos saltos, a dizer disparates sobre uma trivela do Quaresma. Meus caros, estamos a falar do capitão do Benfica! E não me venham com a treta do argumento Ricardo Palacin/ canal Benfica. Há um respeito que os funcionários do Benfica devem ter para com o clube. Respeito esse que, como é óbvio tem de ser qualificado para quem, além de capitão, é um "exemplo de benfiquismo". Estariam, por exemplo, a ver o Rui Costa a elogiar o Paulinho Santos, Bruno Alves ou o próprio Córesma enquanto jogador? Eu não. Ainda por cima quando os seleccionados são 23 e, entre os quais - e para a mesma posição - está nomeadamente o Simão...

Por tudo isto, meus caros, menos lições de benfiquismos, mais espírito crítico e menos excitação com este tipo de assuntos.
 
por Mavs às 19:38 | Link | 10 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Maio 26, 2008
Recrutamento e Selecção
Recebido via e-mail:

"Deixem-me falar um pouco da minha carreira: comecei a trabalhar ainda jovem numa empresa mais pequena do Norte.
Três anos depois fui contratado por uma grande firma do ramo e mudei-me para Lisboa. Após três anos na metrópole sem grande sucesso, resolvi tentar uma experiência no estrangeiro. Não sei se é pelo meu aspecto ou não, mas a verdade é que sempre fui olhado com uma certa desconfiança... partir pareceu-me uma boa solução.
Aí pude ver como é verdade aquilo que dizem. Lá fora são de facto mais exigentes e não toleram a falta de produtividade dos portugueses. Por isso dois anos mais tarde fui recambiado no primeiro voo da TAP. Para os que estranharam disse logo que estava com saudades da família, das sardinhas assadas e aquelas coisas tipicamente "tugas".
Felizmente, a malta da empresa de Lisboa onde eu trabalhava antes de emigrar é porreira, não liga muito a essas tretas da produtividade e recebeu-me de braços abertos. É que eles são um bocado provincianos e acham que por "vir de fora" é-se logo muito bom, eheheh! Anunciaram-me como uma grande contratação para a empresa (que está numa crise maior que os têxteis do Vale do Ave) e garantiram que eu ia ser responsável por enormes sucessos. Melhor que tudo, pagam-me uma pipa de massa todos os meses!
Mas desde que cheguei que as coisas não têm corrido lá muito bem. Não me entendo com as minhas funções, cometo erros dignos de um estagiário, ando desmotivado, arrasto-me no serviço e fico sistematicamente abaixo dos objectivos propostos. Às vezes chego a pensar se não estou na profissão errada. Pior de tudo, cheira-me que alguns me querem pôr no olho da rua.
Estou preocupado, até porque o meu contrato termina para o ano, não falta muito para me reformar, e ir parar ao desemprego com esta idade e este fraco curriculum ia ser uma desgraça.
Mas felizmente parece que a minha sorte está a mudar. Não é que promoveram para meu Director um colega com quem sempre me dei bem e com quem cheguei a trabalhar quando estive emigrado? Até cheguei a pensar naquele velho ditado que diz "amigos, amigos, negócios à parte". Mas não. O tipo é um compincha daqueles e uma das suas primeiras medidas de gestão vai ser prolongar o meu contrato até ao dia da minha reforma. Afinal, e lembrando outro ditado, "os amigos são para as ocasiões".


Chamo-me Nuno Gomes, o meu novo patrão chama-se Rui Costa e é um gajo cinco estrelas. Um dia destes ainda lhe pago um almoço."
 
por Jota às 20:55 | Link | 37 tragédia(s) escrita(s)
(Mais) Uma razão para detestar Lisandro


Passei ontem pelo 'Só Visto', quando estava a fazer zapping (desculpa habitual de todas as pessoas que querem ver um programa mas se sentem demasiado envergonhadas para o admitir, embora eu, assumidamente, não quisesse - pelo menos, não todo, isto é, não as partes sem a Marta), quando me apercebo que a lindíssima rapariga que apresenta é a namoradinha daquele atrasado mental do Lisandro, o que constitui uma clara violação dos direitos dos homens intelectualmente estimulantes, consagrados em pacto tacitamente acordado, do qual todos nós, HIE, temos conhecimento.

Vamos lá ver uma coisa: quando, enfim, surgiu o futebolista dos tempos modernos, foram-lhe logo designados dois tipos de mulheres. Um, as Filipas Sabrosas. Dois, as mulheres do Mantorras. No primeiro caso, temos a mulher do jogador de futebol típica. Relativamente bonita, relativamente foleira, Filipa acompanha Simão em vários momentos da sua vida. Na escolha da casa; na decoração da casa; na abertura da loja. Enfim, fica bem na fotografia e não parece fazer muito estardalhaço. Uma verdadeira fada-do-lar com empregada. Já a mulher de Mantorras não parece acompanhar. O verbo, aqui, é outro. Não sendo propriamente bonita, é uma mulher que comanda. Guia o seu homem. Está lá como suporte vital, sem o qual o ingénuo Mantorras colapsaria (mais ainda do que já colapsa, o que, parecendo complicado, na realidade não é).

É certo que há excepções. As mulheres A1 (Nereida Gallardo, Gemma Atkinson e todas as outras copas D) foram criadas para o jogador português de excepção, como Ronaldo. Fartas e quilométricas, as senhoras têm aquilo que, na gíria, se classifica como "ar rasca até mais não". Invariavelmente, vá-se lá saber porquê, vão todas dar ao mesmo. Coincidências. Outra excepção é Figo. Eu confesso que Helen Svedin me parece um gigantesco upgrade de Filipa Sabrosa. Linda de morrer, sabe comportar-se, junto do marido, como il faut. Não gosta de dar nas vistas e tem imensa classe.

O que nos leva ao tal pacto tácito. Eu não conheço as capacidades intelectuais da Marta, mas percebe-se que a rapariga não é burra nenhuma. Mais: tem classe a rodos. Ora, esta é a parte que viola o pacto tacitamente celebrado entre os uga-bugas, perdão, muitos adeptos do FC Porto, perdão, os jogadores de futebol e nós, os HIE. Ficou decidido que os senhores ficavam com as Nereidas, com as Filipas e com as mulheres do Mantorras, mas deixavam de fora as senhoras, com S maiúsculo, como Marta Leite Castro, para homens que, pese uma reduzida capacidade financeira (por comparação, obviamente), saibam efectivamente proporcionar-lhes os estímulos de que necessitam. Ora, como é que isso será possível com um gajo que, quando marca um golo, põe a língua de fora e bate na cabeça? Confesso que não percebo.

Faço, por isso, um apelo a Lisandro: ou o "senhor" termina imediatamente essa relação destinada ao fracasso ou serei forçado a recorrer às instâncias internacionais (depois de recorrer ao artigo 830º do Código Civil, pedindo ao tribunal que se substitua à sua pessoa e termine a relação), onde será certamente condenado. A quê, ainda não sabemos, mas, enfim, estou certo que eu e os juízes do respectivo tribunal conseguiremos chegar a um acordo. Levo, aliás, umas "bananas" da Madeira e um copinho de "galão" para me assegurar de tal coisa. Cabe-me também comunicar-lhe que lhe chamarei o dobro dos palavrões da próxima vez que nos encontrarmos, provavelmente na próxima época, provavelmente no Estádio da Luz. Que eu, apesar de HIE, também sei vociferar!

Por isso, senhores, enquanto o tribunal não recorre à execução específica e eu estiver em exames, o que me impossibilita de apanhar o primeiro avião para Bruxelas, resta-nos, HIE deste País, olhar para os camafeus que habitualmente povoam as ruas da Nação (com a-til-ó). Paciência.

Ps. Aos mais atentos, resta-me fazer a ressalva: no pacto, existe uma cláusula que afasta o acordado no caso de se tratar de modelo sueca, por ser claramente inatingível para latinos portugueses (que diferem, e muito, dos latinos italianos, nomeadamente na parte da corrente de ouro, da "unhaca", dos pêlos fora da camisa e, voilà, da conta bancária). Por isso é que não me indignei com Figo. Irritei-me, mas não me indignei. É a diferença entre um dedo do meio e um bastão de basebol.
 
por JAS às 12:16 | Link | 11 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Maio 25, 2008
Abramovich
Mais ridícula do que a notícia do despedimento do Avram Grant, é mesmo a possibilidade de o seu sucessor ser o... Mourinho!
Realmente, ao lado deste russo, Luís Filipe Vieira até parece um bom presidente. Ainda que sem dinheiro.
 
por Mavs às 22:03 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Uma das frases do ano
"É por tudo isto que o jantar-convívio oferecido ao presidente do FC Porto nas instalações da Assembleia da República veio mesmo a calhar. Pode ser até que o árbitro Augusto Duarte apareça a hora do café para comer uns chocolatinhos."

Leonor Pinhão, in A BOLA
 
por JAS às 19:50 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Impressionante
Quando andava à procura de notícias sobre Gouffran, dei de caras com este "blogue". Há gostos para tudo, senhores, há gostos para tudo.

http://www.luisfilipefans.blogspot.com/. E sim, é mesmo esse Luis Filipe...
 
por JAS às 19:45 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Sobre e ao cuidado do novo técnico
A novela do treinador está finalmente resolvida.
Não o conheço suficientemente para poder ter uma opinião bem fundamentada sobre a sua contratação, apesar de estar consciente que não foi uma primeira opção, tendo por isso presente todos os riscos que acarreta aceitarmos segundas, terceiras ou quem sabe, quartas escolhas...
O JAS fala-me de um "taradinho por táctica", um estudioso do jogo. É uma característica importante e agradável. Aprecio igualmente o facto de ter iniciado a sua carreira de treinador com jovens, e ter-se destacado nessa função, sendo esse o seu trampolim para o futebol profisional e para o comando do Getafe.
Esperemos que mantenha essa mesma apetência, e que se possa iniciar finalmente o aproveitamento dos talentos made in Seixal.
Contudo, ao contrário do que já li aqui, o ponto mais alto do currículo de Quique Flores não são duas finais da Champions League, tendo infelizmente "apenas" conseguido duas qualificações para essa mesma competição... As duas finais perdidas pelo Valência foram alcançadas nos consulados de Héctor Cúper e Rafa Benitez (2000 e 2001, respectivamente).
Em relação às futuras contratações, não tendo outra fonte de informação a não ser os jornais (com tudo o que isso implica), Albelda pode ser um jogador interessante se os valores em causa não forem exagerados / incomportáveis para a idade que tem (estamos a falar de um jogador com quase 31 anos), Caneira pode ser o joker do sector defensivo, desde que isso não acarrete entrarmos numa disputa louca com o Sporting, Carlos Martins é um nome que não me agrada, pelo pouco que fez em Alvalade e pela cláusula de rescisão de 15M€ (apesar de me garantirem que cresceu neste ano em Espanha) e finalmente, Yebda é para mim um perfeito desconhecido.

Queria aproveitar este post para enumerar os jogadores do Benfica presentemente a competir nas Selecções sub 18 e 19. Nenhum destes terá valia suficiente para ir pelo menos à pré-época?

  • Abel Pereira (defesa), e David Simão (médio), na sub-18;
  • Miguel Vítor e Ruben Lima (defesas), Romeu Ribeiro e André Carvalhas (médios) e Nélson Oliveira (avançado).
 
por Jota às 14:19 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Maio 24, 2008
As dúvidas
Quique Flores ainda não foi contratado e eu já estou com suores frios. Nos jornais sucedem-se as notícias sobre os eventuais pedidos do senhor. Albelda, Caneira, Carlos Martins (!), enfim, uma série de jogadores que custarão os olhos, os órgãos e certos membros ao Benfica. O que é bom, é caro? Sem dúvida. Resta a questão: pode o Benfica pagá-lo? É que o grande problema, no Benfica, não tem sido a falta de qualidade de muitos jogadores. Sim, sim, é verdade que temos muitas crianças e que algumas contratações não renderam o esperado. Mas, para a média portuguesa, não estamos mal. Se olharmos para o plantel do Sporting, por exemplo, vemos que dali se safam dois ou três. No plantel do FC Porto, a mesma coisa.

O problema, no Benfica, tem sido a incapacidade de pôr todos a remar para o mesmo lado. De construir uma equipa verdadeiramente coesa e forte, dirigida por alguém que perceba o que está a fazer. Se Quique Flores é, ou não, essa pessoa, logo se verá. Por enquanto, terei de lhe dar o benefício da dúvida, mas o facto de ser um taradinho da táctica agrada-me. Resta saber se os jogadores que ele pediu, todos europeus a jogar na Europa, poderão colmatar as deficiências do plantel em termos de organização e de fio de jogo. Isto é, se daqui por diante veremos uma equipa e não uma amálgama.

De qualquer modo, creio que continuamos a cometer o mesmo erro, comprando canos de luxo para uma máquina que ainda não conseguimos pôr a funcionar. É certo que Quique Flores não virá se os tais jogadores não forem contratados. Mas é importante saber se o Benfica conseguirá trazer os jogadores solicitados. É que eu ainda me lembro da novela Camacho, em Janeiro. E também me lembro que há um contrato para renovar com Rodríguez que, segundo se sabe, a acontecer, provocará grande mossa nos cofres da Luz. Imaginem agora o que será trazer Albelda, jogador com 30 anos, que ganha no Valência o que o uruguaio supostamente quer vir ganhar na Luz. Isto, claro, se o FC Porto não responder ao seu "baixar de calças". Coisa que acontecerá, quase com certeza absoluta. Afinal, depois da humilhação causada pelo Apito Final, haverá que desviar as atenções, contratando um dos melhores jogadores dos adversários. É uma pena que Rodríguez não tenha percebido que, tendo em conta o seu preço, o Benfica necessitaria sempre de contratar primeiro um treinador, por forma a saber quais são as exigências e quem é que fica, ou não, na equipa. Mas para isso, claro, era necessário acreditar que Rodríguez pensa por si, o que é raro em jogadores de futebol com "empresários".
 
por JAS às 11:18 | Link | 20 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Maio 23, 2008
Faça-se Luz - A Despedida
Pois é, meus caros: mais um texto. Desta vez, sobre Rodríguez. É quase certo que estará de saída. Era boa ideia, talvez, que o fizesse com a frontalidade que dizem caracterizá-lo. Enfim, mais uma despedida. No SLBenfica Planeta Portugal.

Enjoy!
 
por JAS às 22:30 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Postseason
Há quem considere esta a "melhor altura do ano". Para mim, é absolutamente entediante. Os "directos do Fontelo" então, eu diria que roçam a obscenidade tanto é o disparate e tantas são as notícias sem conteúdo algum que abrem os Telejornais: é o Ronaldo que ainda não chegou, o Quaresma que fez uma trivela, o Bruno Alves que quase matou um companheiro de equipa e o Veloso que mudou o penteado. E o que é triste é ver que as gentes do Norte (e, em abono da verdade, do resto do País - o que inclui, naturalmente, Fortaleza, Rio de Janeiro e selva Amazónia) queixam-se é de não terem bilhetes para assistir àquele sambódromo.

Passando a assuntos importantes, o Benfica. Parece que o treinador é mesmo o Quique Flores. Acho, muito sinceramente, uma boa escolha. Não é qualquer um que leva uma equipa em dois anos consecutivos à final da Champions - ainda para mais não sendo o Valência propriamente um histórico como é Real e Barça. Não concordo é - e esta é a primeira crítica que faço ao Rui desde... sempre - com todo este folclore à volta da sua contratação. Parece que o sr. Flores só veio porque o Eriksson não quis ver. Nem o Queiróz. Nem o Lippi. Nem o Laudrup. Enfim...
Ainda assim (e só na senda daquilo que li), o espanhol só viria com uma condição - contratar 4 jogadores de qualidade indiscutível. Só espero é que os parâmetros sejam os mesmos que levaram, por exemplo, David Villa, Morientes ou Joaquín para o Valência...

P.S.- De lamentar mesmo são estas declarações do Cebola a oferecer-se tipo Jesualdo ao Porto. Ele é dos meus jogadores preferidos do actual plantel e acho que seria uma estupidez desperdiçá-lo, mas também é bom que o uruguaio não se estique.
 
por Mavs às 19:08 | Link | 12 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Maio 22, 2008
O Moralista
Costumo passear pelos sites dos três jornais desportivos logo de manhã. É uma rotina que me agrada e que cumpro, no caso d'A Bola, com moderado prazer e, nos casos do Jogo e do Record, com moderada repulsa. Sucedeu ter-me deparado, num destes dias, com um título que captou a minha atenção: "Cunha Leal responde a Rui Santos". Fiquei absorto. Primeiro, com a hipótese de alguém se dar ao trabalho de responder à versão portuguesa do Príncipe Vlad Tepes (atentai nas lapelas, senhores, atentai nas lapelas), que, com o seu touch screen, vai empalando a inteligência dos ouvintes. Depois, com o facto de, perante a contestação de Cunha Leal, Rui Santos se ter dado ao trabalho - e à tortura - de replicar. Enfim, é do domínio público que qualquer blogger considera o seu blogue como um "cantinho" próprio, enfim, uma casa virtual. É certo que, de vez em quando, a casa virtual, como qualquer outra, precisa de umas limpezas. É então que o blogger escreve um texto sobre Rui Santos, geralmente lavando o chão com a personagem (o que explicaria, entre outras coisas, o bedum capilar). Espantosamente, Rui Santos adapta-se ao papel de esfregona sem queixumes. Desta vez, porém, o algodão enganou e Rui, o cotão humano, tinha mais qualquer coisa a dizer.

A coisa (não há outra possível designação para a prosápia do senhor) era a seguinte e explica-se simplesmente: Rui Santos resolveu "ir caçar gambozinos", que é como quem diz, tentar defender a honestidade da instituição FC Porto (o que é muito engraçado se tivermos em conta que, a determinada altura, Rui Santos escreve que é preciso "acabar com os esquemas" no futebol português). O"texto", que entitulou de "Cunhas desleais" (só o jogo de palavras é suficiente para me pôr a berrar pelo Gregório), começa com uma referência à tragédia de Heysel, prossegue com outra tragédia qualquer e, de repente, faz um clique (que eu, confesso, tive alguma dificuldade em compreender), relacionando o estado em que se encontrava o futebol de então com aquele em que se encontra o futebol, hoje em dia. Em Portugal, entenda-se. Adiante.

De acordo com o mesmo "texto", Cunha Leal terá sido o remédio utilizado para travar Valentim Loureiro, remédio esse que continha, segundo o cronista, efeitos secundários, já que não faz sentido um jurista recorrer ao seu "fundamentalismo clubístico" para manipular as "massas acríticas". Ou seja, o remédio deve curar, mas não muito, que depois estraga. Nesta altura, confesso, fiquei um pouco confuso. Como é que Cunha Leal, fundamentalista clubístico do Benfica, consegue manipular, recorrendo a tão vergonhosa descredibilização do FC Porto, os adeptos deste clube, rebanho cuja lã faz corar a indústria ovina de uma Nova Zelândia? Não sabemos. Mas sabe Rui Santos que as tais cunhas desleais (cicuta, o meu reino por cicuta!) não honram o futebol. O crème de la crème, porém, chega-nos no fim da frase, na qual o Rui defende que não faz sentido prejudicar o FC Porto, para além daquilo que a instituição merece, porque a responsabilidade não é do FC Porto (embora os resultados operassem em seu favor, pequeno detalhe que o toucinho derretido impede a figura de processar), mas de Pinto da Costa.

Cunha Leal respondeu, recorrendo a uma arma que o seu oponente jamais possuirá: classe. Pura classe. Parecia uma receita: cinismo em doses industriais, ironia da boa e ataques pessoais q.b. Coisa a que Rui Santos, demasiado habituado a falar sem que o contrariem, não reagiu bem. Foi então que deixou sair o verdadeiro cronista e, num texto insultuoso, calunioso e pautado por acusações infundadas - ao contrário das que penderam sobre o pobre, pobre, pobre FC Porto - "respondeu" a Cunha Leal, distorcendo por completo uma série de afirmações feitas por responsáveis benfiquistas, por forma a corroborar algo que não passou de um baixo e reles ataque pessoal. Hum, baixo... reles... ataque pessoal... hum... onde é que eu já vi isto?

Era boa ideia que alguém explicasse a Rui Santos o teor de determinadas intervenções. Quando LFV disse que era melhor ter alguém na Liga do que contratar bons jogadores, estava a fazer um exercício de ironia, retratando aquilo que seria necessário para vencer no futebol português. E, pelos vistos, tendo em conta as revelações das escutas do Apito Dourado, LFV não estava tão enganado quanto isso. Mas pedir a alguém que nos assombra, mal abrimos o site do Record, com aquele olhar penetrante, que entenda isto, enfim, é pedir demasiado.

Faltava a pièce de résistance: o Estoril - Benfica, que Cunha Leal deveria ter impedido de se ter realizado no Algarve, por ter sido determinante para a atribuição do título. Ora, eu não sei se Rui Santos estava cá por essa altura, mas determinante para a atribuição do título de campeão foi o Benfica - Sporting, não o Estoril - Benfica. Até porque o Benfica, ao contrário do pobrezinho, coitadinho FC Porto, não tentou, de forma alguma, corromper árbitros. Ou seja, ter-se realizado o jogo no Algarve foi bom, acima de tudo, para o Estoril, que arrecadou uma receita fora de série. Até ver, se bem me recordo, o Benfica ganhou justamente, o árbitro não foi absolutamente incompetente e o Estoril não se deixou perder. Por isso, quando Rui Santos vem falar em "moral", talvez fizesse melhor se enfiasse a viola no saco e fosse pregar os seus sermões de pacotilha para outro lado, porque moral é coisa que ele não tem, ao acusar um clube de um escândalo que não o foi para, indirectamente, defender outro de um escândalo que existiu, foi provado e deu azo a condenações.

Claro que o Rui, toldado pela magia de defender os Calimeros do Norte (já hoje Olímpio Bento disserta, n'A Bola, sobre o vergonhoso centralismo nacional e sobre o sofrimento anal - e mental - que é causado pela pertença a um Norte cada vez mais esquecido e ostracizado... carpideiras, por favor!), não vê nada disso. O FC Porto tentou corromper árbitros? Seja. Merece os seis insípidos pontos atribuídos aos que, como o Belenenses, inscreveram irregularmente um jogador. Pontos esses que, se bem se lembram, foram retirados ao clube do Restelo por denúncia de Rui Santos. Mas nada de avançarmos para a UEFA. Já viram a injustiça inerente a punir um clube que, enfim, só tentou corromper uns árbitros? Por favor, senhores, sejamos justos: tentar corromper árbitros é coisa de arraia miúda e os ditos responsáveis já foram castigados. Não vamos expô-los a um sofrimento que não merecem, pobrezinhos. Porque o que é bom para a nossa fama internacional é termos os corruptos na forma tentada a passearem-se pelos relvados da Europa. E ai do porco jurídico que disser coisa diferente e tentar aplicar essa coisa infâme que é a lei!

Como tão bem escreveu Oscar Wilde, "a man who moralises is usually a hypocrite". E como tão bem disse Dias da Cunha, "é isto, o Sistema". Mai' nada!

Ps. Tentei arranjar uma fotografia do senhor com as tais lapelas, para mostrar aos leitores o quão parecido fica com o Conde Drácula. Mas foi impossível. Como sou incapaz de vos pedir que vejam o "Tempo Extra", dêem largas à imaginação.

Ps2. "Artigo" de Rui Santos; resposta de Cunha Leal e "réplica" imediata de Rui Santos.
 
por JAS às 12:07 | Link | 9 tragédia(s) escrita(s)
Man Utd
Apesar de não ser unânime (nem sequer neste blog), o Ronaldo lá se sagrou campeão da europa e, com este título, o de "melhor jogador do mundo" também não lhe escapará. A ver vamos como, sem Rooney, Tevéz e Scholes, ele jogará no Euro...
 
por Mavs às 01:31 | Link | 10 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Maio 18, 2008
Raúl e o daltonismo
Leio as declarações de Raúl Meireles e percebo que faltava ouvir as declarações de um dos três estarolas que vão representar a Selecção do Acordo Ortográfico em Junho próximo. E, de facto, é engraçado observar a perspicácia do jogador que não pode transferir-se para o Atlético Madrid porque está habituado a ser campeão (e, também, porque, de acordo com o que ele disse, não me parece que "jogue com o baralho todo").

Atestou o "senhor" que, apesar de se falar muito no Apito Dourado, este jogo disse tudo. Não poderia concordar mais. Este jogo disse absolutamente tudo. Confirmou Bruno Alves como o agressor "do pedaço" (em linguagem de Selecção "Nacional"); um jogador que só está nos relvados para os manchar de sangue. Confirmou Quaresma como agressor doutro "pedaço". E Raúl Meireles como o "comunicador" de serviço.

Ao que parece, houve um penalty sobre Lisandro que só ele é que viu. Além disso, o Paulo Assunção viu amarelo na primeira falta que fez (talvez por ter roçado a agressão, mas, lá está, o meu conceito de agressão é certamente diferente do do Raúl). O Pedro Emanuel quase partiu o nariz porque, num lance fortuito, chocou contra a cabeça de outro jogador, o que, até ver, ainda não é considerado agressão (para os meus padrões, claro está). O Grimi fez três faltas seguidas e não viu cartão amarelo. Pois não. Realmente, é uma vergonha. Quer dizer, o Bruno Alves dá uma cotovelada ao Djaló e não vê cartão vermelho. O Quaresma dá uma chapada ao Moutinho e não vê cartão vermelho. O Lisandro dá uma chapada ao Moutinho e não vê cartão vermelho. Claro que estes acontecimentos são detalhes para Raúl Meireles. Porque, para este jovem jogador da Selecção do Acordo Ortográfico, agressão só existe quando é feita contra equipamento azul-e-branco.

Por isso, talvez fosse boa ideia alguém lembrar-lhe que, durante o Europeu, o equipamento muda de cor. Mas, não sei porquê, acho que o Raúl, o tal que não pode ir para o Atlético de Madrid, resolverá a grave crise de daltonismo até Junho. É que isto de representar um corruptor na forma tentada só costuma ser ignorado em Portugal.
 
por JAS às 23:53 | Link | 27 tragédia(s) escrita(s)
A escolinha do FC Porto
Parei de estudar durante quinze minutos e resolvi ver um pouco da final da Taça de Portugal. Em quinze minutos, o Bruno "Assassino" Alves deu uma cotovelada em Djaló, prontamente não assinalada por Olegário; o Cigano deu uma chapada na cara de João Moutinho, que o Olegário também se esqueceu de ver; finalmente, João Paulo quase arrancou a perna a João Moutinho, tendo Olegário resolvido agir, mostrando o merecido cartão vermelho, o que levou João Paulo a encostar a sua cabeça à do árbitro, enquanto vociferava palavrões.

Se pensarmos que dois destes animais vão representar a Selecção do Acordo Ortográfico e que o terceiro vai continuar no FC Porto para o ano, está-se mesmo a ver qual vai ser o resultado na próxima época: muita porrada, como é habitual, e muita cegueira, como também é habitual. O futebol português ainda precisa de muitos Apitos Finais para entrar na linha.

Para os que defendem que não existe uma "escola do FC Porto", I rest my case. Três jogadores do FC Porto agridem dois do Sporting em cerca de quinze minutos... palavras para quê?
 
por JAS às 18:37 | Link | 23 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Maio 16, 2008
Às sextas
Caros leitores,

Mais uma sexta-feira, mais um artigo no SLBenfica Planeta Portugal. Depois de uma semana proveitosa, nada melhor que festejar!

Enjoy!
 
por JAS às 21:04 | Link | 12 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Maio 15, 2008
Update
É só para dizer que somos campeões nacionais de andebol e para relembrar que o senhor que possibilitou esse feito, o grande Aleksander Donner, está de saída. Como vem sendo habitual no Benfica, pela porta do cavalo.

Depois admirem-se...

Ps. Parabéns, pessoal!
 
por JAS às 23:34 | Link | 18 tragédia(s) escrita(s)
Certas fontes de Direito
Vamos lá ver uma coisa: não acho que o Benfica deva beneficiar da eventual punição europeia do FC Porto. São as tais coisas que se provam em campo. O Benfica não merece ir à Champions e, como tal, entrar pela porta secretarial é coisa que me relembra Gil Vicentes e Casos Mateus e, sobretudo, uma gigantesca falta de mérito.

Outra coisa, porém, é o FC Porto não poder ir à Liga dos Campeões porque foi punido por corrupção na forma tentada. Isso, sim, seria extremamente justo e meritório. A elite europeia não pode ser conspurcada pela peçonha de quem tenta viciar as leis do jogo. Ou, nas palavras do senhor actualmente suspenso por dois anos, pelas "artimanhas" de quem se julga inatingível. Claro que o dito está descansado e aproveitou para fazer uma série de comentários sobre o Benfica, que têm como objectivo lanificar a já de si encoberta vista dos seguidores babados. Ao que parece, se Eriksson viesse, o FC Porto já não ganhava com vinte pontos de avanço, mas só com dez. Do que Pinto da Costa parece ter-se esquecido é que o avanço foi de dezassete, por causa daqueles seis pontos descontados pela tal tentativa de corrupção. Como era de esperar, o castigo não serviu de muito. Quem está habituado a poder mandar, raramente tem o juízo necessário para obedecer.

Diz também Pinto da Costa que Cunha Leal não sabe o que está a dizer e que José Manuel Meirim, especialista em direito desportivo, já afastou a possibilidade de exclusão do FC Porto. O problema é que, como nos é ensinado no curso, José Manuel Meirim não é fonte de Direito. E não me parece que o FC Porto seja suficientemente influente para afastar um eventual frenesim higiénico da UEFA. Que, diga-se, já vem sendo muitíssimo necessário. Que isto de tentar corromper é coisa que envolve sujidade.

Ps. Esqueci-me de um detalhe engraçado. Ao mencionar a tal história das artimanhas, Pinto da Costa falou em lealdade dentro de campo. Expliquem-me lá isto, como se eu tivesse quatro anos: como é que um clube que tenta corromper árbitros pode falar em lealdade dentro de campo? Não percebo. Enfim, o problema deve ser meu.
 
por JAS às 02:16 | Link | 11 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Maio 14, 2008
Primeiro Acto de Gestão
Léo chegou hoje a acordo com o Benfica para continuar a jogar no Estádio da Luz por mais duas épocas

É por estas e por outras que, com o Rui (finalmente) à frente do futebol, estamos mais perto de voltar a ser o que éramos.

P.S.- E também parece que o Rodriguéz é prioritário.
 
por Mavs às 20:56 | Link | 10 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Maio 13, 2008
Eriksson (a sequela)
Parece que a hipótese Eriksson foi finalmente descartada. Estou em dúvida sobre o que devo fazer: rir ou chorar? Por um lado, não me agradava a vinda do sueco para o Benfica (como escrevi na colaboração habitual no SLBenfica Planeta Portugal). Por outro, a sua não vinda pode implicar escolhas mais... dúbias. Para não usar outros termos.

Senhoras e senhores, preparem-se: o circo vai começar.
 
por JAS às 23:30 | Link | 10 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Maio 12, 2008
Em jeito de (mais uma) despedida

Obrigado, Léo. Foi uma honra enorme.

 
por JAS às 02:36 | Link | 27 tragédia(s) escrita(s)
O Quarto
Acabámos em quarto e só podemos culpar-nos a nós próprios. No que nos diz respeito, o Benfica jogou mal. Fez uma época miserável. Não foi uma verdadeira equipa ou tê-lo-á sido muito poucas vezes. Não procedem os argumentos habituais. É certo que perdemos Simão e que essa falha nos custou muitas reviravoltas. Simão era um homem de reviravoltas. Era quem nos pegava na equipa quando a equipa não conseguia pegar em si própria. E fez falta. Mas também outros, como Simão, se foram, mas o Benfica permaneceu. O que nos dá a entender que, mesmo na presença do antigo capitão, o Benfica já não era, verdadeiramente, o Benfica.

E, de facto, há muito tempo que o não somos. Há muito tempo - tanto tempo! - que o Sport Lisboa e Benfica deixou de se comportar como um clube decente, sério, credível. Sim, somos financeiramente credíveis, mas desportivamente irrelevantes. É uma realidade que só a papagaiagem que assume hoje a liderança do clube ainda não compreendeu. E, creio, não compreenderá nunca. Questões de personalidade. Não será por acaso que a teimosia se associa às mulas, animais por sinal bem mais espertos que certas aves lá de cima. Podemos dissertar sobre o Apito Final. Sobre o Apito Dourado. Serão, acredito, dissertações com interesse. Mas não nos resolvem o problema. Claro que o FC Porto é - ah, o alívio - completamente corrupto (na forma tentada). Mas não é a corrupção dos outros que nos ganha os jogos. Às vezes, perdemo-los por obra e graça de terceiros. Mas poucas terão sido aquelas em que não estiveram as vitórias ao nosso alcance. Os três secos da Académica. Os seis empates em casa. O jogo ante o Estrela, na semana passada. Em suma, uma vergonha. Se é certo que o Guimarães terá terminado em terceiro por motivos supostamente alheios à verdade desportiva, também é certo que isso não pode servir-nos de desculpa. Porque, há oito dias, tivemos na mão o pássaro que só nós quisemos deixar voar.

Por isso, o quarto lugar adequa-se. Quando é um clube pequeno a alcançá-lo, louva-se-lhe a época fabulosa. Quando é um grande, chovem as críticas. E com razão. O quarto lugar dos pequenos é diferente do dos grandes. Um Marítimo, para chegar ao quarto lugar, joga bem, é constante, faz a diferença. Tem modelos de jogo, tem estratégias, tem rotinas. O Benfica, para acabar em quarto, não tem absolutamente nada disso. Só e apenas o caos. E é isso que hoje encontramos no Benfica. O caos. Um jogador que vem queixar-se, a público, de que não joga, como se qualquer bardamerda como ele fosse titular "de caras" (ainda que eu perceba a frustração de um ponta-de-lança que se vê relegado para o banco por causa, enfim, de alguém que até um tetraplégico - com todo o respeito que as pessoas que padecem dessa horrível condição me merecem - poderia substituir) num clube como o Benfica. Uma equipa deserta de ideias, de rotinas, de treinos. Um treinador que não sabe treinar e, pior ainda, que não sabe falar (pelo menos, não sem vomitar banalidades). Uma cáfila à qual é permitido insultar o Presidente em dia de jogo (por mais que o Presidente o mereça). Foi a este estado de coisas que chegámos. Foi nesta autêntica baderna que se transformou o maior e melhor clube português (que continuará a sê-lo, sobretudo por nunca ter precisado de tentar corromper fosse quem fosse para ganhar). E o futuro, caríssimos, apresenta-se sombrio.

Voltar às raízes? Talvez. Mas ainda teremos de pagar alpiste por mais um ano. Até lá, até Outubro do ano vindouro, temos de saber defender-nos. E defender também quem sabe e acredita que o Benfica é um clube enorme e que é possível voltar a prová-lo em campo. É preciso, por isso, defender Rui Costa. Pela sua inexperiência. Pela sua honestidade. Pela sua fidelidade. E porque nele está cada um de nós. Nas suas acções e, provavelmente, nas suas omissões. Perceber que o Rui não é perfeito é o primeiro passo para ajudá-lo. Depois, restar-nos-á saber distinguir os actos de Rui Costa, dirigente e benfiquista de gema, dos dos abutres que ainda pagam quotas aos rivais. E dos que nos acenam com trinta dinheiros, depois de nos terem insultado em público.

O Rui é e será um de nós. Facto. E, como qualquer um de nós, cometerá os seus erros. Que imputará, como é seu hábito, a si mesmo. A nossa função terá de ser, por isso, a de impedir que lhe imputem, a ele, os erros dos outros. Porque o Rui fará o que for necessário para fazer crescer o Benfica. Tenho a certeza. Demasiado crente? Sem dúvida. Não tenho quaisquer provas nas quais possa sustentar esta defesa abnegada de um homem pelo qual eu daria a liberdade para ver jogar. Exagerado? Nem por isso. O Rui encarna o que houve de melhor no meu clube. O espírito de luta, a vontade aguerrida e uma classe, ah, Deus, uma classe de ir às lágrimas. Como evitar, então, defender o indivíduo que, mais do que representar o clube, consegue sê-lo? É por isso, caros benfiquistas, que o nosso grande desafio para a próxima época será levantar a cabeça, encarar o quarto lugar com uma determinação apenas existente nos verdadeiros combatentes e jogar. Jogar bem. Jogar mais. Jogar melhor. Sem nunca nos esquecermos do outro objectivo fundamental: sermos o escudo daquele que terceiros escolheram para se escudar.
 
por JAS às 01:21 | Link | 16 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Maio 11, 2008
Hoje, duas palavras bastam.






 
por JAS às 12:57 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
A Despedida
É já hoje que um de nós deixa de estar no relvado a lutar precisamente... por todos nós. Esta será só apenas uma das inúmeras machadadas que os adeptos benfiquistas sofreram ao longo de toda esta época absolutamente miserável. A última será quando chegar ao estádio e não o ver completamente cheio para o jogo da despedida do nosso Rui.
Pobre Benfica o nosso.
 
por Mavs às 03:05 | Link | 8 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Maio 10, 2008
Ai, ai.
Acabo de ver - e de ouvir - a entrevista a Ricardo Costa, homenzinho da Liga, à RTP. Reparem no raciocínio delicioso: o Boavista foi punido por coacção. A coacção tem um único requisito, que é o fim que se pretende atingir. Os regulamentos punem a coacção com a descida de divisão.

O FC Porto praticou o crime de corrupção na forma tentada. Ora, os requisitos da corrupção, que são três, são ligeiramente diferentes. Primeiro, tem de ser oferecido um benefício ao árbitro. Depois, o árbitro tem de o aceitar. E, finalmente, tem de se verificar em campo um resultado desfavorável para o adversário, com actuação claramente tendenciosa do árbitro. A meu ver, os fins pretendidos são exactamente os mesmos. Tanto na coacção, como na corrupção, o objectivo é beneficiar quem coage e quem corrompe.

No caso específico do futebol, há uma agravante. Que é o de termos, entre nós, dois clubes, cujos dirigentes máximos estão suspensos, mas que continuam a participar na Primeira Liga. Ou seja, para dois crimes com actuações e resultados extremamente semelhantes, as punições são completamente diferentes. Porque o do FC Porto foi na forma tentada. Reparem: se fosse consumado o crime, o FC Porto descia de divisão, mas como só tentou consumá-lo, perde seis pontos. Não perde vinte. Não perde trinta. Não perde todos. Perde seis.

Até parece que quem fez os regulamentos foram as mesmas pessoas que, agora, foram "sancionadas".

Esta merda grita "FARSA" por todos os poros.
 
por JAS às 13:12 | Link | 13 tragédia(s) escrita(s)
Uma farsa inconveniente
A frase de Pinto da Costa ilustrou, na perfeição, o que foi esta época desportiva. "Ainda estamos a quatorze e quinze pontos dos nossos adversários", arrotou o caudilho. Claro que sim. Não me vou dar ao trabalho de explicar porquê, não só porque já o fiz várias vezes esta época, mas também porque o Blog da Bola já me deu aquilo que me faltava: o motivo.

Ultrapassando aquela parte do "o FC Porto tem a melhor equipa", soube hoje que o FC Porto e o Boavista já sabiam, desde Outubro do ano passado (pouco depois do início do campeonato), quais os castigos que lhe iriam ser aplicados. Restava assim assegurar que esses castigos não comprometeriam, de forma alguma, a restante época. O que explica tantas e tão "boas" decisões de árbitros no decorrer da temporada. Voltando ao início: o FC Porto foi a melhor equipa? Claro. Mas desenganem-se os que acham que foi assim tão boa.

Sobre a Liga, não há muito a dizer. Até porque o artigo de João Marcelino no DN diz o que interessa. João Marcelino terá visto mais, conhecerá mais e lembrar-se-á melhor de tudo o que se passou nos últimos "25 anos", no futebol português, o que lhe permite expressar uma opinião mais fundamentada. E podem crer - os que não lerem - que a fundamentação tem muito que se lhe diga. Parece-me, ainda assim, curioso que uma tentativa de corrupção, que, pela Europa fora, foi já sancionada com a expulsão de competições europeias, por exemplo, dê, em Portugal, uma perda de seis pontos. Igualzinha à do tal erro administrativo. Culpa dos regulamentos. Pergunta: quem é que fez os regulamentos?

Daí a falsidade destas sanções. O FC Porto continua a poder passear-se, livre e impunemente, pelos campos da Primeira Divisão, mas o Boavista, que coagiu árbitros - a meu ver, crime tão grave como tentar corrompê-los - já vai, se superar a crise financeira, bater com os costados à Segunda. Onde é que está a justiça? Em lado nenhum. E é agora, passado todo este tempo, que vão ser finalmente alterados os regulamentos, para que, numa próxima vez, FC Porto e Leiria já possam fazer companhia ao Boavista.

E a nós, que sofremos constantemente com esta selvajaria desportiva, que nos resta? A satisfação moral de poder chamar os bois pelos nomes, sem que, por isso, possamos ser processados? Também. Mas a moralidade foi coisa que nunca me bastou. Seria, por isso, fundamental que as penas aplicadas reflectissem a gravidade dos comportamentos. Porque, podem ter a certeza, para o ano a farsa continua. E o FC Porto fará tudo o que estiver ao seu alcance para desmentir, em campo, algo que ficou provado em tribunal desportivo (e, aguarda-se, civil). E vai ser esse o novo grande estandarte da trupe azul-e-branca: a tentativa de provar que as vitórias do FC Porto apagam, por completo, o rasto de lama que vão deixando. É mentira, claro, mas nenhum adepto do FC Porto que eu conheça será capaz de admiti-lo. A calimeragem do "todos contra nós" passou agora a fazer um novo sentido. Porque, agora, é verdade. Estamos todos contra o FC Porto. E contra o Leiria. E contra o Boavista. E com "todos" não me refiro apenas aos benfiquistas, mas aos que adorariam poder assistir a um desporto isento, tanto na televisão como nos estádios.

Não aconteceu agora. E, podem apostar, não vai acontecer, de certeza, na próxima época. O rei é corrupto (na forma tentada). Long live the king.
 
por JAS às 12:28 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Maio 09, 2008
País de Corruptos
Esta decisão do dr. Costa da Comissão Disciplinar da Liga, ao anunciar estas condenações - ainda que o castigo, do meu ponto de vista, não seja o mais adequado... - tem uma grande vantagem:

Acabou a presunção de inocência. Assim sendo, posso escrever e dizer a alto e bom som:

"PINTO DA COSTA, ÉS UM CORRUPTO. ESTÁ PROVADO."

P.S.- Na próxima terça-feira, nos tribunais civis, há mais.
 
por Mavs às 16:22 | Link | 47 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Maio 08, 2008
Eriksson
Sinceramente ainda não cheguei a nenhuma conclusão sobre aquilo que deva pensar com este anúnico do sueco para treinador. Se num primeiro momento - quando, após a saída de Camacho, se começou a falar do nome de Eriksson para treinador - fiquei bastante satisfeito, hoje, com o distanciamento que a perda de toda e qualquer esperança de salvar uma das piores épocas desportivas de sempre me dá, ponho já algumas reservas. Eis o meu dilema:
Eriksson é, sem dúvida, um dos melhores treinadores à escala mundial. Percebe do ofício como poucos e - mais - tem um curriculum que fala por si. A sua vinda, pelo menos, afastava todo e qualquer pesadelo que um balde-de-água-fria igual àquele que tivémos aquando da contratação de Fernando Santos (vulgo, nesta altura, Peseiro) nos daria. Seria a primeira grande escolha de um treinador no já longo reinado do homem (Jesualdo, Camacho, Trapattoni, Koeman, Fernando Santos, Camacho e Chalana).
Por outro lado, o salário excessivo que vai ter (fala-se em 2,3 milhões por ano!) que poderia ser utilizado não em treinadores mas em jogadores, o facto de se ter de partir (novamente) do zero em termos de reconstrução de plantel, o orçamento que Eriksson gastou no seu actual clube deveras desproprocionado com os resultados que acabou por ter, a ideia pré-concebida de que vem para Portugal por causa do sol e das portuguesas e, por fim, ser (outra vez e outra vez, novamente) um regresso deixam-me algo apreensivo.
Vou esperar pela confirmação oficial para formular, definitivamente, uma opinião. A sonhar com algum não era certamente com Eriksson: a não vir o Mourinho, que viesse o Lippi.
 
por Mavs às 15:56 | Link | 20 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Maio 05, 2008
O Desejo
Parece que o Nuno Gomes "deseja ficar no Benfica até ao final da carreira". Não tenho nada contra desde que o meu desejo (e o dos benfiquistas em geral) se concretize: que o presente seja o seu último ano e que só o tenhamos de aturar por mais um jogo (visto, claro, o Chalana negligentemente insistir na dupla contra o Setúbal).
 
por Mavs às 21:58 | Link | 23 tragédia(s) escrita(s)
A Insatisfação
Makukula insatisfeito por não jogar

No fundo, estás a sentir um bocadinho daquilo que todos os benfiquistas sentiram quando foste anunciado: insatisfação. E só de pensar que o homem preferiu dar 4,5 milhões por um cepo como tu em vez de 5 pelo Miccoli, nem sequer o direito à palavra devias ter.
 
por Mavs às 18:56 | Link | 13 tragédia(s) escrita(s)
Não Percebo
O que não percebo não é tanto porque é que os adeptos do Benfica ficaram tão desiludidos com esta exibição (e, consequentemente, com o resultado). Foi mais do mesmo.
Aquilo que não percebo mesmo, é como é que chegámos ao nível das piores temporadas do Vale e Azevedo e "não passa nada". Os benfiquistas - que se dizem habituados, como eu, às vitórias - não correm com o homem de lá só porque "ele é brilhante em termos financeiros, construiu o estádio e tal". Preferem esperar pela próxima temporada (a 6º do homem) porque, "na próxima época é que vai ser". Com este tipo de adeptos, com este tipo de pensamento, estavam à espera que não fôssemos o alvo de chocota do país, não?

De resto:
1-Ficou ontem a prova da - para alguns - "qualidade de jovens jogadores com grande futuro em perspectiva": simplesmente ridícula.
2- Pena é que isto se passe a um jogo da despedida do último jogador verdadeiramente benfiquista (e de jeito) que temos.
3- Para mim, de todo o "universo Benfica" aquilo que restava desta época era o estádio e o nome porque este - pelo menos este... - será sempre glorioso. Ao contrário de jogadores, dirigentes, presidentes e (até cada vez mais) de adeptos...
 
por Mavs às 02:07 | Link | 21 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Maio 04, 2008
Sobre uma equipa miserável
Não tive oportunidade de ver o jogo pela televisão, já que a equipa que me fornece o serviço digital consegue ser quase tão má como a do Benfica. Assim, liguei o rádio e dediquei-me ao sofrimento habitual. Como tem sido seu apanágio, a primeira parte do Benfica foi um absoluto desastre. Excluindo um remate de Cardozo, o resto foi uma pobreza franciscana. De acordo com os comentadores, Nélson e Maxi Pereira competiam pelo prémio de "pior jogador em campo" e Rodríguez passeava-se pelo relvado, juntamente com o resto da equipa. O que vem provar que os sessenta milhões de Berardo até podem trazer dez Ronaldinhos, mas que, sem uma estrutura séria, assente num espírito batalhador e vencedor, o Benfica vai continuar a ser tão miserável como é hoje.

Já todos percebemos que Chalana é uma marioneta. O que nem todos percebemos é por que raio o marionetista ainda põe a jogar o Nuno Gomes. É certo que não sou um verdadeiro benfiquista, o que me permite dizer mal dos baldes de merda futebolística como o Nuno, mas acho que até os iluminados supracitados terão de admitir que Nuno Gomes, como "grande referência", devia rapidamente trocar as chuteiras pela gravata e instalar-se, comodamente, numa secretáriazinha, enfiada algures nas entranhas de argamassa do Estádio da Luz. Isto, claro, depois de alguém explicar a quem lhe quer renovar o contrato que é sempre bom ter "grandes referências", mas que é ainda melhor ter jogadores de futebol que, em campo, existam. Nem sequer precisam de marcar golos. Basta estarem lá,

Escusado será mencionar, tão má foi a exibição do Benfica, que Pedro Proença foi submetido a novo dilema interpretativo. Como alguém disse, devemos dar o benefício da dúvida ao árbitro, coisa que me farto de fazer. Duvido da sua competência, duvido da sua honestidade, duvido da sua imparcialidade, enfim, dúvidas infindáveis sobre Pedro Proença e a forma expedita como ele, desta vez, resolveu revogar a fabulosa interpretação da lei. Aguardamos os "hossanas" do amigo Vítor. Não que a marcação de livre dentro da área alterasse fosse o que fosse (aliás, com a pontaria que o Benfica exibiu hoje, o livre até poderia ser marcado em cima da linha de golo que o resultado era o mesmo), mas acho muita piada a estas derivações interpretativas de lances supostamente semelhantes que têm origem, acreditem, no chamado "daltonismo crónico".

Não acho que valha a pena escrever muito mais coisas. Esta é uma equipa que merece, em absoluto, o lugar que ocupa. Não tem um fio de jogo. Não tem espírito. Não tem alma. E, no próximo fim-de-semana, apaga-se a luz futebolística do último jogador do Benfica digno desse nome. Os outros? Tenham pena de mim. Nem para levar a água vos contratava.

Ps. Sobre Coentrão, digo exactamente aquilo que já disse: é um mergulhador, um puto idiota que se julga um grande jogador. A frase utilizada aquando da chegada diz tudo. Jogar no Chelsea? Por enquanto, só na modalidade de matraquilhos. Ou de natação.

Ps2. Pronto. Podem atirar as pedras.
 
por JAS às 21:01 | Link | 10 tragédia(s) escrita(s)
Chapelada



Fábio Coentrão, no flash interview: "Tem um grande significado ter ajudado o Nacional a ganhar aqui. Não marquei 2 golos num estádio qualquer, foi perante uma equipa muito forte que ainda não tinha perdido em casa. Chegar aqui e 'espetar' 3-0 no Dragão é bom. Ainda por cima, somos a única equipa que ganhou os dois jogos esta temporada ao FC Porto"

 
por Jota às 12:27 | Link | 23 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Maio 03, 2008
Faça-se Luz - O Investimento
Caros leitores,

A nossa colaboração de sexta-feira, no SLBenfica Planeta Portugal. Sobre Berardo e, inevitavelmente, sobre o Benfica.

Enjoy!
 
por JAS às 01:19 | Link | 9 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Maio 02, 2008
60 Milhões
Segundo o jornal A Bola, Berardo vai dar "entre 50 a 60 milhões" para Vieira comprar reforços.
Faço 3 perguntas:
1- O que é que o Benfica dará, em troca, a Berardo ?
2- Será que os "entre 50 a 60 milhões" vão ser aplicados na compra de, respectivamente, 10 ou 11 Makukulas?
3- Ainda alguém acredita neste jornalismo? Melhor: ainda alguém acredita em Vieira?
 
por Mavs às 15:41 | Link | 18 tragédia(s) escrita(s)
Evidências
Li algures que Pinto da Costa disse pretender recorrer à última instância europeia, no caso de ser condenado. Gostei, acima de tudo, do tom de virgem ofendida que emanava da leitura. É impressionante perceber que o presidente do FC Porto até a palavra escrita consegue inquinar.

Resta-nos, portanto, o mero exercício de retórica: quando a FPF ou a Liga ou lá quem foi disse que estava à espera das condenações civis para aplicar as sanções desportivas, referiu-se apenas às nacionais ou também estavam incluídos os trezentos mil recursos disponíveis até ao trânsito em julgado?

Como é óbvio, num clube em que um em cada um grunho legitima a actuação e a continuação de um presidente que disse o que todos já conhecemos de trás para a frente, em escutas policiais, só nos resta esperar, sentados, impávidos e serenos, por esta brincadeira de crianças. E começar a prestar mais atenção aos Zenit de S. Petersburgo e aos Glasgow Rangers do futebol europeu. Ao menos, sempre conseguem aliar um mínimo de credibilidade a um máximo de futebol.

Está-se mesmo a ver que o Apito Final termina de duas maneiras: ou Pinto da Costa é condenado e morre, de velhice, entre recursos (o que determina o fim do processo e um suspiro de alívio dos órgãos federativos, que já não têm de atiçar a ira do Santo Padre) ou é condenado, recorre, perde e são retirados seis miseráveis pontos ao FC Porto, decisão da qual também haverá recurso para um Comité qualquer da Liga, presidido por um amigalhaço e autarca do próximo Loureiro do futebol português.

Pergunto-me se falta assim tanto para emigrarmos para Espanha. Tendo em conta que continuamos inscritos nesta farsa, parece que sim.
 
por JAS às 01:11 | Link | 7 tragédia(s) escrita(s)
Futebol real

Final da Taça UEFA:

Glasgow Rangers vs. Zenit S. Petersburgo

Palavras para quê? O futebol - aquele a sério, real, sem as tretas do costume - é mesmo isto.

 
por JAS às 01:09 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Maio 01, 2008
Relembrando Fanã
Quando Koeman saiu do Benfica, muito foi dito (e escrito) sobre o seu sucessor. Tal como hoje, muitos foram os nomes aventados. Pelos jornais, pelos comentadores, pelos adeptos. Tal como hoje, Carlos Queirós foi um dos nomes sugeridos. Eriksson foi outro. E houve mais. Muitos mais. Zaccheroni. Lippi. Camacho. You name it.

Luis Filipe Vieira prometeu ter o assunto resolvido antes do início da época. E teve. Lembro-me de estar no carro a ouvir rádio, ansiosamente aguardando a revelação. Foi Fanã, o embuchado Fanã. A desilusão foi absoluta, entre as hostes. A montanha, que tão bem alimentada havia sido durante semanas a fio, parira um rato. E, pior, um rato incompetente e incapaz de conduzir uma equipa como a do Benfica.

O circo, se bem se lembram, é exactamente o mesmo. Começou apenas um pouco mais cedo. Mas, a julgar pelo andar da carroça, quando todos aguardarem o elefante, chegarão as pulgas. Ou, em linguagem desportiva, José Peseiro. Vão-se preparando, senhoras e senhores.
 
por JAS às 12:30 | Link | 33 tragédia(s) escrita(s)