origem
Terça-feira, Setembro 30, 2008
A Tareia
É óbvio que, como bom adepto anti-corruptos - e, essencialmente, para quem viu o jogo -, este escasso resultado de 4-0 sabe muito a pouco. Valeu, todavia, ver as caras de autêntico gozo dos jogadores do Arsenal enquanto estes se entretinham a bater em mortos.
 
por Mavs às 21:52 | Link | 13 tragédia(s) escrita(s)
Dizem-se Sérios...
 
por Mavs às 01:04 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Setembro 28, 2008
Vitor Serpa
Depois de uma discussão simpática e civilizada com o autor da crónica "Futebol com Todos" (sai às quintas e está infelizmente ao lado do "cronista" mais ridículo da história dos jornais desportivos), resolvi enviar-lhe um e-mail a queixar-me, não de uma opinião sua, mas da opinião de quem o dirige. Vitor Serpa, como poderão ter lido n'A Bola, escreveu uma crónica que não faz jus ao jogo de ontem. Como Vitor Serpa não disponibiliza um e-mail na crónica e A Bola não tem uma secção decente para as "Cartas dos Leitores", escrevi ao Alexandre. Não sei se o Alexandre responderá, mas, se o fizer e me der autorização, publicarei a resposta. Tal como anteriormente.


"Caro Alexandre Pereira,

Não sei se será justo enviar-lhe um e-mail a queixar-me de um artigo do qual não foi você o autor, mas agradou-me muitíssimo a correcção e simpatia demonstradas durante a nossa última conversa e, por azar, o autor do artigo, qual Jorge Olímpio Bento, não disponibiliza um e-mail para o qual possamos reclamar, o que seria uma falta pouco grave se o visado não fosse o actual director d'A Bola. Entenderei, por isso, se não quiser enviar-me uma resposta. Senti, todavia, a necessidade de fazer uma reclamação a quem quer que fosse, dentro de A Bola. Faço-a a si porque acho que entenderá o meu ponto de vista, o que, não sendo tudo, já não é nada mau.

A Bola pode mudar de visual como o Cristiano Ronaldo, mas tem, neste momento, a qualidade do Stepanov. Não sei se lho escrevi no nosso primeiro contacto, mas contaram-me o meu Avô e a minha Mãe que A Bola costumava ser um jornal tão bom que muitos adquiriam hábitos de leitura através dele. O conteúdo era excelente, estava bem redigido e era objectiva - ou, quando muito, consequente - a veia poética que afectava o escritor que vive em cada jornalista. E tudo isto acontecia numa altura em que era necessária ginástica mental para evitar o lápis azul. Hoje muito disso se perdeu e a maior crítica que creio poder fazer ao jornal é a de que, actualmente, eu dificilmente o daria a ler a um filho meu. Por uma simples questão de qualidade. Neste caso, de falta dela.

Vem tudo isto a propósito da análise do Benfica - Sporting deste fim-de-semana, tomada em mãos e desenvolvida pelo próprio. Em meu entender, vimos jogos absolutamente diferentes. Vitor Serpa acha, por exemplo, que o Sporting dominou o meio-campo. Eu, pelo contrário, acho que o Sporting não dominou fosse o que fosse. Mas concedo que esta análise possa ter sido toldada por algum benfiquismo meu, ainda que, em determinadas casos, eu consiga ser suficientemente imparcial. Este era um deles. Ainda assim, o que me custa muito entender é que seja possível considerar que:

1) Duarte Gomes fez uma boa arbitragem, quando a atribuição de cartões amarelos, por exemplo, foi totalmente arbitrária e desproporcionada;
2) Duarte Gomes é um árbitro que algum dia poderá estar "ao nível dos melhores, em qualquer parte do Mundo" (!) (cf., por favor, o Benfica - Sporting de há uns anos, quando Toni era o treinador do Benfica e Jardel o ponta-de-lança do Sporting);
3) Que os auxiliares de Duarte Gomes, nomeadamente aquele que esteve junto à baliza de Rui Patrício na primeira parte do jogo, o auxiliaram bem, quando este que mencionei deliberadamente prejudicou o Benfica em, pelo menos, dois lançamentos laterais (eu percebo que isto lhe possa parecer ridículo, mas é contra este género de comportamentos flagrantes que aqueles desejosos de um excelente campeonato nacional têm de se insurgir rapidamente);

Não me vou sequer dar ao trabalho (até porque não pretendo aborrecê-lo com "detalhes") de comentar o resto da análise feita ao jogo. Seria uma pura perda de tempo. Acho que estes três pontos são suficientemente claros e falam por si, justificando na perfeição aquilo que pretendo dizer. Aceito que Vitor Serpa possa ser, dentro de portas, uma pessoa impecável, um "amigo do seu amigo", um "bom cristão e honesto cidadão" e outros chavões que entenda utilizar. Mas eu, que convivo com Vitor Serpa através das páginas do jornal que ele dirige, considero que o resultado é fraco e deixa muito a desejar. Não percebo, por exemplo, como é que A Bola - um dos jornais mais lidos em Portugal - não reserva sequer meia página diária para as cartas ou e-mails dos seus leitores. Não percebo como é que não se veta um cronista que insulta as pessoas que o lêem. Não percebo como é que só alguns dos jornalistas dispõem de e-mails para os quais possamos escrever. Bem ou mal. Que diabo, se quiserem, não os leiam! Mas ponham-nos lá.

Talvez todas estas críticas sejam uma injustiça tremenda. Talvez Vitor Serpa lute por uma maior aproximação entre o jornal e o seu público. Por uma maior qualidade das crónicas publicadas no jornal. Quiçá por uma melhor informatização do mesmo. Todavia, não é nada disso que se vê. E, sendo ele o director, tem de ser ele a dar a cara pelo jornal que dirige. E o jornal que ele dirige apresenta, a meu ver, falhas demasiado graves para um jornal que se quer "de referência". E digo-o com a muita pena de quem deseja, um dia, poder discutir um lugar de cronista nas páginas do jornal que cresci a ler e no qual desejei ardentemente trabalhar. Talvez um dia...

Muito obrigado pelo seu tempo e perdoe-me a maçada de lhe escrever a si. Entenda-o como um elogio. Sobre o "Futebol com Todos" da semana passada, um pequeno detalhe: até eu fui forçado a reconhecer o benefício, neste início de época, de contar com um Nuno Gomes em forma. Mas chamar-lhe Nuno Golos é obnubilar as épocas que passaram, nas quais o Nuno, de Golos, não teve nada.

Os meus melhores cumprimentos,"


Ps. O Alexandre já respondeu e deu-me o email de Vitor Serpa que, por acaso, costuma estar disponibilizado nas secções de opinião, ainda que o artigo seja classificado como crónica e não esteja lá qualquer endereço (mesmo assim, enviei uma adenda ao próprio a desculpar-me pela falha), tendo o mesmo sido reencaminhado para quem de direito. Se a resposta chegar, publica-se. Naturalmente.
 
por JAS às 23:22 | Link | 8 tragédia(s) escrita(s)
Grande Baile!
"Durante a minha breve carreira, menos de 10 anos, os meus colaboradores falaram à imprensa em 21 ocasiões. Apenas em Itália e pela primeira vez se falou em falta de respeito. Pergunto-vos: se um treinador que em três meses estudou italiano durante 4 / 5 horas por dia para poder chegar a um país e conseguir falar com as pessoas, os tiffosi e os jornalistas na sua língua agora faltou ao respeito?
Quem é Ranieri para me criticar? Só existe uma pessoa que pode chamar-me à atenção, o presidente Moratti. Se ele disser que Baresi não tem o estatuto necessário para representar o Inter, então lá estarei em todas as conferências, antes e depois dos jogos. Ranieri esteve em Inglaterra cinco anos e limitava-se a dizer «bon giorno». Sim, porque «good morning» ou «good afternoon» eram um grande problema para ele...
Sinceramente, pensei que os adeptos italianos eram mais apaixonados pelo futebol. Parece-me que vocês estão mais interessados em alguns programas de televisão. Vejo toda a gente muito pouco preocupada com a qualidade dos jogos em Itália. O Lecce jogou com 3 guarda-redes e 8 defesas e disso ninguém falou. Por estas e por outras é que o futebol italiano é um produto pequeno fora de Itália, o que não acontece com a Premiership, ou a I Liga Espanhola"

José Mourinho


Que merda de treinador sou eu que não possa ser assobiado? Não sou menino de copo de leite. Se fui assobiado, também já fui aplaudido. Não vejo motivos para ficar preocupado e, quando deixar de ser a solução e passar a ser o problema, seguirei o caminho para casa."

Manuel Cajuda
 
por Jota às 11:38 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Setembro 27, 2008
A Lei do Mais Forte
Sem prejuízo de uma opinião mais fundamentada, a frase que dá título a este post revela bem o que foi o jogo desta noite. Temos melhores jogadores, melhor treinador e melhor equipa. A vitória só podia ser natural, ainda mais para quem já tinha visto aquela equipa ridícula jogar em Barcelona...
 
por Mavs às 23:40 | Link | 15 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Setembro 25, 2008
O Árbitro do Sistema
É claro que num momento em que estamos a crescer como equipa e em que precisamos de uma vitória sobre a lagartada para nos encostar ao primeiro lugar, o sistema escolhe Duarte Gomes para arbitrar o jogo, depois de já ter escolhido Jorge Sousa no jogo contra os corruptos.
Pessoalmente ainda não me esqueço da autêntica vergonha que foi, também num derby (mais precisamente o do último jogo no velho Estádio da Luz), o tipo ter-nos assinalado um penalty sobre uma pretensa falta sobre o Jardel. Do mal o menos: o jogador do Benfica que, na altura, a cometeu - estou certo - não verá, desta vez, nenhuma grande penalidade marcada sobre uma falta sua. Mas é este o campeonato e estes os árbitros que temos e que, de um certo modo, o país merece.
 
por Mavs às 21:09 | Link | 14 tragédia(s) escrita(s)
Os Tentáculos do Polvo
Aquilo que mais me irrita no jornalismo português é termos demasiado jornais, jornalistas demasiado maus e um profundo terror deste últimos em informar os leitores da realidade que vergonhosa que passa nalguns pontos do país. Vem isto a propósito desta notícia do Correio da Manhã - que só encontrei via Blog da Bola - e que demonstra bem como se fazem as coisas lá no Norte, num determinado clube. É óbvio que nenhum outro jornal diz o que quer que seja. Afinal de contas, isto não interessa nada e os homens têm família e filhos.

Transcrevo só o mais importante:

"Os argentinos do FC Porto jantam num conhecido restaurante da Invicta. Um ritual que se repete todas as semanas, não fosse o caso de as horas do recolher (23h00) decretadas no regulamento interno do clube serem violadas. Mariano é também o que mais se excede nas bebidas da refeição e dá demasiado nas vistas. Numa mesa ao lado, uma pessoa pegou no telemóvel e telefonou para o clube presidido por Pinto da Costa. Assim que a ocorrência foi confirmada, o Dragão aplicou logo o veredicto - Mariano fica fora dos convocados para o jogo com o Sporting (derrota por 2-0), no Estádio do Algarve. Oficialmente, o jogador teve uma gastroenterite."
 
por Mavs às 02:17 | Link | 13 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Setembro 23, 2008
Paços - Benfica
O que ficou do jogo de ontem é a seguinte questão: O que raio é que se passa com o Quim?
 
por Mavs às 02:13 | Link | 31 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Setembro 22, 2008
Guimarães 0 - 2 Nacional
Amigos, amigos, queixas na UEFA à parte.
 
por JAS às 22:17 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Vila do Conde Comedy Festival 2008

"Pedro Proença influenciou o resultado."

Pôncio Monteiro
 
por JAS às 20:43 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Setembro 21, 2008
Um simpático direito de resposta
Caros leitores,

O Alexandre Pereira, autor da coluna "Futebol com todos" no jornal A Bola, respondeu ao e-mail que lhe enviei. Destaco, acima de tudo, a muita simpatia demonstrada, bem como a capacidade para discutir os assuntos de forma civilizada. Creio que o carácter pedagógico destas respostas está na possibilidade de perceber que, por detrás da coluna, não se esconde um ferrenho anti-benfiquista. E também de conseguir discutir futebol de forma estimulante. Tenho de reconhecer que não esperava uma réplica tão desarmante. Julgo muitas vezes que poderia fazer melhor que muitos deles. Talvez pudesse. Mas duvido que fosse capaz de responder com tanta humildade. Fica, para aqueles que a quiserem, a lição. No meu caso, eu quero. E espero tê-la aprendido. O nosso - e, particularmente, o meu - obrigado ao Alexandre.


"Bom dia, caro JAS

Antes de mais deixe-me agradecer o tom do seu mail. Não que a minha caixa tenha sido muito «assaltada» (não tenho essa importância toda), mas porque discutir ideias com argumentos e educação é sempre saudável.

Antes de considerandos, o assunto central: acho de facto que o Benfica fez um choradinho e não consigo considerar aquilo uma agressão sem itálicos ou aspas. É a minha opinião, apenas. Diferente da sua, mas permita-me acreditar que a sua depende do facto de ser benfiquista. Se a situação tivesse ocorrido ao contrário eu escreveria exactamente o mesmo. Consegue garantir-me que esse comentário que eu fizesse o motivaria na mesma a escrever o mail? Atenção: acho muito bem que o tenha escrito e que a sua opinião seja condicionada pela sua preferência clubística. Futebol é isso mesmo, e o JAS não tem qualquer obrigação de equidistância. Deixe-me dizer-lhe que a opinião do próprio Nuno Gomes, que nunca se referiu à suposta agressão, deve ser parecida com a minha. Seria natural ter falado logo depois do jogo, ou no dia seguinte, até porque o Benfica felizmente não está em «blackout»... Uma agressão depende da violência, sim. É por isso que uma rasteira, em jogo, dá quando muito cartão amarelo e um pontapé na canela deve valer vermelho. Se o JAS me der dois murros tem uma consequência, se me mandar para o hospital durante um mês tem outra. Scolari agrediu o sérvio, este apenas teve a sorte de o seleccionador falhar o golpe. Concordo que também o FC Porto fez um choradinho com as queixas sobre o presidente do Benfica. E sobretudo lamento que de há vários anos a esta parte um jogo entre estas duas equipas nunca consiga ser apenas isso mesmo, um jogo de futebol.

Agora considerandos:

- Tenho um clube da minha preferência. Exigir a um jornalista de desporto que o não tenha seria o mesmo que exigir a um jornalista de política que se abstenha nas eleições, o que não me parece nem justo nem necessário. Cada um, na sua profissão, tem de saber separar as empatias pessoais dos objectos do seu trabalho. Faço crónicas de jogos (logo, opinativas) de vários clubes, entre os quais o meu, e asseguro-lhe que isso não afecta nem o que escrevo nem a forma como me sinto a ver os jogos.

- Admiro, como calculará, a escrita da Leonor Pinhão. Compreenderá também que adeptos do Porto ou do Sporting tenham em relação a ela a mesma reacção que o JAS tem em relação a cronistas de outras cores. Como jornalista de A BOLA, agrada-me sobretudo que as várias cores tenham o seu espaço no jornal.

- Até prova absoluta em contrário (e prova é isso mesmo, não apenas a sensação que cada um de nós, como adepto, tem de que há sempre algo a correr contra o nosso clube) não acredito nessa «selectividade de imagens» da Sport TV, ou de outra estação qualquer.

- Não chamo «parte pernas» a qualquer jogador (nem ao Bynia!), mas concordo que o Bruno Alves não é exactamente o exemplo de correcção que o FC Porto tem tentado fazer dele. E penso que já escrevi sobre isso, também.

- Admito que tem razão quanto ao espaço. O formato da coluna em que escrevo é diferente do do João Pereira Coutinho no Expresso, como é diferente de vários outros no meu próprio jornal. Uma ideia só pode de facto ser desenvolvida no espaço maior da coluna. Não falei do assunto nele porque o fiz há duas semanas. Os espaços pequenos servem, em teoria, para deixar uma ideia bem vincada em poucas palavras, de forma eficaz. Provavelmente não o consigo sempre, se calhar quase nunca. Pode ter sido o caso, mas vou continuar a tentar. O que dificilmente conseguirei algum dia é «dançar o tango das palavras» como a Leonor Pinhão. Eu gostava...

Deixe-me agradecer-lhe uma vez mais a correcção do seu mail, pedir-lhe o endereço do seu blogue e desejar-lhe um bom fim-de-semana.


Abraço,

Alexandre Pereira"
 
por JAS às 21:11 | Link | 14 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Setembro 19, 2008
E-mails que se tornaram obrigatórios
No dia 18 de Setembro deste ano, e depois da decisão do CD da Liga de não punir Rodriguez, um dos cronistas d'A Bola escreveu a seguinte frase: "No ponto - A Comissão Disciplinar da Liga agiu como se esperava, mantendo o castigo à cotovelada de Luisão e ignorando o choradinho por causa da agressão de Rodríguez". Eu, um pouco farto deste género de raciocínios, escrevi-lhe o mail que transcrevo abaixo. Aguardo, agora, uma resposta. Que publicarei, se chegar. Veremos.

"Caro Alexandre (permita-me tratá-lo assim, sem esse adereço tão depreciativo que se tornou o "senhor", usado que tem sido, a torto e a direito, para apontar dedos que não dizem nomes),

Imagino que o dia de ontem não tenha sido fácil para a sua caixa de correio. O hate mail terá chegado em catadupa. Ou talvez não. Com o advento da blogosfera, é preferível insultar anonimamente em público, não dando hipótese de resposta ao insultado. Eu, que também tenho um blogue - e desportivo, ainda por cima - também o faço. Há alturas em que o insultado, de tão risível, não merece o direito de resposta. Confundi-lo-á esta postura, como jornalista que é. A mim, não me faz confusão nenhuma. Mas adiante. Sou um benfiquista ferrenho, mas vesti propositadamente a pele de um asceta desportivo apenas e só para poder escrever-lhe um e-mail decente. Ser-me-ia muito simples, tendo em conta a sua última coluna, chamar-lhe tudo e mais umas botas. Mas não é essa a minha postura, pelo menos não em discurso directo, ainda que virtual. Não sei qual é o seu clube, mas prefiro, muito francamente, imaginá-lo aclubístico. É um exercício que tento fazer com todos os jornalistas, para evitar pensar que quem deveria relatar factos passa a vida a dar opiniões. A Bola, diga-se, tem sido pródiga em dificultar-me a tarefa. É curioso que um jornal que ensinou tanta gente a ler esteja transformado num pasquim. Lamento, mas é essa a minha opinião. Não é de hoje e dificilmente mudará no futuro. Tem a ver com posturas assumidas (ou nem por isso) no passado. E tem a ver com um jornalismo de paróquia no qual continuamos insistentemente a insistir, se me permite a redundância. A qualidade dos jornalistas decresceu muitíssimo e pensar que alguém como Jorge Olimpío Bento dispõe de livre-trânsito para insultar quando e como entende os adeptos do Benfica - se não me acredita, procure em arquivo uma "crónica" do senhor (lá está) depois do Benfica - Milan de há um ano, que empatámos na Luz a uma bola - faz nascer em mim uma vontade profunda de rejeitar o vosso jornal, atitude que ainda não tomei em absoluto porque continuam a publicar os textos da melhor cronista desportiva portuguesa. A exímia Leonor Pinhão, bem entendido.

Entretanto, perdi-me de propósito. Queria perguntar-lhe por que razão nomeou uma atitude do Benfica como "choradinho". Uma agressão deixa de o ser quando a violência utilizada na mesma é reduzida? A UEFA parece pensar que não, já que puniu Scolari por ter socado o ar. Rodríguez não atingiu o ar. Atingiu Nuno Gomes, por trás. Depois de tê-lo provocado. Eu vi. Estava lá. E estes são factos que não deixam grande margem à interpretação. O que já é de estranhar, servindo-nos, por isso, um pitéu imaginativo, é a razão pela qual nenhuma das 26 câmaras da SportTv captou o lance de Rodríguez. Apesar de ter captado tão bem o de Luisão. Não lhe faz isto confusão? Não acha que "choradinho" é tentar punir o Presidente do Benfica por descer aos balneários e pedir desculpa, em nome do clube, pelo comportamento de um energúmeno? Se a justiça não faz, idealmente, qualquer destrinça, por que razão fez bem o CD da Liga em punir a agressão de Luisão e em não punir a agressão (assim mesmo, sem itálicos) de Rodríguez? Claro que a resposta é simples. A justiça não é igual para todos, passe o clichê. Por isso é que jogadores como Bruno Alves, por exemplo, continuam a massacrar - literal e impunemente - os adversários, apesar de ser Bynia o parte-pernas. Enfim, contas de outro rosário.

Queria só pôr-lhe as questões acima. Estou certo que para todas encontrará resposta. Mas, para que, numa próxima vez, não restem dúvidas, talvez seja melhor desenvolver a sua opinião no rectângulo e não no quadrado. Melhor para si, que talvez evite o hate mail e melhor para nós, que deixamos de comprar um jornal onde se fazem asserções sem lhes juntar as explicações. Bem sei que a sua coluna é de opinião. Mas a boa opinião tem sempre uma excelente justificação. Ainda que possamos discordar dela. Se ler João Pereira Coutinho, ao Sábado, na Única, perceberá do que falo. Se não gostar do género, fique-se pela Leonor, que dança na perfeição o tango das palavras.

Os meus melhores cumprimentos,"
 
por JAS às 23:27 | Link | 12 tragédia(s) escrita(s)
Questões de perspectiva
Diz o Edy sobre o Nápoles - Benfica que "poderia ter sido 4-2 ou 5-2" e que "houve fases de massacre". Concordo com quase tudo. Poderia, de facto, ter sido 4-2 ou 5-2. Mas não foi. O que deveria ter sido, porém, era 11 - 9. Foram as tais "fases de massacre". Resultado? Suazo lesionado e Blasi e Contini aptos para o jogo da Luz. De repente, não mais que de repente, veio-me à memória um cínico, tão ou mais apatetado, que dizia coisas semelhante. Que o seu "hitman", o seu "Timothy McVeigh", o seu "estropiador profissional" era um jogador pacífico e que o senhor nunca o havia visto a agredir fosse quem fosse. O que demonstra que não viu os jogos da própria equipa ou que é, pura e simplesmente, mentiroso. Inclino-me, por pura má fé, para a segunda opção.

Com tantas e tão honestas (sic) parecenças, resta somente uma questão, tão velha como a profissão da mãe do senhor que apitou ontem o nosso jogo: quem nasceu primeiro? O mafioso ou o corrupto? Aguardamos o debate filosófico. Na caixa de comentários, por favor.
 
por JAS às 23:27 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Setembro 18, 2008
"Uma cidade horrorosa, a Máfia como símbolo e um drogado como ídolo. Soi lui, Napoli, Napoli!"
Lembro-me de pensar, quando fui a Nápoles, que aquela cidade era uma versão extremada do pior cenário português. Não é por acaso que odiei estar lá, apesar de só lá ter estado umas quantas horas. Suficientes, porém, para perceber o que a crise do lixo mais tarde confirmou: que aquele é o faroeste italiano, um lugarejo sem rei, nem roque, onde se joga futebol contra as paredes dos monumentos, na praça principal, indistinguíveis, elas mesmas, das toneladas de graffitis que por lá se eternizaram. Em pleno centro de Nápoles, não fomos capazes de nos afastar muito do carro. Assustou-nos o aspecto sombrio e sujo, muito sujo, da cidade. E, sobretudo, o olhar desagradável da população.

A estrada não atenuou quaisquer receios. Os napolitanos transformam os assassinos portugueses em condutores suecos. Não raras vezes tememos pelo estado de saúde da viatura, sujeita a entradas semelhantes à de Cannavaro sobre Suazo, passando, também elas, totalmente impunes. O ambiente nas auto-estradas napolitanas assemelhava-se àqueles vídeos que, de quando em vez, temos oportunidade de ver na televisão, em que carros da polícia - geralmente americana - perseguem bandidos por ruas e ruelas. Tentem agora imaginar cenário semelhante em vias pejadas de automóveis e sem qualquer força policial num raio de dois ou três quilómetros.

Não é, por isso, de estranhar que os amigos que apoiam o clube transformem os Super-Dragões em meninos de coro. Tal como não foi de estranhar - até por já estarmos avisados - que Blasi e Cannavaro tenham permanecido em campo e, ironia das ironias, tenha sido o Benfica a ficar reduzido a dez unidades. Nesse aspecto, o jogo foi profundamente português. Atrevo-me até a dizer que nenhuma outra cor cairia tão bem ao Nápoles. De acordo com Mourinho, Palermo fica a três mil quilómetros de distância, mas não é por isso que o "método" deixa de ser o mesmo.

Dia 2 de Outubro estarei lá. Para apoiar uma equipa que, espero, possa fazer melhor do que fez hoje. Para ver um jogo onde imperem, acima de tudo, as leis da FIFA. E para fazer ao Nápoles o que Nápoles fez ao lixo: incinerá-lo.

Ps. É espantoso que uma estação de televisão com 26 câmaras a filmarem, constantemente, um rectângulo de cento e seis metros por vinte não consiga captar a imagem de Rodriguez a agredir Nuno Gomes. É espantoso que um jornalista d'A Bola defenda que a queixa do Benfica em relação a Rodríguez é um "choradinho". Já não espanta minimamente que, ultrapassado sem mácula o Apito Dourado, tudo se faça agora às claras. Dois pesos e duas medidas para situações absolutamente iguais. Viva Palermo, carago!
 
por JAS às 22:12 | Link | 15 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Setembro 17, 2008
Boicote
A Ilíada associa-se ao Blog da Bola nesta sua iniciativa de levarmos o grupo Global Notícias dos Oliveirinhas à falência. É simples: deixem de comprar o Jogo, o JN e o DN. Sinceramente, acho que basta de financiarmos jornais que não dizem a verdade e que são claramente parciais no seu anti-benfiquismo.

P.S.- Já agora, se também pudermos tirar uns quantos clientes à Tv Cabo, optando pelo Meo (pelo menos até essa gente que controla a Sporttv se decidir a renegociar o contrato absolutamente desastroso dos direitos televisivos que nos prende até 2013) era óptimo. Até passaríamos a ter a Benfica TV e tudo.
 
por Mavs às 22:29 | Link | 13 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Setembro 16, 2008
Cardozo
Pedro Aldave, empresário do paraguaio Óscar Cardozo: «Se treinador não quer Cardozo, ele vai embora»

Como é óbvio este tipo tinha de se pôr logo em bicos de pé como se realmente fosse alguém com poder de decidir o futuro de quem quer que seja. Resta ao Benfica mandar educadamente este senhor pastar dizendo pura e simplesmente que o jogador tem contrato e que por isso só sairá quando o próprio Benfica entender. Pode-se também dizer a este tipo para esquecer qualquer possibilidade de colocar qualquer outro jogador seu no nosso clube. O tempo das comissões, com o Rui, acabou.

Já agora o próprio Cardozo tem de perceber que o Benfica este ano tem treinador. O tempo do papa-açordas que era o Chalana, esse, felizmente também acabou.
 
por Mavs às 02:20 | Link | 9 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Setembro 13, 2008
O outro lado do €uro
Quando Petit saiu do Benfica, poucos compreenderam a situação. Mais uma vez, berraram, o Benfica deixava escapar um jogador da casa. O pobre e triste Petit, que foi ganhar quiçá o dobro para o Colónia, era uma vítima nas mãos dos responsáveis benfiquistas, que tiveram a desfaçatez de nem sequer lucrar com a sua saída. Duas vezes estúpidos, berraram novamente os entendidos. Não só deixam sair um jogador (no entender deles) fundamental, como não cobram um cêntimo por ele.

É certo e sabido que qualquer jogador, estrangeiro ou português, a jogar em Portugal quer deixar o Aterro o mais depressa possível. Por questões competitivas e, hélas, por questões financeiras. Petit não era excepção, como, creio, ficou explícito numa carta do próprio que correu a blogosfera. O Benfica, estúpido como é (dizem os críticos), deixa-o sair a custo zero porque entende que esta é a última oportunidade de Petit de concretizar um sonho que, de tão banal, começa a tornar-se insuportável. Não querendo, com eventuais exigências financeiras, frustrar o negócio, o Clube coloca-se, uma vez mais, na linha de tiro.

Confesso que não contava que um dos atiradores fosse o próprio Armando. "O Benfica, se quisesse, podia ter ficado comigo", diz Petit. Eu aproveito a crítica imparcial de um dos melhores médios defensivos benfiquistas dos últimos anos para formular questão pertinente: se o Petit quisesse, também não poderia ter ficado com o Benfica?
 
por JAS às 10:04 | Link | 10 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Setembro 06, 2008
"Mata-mata"
Achei que depois da queda de Mestre Scolari e dos seus santos milagreiros conseguiria voltar a ver os jogos da Selecção. Afinal, um dos intérpretes do trio sertanejo já se tinha posto na alheta e o outro, o Anderson de Souza, pela maneira como havia jogado na época anterior, não duraria muito mais tempo. Conservaríamos o Kléberson como quem conserva ruínas no pós-guerra: para recordarmos, nós e os outros, os erros - enormes - do passado.

As forças do Destino - amigo pessoal de Felipão - resolveram, todavia, escolher outro caminho, colocando o Zandinga e o protegé no Chelsea, com direito a vitória no primeiro jogo e tudo, e Queirós no comando da Selecção Nacional.

Ora, eu não sei se já aqui escrevi isto, mas este é o único assunto em que eu e MST concordamos em pleno. Escrevia o Miguel aqui há uns tempos que Queirós ainda não tinha provado absolutamente nada como treinador e que, como tal, era um dos maiores "bluffs" do futebol português. Sim, tudo bem, tinha jeito para miúdos e conseguiu ganhar o campeonato do mundo de sub-17 ou de sub-18, mas é boa ideia não esquecer que os tais miúdos que o senhor tinha à disposição também deram muito jeito. Depois disso, pouco mais se viu.

Há quem diga que é um dos principais responsáveis pela carreira do Man Utd, coisa na qual acreditarei quando ma provarem. Até ver, só trinta e uns de boca. De resto, no currículo, constam apenas passagens não muito bem sucedidas por vários clubes, nos quais se inclui o Real Madrid, do qual, relembro, foi corrido. Culpa, obviamente, das não sei quantas estrelas que lhe impingiram e que ele, pobrezito, não conseguiu controlar.

O problema não é só dele. Confesso que os embates nacionais - e o nacionalismo patêgo que os caracteriza - não me suscitam grandes entusiasmos. Portugal, chegado ao topo do futebol europeu (dizem os "Ruis Santos"), tem por hábito acabar em grupos repletos de irrelevâncias. Malta, por exemplo, é uma delas. Numa situação normal, a selecção portuguesa chegaria aos dois dígitos no marcador. Mas Malta e a sua selecção de serralheiros, pedreiros e pescadores merecem a nossa atenção. Porquê, não sei. Limito-me a aguardar os discursos do costume, onde se ressalva o enorme respeito que temos pela selecção maltesa e, no caso específico dos jogadores, pelas noites maltesas, e nos quais pedimos calma perante uma qualificação que, apesar de dever estar assegurada à partida, dependerá da vontade e da bonomia do nosso grupo de estrelas, ao qual, se lhe der na gana, até é capaz de empatar com estas equipas de renome.

Surpreende-me, sobretudo, o objectivo. Portugal substitui o seu já pouco interessante campeonato por mais um disputado jogo de qualificação para uma competição na qual, se não formos afastados na fase de grupos, não conseguiremos ir além dos quartos-de-final. Os optimistas levantam-se e apupam. Pois é, senhores. Perdemos com a Alemanha dada a elevadíssima qualidade do nosso jogo e, enfim, Pequim foi o que foi. Para não mencionar esse grupo de amadores - a começar pelo seleccionador -que representam a selecção sub-21.

Claro que Queirós tem os seus méritos, nomeadamente já ter percebido que Quim é o GR certo para defender a baliza nacional. Verdade seja dita, não havia outra solução. Despedido o religioso, não havia necessidade de lhe manter o mono entre os postes. Aleluia.

Creio que eu e a Selecção só voltaremos a amigar-nos quando lá chegar Mourinho e só se chegar como Mourinho e não como José. Porque é de um provocador nato que necessita o enfado futebolístico que é a Selecção Nacional. De alguém que esmague as Maltas na conferência de imprensa e volte a esmagá-las dentro de campo. De uma equipa capaz de lidar com a pressão e de cumprir promessas feitas. No fundo, de uma Selecção completamente diferente do País que representa.


Ps. Baía veio dizer não sei o quê sobre Scolari, dizendo também não sei que mais sobre Queirós. Eu até poderia dizer que Baía está é com dor de corno, mas não comento os comentários dos lacaios de Pinto da Costa. E dos amigos pessoais de César Peixoto.

Ps2. Nunca mais ter de ouvir a expressão hedionda que compõe o titulo deste post seria um motivo excelente para ter posto Scolari a andar há uns anos atrás. Se os habituais aviários de Ricardo e a derrota numa final europeia contra os patetas dos gregos não chegassem, claro.
 
por JAS às 16:54 | Link | 31 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Setembro 04, 2008
Acabem lá com o Gozo!
Soube hoje que a pena de suspensão por 2 jogos do Luisão foi agravada dada - e cito - "a representatividade do clube" onde actua. Das duas uma: ou é a própria corrupção (em sentido amplo) que se verga à nossa grandeza ou então... por onde anda o chamado "Princípio da Igualdade". Será que esta gente sabe o que isso significa?
 
por Mavs às 19:45 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Setembro 03, 2008
Para ser sério é preciso parecê-lo
Então não é que o clube do "condenado a 2 anos de suspensão por corrupção" apresentou uma queixa à Liga pelo facto do Vieira ter ido ao balneário do árbitro, no final do jogo, pedir desculpa! Tudo isto quando o próprio flatulento andava a impestar a tribuna presidencial do estádio do Algarve, há 3 semanas, aquando da final da Supertaça... E tudo isto com a passividade de Madaís, Loureiros e outra gente do mesmo saco. Sinceramente, estou farto desta hipocrisia.
 
por Mavs às 17:07 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
E o Apito Final Nada Mudou
Desde que esta comissão disciplinar entrou em funções só houve 2 sumaríssimos. Advinhem lá a que clube pertecem os dois jogadores. Pois é, primeiro ao Derlei há dois anos atrás (sim, porque agora, lagarto, já não se tem de preocupar...) e o segundo foi ontem ao Luisão que, previdentemente, o retira do jogo precisamente contra o Sporting.
Sumaríssimo só mesmo para jogadores do Benfica. E se for em jogos contra equipas do Porto, melhor. É claro que para aquele a quem o vendido "nunca viu dar um pontapé a ninguém" não há sumaríssimo nenhum. Nem quando pontapeou na nuca o Jorge Gonçalves do Leixões, nem tão-pouco quando pisou o Moutinho. Enfim... De facto, assim nem vale pena melhorar a qualidade dos jogadores do futebol português. Isto está tudo feito. Precisamente desde há 20 anos. Como se fosse uma flatulência gigante e que nunca mais acaba...
 
por Mavs às 04:21 | Link | 13 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Setembro 02, 2008
Regresso ao Zimbabwe
Cheguei há uns dias. Seis, para ser mais exacto. Tive direito a manga, à chegada, porque voei na Lufthansa, coisa que não aconteceu nos últimos três ou quatro voos da TAP. Os que aterraram na Portela, entenda-se. Na zona de bagagens, onde fiquei retido à espera das minhas durante quase uma hora, os nativos aguardavam num silêncio eucarístico o fim da greve cerebral que, dia após dia, afecta os trabalhadores da Ground Force. Sem uma única reclamação. Atirei ao ar uns palavrões, baixinho, tentando espicaçar os monos. Consegui, no máximo, dois ou três olhares bovinos. Um barrigudo com havaianas, calções e t-shirt CK preta transformava dois tapetes em postes, entre os quais fazia passar uma bola, para delírio do pequeno CR7 - com brinquinho e tudo - que o acompanhava. Um outro falava com a mulher sobre telenovelas. Um terceiro ruminava. As malas chegaram pouco depois, enquanto eu, de joelhos, agradecia ao tecto de alumínio a demorada eficácia dos serviços aeroportuários.

Chegado a casa, reli as banalidades de sempre nos jornais de Agosto. Vinte e quatro horas depois, fui recebido, em festa, por cinquenta e cinco mil pessoas. No jornal do dia seguinte, um dos indesejáveis convidados era eleito o melhor da "party", ainda que a sua presença só se tenha feito notar pelo fraco espectáculo produzido. Mas o melhor ainda estava para vir. Passados três dias, um jogador do Benfica é punido com dois jogos num processo sumaríssimo, por causa de um gesto deliberado com o cotovelo. Nada haveria a dizer sobre a justiça da punição, não fosse um dos adversários o Bruce Lee (em muito mau) do futebol português. Mas o melhor, senhores, chegou no dia seguinte. Vieira vai aos balneários, quando não pode. O FC Porto, esse bastião da honestidade desportiva, apresenta, de imediato, uma queixinha nos mesmos órgãos que não puniram o presidente do FC Porto por este violar a sua suspensão de dois anos sentando-se em tribunas presidenciais a torto e a direito. O que equivale a dizer que já se percebeu quem é que vai ser campeão este ano.

Quando li a notícia, pensei que nem Mugabe faria melhor. É caso para dizer: já regressei ao Zimbabwe. E não poderia estar mais arrependido.
 
por JAS às 21:25 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Setembro 01, 2008
Orçamentos
E quando todos criticam a enorme despesa que custaram os reforços do Benfica (6,5 pelo Aimar, 3 pelo Martins, 2 pelo Reyes e o dinheirão que deve ter custado o empréstimo do Suazo), eis que aquela cambada de corruptos faz a maior compra de sempre do futebol português.
Não, não é o Ronaldo, não é o Kaka, não é o Ibrahimovic nem tão-pouco o Robinho. É sim o Pelé. Se fizermos as contas, é simples chegar a tal conclusão: o Quaresma - a acreditar na credibilidade do corrupto flatulento, o que me parece sempre um excelente princípio - só saía por 40 milhões "e ele próprio punha o último cêntimo". Como parece ter saído por 18,6 mais o tal Pelé, este último só pode ter custado a módica quantia de... 21, 4 milhões. Mais um negócio à Porto.
 
por Mavs às 00:49 | Link | 14 tragédia(s) escrita(s)