origem
Domingo, Novembro 30, 2008
Porque não, enfim, assumir?
Parece que a lagartada joga hoje. E parece que é contra o Guimarães. E parece também que Guimarães ainda é (infelizmente, diga-se) Portugal. Mas afinal para quê ainda um pouco de isenção? O Record é o jornal oficial deste clube ridículo e hoje foi apenas mais um assumir disso mesmo. Mas será que alguém ainda compra isto?
 
por Mavs às 20:37 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Novembro 29, 2008
O Leixões empatou.

CARREGA, BENFICA!
 
por JAS às 00:57 | Link | 12 tragédia(s) escrita(s)
Comparações
Rui Santos disse que o Benfica gerou muitas expectativas e, uma vez mais, desiludiu: perdeu sofrendo cinco golos do Olympiakos. Já Rui Santos, ao contrário do Benfica, não gerou quaisquer expectativas e soube comportar-se à altura: a sua análise soube ser a merda que sempre foi.
 
por JAS às 00:33 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Novembro 28, 2008
Sei o que fizeste no Verão passado...
Não sou de moralismos nem de exortações à alminha benfiquista em altura de derrotas. E não acredito em amores unilaterais. O Benfica perdeu bem. Perdeu por muitos. Importa recordar. Recordar com dor, com mágoa, com orgulho ferido. E vencer o Vitória de Setúbal apoiado nessa necessidade de demonstrar que o Olympiacos está fresco na memória e que, doravante, o Benfica, os jogadores do Benfica, vencerão. Não sei se será assim, mas espero que, pelo menos, tentem todos que assim seja. Corrijo: espero que, pelo menos, consigam todos que assim seja. Porque, ao contrário doutros tempos, o projecto agora é sério. E viável. Há que acreditar, sem dúvida. Mas há, acima de tudo, que reciprocar.

O FC Porto tem mérito por ter ultrapassado a fase de grupos por três anos consecutivos? Sem dúvida. Importa, porém, relembrar uma série de detalhes que aqueles lusitanos de orgulho ferido, que hoje tantas e tão inflamadas loas teceram ao FC Porto, têm dificuldade em recordar. Se o que importa é passar à fase seguinte da Champions, o Sporting tem tanto mérito como o FC Porto. É verdade que levou 5 do Barcelona. Mas marcou 2. O FC Porto levou 4 do Arsenal, que só não foram 8 porque Adebayor estava em dia "nim". Ganhou ao Dinamo com um penalty assinalado em cima do apito final e assegurou a passagem aos oitavos de final com um golo "à Porto": precedido de falta de Lisandro Lopez, que domina a bola com a mão, coisa que o árbitro, como é habitual a nível interno, não viu. E isto, claro, se não quisermos recuar um pouco mais no tempo para relembrar que o FC Porto, este ano, nem sequer deveria fazer parte dos grupos da Champions. Se o faz, deve-o a uma inqualificável e incompreensível decisão judicial. Mas o tempo - espero - trará à luz a verdade sobre o que se passou na tal reunião, como o blogger do Blog da Bola já tantas vezes mencionou.

Eu percebo: levar 6 - 2 do Brasil é ultrajante, sobretudo para quem ainda sente aquele clubezinho pateta ao qual chamam Selecção como seu. Mas ignorar esse facto e ressalvar que, apesar disso, será português o futuro melhor jogador do Mundo não é simplesmente ignorar os factos. É relativizar a verdade. O Benfica está a fazer uma péssima campanha na Taça UEFA. Sem sombra de dúvida. Mas isso não deve servir para transformar um FC Porto fraquinho (será preciso relembrar que o Olympiakos marcou 5 golos em 8 remates, mas que o Arsenal marcou 4 em bem mais e falhou outros quatro por milímetros?) em salvador da honra nacional. Sob pena de termos um D.Sebastião a tresandar a chocolate.


Ps. Não costumo comprar o jornal nestes dias. Hoje comprei e forcei-me a lê-lo. À mulher de César não basta parecer séria. É preciso sê-lo.
 
por JAS às 23:57 | Link | 8 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Novembro 27, 2008
Tragédia Grega, em 5 actos
É mau de mais para ser verdade, mas aconteceu mesmo.
Ao 3-0, pensei em Vigo...
Estou atónito com isto. Imagino que o mesmo se passe convosco.

A desorientação no meio-campo e na defesa foram evidentes, e confrangedoras. O jogo do Olympiacos era tão simples e directo que parecia faca quente a cortar manteiga.
 
por Jota às 21:36 | Link | 17 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Novembro 26, 2008
Não ter noção...
Chego a casa, ligo o rádio para saber como vai o jogo do Sporting e começo a ouvir "Olés".
Pensei que as coisas estavam a correr bem, até que o locutor anuncia o resultado:

Sporting 2 - Barcelona 5

Ridículo, não vos parece?

PS: Na mesma linha de estranheza, fica este post da autoria do Pedro FF, na Tertúlia Benfiquista, com um detalhe delicioso. Não deixem de ler.
 
por Jota às 21:33 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Dessa Prática Comum de Fazermos Negócios Inexplicáveis
É claro que a compra do resto do passe do Sidnei impunha-se. Ninguém põe isso em causa. O que questiono é antes a uma espécie de troca de favores que esta forma de negociar parece presumir. 2 milhões de euros por 50% dos direitos desportivos do Sidnei é melhor do que pagar os 5 milhões que pagámos em Julho, sem dúvida. Mas será razoável que, de modo a pagar apenas menos 3 milhões, hipotecarmos 30% de uma futura mais-valia que seria realizada com o jogador? Vejamos um exemplo muito prático: se o Benfica vender o Sidnei - digamos - por 25 milhões de euros (o novo valor da sua cláusula), a mais-valia seria de 18 milhões, o que corresponderia a que, desses 18 milhões, 5,4 iriam direitinhos para a Gestifute. Serei o único a achar que, a menos que haja algo que não seja para ser percebido no comunicado à CMVM, isto foi um mau negócio? Ou pelo menos um negócio em que os administradores da SAD poderiam e deveriam explicar os seus contornos, justificando as suas opções, nomeadamente a confissão de que só conseguiremos vender o Sidnei no máximo dos máximos por 17 milhões (de forma a que a tal mais-valia que irá para a Gestifute fosse, precisamente, de 3 milhões de euros)?

Por falar em péssimos negócios, a venda de 10% do Di Maria à mesma empresa por... 1 milhão de euros é absolutamente inenarrável. Estamos, pois, a falar de um jogador que (e não fui eu que disse isto) "só sairá pela cláusula de rescisão que é de 30 milhões" . É óbvio que se exige uma explicação.
 
por Mavs às 18:09 | Link | 7 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Novembro 24, 2008
Os Magníficos
Quem se atrevesse a ler o nome dos "magníficos" constantes da nova colecção d'A Bola pensaria que Vitor Serpa havia começado a trilhar os obscuros caminhos da insanidade. Afinal, juntar um "bicho", um "mágico" e um queijo a a um grupo onde estão uma "Pantera", um "Maestro" e um "Pequeno Genial" é crime punível com manicómio.

Mas, tal como o Senhor, também A Bola parece querer escrever direito por linhas tortas. O conceito é simples e conhecido: tal como o Bem e o Mal, o bom e o mau não existem de forma independente. Ou seja, seria impossível reconhecer a genialidade de Fernando Chalana se não pudéssemos compará-lo a um balde de merda como Ricardo Quaresma. E quem diz Quaresma, diz Jorge Costa. Ou Vitor Baía. Ou acham mesmo que, podendo escolher "heróis" do calibre de Germano ou Bento, o criador destes pedacinhos de filosofia optaria, de sã consciência, por duas irrelevâncias como aquelas! Só se fosse estúpido. Ou morcão (se me é permitida a redundância).

Poderia ter feito pior escolha? Naturalmente. Fenómenos como Paulinho Santos e João Oliveira Pinto enriquecem qualquer enciclopédia de vida selvagem e algumas cadernetas de futebol. Mas isso seria demasiado fácil. Afinal, estamos a comparar bom e mau, não bom e abominável.

Ainda assim, falta aquele que, na passada quarta-feira, contribuiu para me dar grandes alegrias (mais precisamente, seis). Não, não me refiro ao Prof. dos Pinos e Coletes, mas ao grande Káká, por ter demonstrado ao Mundo em geral, e aos cento e tal mil ceguinhos que subscreveram aquela petição d'A Bola em particular, que a genialidade é muito mais que nereidas, ginásio e hidratante. À atenção do 1º, 2º e 3º (futuro) melhor jogador do Mundo.

Ps. Rogério, "arrogante, incoerente, egocêntrico"?! Perdeu o amor à vida e ao emprego, homem?!
 
por JAS às 23:36 | Link | 23 tragédia(s) escrita(s)
Coimbra
Há certos estádio em que ganhamos sempre. Coimbra, está visto, é um deles. Hoje, definitivamente, ficámos mais perto de sermos campeões já esta época. Além de que quem entra em campo com um onze que não é claramente o mais forte mas que mesmo assim controlou na totalidade o jogo, o facto de o Proença ter assinalado um penalty a favor do Benfica (o que nunca aconteceu, mesmo que sejam nítidos - aliás como o de hoje, mesmo que esse execrável comentador da Porto, perdão: SportTV, "não tenha visto nada") são indícios que podemos chegar lá. Até porque, este ano, parece que temos jogadores a sério.
 
por Mavs às 00:23 | Link | 15 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Novembro 20, 2008
Dicionário
Sistema: do Lat. systema (Gr. sýstema, reunião, grupo)
Combinação de partes coordenadas entre si e que concorrem para um resultado ou para formarem um conjunto;

Querem um exemplo? A nomeação do Proença para o jogo em Coimbra.
 
por Mavs às 20:25 | Link | 15 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Novembro 17, 2008
"É quarta-feira, é meia-noite..."
Há várias razões para o futebol inglês ser considerado o mais interessante do mundo. Aos melhores praticantes juntam-se os mais endinheirados e, a estes dois, juntam-se adeptos que enchem estádios para assistirem a excelente futebol praticado em horários pensados por gente inteligente.

Em Portugal, sucede algo parecido. Dada a inquestionável qualidade dos nossos praticantes, aliada à rectidão dos dirigentes e - não esquecer - ao soberbo clima, que nos fornece um solzinho nocturno único no mundo latino, os jogos do campeonato principal, sempre de um interesse acima da média (quem consegue esquecer aquele Trofense - Rio Ave?!), jogam-se às noitinhas de Domingo. Quando não às de segunda-feira! Oh, joy!

Não contentes com esta realidade, quisemos deixar inequivocamente claro que somos os "máiores" e marcámos um jogo contra o Brasil, no Brasil, a uma quarta-feira (véspera de fim-de-semana, como é do conhecimento geral) à meia-noite. Eu, que gosto à brava desta Selecção, fiquei chateadíssimo. Sobretudo por pensar que pode haver jogadores do Benfica na convocatória. Aliás, nunca como hoje desejei tanto que a espinha dorsal da Selecção "Bosman" fosse composta por metade do plantel do FC Porto e por metade do do Sporting. E, tendo em conta que os buracos a que os de Alvalade chamam portas já se abriram para Carlos Queirós, não espero nada menos que Liedson a titular. Hugo Almeida, Nuno Gomes ou o Hélder do acne seriam uma desilusão que eu teria severas dificuldades em ultrapassar. Portugueses na Selecção Portuguesa? Mas está tudo louco ou quê?

Não percebo sequer qual seria o objectivo de jogar no Brasil a uma hora interdita a quase todo o Portugal se não fosse para dar a alegria aos brasileiros de saberem que nunca mais correm o risco de ver o Levezinho na "tricolor". Confesso que, se eu fosse brazuca (e Petralha), pagaria as despesas portuguesas de logística na totalidade só para tirar esse peso dos ombros. Afinal, nunca sabemos o que esperar duma Selecção ainda a recuperar da convocatória do Polga.

Os nossos jornais, esses, mantêm um silêncio bovino. É natural. Portugal, pensam eles, corre, como sempre, um sério risco de ganhar. E, numa semana em que o Manuel José se prepara para, pela bilionésima vez, reclamar o ceptro de melhor treinador de Portugal, do Mundo e, modestamente, do Egipto, quem é que aguentaria as críticas - sempre ferozes e acutilantes - do Prof. Queirós?

Pior: quaisquer reparos ilegítimos e irreflectidos poderiam aborrecer o (gajo que nós já andámos a pedinchar que fosse eleito) melhor jogador do Mundo. E ninguém sabe o que é que Cristiano Ronaldo, chateado, pode fazer (além dos malabarismos com o dedo médio). Com muito azar, poderia até aliar-se ao político que partilha com ele uma das suas características mais vincadas (a boçalidade) e fazer campanha pela independência da porção mais "calimera" do País: a Madeira. E essa é uma alegria que nenhum de vós me quer dar. Pois não?
 
por JAS às 22:12 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Um primperam*, por misericórdia!
"Sou o primeiro, o segundo e o terceiro melhor do Mundo."

Cristiano Ronaldo

* A dopamine antagonist that facilitates muscular movement in the upper gastrointestinal tract and is usually used to treat nausea and gastroesophageal reflux. Em português para leigos, anti-vómito.
 
por JAS às 22:01 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
No Name
Sobre esta história da claque do Benfica, obviamente não vou ser eu a fazer a sua defesa. Se andaram a fazer coisas que não deviam, devem pagar por isso e não devem tão-pouco esperar por qualquer tipo de apoio nem do clube, nem da parte do seu Presidente, nem, enfim, da opinião-pública do clube, isto é, da parte dos seus associados. Nós, civilizados, ao contrário de outros, não nos revemos neste tipo de, vá lá, vou chamar-lhes "gente" que serve de guarda pretoriana a presidentes, que os acompanham nas suas idas a tribunais, e que, em geral, condicionam através da violência adversários e - pasme-se - até os próprios jogadores dos seus clubes. Neste ponto, como é óbvio, não me estou a referir aos No Name. Pelos menos, não só aos No Name.

De tudo isto, o que se retira é que parece, na justiça portuguesa, haver só um Departamento de Investigação e Acção Penal. O de Lisboa.
 
por Mavs às 21:57 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Sabor a pouco
Cheguei à pouco a casa, vindo do estádio, e a sensação de estranheza com que fiquei desde o apito final do árbitro ainda não passou.
Bem sei que o que interessa é se no final da jornada temos ou não três pontos a mais do que na jornada anterior, mas a forma de jogar da equipa desagradou-me sobremaneira.
Num jogo em que tínhamos obrigação de mostrar um futebol fluído e de qualidade, e para mais, jogávamos com um adversário que atravessa graves problemas financeiros, a nossa equipa parecia estar aluada e alheia do jogo.
Parece-me que este losango não funciona.
Sem um extremo no lado direito ficamos coxos, já que nos tornamos dependentes do momento de inspiração de Carlos Martins... que hoje fez imensos disparates no passe.
Não podemos esperar que Maxi consiga dar vazão ao caudal ofensivo da ala direita: pelas suas limitações no capítulo dos cruzamentos, e porque é imperativo que a defesa não fique fragilizada (lembremo-nos das alturas em que Nélson atacava, e da forma como éramos sistematicamente surpreendidos em contra-ataque, sempre por aquele lado).
O próprio Katsouranis teve momentos em que parecia alheado do jogo e Aimar esteve muitos furos abaixo daquilo que dele se espera: o principal municiador do ataque encarnado, soltando a bola da forma certa na altura certa.
Poucas vezes assistimos a isto no jogo de hoje.
Não consigo sacudir a sensação que a equipa se esforçou quanto baste, parecendo esperar que o desfecho favorável do jogo surgisse naturalmente. Estamos habituados a ver isto na Selecção, com os resultados que se conhecem...

De positivo, ficam as arrancadas de Suazo, que parece estar noutra liga, em termos de velocidade, e a certeza que já é Sidnei: temos central, e dos bons!
 
por Jota às 00:11 | Link | 12 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Novembro 16, 2008
Com a liberdade de expressão me enganas
A RFM noticiou que o Benfica proibiu os jornalistas da Lusa de entrarem no Estádio da Luz, ao som - tácito - de "Grândola, Vila Morena", como que recordando aos esquecidos que Salazar jaz morto, que a "censura" acabou e que é preciso proteger a liberdade de expressão. É uma coisa engraçada e ampla, essa da "liberdade de expressão", ainda que um tanto confusa. Eu, pelo menos, tenho algumas dificuldades em diferenciar "liberdade de expressão", "liberdade de invenção" e "liberdade de distorção". Nomeadamente, por alturas de Verão. Consequências do calor, concerteza.

Aguardo, por isso, sem expectativa as crónicas de amanhã. A classe dos jornalistas faz-me sempre relembrar uma brincadeirazinha de criança. Um de nós estendia o indicador e, com voz de gozo, ordenava: "toca no cigano". O toque despoletava a abertura total da mão e ao indicador juntavam-se os outros quatro. Há excepções, claro. Mas servem apenas para confirmar a regra de que um ataque a um jornalista é um ataque à classe, ao grupo, à mole. E a mole, enxofrada e ofendida, ergue o caderninho e o lapinhos e carrega sobre o ofensor, como o carneiro sobre o pasto. Não nos admiremos, por isso, se o Benfica, nos próximos meses, contratar mais meia-equipa, se o Quique se chatear com Rui Costa e Luis Filipe Vieira por causa do bigode do Chalana (ameaçando, naturalmente, bater com a porta) e se se descobrir que os administradores da SAD do Benfica receberam prémios, apesar do clube ter ficado em quarto lugar (a razão pela qual os receberam, como é óbvio, não interessa a ninguém... má-fé?! Senhores, por quem sois!).

Num país civilizado, a má-fé seria resolvida em tribunal. Os problemas, porém, são dois: primeiro, Portugal não cumpre o requisito civilizacional. Segundo, a decisão do tribunal seria sempre pressionada pelo fantasma de Abril passado. Nada contra. Excepto, talvez, a ideia de que o oposto de "censura" não é - nem nunca poderá ser - "liberdade total", detalhe que o plumitivo vem tendo sérias dificuldades em assimilar.

Claro que peroro sobre insignificâncias. Afinal, publicar uma notícia (ainda que a mesma não corresponda, em muitos casos, à realidade) sobre o Benfica é dar de comer a centenas de portugueses. Os que a investigaram, os que a redijiram, os que a publicaram e os que, amanhã, se degladiarão pelo fósforo que tentará, uma vez mais, incendiar a pilha sobre a qual jaz, amarrado, o seu principal meio de subsistência.

Infrutiferamente, avisamos já.
 
por JAS às 01:52 | Link | 12 tragédia(s) escrita(s)
Disto de ser um clube diferente
Ia escrever qualquer coisa sobre a derrota de hoje do Sporting em casa mas, muito sinceramente, não tenho tema. É algo de tão profundamente normal que até o próprio treinador admite que "o Leixões foi superior". Consequências desta derrota ou destas declarações? Nenhumas. "O Leixões foi superior", os adeptos não reagem - antes, aplaudem, os jogadores estão com o treinador, o Presidente vem à sala de conferências não para correr com o Paulo mas para fazer as pazes com o sr. seleccionador e, enfim, foi só o fim de mais uma semana lá para os lados do Lumiar. De facto numa coisa a lagartada tem razão: sem sombra de dúvida, são um clube diferente.
 
por Mavs às 01:06 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Novembro 14, 2008
Ídolos com pés de hidratante.
Há uns meses troquei e-mails com um jornalista d'A Bola. A razão? Cristiano Ronaldo. Na altura, Rogério Azevedo escrevia que não era preciso "ter medo". Cristiano poderia vir a ser "melhor do que Eusébio". O meu e-mail (que escrevi ainda em choque) contradizia-o. Eusébio, dizia eu, se jogasse hoje, seria bem melhor do que Ronaldo. Esgrimimos ambos os respectivos pontos de vista e eu, há uns sábados, acabei por ganhar. Não, não voltei ao contacto com o Rogério. Não foi preciso. Bastou-me ler o texto do Prof. Mário Cardoso Marques, um perfeito desconhecido para quem abomine - como eu - a versão machona do ballet (que envolve uma bola, uma rede a meio do campo e uma série de homens a fazerem pliês para a acariciarem). O texto, apesar de pequeno, bastar-se-ia com a última frase:

"Eusébio, com as caneleiras, chuteiras, assistência médica e treinos de hoje, superaria Cristiano Ronaldo e, seguramente, teria jogado até aos 40 anos".

Realmente, não há que ter medo: Ronaldo até pode ser, para a tribo de brinquinho e crista que o venera, de outro planeta. Mas Eusébio será sempre de outra dimensão. E como as estatísticas, o número de golos, a superior qualidade de jogo e a capacidade técnica pareciam não ser suficientes, juntámo-lhes um bocadinho, pequenino, de ciência. Para que deixem de subsistir dúvidas em relação ao melhor jogador de futebol português de todos os tempos. Eusébio da Silva Ferreira, de seu nome.
 
por JAS às 23:53 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
Assuntos em atraso
Se o trabalho amordaça a criatividade, o estágio de advocacia – esse paraíso do moralismo transformista português - acrescenta-lhe as bastonadas e os pontapés nos testículos, o que transforma os noventa minutos de um jogo do Benfica em dia útil num fim-de-semana sem a missa de domingo.

E foi essa exacta sensação de descanso que obtive segunda-feira. Com um Benfica dominador e uma vitória incontestável, assegurámos, sem problemas, a passagem aos oitavos-de-final desse troféu latrinário que é a Taça de Portugal. E, no entanto, não pude deixar de sentir uma leve brisa de desapontamento. É certo que ganhar é bom, mesmo contra o Aves. Mas não há melhores vitórias que as de Guimarães. Contra 14. Contra a FPF. Contra os Hermínios, os Loureiros e os Gilbertos. No fundo, “contra tudo e contra todos”. O discurso, bem sei, tem moradia fixa com piscina do outro lado da 2ª Circular. Mas não há como negar a emotividade de uma vitória que vemos ser-nos (so)negada ao minuto e que, a final, regressa connosco ao palco da civilização portuguesa. Tal como nos filmes: derrotados os selvagens, embainhamos a espada, montamos a montada e regressamos à rotina vitoriosa do lar.

Cabe-nos agora a tarefa, bastante mais complexa, da regularidade. E da inteligência. Saber, como soubemos contra o Aves, quando dar tudo. E quando não dar quase nada. Na prática, como disse um simpático senhor francês, é necessário estar constantemente a avançar. Com a cautela que o acordo de mentiras que tem sido a história dos últimos vinte e cinco anos do futebol português nos exige. E sem nunca desprezar a insolência que devemos ao Carlos e aos seus amigos. Do alheio.
 
por JAS às 00:23 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Novembro 13, 2008
Isto é que é uma claque!
 
por Jota às 21:32 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Novembro 10, 2008
Futebol Português
Parece que ontem, o actual 8º classificado eliminou o 4º num jogo da Taça de Portugal presenciado por 20 mil espectadores. E denominaram o jogo de "um clássico do futebol português". Pobre futebol o nosso. Aliás, pobre não. Ridículo.
 
por Mavs às 19:17 | Link | 24 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Novembro 07, 2008
Di Magalhães
Li no Excremento que "é um facto curioso o Di María ter sido titular em todos os quatro jogos da Taça Uefa e apenas num nas sete jornadas do campeonato. Porque será?". Acho inacreditável - sequer a hipótese - de o Quique, ou o Rui, ou ambos andarem armados em Sócrates a impingir Magalhães a tudo o mexe. A sua não substituição ontem em detrimento da do Reyes não augura nada de bom.
 
por Mavs às 23:46 | Link | 12 tragédia(s) escrita(s)
Zon/TV Cabo
Benfica encerra negociações com ZON/TV Cabo

É óbvio que isto já seria de prever. Enquanto os Oliveirinhas não se aperceberem que é o Benfica que agora tem a posição de mercado, nada feito. Se não quiserem perder o monopólio que têm, é muito simples: paguem. E paguem não só o produto em causa, como décadas e décadas em que andaram a enriquecer à nossa custa.
 
por Mavs às 23:28 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Novembro 06, 2008
Galatasaray
Hoje foi daquelas noites em que tudo correu mal. Parecia que estávamos há um ano atrás. Até o próprio facto do Vieira ter dito uma das suas habituais pérolas e, no jogo imediatamente a seguir, a equipa vacilar.
É claro que também há algumas culpas na disposição táctica da equipa e na própria escolha dos jogadores. O Yebda e o Katsouranis foram péssimos, o Gomes e o Reyes jogaram pouco, os centrais eram batidos muito facilmente, o Martins perde bolas atrás de bolas e o Di Maria é um óptimo jogar quando não tem que assumir o jogo. Pode ser que os benfiquistas percebam a importância de um jogador como o Rúben Amorim: é ele que equilibra a equipa, é ele que impede um jogo baseado em 6 que defendem e 4 que atacam. E, nesta perspectiva, pode ser que os benfiquistas percebam também a importância da contratação de um jogador como o Tiago: uma espécie de Amorim só que bastante melhor.
Enfim, de positivo só mesmo a tremenda ovação dos adeptos no final do jogo. A questão, porém, tem de ser colocada: até quando este autêntico "estado de graça" (que, ainda assim, espero que se mantenha...)?

P.S.- Acho piada a uns selvagens que por aqui passaram a mandar piadas sobre esta derrota. Aqui, na Ilíada, ninguém tem comentado a prestação do actual 8º classificado do campeonato. Somos assim: deixamos as questões da província para os provincianos. E para os tribunais, claro.
 
por Mavs às 22:29 | Link | 15 tragédia(s) escrita(s)
Salários dos Jogadores da Liga Portuguesa
Foi ontem divulgada a lista dos 10 salários em bruto mais elevados dos jogadores de clubes portugueses cotados em bolsa:

1 - David Suazo - SL Benfica 150.000 €/mês, 1.800.000 €/ano (Valores correspondentes a 50% do salário)
2 - Lucho Gonzalez - FC Porto 135.000 €/mês, 1.620.000 €/ano
2 - Cristián Rodriguez - FC Porto 135.000 €/mês, 1.620.000 €/ano
3 - José A. Reyes - SL Benfica 110.000 €/mês, 1.320.000 €/ano (Valores correspondentes a 50% do salário)
3 - Pablo Aimar - SL Benfica 110.000 €/mês, 1.320.000 €/ano (Através de objectivos o salário de Aimar poderá subir para 1.600.000 € anuais)
3 - Liedson - Sporting CP 110.000 €/mês, 1.320.000 €/ano
4 - João Moutinho - Sporting CP 100.000 €/mês, 1.200.000 €/ano
4 - Fábio Rochembach - Sporting CP 100.000 €/mês, 1.200.000 €/ano
4 - Bruno Alves - FC Porto 100.000 €/mês, 1.200.000 €/ano
5 - Nuno Gomes - SL Benfica 90.000 €/mês, 1.080.000 €/ano
5 - Hélder Postiga - Sporting CP 90.000 €/mês, 1.080.000 €/ano
6 - Luisão - SL Benfica 86.000 €/mês, 1.032.000 €/ano
7 - Lisandro Lopez - FC Porto 85.000 €/mês, 1.020.000 €/ano
8 - Carlos Martins - SL Benfica 80.000 €/mês, 960.000 €/ano
9 - Katsouranis - SL Benfica 76.000 €/mês, 912.000 €/ano
10 - Marco Caneira - Sporting CP 75.000 €/mês, 900.000 €/ano

Fonte: Futebol Finance
 
por Mavs às 01:47 | Link | 9 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Novembro 05, 2008
Lista de Natal
Querido Pai Rui Costa, para este ano queria:

- A permanência do Reyes (que - e cito - "assinaria pelo Benfica de olhos fechados", se lhe fosse apresentado um contrato para os próximos anos).
- A permanência do Suazo (que - e cito - se "sente parte do projecto do clube", admitindo ficar).
- O Tiago (que, segundo o site italiano Top Mercato, até aceita baixar o seu salário se for para jogar pelo Benfica).
 
por Mavs às 02:02 | Link | 11 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Novembro 04, 2008
Dúvidas
Chamem-me picuinhas, mas será que alguém me consegue explicar a razão pela qual se considera grande um clube que faz história ao passar, pela primeira vez, aos oitavos de final da Champions aos cento e dois anos de vida?
 
por JAS às 21:30 | Link | 9 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Novembro 03, 2008
Recuerdos de Guimarães
A ser verdade que recordar é viver, ontem estive próximo da imortalidade. Senão, vejamos: recordei a razão pela qual o Guimarães atingiu o terceiro lugar na época passada e a razão pela qual não o atingirá nesta; recordei, com redobrado prazer, os jogos com o Basileia e a versão (homos)sexual da Regra D’Ouro: “não tentes sodomizar os outros se não gostaste de ser sodomizado” (lição que o Vitória, pelos vistos, demora a interiorizar).

Recordei também a razão pela qual uma arbitragem, em Guimarães, terá sempre de obedecer a critério duais. Já a lei o diz: há que tratar de forma igual o que é igual e de forma diferente o que é diferente. Por isso, não podemos esperar que as leis do jogo, ditadas e escritas por membros da civilização e aplicadas por gourmets dos lacticínios sejam válidas perante a tribo vimaranense. Estou até em crer que deveríamos tecer loas culturais a Carlos Xista, pela perspectiva multiculturalista que lhe permitiu compreender que, para os Sextas-feiras do Guimarães, enterrar os pitons na cara de alguém é um gesto aparentado com a festinha.

Confesso que, a dada altura, aguardei, ansioso, o momento em que os vimanarenses furariam as redes encarnadas recorrendo a lanças africanas. Em vez disso, porém, só lhes deram uns desapontantes pontapés na cara e umas cotoveladas. É caso para dizer que já não se fazem selvagens como antigamente. Pelo menos, não tão longe da”Naçon”.

Claro que, tendo a imortalidade em vista, não me fiquei pelas memórias e enveredei também pelo campo dos desejos. Ao Guimarães, por exemplo, desejei um João Loureiro, a Liga Vitalis ou ambos em simultâneo. Ao Carlos Xistra, um galão sifilítico. E à dupla Luís Filipe / Nuno Assis (o Chitãozinho e Xóróró da bola) uma longa e proveitosa carreira futebolística. Não haja dúvida que tecnicistas com a sua qualidade fazem uma falta imensa ao futebol. Sobretudo ao dos adversários do Benfica.
 
por JAS às 19:08 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Novembro 02, 2008
Campo inclinado
Hoje assistimos a dois "Benficas" em campo.
Ao contrário do que possam pensar (e do que é usual na nossa equipa), esta dicotomia não foi má, antes pelo contrário. Passo a explicar.
Assistimos primeiro a um SLB cheio de classe e técnica, tendo esse estado de alma atingido o seu zénite com a verdadeira obra de arte que foi a jogada do nosso primeiro golo. Aimar e Suazo deram-nos uma mostra inegável de quão bem se pode jogar futebol, mesmo em Portugal, e de como o futebol poderia ser bonito se o estado do jogo dependesse apenas dos jogadores.
Contudo, o árbritro Carlos Xistra não terá ficado tão entusiasmado com aquele hino à beleza e à arte, e resolveu "abrir o livro", passando a uma das actuações mais vergonhosas que alguma vez pude ver num campo de futebol.
Foi um autêntico roubo de igreja, de tão vil, nojento e declarado que foi.
Exemplo: Andrézinho tenta refazer a cara de Suazo e nem amarelo vê (se este lance não der sumaríssimo, uma vez que o árbitro nada assinalou, só a tiro de canhão é que o estado do nosso futebol pode ir ao sítio!), mas Reyes foi amarelado pela segunda vez por um tipo de falta semelhante, mas com menos 10% do perigo da feita por Andrézinho. Já agora, o primeiro amarelo é inventado.
Para além disto, vimos os jogadores vimaranenses a fazerem faltas a seu bel-prazer (Aimar fartou-se de levar pancada), e nada era assinalado; ao invés, qualquer falta feita por jogadores encarnados dava direito a cartão amarelo.
Temos ainda os mergulhos e protestos exacerbados dos vimaranenses que nada valiam em matéria disciplinar.
O D. Afonso Henriques atingiu a inclinação máxima durante este jogo, e foi aí que vimos um SLB operário, cheio de garra e entreajuda.
Sim, fomos obrigados a defender, mas apenas pela actuação desprezível e enviezada do senhor Carlos Xistra.

É notório que não nos querem deixar andar no topo, mas com esta junção de classe e garra, temos condições para ser de novo campeões. Há que acreditar!


PS: Manuel Cajuda veio dar os parabéns aos seus jogadores. Claramente, devia ter dado também uma palavra de apreço ao árbitro. Foi notório que Xistra tentou compensar a falta de futebol que assola esta equipa do Guimarães, mas não deu para sacar um pontinho sequer.
"Foi um bom esforço, Xistra", era o mínimo que se poderia dizer...


 
por Jota às 23:51 | Link | 18 tragédia(s) escrita(s)