origem
Terça-feira, Abril 28, 2009
O que é Lusitano, é bom
Segundo consta, há por aí uma série de gente que acha que o castigo de Pepe deveria alastrar à Selecção, com base num raciocínio qualquer estapafúrdio. Eu, francamente, sou contra. Primeiro, porque me cheira a hipocrisia. Já dizia o velho Oscar (o Wilde, não o Cardozo!): a man who moralizes is usually a hypocrite. Se não queriam o Pepe na Selecção, tivessem feito alguma coisa ab initio. Agora, senhores, é demasiado tarde.

Mas há uma segunda razão, bem mais forte, para evitar o afastamento de Pepe dos palcos da Selecção. É um problema português, este: Portugal não gosta de defender aquilo que é seu, aquilo que ele próprio produziu (ainda que alguma dessa produção seja artificializada, mas enfim). Não há que ter medo, senhores. O que é lusitano, é bom. Dizem-no as montadas e as artes, sobretudo depois da exibição de "Fim-de-semana lusitano", épico do cinema para adultos português. Não queiram privar-nos agora da observação, in louco, da dupla que fará furor nos próximos europeus e mundiais, elevando às estrelas a garra, a combatividade e a impunidade portuguesas. Convosco, leitores,


Os Carniceiros Lusitanos




 
por JAS às 10:03 | Link | 25 tragédia(s) escrita(s)
O minuto 58
Uma daquelas coincidências...
 
por Jota às 09:07 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Abril 26, 2009
Para acabar com os habituais mal-entendidos

ATÉ OS COMEMOS!

GRANDE BENFICA!
 
por JAS às 00:41 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Abril 25, 2009
Momentos Twitter
Estou a ver o Benfica - FC Porto em basquetebol e só me ocorre um pensamento: se aquilo são profissionais (com honrosas excepções), não quero sequer saber como jogam os amadores.
 
por JAS às 18:48 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
As "Eleições" (I)
Bruno Carvalho calou-se de vez e a blogosfera azul e branca pausou para uma lágrima. Não é todos os dias que se perde fã tão dedicado. Se à Ilíada Benfiquista os adeptos do Fóculporto vêm insultar e agredir, ao Novo Benfica iam, sobretudo às quintas-feiras, para aplaudir a sagacidade, a visão e aquela forma de benfiquismo tão especial que se faz de aplaudir tudo o que não é encarnado.

Quase nenhum de nós tinha percepção disso, mas Bruno Carvalho é um visionário. Ou, como se diz na gíria, um benchmarker. O que é um benchmarker? De acordo com um dos vários comentadores do seu blogue, trata-se de alguém que, no fundo, copia as boas práticas empresariais de terceiros, aplicando-as à sua empresa com o intuito de fazê-la evoluir. A definição, per se, permite um vislumbre da dignidade da coisa: há alguém que copia alguma coisa e daí retira os seus proveitos. Magnífico.

O senhor Carvalho (como se diz em futebolês) pretende, portanto, desenvolver o Benfica através da utilização das coisas boas que são postas em prática no FC Porto. Curiosamente, a mesma estratégia que o senhor Vieira, de quem o senhor Carvalho é tão crítico, resolveu seguir. Com os resultados que se conhecem, dir-nos-ia o Bruno. Tenho de confessar que não poderia concordar mais com ele. Falta-nos o essencial. Receber árbitros, por exemplo. Espalhar espiões de bigode e casaco de cabedal pela cidade de Lisboa. Emprestar equipas inteiras a clubes da Liga Sagres.

Ainda assim, acho que o senhor Carvalho enferma de vistas um pouco curtas para um clube tão grande como o Benfica. Com 14 milhões de adeptos, poderemos ir muito mais além. E já que estávamos a copiar o FC Porto e o seu ilustre Presidente, porque não atravessar o Atlântico e ir beber à fonte Ponzi do senhor Maddoff? Tenho a certeza que haverá forma de adaptar o esquema ao empréstimo de jogadores, de formas que o FC Porto nem nunca sonhou! Não descuremos, porém, as potencialidades portuguesas. Que tal ter lições em Felgueiras e transformar sacos azuis (curiosa cor, para parafrasear Mota Amaral) em sacos encarnados? Mais: o que é que nos impede de chamar a família Loureiro para a direcção financeira? Diz-se por aí que são uns autênticos David Copperfields da imobiliária: quando compram vale dez e quando vendem, vale mil. Magic!

A final, para culminar em beleza, nada como pegar em todas estas influências e fazer doutrina. Tenho inclusivamente uma sugestão para o termo: podíamos chamar-lhe... cheating. Fica ao seu dispôr, senhor Carvalho.


Ps. Afirmar-se como putativo candidato às eleições do Benfica, não apresentar qualquer programa ou qualquer ideia e, mesmo assim, pretender ser convidado pelo canal do clube para, presume-se, um debate é dum portuguesismo atroz. Faz-me lembrar alguns colegas meus, quando exigem que lhes seja pago um balúrdio, mesmo sem terem mostrado o que valem. Além disso, tendo em conta a ausência de programa eleitoral, está-se mesmo a ver que a ida à Benfica TV serviria apenas para discutir o prato favorito do senhor Carvalho: o mérito (sic) desportivo e empresarial do Fóculporto. O Porto Canal não deve ser grande que chegue.
 
por JAS às 02:33 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Ganda Telma, pá! Margem Sul power, pá!
Em desportos que não são notícia pela fraquíssima qualidade das suas arbitragens, habitualmente tendenciosas e pouco transparentes, este ano só se pronunciou um nome: Sport Lisboa e Benfica. Depois das medalhas olímpicas, o Europeu de Judo, conquistado por uma mulher que abocanha pastéis de nata, o que não sendo necessariamente uma qualidade, também não tem de passar por defeito.

Ps. Parece que aquele clube de atletismo que também tem uma equipa de futebol conhecida no meio como "o Grupo dos Doze" (e não me estou ao referir ao público, que esse já nem sequer se dá ao trabalho de lá pôr os pés) ganhou qualquer coisinha. Parabéns ao Rui Silva, que não será de culpar pelo franco mau gosto na opção clubística.
 
por JAS às 02:03 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Abril 23, 2009
Deixem jogar as mercearias
Temos recebido muitos comentários (que, por amor à inteligência de quem não os faz, apagamos) sobre uma possível tendência deste blogue para fazer demasiados posts sobre o FC Porto. Assim, para não desiludir quem os conta, um por um, aqui vai outro.

Quando o Sport Lisboa e Benfica, há uns anos, pediu a árbitros e adversários que deixassem jogar o Mantorras, a risota foi geral. O futebol, não sendo um desporto de florzinhas, não se compadecia de meninos, ainda que Mantorras levasse porrada de adulto. O resultado foi o que se conhece.

Cinco ou seis anos volvidos, e dada uma entrada um pouco menos simpática sobre o jogador-revelação da Liga Sagres, que motivou, inclusivamente, a sua lesão, veio a terreiro o FC Porto lamentar a "passividade dos árbitros". Há que louvar a atitude do FC Porto: ao menos, agora já só fala dos árbitros, em vez de passar o tempo a falar com eles. Sobre questões pessoais, como é óbvio.

Queixa-se o campeão antecipado da passividade "que encoraja a insistência dos infractores", que "não tem merecido qualquer sanção por parte dos órgãos disciplinares competentes", afirmando ainda que "a justiça desportiva se tem demitido de actuar em casos idênticos, recordando as lesões de Anderson e Lisandro". Concordo completamente. Aliás, a frase é de tal forma verdadeira que, mesmo quando recontextualizada, não perde a veracidade, como o seguinte exemplo ajudará a demonstrar: a não penalização de quem recebe árbitros em casa para lhes prestar favores pessoais encorajou a insistência dos infractores, como o último fim-de-semana em Coimbra pôde perfeitamente comprovar, não tendo merecido a dita infracção qualquer sanção por parte dos órgãos disciplinares. Só no que respeita à justiça desportiva é que o caso muda de figura: afinal, não se pode demitir quem está há 30 anos desempregado.
 
por JAS às 21:27 | Link | 8 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Abril 22, 2009
"Estás Louco?"
Podia aqui dizer que a agressão do Pepe, esse grande português, foi apenas força de um hábito adquirido em Portugal, hábito esse que faz Escola num certo e determinado clube (por sinal, corrupto). Podia dizer que certos e determinados jogadores que jogam no mesmíssimo clube e na mesmíssima posição seguem, muito legitimamente, as suas pisadas. Podia dizer que tipos destes não mereciam sequer estar no futebol, muito menos em selecções nacionais que, no caso de Pepe, nem representam o Estado da sua nacionalidade. Podia dizer que o castigo que este tipo de gente merecia era a irradiação. Não vale a pena. Fruta e chocolates para todos.
 
por Mavs às 22:59 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Abril 20, 2009
Setúbal
Bastava Quique perceber que já devia ter introduzido os portugueses na equipa mais cedo (o Ribeiro obviamente não conta) para metade da contestação não existir. Com o Amorim na posição onde deve jogar, com dois avançados, com o Aimar a vir buscar jogo (ainda que não a 10...) e com o Cardozo a titular (continuo a dizer que, apesar dele não jogar nada, se estiver em campo, marca sempre golos - no plural...), os resultados acabam por aparecer dada a melhor qualidade dos nossos jogadores. De facto, é por isto que - ainda que apoie a decisão do Rui, qualquer que ela seja no final desta época - não vou ser oportunista ao ponto de não assumir, desde já, que Quique não dá.
O jogo contra o Setúbal demonstra não só que o resultado da semana passada foi um equívoco mas também que, esta época, tínhamos todas as condições para sermos campeões. E, se não o fomos, a culpa (ou grande parte dela, pelo menos) é do espanhol. O mais frustrante de tudo é que ele ainda será um grande treinador. O futuro dar-me-á razão. Ou não.

P.S.- Ah e tal, não há comandante, mas há ladrão. O seu nome é, como a figurinha, ridículo. Assumo com todas as letras: foi um ROUBO. Viu e não quis marcar por ser contra o Porto. Tão simples como isso. É impressionante o descaramento desta gente.
 
por Mavs às 20:33 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Abril 17, 2009
Pelo Menos, Assumem.
"Podemos não ser campeões, mas não podemos ser terceiros", diz Paulo Bento

Aí está o objectivo lagarto finalmente assumido: o segundo. Faltou-lhes pedir outro Postiga.
 
por Mavs às 21:02 | Link | 12 tragédia(s) escrita(s)
Calou o Bico!
Parece que este tipo, para já, calou o bico.

E agora Jorge Nuno? Qual é o rumo a seguir?
 
por Mavs às 20:59 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Abril 15, 2009
"Sempre tive um carinho muito especial pela torcida do Porto"
Percebemos porquê, Anderson. Percebemos porquê.

 
por JAS às 21:48 | Link | 12 tragédia(s) escrita(s)
"Estou muito feliz por ter marcado ao Porto"



Nós também, pá. Nós também.
 
por JAS às 21:46 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
WE ALL FOLLOW MAN UTD!!!!



Eu sempre disse: o melhor do Mundo é o Rónáldo! Grande jogador! Grande Ronaldo! Volta, pá, estás perdoado (pelo menos, enquanto eu me lembrar da gloriosa noite de hoje)! Ao contrário do que toda a imprensa e alguns blogger quiseram fazer crer, o FC Porto só jogou o que o Manchester deixou jogar. Tanto lá, como cá. Ou querem mesmo fazer-nos crer que a ausência de Ferdinand e Berbatov foi assim tão irrelevante? Confesso que hoje também tive inveja: inveja de não ter estado no Dragão a ver abater os criminosos.
 
por JAS às 21:38 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
O Sistema está Contente
De facto, tudo corre bem:
- O Porto é "um campeão justíssimo porque é a única equipa portuguesa a conseguir fazer uma exibição daquelas em Manchester". Já ninguém se lembra de que não há assim tantas jornadas atrás, só não perderam o primeiro lugar graças ao ladrão do Proença e ao lance que todos nós sabemos.
- O Flatulento foi absolvido. Ninguém se lembra que foi só na Primeira Instância (e o PGR já afirmou que todos os casos decididos a favor do Porto ou do seu presidente irão sempre até ao STJ... Porque será?) e que já foi condenado na justiça desportiva.
- O Sporting lá está no lugar mais ambicionado: o segundo. Pode ser que tenham um Postiga como prenda. A única coisa que lhes faltou foi uma taçazinha que, logo por azar, foi ganha por nós. É bom que não esqueçam isto.
- O Benfica fica em terceiro e os seus adeptos, esquecendo os autênticos roubos que nos foram feitos em jogos cirúrgicos do campeonato, mostram lenços brancos.
- A imprensa pode fazer aquilo que mais gosta: criar a instabilidade no Benfica. Já não bastava o treinador, agora está tudo em causa: director de comunicação, Aimar, Reyes, jogadores em geral, Diamantino, Vieira e até o Rui Costa.

Que País de atrasados-mentais.
 
por Mavs às 02:18 | Link | 7 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Abril 14, 2009
Vocês, Lagartos
Há uma semana atrás, entre as choradeiras diárias sobre o penalty da final da Taça da Liga, diziam uns para os outros:
"Olha, os espanhóis que nos deram 8 estão a dar 4 aos alemães que nos deram 12." Amanhã, no Bayern - Barça, podem continuar a falar. Do penalty, claro.

(Frase da autoria do Ricardo Araújo Pereira, no Jornal A Bola)
 
por Mavs às 05:05 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Abril 12, 2009
Quando a Sorte não penetra
Se tivesse de escolher uma palavra que definisse a época do Benfica, diria que "azar" é a que melhor se adequa. Não me refiro a jogos como o deste fim-de-semana, contra a Académica, onde a "inépcia" se sobrepôs a qualquer outro vocábulo, mas à época em si.

Numa época em que tudo jogou a nosso favor, nomeadamente o investimento feito na equipa, tivemos o azar de ter como director desportivo um benfiquista de classe mundial e um homem civilizado, profissional, educado, com classe. Que tentou trazer para o seu clube alguém que se lhe equiparasse, se não em termos desportivos, pelo menos em termos profissionais. O que, num campeonato como o português, em que as equipas não têm qualquer talento ou personalidade, em que vivem reféns da caridade de terceiros, reciprocando quando necessário, teimando em atravessar o autocarro à frente da baliza e em praticar um anti-jogo obsceno, enfim, tudo menos espectáculo e futebol, é crime de lesa-majestade. No fundo, somos uma Liga Italiana com treinadores vestidos pela Modalfa. Com a agravante de termos Pilotos e Saleiros no lugar de Totti's e Ibrahimovics.

Por isso, estou em crer que ao Benfica de 2008/09 não faltou a visão ou a experiência, mas a labreguice. Alguém que, sentado no banco, fosse apanhado a erguer os dedos do meio para o adversário. Alguém com a finura de Jorge Jesus, a complexidade mental de Manuel Machado e a moral profissional de Jesualdo Ferreira (se é que semelhante híbrido existe). Sou até da opinião que, para a próxima época, devemos despedir Rui Costa, Quique Flores, Pako Ayesteran e quejandos, contratar toda uma nova equipa, acabar com os "novos ciclos" e afixar, por Lisboa, cartazes vários com a frase: "Labrego procura-se". Pode ser que o Reinaldo Teles se candidate.
 
por JAS às 21:00 | Link | 9 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Abril 11, 2009
Hoje
Parece que a paciência dos adeptos esgotou-se. Na bancada, os lenços brancos eram mais de muitos. Não os censuro. Somos os adeptos mais exigentes do país e vermos o nosso clube neste tipo de situação é quase inacreditável. Ainda que hoje tenhamos sido roubados com o golo anulado (o Bento bem aviso para os árbitros respeitarem o acordo corrupto-lagarto para deixarem os meninos no segundo lugar...) e tenhamos lutado e jogado razoavelmente bem na segunda parte, o problema disto são todos os jogos anteriores.
Quique, de facto, não dá. Dantes, ao menos nas conferências de imprensa safava-se, hoje em dia, desce ao ridículo. É bom que o Rui Costa perceba que só vale a pena manter um projecto quando haja evolução na equipa, resultados e química com os adeptos, sob pena de hipotecarmos - ainda mais - a próxima temporada.
 
por Mavs às 21:39 | Link | 9 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Abril 10, 2009
Porra...
Será que este tipo - que diz ser candidato à presidência do Benfica (pausa para rir...) (outra pausa para continuar a rir...) - consegue escrever um único texto sem falar do grande exemplo que é o FC Porto e a sua formidável corrupção?
Mas o que será que ele quer? Quer ser convidado a visitar o Papa? Quer fruta para dormir? Quer envelopes? Não! O que ele diz que quer é mesmo ser presidente do Benfica (outra pausa...)! Meus caros, é preciso muito, muito cuidado. De uma massa adepta que elegeu o Vale e Azevedo, pode-se esperar tudo. Até que este tipo consiga melhor votação que os 0,7% do Guerra Madaleno...
 
por Mavs às 16:51 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Abril 08, 2009
Jesus...

Não há como negá-lo: estou boquiaberto com a exibição de Fernando. Um tipo absolutamente banal, que se exibe medianamente no futebol português, chega a Manchester, corre o jogo todo e é considerado um dos melhores em campo por toda a imprensa.
Perante acto tão... messiânico, o de um jogador banal, subitamente, jogar como alguém extraordinário, resta somente uma questão: onde é que ele escondeu todo o cabelo?
 
por JAS às 23:04 | Link | 8 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Abril 05, 2009
Pobre Clube, o nosso
Um ano e 30 e tal milhões de euros depois, parece que estamos na mesma: sem treinador, sem jogadores, sem qualidade, sem chama. Enfim, numa frase: sem Benfica. Não contem comigo para isto.
 
por Mavs às 23:02 | Link | 22 tragédia(s) escrita(s)
Momento Twitter (II)
Diz o Rui Santos:

"Mas o Benfica só dá isto?"

Vejo-me tristemente forçado a subscrever a pergunta. Que é de retórica, pois claro. Como é óbvio, dá menos. Muito menos. Mas geralmente não nos marcam os penalties.
 
por JAS às 22:41 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Momento Twitter
Ainda só decorreram 34 minutos do jogo entre Estrela e Benfica e, pelo andar da carruagem, esta vai ser a pior arbitragem que já vi esta época. Um penalty inexistente sobre Nuno Gomes (aprendam, lagartos), um cartão amarelo por mostrar a Vidigal no segundo penalty (o que teria determinado a sua expulsão à meia-hora de jogo), um penalty cometido por David Luiz não assinalado por Hugo Miguel compensado com um penalty inexistente na jogada seguinte. Finalmente, uma agressão a Pablo Aimar que o Hugo não viu. Indescritível. De mau.
 
por JAS às 20:55 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Bonitas estupidezes
Ao contrário de certos e determinados bloggers, gostei imenso de ter conhecimento do "e-mail aberto" de Domingos Amaral na edição escrita do Record. Para variar, alguém na imprensa desportiva escreve exactamente aquilo que pensa. Claro que o que eu classifico como sinceridade, outros preferem classificar como falta de carácter (de excepção). Compreende-se. Afinal, o Benfica nunca contribuiu para a classificação de Portugal na UEFA, que permitiu ao FC Porto e ao Sporting (ainda que este de forma sempre muito discreta) acederem às ditas competições. Aliás, como é do conhecimento geral, e tal como MST (e, pelos vistos, AB) gostam de dar a entender, os rankings da UEFA só existem e só existirão para contabilizar os pontos que o FC Porto oferece a Portugal. O que não deixa de ser irónico, já que se trata de um clube que fez lema da oposição Norte-Sul (ainda que venha cá abaixo contratar a "criadagem") e que há trinta anos estimula um regionalismo pacóvio, aliado à velha ideia do "orgulhosamente sós".

Porque Portugal é Lisboa e o resto é paisagem, não se percebe por que raio haverá a Capital de torcer por um clube que nunca fez gáudio de ser português. Muito pelo contrário. Ou não se auto-apelidasse de "Nação". Perdão: "Naçaum". Por isso, hoje, amanhã e terça-feira, este blogue dirá: "Manchester United". Não é por acaso que os ingleses são "our oldest allies".
 
por JAS às 19:59 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Proença, o Perito
Gosto da forma como Pedro Proença aderiu ao repto lançado por Paulo Bento depois da final da Taça da Liga: na segunda parte, o jogador do Leixões remata e Abel, qual Rui Patrício, lança mão à bola com finura. O Pedro, famoso pelos seus delírios ópticos, nada viu. E assim se assegura, com ajuda semelhante à do crucificado Lucílio na época passada, um segundo lugar.

Infelizmente para o Leixões, não há neste jogo medalhas que os seus jogadores, em actos heróicos contra a injustiça de que foram vítimas (pobrezinhos! coitadinhos!), possam lançar para o relvado. E não há registo de nenhuma peitada repentina que os vários bloggers matosinhenses se apressem a desculpar, face à "gravidade" dos acontecimentos. Dos altos responsáveis leoninos, nem uma palavra, como é óbvio. De Paulo, nem um gesto simulando o gamanço. Lá no fundo, não é por acaso que o Sporting também dá nome ao Braga: o objectivo até pode ser diferente (afinal, o primeiro luta pelo segundo lugar, o segundo pelos empréstimos de terceiros), mas o cinismo, a falta de nível e o comportamento são exactamente os mesmos. Já para não falar das amizades. E ainda se dizem "grandes"...
 
por JAS às 19:47 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Abril 04, 2009
Da aplicação da justiça
Eu percebo as intenções de Luis Filipe Vieira. Vir a terreiro pugnar por justiça fica sempre bem a quem não tem, até ver, manchas no currículo. O problema é que a misturada espantosa de Vieira, tantas vezes observada em vários meios de comunicação social, cria nos vários receptores da mensagem a ideia de que os tribunais, em Portugal ou noutro lado qualquer, têm de decidir sobre matérias que nã0 são da sua competência. O que gera discussões inquinadas pela ignorância e falta de compreensão dos intervenientes.

Os tribunais agem com base na prova que é feita sobre determinada acusação. Não têm de decidir se um acto merece "recriminação pública". Não lhes cabe determinar se a "ética" é dispensável ou não e muito menos é da sua competência determinar qual o "regime moral" vigente e se este sofreu ou não qualquer "contratempo". Mais: o conceito de "justiça desportiva", sobretudo em Portugal, é uma patetice, que, ao contrário do que diz Vieira, não é aplicada por juízes, mas somente por juristas. Aliás, são claras as indicações do Conselho Superior de Magistratura, no sentido de proibir que magistrados judiciais desempenhem qualquer tipo de funções em "tribunais" desportivos. Mesmo o TAS, como se viu e como se sabe, não está isento de crítica (pelo contrário).

Daí a absolvição, para já, de Pinto da Costa e Augusto Duarte. Um tribunal criminal não tem de julgar se é ou não recriminável um árbitro frequentar a casa de um dirigente desportivo. Isso pode indiciar alguma coisa, mas sem provas concretas, nada feito.

Aguardo a justificação do tribunal de Gaia para a absolvição de ambos, mas estou certo que terá sido aplicado aquele artigo tacitamente plasmado no Código de Processo Penal que diz que os depoimentos de putas, rameiras, meretrizes, alternadeiras, mulheres da má vida e/ou de índole duvidosa não fazem prova em tribunal.
 
por JAS às 20:22 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Civilizados, mas não tanto
Como Mourinho tantas vezes tem demonstrado, já não basta a um treinador ser tacticamente superior para vencer, conquistando títulos e adeptos (Jorge Jesus demonstrou uma coisa parecida, mas de um modo ligeiramente diferente). É fundamental perceber o enquadramento futebolístico e social do clube que se treina. Ora, Quique, a julgar por algumas declarações que têm surgido na imprensa, continua a ter alguma dificuldade para compreender que ao Benfica não é suficiente ir à Champions. Ficar em terceiro, então, é impensável, sobretudo depois de um investimento como o deste ano.

Gostava de pensar que Quique compreende isto, mas o desacerto contínuo das exibições, provocado, segundo me dizem, por uma incapacidade latente para compreender as exigências tácticas do futebol português em geral e dos adversários do Benfica em particular não augura nada de bom. E isso é algo que o treinador do Benfica ainda não compreendeu. Os adeptos não exigiram a sua saída após a derrota ante o Guimarães, apesar de não ter perdido nos treze jogos anteriores. Os adeptos exigiram a sua saída porque o jogo ante o Guimarães foi a gota que fez transbordar um copo cheio de sufocos e péssimas exibições. Quando Flores compreender que o Benfica não é nem o Getafe, nem o Valência, talvez seja capaz de ter uma noção mais aprofundada da sua dimensão. Esperemos é que ainda vá a tempo.
 
por JAS às 16:03 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
O meu labrador também resolve!
Tenho para mim que a maioria dos pais dos jogadores de futebol adolescentes são, lá no fundo, adeptos do Sporting. Os comportamentos, pelo menos, são os mesmos: os filhos são sempre grandes, apesar de nunca ganharem nada; os pais estão sempre a queixar-se de que o filho não joga, mesmo quando a criança é regularmente titular; e há sempre alguém civilizado que, nos finais dos jogos, vai explicar ao senhor árbitro o conceito de "peitada".

Ao abandonar mais uma sessão de abisontamento, deparei-me com um grupo de gente empunhando bandeiras do Sporting e cartazes com fotografias dos petizes. O João não sei quantas e o Diogo não sei que mais resolvem. O quê, o cartaz não esclarece, mas cheira-me que não são os exercícios de matemática. Os petizes aguardavam calmamente no autocarros, quais jogadores profissionais, enquanto um grupo de osgas com o triplo da idade saltava e berrava cá fora, aguardando pelos seus ídolos. Eu, apesar de preferir cães, até consigo compreender que os pais queiram apoiar os filhos. O que a mim me custa é que lhes seja permitido imbecilizá-los. Eu, confesso, teria vergonha. Mas eu sempre me safei a matemática.
 
por JAS às 15:48 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Abril 03, 2009
Eles comem tudo, tudo, tudo
A possível candidatura de certo e determinado labrego à Presidência da Liga de Clubes é o prenúncio de uma morte anunciada: a da credibilização do futebol português. Cá estaremos para pregar mais um prego no caixão do moribundo quando for oficializada e para encomendar as flores quando sair vitoriosa. Como não podemos fazer tudo, delegamos em terceiros a tarefa de reunir as cáfilas para ir gritar "Vitória" às portas da Liga.
 
por JAS às 18:53 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Coerências
Se há coisa de que a justiça portuguesa não pode ser acusada, será de falta de coerência. Quando Fátima Felgueiras foi acusada, no célebre processo do "Saco Azul" (ironias cromáticas), de desvio de fundos, abuso de poder, peculato e corrupção, os tribunais portugueses condenaram-na a três anos com pena suspensa. Apesar das várias provas, nomeadamente testemunhais, o tribunal considerou que não havia lugar a sentença mais pesada. O povo, esse juiz de eleição, absolveu a autcarca, com gritos de vitória, aplausos e romarias. Apesar de ter sido o povo (conceito indeterminado) o supostamente mais prejudicado. Para que não restassem dúvidas, reelegeu-se a Fátima.

Já o Presidente do FC Porto, Pinto da Costa, e o árbitro Augusto Duarte foram hoje absolvidos das acusações de corrupção. Como é óbvio. Afinal, receber árbitros em casa a dois dias dos jogos é uma coisa perfeitamente normal. Como também é normal que mais um tribunal a Norte do País não considere que existem indícios suficientes de corrupção para punir o dirigente portista, apesar das escutas e quejandos. Também ele tinha uma vara à sua espera, pronta a aplaudi-lo e a gritar vitória.

Só Domingos Névoa, administrador da Bragaparques, é que viu a coerência da justiça portuguesa relativamente a casos de corrupção ser posta em causa, ao ser condenado no pagamento de cinco mil euros por tentativa de corrupção de um vereador lisboeta (aqui, curiosamente, as escutas já serviram para alguma coisa... questão de geografia?). À sua espera, que se saiba, não estava ninguém (excepto, talvez, o motorista).

É perante injustiças como esta que as palavras de Jorge Jesus ganham toda uma nova dimensão: realmente, só é possível "lutar contra eles na Playstation". Faz sentido: contra uma justiça repleta de brincalhões, a melhor arma só poderá ser mesmo um brinquedo.
 
por JAS às 18:10 | Link | 7 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Abril 01, 2009
O assobio da osga
Parece que Lisandro levou um jogo de suspensão por ter simulado aquele penalty que Pedro Proença não teve pejo em assinalar. Quem já tiver consultado a blogosfera sobre o tema, verá que os comentários seguem todos o mesmo caminho: o da incredulidade. Ninguém consegue acreditar que o CD da Liga castigue Lisandro Lopez pela simulação, porque nunca havia castigado ninguém. Exige-se coerência, pois claro. A mesma que se exigia quando Katsouranis, por umas quantas palavras, levou um jogo. Por reclamar de uma decisão desonestíssima, se bem se recordam. Claro que, nessa altura, os aliás doutos Luises Sobrais da paróquia não mostraram um terço da indignação. Já para não falar da escumalha lagarta, que nessa altura esteve, como sempre, bem caladinha, apesar de a injustiça ser maior (tratava-se do campeonato, senhores) do que a da Taça da Liga. Onde estava então o coro de indignados mentais, justificando agressões a árbitros e faltas de nível com o argumento do menino injustiçado e coitadinho?

Claro que a argumentação, na sua génese, faz sentido. Se não há coerência, não deveria haver punição. Sobretudo porque o castigo que nos foi inflingido a nós será sempre indescritivelmente maior. Não é excessivo acrescentar, senhores, que a dita coerência deve existir a todos os níveis. Era simpático que debitásseis sentenças quando Bruno Alves, o "Pacífico", estropia adversários. Estou certo que, nessa altura, estarão todos demasiado ocupados para fazê-lo. Afinal, há um segundo lugar para assegurar.

Confesso que gostarei de perceber como será resolvido aquele detalhe de Lisandro já ter um jogo de suspensão por acumulação de amarelos. Quando for aplicada a interpretação substitutiva, cá estaremos para presenciar esse estranho fenómeno que envolve osgas a assobiar. Para o lado.
 
por JAS às 23:59 | Link | 14 tragédia(s) escrita(s)
Off Topic - A Paixão



Há um programa na 2: que se chama "Bairro Alto". O nome, só por si, é assassino. O programa, felizmente, nem por isso. Não sei como se chama o apresentador e, francamente, não me interessa. O que me interessou, isso sim, foi a entrevista com uma mulher que eu cria já não existir entre as nativas. A petiza, de nome Catarina e de apelido Wallenstein, tem uma dicção fenomenal (ou não fosse actriz). Mas, ao contrário de muito boa actriz que anda para aí, faz uso dela para expressar um discurso coerente, inteligente, interessante, ao qual alia uma daquelas belezas que implicam uma descoberta diária e constante. Além de tocar violoncelo e falar perfeitamente francês. Resta-me esperar que ninguém tenha a péssima ideia de lhe apresentar aquele picolho selvagem do Lisandro. E que algum dos betinhos que passei tantos anos a aturar faça o favor de marcar um encontro. Dão-se alvíssaras.
 
por JAS às 12:53 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Um Verão sem patêgos
A Ordem dos Advogados faz-nos destas coisas. Acorda-nos a uma segunda de madrugada, depois de uma semana de estudo intenso (pausa para tossir), obriga-nos a acartar com toneladas de livros, para o coração de Chelas, para fazer um exame que determinará quanto mais tempo da nossa vida passaremos em regime de escravatura (mal) remunerada (quando o é). Como é óbvio, saído de um momento de puro masoquismo, nada como mais masoquismo para melhorar o humor. E foi assim que dei por mim a comprar o primeiro número da Playboy portuguesa.

Não querendo ser pouco cortês, a revista é, vá, do piorzinho que eu já tive oportunidade de ler nos últimos anos, em matéria de revistas (e de mulheres, já agora). Primeiro, porque falha naquele que é o seu primeiro propósito: mostrar mulheres nuas. A Mónica Sofia (pausa para arrepio na espinha) é mulher, sim senhor, e está nua, como as fotografias no interior poderão comprovar. Mas, tendo em conta que se trata da Playboy e não da versão feminina e heterossexual da Korpus, talvez fosse boa ideia colocar alguém, não sei, com outro cachet. Claro que era impossível copiar a revista mãe e pôr o equivalente português da Norma Jean na capa. Primeiro, porque não existe. Segundo, porque a Catarina Wallenstein tem demasiado nível para estas coisas. Se estivessemos a falar de futebol, seria como a diferença entre ter o Carlos Queirós ou o José Mourinho: lá porque o primeiro tem o curso de treinadores (vulgo mamas), isso não significa que possa treinar qualquer equipa. A das Quinas incluída.

Mas divago. Dizia eu que a revista falha também no seu segundo objectivo: apelar aos homens que compram a revista pelos artigos. O problema começa, aliás, quando nos apresentam os artigos. Um é escrito pelo Nuno Markl, uma espécie de Hugo Almeida do humor português. A coisa, em determinados campeonatos, nomeadamente no radiofónico, até vai funcionando. O problema é quando chega à Selecção. O homem remata, remata, remata, mas é só pólvora seca. Claro que ao pé da Ana Annes, com dois enes, Nuno Markl é goleador! Quem é Ana Anes, perguntam vocês? Também não sei bem. Mas, para terem uma ideia, imaginem a Mónica Sofia e o número dez: menos dez centímetros de altura, mais dez de largura e com uns bons dez anos em cima. Do currículo consta o livro "Sete anos de mau sexo". A julgar pela forma como descreve a cena com o barman, percebe-se porquê. Confesso que não consigo encontrar um equivalente futebolístico na Selecção Nacional... se ao menos o Queirós convocasse o Lobão!

O resto fala por si. Uma entrevista com o Costinha, esse portento do futebol português, outra com o Pacman, esse portento da música nacional e uma cena que envolve equídeos que me fez logo lembrar o Bruno Alves. Tal como nos jogos da Selecção, a melhor parte é, sem dúvida, o intervalo. Que, neste caso, são aquelas páginas com fotografias da Casa-Mãe, repletas de senhoras que onirizaram a minha adolescência.

Não haja dúvidas, porém, que esta será "uma inesquecível primeira", no que se equipara, uma vez mais, à Selecção "Nacional", dado ser a primeira vez, nos últimos cinco eventos internacionais, que Portugal não dirá "presente". Eu, diga-se em abono da verdade, estou satisfeitíssimo. Um Verão sem futebol significa um Verão sem bedum a couratos, sem nacionalismos bacôcos e sem festejos no Marquês. Um Verão sem patêgos, portanto. Can't barely wait!
 
por JAS às 00:51 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Frederico, o Normal
Nunca tinha ouvido falar de Frederico Gil até ao momento em que ele se debateu com Nadal. Apesar de ver no ténis o desporto mais meritocrata que existe - não há cá equipas, não há cá sortes, não há cá mariquice - não o sigo atentamente. Daí a minha indiferença ao saber que um tuga ia defrontar o actual melhor jogador do mundo. Perderia sempre. E perdeu. E essa foi uma derrota reconfortante.

Podem guardar as forquilhas e apagar as tochas: não se trata de mais um ataque vil ao orgulho pátrio (esse, deixo-o para o post seguinte). Não me é possível, todavia, deixar de realçar o seguinte: para uma sociedade que vive diariamente obcecada com a precocidade, é extraordinário perceber que ainda existe o conceito de late bloomer, isto é, aquele gajo que, em pequeno, tinha côtos em vez de pés, tão fraca era a sua aptidão para o futebol; que só sabia pegar numa raquete para aviar um ou dois colegas; que ia acabar a trabalhar numa repartição de finanças, com um daqueles preservativos para indicadores (vulgo dedais) para evitar as bolhas - mas que, de repente, se vê a defrontar o melhor jogador do mundo em determinada modalidade. E que, hélas, perde. Como era suposto perder. Essa foi a parte refrescante. Depois de meses de confrontação social, económica e política com uma versão sádica do anúncio da ADIDAS (impossible is nothing, se bem se recordam), nada como uma achega darwinista para nos devolver um bocadinho de previsibilidade.

Mais do que uma vitória moral, Frederico sofreu uma derrota normal. E como andamos necessitados desta normalidade!
 
por JAS às 00:20 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)