Depois de conhecida a identidade do primeiro elemento do "Projecto Carvalho", o Record fez o favor de nos dar a conhecer a sua personalidade. E foi assim que ficámos a saber uma série de coisas interessantes sobre Carlos Azenha, começando pelo apelido, que dá logo pano para mangas.
Para começar, diz-nos o bom do Carlos que "Bruno Carvalho apresentou-me um projecto com uma filosofia séria e assente na competência e não em ideias demagogas e surreais". Naturalmente. Aliás, a escolha de Carlos Azenha, um ilustre desconhecido, é, ela própria, perfeitamene aceitável, realista e compreensível.
O desconhecimento e a inexperiência, porém, não representam óbices para Carlos, que trata logo de citar dois exemplos óbvios: Mourinho e Guardiola que, quando começaram, também não tinham treinado qualquer clube. Curiosamente, mister Azenha preferiu omitir o facto do primeiro ter sido tradutor e adjunto de Bobby Robson e Louis Van Gaal e de o segundo ter bebido directamente de várias fontes mundialmente reconhecidas enquanto jogador do Barcelona.
Carlos também tem Louis Van Gaal no currículo, além de Arrigo Saachi e Malezani. Claro que, ao contrário de Mourinho, Carlos limitou-se a estagiar com os senhores (ou com os adjuntos dos senhores. Ou com os adjuntos dos adjuntos dos senhores. Ou,
for that matter, com os roupeiros dos senhores). Mas esse foi outro detalhe que o Carlos optou por omitir. O topo, atingiu-o, naturalmente, quando se juntou ao gigante Paco Fortes, nesse colosso que é o Farense, figurando igualmente no seu currículo passagens pelo futebol chinês (durante a qual ganhou o prémio nacional para melhor metodologia do treino, uma espécie de Óscar do Guarda-Roupa), pelo Vit. Setúbal (com o Labrego-Mor e com Luís Campos, o Visionário - apelido que resulta do facto das suas equipas estarem constantemente a ver a linha de água) e pelo Al-Ahly, onde ainda milita o auto-proclamado "melhor treinador português de todos os tempos". E não podemos descurar o título de campeão nacional conquistado no comando técnico dos juniores do Sacavenense, que ainda hoje é objecto de canções épicas interpretadas pelas gentes de Sacavém.
E como seria feita a transição para a Era Azelha? Simples: em Outubro, depois das eleições e já com a época iniciada, o Benfica trataria de contratar Carlos ao clube onde ele estivesse. De facto, não poderia concordar mais com o mister: não há neste "projecto" nada de demagogo ou surreal. Nada! Aliás, quem chamar surreal a esta merda só pode estar a brincar. Aos eufemismos.
Ps. Os dados sobre o senhor Azenha, fui buscá-los a um (pausa para vómito) "blogue" do (novo vómito) FC Porto. É só para não dizerem que andei a inventar. Agora, se me dão licença, tenho de ir ali desinfectar o Internet Explorer, o Windows, o computador e as retinas. Bem hajam.