origem
Sábado, Maio 30, 2009
31 de Maio
Acaba amanhã o nosso direito de opção sobre o Reyes. Se não o exercermos - melhor: mesmo não o exercendo, se não ficarmos com este jogador - é algo que não me conseguirão explicar. O futuro do Reyes será um de dois: ou irá jogar no Porto (e, aí, não aceito que o Benfica não faça algo) ou irá jogar noutro clube qualquer para, daqui a um ano, estarmos desesperados a tentar contratá-lo outra vez (assim tipo Miccoli). É neste tipo de coisas que, quer queiramos quer não, enfraquecem o nosso clube. E também isto testará a personalidade do Rui Costa: depois de perder o uruguaio, será uma grande desilusão para os adeptos perderem o Reyes. Ainda para mais depois de darmos 8 milhões por um brasileiro que, por melhor que seja (e, pelo que vi, parece ter bastante potencial, diga-se), ainda terá de se adaptar ao futebol português e de conquistar os exigentes adeptos benfiquistas (algo que, por exemplo, o Reyes conseguiu).
 
por Mavs às 23:32 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Maio 28, 2009
Começou o pesadelo...
 
por JAS às 11:10 | Link | 11 tragédia(s) escrita(s)
Estórias de um "tetracampeonato"
Bom, apesar de achar que o texto está bem escrito, não consigo rever-me nesta estratégia. Se é verdade que o Benfica foi roubado a bom roubar, também o é que cometeu vários erros crassos e que protagonizou exibições estrondosamente más para um clube que quer ser campeão.

Claro que este "tetracampeonato" não passa de uma farsa. Mas esta não é a maneira correcta de combatê-la. Infelizmente, contratar o Labrego Malhado também não. Queria só apontar um detalhe que me parece relevante: se a memória não me atraiçoa, no jogo da Trofa, contra o despromovido Trofense, o Reguila não estava em fora-de-jogo no primeiro golo. Estejam à vontade para me corrigir.

"Onde páram 16 pontos?
Uma verdade inconveniente

Diz o povo que os campeões são sempre justos vencedores. Faz sentido que assim seja. Mas em Portugal existem verdades inconvenientes que colocam essa ideia em causa. Tome-se como exemplo a época 2008/2009 do futebol português. Espelho dos últimos 20 anos cá do burgo, ficou marcada pela polémica. Mais: acentuou tendências e muito ficou a dever à verdade desportiva.

Mas antes que nos acusem de sermos tendenciosos… avancemos com objectividade. O que lhe passamos a apresentar é a lista de jogos em que o Benfica foi prejudicado ou beneficiado na Liga Sagres. Jogos em que existiu clara influência no resultado. Logo na primeira jornada, em Vila do Conde, o Benfica não foi além de um empate a uma bola. Mas poucos se lembram de uma grande penalidade cometida sobre Aimar em cima do minuto 90.

Uma semana depois, novo empate, desta feita frente ao Futebol Clube do Porto. Jorge Sousa esqueceu-se da uniformidade de critérios. Expulsou Katsouranis por faltas normais, mas deixou o amarelado Cristian Rodriguez em campo após sucessivas jogadas de extrema dureza.

Mas o Benfica estava forte no campeonato e só não atingiu a liderança porque no jogo grande da 5.ª jornada foi novamente prejudicado. Yebda até fez o 2-0 em Matosinhos, mas viu o golo ser-lhe mal anulado. Aproveitou o Leixões, que empatou ao cair do pano. Não foi à quinta, foi à sétima jornada que o Benfica confirmou a liderança.

No berço da nação, coube a Aimar e a Suazo brilharem na vitória por 2-1 sobre o Vitória de Guimarães. Mas poucos se lembrarão dos erros do senhor Carlos Xistra. Primeiro foi Aimar a ser derrubado na área vimaranense. E que dizer dos critérios disciplinares? É que se Reyes viu dois amarelos forçados, já Andrezinho teve via verde para pontapear a cara de Suazo.

Contra ventos e marés o Benfica liderava. Até que a injustiça chegou à Luz. Lembra-se de Vasco Santos? Trata-se do árbitro portuense que não expulsou Sandro após agressão a Reyes no Benfica-Vitória de Setúbal. Curioso o facto de nessa mesma jogada o árbitro só ter dado a lei da vantagem até o Benfica ter o descaramento de marcar. De repente as regras mudaram e eis que o Vitória de Setúbal ficou com o caminho aberto para chegar ao empate.

Pior ainda fez Pedro Henriques duas semanas depois. Quando no último minuto Cardozo apontou o golo da vitória, o juiz tratou de anular o remate certeiro do paraguaio. Razão? O facto de Miguel Vítor ter olhos na nuca. E assim o Nacional saiu da Luz com o nulo.

O ano de 2009 começou com uma derrota na Trofa. Muito se falou da má exibição “encarnada”. Ninguém duvida disso. Mas alguém ainda se lembra que Reguila inaugurou o marcador quando estava em fora-de-jogo? Pois… No entanto, à 14.ª jornada o mundo parou. O Benfica venceu um jogo fruto de um erro da arbitragem. Caiu o Carmo, caiu a Trindade. E tudo só porque David Luiz estava uns quantos centímetros em fora-de-jogo.

Nada que não fosse atenuado na semana seguinte. No dérbi do Restelo, Suazo foi atropelado por Baiano quando estava isolado. As leis da FIFA são claras: o lance era merecedor de falta e de cartão vermelho. Já se adivinha qual foi a opção de Elmano Santos. Acontece que o Benfica se mantinha na luta pelo título. E tinha a possibilidade de resgatar a liderança em pleno Dragão. O conjunto de Quique Flores foi superior e cedo se colocou em vantagem. O que ninguém esperava era que Pedro Proença descobrisse um sebastiânico toque de Yebda sobre Lisandro Lopez.

Tudo se decidiu nos dois jogos seguintes na Luz. Duas derrotas em que a arbitragem voltou a estar em evidência. Primeiro foi Marquinho a aproveitar o posicionamento em fora-de-jogo para dar os três pontos ao Vitória de Guimarães. Depois foi a Académica a vencer no estádio do Benfica. Um jogo ferido de morte pela inexplicável decisão de Marco Ferreira em anular um golo limpo a Aimar. O mesmo jogador que na primeira parte fora alvo de um injusto fora-de-jogo.

Na Madeira, nova derrota. Para a história fica o 3-1 aplicado pelo Nacional. Mas ainda fica na memória a mão de Cléber em plena área nacionalista. E assim Jorge Sousa deixou passar em claro a grande penalidade que daria o 2-2 a um Benfica em crescendo. Até mesmo o consequente empate com o Trofense ficou manchado pelo apito. É certo que o Benfica poderia ter feito mais. Mas alguém se recorda que Paulinho estava em fora-de-jogo no lance em que cabeceou para o segundo golo da formação nortenha?

E assim chegámos ao final de mais uma época não sem antes, em Braga, o Benfica voltar a ser prejudicado. A vitória benfiquista não tolda a memória acerca da entrada por trás de Luís Aguiar a Katsouranis. Uma agressão que Artur Soares Dias não viu. O mesmo árbitro que logo depois expulsou Yebda de forma incorrecta.

Faça-se as contas. O Benfica viu ser-lhe subtraída a módica quantia de 16 pontos devido a crassos erros de arbitragem.

Estórias de um “tretacampeonato”..."
 
por JAS às 10:59 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Maio 25, 2009
A lição
Ainda que seja total e absolutamente fiel a Rui Costa, o director desportivo não está isento de críticas. E se há um exemplo claro de um erro crasso cometido por Rui Costa, esse está relacionado com o processo de despedimento de Quique Flores. E, infelizmente, este não é desculpável.

Não é preciso ser dirigente há trinta anos para saber que só merece respeito quem se dá ao respeito. Quique Flores pode ser teimoso. Pode não conseguir compreender o enquadramento táctico do campeonato português, composto por um clube que joga ao ataque, outro que rasteja para o ataque, um terceiro que compra o ataque e uma série de cobardolas que se põem lá atrás a defender empates. E pode até ter cometido vários erros crassos durante a época. Mas, na sua relação com o clube, com os adversários e com os adeptos, Quique demonstrou sempre um comportamento exemplar, que deveria ter sido igualado pelos seus pares na relação que mantiveram com ele.

Trata-se, no fundo, da questão que problematizei num post anterior: a categoria. Eu percebo a urgência dos adeptos em serem campeões, mas não devemos baixar a fasquia a um ponto tal que crie determinadas semelhanças com certas e determinadas práticas prosseguidas noutros lados. Neste momento, estamos a trocar categoria por possíveis vitórias. Sim, porque quando Jesus se estrepar (e acreditem, ele vai estrepar-se - em grande!), lembrar-nos-emos que vendemos a o respeito e a dignidade de terceiros por causa de um labrego vendido que não soube fazer frente a um adversário porque desejava ardentemente ir treiná-lo.

Parece-me que esta é uma lição de humanidade que o Rui não pode esquecer em futuras relações com futuros treinadores. Estou disposto a acatar todas as decisões do Maestro, excepto aquelas que demonstrem uma redução da sua maior qualidade: a humanidade. Espero, por isso, que Quique Flores não abdique de um cêntimo da indemnização a que tem direito. Pode ser que o preço da lição ajude os envolvidos a memorizá-la.

Ps. Imaginem os leitores que sabiam pelos jornais da vossa substituição por um labrego que tem um guaxinim morto na cabeça. Como costuma dizer o Jota, se morderem aqui, não vai sair Coca-Cola.
 
por JAS às 11:24 | Link | 21 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Maio 24, 2009
Peço Desculpa.
Temos vindo, aqui na Ilíada, a apontar todas as situações que, no fundo, apenas fundamentam uma verdade absoluta: a de que este campeonato está totalmente viciado. Melhor: que todos estes campeonatos, desde que certo flatulento se começou a peidar - há 20 anos atrás - no futebol português, estão viciados. São frutinhas, chocolatinhos, putinhas, etc, etc.
Temos (o Jas e eu próprio) sempre dito: não há justiça no futebol português.

Hoje, da minha parte (e acho que posso falar também pelo Jas), venho pedir desculpas e admitir que não é bem assim. De facto, se há coisa que o futebol português tem - além de corrupção - é justiça. Diria mesmo que tem uma justiça divina.
Hoje, o dito campeão vai fazer mais uma daquelas festas, com pessoas e tudo, num jogo em casa, frente ao Braga. Quem é o árbitro que vai participar na festa? - pergunta o leitor. É Pedro Proença. E é aqui que entra a justiça no futebol português: se foi Pedro Proença que, no jogo Porto-Benfica deu o campeonato aos primeiros, é justíssimo que também ele participe na festa. Vontade não lhe deve faltar.
 
por Mavs às 18:22 | Link | 7 tragédia(s) escrita(s)
Honestidade? Nem no andebol!
Minuto 45: Carlos Carneiro (melhor jogador português e, por mero acaso, atleta do Benfica) faz supostos passos e leva as mãos à cara com a decisão da equipa de arbitragem. É excluído por 2 minutos. Senta-se no banco e abana a cabeça negativamente. O árbitro, ciente da gravidade deste gesto - abanar a cabeça negativamente é ofensa punível com morte em vários países imaginados pela cabeça do senhor - expulsa Carlos Carneiro.

Qual é o elemento-chave nesta equação? Trata-se da final da Liga Portuguesa de Andebol contra o FC Porto, no Dragão. É o que se chama roubar em toda a linha.

Justificação do comentador da SportTv para os passos de Carlos? "É um pavilhão novo, ainda não é muito fácil distinguir as linhas". Tenham pena de mim...
 
por JAS às 17:19 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Vão prá Segunda, vão prá Segunda!
Isto de ter clubes do Sul a descer de divisão é coisa que geralmente me desagrada, com uma excepção: o Vitória de Setúbal. Infelizmente, ontem, relembraram-me que também o Belenenses, para recuperar alguma humildade e, sobretudo, vergonha na cara, tem de ir brincar uns tempos para a cave.

Claro que será questão de meses. Não duvido que o "grande presidente Jorge Nuno Pinto da Costa" tenha já uma fornada de jogadores pronta para emprestar ao Belenenses, de forma a permitir o regresso do clube à Primeira Divisão, para que os seus adeptos, o seu speaker e a sua direcção possam, daqui a dois anos, voltar a baixar as calças enquanto se dobram perante os dinheiros lá de cima.

Clube histórico? Pfff... o Matateu já se deve ter desenterrado, de tantas voltas que tem dado.
 
por JAS às 10:33 | Link | 17 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Maio 23, 2009
Redefinindo "seriedade"
Depois de conhecida a identidade do primeiro elemento do "Projecto Carvalho", o Record fez o favor de nos dar a conhecer a sua personalidade. E foi assim que ficámos a saber uma série de coisas interessantes sobre Carlos Azenha, começando pelo apelido, que dá logo pano para mangas.

Para começar, diz-nos o bom do Carlos que "Bruno Carvalho apresentou-me um projecto com uma filosofia séria e assente na competência e não em ideias demagogas e surreais". Naturalmente. Aliás, a escolha de Carlos Azenha, um ilustre desconhecido, é, ela própria, perfeitamene aceitável, realista e compreensível.

O desconhecimento e a inexperiência, porém, não representam óbices para Carlos, que trata logo de citar dois exemplos óbvios: Mourinho e Guardiola que, quando começaram, também não tinham treinado qualquer clube. Curiosamente, mister Azenha preferiu omitir o facto do primeiro ter sido tradutor e adjunto de Bobby Robson e Louis Van Gaal e de o segundo ter bebido directamente de várias fontes mundialmente reconhecidas enquanto jogador do Barcelona.

Carlos também tem Louis Van Gaal no currículo, além de Arrigo Saachi e Malezani. Claro que, ao contrário de Mourinho, Carlos limitou-se a estagiar com os senhores (ou com os adjuntos dos senhores. Ou com os adjuntos dos adjuntos dos senhores. Ou, for that matter, com os roupeiros dos senhores). Mas esse foi outro detalhe que o Carlos optou por omitir. O topo, atingiu-o, naturalmente, quando se juntou ao gigante Paco Fortes, nesse colosso que é o Farense, figurando igualmente no seu currículo passagens pelo futebol chinês (durante a qual ganhou o prémio nacional para melhor metodologia do treino, uma espécie de Óscar do Guarda-Roupa), pelo Vit. Setúbal (com o Labrego-Mor e com Luís Campos, o Visionário - apelido que resulta do facto das suas equipas estarem constantemente a ver a linha de água) e pelo Al-Ahly, onde ainda milita o auto-proclamado "melhor treinador português de todos os tempos". E não podemos descurar o título de campeão nacional conquistado no comando técnico dos juniores do Sacavenense, que ainda hoje é objecto de canções épicas interpretadas pelas gentes de Sacavém.

E como seria feita a transição para a Era Azelha? Simples: em Outubro, depois das eleições e já com a época iniciada, o Benfica trataria de contratar Carlos ao clube onde ele estivesse. De facto, não poderia concordar mais com o mister: não há neste "projecto" nada de demagogo ou surreal. Nada! Aliás, quem chamar surreal a esta merda só pode estar a brincar. Aos eufemismos.


Ps. Os dados sobre o senhor Azenha, fui buscá-los a um (pausa para vómito) "blogue" do (novo vómito) FC Porto. É só para não dizerem que andei a inventar. Agora, se me dão licença, tenho de ir ali desinfectar o Internet Explorer, o Windows, o computador e as retinas. Bem hajam.
 
por JAS às 15:45 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Maio 22, 2009
A piada (e o comediante) da semana
"Bruno Carvalho promete Carlos Azenha

Bruno Carvalho, o director do Porto Canal que diz que se vai candidatar às eleições do Benfica, anunciou ontem que Carlos Azenha será o sucessor de Quique Flores caso venha a ganhar as eleições. "Carlos Azenha é o treinador que eu quero para o meu mandato. É um técnico bem informado, jovem, com ideias modernas, vai trazer aquilo que eu quero para o Benfica. É uma escola séria e tranquila", declarou ontem, a O JOGO, Bruno Carvalho sobre o ex-adjunto de Jesualdo Ferreira no FC Porto. O pré-candidato acha que Luís Filipe Vieira devia falar com acerca da escolha do futuro treinador dos encarnados. "Porquê? Porque sou o único candidato para além dele. E devia chegar a uma solução de consenso comigo. Isso é que seria correcto", declarou. Bruno Carvalho também já revelou que terá Petit, o ex-médio do Benfica que está agora ao serviço do Colónia (Alemanha), como mandatário da sua candidatura por simbolizar tudo aquilo que gostava de ver no clube da Luz: "É lutador, experiente, com amor à camisola e deixa tudo em campo", disse. O JOGO tentou ouvir Carlos Azenha durante o dia de ontem, mas este manteve-se incontactável."
 
por JAS às 08:13 | Link | 10 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Maio 19, 2009
A poucas horas do regresso
Jorge Jesus faz capa n'A Bola como novo treinador do Benfica. Se, como benfiquista, esta é uma decisão que me exaspera, como blogger não poderia estar mais feliz. Afinal, desde o Fanã que não tinha um alvo tão fácil para abater.

De acordo com os desiludidos do costume, Jesus é a opção ideal para suceder a Quique, sobretudo pelas qualidades demonstradas. Quais poderão elas ser, ainda ninguém me disse. Ao que parece, o senhor é um "mestre da táctica". O que me suscita a primeira questão: será que a táctica, no Benfica, é igual à táctica no Belenenses, no Braga e noutros clubes de segunda e terceira categoria onde Jesus fez a sua makumba? Permitam-me duvidar.

Além disso, falta a Jesus o que Quique tinha de sobra: categoria. Sim, sim, a categoria não ganha jogos. Mas a falta dela também não. E a profunda deficiência oral que Jesus geralmente demonstra após os jogos faz-me desejar reunir uma vaquinha semanal só para pagarmos a multa por falta de comparência no flash interview. E estou certo que outros benfiquistas haverá, desejosos de contribuir para a nobre causa de silenciar o calhau gramatical que teremos como treinador.

O pior, porém, não é tanto a gramática, mas a postura. Quando o Benfica venceu o Braga por um a zero - com um golo em fora-de-jogo de David Luiz - caiu o Carmo e a Trindade para as bandas de Bracara Augusta. Jesus vociferou, falou da Playstation e o diabo a sete. No jogo seguinte, porém, o Braga foi novamente espoliado e não só não tivemos o prazer de ouvir falar de queixas-crime contra árbitros, como também não pudemos contar com o relato das façanhas de Jesus na consola da Sony. Não que isso me desagrade. Pelo contrário. O silêncio do Jorge é uma benção. O problema é pensar na razão desse silêncio. E, nesse aspecto, o novo treinador do Benfica (pausa para engolir em seco) não é diferente do Homem do Botox.

O problema do Benfica, pelos vistos, não é a mentalidade, mas a rataria. Perante a possibilidade de mudar de navio, há ratos que, não contentes com a mudança, ainda ajudam a afundá-lo. Nós acabámos de contratar mais um.
 
por JAS às 09:08 | Link | 13 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Maio 17, 2009
Momentos Twitter Macaenses (II)
Gosto de pensar no futebol como um espectáculo de variedades. Ele é golos, ele é fintas, ele é táctica. E ele é, de vez em quando, um espectáculo de amestração. Neste caso, de pulgas. Torna-se engraçado ouvir os adeptos do Braga entoarem cânticos típicos de zonas mais a sul (de Braga, pelo menos). É tal e qual um circo de pulgas, sobretudo porque, também neste caso, as pulgas nem sequer existem. Pelo menos, no panorama desportivo nacional. Estão lá para fazer número ou, nas palavras de um gajo inteligente, como simples verbo de encher. E se elas enchem!
 
por JAS às 19:36 | Link | 8 tragédia(s) escrita(s)
Momentos Twitter Macaenses
O Benfica marcou o segundo golo após erro do defesa bracarense. Tenho a certeza absoluta que o Jorge Jesus mandou o lateral esquerdo ou direito ou lá o que é falhar de propósito, só para poder fazer o agrado ao Benfica. Não me admira. Quando se passam certas e determinadas jornadas a jogar Playstation - mas só certas e determinadas, não todas, que isso não garante emprego a ninguém - uma pessoa perde a noção, não só da realidade, mas também dos valores a ela inerentes. Se querem saber o que penso de Jorge Jesus, aqui têm: o Benfica não vai ser treinado por um verme porque até os vermes, de vez em quando, percebem alguma coisa de gramática. Já as amebas...

Ps. Quem se estiver nas tintas para a falta de nível de Jesus, poderá ler a excelente análise do PB no Lateral-esquerdo. É Luis Freitas Lobo, mas em bom. Muito bom.
 
por JAS às 19:17 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Um futebol de moscas. Da fruta.
Vou ver o Benfica com 7 horas de diferença, a não sei quantos mil quilómetros de distância. São, em Macau, exactamente duas da manhã e aguardo com alguma ânsia o início do jogo. Estou-me nas tintas se o Jorge Jesus vem para o Benfica ou não. A duas jornadas do fim deste campeonato, não tenho quaisquer dúvidas que o próximo já está bem cozinhado e bem entregue. Só quem não tenha estado atento aos últimos trinta anos do futebol português é que estranhará essa coisa das vitórias antecipadas. Que, por cá, vão sendo cada vez mais como as bruxas. Sobretudo agora, com a prática que ficará na história como número: 58. O número exacto de minutos durante os quais qualquer equipa consegue fazer frente ao FC Porto até substituir um dos dois jogadores que lá tem emprestados.

Por isso, sinceramente, não contem comigo para as esperanças de início de época. Porque ela não existe. Para o ano, levaremos todos com as falcatruas do costume, todas muito bem ensaboadas com empates em Manchester. Sim, é o mesmo assunto dos últimos quinhentos posts. E será o assunto, se me der na telha, dos próximos quinhentos. De que nos vale, pergunto eu, andarmos a discutir pinheiros quando o pinhal está carregado de nemátodos? Nada - absolutamente nada - que o Benfica possa fazer alterará o rumo das coisas no ano que vem. E quem diz o Benfica, diz o Sporting. Vão por mim, que eu sei do que escrevo: o título do próximo ano já está entregue. E, ao contrário do que querem fazer crer os Antónios Boronhas da blogosfera, não terá nem por um segundo que ver com mérito.

Lamento por Rui Costa. São tempos inglórios - e repugnantes - para um homem com as suas qualidades e virtudes.

Ps. O Benfica acaba de marcar. Caso ganhe, já sabemos qual vai ser a ladainha: Jorge Jesus, por já ir para o Benfica, deixou-se perder, facilitou, etcetera. Não ponho as mãos no fogo por Jesus porque não gosto dos Domingos Paciència do futebol português. Mas, em caso de vitória, espero que o facilitismo de Jesus seja comparado ao daquele cobardolas que treina o Vitória de Setúbal e que protagonizou o "estranho caso do minuto 58". Talvez não venda tanto, mas seria honesto. E era simpático ver-vos sê-lo pelo menos uma vez na vida.
 
por JAS às 18:29 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Maio 14, 2009
Mercado
Parece que o Álvaro Pereira vai ser nosso jogador. Apareceu em tudo o que é comunicação social e não foi desmentido pelo Benfica, pelo menos de forma oficial. Não questiono a contratação. Posso discutir a dispensa do Léo (e, devido a esta, a necessidade de um jogador para a sua posição) mas, uma vez consumada, é óbvio que precisamos de um lateral-esquerdo. E um titular da selecção uruguaia parece-me ser uma boa opção.
Não vou questionar - pelo menos, para já - o preço: 4 ou 5 milhões. O que vou questionar é apenas isto: se se dá "4 ou 5 milhões" pelo Álvaro Pereira, do que é que se está à espera para dar 6, 7, 10 milhões - ou o que for preciso - para mantermos o Reyes na nossa equipa? Até porque, se não accionarmos a opção de compra, já toda a gente percebeu onde é que ele irá jogar na próxima época. Não tenham dúvidas disso.
 
por Mavs às 20:25 | Link | 13 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Maio 13, 2009
Laughing Out Loud
 
por Mavs às 19:09 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Considerações a 20 mil quilómetros de distância
Não sei se são verdadeiras as divergências entre Rui Costa e Luis Filipe Vieira. Francamente, não me interessam. Mas a ser verdade que LFV desautorizou Rui falando com Jorge Jesus (aka O Labregôncio) directamente, parece-me clara a decisão que o Maestro tem de tomar: despedir-se. E, para que não restem dúvidas, se for preciso escolher entre um e outro, darei, como é óbvio, apoio incondicional e absoluto ao melhor jogador que o Benfica teve nas últimas décadas. É a diferença entre tolerar um e acreditar - plenamente - noutro.

Ps. Quando conseguir pôr a merda da máquina a funcionar, revelarei a primeiríssima contratação do Benfica para 2009/2010, contratação essa que motivou a minha deslocação ao Oriente. Acreditem, senhores: com um jogador deste calibre, não há criminalidade que os salve.
 
por JAS às 11:59 | Link | 8 tragédia(s) escrita(s)
Nome
Pediram-me um nome de alguém que não seja labrego e perceba de futebol. Além dos óbvios Mourinho, Capello, Lippi, Hiddink, Benitez ou Wenger, dou-vos este:

Paul Le Guen.
 
por Mavs às 00:20 | Link | 11 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Maio 12, 2009
Oh My God (ou Jesus, neste caso)...
Será que estamos mesmo condenados a um labrego que percebe de futebol?
 
por Mavs às 01:46 | Link | 12 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Maio 11, 2009
Quem? Onde? O Quê?
Parece que, segundo o que me disseram, aconteceu alguma coisa no panorama futebolístico português. Perguntei se algum corrupto tinha sido preso. Disseram-me que não. Perguntei o que era. Ninguém me soube responder.

De facto, há certas coisas que, de interessarem - não digo a uma região nem, tão-pouco, a uma cidade, porque isso englobaria a totalidade da Cidade do Porto - mas apenas a meia-dúzia de pessoas, são insignificantes.
Ninguém comemora, ninguém quer saber disso para nada. Que se matem uns aos outros longe.
 
por Mavs às 02:00 | Link | 11 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Maio 10, 2009
Do que resta
Depois disto (que, sinceramente, já nem sei qualificar), resta uma coisa bastante positiva: a certeza do que o Quique não será nosso treinador na próxima temporada. Dadas as circunstâncias, já me contento com isso. Ao que isto chegou...
 
por Mavs às 02:30 | Link | 9 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Maio 09, 2009
Uma agradável ausência
Felizmente, não estarei por cá durante largo período. Evitarei, assim, testemunhar o apogeu da vigarice. E se, por algum acaso, tiver o azar de levar com algum "festejador" a não sei quantos mil quilómetros de distância, prometo espirrar-lhe para cima. Do cagaço já o gajo não se livra.
 
por JAS às 02:54 | Link | 7 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Maio 06, 2009
Quando alguns ratos regressam ao navio
É simplicíssimo criticar quando as coisas não correm bem. Sei-o porque também o fiz e porque ainda me sinto tentado a fazê-lo. E se não o tenho feito, é somente por respeito a Rui Costa. O Benfica é um clube ecléctico, como se diz por aí, e que, como tal, costuma respeitar opiniões diversas sem as presentear com balázios nos joelhos. Importa, porém, traçar limites entre a divergência opinativa e a falta de vergonha.

Quando Petit se foi embora do Benfica, fomos notificados que o Benfica, no melhor interesse do jogador, o deixara sair para que este pudesse celebrar aquilo a que, na gíria, se chama "contrato de uma vida". Petit saiu, tanto quanto sei, pelo seu próprio pé. Ninguém o pressionou a sair. Ninguém o obrigou a assinar pelo Colónia. Pelo contrário. Petit agradeceu o gesto benfiquista escrevendo uma carta (ou, pelo menos, assinando-a) na qual agradecia o apoio e o carinho e as baboseiras do costume, mas na qual se podia ler a sua necessidade de ir jogar "para outras terras do mundo". Nunca foi Petit posto em causa, tendo saído como um profissional exemplar e como um verdadeiro benfiquista (seja lá o que isso for).

Eis senão quando, sem apelo nem agravo, Petit aparece nas notícias apoiando o Dr. Bruno Carvalho. Em quê, não sei bem. Ainda ninguém me apresentou uma ideia, decente ou nem por isso, do putativo candidato / benchmarker. Ainda não ouvi ou li qualquer comentário proveitoso do senhor doutor. Além, claro, do contínuo beija-mão à realidade portista, cuja verdadeira essência, expressa em vários "minutos 58", o dr. continua a querer transmitir ao Sport Lisboa e Benfica.

E se é verdade que não me espanta a atitude do Dr. Carvalho [recrutar um jogador incompreensivelmente insatisfeito para usar como arma de arremesso contra uma direcção que teve sempre em conta o seu (do jogador) interesse demonstra muito do seu (do Dr. Carvalho) carácter], acho inaceitável e reprovável a atitude de Petit. Como profissional de um clube que serviu, no qual foi campeão e do qual se diz adepto, a única opção para Petit seria o silêncio. Se não gosta de Luis Filipe Vieira e quejandos, terá todo o direito a expressá-lo nas urnas, como qualquer benfiquista indignado.

Servir-se do estatuto conquistado ao serviço do Benfica para apoiar um putativo candidato - sobretudo contra uma direcção que o apoiou na prossecução dos seus objectivos profissionais - pode ser muita coisa, mas não será, certamente, benfiquista. Talvez alguém devesse relembrar Petit que, quando os ratos voltam ao navio, correm o risco de ir primeiro ao fundo.
 
por JAS às 01:18 | Link | 16 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Maio 05, 2009
Eles já assumiram, não há problema
Leio no jornal oficial do Porto (portanto, no jornal Jogo) a seguinte notícia:

"Artur Soares Dias no jogo que pode dar "tetra" ao FC Porto"

Se o jogo não der o tetra ao Porto, decerto que o mencionado não fará com que a notícia seja falsa. No próximo fim-de-semana, este tipo lá dará o tetra ao Porto. Podiam era acrescentar que o trabalhinho já foi feito, em grande parte, pelo Proença no jogo Porto-Benfica. E com muita fruta à mistura.
 
por Mavs às 22:26 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Reyes
O presidente do Atlético de Madrid decidiu fazer uma pressãozinha e dizer que "não crê que ele vá ficar no Benfica". É óbvio que os alarmismos que a comunicação social tenta - todos os dias - criar em tudo o que mexe com o Benfica, fizeram com que as notícias fossem do género: "Reyes não irá ficar no Benfica na próxima época" ou "Reyes já não quer ficar no Benfica" ou "O Benfica já não quer Reyes" ou, melhor ainda, "O Benfica, pelo facto de não ir à champions, já não tem dinheiro para comprar o resto do passe do Reyes".

Por amor de Deus, deixem-se disso. Além do Benfica deter parte do passe do jogador, existe uma coisa chamada "cláusula de opção" que termina, precisamente, a 31 deste mês. Até lá, façam um favor a todos nós e: CALEM-SE.
 
por Mavs às 22:18 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Maio 04, 2009
Bate boca
Sempre que vejo as arrancadas de David Luiz pelo lado esquerdo do ataque, recordo Léo. Recordo o fulgor, o entusiasmo, a técnica, o querer e outras características que, durante anos, definiram os jogadores do Benfica. Chateou-me que saísse, sobretudo porque, para o lugar que era dele por direito, só havia Jorge Ribeiro. E entre um jogador que aliava a qualidade ao amor à camisola e... Jorge Ribeiro, não há sequer lugar a escolha.

As razões que motivaram a saída de Léo ficaram sempre por explicar, embora certos comentários feitos ao longo da época tenham permitido perceber que não foi só a saúde do seu pai que motivou a sua saída. Nunca percebi bem porque razão não gostava Quique do melhor lateral-esquerdo do campeonato, mas aceito que Flores tentou implementar o seu sistema e que talvez Léo não fosse capaz de se adaptar. O que não legitima Quique, nem prejudica Léo. São opções. Infelizmente, o único prejudicado é sempre o Benfica.

Talvez analisando o carinho (ou lá o que é que os jogadores dizem sentir pelos clubes, pelos adeptos e pelas coisas em geral) se percebam as declarações de Léo que surgem n'A Bola de hoje. Pausa para disclaimer: não ouvi o Léo dizê-lo e, como tal, não sei até que ponto é que são exactas. A questão é: compreendo que Léo goste do Benfica e pretenda alertar o clube, os adeptos ou quem quer que seja para uma realidade que todos nós já conhecemos dolorosamente bem. Mas fazê-lo nos jornais (se é, uma vez mais, que o fez), ainda que com a melhor das intenções, não legitima Léo, nem prejudica Quique. Infelizmente, o único prejudicado é sempre o Benfica.
 
por JAS às 11:20 | Link | 17 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Maio 03, 2009
Será que vale a pena?
Fizémos uma péssima exibição, é certo. Quique, mais uma vez, espalhou-se ao comprido na hora das substituições (a táctica em que passámos a jogar: 4-1-5 é qualquer coisa de... incrível) e o Gomes, neste jogo, chegou ao plano do ridículo. Pode-se agora dizer que o Rui Costa tem culpa na construção da equipa (o que acho de uma profunda injustiça, digo já) ou que o Quique não dá (e eu acho mesmo que não dá). Mas... de que vale isso quando, fomos, mais uma vez, roubados - repito R-O-U-B-A-D-O-S - de uma maneira escandalosa? Este tipo é um ladrão. E não há que ter medo de usar estas palavras. Até porque é extremamente fácil provar (em qualquer tribunal, excepto nos portugueses...) que o tipo viu a mão, sabe as regras, mas não quis marcar. E a isto chama-se roubo.

O primeiro lugar é do Porto. O segundo é do Sporting. Vamos brincar às virgens ofendidas e acreditar que esta merda já não está toda planeada desde início?
 
por Mavs às 04:18 | Link | 20 tragédia(s) escrita(s)