Foram estas as primeiras palavras que vi hoje, ao abrir o site d' A Bola. Pensei que de uma vez por todas os ânimos em volta do último jogo fossem serenar, mas ao dizerem que o "argentino inventou grande penalidade" e ao pretenderem comparar esta jogada com o que aconteceu no ano passado com Lisandro Lopez, deu para entenderque se pretendia mais sangue e polémica, bem patente nos comentários ao artigo.
Vejam os dois lances que são referidos no jornal e depois comparem-nos. Lisandro pediu penalty, Aimar não. Ele cai, o árbitro apita, o penalty é assinalado. Aimar não pede nada, fim de história. Vamos então pelo prisma da simulação: Na primeira parte, há um jogador do Nacional (não sei precisar qual é, será o vídeo do JAS mais abaixo?) que se atira para o chão quando o Benfica está a criar uma jogada de perigo e que após a bola ter saído pela linha de fundo (salvo erro, Bracalli faz uma grande defesa a um remate de Ramires), esse jogador levanta-se e juntamente com os seus colegas vão protestar com o árbitro e jogadores do Benfica pela sua "falta de fair play". Pensava eu que o fair play só se aplicava quando um jogador de facto se lesiona... Onde está a punição pela simulação?
E de uma vez por todas, o Benfica ganhou o jogo justamente. Ficou 6-1, quando deveria ter ficado 7-0. Porquê? Simples. Dois golos mal anulados ao Benfica por pretenso fora de jogo, em penalty mal assinalado a nosso favor: saldo positivo de um golo. Um golo ao Nacional que deveria ter sido anulado por fora de jogo. O resto são tretas!
Espero bem que a notícia do Record - lá está, o Record... - de que aquele jogador com nome de bimbo não esteja mesmo no interesse do Benfica. Não é que ele até nem seja razoavelmente aceitável enquanto "jogador da bola", o problema é que quem produz as declarações cretinas que produziu no flash-interview não pode, definitivamente, ambicionar ser jogador do Benfica. Que vá para lá para o Norte ou que continue lá no seu territoriozinho corrupto que é a mesma coisa. E já viram bem a vergonha que era ter um tipo de nome de Micael (ainda para mais, madeirense...) no nosso plantel?
A única coisa que não percebi ontem na atitude do Jesus foi o facto de apenas ter feito o gesto aos 4 golos e não ter esfregado, com as duas mãos, um 6 no bigode daquele cretino.
Por aqui se percebe que Ruben Micael (bonito nome) foi dura e severamente atingido pelo... ar. Aguardo, por isso, os desenvolvimentos sobre a penalização que a Comissão de Justiça da Liga irá atribuir à atmosfera, que tanto lesou os patetas do Nacional, começando pelo seu treinador, cujo único neurónio ainda vivo se viu à rasca para sobreviver à rabecada, a ponto de, no final, termos assistido, pela primeira vez, a uma auto-crítica de Manuel Machado. Um cretino é, de facto, um cretino. E Manuel Machado é, como diria um antigo chefe meu, um "super-cretino".
Lamento muito, mas um adepto não deve apenas dizer bem. Sobretudo quando é fácil. Apesar do bom futebol, das vitórias, do imenso receio que o Benfica inspira aos adversários, da profunda satisfação que todos os benfiquistas sentem quando vêem a equipa jogar, nem tudo corre bem. Um treinador deve exercer um controlo perfeito sobre a equipa e Jorge Jesus, por muito que me custe admiti-lo, não consegue. São já várias as conferências de imprensa em que o treinador do Benfica lembra que a equipa não pode golear sempre. Os jogadores, num acto de indisciplina recorrente, e que mereceria castigo sério, continuam a desmenti-lo. Quando chegou ao Benfica, Jorge Jesus disse que os jogadores iriam jogar o dobro do que haviam jogado no ano passado. Neste momento, os jogadores jogam o quádruplo do que Jorge Jesus pensava que eles iam jogar. É muito feio faltar ao prometido.
As falsas expectativas que o treinador do Benfica lançou no início da época tiveram efeitos muito negativos até na minha vida pessoal. Quando soube que o Benfica jogaria o dobro do que havia jogado no ano passado fiquei contente, mas não demasiado. O Benfica não jogava assim tanto para que a perspectiva de passar a jogar apenas o dobro fosse especialmente apelativa. Por isso, cometi a imprudência de marcar compromissos profissionais para dias de jogo do Benfica. Não pude ver no estádio a goleada ao Everton e fui forçado a acompanhar a goleada ao Belenenses apenas na televisão. Tivesse Jorge Jesus sido rigoroso e eu teria metido licença sem vencimento até ao fim da época.
Muito embora o Benfica seja, neste momento, uma máquina de triturar equipas e fazer golos, muita gente adverte ainda para os perigos que podem resultar do entusiasmo dos benfiquistas. Pelos vistos, o entusiasmo benfiquista é perigoso. Quando as outras equipas perdem, o adversário joga melhor. Quando o Benfica perde, a culpa é do entusiasmo dos sócios. Não se percebe a razão pela qual os outros treinam: segundo esta curiosa teoria, basta entusiasmarem-nos o terceiro anel para estarmos em apuros. O mais interessante é que o mesmo entusiasmo, tão contraproducente, também é apontado como um factor que nos beneficia. Sportinguistas e portistas queixam-se de que a onda de entusiasmo contagia os jornais e empurra o Benfica, o treinador do Braga lamenta que o Benfica seja levado ao colo pela euforia dos seus próprios adeptos. Em Portugal, ser levado ao colo pelo entusiasmo dos adeptos é crime, ser levado ao colo pela arbitragem é dirigismo brilhante. O treinador do Braga, por exemplo, nunca se queixou disso. Calha sempre estar a olhar para o chão.
Por Ricardo Araújo Pereira, 24 de Outubro 2009 in Jornal "A Bola"
Descoberto na Tertúlia Benfiquista, aqui fica o vídeo mais emociante e que melhor descreve o amor que se pode sentir pelo nosso clube, o Glorioso. 2 minutos e 42 segundos de pura paixão. Vieram-me as lágrimas aos olhos:
The Independent - David Moyes was facing a team managed by a man called Jesus and destroyed by a footballer called Angel.
The Guardian - The scale of the humiliation might have been even greater but for Angel Di María, Benfica's brilliant Argentinian playmaker who orchestrated the collapse, driving a shot against the crossbar and drawing a couple of exceptional saves from Tim Howard.
BBC Sport - Everton's heaviest defeat in Europe saw them lose their unbeaten record in the Europa League to an excellent Benfica.
Daily Post - The Goodison outfit slumped to their heaviest- ever loss in European competition when they were thrashed 5-0 by Benfica in the Estadio da Luz last night.
ESPN - Above anything else, Benfica were immense.
E o meu favorito:
Daily Telegraph - They had started nervously, their every touch booed by Benfica’s ardent support, the stream of noise endless from the moment Vitoria, Benfica’s eagle, was released around the ground before kick-off for her traditional, ceremonial fly-past.- Europe’s most fearsome attack were not finished, though. Benfica at least had the decency to turn off the turbo.
Chegam para contar os nossos golos hoje. Tenho pena de não poder ter visto o jogo ao vivo, foi um excelente espectáculo, e um ambiente assombroso. 45 mil na Luz, com o pontapé de saída a ser dado às 18h é sempre de assinalar.
A Luz é o maior estádio com maior lotação de Portugal, foram-lhe atribuídas 5 estrelas pela UEFA (tal como Alvalade e o Dragão), já teve a final do Euro 2004 e é normalmente o palco da grandes decisões sempre que a Selecção joga. Portanto, é complicado porquê? É a escolha óbvia!
Neste momento avança-se com a candidatura ibérica à realização dos Mundiais 2018 ou 2022, e Portugal propõe-se a pagar 40% da factura. Pergunto eu: vamos receber 40% dos jogos? Simultaneamente, discute-se o que fazer com estádios como o de Aveiro, Leiria ou Algarve, autênticos "elefantes brancos" em cada um dos seus municípios, uma vez que não geram sequer receita para suportar os encargos necessários à sua manutenção, como ficou demonstrado numa excelente reportagem transmitida ontem no Jornal da Noite da SIC. Gilberto Madaíl, naquele seu estilo típico que eu só posso caracterizar de "fuga para a frente", afirma que foi bom termos organizado o Euro porque ganhámos experiência organizativa, e o país teve exposição mediática. Em Aveiro, município onde curiosamente Madaíl foi vereador e governador civil, aventa-se a hipótese de demolição do estádio.
O Pedro Ferreira da Tertúlia alerta, e bem, para uma verdade que quero deixar bem claro também aqui neste blogue: A cidade do Porto não é corrupta, labrega e um nojo como o clube (e seus dirigentes) que, infelizmente para a mesma cidade, partilha o mesmo nome. A vitória ontem do Rui Rio só prova aquilo que acabei de escrever. A vitória ontem do Rui Rio é também uma vitória contra a flatulência.
E a grande questão que se me coloca é se hoje, sábado, estarei a torcer mais fortemente por uma selecção de Liedsons, Pepes, Decos e Brunos Alves ou de Aimares e Di Marias? Ambas têm jogos decisivos e, ainda que a selecção do Resto do Mundo jogue na Luz (isto é, lá teremos que emprestar a nossa casa a essa gente...), se só uma pudesse ganhar, lá teria de ser a Argentina. Obviamente.
Para mim, hoje é o dia em que vou assumir isto claramente: a partir deste momento, o clube de nome "Sporting Clube de Portugal" será encarado não como um rival nem sequer como um adversário principal (só o será nos jogos em que haja confronto directo Benfica-Sporting) mas, simplesmente, como mais um daqueles clubes que lutam pela manutenção no pobre campeonato português. É a vida.
O JEB, Jebo ou, para os amigos, "cabeça-de-contonete", diz que "o fundo de jogadores do Benfica é uma vergonha". Já o dizia em relação à Benfica Tv e agora, como sempre fizeram ao longo da sua patética história, lá nos vão copiar. Mas no fundo, vergonha, vergonha são: as exibições do aglomerado de jogadores que os mais fanáticos chamam de "equipa"; os resultados do Sporting inerentes; o Paulo Bento; e, claro, a sua cabeça, caro Jebo.
Não percebo a RTP e a escolha dos jogos. Se me parece acertada a política - numa lógica de garantir maiores audiências - que não passem jogos do Sporting, não percebo qual o interesse de transmitir um jogo entre o Porto e o Porto B. Será que não seria de esperar já um resultado desses?
Em relação àquilo que realmente importante neste país, o Benfica, (e para não dizer que sou faccioso, apesar disso para mim ser um elogio) também há uma coisa que não percebo: como será possível aceitarmos a marcação de um jogo para uma segunda-feira, sabendo que corriamos o risco, fruto da qualidade do nosso plantel, de alguns jogadores importantíssimos poderem não jogar devido à chamada para as respectivas selecções?
Já ouviram falar duma história que envolve uma cenoura e um burro e que pretende, na realidade, demonstrar a importância da motivação adequada na prossecução de determinados objectivos? Pois bem, aí têm a cenoura. Logo à noite, o "Bicho" tratará de baixar as orelhas. E o objectivo - o deste fim-de-semana, pelo menos - estará atingido. Lá diz o ditado: em terra de cegos, quem tem olho é rei. No nosso caso, os cegos são igualmente surdos, mudos e estúpidos que nem uma carrada de lenha. Ou melhor, fingem ser. Afinal, não é com vinagre que se atraem moscas. Pois não. Mas também não é com mel.
Ver o jogo com o AEK causou-me uma sensação de dejá vu. De facto, a forma como jogámos ontem parecia uma repetição da atitude de outras épocas (e de outros treinadores). E é a primeira vez esta época que passo o jogo com uma espécie de formigueiro no corpo. Não é uma sensação que queira voltar a ter tão cedo... Em suma, o que nos faltou em postura, velocidade e pressão sobejou em soberba, desunião e descrença. Pareceu-me que os nossos jogadores "sabiam" que a bola ia entrar, mais cedo ou mais tarde. Mas porque o guarda redes contrário fez uma excelente exibição e porque nós não jogámos (nem corremos) como devíamos, perdemos.
Do jogo de ontem há que retirar uma importante lição: os outros também jogam. E teremos sempre de demonstrar em suor e esforço que somos mais fortes que o adversário.
PS: Rui Santos a comentar o jogo... priceless. Aquelas metáforas partem completamente qualquer espectador!
Esta personagem não sabe falar outro assunto que não o Benfica. Sim, PdC bem pode agradecer aos olheiros do SLB o Falcão. E podia também falar em Álvaro Pereira, os dois casos mais recentes de desvio... É uma prática corrente no Dragão, este ano não poderia ser diferente. Felizmente, é apenas mais uma voz a juntar-se ao coro de elogios. Os adeptos do SLB também agradecem as compras acertadas que fizémos este ano.