origem
Quarta-feira, Dezembro 29, 2010
Isto não é sobre o Benfica, mas também tem importância. Menor, certo. Mas tem.
Ofereceram-me um iPhone 4 no Natal. Comprado na loja com símbolo amarelo. Que, por sua vez, o tinha, aparentemente, mandado vir de um país anglo-saxónico. Só assim se justificava que o carregador tivesse três pinos em vez dos habituais dois. Nada de especial, dizem-me na Vodafone, onde fui buscar o micro-cartão, porque os equipamentos - bonita palavra - costumam vir com adaptador da marca. Tudo bem, digo eu, e vou à loja com símbolo amarelo (do Colombo) para reclamar o meu. Relembro que o iPhone 4 desbloqueado é brinquedo para oitocentos euros. Chegado à loja com símbolo amarelo, encontro, à minha frente, um senhor exactamente com o mesmo problema. Foram necessários 45 minutos, muitos gritos, ameaças - do senhor à minha frente - e uma conversa com o director de loja para que a loja do símbolo amarelo oferecesse (mais ou menos, que eu já o tinha pago) um adaptador Apple que, "por acaso", lá tinham. O director de loja ainda teve a suprema lata - conceito que, espero, não seja punível em tribunal - de vir dizer que, e cito de memória, mas com testemunhas, quando uma pessoa comprava um Mercedes, também vinha com pneus Continental. Ora, quando alguém que compra um equipamento - bonita palavra - de oitocentos euros ainda tem de ouvir obscenidades como esta, em vez da mais que merecida vénia, pedido de desculpas e vale no valor de 5 euros pelo tempo dispendido, há qualquer coisa de muito errado com o serviço de pós-venda em Portugal. E foi por isso que fiz copy-paste do já famoso post da Ensitel, que, pelos vistos, andou a ter aulas sobre liberdade de expressão com o senhor Serpa.

"Ensitel

Nem sei por onde é que hei-de começar.

Faz hoje uma semana, ele ofereceu-me um Nokia E 71 que comprou na Ensitel do Saldanha Residence. Ontem à hora do almoço começa a falhar a luz do display. Pura e simplesmente, com o teclado activo, não havia luz (o que dificulta imenso a utilização do telefone). Fui de imediato à Ensitel onde foi comprado o equipamento, explicar o que se passava. A primeira reacção foi "isso é do software", que deu logo para uma resposta dele "eu por acaso sou programador de software, explique-me lá como é que a ausência de luz se explica através do software", pelo que aquela justificação foi abandonada de imediato.

Estava (e está) dentro do período durante o qual eu tenho direito a trocar o equipamento defeituoso por um, totalmente novo, na loja onde foi adquirido. Ontem, a resposta foi, pois, mas não temos mais em stock, terá de se dirigir à Nokia. Não havia nenhum telemóvel igual, na zona de Lisboa, apenas nas lojas do Norte.

No dia seguinte, portanto hoje, já com as caixas, caixinhas, saquinhos de plástico, facturas e demais parafernália que acompanha este tipo de equipamento, voltei à Ensitel, para confirmar que não trocavam aquele equipamento defeituoso por um outro, tal como está previsto no contrato (e na Lei, já agora). Confirmado. Preenchi uma folhinha do livro de reclamações, peguei em mim e fui à Nokia. Na Nokia disseram-me que podiam reparar o equipamento, mas que eu tinha direito à troca.

De regresso à Ensitel. Expliquei, de novo, a questão, e, milagrosamente, apareceu um equipamento na zona de Lisboa, no Oeiras Parque. Está reservado em seu nome, é só chegar lá e trocar.

Fim do dia, vai buscar o puto e vai para o Oeiras Parque, para que os senhores se recusem a trocar o equipamento, porque tem um risco no écran (eu não vejo risco nenhum).

Regresso à Ensitel do Saldanha. Já só quero que me devolvam a porra do dinheiro. Quero extinguir a minha relação comercial com a Ensitel o mais rapidamente possível.

As meninas que me atendem também não vêem nenhum risco no écran, mas vêem um risco na tampa da bateria. Recusam-se a devolver-me o dinheiro.

Isto é uma novela, mas mesmo assim, mantenho-me calma.

A Ensitel podia ter resolvido o problema muito facilmente, ontem, cumprindo a Lei, trocando o equipamento (acção à qual resistem a todo o custo). Optou pela via mais difícil. Coloca imensos entraves à troca de equipamento, dificulta a coisa, tenta empurrar para terceiros, sacudir a água do capote.

No meio disto tudo, quem se lixa é o mexilhão. O problema é que, neste caso, o mexilhão sou eu. E eu não gosto que me lixem. O que poderia ter sido resolvido com a troca de um equipamento, vai ser resolvido em tribunal, vão ter de me devolver o dinheiro, pagar as despesas legais, mais as deslocações, mais toda e qualquer despesa que eu venha a ter com esta brincadeira. E em cima disto perdem não um, mas dois clientes e, se olharmos para a quantidade de telemóveis e respectivos acessórios que estes dois clientes compraram nos últimos anos, eu diria que eles fizeram um mau negócio.

Pela parte que me toca, qualquer empresa que tente prejudicar o seu Cliente, fugindo às responsabilidades que a Lei lhe atribui, escondendo-se atrás de procedimentos internos (que NUNCA se podem sobrepor à Lei, mas que se sobrepõem) é uma empresa que não merece a minha confiança, nem a minha recomendação. Pela parte que me toca, boicote à Ensitel.

E este, apesar de ser o primeiro, não é o último post que faço acerca deste tema."


Daqui.

 
por JAS às 12:25 | Link | 8 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Dezembro 24, 2010
Boas festas... pelo corpo todo
Dois representantes deste blogue dirigiram-se hoje a um espaço comercial que só era batido em número de criminosos por metro quadrado pelo funeral de certo indivíduo, apenas para constatarem que ainda ninguém o tinha demolido (ao sítio). Ainda assim, apesar de um dos representantes não ver uma vez mais satisfeito um dos seus desejos natalícios, queremos, os três, desejar Bom Natal aos leitores do blogue e aproveitar para relembrar que o Natal é bonito, acima de tudo, por ser vermelho e branco. O resto é verbo de encher.

PS. Para os outros, os do costume, os amendoins estão no cestinho. Enjoy!
 
por JAS às 00:03 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Dezembro 23, 2010
Egoísta!
Ou como uma mesma palavra pode ter duas faces, até dentro do mesmo jogo.
Uma má:



E uma boa:

 
por Jota às 09:40 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Dezembro 22, 2010
Moral em casas de Reinaldo Teles
Se fosse necessário dar um nome a esta semana, seria certamente a semana das lições. Eu, pelo menos, fartei-me de aprender. Começou, pelo menos na minha cronologia, com a morte de um indivíduo do Fóculporto. Foi há alguns dias, bem sei, mas os sapientes costumam esperar que a poeira assente para debitarem a sua sapiência, e eu, como grande sábio da bola, não poderia fugir à regra, vindo, portanto, dizer de minha justiça........ Pronto, já está. "Então, não há pérolas de ironia? Não há críticas infundadas? Não há piadolas sobre condições atmosféricas?" pergunta o leitor, indignado. Não, leitor. Pensei, por acaso, em tudo isso. Ponderei uma elocubração sobre a importância do ente público e do ente privado. Considerei fazer referência a um post em específico, que, por sua vez, faz referência ao texto do vocês sabem bem quem, que, por sua vez ainda, faz referência ao adepto do fóculporto em questão. Quis ainda fazer referência a Féher, a textos de adolescência, ao jornal da escola... mas para quê? O indivíduo morreu? Mas quem era o indivíduo? Se tivesse morrido o paquistanês ali da esquina, que é quem me avia a fruta e os legumes durante a semana, ficava chateado. Se fosse a minha senhora da limpeza, custava-me, até porque se trata duma excelente pessoa. Já para a morte dos adeptos de clubes rivais, cuja existência não me beneficia seja de que forma for, estou-me positivamente nas tintas.

Aparentemente, há quem não esteja. E, pelos vistos, há quem se indigne com aqueles para quem a morte do indivíduo "limpou o ar" (cá está) ou "foi muito bem feita, porque ele era isto e era aquilo e era aqueloutro". Percebo a indignação. Quando morrem criminosos, é sempre bem feito. Já quando morrem aqueles que os defendem, algo vai mal no mundo. Afinal, estamos a falar de seres humanos (toda a gente sabe que os criminosos são uma espécie de entidade alienígena, sobretudo em Portugal e sobretudo nas classes altas, o que justifica as diminutas taxas de detenção e condenação). E não nos esqueçamos da família, que sofre com as injúrias, calúnias e difamações de que é alvo o morto, nomeadamente o padrinho, que é sempre o mais atormentado. E ainda dizem que o futebol é para incultos, cambada de incréus!

Outra coisa que aprendi esta semana foi que há uma série de portugueses que andam a fazer das suas por Madrid, pelo menos de acordo com o adjunto do director da Marca. Começou com Silvino, que protagonizou um momento vergonhoso. Acabou com Mourinho, que, armado - como de costume - em estrela, deu uma conferência de imprensa "incoerente" e "tensa", arrastando a grandeza do Real Madrid para a "lama das misérias mundanas" enquanto infringia "as regras mais elementares do desportivismo". É curioso que o carácter nobre do clube do coração do Generalíssimo Franco, que, como toda a gente sabe, aguarda a beatificação entre as paredes do Vaticano, nunca tenha sido arrastado para a lama das misérias mundanas. É igualmente curioso que a palavra "desportivismo" - essa espécie de ética do futebol - surja pela pena de um jornalista da Marca. Não deixa, finalmente, de ser fascinante que o estilo de jogo do Real seja posto em causa. Digo isto porque, quando o Inter eliminou o Barcelona, no ano passado, com um futebol de qualidade, como todos vimos, evitando assim que o Barcelona se passeasse no Bernabéu, não creio que os jornalistas da Marca se tenham queixado muito. O que é perfeitamente natural. Afinal, os sucessos do Real Madrid são como as escutas: só devemos ouvir as que nos dão jeito. As outras são todas ilegais.


 
por JAS às 23:16 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Dezembro 21, 2010
A questão da Águia
Do comunicado de ontem fica o seguinte:

"O símbolo do Sport Lisboa e Benfica é a águia, não o senhor Juan Bernabé"

Se o gajo se armou em esperto e se achava mais importante do que era, só há que o pôr na linha. Pode não ser esta época, mas certamente outra águia voará na Luz antes de cada jogo.
E, já agora, espero que o Benfica se proteja, ao contrário do que parece ter acontecido com Barnabé.
 
por Jota às 16:37 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Dezembro 20, 2010
Canções que há trinta anos que não saem de moda




"Foi na loja do Mestre André
Que eu comprei o meu apito
Pito-pito-pito
O meu apito
Pito-pito-pito
O meu apito

Foi na loja do Mestre André
Que eu provei rebuçadinhos
Pito-pito-pito
Rebuçadinhos
Pito-pito-pito
Rebuçadinhos

Foi na loja do Mestre André
Que eu comi uma frutinha
Pito-pito-pito
Uma frutinha
Pito-pito-pito
Uma frutinha"


 
por JAS às 01:15 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Dezembro 17, 2010
Vfb Stuttgart


Temos oportunidade de limpar a má imagem deixada perante o Schalke. Basta querer... e correr.
Portanto, nada de favoritismos.
 
por Jota às 14:00 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Dezembro 14, 2010
O caminho para o socialismo
Made in USA, obviamente...

 
por Jota às 19:06 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Dezembro 11, 2010
Aceitam-se analogias


 
por JAS às 08:57 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Dezembro 09, 2010
43% de derrotas
Em 21 jogos, perdemos 9 vezes.
E isto torna-se ainda mais doloroso quando há uma notória falta de vontade, crença e raça da generalidade da equipa.
Não vou bater mais no ceguinho, já escrevemos muito sobre o que achamos da preparação desta época.
Para fechar, em relação ao apuramento para a Liga Europa, preferia que não o tivéssemos conseguido.
O motivo? Simples: estou farto de humilhações e desilusões este ano.
 
por Jota às 09:55 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Dezembro 07, 2010
A vassalagem é uma coisa tão bonita!
Quem é que já se esqueceu do estranho caso do minuto 58?

Relembro para que os mais esquecidos tenham a possibilidade de compreender as estranhas declarações do Presidente do Vitória de Setúbal que, de repente, não mais que de repente, absolveu Elmano Santos, o mesmo que, relembre-se, assinalou um penalty não existente que fez a sua equipa perder três pontos.

Não tenho paciência para as parvoíces de Vieira, mas ao Setúbal há já quarenta anos que os devíamos deixar a falar sozinhos. Relembro uma vez mais: Benfica Campeão Europeu vai disputar a Taça de Portugal com o Vitória de Setúbal. Com os jogadores extenuados, usa, vá, a equipa C. Perde. Os labregos de Setúbal alegam terem ganho ao Campeão Europeu. Pessoalmente, tenho a dizer que adoro choco. Mas este já deveria ter sido extinto há muito tempo.
 
por JAS às 18:09 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Dezembro 05, 2010
Onde está o gajo que está sempre a olhar para o chão?
Do Sporting de Braga de Domingos Paciência e António Salvador disse-se, no ano passado, o que Maomé terá dito de Meca e de Medina. Esta época, pelos vistos, ainda não regressámos ao toucinho, mas pouco faltará para que tal aconteça. O Sporting de Braga do ano transacto era, comprova-se agora, duas coisas em simultâneo: primeiro, criação inacabada do Mestre da Táctica; segundo, braço emprestado do terceiro classificado para impedir a ressurreição do Glorioso. Daí as críticas à revelação de Jesus, quando afirmou que a equipa já por si estava feita. Daí a facilidade de exaltar o grande fenómeno desportivo bracarense. Não me admira, reconheço. A exaltação da ilusão em detrimento da realidade, num país com uma classe política como a nossa, não é mais do que uma necessidade, posta em prática pela classe política em primeiro e avançado lugar. É assim apenas natural que o "quarto poder", tão tristemente podre como os outros três, lhes siga os passos. É verdade que desde que A Bola caiu da cadeira que não lhe passo a vista, mas não me espantaria a ausência de referências ao grande "Braguinha", tal como não me espantou a ausência de referências sérias ao processo "Apito Dourado". Afinal, não era por acaso que a cor do lápis era azul. Venho, por isso e por este meio, exortar a que se escalpelize essa moscambilha desportiva que foi a ascensão do Sporting Clube de Braga, clube que, à semelhança do Sporting Clube de Portugal, não tem um historial digno desse nome em competições nacionais e europeias, à categoria de "grande do futebol português". Mas desta vez, senhores jornalistas, sem exageros, sem pretensões, sem conversa. E com pelo menos um bocadinho de verdade. Vá, tentem lá. É como dar sangue: vão ver que não dói nada.
 
por JAS às 11:50 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Dezembro 02, 2010
Mais uma vítima de Ricardo Costa (take II)

Na versão do Tribunal da Relação do Porto, o ditado reza assim: "de muito boas pessoas está o inferno cheio". Tal como o Fóculporto. Curiosamente, tal como em Orwell, também no mar de bondade que é a sociedade portuguesa parecem existir pessoas mais boas do que outras.
 
por JAS às 21:51 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)