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Quarta-feira, Fevereiro 29, 2012
Rapazes,
É já sexta feira que jogamos aquela que será a final do campeonato. Bem sei, bem sei: são só três pontos, um jogo nao decide competições, enfim, a ladainha do costume. A realidade que todos conhecemos é que um novo golpe, e logo contra o Fóculporto, os deixará inapelavelmente mais fortes e, consequentemente, acabará com as nossas esperanças de sermos campeões. É fundamental que prestem atenção ao "nossas", porque também vos diz respeito. Na semana em que o Benfica celebra o seu centésimo oitavo aniversário, não será demais relembrar que a equação que dá vida ao Benfica se faz da soma de cada um dos seus adeptos. Há cem anos como agora. E somos tantos, rapazes, sobretudo quando, de muitos, fazemos um. Não se enganem, meu caros: é nesse momento que o Benfica atinge a sua máxima plenitude, o seu pico de grandeza, a sua eterna glória. Também erramos, sim, mas só porque exigimos o máximo daqueles que representam, mais do que um século de história, um século de gente. Gente anónima, gente da rua, gente da praça, gente fabril (e febril), os operários, os pedreiros, os empregados, gente que, na ausência de posses, ergueu a mística e, logo de seguida, duas Catedrais para louvá-la. Gente que não vive somente o Benfica, porque o é. Somos nós que lá estaremos sexta-feira. Nós, que pouparemos ainda um pouco mais para lá estar. Nós, que traremos mais Benfica nos ventres, entre os braços, aos ombros, pela mão. Nós, que vergados ao peso da austeridade e à inevitabilidade da História, lutaremos até ao fim para preservar o que há cento e oito anos temos vindo a construir e, sobretudo, a conquistar. Temos em vós os nossos capatazes, mas, sobretudo, os nossos guerreiros, a nossa armada invencível, a nossa ínclita inspiração. Só a vitória, por isso, não nos chega. Queremos um troar uniforme de revolta, uma sublevação jogada, uma confiança indómita e inabalável. Queremos um massacre. Seremos a segunda, a terceira, a milésima vaga. Que não vos faltem as pernas. Que não vos falte o fôlego. Que não vos falte o ânimo. O Benfica jamais vos faltará.

Ao ataque, meus Bravos.