De todos, (escolheu) um.
Às dezasseis horas e dezasseis minutos de terça-feira (momento em que é feito o primeiro comentário), o onze escolhido pelos adeptos do Benfica, e anunciado na página oficial do Facebook do Benfica, era este:
Mika, Luisão, Luisinho, Miguel Vitor, Maxi, Ola John, Carlos Martins, Aimar, Melgarejo, Hugo Vieira e Cardozo.
Às vinte e três horas de terça-feira (momento em que é feito o primeiro comentário), o onze escolhido pelos adeptos do Benfica, e anunciado na página oficial do Facebook do Benfica, era este:
Mika, Luisão, Luisinho, Miguel Vitor, Maxi, Ola John, Carlos Martins, Aimar, Melgarejo, Hugo Vieira e Cardozo.
Às vinte horas de quarta-feira, o onze anunciado no site oficial do Benfica foi este:
Paulo Lopes, Luisão, Javi Garcia, Rodrigo Mora, Maxi, Ola John, Carlos Martins, Nico Gaitan, Garay, Melgarejo e Saviola.

Da tarde para a noite de terça-feira, não mudou um único jogador. A equipa estava feita para jogarem aqueles que quem vai ao Estádio, e convive com benfiquistas, sabe serem os favoritos: as esperanças, os jogadores adquiridos recentemente, os portugueses e os insubstituíveis. De terça para quarta, não encontrei mais nenhum anúncio relativamente à equipa escolhida pelo Benfica "até ao momento". Às vinte horas, o Benfica anuncia, na sua página oficial do Facebook, um onze "escolhido por todos vocês", onde figuram Paulo Lopes em vez de Mika, Rodrigo Mora, Nico Gaitan e Saviola, num total de seis "substituições" relativamente ao onze anunciado "até ao momento" no dia anterior. Dos cinco portugueses, ficaram dois, como é, aliás, habitual. Mais estranha ainda é a troca de guarda-redes, a inclusão de Mora, que nada fez para justificar, até agora, qualquer tipo de preferência (Hugo Vieira é português e isso chega para muitos adeptos) e, acima de tudo, a de Nico Gaitan. Votaram nele, certamente, os benfiquistas que só tiveram acesso aos jogos da Liga dos Campeões da época passada. Não vale sequer a pena falar da ausência de Aimar, a única que talvez se justificasse por eventual lesão do jogador.
Para votar, era preciso telefonar. Segundo percebi, a chamada era paga. Até pode ser que os amigos desta gente tenham ligado ininterruptamente durante vinte horas para garantir que certos jogadores eram seleccionados. Mas é uma mudança de opinião bastante repentina e, em alguns casos, ligeiramente estranha.
A propósito, ainda não recebi nenhuma resposta do Benfica ao meu e-mail questionando o preço dos cativos. Alguém recebeu? É uma pergunta de retórica, mas sintam-se à vontade para responder.